Ásia Central

Página 3 de 6 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Dom 18 Jan 2015 - 15:29

Joe pensa rapido e se concentra em sua furia para fazer um ato que podera salvar sua vida, nao ha espaco para conversas, charadas, ou mantras apenas furia e hora de alimentar sua besta interior, saciara afera que o consome , que se harmoniza e por isso tem de ser premiada  Joe busca rapidamenbte assumir a forma crinos, para se disvencilhar da russalki, e como estara perto dela a pegara e a arremessara par o alto e a rasgara antes que cai no chao, logo em seguida ajudara Afanasy

grrrruuuuaarrarararararararrrrrrr, maldilta acha que pode me deter, tome isso, urfh!, urhf!, riahaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhrrrrrrrrrrrr, rrrrrrrrrrrrruuuuuuuuuuuuurrrrrrrr

off! tento usar tres ponto de furia, um para crinar, outro para arremessar e outro para rasga-la
avatar
Veu Cinza
Portadores da Luz Interior
Portadores da Luz Interior

Mensagens : 233
Data de inscrição : 12/09/2012
Idade : 35
Localização : sao paulo

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Seg 19 Jan 2015 - 14:16

Alaín, Joe e Vincenzo - panorama:
Vincenzo saiu do rio. A cena que encontrou foi a seguinte:

Alaín havia entrado na umbra.

Afanasiy estava em crinos. Tinha vencido a rusalka que o atacava mas estava muito ferido. Sentado sobre a neve, arfava em busca de ar, expelindo grandes coágulos pela boca e pelo nariz. Lisa, ao seu lado, curava-o com o dom "toque da mae".

Leyda, em crinos, combatia duas rusalkas aos mesmo tempo, usando dentes, garras e labrys.

Oleg e Lorcan, também em crinos, enfrentavam cada um uma rusalka e pareciam estar levando a melhor.

Joe, em lupus, havia sido liberado da ruiva por Lisa e Leyda e agora enfrentava a rusalka que o havia carregado.

Ahmed e Anton saíam da água e, ainda na forma guerreira, foram ajudar Leyda e Joe respectivamente.

Os uivos ideados por Joe haviam ajudado os companheios, mas Vincenzo sabia que podia fazer melhor. Apontando o focinho ao céu entoou bem alto um uivo de guerra e lançou o dom chamado da Wyld:

Rolagem:
Lua rolou 10d10 para Vincenzo para dom “Chamado da Wyld” e obteve 3 1 1 9 3 9 8 3 10 1  + 1 sucesso adicional (pto fúria).
O Jogador obteve 2 sucesso(s)
Dado de especialização: 4 Dificuldade: 6

Os garous se sentiram animados e as rusalkas novamente ficaram perplexas com aquele oponente que usava sua voz tao bem quanto elas. ( 1 dado a mais nas paradas e -1 de dificuldade de enfrentar as rusalkas nos próximos testes, exceto Alain que está na umbra).


Joe:
Impelido pelo uivo, Joe tentou canalizar ao máximo sua fúria. Mas nao era um ser feito para odiar. Nao conseguiu mobilizar todo ódio que pretendiar, mas ainda assim passou à crinos com facilidade.*

Em seguida atacou a rusalka com suas garras:

Rolagens:
Lua rolou 8d10 para Joe para ataque com garras e obteve 7 8 10 9 5 3 4 10
O Jogador obteve 6 sucesso(s)
Dados de especializaçao: 1,1 Dificuldade: 5.

Lua rolou 8d10 para Rusalka para esquivar-se e obteve 5 6 3 10 1 5 1 4
O Jogador obteve 0 sucesso(s)
Dificuldade: 6

Lua rolou 9d10 para Joe para causar danos e obteve 8 5 6 3 4 8 5 1 9
O Jogador obteve 4 sucesso(s)
Dificuldade: 6

O esforço de Joe em mobilizar sua fúria nao foi em vao. Ele atacou a rusalka com uma agressividade que surpreendeu seus companheiros, acostumados a vê-lo como um garoto tranquilo e pacífico. A rusalka nao conseguiu desviar, recebendo o golpe e caindo gravemente ferida. Mas antes que Joe pudesse atacá-lo novamente, o espírito preferiu fugir para a umbra.

Com se houvessem recebido um chamado, as demais rusalkas também debandaram, regressando ao mundo espiritual
.

*a quantidade máxima de fúria que um pc pode usar para obter açoes extras é metade da fúria permanente. Joe tem 2 de fúria permanente, entao só pode usar um ponto para açoes extras.

Alaín:
Na umbra Alain constatava satisfeito que conseguira se libertar da rusalka.  O ambiente umbral era melancólico e a rusalka cantava, tristíssima. Antes que a música deprimisse seu coraçao nobre, Alain atacou o espírito com firmeza e coragem*.

Rolagem:
Lua rolou 4d10 para Alaín para ataque com garras e obteve 5 2 6 6
O Jogador obteve 2 sucesso(s)
Dado de especialização: 3 Dificuldade: 6

Lua rolou 8d10 para Rusalka para esquivar-se e obteve 9 5 9 1 7 3 2 9  
O Jogador obteve 3 sucesso(s)
Dificuldade: 6

A rusalka escapou das garras de Alaín mas ele continuou o ataque:

Rolagens:
Lua rolou 4d10 para Alaín para ataque com garras e obteve 6 9 8 2
O Jogador obteve 3 sucesso(s)
Dado de especialização: 1 Dificuldade: 6

Lua rolou 8d10 para Rusalka para esquivar-se e obteve 4 1 2 5 10 7 3 2
O Jogador obteve 1 sucesso(s)
Dificuldade: 6

Lua rolou 8d10 para Alain para causar dano e obteve 4 4 1 2 7 4 8 3
O Jogador obteve 2 sucesso(s)
Dificuldade: 6

Dessa vez Alaín viu a rusalka tremer e embaçar por um momento: havia perdido parte de sua essência (2 pontos).

Ela estava para revidar o ataque quando um bando de outras rusalkas surgiu no ambiente umbral como uma revoada de pássaros. Com o canto do olho, Alain pensou ter visto uma figura masculina, que rapidamente sumiu. As rusalkas começaram a desaparecer e a Alain se viu sozinho naquela paisagem azulada e incrivelmente gélida, sem ter mais o que fazer.


* Alexyus, revisei os posts e Alain nao passou para crinos, ele está atacando em hominídeo.


Alaín, Joe e Vincenzo:
Os garous estavam novamente reunidos. No céu selvagem, uma belíssima lua cheia filtrou-se momentaneamente por entre as nuvens, arrastadas por ventos fortes. Sua visao depois da batalha e naquele entorno selvagem  fez ferver o sangue dos garous como nunca, restaurando toda sua fúria*.

Fazia um frio entorpecedor, a temperatura caíra junto com a noite e o vento começou a açoitar cada vez mais forte.

