Ásia Central

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Mensagem  Lua em Ter 4 Nov 2014 - 7:03

Havia um boato en Vancouver.
Desde setembro corria entre os garous da cidade a história de um parente presa de prata que estaria recrutando mercenários para um trabalho extra. Ao que parece uma missão tão desesperada que mesmo a poderosa seita Lua Crescente se  havia recusado a assumir.
A maioria dos garous de Vancouver nao deu importância à história, já tinham problemas demais para ir atrás de lendas urbanas. Mas alguns ficaram curiosos.
Quem procurasse saber mais descobriria que o contato era Alexey, um fotógrafo da noite que circulava pelas baladas de Granville Entertainment District e costumava parar para um trago no WolfNeon.
A senha, diziam, era “Asia Central”.

Em uma chuvosa noite de novembro,  a banda Koridor,  cultuada por muitos russos trintões, tocava no WolfNeon. Foi o dia escolhido para reunir todos os garous que procuraram Alexey.
Ao redor de uma das  mesas estavam sentados três garous maduros com a imponente presença de quem tem os grandes heróis figurando nos álbuns de família. Ao lado deles uma mulher que inequívocamente era uma fúria negra e um careca alto e magro.
Pouco a pouco foram chegando os mais jovens. Atraídos pela promessa de recompensa, pela ansia por batalhas, para servir Gaia ou simplesmente pela curiosidade de ver em que se haviam metido aqueles presas de prata para dignarem-se a pedir ajuda.
A reunião estava por começar mas ainda havia tempo de entrar. Alexey estava na entrada do bar, esperando que alguém mais o buscasse.
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Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Ter 4 Nov 2014 - 7:03

- Acho que nao vai chegar mais ninguém,  podemos começar. – disse Alexey. Vinha acompanhado de um jovem de aparência aristocrática, que rapidamente os presas de prata identificaram como um dos seus, sorrindo satisfeitos.  Um deles tomou a palavra.

- Boa noite a todos, não vou tomar muito do seu tempo. Está quase na hora do show de nossa banda favorita e acho que é algo que vocês merecem ver. Meu nome é Oleg “Brado dos Justos” e estes são Anton “Uivo do Vento”, galliard como eu, e Afanasiy “Mil Vidas”, ragabash. Fizemos nosso rito de passagem juntos e por algum tempo servimos à seita Lua Crescente.

“Há dez anos eu e Afanasiy participamos da abertura de um pequeno Caern, Casa de Pedra, cujo centro ficava na entrada de uma belíssima caverna congelada, nos Urais Centrais, Rússia, relativamente próximo a Lua Crescente, e na sua área de influência. Nao muito distante havia também uma pequena vila, onde viviam nossos parentes, entre eles Marina Búrkina, uma amante que tive há algum tempo atrás, e meu filho Bóris. Isso era dela. – Oleg colocou sobre a mesa um colar relicário:

colar:

Em dezembro do ano passado fomos atacados por um grupo de Dançarinos da Espiral Negra e, ao final de uma escarniçada batalha, eles tomaram o caern. Eu, Afanasiy e uns poucos garous escapamos. A vila foi arrasada. Um parente conseguiu retirar meu filho mas Marina desapareceu. O mesmo passou a outras mulheres.

Reunimos um grupo de garous e em março tentamos recuperar o caern. Tudo o que conseguimos foi perder mais guerreiros. Restamos eu e Afanasiy e Lua Crescente se negou a fornecer mais ajuda.

Fui para o caern onde Anton é um dos líderes - indicou o garou que estava ao seu lado, um homem de cabelos compridos e barga aloirados, cuja aparencia lembrava um rei antigo - para me recuperar e começar nova vida com o garoto.  

No mês passado, porém, Afanasiy soube que durante o verão um grupo de pastores encontrou cabras com pequenos bilhetes, escritos com o que parecia ser sangue, dizendo “Estamos vivos”.

- No verão?  E ninguém fez nada antes? – interrompeu a fúria negra. Era uma mulher grande e gorda, com enormes bíceps e cabelos loiros cortados a maneira militar.

- Os parentes que se ferrem – disse Alexey -  É sempre assim…

- Nao só isso. – disse Oleg – Os Urais não são como Moscou, Alexey. Muitos daqueles orgulhosos parentes resgatariam um falcão ou seu cavalo favorito com mais empenho que uma filha desonrada, voluntariamente ou não. As família se calaram.

- E Lua Crescente, quando a procuramos, disse que estávamos levando para a morte garous que podiam estar em missoes mais relevantes, e que não liberariam mais ninguém. – disse Afanasiy, um homem muito branco, de sobrancelhas e pestanas loiras, que usava um chapéu de vaqueiro mesmo dentro do bar. -  É cruel, mas eles tem um pouco de razão. Quase um ano em poder dos Dançarinos… o que terá sobrado daquelas mulheres?  

-  Nao só mulheres – disse Anton – também desapareceram da vila Kiril Kirílovich Ivanov, engenheiro geomecânico, e Christian Hernández, um norte-americano ligado a uma ong ambientalista. Nao sabemos se há uma razão para isso ou apenas estavam no lugar errado na hora errada.

- Enfim… para mim a questão mesmo é o moleque… - prosseguiu Oleg - Nao posso olhar nos olhos dele sabendo que a mãe pode estar viva naquele inferno. Devo isso a ele. Tenho que ir atrás dela, nem que seja… para um tiro de misericórdia, me entendem? Por isso estamos recrutando garous. Nao importa a tribo ou a razão pela qual desejam se juntar a nós, o que necessitamos é lobisomens com coragem para se meter naquele poço e resgatar os reféns. De preferencia destroçando o maior número possível de Dançarinos. Nao será fàcil, estes são os Dançarinos mais agressivos e insanos que ja enfrentei e têm a vantagem de estar lutando no que agora é seu território. E, lamento dizer, tão pouco é uma missão glamourosa. Nada de zmeis adormecidos, ex-lacaios da Baba-Yaga ou vampiros poderosos… Apenas trabalho duro, do qual é bem possível que não regressemos.

- Bem - interrompeu novamente a fúria-  para mim um grupo de mulheres, ou melhor, de pessoas, merecem ser salvos independente de serem mães ou pais de alguém e eu tô cagando pros riscos. Eu aceito. Meu nome é Leyda, sou forsten e ragabash das Fúrias Negras.

- Bem-vinda, Leyda. Seguimos com as senhoritas? Apresente-se, minha jovem. – Disse Anton para uma garota que estava encolhida no canto mais escuro da mesa.

- Lisa, theurge, cliath, Roedores de Ossos. Bem… Eu sei que é nosso destino… mas a verdade é que estou cansada de passar frio nesta cidade… e me disseram que vocês podiam pagar uma recompensa…

Os presas de prata se entreolharam ao ouvir as palavras “Roedores de Ossos”, mas Anton disse com ar benevolente:

- Você está certa quanto a recompensa, jovenzinha. Mas se prepare para uma missao a uns -20 ºC. Bem-vinda.

Em seguida falou um homem alto e magro, com a cabeça inteiramente raspada. Tinha um cavanhaque de pelos avermelhados perfeitamente recortado, e um grande glifo tatuado no braço direito.

