August Faux - Sangue e Fé

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August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Natalie em Sab 25 Maio 2013 - 14:14


Ao voltar para a Bretanha, August procurara os Presas de Prata para o instruírem.

Por não ser um nobre para os padrões humanos, os Presas não podiam dar-lhe um feudo nem uma posição na corte. Ele foi enviado ao castelo de Silverstone, onde Lady Catherine Carmichael regia um feudo enquanto seu marido, um parente dos Presas chamado Lorde Thomas Carmichael, barão de Silverade, servia no esforço cristão das cruzadas no Oriente. A própria Lady Catherine era uma Presa de Prata já idosa que atingira o posto 3 graças à sua espantosa habilidade política.

Lady Catherine:

Em troca da permissão para habitar seu feudo, Lady Catherine lhe designou como chefe do vilarejo de Warmshire, a extremidade do território feudal mais próximo das montanhas dos irlandeses. A baronesa não escondeu sua satisfação em ter um legítimo guerreiro, tanto aos olhos dos garous quanto dos humanos, chefiando a primeira linha de defesa contra os sempre inconstantes irlandeses.

Warmshire:

Faux teve que investir suas economias da Cruzada para fazer algumas melhorias nas terras que lhe foram dadas e comprar ferramentas, materiais e sementes. Já havia alguns plebeus ali e ele pôde aproveitar sua força de trabalho, investindo numa plantação de batatas, cultura que a terra dali favorecia bastante. Apesar do esforço árduo, August e seus subordinados podiam esperar uma colheita boa já para o fim do outono, podendo assim pagar a parte que caberia à baronesa.

Mas certo dia uma carroça simples e velha, puxada por um burro cansado, chegou a Warmshire, trazendo uma velha freira e um grande cão. Ela pediu para falar com o cruzado chefe da cidade em particular e August foi chamado. Ao chegar à sala onde ela o esperava, August foi surpreendido ao encontrar não um cão grande, mas um lobo, que a mente simplória dos aldeões não conseguira divisar a natureza.

:

Ela levantou-se quando ele entrou, e assim também o lobo, exibindo formas educadas apesar dos trajes simples.

- Bom dia, milorde. Sou a Irmã Margareth, do convento de Saint Mary Mead, que fica ao norte. Talvez prefira me chamar de Lua Antiga, pois sou uma phillodox das Fúrias Negras. Esta comigo é Canção Lunar, galliard fostern de nosso convento. Desculpe procurá-lo sem avisar, mas não havia nenhuma mensageira para enviar, por isso vim lhe falar pessoalmente. Vim pedir ajuda do milorde.


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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Zayrus em Sab 25 Maio 2013 - 15:54

Os dias passam e retorno à uma terra familiar. Apesar de tudo, não poderia reclamar. Deus havia sido generoso, havia me dado um teto para passar a infância e motivos à seguir durante a juventude, e não mais somente um teto, agora eu tinha uma família, eu tinha uma nação, eu era um Presas de Prata. Por mais que gostasse de estar dentre os irmãos de Tribo e soubesse que possuia em minhas veias um sangue puro, eu ainda precisava preservar ao véu. Não sabia os motivos de ter parado na catedral onde havia sido criado, aquela não era a posição que se espera de um casal de nobres, os por quês ecoavam em minha mente, mas eu precisava seguir firme, talvez uma aproximação com a Tribo me desse a oportunidade de clarear o passado sombrio que havia me posto no mundo.

Uma sequência de acordos é feita até que eu finalmente saiba meu destino: Warmshire. Normalmente muitos Presas de Prata poderiam não gostar da idéia de se esforçar para ser digno de uma terra, mas aqueles que governam são escolhidos por Deus, e eu não poderia contestar a vontade e a sabedoria de meu salvador. A humildade era algo que deveria ser posta à prova, eu precisava mostrar meu valor para poder subir, de uma forma ou de outra, liderando o vilarejo eu poderia ajudar as causas da Nação e tocar os aldeões dali com a palavra de Cristo, poderia ganhar experiência em liderar algo a mais que esquadrões de guerra, poderia amadurecer.

