Lobo-do-Bar - Um drink no inferno

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Lobo-do-Bar - Um drink no inferno

Mensagem  painkiller em Seg 7 Abr 2014 - 17:34

Mais uma noite no subúrbio, o bar era só mais um qualquer dos vários que Clint frequentava quando queria, cercado pelos miseráveis que o rodeavam, os tubarões com que nadara durante toda a sua vida, a pocilga ficava localizada no antigo centro comercial da cidade, quando os gatos capitalistas, donos de lojas e de dinheiro saíram, os ratos pobres tomaram de conta e logo em menos de 5 anos, toda uma nova sorte de seres habitavam aqueles prédios que um dia foram comerciais, mas quem disse que drogas lícitas ou não também não são um tipo de comércio?

A rua do bar era mal iluminada e fedia a mijo, principalmente quando o vento frio da noite batia nele, muito pouco convidativo era o lugar, uma espelunca fundada em madeira podre, esburacada, com uma porta grande, que abria-se com portas de correr verticais de um ferro bem fodido e enferrujado, haviam dois bebendo na calçada do bar, mas o movimento maior, que se consistia de cinco bebuns jogando numa sinuca mofada e manchada, bebendo doses voluptuosas de destilados.

Sobre a porta do bar havia um espaço que um dia deveria ter sido um letreiro luminoso, algumas luzes ainda funcionam, mas não forma mias letras nem palavras, apenas chama a atenção para aquela porcaria fedida, que só valia à pena de se ir lá pelo dono do bar que era gente fina, apesar de seboso e feio pra cacete, o velho Charlie, um sujeito peculiar, barba preta, longa e despenteada, nela comumente haviam restos de petiscos que Charlie no alto dos seus 130 kg comia quase que diariamente.

Seus cabelos eram negros, igualmente arrepiados, mas que concordavam em cair até seus ombros, quase sempre usando uma camisa branca amarelada, seja pela idade dela ou pelo suor e pela sujeira constante do velho Charlie. Clint entra no bar costumeiramente, andando calmamente, sentando num dos bancos altos que ficavam perto da bancada do bar, onde ele costumava passar as noites conversando com seu amigo Charlie, que ao vê-lo prontamente pega uma garrafa de uísque barato e um copo característico, gelo não existia ali, "gelo é para meninas" dizia ele.


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Re: Lobo-do-Bar - Um drink no inferno

Mensagem  Detective Comics em Seg 7 Abr 2014 - 18:17

A area comercial consegue ser ainda menos adorável anoite. Os trabalhadores e pessoas decentes já estão em casa descansando pra amanha voltarem pra cá, e desperdiçarem mais um dia de suas vidas. Se consideram sortudas demais por ter um emprego de merda que as impede de tomar decisões que podem fode-las ainda mais, e quem não tem medo disso é quem frequenta essas áreas anoite. As alternativas não deveriam deixar ninguém orgulhoso.

Não seria nada mau salvar uma ninfeta de um estupro. Eu aliviaria o estresse socando calhordas, ganharia a admiração de uma gostosa e ainda me sentiria com o poder e viríl. Mulheres adoram isso, nós ainda mais. Está no DNA.

Esses estabelecimentos que Charle chama de bar começam sempre do mesmo jeito, limpo e amável. O dono é cuidadoso, investe dinheiro mas nada que faça faz aparecer bons clientes, sendo frequentado pelos insistes junkies. Então o que era um saloon começa decair ate se tranformar num bar de final de noite, Charle com desgosto deixa de limpar o banheiro e o vomito da mesa, no inicio guarda as ofensas do cliente mas depois passa guardar uma .12 no balcão, o sorriso dá lugar a carranca barbada e onde tinham guardanapos tem agora latas que tirou do lixo e agora servem de cinzeiro. Eu sinto como se ele tivesse pensado em mim ao construir isso aqui!


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Re: Lobo-do-Bar - Um drink no inferno

Mensagem  painkiller em Seg 7 Abr 2014 - 18:35

-- E aí Clint, seu puto, como estão as coisas?