- Nao vamos acampar. – disse Anton. O lugar é muto perigoso, vamos rápido até a cabana e ali descansamos.

- Nao vamos comer? – disse Lorcan.

Olharam ao redor, mas o cervo havia desaparecido. Com um combate entre garous em crinos e espíritos ocorrendo, nenhum animal se atreveria a aproximar-se. Algum outro ser havia levado a caça.

- Vamos embora desse lugar de merd.... – disse Oleg impaciente.

Caminharam a noite inteira. O frio só aumentava, a fome era grande e sentiam sobretudo frustraçao. Apesar de serem espíritos, a aparência das rusalkas era a de frágeis donzelas e muitos garous se sentima incomodados esse tipo de oponente. Anton, Ahmed e Leyda, por exemplo, sentiam-se como se tivessem sido covardes. Outros como Oleg e Afanasiy tinham a sensação de terem apanhado de mulheres. E todos, sem exceçao, sabiam que nao as haviam derrotado. Os terríveis espíritos tinham escapado para a umbra e, como se nao fosse o bastante, um novo ser sobrenatural aparentemente rondava o bosque.

O tempo piorava. Novamente os três presas de prata conversavam entre si em russo, preocupados.

- Vem um nevasca. – disse Anton. Temos que alcançar a cabana o mais rápido possível

Meia hora mais e já nao se via nada. O vento era muito forte, (40 km/h), a temperatura caíra ainda mais (-25º) e a visibilidade se resumia a um raio de 1km de distância.  Corriam em lupus na seguente formaçao: Ahmed, que tinha o dom Axis Mundi, guiava o grupo. Mais atrás vinham Alain, Joe, Vincenzo e Lisa, os mais jovens e rápidos. Em seguida Lorcan e Leyda protegiam os flancos e os presas de prata, mais velhos e experientes, protegiam a retaguarda.

Subiram a montanha e em algum tempo viram, ao longe, a cabana. Isso animou a caminhada. Ahmed, Alain, Joe, Vincenzo e Lisa se detiveram um momento e olharam para trás:  os demais estavam dentro do campo de visão, mas vinham muito atrasados.

Os cinco viram luz na cabana. Alguém a tinha invadido.

- Nao há tempo a perder. – disse Ahmed voltando a crinos – Lisa, você abre a porta. Vincenzo, Alaín e eu entramos prontos para atacar e Joe nos dá cobertura.Vamos! Vamos!


* fúria temporária recarregada

Yuri:

-Gaia seja louvada por sua sabedoria, Grimfang. Eu sabia que você podia ver, que você podia sentir! Sou grato pela sua confiança em partilhar comigo tal história, e também lhe agradeceria se me desse sua bênção para retomar o que é da Mãe por direito. (…) Uma missão de heróis, você diz. Então, deixe-me partir. Deixe-me sair da sombra que meu nome derruba sobre mim. Deixe-me escrever minha história nessa terra, com sangue maldito!

Grimfang, num gesto instintivo, olho para os dois lados. Depois aproximou-se mais de Yuri, olhando nos olhos. O jovem podia ver cada ruga do seu rosto redondo e de traços orientais. e os penetrantes olhos amarelos brilhando. Grimfang sussurrou:

- Ouça, Sangue de Dragao. Em todas essas décadas eu nunca desobedeci uma ordem do líder, muito menos uma ordem justa. Se eu te mando para a missao, além de desobeder a Volk, corro o risco de ver a reputaçao de uma vida inteira arruinada. Se você morre deixarei de ser o grande theurge Grimfang, Vigia do caern mais importante da Rússia para ser lembrado como quem mandou a semente da linhagem Brachiev para a morte. É uma aposta muito grande, compreende?

Tomou um gole do chá.

“Mas vou pagar para ver. Sei reconhecer um herói e você é um dos grandes. Sei que você pode salvar aquelas parentes e voltar para contar a história. Sei que você é mais capaz que os outros jovens daqui mas os outros anciões preferem te resguardar como - perdoe o termo - um cavalo de cruza, confinado numa cocheira quente até morder as paredes de tédio. Nossa Mae nao o fez para isso. Essa coisa toda revolta meu sangue lupino: a ninguém deve ser dado o direito de iniciar uma raça sem antes ser testado em muitas batalhas. Ofende às leis de Gaia, nao é preciso ser meia-lua para ver.
Assim que vá, se é isso que seu espírito pede. Traga os parentes, cubra-se de glória e prove que é o digno fundador de uma estirpe.
Ao seu regresso eu lhe darei todo o apoio necessário.
Mas até lá essa conversa nao existiu, entendeu? “


E saiu da cabana com um passo lento, apoiando-se na bengala. Sobre sua silueta encurvada, flocos de neve caíam, brilhantes, contra o céu cinzento. Yuri sabia que estava presenciando o ocaso de um garou lendário. Sentiu que fazia parte da História. Mais além disso sentiu que, a partir daquela conversa, ele mesmo, Sangue de Dragao, começava a construir sua própria lenda.

***

Presente, cabana na montanha.

As lembranças se esvaneceram e Yuri voltou a realidade de estar confinado na cabana. Por um instante havia visto a lua cheia na janela, mas agora tudo o que via era neve. Fazia muito frio e o vento rugia, arrastando os flocos brancos e gelados com ele.
Yuri Aqueceu suas maos junto ao fogao de ferro e pensava em fazer um chá quando ouviu a maçaneta girar.
Seu coraçao bateu forte, sem querer seus lábios se ergueram mostrando os dentes.
Seriam os guerreiros ou algum maldito inimigo tentava entrar na cabana?.
avatar
Lua
Admin
Admin

Mensagens : 1775
Data de inscrição : 28/07/2014

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Midnight em Seg 19 Jan 2015 - 16:04

A forma como o Theurge passa a agir me provoca estranheza, mas logo entendo a situação na qual havia me metido. Quão estúpido eu havia sido! Era obvio que o jeito que ele havia me contado a história, aquela pausa dramática, tudo era um modo sutil de dizer exatamente o que ele acabara de ter que escancarar, mas eu, do alto da minha arrogância e afobação, não conseguia perceber. Me perguntei o quanto isso podia me atrapalhar, e o quão mais fácil seria dialogar com os Anciões se eu tivesse a aptidão social a qual se esperava de qualquer Presas de Prata. Muitas batalhas podem ser vencidas mediante a pura força, mas e A Guerra? Uma lembrança da morte de minha matilha me acometeu por um instante: "Eu poderia tê-los salvo se fosse mais sábio?" Eram conceitos difíceis de serem interpretados para mim, não deve ser natural para um Ahroun ver as coisas por esse lado, mas a minha frente se encontrava um velho lupino, moldado sobre uma criatura movida a base de instintos que conseguia, sem dificuldade alguma, ridicularizar minha capacidade empática. Eu havia deteriorado meu lado humano?