Com o passar dos meses a produção prospera com a graça de Deus, teriamos sem dúvida uma boa colheita naquele ano, tudo corria de forma pacata, mas uma visita muda o cenário da vila. Havia sido avisado por um dos guardas da chegada de uma senhora que desejava tomar a palavra comigo, prontamente me disponho a ver do que se travava. Vestia roupas casuais, apesar de terem boa qualidade, nada de fios de ouro ou adornos em pedras preciosas, aquele era um gasto fútil e desnecessário. Trajava roupas de bom algodão, botas militares e minha espada embainhada do lado direito da cintura.

Chegava a sala e notava uma senhora acompanhada com um lobo, aquilo já me era sugestivo, imediatamente olho aos guardas ao redor e digo: -Guardas, dispensandos! Aguardem depois da porta.- Então a escuto dizer: "Bom dia, milorde. Sou a Irmã Margareth, do convento de Saint Mary Mead, que fica ao norte. Talvez prefira me chamar de Lua Antiga, pois sou uma phillodox das Fúrias Negras. Esta comigo é Canção Lunar, galliard fostern de nosso convento. Desculpe procurá-lo sem avisar, mas não havia nenhuma mensageira para enviar, por isso vim lhe falar pessoalmente. Vim pedir ajuda do milorde." Asceno positivamente com a cabeça e então tomo um acento: -Pode sentar-se irmã.- Espero ela tomar o acento e olho para a loba: -Sinta-se a vontade Canção Lunar.- Então calmamente digo à ambas: -Devo pedir desculpas se não foram bem tratadas antes de tudo e espero que se sintam bem nas terras que estão sob minha autoridade. Não sei ao certo do que se trata o interesse em minha pessoa, mas farei o possível para ajudar. Quanto as formalidades, não se preocupe com isso, sempre estarei disposto a acolher e auxiliar a Família bem como qualquer um que necessite. Agora digam-me, em que posso fornecer apoio?- Escutava de forma calma, atento aos movimentos de ambas: *Apesar de não saber o Posto de Margareth, ter uma Fostern de outra Tribo acompanhando um pedido de ajuda não me leva a pensar que terei boas notícias...*.

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Se possível poderia me dizer o contingente militar e uma estimtiva da população do vilarejo? Também gostaria que me desse a lista escrita das construções locais.
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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Natalie em Seg 27 Maio 2013 - 13:19

Lista das Construçôes:
Casa Grande - residência do chefe da Vila
Casa média - residência da família Overeen
Casa média - residência da família Mitchell
Cabana pequena - residência da família Woods
Cabana pequena - residência da família Clarke
Capela - construção pequena usada para orações, tem um crucifixo grande e imagens de Saint Joseph e Saint Mary
Depósito -pequeno galpão onde são guardados materiais e ferramentas
Armazém - pequeno galpão ainda em construção para guardar as colheitas que vierem
Lista de habitantes de Warmshire:

Owen Overeen - 53 anos, soldado veterano, casou-se e se estabeleceu com a família; usa um tapa-olho para esconder o olho perdido e gosta de contar história das guerras antigas
Spoiler:
Olivia Overeen - 36 anos, esposa de Owen, casou-se ainda menina e demorou a ter filhos, é uma mãe dedicada e dona-de-casa zelosa, e também uma excelente bordadeira.
Spoiler:
Ondina Overeen - 19 anos, filha mais velha de Overeen, séria e esforçada, ajuda os pais nos trabalhos domésticos e é uma ótima costureira.
Spoiler:
Ofélia Overeen - 16 anos, filha do meio de Overeen, muito bela e extremamente vaidosa, faz trabalhos domésticos a contragosto, mas é uma decoradora de muito bom gosto.
Spoiler:
Odilon Overeen - 12 anos, filho caçula de Overeen e muito paparicado e mimado, mas é um garoto alegre, aventureiro e muito travesso.
Spoiler:
Marisa Mitchell - 30 anos, seu marido foi convocado como soldado para a Cruzada, ela aguarda ansiosamente seu retorno enquanto cria seus dois filhos, é excelente cozinheira.
Spoiler:
Martin Mitchell - 16 anos, filho mais velho de Mitchell, é valentão e sarcástico, mas é um trabalhador forte e esforçado, grande companheiro.
Spoiler:
Maurice Mitchell - 14 anos, filho mais novo de Mitchell, gosta de tocar flauta, é melancólico e gosta de ficar sozinho, mas ajuda a mãe em tudo que pode.
Spoiler:
Vilma Woods - 53 anos, viúva, conhecedora de ervas e remédios à base de plantas, tem fama de bruxa mas é uma curandeira e parteira muito requisitada.
Spoiler:
Fred Woods - 19 anos, filho único de Woods, muito forte e calado, não aceita insultos a sua mãe, é o trabalhador mais dedicado do vilarejo.
Spoiler:
Jacob Clarke - 28 anos, filhos mais novo de um nobre menor, entrou para o sacerdócio e foi padre até conhecer a noviça Daphne. Largou a batina e casou-se, tentando ser agora um fazendeiro. É o único homem alfabetizado do vilarejo.
Spoiler:
Daphne Clarke - ex-noviça, apaixonou-se pelo padre Jacob e não fez os votos, casando-se. É muito religiosa e séria.
Spoiler:
Informações adicionais:
Fora Owen Overeen, ninguém ali jamais empunhou uma espada. As armas da vila se resumem a porretes e foices, não há espadas além da de August e uma velha e mal cuidada de Owen. A população do vilarejo obedece August, mais por medo do que por devoção, pois a maioria dos aldões tem um medo institntivo dele. Nenhum deles sabe sobre a natureza garou de August.