Dizia em tom animado Charlie, colocando a garrafa e o copo ao seu lado, Charlie era preguiçoso, se ele pudesse não se levantaria para nada, talvez só se preocupe em receber a grana dos clientes por não confiar nos velhacos que frequentam o bar dele, do contrário, provavelmente deixaria uma registradora ali aberta e montaria um "self service" só que ao invés de uma caralhada de saladas, destilados e fermentados de todos os jeitos.

Mal o dono do bar havia aberto sua boca podre para falar, outros passos firmes são ouvidos obrigando a madeira fraca da soleira da porta do bar a ranger, eram sujeitos brancos, dois tinham olhos azuis todos carecas e usando jaqueta de couro, o que caminhava adiante, trazia consigo um papel enrolado entre as mãos, os sujeitos possuíam alturas diferentes, mas o mais baixo tinha cerca de 1,75 cm de altura, todos vestiam-se iguais, com coturno, calça de boca de balão camuflada, camisa branca e uma jaqueta de couro. O que ia na frente falava alto:

-- Atenção escória, o Grande Jack agora é quem comanda a área aqui e vocês donos desses estabelecimentos comerciais devem pagar pelo nosso serviço de segurança.

Ao terminar de falar ele cospe no chão.

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Re: Lobo-do-Bar - Um drink no inferno

Mensagem  painkiller em Seg 7 Abr 2014 - 18:37

--  E aí Clint, seu puto, como estão as coisas?

Dizia em tom animado Charlie, colocando a garrafa e o copo ao seu lado, Charlie era preguiçoso, se ele pudesse não se levantaria para nada, talvez só se preocupe em receber a grana dos clientes por não confiar nos velhacos que frequentam o bar dele, do contrário, provavelmente deixaria uma registradora ali aberta e montaria um "self service" só que ao invés de uma caralhada de saladas, destilados e fermentados de todos os jeitos.

Mal o dono do bar havia aberto sua boca podre para falar, outros passos firmes são ouvidos obrigando a madeira fraca da soleira da porta do bar a ranger, eram sujeitos brancos, dois tinham olhos azuis todos carecas e usando jaqueta de couro, o que caminhava adiante, trazia consigo um papel enrolado entre as mãos, os sujeitos possuíam alturas diferentes, mas o mais baixo tinha cerca de 1,75 cm de altura, todos vestiam-se iguais, com coturno, calça de boca de balão camuflada, camisa branca e uma jaqueta de couro. O que ia na frente falava alto:

-- Atenção escória, o Grande Jack agora é quem comanda a área aqui e vocês donos desses estabelecimentos comerciais devem pagar pelo nosso serviço de segurança.

Ao terminar de falar ele cospe no chão.

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Re: Lobo-do-Bar - Um drink no inferno

Mensagem  Detective Comics em Seg 7 Abr 2014 - 19:16

--Eu to bem, mas sem dinheiro. Então acho que ta tudo normal comigo. Já você não, deve ter embebedado alguma gostosa e se aproveitado dela, pela cara! -- É de conhecimento público a velha estratégia do Amigo Bebado: fica amigo do dono do bar, bebe com ele até ele quase apagar e no outro diz diz que bebeu 3 doses invés das 25. Mas Charlies era impossível ficar bebado só depois dele.


Eu tentava mandar minha bebida guela abaixo antes de ouvir os estranhos, ao chegar num bar não faço nada e nem escuto ninguém antes de um trago.

Stálin já não tinha cuidado desses caras? Eles possuem algum tipo de doença, que não importa o que se faça, sempre voltam falando de "glórias" e essas coisas que nunca tivéram. Aquele negro ganhou as olimpíadas de Berlim e não permitiu que ganhassem sequer uma aposta de corrida... agora sei porque não gostam de niggas. Acho engraçado o que o 'parvo' fala, fico esperando as cameras aparecerem dizendo se tratar de um trote, mas nessa parte da cidade as pessoas não teem humor. Um malabarista que fazia seu show quando o sinal fechava, tomou um tiro por ter deixado uma das tochas cair, o atirador quando foi preso justificou dizendo que o tiro foi um INCENTIVO para que não errassem mais... admito, até que tem algum tipo de humor.