Confirmei pesadamente com a cabeça, enfim, aproveitando o gesto para espantar aqueles pensamentos. As palavras dele se encontravam agora um tanto diluídas na minha mente desorganizada, mas uma frase permanecia intocada "Sei reconhecer um herói e você é um dos grandes." Eu teria me conformado em apenas ouvir isso, era a lembrança que mais importava afinal, e eu estava, acima de tudo, grato. Disse finalmente antes que ele partisse: -Guarde minhas palavras, Grimfag. Alcançarei glórias maiores que meu sangue para que queiras ver o nome que carrego ser perpetuado.- Me senti aliviado com aquelas palavras, por mais presunçosas que elas pudessem parecer, eu havia recebido a confiança daquele nobre Lobo, não poderia deixar de demonstrar minha gratidão. Ainda assim, sabia que eu só poderia fazer tal coisa completamente quando voltasse, e eu voltaria.



Pisquei, tirando o olhar fixo das chamas enquanto adequava meus sentidos ao ambiente. Estava impaciente, não que isso fosse incomum, mas sempre era uma sensação irritante, por um momento averiguei a cabana superficialmente com o olhar, na esperança de achar algo com o que ocupar minhas presas, mas ao menos a parte de ficar como guarda para os suprimentos parecia autêntica, quanto ao que eu havia imaginado, e o tempo parecia se arrastar preguiçosamente a medida em que a nevasca se formava do lado de fora das paredes. No entanto, por um momento, um som sobrepujou os uivos dos ventos. Tentei sentir algum cheiro estranho vindo da direção do som, mas era inútil estando em minha forma natural. Minha conclusão primária foi imediata: "Invasores" Mas enquanto caminhava em direção a porta, preparando-me para mudar de forma, me questionei o que levaria um intruso a entrar com tamanho descuidado. Um turbilhão de dúvidas me veio a cabeça por um momento, assumir a forma Crinos já não parecia o obvio a se fazer. E se fossem apenas humanos? E se fossem os Guerreiros que eu esperava? Não sabia ao certo como agir, então decidi manter uma distância segura da porta, permanecendo na forma hominídea enquanto esperava meu visitante indiscreto aparecer, encarando a porta com um olhar seguro, ainda que atento.
avatar
Midnight

Mensagens : 136
Data de inscrição : 09/01/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Ter 20 Jan 2015 - 7:52

Vi mais coragem nos olhos dos Garou após o uivo morrer em minha garganta, ainda sim eles demonstraram grande dificuldades para com as criaturas.

"Não estamos prontos para enfrentar os Dançarinos." pensei.

A lua cheia surgiu no céu, mas deveria estar se sentindo envergonhada, já que muito do nosso sangue e pouco do inimigo fora derramado. Os Presas de Prata tomavam decisões precipitadas a todo instante, desta vez não foi diferente.  

"Será que devo usar meu talento para motivá-los? Não. Deixei que eles sintam medo e fome, talvez tirem disso um aprendizado." pensei.  

Viajar sem acampamento e sem comida num tempo como esse era terrível, mas não seria eu a demonstrar fraqueza. Em silêncio corri na posição determinada, refletindo sobre o que teria roubado o cervo que caçamos e o que teria feito as Rusalkas simplesmente irem embora. Será que havia alguma ligação entre estes dois fatos? Temo que naquela floresta haviam coisas para as quais não estávamos preparados. Então tratei de manter-me mais atento ao percurso do que aos meus companheiros.

Por fim, chegamos a um território familiar para mim, uma montanha. E logo encontramos o que precisávamos, uma cabana. Não via a hora de tirar a neve dos pelos, quando Ahmed mostrou-se extremamente paranoico com a situação.

"Mais uma vez arrastado para um local potencialmente perigoso. Será que estes Garou nunca pensam um passo a frente?" Me questionei.

Prontos para atacar uma ova. Se algo perigoso saísse lá de dentro eu saltaria para o lado, deixando os dois bobalhões servirem de isca, só depois avaliaria entraria na briga ou não. Precisamos nos preservar, parar de nos dar ao luxo de correr riscos desnecessários durante o caminho. Tínhamos uma batalha marcada pela frente, será que eles haviam se esquecido disso?


- Vincenzo

- Gaspard

- Miranda

Ação
Fala
Off
Pensamento
avatar
Daniel Ramone
Senhores das Sombras
Senhores das Sombras

Mensagens : 443
Data de inscrição : 29/12/2013
Idade : 29
Localização : Pet Sematary

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Qua 21 Jan 2015 - 15:56

Alaín ficou preocupado quando viu outras russalkas se juntarem com a primeira, mas respirou aliviado quando elas bateram em retirada. Com a ameaça afastada, ele retornou à companhia dos outros.

A Fúria crescia no peito do phillodox. A lua cheia, o frio cortante, a fome e a caminhada pela noite afora incitavam o aumento da Fúria e testavam a determinação dos garous. A longa corrida até a cabana m formação dava um senso de propósito e uma sensação de enfrentamento de desafios dantescos, e Alaín corria junto com os outros de modo obstinado, sem se queixar, mantendo-se firma apesar das dificuldades.

Quando viram os sinais de que a cabana fora invadida, Alaín olhou para os Presas de Prata na retaguarda, atrasados. Ahmed se apressou em traçar uma tática precipitada de ataque, mesmo sem que o grupo estivesse reunido.

"Não acho que ele seja o melhor estrategista da matilha, será que há necessidade desse empressement?"

Alaín assumiu a forma crinos e se posiciona logo atrás de Ahmed. Ele daria suporte à investida dele, pulando sobre o mesmo caso ele travase diante de algum inimigo, que seria atacado pro cima pelo phillodox. Se houvesse mais de um inimigo, Alaín atacaria pelo flanco direito o inimigo mais próximo.
avatar
Alexyus
Presas de Prata
Presas de Prata

Mensagens : 1783
Data de inscrição : 14/09/2012

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Qua 21 Jan 2015 - 18:59

Joe sabe  que serem encurralados em um lugar com pouco espaco para a forma crinos pois, nao foi usado para isto nao e muito inteligente e ele sabe uma forma mais sabia de atrair seu oponente, utilizando suas borboletas de papel, e compartilha com seus amigos
-Senhores, se acalmem, oucam com atencao:
-Oque é a ação?
a ação é a resposta, quando não necessitas agir, quando não e necessário relaxas, e agora nossos corpos querem relaxar , mas nossas mentes estão em conflito ja que a nossa fúria, o ego encarnado  quer agir, eu posso a uma certa distancia tentar atrair os invasores ou distraí-los, mao ouso dizer que minha ideia e melhor ou pior e somente uma ideia, apenas estou acrescentando um toque especial ao seu liqueur d´art, sei que estamos congerlando enquanto um ou mais invasores estao la, mas pensem se estao la e porque nao tinha quem dissesse que nao poderiam faze-lo, se o senhor nao guarda a cidade em vao vigia a sentinela