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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Natalie em Seg 27 Maio 2013 - 14:10

Chegava a sala e notava uma senhora acompanhada com um lobo, aquilo já me era sugestivo, imediatamente olho aos guardas ao redor e digo: -Guardas, dispensandos! Aguardem depois da porta

Fred Woods, que tinha ido chamar August, saiu calado, sem fazer barulho, fechando a porta com cuidado.

" Asceno positivamente com a cabeça e então tomo um acento: -Pode sentar-se irmã.- Espero ela tomar o acento e olho para a loba: -Sinta-se a vontade Canção Lunar.

A loba sentou-se, cruzando as patas da frente, deixando que a outra falasse enquanto ela abanava o rabo preguiçosamente, varrendo um pouco do pó do chão.

-Devo pedir desculpas se não foram bem tratadas antes de tudo e espero que se sintam bem nas terras que estão sob minha autoridade. Não sei ao certo do que se trata o interesse em minha pessoa, mas farei o possível para ajudar. Quanto as formalidades, não se preocupe com isso, sempre estarei disposto a acolher e auxiliar a Família bem como qualquer um que necessite. Agora digam-me, em que posso fornecer apoio?-

Irmã Margareth assentiu com a abeça numa deferência e prosseguiu:

- A nomeação de milorde como chefe desse vilarejo chegou até nosso convento, e ficamos satisfeitas em saber que Lady Catherine preocupou-se em colocar um guerreiro para guardar essa parte de suas terras. Temos tido muito problemas com os irlandeses. Eles roubam nossos pomares e já chegaram até a bloquear nosso acesso ao riacho. Fomos obrigadas a cavar um poço, que infelizmente não dá muita água porque ficou muito raso.

Ela tossiu um pouco e continuou:

- Tudo isso poderia ser banal se não tivéssemos avistado lobos caçando nossas galinhas no meio da noite. Antes que milorde pense que se trata de lobos comuns, devo avisá-lo de que há um muro alto cercando nosso convento e seria impossível que um lupino vulgar o atravessasse. Achamos que se trata de garous, provavelmente os fiannas que vivem entre os irlandeses. Eles jamais se deram bem conosco por causa da devoção à Santa Igreja e sempre foram hostis, mas agora isso parece uma invasão.

Ela olhou duramente para August e disse:

- Gostaria que milorde intercedesse por nós. Apesar de sermos várias Fúrias Negras, não queremos trazer má fama a noso convento, que é bem conhecido por acolher mulheres necessitadas de todas as partes. Antes que precisemos derramar todo o sangue dos irlandeses pagãos, gostaria que milorde Faux usasse sua autoridade secular para evitar acontecimentos desagradáveis.