- Quanto a mim, sou Lorcan Gealach, fianna, adren, philodox. Este ano me juntarei ao meu pai nos cuidados do nosso caern e quero uma última missão de verdade, antes de mofar na seita! Além disso, alguém precisa chacoalhar esse presas de prata pessimistas. Ninguém vai perder uma batalha em que eu esteja presente!  Vamos destrozar esses Dançarinos!!

Em seguida todos olharam para os três garous restantes, esperando que se apresentassem.
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Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Ter 4 Nov 2014 - 13:35

Alaín escutou toda a história, sem opôr comentários, sua tensão crescendo a cada palavra. Era uma história tenebrosa, cheia de ameaças, mortes e derrotas. Uma pequena demonstração de toda a atividade da Nação Garou. estavam perdendo a guerra, e aquele era apenas mais um triste front onde as coisas continuavam a dar errado.

"Estou mesmo parecendo um pessimista", pensou Alaín. " Eu também tenho parentes que me preocupam, e também faria tudo para salvá-las se algo acontecesse. A angústia de Oleg é compreensível, e deve ser desesperador não achar aliados em parte alguma."

Quando as apresentações começaram, Alaín aguardou, ouvindo com atenção os outros garous e avaliando suas capacidades para aquela missão. Até que os olhares convergiram para ele. Ele impostou sua voz, consciente de estar entre garous de raça pura perante os demais, e enunciou-se:

- Sou Alaín Bourbon D´Órleans, Triunfo de Gaia, phillodox dos Presas de Prata, cliath. Vocês têm a minha palavra de que estarei ao seu lado com o máximo da minha Fúria para resgatar todos os Parentes possíveis, ou levar a vingança de Luna contra os Espirais Negras.
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Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Qua 5 Nov 2014 - 9:35

Parentes mantidos prisioneiros por Dançarinos da Espiral Negra. Esse não é o tipo de missão em que uma mente sã se meteria, mas não posso negar que esse assunto me tocou.

"Eu não pude salvar meus parentes..." Lamentei.

Duas mulheres, entre elas uma Roedor de Ossos, se prontificaram para tal missão. Além delas, os Presas de Prata também ofereceram auxílio. Até onde sabia, eu era o único Senhor das Sombras naquele lugar. Eu não podia simplesmente ir embora e permitir que minha tribo fosse vista como covardes. Levantei-me e fiz minha apresentação.

- Sou Canção-das-Trevas, Senhor das Sombras Galliard, Tataraneto do grande Sangue-na-Neve e último membro da casa Cavallieri. Gastaria de oferecer minha ajuda para esta perigosa missão. - Digo a todos.


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Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Qua 5 Nov 2014 - 17:34

Joe adentra ao local pedindo licenca ao espirito gauardiao do mesmo, faz reverencias a entrada ao norte, sul , leste e oeste, cumprimenta de forma educada e cortes, a todos do bar, pondo a mao direita ao peito e dizendo:

- Namaste, a divindade que habita-me cumprimenta a que habita-os

Em seguida senta-se  em uma das mesas pedindo licenca para tal ouve tudo de cabeca baixa, sentado a mesa com os pes cruzados na cadeira na conhecida posicao de lotus, balbuciando bem baixinho de forma que so ele ouca:

Aum Mitraya Namah  Aum Ravayre Namah  . Aum Suryaya Namah . Aum Bhanave Namah . Aum Khagaya Namah Aum Pushne Namah . Aum Hiranyagarbhaya Namah  Aum Marichaye Namah . Aum Adityaya Namah . Aum Savitre Namah . Aum Arkaya Namah . Aum Bhaskaraya Namah

Como ele é bastante concentrado presta atencao aos detalhes e por um tempo medita sobre o que estara por vir  cessando seu mantra a divindade solar, ou a helios como aprendeu na linguagem garou e assimq ue lhe e dado o dierito de falar e levanta o dedo aguaradando um sinal positivo e pronuncia calma e traquilamente a fim de nao alarmar ainda mais a situacao.


Prezados irmaos eu nao sou especial tampouco melhor que outrem apenas compreendo vossa dor , por isso enquanto falavam fiz uma prece a Suryaque nos o conhecemos como  o iluminado sol,  considerado por alguns como o maior dos deuses.cuja funcao é libertat o homem da consciência limitada do ego permitindo-lhe um movimento mais amplo. Devemos nos aater as seguintes possibilidades :
Joe fala de foprma realista, concisa sem deboche, embora ele nao seja um filodox, ele sabe que algo precisa ser dito ele dira, pois os ultimos acontecimentos o deixaram menos impulsivos e mesons fantasioso, ele mais que ninguem sente a dor da rejeicao sofrida por seus irmaos, mas a roda tem que girar
Nossos estimados parentes podem ter resistido bravamente de forma ativa e term  feito a passagem, nesse caso so teremos  a rezar pela sua elevacao espiritual e agradecer pela sua estadia nesta vida presentando-os com uma banho de sangue sem fim  ate o ultimo deles implorar por uma morte rapida;

Pode ocorrer que tenham sucumbido  a dor fisica e psicologica ou sofrido uma lavagem cerebral e comecado a  servir a divindade negativa atraindo-nos para uma armadilha nesse caso de acordo com as leis garous, combateras a wirm e o resto ja sabemos de cor, o que tem que ser feito mesmo que tenhamos que carregar a dor de nossos atos e nos restara rezar para que os que nbos voltaram as costas nao passem pelo mesmo, e ainda assim estaremso la;

E  no final , honrados fortes e sabios, podem ter ludiabriado seus captores e estao ansiosamente agaurdando por nos, como eu disse sei muito bem o que e pedir auxilio e ter a socieddae garou virando-lhe as costas dizendo que o l,ocal e longe demais e tudo estar perdido

Sou Joe Ramanandra, da casta dos artesaos, Foco-Sobre-a-Crise, Theurge, Hominideo, Portador da Luz Interior, Cliath


Última edição por Veu Cinza em Sab 8 Nov 2014 - 18:25, editado 2 vez(es)
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Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Sex 7 Nov 2014 - 4:12

Os três presas de prata sorriram quando Alaín se apresentou.

- Tinha confiança em que um dos nossos viria. – disse Anton – Mas fico imensamente honrado que seja um Bourbon D´Órleans.  Seja muito bem-vindo.

Em seguida Vicenzo se apresentou. Ao dizer que era um senhor das sombras, Oleg e Afanasiy trocaram um olhar divertido. Iam dizer algo mas Anton cortou:

- Perdoe meus companheiros, Vicenzo. Eles nao estao acostumados com matilhas multi-tribais e agem como aldeões provincianos – lançou-lhes um olhar de repreençao – Há nobreza em seu gesto, seja bem-vindo.

A apresentaçao de Joe surpreendeu a todos. As pessoas do bar viraram seu pescoço para ver e alguns responderam “Namaste”. De igual maneira os garous da mesa o saudaram. Quando terminou, Anton disse:

-Agradecemos sua presença, Joe. Somos presas de prata da cabana do sol e, à nossa maneira, também reverenciamos a Hélios. Sua prece é um excelente presságio. O Imperador do Dia e Lorde da Luz abençoa nossa missao. Seja bem-vindo.


***

Na noite seguinte iniciaram viagem.  O mestre do ritual da seita Ultima Chance, em Vancouver, abriu uma ponte de lua para Olho do Oeste, em San Francisco, E.U.A. Dali o grupo foi para Roda de Ptah, no Marrocos, onde, segundo Alexey, estaria esperando o último membro do grupo, um peregrino silencioso que estava muito apressado para esperar pela reuniao no bar.