Joe ao mesmo tempo que se mostra util, da um sermao , e procura distrair seus amigos afim de que eles nao destruam o unico conforto no frio, que por sinal ta de matar e ele toma a dianteira da forma mais furtiva que consegue ser  e se concentra gracas ao seu esnso expetacular de concentracao nas borboletas e vai em direcao a cabana buscando sair da visao frontal da mesma

Senhores irei pelos lado e atrairei para fora ou distrairei os invasores para que voecs possam seguir o plano original, confirm  em mim que Gaia nos ajude

Joe vai rapido quando pode e devagar quandro sente que pode fazer barulho, pula, rasetja, salta e assim vai ate se aproximar da cabana e busca se esconder para naoser detectado e se concentra nas borboletas de papel par produzir o maximo delas levando em consideracao que elas podem ir longe mas nao tao longe  assim
off Joe se concentra uns dois turnos e usa o don borboletas de papel direcionando-as para dentro da cabana o maximo que puder
avatar
Veu Cinza
Portadores da Luz Interior
Portadores da Luz Interior

Mensagens : 233
Data de inscrição : 12/09/2012
Idade : 35
Localização : sao paulo

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Sex 23 Jan 2015 - 8:14

Véu Cinza (Joe) escreveu:Oque é a ação?
a ação é a resposta, quando não necessitas agir, quando não e necessário relaxas, e agora nossos corpos querem relaxar , mas nossas mentes estão em conflito ja que a nossa fúria, o ego encarnado  quer agir (…).Senhores irei pelos lado e atrairei para fora ou distrairei os invasores para que voecs possam seguir o plano original, confirm  em mim que Gaia nos ajude
- Ele tem razao – disse Lisa, soltando a maçaneta e encarando Ahmed.  O ahroun, apesar de sentir a fúria sussurrando em suas veias gostava da pequena theurge e interrompeu seu ataque.

Joe seguiu seu plano de contornar a cabana enquanto se concentrava no dom “Borboletas de Papel”.

Os demais garous mantiveram-se em guarda. Vincenzo e Alaín tranquilos, Ahmed com os músculos retesados, murmurando:

- Tem alguma coisa ruim ali…

Nesse meio tempo o resto do grupo chegou a galope. Anton pediu para que Alaín e Ahmed ficassem fora do campo de visao de quem surgisse na porta, pois podiam ser simples humanos abrigando-se da nevasca,  e girou a maçaneta.

No exato momento em que abriu a porta, um enxame de borbolestas de papel começou a rodeá-los e finalmente entrou na cabana. Era lindo! Em meio a paisagem cinzenta, centenas de pedaços de papel, coloridos e brilhantes, revoavam enfeitando o ar. Todos sentiram uma paz incrível e olharam para dentro da cabana sem animosidade.

Do outro lado Yuri, longe da porta e com segurança no olhar, esperava para ver quem chegava. Mal a porta se abriu, viu a cabana ser invadida por uma onda de borboletas de papel colorido. O ahroun sentiu uma calma que há muito nao experimentava.  A imagem tao simples, bela e lúdica devolveu-lhe à infância, àqueles anos felizes em que sua mae lhe contava histórias e seu pai era um amoroso protetor.

Antes que pudesse pensar, um homem loiro de cabelos compridos e barba perguntou-lhe em tom amigável

- Quem é você?

***

Depois de uma semana de tédio, Yuri viu a cabana animada.

A lenha crepitava no fogao de ferro, o ambiente estava agradavelmente aquecido e os garous, depois de dias bem duros, desfrutavam o acolhimento.

Haviam tirado as roupas mais grossas e pesadas, sacudindo a neve dos cabelos e agora farejavam por comida. Yuri, ajudado por Joe, trouxe para dentro grandes pedaços cervo que estavam congelados num barril na pequena varanda. O fianna Lorcan cozinhava bem e tomou para si a tarefa de prepará-los. Em pouco tempo um delicioso aroma de carne assando se espalhava pela cabana.

Apesar de nao haver eletricidade ou água encanada, Leyda e Lisa haviam dado um jeito de esquentar um grande balde de água e tomavam um banho improvisado num dos pequenos cômodos. Lá fora havia um banheiro, mas abaixo dos vinte graus, a água se congelava em pouco tempo.

Oleg e Afanasiy se estiraram em duas das estreitas camas, que lhes pareceram as de um hotel cinco estrelas, no entanto.

Ahmed aproveitou que finalmente tinha tempo e fazia suas oraçoes no outro quarto.

Anton foi para o lado de fora e, enfrentando o mau tempo, pareceu usar um dom para proteger a cabana. Depois entrou e começou a verificar as caixas com equipamento. Mas então Lisa já colocava uma pilha de pratos de metal esmaltado e talheres rústicos sobre a mesa. O tilintar de garfos e facas fazia o estômago doer e a boca salivar sozinha e os garous se reuniram ansiosos pela refeiçao.

Lorcan apareceu com duas garrafas e uns copos.

- Uma coisa que eu gosto nos russos, é que eles nunca esquecem a bebida. – riu.

-E uma coisa que eu admiro em minha tribo. – disse Anton com um sorriso - é que podemos estar em uma humilde cabana, assando um cervo, mas o vinho é o correto para acomanhar carne de caça e excelente. E há taças.

De fato os presas tinham sido generosos. Havia bebidas da melhor qualidade, latas de consevas finíssimas, chocolates, chás alemaes e tudo o mais para que passassem bem vários dias. Nao pretendiam ficar muito tempo, mas tudo dependia da tempestade de neve, que já maltratava a paisagem la fora.

Cada um tomou um prato, sentou-se em algum lugar, já que a mesa era pequena, e só entao se apresentaram com calma para Yuri.  Eram:

Garous:
ANTON “Uivo do Vento”, presa de prata, galliard, athro. Um homem no começo dos trinta, cabelos compridos e barba loiro avermelhados, de raça bastante pura.

AFANASIY “Mil Vidas”, presa de prata, ragabash, trinta e tantos,  adren, calvo e muito branco.

ALAIN Bourbon D´Órleans, “Triunfo de Gaia”, presa de prata, phillodox, cliath. Um jovem bonito de cabelos castanhos e olhos verdes. Era de raça puríssima, tanto quanto Yuri.

AHMED ElFatih ,“Sol do Deserto”, peregrino silencioso, ahroun, fostern. De volta à hominídeo, era um homem árabe de grande beleza, claramente vaidoso, que usava um bem cuidado cavanhaque a Tutancamon.

JOE Ramanandra Willis, “Foco-Sobre-A-Crise”, peregrino da luz interior, theurge, cliath. Um jovem de origem indiana, moreno escuro, olhos negros e cabelos lisos castanho escuro. Sua aparência emana simpatia e confiabiliade.