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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Zayrus em Seg 27 Maio 2013 - 16:56

Os fatos narrados pela irmã não eram dos melhores: "A nomeação de milorde como chefe desse vilarejo chegou até nosso convento, e ficamos satisfeitas em saber que Lady Catherine preocupou-se em colocar um guerreiro para guardar essa parte de suas terras. Temos tido muito problemas com os irlandeses. Eles roubam nossos pomares e já chegaram até a bloquear nosso acesso ao riacho. Fomos obrigadas a cavar um poço, que infelizmente não dá muita água porque ficou muito raso." O cheiro de injustiça paira no ar, era inevitável uma primeira sensação de desaprovação aos atos cometidos pelos vizinhos inquietos contra o convento, mas o pior ainda estaria por vir.

Eu já esperava por problemas, mas conforme a irmã prolonga seus argumentos vejo que era algo sério, aquilo ia além de conflitos externos, tratava-se de uma possível fresta na Nação, e eu não poderia permitir que isto ocorresse. Ainda tinha pouca idade, era verdade, não possuia em meu nome vastidões de terras ou um exército sob meus comandos, mas eu era antes de tudo um Philodox dos Presas de Prata, eu era o juiz soberano e incontestável da Nação, e faria meu direito inato prevalecer.

Levo a mão ao queixo enquanto Margareth terminava de falar, sabia que aquela era uma situação delicada, afinal as vezes grandes batalhas surgem de casos aparentemente pequenos, como estes, precisava averiguar como um todo o contexto da história antes de me posicionar, mas tomo a fala para dar uma análise parcial do caso: -Bom... Os Fiannas são mesmo impulsivos e não consigo duvidar de muito vindo deles, espero que não me interprete mal mas, roubar galinhas para se alimentar parece estranho demais até para eles. No entanto entendo e reconheço sua preocupação e farei questão de analisar e resolver este impasse de forma pacífica. Não disponho no momento de apoio militar e terei que ir até eles pessoalmente para sanar isto, mas antes de tudo preciso comunicar a Lady Catherine o ocorrido e minha posição sobre tais fatos, já que terei que me retirar por um curto período de tempo do vilarejo. Enquanto providencio a carta de aviso e um mensageiro, lhes ofereço abrigo sob minha casa.- Levanto-me calmamente encerrando: -Também terei de selar meu cavalo e tomar outras providencias menores, enquanto o faço podem descansar e se alimentar.- Caso aceitem a proposta me prepararia para tomar as medidas necessárias para minha partida.
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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Natalie em Qui 6 Jun 2013 - 14:42

Irmã Margareth aquiesceu à hospitalidade de Faux:

- Agradecemos, milorde. Abusaremos de seu teto apenas por esta noite, pois amanhã de manhã levaremos a carroça de volta ao convento para não despertar suspeitas. E não faremos nada que possa comprometer sua posição enquanto estivermos aqui.

Quando August saiu, os aldeões mais próximos estavam a certa distância, de modo que ele não deve ter sido ouvido enquanto falava. Agora as providências de August precisavam ser dadas a alguém, bastando escolher um ou mais servos.


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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Zayrus em Qui 6 Jun 2013 - 22:44

A irmã se demonstra compreensiva e humilde, via nela uma boa cristã, não podia negar que aquele era um motivo a mais para ter como estimulo na busca de resolver o pequeno problema. Escuto atenciosamente as considerações da irmã acerca de minhas ponderações: "Agradecemos, milorde. Abusaremos de seu teto apenas por esta noite, pois amanhã de manhã levaremos a carroça de volta ao convento para não despertar suspeitas. E não faremos nada que possa comprometer sua posição enquanto estivermos aqui." Ascinto positivamente com a cabeça e então tomo a palavra já me preparando para sair da sala: -Pois bem irmã, não preocupates com despesas ou qualquer futilidade semelhante, concordo que possa partir amanhã pois seguirei viajem com vocês, já que ainda hoje ei de terminar meus preparativos, assim poderei escoltá-las e por fim a essa questão o quanto antes.-

Caminhava em direção a porta: -Podem acompanhar-me, irei destinar alguém a lhes mostrar o aposento que irão ocupar até amanhã.- Esperava ambas se encaminharem à porta também para então girar a massaneta e abrir parcialmente o local, mas antes disso tomo o olhar para trás com um leve e acolhedor sorriso juvenil: -Só uma coisa irmã, espero que não tome como ofensa, mas me chame apenas de Sir... O título de Cavaleiro por hora me cai melhor do que o de Lorde, por mais que tenha me afastado do fervor do campo de batalha... Ainda sou um Templário.- Terminava a fala com certo pesar, dava as costas as duas Garou novamente abrindo a porta, por um breve momento lembrava do sangue banhando meu corpo nas espedições da guerra santa, mas aquele misto de sentimentos não poderia tomar conta de mim no momento.