- Ahmed ElFatih, ahroun, fostern. – apresentou-se quando o encontraram. Era um bonito egipcio de pele morena e magnéticos olhos negros. Valorizava seu biotipo com uma barba que se prolongava no queixo, lembrando um pouco a de um faraó, futilidade que costumava irritar os garous e agradar às parentes. – Mal posso esperar para chegar a Lua Crescente, o único dos grandes caerns que nao conheço!

Oleg resmungou algo como “este pensa que vai fazer turismo” enquanto entrava no veículo que os levaria à riad reservada pelos presas de prata, um pequeno e exclusivo hotel, instalado num antigo palácio. Uma vez acomodados, Anton falou:

- Amanha o dia é livre, meninos. Nós três temos assuntos a tratar na seita. Nos encontramos de noite.

Cada um se arranjou para aproveitar da melhor maneira o último dia de temperatura amena e descanso que teriam em muito tempo.

Leyda e Lisa queriam ir a um mercado de rua e Ahmed conseguiu convencê-las de que o passeio renderia mais na companhia de um homem. Lorcan e Alexey foram ver um aquário.

Embora Casablanca nao seja uma cidade turística, há alguns locais interessantes a visitar: o bairro Habbous, cheio de mesquitas, jardins e mercados; Derb Sultán, onde está o Mercado de Feitiçaria, repleto de cheiros, cores, leitores da sorte e ingredientes para poçoes; e Ain Diab, com praias, bares e discotecas.

Vicenzo, Alaín e Ramanandra estavam no hall da riad em silêncio. Cada um escolhendo aonde ir.
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Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Sex 7 Nov 2014 - 18:01

- Tinha confiança em que um dos nossos viria. – disse Anton – Mas fico imensamente honrado que seja um Bourbon D´Órleans.  Seja muito bem-vindo.

Alaín curvou a abeça cortêsmente, com a humildade altiva que apenas um Presa de Prata poderia expressar. Ela sempre ficava feliz de reavivar a fé perdida dos garous em sua tribo. Em seguida ouviu os outros.

"Um Senhor das Sombras é útil para transformar a derrota em vitória, e nada parece mais fadado à derrota que essa missão; vou gostar de ver o que ele pode fazer! E Joe, já trabalhamos juntos, sei que dá conta dessas coisas místicas; ainda bem, porque eu sou muito ruim nesse campo!"

E assim seguiram viagem. A primeira parte foi através de Pontes da Lua, o que deixou Alaín ainda mais preocupado com as coisas místicas. Mas no Marrocos eles adotaram um carro como transporte em vez de saírem correndo como lupinos. Isso deixou o phillodox mais confortável, mas o Peregrino Silencioso que os esperava não era nada silencioso, e parecia mais arrogante que todos os presas do grupo juntos. Alaín ficou satisfeito em ver que Oleg pensava como ele.

- Amanha o dia é livre, meninos. Nós três temos assuntos a tratar na seita. Nos encontramos de noite.

A disposição da roedora de ossos em vadiar pela cidade não surpreendeu Alaín, mas Ahmed ter conseguido convencer uma Fúria Negra que era melhor ter um homem por perto (!!!), isso sim era notável.

Alaín era um ser político, e ficou se perguntando quais assuntos os mais velhos iriam tratar na seita. Mas não quis ficar parado.

Virou-se para Joe e disse:

- Hey, Joe, o que acha de explorarmos um pouco a Umbra daqui?
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Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Sab 8 Nov 2014 - 6:32

Quando notei a reação dos dois, apenas sorri sarcástico.

"Presas de Prata fazendo pouco de mim. Isso só poder ser piada." Pensei.

Logo o tal Anton veio até mim fazer a boa política e me pedir para não levá-los à sério.

- Tudo bem. Não estou aqui para julgá-los, muito menos neste momento de dificuldade. - Disse eu, apaziguando a situação.

A viagem na noite seguinte foi bem rápida. De Vancouver para San Francisco, de San Francisco para o Marrocos. Não era o primeiro país em minha lista de desejos turísticos, mas parecia agradável. Lá aguardamos pela chegada de um Peregrino Silencioso, que representou muito bem sua tribo ao chegar depressa.

"Um Fostern. Mais alguém a quem dever respeito." Penso com certo desprezo.

Após as devidas apresentações, fomos dispensados. E embora muito ali tivessem preferido a diversão antes de arriscarem suas vidas. Preferi permanecer em algum recanto agradável, com um bom livro que me ajudasse a clarear a mente.


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Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Sab 8 Nov 2014 - 18:01

Joe fica satisfeito aosaber que boa parte do bar prestou atencao nele. o que demonstra  que ele nao esta errado em ter fe nos demais, e que um dia a confianca  de sua tribo sera restaurada por completo, isso o fez se sentir em casa, e com saudades da sua India amada, muito embora  tivessem alguns que olharam para Ramone daquele jeito ele prefere o silencio a falar de novo, ate por quer teriam tempo para conhecer Ramone como o proprio Joe o conheceu e saberao que mais que ser um Senhor das Sombras  ele é um garou, e e em quem  confiaria sua vida, desde que nao incite o lado negativo todo ser e puro e tem sua missao a cumprir pensa o jovem Portador...Apos o trajeto, Joe prontamente aceita, convite de Alain, pois ele sabe que nao sera um simples passeio, e mais uma visita de reconhecimento e uma rapida analise do que rola por Marrocos, afinal, informacao pode ferir mais que garras flamejantes

-Eu ja ia lhe propor isso, , precisamos nos interar sobre acontece no cenario garou daqui sp precisamos ir ate uma parte reservada daqui pra adentrarmos a umbra, ao chegar la ficarei feliz em ser seu interprete, e lembrando o que e bom termos cuidado, estamos em um pais estrangeiro, fora isso vamos?


Joe se mostra um pouco animado em saber que Alain demonstra nao buscar encrenca, pelo menos nao na Tellurian, e segue procurando por algum banheiro pelo local, para poder entrar na umbra, ele nao ve a hora de testar sua conexao com a pelicula que fica cada vez mais unissona
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Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Seg 10 Nov 2014 - 7:57

Joe escreveu:-Eu ja ia lhe propor isso, , precisamos nos interar sobre acontece no cenario garou daqui sp precisamos ir ate uma parte reservada daqui pra adentrarmos a umbra, ao chegar la ficarei feliz em ser seu interprete, e lembrando o que e bom termos cuidado, estamos em um pais estrangeiro, fora isso vamos?

Alaín respondeu:

- Sim, vamos respeitar o território dos outros, apenas faremos um reconhecimento da área e talvez consigamos algumas informações úteis. Acredito que o banheiro do quarto do hotel tenha um espelho que sirva, vamos checar!
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Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Qua 12 Nov 2014 - 15:58

Joe e Alaín:
Joe e Alain vão até o quarto onde estava alojado Joe pois era o mais próximo. Ali encontram um espelho grande, cuja moldura em latão mostrava intrincados arabescos e o vidro tinha a forma de arco árabe. Era o mais belo objeto que se podia pedir para entrar no mundo espiritual.