LEYDA, fúria negra, ragabash, fostern. Uma mulher forte e gorda com cabelo loiro com corte militar. Sua aparência e expressao corporal sugerem uma garou encreiqueira.

LISA, roedora de ossos, theurge, cliath. Uma garota bonitinha, de cabelos lisos compridos, tingidos claríssimo. Muito tímida.

LORCAN, fianna, filodox, adren. Um homem calvo, com um cavanhaque ruivo muito bem aparado e um glifo tatuado no braço direito.

OLEG, “Brado dos Justos”, presa de prata, galliard, adren. Um bonito ucraniano de cabelos escuros e olhos azuis. Nao aparentava ter muita raça pura, mas mesmo assim tinha uma aparência imponente.

VINCENZO “Canção-das-Trevas”, senhor das sombras, galliard, cliath. Um belo jovem, alto, de cabelos negros, olhos castanho avermelhado e aparência fascinante.

O resto do tempo foi para relaxar.



Dentro das possibilidades da cabana, seus personagens pode fazer o que desejarem.

Obs.:  Esta é também uma história sobre amizade, ao longo da cena procurem interagir entre si e com os npcs que mais lhe agradem (ou pareçam mais "úteis"). Isso será recompensado.
avatar
Lua
Admin
Admin

Mensagens : 1775
Data de inscrição : 28/07/2014

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Sex 23 Jan 2015 - 9:31

Ramanadra havia herdado dos Portadores o péssimo costume de citar um texto inteiro, quando só algumas palavras já seriam o bastante. Mas o que ele falava tinha grande peso para os outros, e isso era admirável. Estratégias foram traçadas, posições foram tomadas e borboletas foram criadas, tudo isso em vão, já que o que saiu lá de dentro foi apenas mais um Garou para completar o time.

Depois de uma tortuosa viagem, finalmente tínhamos um lugar para parar e nos aquecer. Esperava eu que depois de saciar a fome, planos melhores viessem a serem discutidos, pois o de entrar no caern chutando a porta não estava dando certo. A tática dos Dançarinos era mais do que óbvia: Cansar os possíveis invasores com suas ridículas criaturas para só depois dar cabo de nosso grupo fragilizado com as próprias garras.

Enquanto esperava a janta ser posta, deixei que os mais velhos tivessem seu momento de descontração, e só depois pedi a palavra.

- Sei que agora é o momento para o descanso, mas como um Senhor das Sombras, não consigo pensar em outra coisa, senão na missão quando estou em uma. - Começo. - Uma missão como essa exige mais Ahrouns do que dispomos no momento, embora os dois que temos sejam muito competentes em cortar a garganta do inimigo. Eu mesmo posso fazer as vezes de um guerreiro quando a situação pedir, mas ainda não seria o bastante. Depois de hoje, está claro que invadir o caern e enfrentar o que vier pela frente será suicídio. Então, com todo o respeito, sugiro ao líder que exija um pouco mais de nossos Theurges. Precisamos pedir ajuda aos espíritos, como por exemplo, perguntar por rotas mais seguras, pela localização dos inimigos e pedir que eles sejam os nossos olhos neste lugar.

Após expor minha opinião, me sento e volto a comer, observando a reação de todos eles.


- Vincenzo

- Gaspard

- Miranda

Ação
Fala
Off
Pensamento
avatar
Daniel Ramone
Senhores das Sombras
Senhores das Sombras

Mensagens : 443
Data de inscrição : 29/12/2013
Idade : 29
Localização : Pet Sematary

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Sex 23 Jan 2015 - 11:48

Anton terminou o vinho de sua taça, pousou-a tranquilamente na mesa e disse:

- Tudo a seu tempo, Vincenzo. Já vamos falar na missão. Agora apenas relaxe e recomponha as energias.

E acrescentou de modo afável mas firme:

- Isso vale para todos. Descansem. É uma ordem.
avatar
Lua
Admin
Admin

Mensagens : 1775
Data de inscrição : 28/07/2014

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Sex 23 Jan 2015 - 17:04

Alaín respirou aliviado ao ver que o assalto à cabana terminara com um novo aliado e sem em lutas desnecessárias. Deixou que Anton tomasse a palavra e organizasse a situação a seu modo, mas procurou ser amigável.

Havia provisões na cabana de ótima qualidade, e Alaín examinou a arte russa nos detalhes artísticos da louça. Enquanto as meninas arrumavam a mesa depois de tomarem banho, Alaín comentou com Yuri:

- A nevasca está péssima e vai demorar a passar pelo jeito! Como estava o tempo aqui nos últimos dias?

Quando se sentaram para comer e Anton censurou a tentativa de Vicenzo de quebrar a etiqueta da refeição tratando de negócios, Alaín relaxou ainda mais e falou com Lisa:

- Você e Joe interpretaram a situação muito bem! Foi bom termos evitado um combate desnecessário. Temos que agradecê-los por isso!

Alaín já tinha companheirismo com Joe e estava gostando da roedora de ossos, por aguentar toda a viagem sem fraquejar e ainda mais agora que ela tomara um banho.
avatar
Alexyus
Presas de Prata
Presas de Prata

Mensagens : 1783
Data de inscrição : 14/09/2012

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Sab 24 Jan 2015 - 8:22

Eu podia me imaginar levantando daquela mesa, revoltado com a passividade do líder diante da situação, mas não o fiz em nome da boa política, apenas continuei comendo e escutando atenciosamente o que os outros tinham a dizer.

"Então é assim que eles lidam com fracasso... Descanso e vinho. Meus antigos líderes teriam arrancado meu coro se me vissem sentado nesta mesa após uma derrota humilhante." Pensei.

Me voltei para Ahmed, quando este termina de mastigar, dizendo:

- Ainda não lhe agradeci por ter salvo a minha vida durante a caça, um terrível erro de minha parte. Obrigado.


- Vincenzo

- Gaspard

- Miranda

Ação
Fala
Off
Pensamento
avatar
Daniel Ramone
Senhores das Sombras
Senhores das Sombras

Mensagens : 443
Data de inscrição : 29/12/2013
Idade : 29
Localização : Pet Sematary

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Midnight em Sab 24 Jan 2015 - 15:51

As criaturinhas imediatamente tomaram minha atenção, o conforto que sentia no mais profundo do meu ser era algo que não experimentava havia muito tempo. Normalmente aquilo soaria como alarme, teria aumentado as possibilidades de considerar inimigos a porta, tentando me distrair para conseguir uma maior efetividade ao investir contra mim. Felizmente, os caprichos de Gaia forjaram uma situação propícia para que as coisas fossem esclarecidas, no final das contas, não estava feliz por perder a chance de lutar, mas tinha o conforto de saber que os Garous que empreendiam a missão estavam bem. E haviam chegado até mim, eu não precisaria de muito para chegar aonde queria, iria com eles, eu tinha certeza. Só precisava evitar de fazer qualquer bobagem.