Olhava ao lado de fora do lugar após atravessar a porta, fitava todos os aldeões locais para medir os mais apropriados aos afazeres que eu precisava que fossem cumpridos: *Bom, vamos por partes. Antes de tudo, preciso acomodar as irmãs e dar a elas um bom tratamento... Vejamos... Marisa Mitchell é boa cozinheira, tem o marido lutando longe por uma causa Cristã, acho que é a pessoa ideal para esta tarefa.* Caminho até Marisa e então falo em tom brando e cativante: -Olá Marisa, quero que conheça a visitante de nosso vilarejo, Irmã Margareth. Ele veio tratar comigo de assuntos que solicitam minha presença fora da vila por algum pouco tempo, hoje passará a noite em minha casa e pela manhã partirei com ela. Poderia acomodá-la em um quarto e preparar um jantar especial à nossa hospede?- Caso o pedido fosse acatado, deixaria as Irmãs com Marisa e iria até Fred Woods dando um comando simples ao mesmo: -Fred, acomoda o burro e a carroça da irmã, dê água e comida ao animal e indentifique se o carro precisa de algum repáro, se for o caso veja se pode fazer o concerto. Por último, prepara e cela o cavalo mais rápido que tivermos na vila para uma viajem.- Finalmente procuro por Jacob Clarke e ao encontrálo digo com tom de certa pressa: -Te despede da tua esposa e a seguir me encontra na sala a qual acabei de conversar com as irmãs, tenho uma missão para ti.- Em seguida volto a sala, para finalmente escrever a carta que deveria ser entregue à Lady Catherine.
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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Natalie em Qua 19 Jun 2013 - 1:05

-Pois bem irmã, não preocupates com despesas ou qualquer futilidade semelhante, concordo que possa partir amanhã pois seguirei viajem com vocês, já que ainda hoje ei de terminar meus preparativos, assim poderei escoltá-las e por fim a essa questão o quanto antes.-

A irmã Margareth sorri satisfeita com a prontidão de August.  Já os sentimentos expressos nas feições lupinas de Canção Lunar eram um pouco mais difícil de interpretar e passaram despercebidas por Faux.

-Podem acompanhar-me, irei destinar alguém a lhes mostrar o aposento que irão ocupar até amanhã.- Esperava ambas se encaminharem à porta também para então girar a massaneta e abrir parcialmente o local, mas antes disso tomo o olhar para trás com um leve e acolhedor sorriso juvenil: -Só uma coisa irmã, espero que não tome como ofensa, mas me chame apenas de Sir... O título de Cavaleiro por hora me cai melhor do que o de Lorde, por mais que tenha me afastado do fervor do campo de batalha... Ainda sou um Templário.-
Ela seguiram o cavaleiro até a porta, e a irmã Margareth respondeu:

- Como quiser, Sir.

Olá Marisa, quero que conheça a visitante de nosso vilarejo, Irmã Margareth. Ele veio tratar comigo de assuntos que solicitam minha presença fora da vila por algum pouco tempo, hoje passará a noite em minha casa e pela manhã partirei com ela. Poderia acomodá-la em um quarto e preparar um jantar especial à nossa hospede?

Marisa fez um uma mesura, erguendo um pouco as saias e inclinando-se:

- Será uma honra, Sir.

Fred, acomoda o burro e a carroça da irmã, dê água e comida ao animal e indentifique se o carro precisa de algum repáro, se for o caso veja se pode fazer o concerto. Por último, prepara e cela o cavalo mais rápido que tivermos na vila para uma viajem

Fred, sempre muito calado, partiu para cumprir as ordens, conduzindo a carroça até o pequeno estábulo nos fundos da vila.

Te despede da tua esposa e a seguir me encontra na sala a qual acabei de conversar com as irmãs, tenho uma missão para ti.- Em seguida volto a sala, para finalmente escrever a carta que deveria ser entregue à Lady Catherine.