Esses caras são covardes, nunca lutam em minoria ou desarmados, nunca encaram alguém que lhe ofereça real perigo. Alguém aí já viu um skinhead chamando um gangastar pra mão? Então fico na minha, um corte e eu estarei limpando o sangue de todos aqui com as próprias tripas. Charlie vai lidar com isso, enquanto intero meu copo sem que ele veja.


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Re: Lobo-do-Bar - Um drink no inferno

Mensagem  painkiller em Ter 8 Abr 2014 - 9:19

-- E como nós sabemos que essa porra aqui não tem dinheiro algum, nem nada que nos interesse, além de crioulos, mestiços e aberrações que não deveriam existir nesse mundo, vou levar dois litros daquele uísque ali.

Eles caminhavam e se aproximavam do balcão velho e empoeirados, um deles recostava o seu cotovelo sobre o balcão se apoiando nele, as bebidas que o que parecia chefiar aquela expedição de quatro cuzões apontava para dois dos uísques mais caros ali, porra, tinha que ser dois uísques 28 anos da coleção especial do Charlie? A cara que o Charlie fez foi como se alguém tivesse apontando uma arma para um filho dele.

Charlie não ligava para o bar, não ligava para a barba, para a higiene pessoal, nem mesmo ligava muito para putas, talvez achasse que a sua mão direita era capaz de suprir a falta de qualquer mulher, mas para uísque e bebida ele ligava, mesmo sendo um bar fedido, mal cuidado e uma bosta, ele ainda continha um arsenal grande de birita ali que bateria em muitas boates elitizados, sim para o álcool, essa era a paixão do velho Charlie.

Ele olhava, soltava um murmurado "Sim senhor", enquanto com o sonado caíam migalhas de queijo que ele tinha posto na boca para enfeitar sua barba, como as garrafas ficavam na última prateleira, Charlie ia pegar um pequeno banquinho de ferro, para suportar o seu peso, no caminho tropeçara, e caíra e fora incentivado a ir mais depressa com uma risada e uma fala irônica.

-- Bora logo com isso gordão, tá com tanto medo que não se mexe.

Charlie se levantava, ia até a parte mais esquerda do balcão e pegava o banquinho, carregava-o na mão esquerda, quando ele parecia abaixar-se para colocá-lo de forma firme no chão, para a surpresa de todos e mesmo a de Clint, o velho Charlie rodava seu banco com grande velocidade na cara do imbecil que se apoiara no balcão, o som foi um estalo seco entre a maçã do rosto do sujeito e o ferro do banco, o que o fez cair no chão em dor e desorientado. Clint notava que a manobra não passava de uma jogada para Charlie passar sua mão direita sobre a escopeta que guardava ali.

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Re: Lobo-do-Bar - Um drink no inferno

Mensagem  Detective Comics em Ter 8 Abr 2014 - 10:12

Onde estão os punks quando se precisam deles? Escrevendo fan-zines anti-imperialistas e músicas sem sentido algum. Mas eu respeito eles, são doidões, e o neo-nazisabem disso. São magrelos por causa da droga, subnutridos por causa da droga e não sentem medo por causa da droga... nazistas não gostam de gente que não sente medo. Se bem que não gostam de quase tudo, negros, judeus, comunistas, latinos, índios, aborigíneas e mulheres. Aposto que gostam de RPG de vampiros, coisa de gente doente.


Eu tinha certeza que era uma gracinha do Charlie, ao ver o parvo receber o golpe que o deixaria sem a mesada dos pais por chegar em casa com hematomas, iria pegar minha humilde Caramuru que cabe no bolso, mas desisto quando percebo que Charlie tem uma fucking .12 nas mãos. quando voce é o alvo de alguém com escopeta, deve ser um sentimento muito infeliz. A pele branca dos neo-nazis vão mudando de cor... sería uma piada eu sacar minha .32 ao lado de alguém com uma .12

Não digo nada, se eles saíssem do bar eu tinha planos pra eles. Eu poderia conhecer o chefe deles, pegar tudo que com certeza robou de outras pessoas e fazê-los chupar o pau de Stálin, meu novo nome para meu falo.


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Re: Lobo-do-Bar - Um drink no inferno

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