Penetraram na umbra sem grande dificuldade. O hotel aparecia refletido em toda a sua pujança. As portas de madeira trançada, os arcos, as paredes enfeitadas de azulejos, o pátio interno, ainda mais fresco e verdejante, tudo reluzia como nos dias em que fora um palácio.

Os rapazes percorreram os corredores atentos aos detalhes, a estranhos objetos de ouro, antigos e cobiçados, cujas contrapartes espirituais continuvam existindo. Acompanhava-os o aroma doce e acolhedor do âmbar, símbolo da hospitalidade nos desertos.

Iam em direção ao salao do palácio, que correspondia ao hall do hotel, quando viram por uma porta aberta uma figura feminina, que olhava atentamente para uma xícara. Ela olhou para Joe. Era uma mulher nao muito jovem, roliça e bem torneada, de grandes olhos negros, cabelos compridos e escuros e nariz longo, mas harmonioso. Parecia a reunião de todas as matronas árabes em uma só pessoa. Disse, olhando o interior da xícara: “Seu futuro na borra de café. Conselhos para todas as ocasiões. Venham.”

Lá fora a paisagem era outra. Uma infinidade de caminhos, vielas, becos e escadarias se estendiam por toda a parte e levavam a todos os  lugares. Algumas das estreitas ruas que eles viram ao chegar ao hotel estavam presentes, outras eram próprias da umbra. Na direção da cidade nova era possível ver teias da weaver.


Vicenzo:
Vicenzo preferiu ficar no riad, lendo e concentrando-se na missão que viria, o que foi uma sábia decisão. Lá fora a cidade era agressiva, barulhenta e agitada. Pessoas de todos os tipos acotovelam-se nas ruas estreitas: turistas distraídos, apressados habitantes, mulheres de shador ou à moda ocidental, vendedores aos gritos, todos dividindo espaço com automóveis e animais.  Mercados de rua e açougues ao ar livre pululavam.

Ao contrário, no hotel tudo era tranquilo. Nao havia outros hóspedes, o silêncio só era cortado pelo som de água jorrando das fontes, os passos de algum amável funcionário ou plantas movendo-se com a brisa. O pátio interno era lindo e por todo lado havia recantos com espreguiçadeiras e otomanas onde se podia relaxar e ler a tarde inteira sem ser incomodado. Em um desses rincões instalou-se Vicenzo.

Lá pelo meio da tarde chegou Anton. Cumprimentou Vicenzo e ficou olhando o pátio, em silêncio, os pensamentos longe. Depois caminhou em direção ao garoto, com cara de quem quer conversar. Sentou e mostrou-lhe uma foto que tinha nas  mãos.

- Uma de minhas filhas. – disse. Vicenzo viu a foto de uma menina loira de uns três anos. – Eu disse a ela que ia fazer um trabalho num lugar muito frio e ela me pediu que lhe trouxesse um boneco de neve. – riu - O mundo dela é Disney, nada mais distante da nossa realidade, não é mesmo?

Fez uma pausa e acrescentou:

- Ouça, cliath, nao espere uma boa acolhida em Lua Crescente. Aliás, para nenhum de nós. O líder é um garou velho, desconfiado, não lhe agradará nada ter forasteiros resolvendo seus problemas. Mas ficaremos pouco no caern e então estaremos por nossa conta.

Deu dois tapinhas no joelho de Vicenzo e disse amigavelmente:

- Vamos jantar aqui no hotel. Gostaria que você estivesse presente. Melhor nos conhecermos agora que depois, com inimigos no calcanhar, concorda?

Despediu-se e foi para o seu quarto.

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Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Qui 13 Nov 2014 - 6:51

"Talvez este seja o último livro que vou ler em vida." Pensei.

A tranquilidade do lugar era tudo de que um Garou como eu precisava antes da missão perigosa em que estava me metendo. Ainda não sabia porque estava me metendo nisso, nem dos Presas de Prata eu gostava... Mas eu tinha a oportunidade de salvar aquelas pessoas, oportunidade que não tive quando eram os meus parentes em perigo.

"E claro, também vou ter a oportunidade de arrancar a pele de alguns bastardos"

De repente noto a aproximação do tal Anton. Devolvo o cumprimento e ouço o que ele tem a dizer.

- Seja um bom pai, e faça com que ela pense assim do mundo por um bom tempo. Adoraria que minha infância tivesse sido tão doce. - Sugiro.

Desta vez Anton fala sobre a missão, dando-me uma prévia do que nos esperava.

"Se ele soubesse como são baixas minhas expectativas a respeito dos Presas de Prata" Pensei, guardando só para mim.

- Claro, vamos. Por que não me fala mais sobre o caern tomado?


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Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Qui 13 Nov 2014 - 12:54

Alaín olhou em volta assim que completou a travessia, acostumando ambiente.

O formato do prédio do hotel ressaltava a importância dele na região e facilitava a localização e deslocamento dos garous ali. Lá fora, as ruas e trilhas pareciam tão confusas quanto se estivessem cheias de edifícios e pessoas.

A velhinha sentada no saguão com a xícara de café chamou a atenção do phllodox. Ele aproximou-se dela atento:

- Tem algum conselho para me dar?



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Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Qui 13 Nov 2014 - 18:51

Antes de ir ate a matrona Joe observa encantado com o lugar e tenta ficar atento a cada detalhe, inclusive a ela e ve se ao redor deles estao sendo  rodeados de espiritos como sempre acontece quando ele adentra a umbra, Joe tambem se aproxima devagar cobrindo a retaguarda de Alain, ja que da ultima vez que encontrou com alguem na umbra deram serios problemas ele se dirige para Alain, suavemente:
Enquanto voce vai primeiro eu cubro sua retaguarda e vice-versa, a proposito como vai senhora, namaste!
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Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Sab 15 Nov 2014 - 11:07

Joe e Alaín:
- Namaste. As-salam alaykom - respondeu a mulher para Joe – “que a paz esteja com você.” Aproximem-se, meninos.

Em seguida, sem nem mesmo consultar a xìcara ou esperar resposta, a mulher se imobilizou como uma estátua. Seus olhos arregalados se tornaram inteiramente negros com pontos brilhantes, como se fossem o céu noturno ou uma fotografia do espaço. Em poucos segundos ela voltou ao normal e disse:

- Eu vi que os caminhos sao importantes para vocês. Nao caminhos claros como os nossos, mas escuros, úmidos, trilhados por seres que sofrem. Eu vi também um bom conselho, que lhes poderá salvar as vidas em algum momento. Uma informaçao importante, que vocês devem guardar na memória. Entao para que vocês nao se esqueçam dele, eu vou pendurar uma história no pescoço do conselho.

“ Diz um conto chinês que um jovem estava voltando para casa. Ele morava na Vila da Verdade, onde todas as pessoas sempre diziam a verdade. Vizinha à Vila da Verdade estava Vila da Mentira, onde todos sempre mentiam. No seu regresso, o jovem se deparou com uma bifurcaçao, e nao se lembrava mais qual dos dois caminhos levava à Vila da Verdade.

No centro da bifurcaçao estava o guardiao das duas vilas. O rapaz lhe preguntou qual dos caminhos levava à Vila da Verdade e o homem respondeu ‘Eu posso dizer-te, mas aviso-te. Todos os viajantes têm direito a apenas uma pergunta e nada mais. Talvez eu diga somente a verdade, mas também pode ser que eu só diga mentiras’. O jovem concluiu que aquele era o guardiao das duas vilas, entao efetivamente ele deveria somente dizer a verdade, ou somente mentir, sem outra opçao. O rapaz pensou um  pouco e entao fez a pregunta. “

- Agora digam vocês, que pregunta o rapaz teria que fazer ao guardiao para descobrir o caminho da Vila da Verdade?