Jacob fez uma mesura para August, mais refinada e menos servil que a de Marisa, denotando sua educação e seus bons modos.

Ao entrar na casa e sentar-se para escrever, August ainda teve alguns minutos para se concentrar na composição antes que Jacob finalmente aparecesse. Sua feição e sua postura denotavam a prontidão em servir e o desinteresse apropriado a um servo confiável.


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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Zayrus em Qua 19 Jun 2013 - 22:26

As ordens eram dotas e prontamente acatadas pelos aldeões, muito da parte prática já havia sido resolvido e agora das medias imediatas a única remanecente era redigir a carata à Lady Catherine.

Após adentrar na sala, sem serimônia sento-me em uma cadeira atrás da mesa após dispor sobre a mesma uma folha, tinta, uma pena fina e cera para lacrar o documento. Logo então tomo a pena a mão e escrevo:

Lady Catherine;

Milady, venho por meio desta lhe informar de acontecimentos os quais tornaram a presente manhã turbulenta em vista da pacata vida que havia presenciado no vilarejo até hoje.

Recebi uma visita do norte: a irmã Margareth do convento Saint Mary Mead veio pedir minha ajuda para solucionar um problema com nossos vizinhos irlandeses. Ela alega que estes estão tomando posse indevida de propriedades do estabelecimento religioso, além de acusá-los de roubo de animais e alguma infrações semelhantes. Diante das circunstâncias, decidi averiguar pessoalmente o caso e fazer a justiça prevalecer.

Devo avisar que meu interesse em resolver o quanto antes esse caso se deve a possibilidade de ser, na verdade, um conflito em nossa Nação. Sendo assim, ficarei por alguns poucos dias fora de Warmshire, mas caso julgue necessário alguma intervensão de sua parte estará a par do que occore na cidade por meio deste documento.

Mando esta carta apenas para lhe notificar do que está havendo e assim que tudo estiver esclarecido e resolvido entrarei em contato novamente.

August Faux

Após terminar de escrever a carta, noto a entrada de Jacob. Selo a carta com um carimbo local e então entrego a mesma para o homem: -missão é simples então serei direto. Você é o único na cidade capacitado a entregar esta menssagem à Lady Catherine, sendo assim, desde já está incubido de levar a carta o quanto antes à posse dela. Sua montaria o aguarda no estábulo, que Deus esteja com você.-
Após a saída de Jacob, saio do local e vou até minha casa para tomar nota das acomodações das irmãs.
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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Natalie em Qui 20 Jun 2013 - 14:35

Jacob assentiu penado a carta e retirou-se, indo ao estábulo.

August foi até os aposentos que Marisa preparara para a irmâ Margareth e sua "cachorrinha".

Eram simples, mas aconchegantes e bem arrumados. Marisa fez um bom trabalho dentro das possibilidades.


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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Zayrus em Sex 5 Jul 2013 - 2:23

Os detalhes haviam sido resolvidos e as irmãs estavam acomodadas, ao encontrar Margareth me dirijo a mesma com um tom acolhedor na voz: -Espero que as instalações as tenham agradado, sinto por ter tido pouco tempo para providenciar algo mais confortável, mas creio que entendam que fui apanhado de surpresa.- Suspiro profundamente e então digo tomando uma maior seriedade: -Bom  irmã, amanhã o dia será longo então para poder me certificar de que estão bem na medida do possível, há mais algo que eu possa fazer de imediato por você?-

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Qual o horário que a cena está se passando?
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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Natalie em Sab 6 Jul 2013 - 0:45

Irmã Margarite se mostrou conformada com os aposentos, fazendo uma mesura para August:

- Estão muito satisfatórios, sir. Obrigada por sua gentileza.

Quando Faux saiu de volta para sua casa, percebeu que era meio da tarde, e o sol começava a baixar. Na vila, ainda refeitos do almoço, os aldeões não faziam menção de interromper seus trabalhos ainda por um bom tempo.


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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Zayrus em Sab 6 Jul 2013 - 13:00

A confirmação da comodidade da irmã era meu último passo rumo a empreitada, agora não me restava muito além de esperar para minha partida, sabendo disso, procuro ocupar minhas últimas horas na vila gerenciando o final do dia de trabalho, me certificando de que não teríamos problemas no meu período de ausência, após isso iria averiguar a condição física de Ébano, caso tudo corresse de forma correta, me lavaria esperando o cair da noite para então jantar e dormir logo em seguida, precisaria acordar cedo no dia seguinte
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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Natalie em Seg 8 Jul 2013 - 10:55

August checou seu cavalo, que estava bem cuidado e preparado para a viagem do dia seguinte.