Eles eram muitos, então inicialmente fui tomado por uma confusão, sem saber ao certo com quem falar, preferi apenas recepcioná-los para aliviar as condições severas as quais haviam sido submetidos antes de tentar me aproximar do grupo. Felizmente um dos Presas de Prata me aborda. Eu podia sentir, ele possuía um sangue puríssimo, isso me reconfortou, e de certa forma me irritou. Por mais contraditório que fosse, era um fato, estava contente em ter alguém que pudesse entender o modo como eu havia sendo tratado, mas ele estava naquela missão suicida, me senti diminuído, por um instante. Tão logo afastei aquelas bobagens de minha cabeça respondi a sua pergunta: -De fato o clima anda a cada ano pior, esse é um dos invernos mais intensos e rigorosos em muito tempo... Ouvi dizer que parte da causa disso é o motivo da investida de vocês.- Deixei as últimas palavras com um tom incerto, quase como uma pergunta.



Ao finalmente estarmos sentados, comia generosamente, afinal, se tudo saísse como eu planejava, a comida para os próximos dias seria um assunto incerto. Me poupava da bebida apenas, não julgava essa uma atitude adequada para um guerreiro que está prestes a ser posto no campo de batalha. Lutas devem ser comemoradas após vencidas, e não simplesmente por tê-las em mãos. No entanto, não manifestei repulsa alguma ao ver os que se serviam, não sabia o que haviam passado para chegar até aqui, logo não me pareceu certo o fazer. Após todos se apresentarem, retribui a cortesia, com um pouco de cautela: -É um prazer poder recepcioná-los. Sou Yuri, Sangue do Dragão, Ahroun Cliath filho do Falcão. E estarei honrado em seguir com vocês.- A omissão de meu sobrenome era providencial, esperava que ninguém desse atenção à isso e tratei de incitá-los a deixar tal coisa de lado:-Sintam-se a vontade, comam o quanto precisarem. Gaia zela pelo descanso de seus Guerreiros nesta noite.- Usei de toda a confiança que tinha naquelas frases, tentando ser convincente no que dizia, não queria atenção desnecessária.

Esperava um tanto apreensivo para saber como minha candidatura ao grupo seria recebida, olhava mais diretamente para Anton, que era o líder da empreitada até onde havia entendido, como se a qualquer momento ele fosse tomar a palavra para levantar um plano de ação. No entanto, para minha surpresa, é o Senhor das Sombras quem toma a palavra nesse sentido. Ouvia-o atentamente, e um início de sorriso se projetou em minha face quando escutei ele referir-se a dois Ahrouns no grupo, se eu me lembrava bem, só havia um com eles, eu era o segundo, sendo assim. No entanto, para minha frustração, Anton reage negativamente as questões levantadas por Vicenzo. Eu poderia voltar a dizer a mim mesmo que não sabia o que eles haviam passado e deixar a situação continuar a fluir, mas não conseguia engolir a forma como ele havia agido. Ele já tinha perdido duas batalhas por aquele Caern, mais vidas poderiam ser tomadas na investida atual, e ainda assim parecia apático à tudo. Ironicamente, o Senhor das Sombras era aquele que parecia ter o pensamento mais próximo ao meu, o fato de manifestar isso de forma tão aberta estando em uma mesa politicamente tão desfavorável me fez sentir confiança nele.

Terminei de me servir sem muita demora, havia comido bem, mas não de um modo exatamente elegante. Tinha me apressado em terminar para que minha retirada da mesa não fosse mal vista, ainda assim, tinha o intuito de ter uma conversa, precisava levar Vicenzo comigo. Esperei que a bebida começasse a se esvair dos copos e então pigarreei para tomar a atenção por um instante, me levantando enquanto dizia: -Permitam-me cumprir com meu papel de anfitrião e trazer mais do nosso bom vinho à mesa.- Tomei o olhar para o homem que pretendia dialogar e então disse tentando ser sutil: -Pode me ajudar, Vicenzo?- Aqueles mais empáticos talvez estranhassem a atitude que acabara de tomar, torci para que o álcool já tivesse sido consumido suficientemente pela maioria para isso não acontecer, e esperei a resposta do Galliard antes de nos retirarmos da mesa.
avatar
Midnight

Mensagens : 136
Data de inscrição : 09/01/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Dom 25 Jan 2015 - 9:46

Aguardo pela resposta de Ahmed, e só depois atendo ao chamado do Garou que acabávamos de conhecer. Já queria me afastar daquela mesa, só estava esperando uma deixa para que eu não me passasse por incomodado.

- Que coincidência você me chamar para lidar com o vinho, pois foi exatamente nisso que minha família constituíram fortuna. - Comento.


- Vincenzo

- Gaspard

- Miranda

Ação
Fala
Off
Pensamento
avatar
Daniel Ramone
Senhores das Sombras
Senhores das Sombras

Mensagens : 443
Data de inscrição : 29/12/2013
Idade : 29
Localização : Pet Sematary

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Dom 25 Jan 2015 - 11:20

Joe aprecia  a hospitalidae e comeca a comer , bebe agua, se tiver bebida alcolica bebera o suficiente para nao se esquecer de indagar algumas coisas, ao ver que  os garous na medida de seu tempo iam terminando de comer Joe  apos terminar sua refeicao, uma vez que ele nao e muito devotado a arte de apreciacao alcolica, recolhe seus utensilios de mesa, leva a cozinha e comeca a recolher ,pondo em uma bandeja caso a encontre, antes e obvio ele pergunta um tanto que timido: Com a sua licensa, Senhor Anton posso recolher seu prato, ou o senhor deseja degustar um pouco mais?

o proximo e Afanasiy, Joe leva em consideracao a ordem pela qual se apresentara e por nao saber ignora no momento as regras de etiqueta a mesa, e o faz sem intencao de ser indesejavel,

Senhor  Afanasiy, posso?

E parte em direcao a Ahmed pronuncia calmamente Senhor Fatih, se nao o incomodar
Joe arruma prato em cima de pratos talher ao lado bandeja e se tiver alguma comida que fora dispensada, o que duvide-se muito, ele fara uma montinho em cima do prato de cima ao ver que esta ficando pesado leva para a pia ou o lugar mais adequado e volta novamente para recolher pratos e talheres a medida qem vai ele observa para ver qual a reacao de todos  e ao chegar proximo a Lisa ele a encara com ternura e  diz bem suave, ;- A senhorita se me concede a honra?
Bom e ao se aproximar de Leyda, Joe hesita por um momento e  seriamente pergunta se pode e sai o mais que depressa dali, indo para o proximo e quando termina de recolher , ja ultima viajem come ca a recitar um mantra bem suave:
E comeca a lavar , secar e guardar talheres e pratos de forma bem animada, em seguida procura por Lisa, ja que sao dois theurges e ja foram cobrados por Vicenzo e conhecendo seu irmao de matilha, sabe que nao e bom faze-lo, e assim que encontra a jovem roedora ele observa se ela nao esta sozinha e  se estiver conversando ele tentara de longe  aguardar um momento de captar seu olhar e com um sinal chama-la, se ela estiver atoa ele chegara e a convidara para um como da casa.