OFF: Os jogadores podem, individualmente, optar por buscar a resposta do enigma (e interpretar o pc respondendo), ou rolar dados (avisem-me em off). Em qualquer hipótese, se um dos dois acertar, o resultado positivo vale para ambos. Vocês também podem optar por nao responder o enigma, mas perdem o conselho.

Vicenzo:
Quando se aproximou a hora do jantar, Anton e Vicenzo se encontraram de novo.  Ficaram no salao contíguo a sala de jantar, tomando chá enquanto esperavam os demais.

- Bem, eu nao cheguei a conhecer o caern. O que sei é que Casa de Pedra era pequeno, com nove garous cuidando dele, incluindo Afanasiy e Oleg. Era um caern de vigor, o que o tornava especial porque os Presas de Prata nao costumam ter caerns desse tipo. Ficava numa regiao de difícil acesso, ao pé de uma montanha e próximo ao rio Chistaya. O totem era o Tartaranhao.

Anton pensou um pouco.

- Bem, a rigor eu nao deveria estar discutindo isso com alguém da sua tribo… mas se vamos arriscar nossos pescoços juntos, temos que confiar uns nos outros ou nem começamos. Tao pouco é uma informaçao privilegiada, é só uma opiniao, mas creio o líder de Casa de Pedra foi ingênuo. Confiou na inacessibilidae do caern e sua pouca importância relativa. Mas nos dias de hoje nenhum caern está a salvo da sanha da Wyrm. Principalmente se tem um totem tao pacífico.  Bem, mas agora é tarde para esse tipo de conjecturas...

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Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Dom 16 Nov 2014 - 16:14

Joe para um pouco, seus olhos pulsam, seu corpo treme ja tem muito tempo que nehum ser umbral o desafia, para tal, sao golpes, golpes e golpes, ele abre um sorriso de ponta a orelha e pronuncia cheio de entusiasmo

-Um enigma, hum, arf, arf, , ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka,  ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka, ahaumudraujaktal ilkb djume deume satrai souaka,

Enquanto se contorce estica e retrai seu corpo ate sentar-se confortavelmente na pposicao de lutus e sem para um so momento de citar seu mantra ele  continua e continuaate que um tempo sua voz vai se acalmando seu corpo vai entrando em sintonia e pouco a pouco vai eliminando as p´reocupacoes e palavras de sua mente, apenas evocando em sua memoria fatos agradaveis como a memoria de Mardhuri, sua noiva, quando se conheceram; lembra-se de seu avo, meditando dias a fio na chuvasem se incomodar com os mosquitos  a noite na mata, sua memoria mergulha em um turbilhao de coisas boas, ate que chega a sua infancia correndo pelas rua Indianas antes de chegar no Canada, e passado o instante das memorias comeca a sentir sua respiracao entrando em sintonia com seu corpo  mantendo-a em unissona com o universo interior e  exterior, Joe se concentra ao maximo buscando harmonia com o todo e com o nada onde as coisas sao e nao sao apenas estao , onde tira-se tudo e ficao tudo , despíndo de tudo  indo ao seu cerne buscando uma resposta



Off.peco um teste para Joe tentar desvendar este misterio,
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Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Dom 16 Nov 2014 - 18:58

Alaín nunca ouvira fala em pendurar histórias no pescoço do conselho, mas devia ser alguma figura de linguagem que se perdia na tradução pra ele. Quando viu que a história era na verdade um enigma, ficou momentaneamente frustrado, pois enigmas eram, em sua visão, coisas de theurges, e portanto Joe deveria se ocupar dele. Mas então um estalo em sua mente fê-lo raciocinar:

"Verdade e mentira! O papel do juiz! Os phillodox devem sempre separar a verdade da mentira para julgar com justiça as questões perante ele! O papel é meu!"

Enquanto Joe entoava um mantra incompreensível para Alaín, o phillodox pôs-se a pensar:

"Se eu perguntar a ele o caminho da Vila da Verdade, ele me dirá "este" se for mentiroso e "aquele" se for sincero. Se eu perguntar o caminho da Vila da Mentira, ele me dirá "aquele" se for mentiroso e dirá "este" se for sincero. Isso não me ajuda em nada! Se ele é o guardião das duas vilas, ou ele é mentiroso ou é sincero! De qual vila ele será? Se eu lhe perguntar de qual vila ele vem, ele dirá esta se for sincero, e dirá aquela outra se for mentiroso... é isso! Se ele for mentiroso, indicará a Vila da Verdade como sua vila de origem, e se for sincero, também indicará a Vila da Verdade!"

Alaín encarou a velhinha, pensando qual lição ela queria ensinar com aquela história. Assumindo uma postura humilde, de um estudante que consulta um gabarito, ele pronunciou a resposta.

- O viajante deveria perguntar qual a vila de origem do guardião.
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Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Seg 17 Nov 2014 - 10:52

Beberiquei o chá com muita classe, aproveitando da tranquilidade. Apesar de ser um Presa de Prata, Anton mostrou ser uma boa companhia, evitando o papo furado e se atentando aos detalhes da missão.

"Alguém de minha tribo... Será que eles já se esqueceram quem foi que os manteve no poder quando Luna virou as costas para eles?" Penso calmamente.

- Com o devido respeito, seu líder foi incrivelmente insensato. A estratégia mais óbvia dos Dançarinos é tomar caerns de menor influência, converter nossos membros mais fracos e nos sufocar a caerns maiores onde existe muita conspiração. Francamente, contar apenas com o difícil acesso... Se os Garou chegam até o lugar, por que os Dançarinos não chegariam?

Termino o chá.

- De qualquer forma não devemos perder tempo lamentando o que aconteceu. Pelo o que vi de você até o momento, estou lidando com alguém de muito bom senso e influência. Não é qualquer um que consegue juntar sujeitos de várias tribos diferentes para um trabalho tão inexpressivo e arriscado.



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Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Ter 18 Nov 2014 - 20:19

Joe e Alaín:
Lua rolou 5d10 para Joe enigma e obteve 2 1 5 2 5
O Jogador obteve 0 sucesso(s) e 1 anulado(s) - Resultado: FALHA CRÍTICA [Dificuldade: 6]   (raciocínio + enigmas).

Joe evocou doces lembranças para entrar em harmonia com o todo e com o nada, onde as coisa são e não apenas estão, de onde se tira tudo e ainda resta tudo, em busca da resposta. Os mergulhos nesse tudo/nada foram se tornando cada vez mais profundos e agradáveis e, aos poucos, Joe foi entrando num estado meditativo que nunca havia experimentado. Uma sensação incrível de transcendência o invadiu e… a charada foi perdendo importância até se dissolver naquele nada/tudo.

Enquanto Joe permanecia na posição de lótus com um sorriso de beatitude nos lábios, Alaín pensava na resposta.

Ele não tinha muita experiencia na umbra nem estava acostumado às excentricidades dos espíritos. Mas era sagaz como os grandes meia-luas. Pensou e respondeu:

- O viajante deveria perguntar qual a vila de origem do guardião.