A noite passou em silêncio e ele dormiu inquietamente. Na manhã seguinte, não se lembrava de seu sonho, mas sabia que algo importante tinha ocorrido.

As Fúrias Negras já estavam prontas para a partida, e sua carroça já tinha sido atrelada ao burrinho.

Elas não tomaram a iniciativa em falar durante a viagem, apenas respondendo o que August perguntasse.

A viagem levaria metade de um dia pela trilha acidentada e malcuidada que elas tinham percorrido na vinda.


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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Zayrus em Ter 9 Jul 2013 - 15:07

Pouco antes do dia amanhecer, já estava de pé. Certificava-me de rezar pelo novo dia que se iniciava e para o decorrer tranquilo da viagem, bem como os acontecimentos que viessem a se suceder em meu local de destino, com a graça de Deus nada de mal poderia nos acometer. Após isso, visto-me com roupas densas de couro marrom, assim não levantaria muitas suspeitas e estaria apto a suportar possíveis imprevistos durante o trajeto. Preparo meus mantimentos para dois dias longe de Warmshire, levo também alguma poucas mudas de roupa em um bolsão além de minha espada, meu arco e sua aljava de flechas.

Tendo tudo pronto, dirijo-me ao estábulo onde selo Ébano e acoplo em sua cela minhas provisões, a seguir, já montado, vou até as irmãs para então seguir viajem. Minha função por hora era de guardião, as irmãs não faziam empenho em conversar o que era reciproco de minha parte, já que eu deveria permanecer de olhos fixos na estrada, apenas cavalgo de forma tranquila ainda que atenta até chegarmos em nosso destino.
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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Natalie em Sex 12 Jul 2013 - 21:16

Poudo após o meio-dia, August e as Fúrias Negras chegaram ao destino.



Irmã Marguerite avisou Faux:

- Precisaremos abrigá-lo no celeiro, sir. O convento é um retiro feminino, e algumas das nossas protegidas tem traumas com homens, especialmente os armados. MAs cuidarei para que tenha o conforto que for possível.


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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Zayrus em Ter 16 Jul 2013 - 12:54

Estranho a afirmação da irmã, apesar de ser compreensível a olho nu, aquela afirmação trazia mais do que palavras. De fato era coerente a linha de argumento da irmã, mas eu era um Presas de Prata! Não por usar de repúdio para com o local de hospedagem que ela me oferecia, e sim por tratar-me como não mais do que um homem qualquer sinto que ainda sou um ser imperfeito ao perceber que o orgulho toma conta de mim.

Ainda que desapontado com aquela iniciativa, tento não transparecer tanto isso, mas mesmo assim acabo por dizer em um tom autoritário: -Irmã, entendo que tenha seus motivos e não me importaria de ocupar um celeiro, este foi o local onde Jesus Cristo nasceu. Mas não estou disposto a me esconder de meu próprio povo, se tem mesmo tanto medo assim da reação das integrantes do convento ao ponto de não confiar nem mesmo em mim para tentar ajuda-las em superar os traumas que podem lhes perturbar por toda a vida então vamos direto ao ponto, dê-me as informações necessárias que irei me dirigir até as posses dos irlandeses para resolver esses problemas.- Minha voz era firme, não pretendia seguir um caminho além dos dois que havia posto em pauta.
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Re: August Faux - Sangue e Fé

Mensagem  Natalie em Sab 20 Jul 2013 - 23:38

A Irmã Marguerite se mostrou firme e irredutível frente ao Presa de Prata:

- A santidade deste lugar e a segurança das mulheres que procuram amparo nos braços de Gaia não pode ser comprometia, sir. Se deseja ter com os fianna, eles habitam as terras além daquela colina.


A direção que a freira apontou mostrava uma colina distante, com terras ocultas por trás dela.

August cavalgaria pelo menos mais meio dia antes de transpor a elevação.


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Re: August Faux - Sangue e Fé

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