Suas intencoes sao sao ver o que eles podem fazer juntos, dons, se ela luta,  a experiencia dela na umbra, e e claro nada melhor para conversar longe de olhares e na umbra, na qual ele pretende discorrer melhor, e e claro seguir a deixa de Vicenzo sobre rotas seguras, buscaram  fazer acordos com os espiritos para passar desapercebidos em trechos hostis e aprender um pouco mais sobre os espritos dali, inevitavemente Joe nao esconde sua curiosidade por Lisa e a olha com avidez tal como se olha para um pergaminho contendo um veda ou um mantra novo ele tem sede e fome de saber.

Joe procurar junto com Lisa por espiritos que sejam habeis em defesas de grupos para que possam defender os garous de ataques por espreitas, apos terminar s eu entrosamento saira da umbra com Lisa e dormira no chao oferecendo a cama para ela, pois precisarao descansar para recuperar sua gnose que sem sombra de duvida sera usada para ter a confianca dos espiritos
avatar
Veu Cinza
Portadores da Luz Interior
Portadores da Luz Interior

Mensagens : 233
Data de inscrição : 12/09/2012
Idade : 35
Localização : sao paulo

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Midnight em Dom 25 Jan 2015 - 16:58

Contenho um suspiro de alívio após Vicenzo atender meu convite, ficaria um tanto desnorteado se recebesse uma resposta negativa. Caminho tranquilamente ao lado dele enquanto nos distanciávamos da mesa e, após ouvir seu comentário, respondo tentando demonstrar interesse: -Tenho certeza que as vias que formaram essa história devem ser muito interessantes, especialmente com o conto sendo narrado por um Galliard...- Dei uma leve olhada para trás me notificando da distância que havíamos tomado dos demais e então continuei: -Mas temo que no momento temos assuntos mais urgentes a serem tratados.- Esperei até que estivéssemos longe da vista de todos e então disse diretamente: -Talvez sua visão do que tenham pela frente não seja bem vinda naquela mesa, mas eu estou particularmente interessado em saber mais a respeito dessa missão... Como deixei bem claro, tenho o intuito de me integrar ao grupo em sua jornada.- Olhei ao redor como se tivesse cometendo um crime, dei de ombros com uma expressão tranquila e finalmente terminei: -Afinal sou um Ahroun, histórias de batalhas me servem como diversão, e contá-las costuma ser um passa-tempo dos Galliards. Não estamos infringido nenhuma ordem.- A última palavra saiu com um desdém em particular.

Não tentava disfarçar meu interesse no assunto, e estava seguro de que o Senhor das Sombras não estaria incomodado falando a respeito, ele havia tornado isso um fato palpável há não muito tempo. No entanto, sua Tribo o precedia. Não que esteriótipos digam muito dos integrantes de cada uma delas -eu que o diga- mas, ainda assim, os Garras Vermelhas tem os Andarilhos do Asfalto, os Filhos de Gaia tem os Crias de Fenris e nós, bem, nós temos os filhos do Avô Trovão para perder tempo discutindo enquanto a Wyrm ganha terreno. Eu era um crítico veemente de tais rixas, especialmente pelo resultado catastróficos delas, nossos número caíram muito nas nossas próprias mãos, temos uma Tribo inteira extinta para nos lembrar disso, mas não tinha muito para me provar que ele compartilhava de tal pensamento. Em todo caso, ele andava no meio de muitos Presas de Prata, e havia tomado voz para agir enquanto os outros estavam mais preocupados em beber, me parecia um risco válido a se correr.
avatar
Midnight

Mensagens : 136
Data de inscrição : 09/01/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Seg 26 Jan 2015 - 9:57

A noite avançava e a nevasca também.
Lá fora o vento envergava as árvores, quebrando seus galhos, e arrastava objetos que os garous nao viam por causa da escuridao. Só escutavam os estrondos e rangidos. As pequenas janelas da cabana recebiam o impacto de jatos de neve e gelo, mas aguentavam firme.  Uma grossa camada de neve se depositava sobre a paisagem.

Dentro da cabana, a ordem era relaxar.

Aláin,  acostumado às coisas boas e à sua tribo, desfrutou de tudo o que havia com equilíbrio e sem sobressaltos.

Depois conversou brevemente com Yuri e aproximou-se Lisa. A roedora de ossos ficou toda atrapalhada pela surpresa. Nao estava acostumada a receber atençao de pessoas de classe alta e mesmo ali, entre garous, ocupava o lugar mais humilde. Passada a timidez inicial, surpreendeu-o com uma conversa agradável e divertida. Ouviu-o com atenção,  procurando aprender sobre as coisas que eram inacessìveis para ela, sem nenhum traço de inveja.

Enquanto isso Vincenzo expressou sua gratidao a Ahmed por haver salvo sua vida durante a caçada:

- Eu é que lhe agradeço, Vincenzo. Por um momento achei que teria que enfrentar-me com Afanasiy, mas você nos salvou de termos que derramar sangue aliado. E com muita elegancia. Parabéns, é um belo dom o seu.

Seguiram conversando. Ahmed era outro que pensava que ninguém se aproximaria dele, no caso, por ser impuro. Como bom peregrino, tinha muitas histórias e pequenas fofocas sobre as outras tribos, que  contava com a intençao de divertir, mas que para um senhor das sombras nao deixavam de ser informaçoes úteis a serem arquivadas.

Yuri era um grande guerreiro, mas estava desacostumado ao trato social. Os garous acharam esquisito quando, declarando-se anfitriao, tentou servir-lhes mais vinho ao mesmo que tempo que sugeria que Vincenzo o acompanhasse.  Recusaram educadamente, mostrando taças e copos ainda meio cheios e voltaram a conversar. Oleg, no entanto, nao deixou de notar a influência que o senhor das sombras começava a ter sobre os dois ahrouns.

Joe também disfrutou de tudo sem susto.  Quando terminou pôs-se a recolher os utensílios. Perguntou se podia levar o prato de Anton, e este entregou-o, agradecendo a gentileza.  Afanasiy teve outra reaçao, disse. “Nao se preocupe, filho, eu mesmo levo”. O siberiano era rústico, de hábitos simples e ajudou Joe com os pratos. Ahmed agradeceu. Leyda surpreendeu-o com um sorriso. Nao ter preconceito em cuidar da louça rende pontos com as fúrias negras.