A mulher sobressaltou-se feliz, agitando todas as jóias e pulseiras que a adornavam.

- Bem, bem! É isso mesmo! Agora o conselho. Ouça bem para contar ao seu amigo:

“No destino de vocês há caminhos perigosos. E quando alguém segue  muitos caminhos, às vezes já não sabe mais qual deles tomar - como na história. Vocês podem se perder. Não é que vá acontecer, isso não pude ver, pertence ao acaso. Mas SE ocorrer:

Os caminhos de seu amigo são os caminhos da verdade: o caminho reto, o da direita, o dos homens que dizem a verdade.

Já os seus caminhos, meu jovem, são os da mentira. Não porque você seja mentiroso, mas porque você sabe reconhecer quem mente. Se você estiver em dúvida, escolha o caminho tortuoso, o da esquerda ou o dos homens mentirosos, conforme o caso.

E se vocês dois estiverem juntos? Prevalece o caminho da verdade, como deve ser.”


Dito isso, a mulher esfumou-se.

Alaín olhou para Joe desolado: ele tinha que despertar do transe para poderem voltar.


Todos:
Quando Joe e Alaín finalmente voltaram, os garous já estavam jantando. Foram recebidos com um “onde diabos vocês estavam?” e caras feias.

Os presas de prata eram hierárquicos à mesa. Na cabeceira se sentava Anton, à sua direita Oleg, à esquerda Afanasiy. Ao lado de Oleg, Lorcan e ao lado de Afanasiy, Leyda. Anton sempre puxava a cadeira para Leyda, que odiava, mas achava que ainda era cedo para se indispor com o líder. Naquela noite porém, Anton sutilmente deslocou Leyda e pôs Vicenzo ao lado de Afanasiy. Ahmed, o outro fostern, nem percebeu, mas Leyda, sim, e rosnou baixo algo de que Vicenzo só entendeu: “manipulador”.

A verdade era que, intencionalmente ou não, o senhor das sombras havia ganhado a simpatia do líder.

Terminado o jantar, Oleg pôs sobre a mesa algumas fotos e disse:

- Vamos falar da caverna, ou melhor, do Poço. Do resto do caern, que era ao ar livre, nao sobrou nada. Estas fotos estavam em Lua Crescente, foram feitas pouco depois de descobrirmos a caverna.


Fotos:

" A caverna fica a 180 km de Lua Crescente, aos pés de uma montanha e próxima ao rio Chitaya. No inverno está congelada, inclusive os vários lagos que tem dentro. Há duas entradas, uma a noroeste e outra a sudeste.

Da ENTRADA NOROESTE, caminhando ao sul se chega ao imenso salão onde ficava o centro do caern. Do salão saem tres caminhos:
O mais ao norte é inundado/congelado e nunca cruzamos.
O caminho do meio percorre 1 km até entrada sudeste e, obvio,  por aí se sai.
O caminho mais ao sul é abafado, nunca entramos mais que 200 metros

Pela ENTRADA SUDESTE
o caminho mais ao norte se bifurca.
- O lado direito dá num desfiladeiro de gelo perene. Escorregar aí é uma morte lenta por congelamento, não há como resgatar nem sair.
- O lado esquerdo leva a um salão comprido e muito frio, que nunca cruzamos.
Por fim, o caminho ao sul percorre 1km em direção ao salão onde estava o centro do caern e à entrada noroeste.

Alguma dúvida?
Joe, Alaín, peguem suas coisas que já estamos prontos para partir. “
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Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Qui 20 Nov 2014 - 17:58

Lua escreveu:Joe evocou doces lembranças para entrar em harmonia com o todo e com o nada, onde as coisa são e não apenas estão, de onde se tira tudo e ainda resta tudo, em busca da resposta. Os mergulhos nesse tudo/nada foram se tornando cada vez mais profundos e agradáveis e, aos poucos, Joe foi entrando num estado meditativo que nunca havia experimentado. Uma sensação incrível de transcendência o invadiu e… a charada foi perdendo importância até se dissolver naquele nada/tudo.
Joe observa  em seu mergulho sentindo seu corpo e tudo mais, busca sentir seu chacra, sua consciencia em uno com o seu universo interior

Lua escreveu:Dito isso, a mulher esfumou-se.

Alaín olhou para Joe desolado: ele tinha que despertar do transe para poderem voltar.

Offf Levando em consideracao que Alain o tenha despertado....

Joe desperta atraves de seu amigo,Philodox como se tivesse tirado do utero de sua mae, como se tivesse um gozo interrompido, ele sentindo exausto repira profundamente por algumas vezes ate se acalmar e se situar, tentando levantar meio desorientado e lesado e ao ver que a mulher nao se encontra mais la ele presume que Alain tenha resolvido o enigmna a julgar que estao aparentemente bem ele pronuncia ofegante para Alain, citando um sabio indiano de nome Osho:

"Embora palavras sejam ditas para explicar o Vácuo, o Vácuo, tal como é, jamais pode ser explicado.

E ele complementa usando sua propria fala, gaurde para ti  ate o momento de nao aguentar mais e quando for necessario, so entao exploda-a e relata-a a quem deva ouvir como uma raiz busca agua

Lua escreveu:Quando Joe e Alaín finalmente voltaram, os garous já estavam jantando. Foram recebidos com um “onde diabos vocês estavam?” e caras feias.

Por mais cinico que possa parecer Joe nao faz com intencoes maliciosas ele apenas reponde simplesmente:

Tudo e nada, se o que fizemos pode ser exprimido em palvras nada fizemos, mas o que sentimos nao pode ser descrito, ainda que  falado em fizemos tudo, todavia, como nao tinhamos nada a fazer ate entao, fizemos o que todos fizeram , alguma coisaele olha pra todos com uma cara de quem nao entendeu a pergunta e analiza a disposicao dos lugares e de pois de Alain senta-se onde sobrar espaco
Lua escreveu:Alguma dúvida?
Joe, Alaín, peguem suas coisas que já estamos prontos para partir. “

Apos olhar o mapa buscando memorizar o maximo de informacoes Joe responde, apos comer bastante, sabendo que suas coisas andam dedicada com ele
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Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Sex 21 Nov 2014 - 10:05

O jantar parecia excepcional. Procurei ignorar qualquer conspiração, qualquer olhar torto direcionado a mim. Os outros dois finalmente chegaram, e todos os olhares se voltaram para eles tão logo passaram pela porta. A forma como Anton distribuía os convidados sobre a mesa chamava atenção, principalmente por colocar a mim em um lugar de importância. Leyda rosnou em minha direção, mas apenas fingi não ter ouvido pelo bem da política naquela mesa.

"Parece que atraí atenção desnecessária para mim. Melhor dormir de olhos abertos hoje." Penso.

O momento de falar sobre a missão finalmente chegou. Fotos sobre o caern foram dispostas sobre a mesa, e com muito interesse as analiso sem tocar em nenhuma delas. Quando perguntam se há alguma dúvida, deixo que todos falem primeiro, e por último pergunto:

- Alguém tem alguma ideia sobre qual parte do caern os Dançarinos possam estar concentrados?


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Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Sab 22 Nov 2014 - 17:38

Alaín ouviu atentamente o conselho da velha. Aquela conversa sobre caminho da verdade e da mentira era metafísico demais pra ele, mas conseguia entender alguma coisa das alegorias. Ele ainda estava pensando nas palavras quando ela desapareceu. Restou ao phillodox sacudir Joe voltar para o hotel.

Quando os outros perguntaram onde eles tinham estado, Joe deu uma de suas respostas transcedentais, mas Alaín apenas completou:

- Fomos investigar a Umbra aqui.

Ao jantar, Alaín, um observador contumaz da etiqueta apropriada, não deixou de perceber a alteração na configuração à mesa. Mas não lhe cabia arguir contra as ações sociais do líder.

Ele atentou para os detalhes do local a ser invadido. Gravou as informações e manteve-se calado, concentrado.

Quando intimado a se preparar, ele assentiu em silêncio e foi tratar de seus preparativos.
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Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Dom 23 Nov 2014 - 22:03

TODOS:
Falamos disso depois. – respondeu Oleg a Vicenzo.

Despediram-se de Alexey. Anton falou-lhe em russo, enquanto o jovem escutava de cabeça baixa. Oleg explicou que eram irmaos e que Alexey tinha feito uma besteira em seu país e nao podia regressar. Ficaria fotografando no Marrocos.

Chegar em Lua Crescente foi como entrar em uma câmara frigorífica. A noite era negra, o ar gelado transformava a expiraçao em vapor e tudo estava coberto de neve. O vigia do portao, em geral muito simpático, recebeu-os com casacos e gorros mas foi de uma gentileza fria e formal. Levou-os até as cabanas em que passariam a noite. O caern era  austero. Tudo exalava realeza mas as intalaçoes eram bem rústicas.

Entraram sob as cobertas tiritando e dormiram.


ALAÍN:
Na manha seguinte Oleg deixou Alaín com Andrei Bolkowski para aprender o ritual de dedicaçao do talisma, que precisavam para as roupas que usariam na missao. O mestre do ritual o fazia como um favor pessoal a Oleg, a ser retribuído em outra ocasiao para nao perderem tempo.  

Bolkowski levou Alaín para a área de rituais. Ao lado estava o centro do caern, uma piscina natural formada pelas águas sempre cálidas da queda d´água. O vapor subia da piscina quente e formava uma neblina entre as árvores pesadas de neve.

O ritual era bem simples.  Era necessário um pequeno objeto, que podia ser desde um seixo até um telefone celular. Com uma curta e bela prece, rogava-se a Gaia que permitisse que o objeto fizesse parte do garou, de sua natureza física e espiritual, pelo tempo que fosse necessário. Assim fez Alaín. Entao mudou de forma e objeto estava dedicado.
Em seguida regressou a hominídeo. Por uns instantes, viu-se nu sobre a neve, totalmente envolto pela névoa e lembrou-se de sua primeira mudança. Vestiu as roupas novas e entao Bolkowski ensinou-lhe outra prece para liberar o objeto e agradecer a Gaia por ter permitido que tivesse estado dedicado. Em seguida dedicaram o traje de inverno.

Na volta Bolkowski disse:

- Alaín, eu podia ter impedido sua partida me negando a ensinar o ritual, mas isso nao seria digno nem de mim nem de você. No entanto saiba que você nao precisa seguir nessa missao. Somos velhos aqui, o que mais necessitamos sao presas jovens, de nobres linhagens, para renovar-nos. Fique e integre-se à seita. Subirá rapidamente de postos, lhe asseguro.

***

Alaín encontrou Lorcan no caminho e foram juntos à cabana. Quando entraram, uma coisa estranha aconteceu. Ahmed estava se trocando e eles viram que todo o flanco direito do seu corpo, desde a axila até o osso do quadril, era uma massa de grandes e  retorcidas cicatrizes, recentes e antigas. Algumas tao profundas que via-se que lhe faltavam costelas. Ahmed rapidamente cobriu-se e antes que alguém perguntasse, falou: “Sao cicatrizes de batalha, perdemos, uma longa história… “. Lorcan mirou-o com desprezo e quando ele saiu,  disse para Alaín:

- A batalha que esse mentiroso perdeu foi na barriga da mae dele.

Alaín descansava quando ouviu o uivo de Oleg avisando que partiriam. Olhou pela pequena janela e viu outra coisa estranha: Leyda estava atacando Vicenzo!


JOE:
Quando Joe deu sua resposta aos presas, Oleg nao entendeu nada e fechou a cara. Afanasiy gargalhou e disse que era digna dos mais brilhantes ragabashs. Só Anton entendeu que, da perspectiva mais elevada em que se encontrava Joe, aquela era a resposta lógica.

No outro dia de manha, chamou-o: “Joe, há alguém que quero que você conheça”. Levou o garoto até a toca de Grimfang, apresentando-o como um dos theurges mais sábios da Rússia.  Era um homem de feiçoes asiáticas, muito velho, de bengala, que por sua sabedoria ainda mantinha o posto de Vigia. Recebeu-os calorosamente, com um grande sorriso. Chamava Anton de malchik (menino) e lembrava-se de quando era um filhote. Perguntou-lhe:

- Diga-me, malchik, é verdade o que andam falando do seu irmao?

- Nao… meu pai tem inimigos, sao intrigas… - Anton fez um esforço, mas Joe e Grimfang notaram que escondia algo. Anton era o tipo de pessoa que nao mente e, portanto, nao sabe mentir.

Ao saber que Joe consertava coisas, Grimfang disse:

- Ahhh, entao você vai me ajudar!. Ainda tenho umas pedras de sal, vamos fazer amuletos. Eu sei que vocês portadores nao gostam muito dessas coisas, mas em uma missao tao dura, vai ajudá-los.

Antou deixou Joe com Grimfang. Durante um bom tempo estiveram em silêncio moendo as pedras até pulverizar o sal. Era um trabalho agradável e repetitivo, que limpava a mente.

Depois Joe costurou quatro saquinhos de couro macio. O sábio ficou feliz porque saíram muito bons e agradaríam os espíritos.

Facilmente entraram na Penumbra. Espíritos cercaram Joe como uma bando de meninos curiosos, mas Grimfang afastou-os com um gesto suave da mao, como quem espanta borboletas. Eram velhos conhecidos.

Caminharam pelo vale em que estava o caern, e ao pé de uma grande pedra acharam elementais da terra, na forma de cristais brilhantes. Grimfange nao precisou de muito esforço para submetê-los, agradava-lhes lutar com o gelo. Regressaram com os quatro saquinhos embuídos de espíritos.

Joe agradeceu ao sábio e levou para Anton os amuletos. Teve algumas horas livres até que o uivo de Oleg avisou que iam partir. Foi reunir-se com os  garous, mas no caminho viu algo errado: Leyda atacava Vicenzo! O braço dela era mais grosso que a coxa de dele mas nao foi isso que preocupou Joe, e sim que o totem do caern era o Abutre, que nao aceita brigas entre garous. Seria um insulto, tinha que agir.


VICENZO:
Anton chamou Vicenzo para um chá na varanda de sua cabana. Era um homem culto, que conversava bem sobre qualquer assunto e havia estado em missoes interessantes, no entanto Vicenzo se sentia incômodo: fora do campo de visao de Anton, a uns 50 metros de distancia, Leyda os observava.

Saboreavam o chá quando chegou Afanasiy:

- Vocês parecem duas malditas velhas! Tomem isso como se deve! – abriu uma garrafinha com vodka, pôs uma dose em cada xícara e serviu-se também.

- Respeita meu posto… - brincou o Anton.

- Athro… bahh, num caern de fertilidade. – Afanasiy deu uma cotovelada cúmplice em Vicenzo, que quase derrubou o chá – Essa cara vive num caern de fertilidade!!!

- Nao é como você pensa! – gargalhou Anton.

Vicenzo ergueu os olhos e Leyda ainda estava lá, vendo tudo.

Afanasiy tinha a mesma opinao de Vicenzo sobre o líder do caer caído:

- Faz tempo que o Dançarinos atacam caerns pequenos por aqui. Mas nossos líderes sao velhos acostumados a zmeis e vampiros centenários e os subestimam. Por isso, se pudermos dar um pau nos dançarinos e sair vivos pra contar, ao menos mostraríamos que podemos reagir por conta própria.

“Quanto à caverna, o solo se aprofunda de oeste para leste e do sul para o norte. Assim, a parte alta e menos fria é pela entrada noroeste, onde está o salao e a galeria abafada. Acho que os dançarinos podem estar aí. Mas há o grande salao frio e túneis inexplorados, entao tudo pode ser. A entrada sudeste está num nível mais baixo e leva a galerias onde o gelo nunca se derrete, nem quando faz calor fora da caverna.”

Antes de Vicenzo ir, Anton entregou-lhe quatro saquinhos de couro.

- Ganhamos amuletos. Fique com um e distribua os outros aos cliaths, por favor. O sal que têm dentro pode derreter 100 kg de gelo ou 100 metros de caminho congelado.

Vicenzo olhou de novo e Leyda havia desaparecido.

Caminhava até a cabana quando o instinto o fez virar-se. Era ela.

- Odeio gente que puxa-saco para obter vantagens. – disse ela e arremeteu contra Vicenzo com toda sua força.

TODOS - AMULETO e INICIATIVA:
Todos os cliaths ganharam amuletos feitos por  Joe e Grimfang.  Saquinhos de couro contendo sal. O sal pode derreter 100 kg de gelo ou 100 metros de caminho congelado.
Iniciativa para cena do  ataque de Leyda: Vicenzo, Joe, Alaín
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Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Seg 24 Nov 2014 - 10:40

Oleg refutou minha pergunta com muita educação, e dei o assunto por encerrado. Em seguida Alexey partiu, e Oleg explicou sua história lamentável. Ao chegar em Lua Crescente, provei de um frio semelhante ao que sentia nos alpes italianos. Embora fosse incômodo, as roupas que eu usava eram o bastante para me manter vivo. Tudo melhorou quando fomos levados a barracas por um vigia educadíssimo que nos forneceu novas vestimentas. O dia havia sido longo, e assim que cheguei a minha pobre instalação, tratei de fechar os olhos e ir dormir para me preparar para o dia seguinte.

No dia seguinte fui convidado por Anton para um chá, e não tive como recusar. Segui até sua cabana e o saudei, sentando-me próximo para desfrutar tanto da bebida quanto da sábia companhia. No entanto não era apenas a companhia de Anton que eu tinha. Longe de nós, mas não o suficiente para que eu não percebesse, Leyda me observava com cara de poucos amigos.

"O que essa mulher quer de mim?" Pensei, tomando meu chá imperturbável.

A chegada brusca de Afanasy chamou minha atenção. Era um homem um pouco rude, porém não me parecia mau sujeito. Ele e Anton pareciam muito amigos, então me mantive quieto enquanto os dois cediam as brincadeiras um do outro, falando apenas quando era convidado.

"Leyda ainda me observa... hum." Penso ao olhar novamente para ela.

Enfim, minha pergunta de antes foi respondida por aqueles homens, mas apenas com suposições, nada de concreto. A hora de partir chegou, e Anton confiou a mim amuletos que deveriam ser entregues aos outros cliaths.

- Grazie per tutti. - Agradeço ao partir.

Caminhei tranquilamente até minha cabana, mas a paz que me rondou durante todo o dia foi perturbada por Leyda, que dessa vez ousou se aproximar e me dirigir uma ameaça.

- Odeio gente que puxa-saco para obter vantagens


Ao vê-la vindo em minha direção, mantenho a calma e me preparo para evitar seu golpe.

"Isso mesmo, querida. Me ataque, só estará fazendo com que meu nome suba ainda mais no conceito dos líderes por quem você tanto ama ser bajulada." Penso maliciosamente.

off: Caso ela esteja na forma Hominídea, uso Destreza + Briga para bloquear qualquer ataque. Mas caso esteja na forma Crinos, uso Destreza + Esquiva para desviar do ataque dela. E se eu ainda tiver alguma ação depois disso, uso sobre ela o dom Encontrar a Criança Interior.

- Melhor guardar sua fúria para os Dançarinos. Caso tenha algo contra mim, chame um Philodox, e remediaremos isso. - Sugiro.



- Vincenzo

- Gaspard

- Miranda

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Fala
Off
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Daniel Ramone
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Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Qua 26 Nov 2014 - 15:13

O aprendizado do ritual para Alaín foi uma ocasião solene e prestigiosa, como se estivesse apresentando uma tese de doutorado diante de uma bancada exigente. Ele se empenhou ao máximo até entender todas as minúcias do ritual e conseguiu executá-lo com precisão.

Essa aplicação pareceu ter impressionado também Bolkowski, que foi franco e sincero com ele quando voltavam:

- Alaín, eu podia ter impedido sua partida me negando a ensinar o ritual, mas isso nao seria digno nem de mim nem de você. No entanto saiba que você nao precisa seguir nessa missao. Somos velhos aqui, o que mais necessitamos sao presas jovens, de nobres linhagens, para renovar-nos. Fique e integre-se à seita. Subirá rapidamente de postos, lhe asseguro.

Alaín acenou com a cabeça, agradecendo a deferência, mas respondeu lenta e respeitosamente:

- Seu convite é uma honra que devo pesarosamente recusar, honrado Andrei. Minha nobre linhagem me obriga a agir com lealdade e justiça, e eu dei minha palavra e empenhei minha honra nessa missão. Nossos Parentes são de fundamental importância para nossa tribo, e eu acredito em não deixar ninguém pra trás; os outros garous não esperam menos de um rei capaz. Meu território fica muito longe daqui, e meus Parentes têm raízes profundas por lá, mas caso regresse com vida, gostaria de ajudar sua seita no que estiver ao meu alcance.

Alaín sabia que aquela resposta era muito menos do que o outro esperava, mas era a única que podia dar.

***

Ao deparar com Aluned e ouvir o comentário de Lorcan, Alaín ficou cismando se Lorcan teria insinuado que o outro era um impuro. Não sendo um phillodox preconceituoso, Alaín tinha boa opinião sobre os impuros, considerando-os herdeiros inculpes dos resultados do pecado de seus progenitores. Mas esconder sua condição era algo desonroso, covarde e desleal, e isso seria contado contra Aluned. Sem concluir nada, Alaín preferiu guardar silêncio.

Prosseguindo com os outros, Alaín encontrou Leyda atacando Vicenzo, e Jioe chegando a cena pouco antes dele. Ele estava distante demais para agir com o fim de impedir o primeiro ataque, e havia postos mais altos que os dele ali. Mesmo assim, correu para perto dos dois brigões.
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