Em seguida Joe buscou Lisa. Vendo que a saída de Vincenzo e Yuri havia atraído olhares, a jovem nao quis ir para umbra. Mas conversaram tranquilamente, sentados num sofazinho. Em certo momento, a menina pediu para que esperasse e voltou com umas coisas. “Eu tenho mania de recolher o que pode ser útil e essas coisas pareciam pedir para serem levadas.” Entao dividiu com Joe seu pequeno tesouro: duas pedrinhas de rio e ramos de bétula e salgueiro.

Já estava ficando tarde, as coisas estavam limpas e todos foram dormir. Havia camas suficientes e único ruído era o ronco de Leyda. Quem já conhecia os presas de prata nao se surpreendeu, mas quem ignorava seus modos, viu que seus jantares nao descambavam nas bebedeiras das outras tribos. A nobreza está na moderação. Tranquilos, os  presas de prata e seus aliados dormiam como reis.

MIdnight:
Amanheceu, a nevasca continuava.

Depois do desjejum, Anton disse:

- Antes de falar da missao preciso que Sangue do Dragao nos esclareça alguns pontos. - Yuri percebeu os olhos do líder e dos outros garous cravados nele, sobretudo os de Lorcan, o filodox mais velho. Anton seguiu:

“Quem é você? Porque nao deu seu sobrenome, sendo russo e de raça pura? O que faz na cabana? Por que razao disse que quer ir conosco? De onde conhece Vincenzo? E principalmente: que assunto tinham a tratar para isolarem-se furtivamente do grupo ontem à noite? Em resumo: o que está acontecendo aqui?

avatar
Lua
Admin
Admin

Mensagens : 1775
Data de inscrição : 28/07/2014

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Midnight em Ter 27 Jan 2015 - 19:19

O dia havia amanhecido antes para mim do que para a maioria dos demais, e isso não era algo do que eu me orgulhasse agora. O receio que partissem sorrateiramente em meio a madrugada, as memórias de minha última conversa com Grimfag, o refletir sobre todo o quadro que me trouxera até ali e o que me fazia querer ir adiante, tudo colaborou para ter poucas horas de sono em comparação ao restante dos hospedados. Mas os pesadelos, mais do que qualquer coisa, fizeram da minha noite pouco proveitosa. Eles continuavam vindo, especialmente quando me aproximava de situações tensas. Cenas de  um monstro, corrupto, dizimando com ódio implacável o povo de Gaia, manchando sua face com sangue inocente... E quando podia ver sua face, era eu, e estava sorrindo. Eu repudiava mais do que qualquer coisa aqueles últimos momentos, e ficava grato por ao menos acordar consciente, ainda sobre o local o qual havia dormido, e não com cabeças aos meus pés, banqueteado com carne de crianças e banhado em sangue de mulheres: "Eu ainda não sou uma besta." Era o único pensamento que, eventualmente, me confortava. Mas o "ainda" era a fagulha que continuava a incendiar minhas noites, talvez por isso eu acordasse tão soado. Era melhor do que aceitar o medo. O medo de mim mesmo.



O café da manhã ajudou a espantar os vestígios de sono e clima ruim deixado pela noite mal dormida. Havia comido bem, novamente acreditando na melhor hipótese que meu dia poderia reservar para mim, mas logo as coisas tomam um rumo difícil, e eu me sinto acuado. Aconteceu repentinamente, aparentemente, mas isso logo ficou claro que foi apenas o que eu consegui distinguir. O olhar dos outros denunciava que esse era um momento anunciado, eu talvez tivesse sentido, se não fosse tão desleixado com meu dever social. Dever... Eu gostava de chamar assim quando essa necessidade acabava me complicando. Talvez ver dessa forma me ajudasse a melhorar a entender precisamente como as coisas funcionam nesse âmbito. Enquanto isso não acontecia, eu continuava sendo posto em situações difíceis, despreparado, como um filhote. Talvez eu merecesse o posto que tinha. Talvez eu fosse arrogante demais. Mas eu teria tempo para aprender isso, quando meus punhos não conseguissem mais se erguer, o que esperava demorar algumas décadas.

Tentei continuar firme sob a enxurrada de perguntas. Foi tudo muito rápido. Ou eu que era lento demais? "Merda!" Olhei à todos por um instante, certamente alguns deles se sairiam bem melhor do que eu em um cerco como aquele. Suspirei tentando manter a calma, olhei diretamente para Anton e comecei: -Bom, creio que todas as perguntas tenham fundamentos para serem feitas. Eu responderia todas elas da melhor forma possível...- Senti meu rosto aquecendo pela frustração, eu devia estar ficando um pouco vermelho: -Mas vou me concentrar na última, creio que ela seja a chave para todas as outras.- Retomei o fôlego, aproveitando aquele breve momento para tentar me recuperar, tomar uma postura mais segura e uma tom mais confiável para então continuar: -Creio que tenha sido inocente da minha parte acreditar que poderiam aceitar esse quadro apresentado por você sem nenhum questionamento...- Me senti confuso ao ser surpreendido pela lógica de minhas próprias palavras, mas continuei: -No entanto lhes garanto que não precisam se preocupar comigo, sou um aliado.- Por um momento olhei para todos, e então retomei o olhar para meu questionador prosseguindo: -Vim até a cabana para guardar as provisões que trouxe até aqui. Creio que saiba quem tenha me enviado para o fazer, já que tinha conhecimento desse lugar. Não conhecia Vicenzo até a noite anterior, e o único motivo para ter me retirado com ele por algum momento foi para conversarmos. Costumo compactuar com os que gostam de agir.- Imaginei se não havia escolhido as palavras erradas, e tive certeza de que não fui sutil com meu comentário, tentei prosseguir antes que ele repercutisse negativamente: -O motivo de querer ir com vocês é justamente meu apego pelos atos, e não minha habilidade, ou falta disso, com as palavras. Eu soube do que os motiva.- Pensei em esclarecer tudo o que havia conversado com Grimfag, mas lembrei-me de seu pedido. Segui em frente tentando explicar o necessário: -Não tão profundamente quanto gostaria, mas soube que estão partido em uma missão por Gaia, uma missão que a Lua Crescente não quer mais tomar como sua.- Engoli seco lembrando do último tópico: "Meu sobrenome.... Dizer ele poderá gerar conflitos com minha partida, mas continuar omitindo-o certamente atrairá olhares para uma outra questão sem total esclarecimento. Não posso meter Grimfag nisso. Eu prometi. Não deixarei que meu orgulho manche seu nome." Após alguns segundos refletindo falei: -Sou Yuri Brachiev. Um Ahroun que quer provar que nossa Tribo é composta por mais do que glórias escritas em pergaminhos.- Cerrei os punhos com força e terminei: -Um Presas de Prata que quer que seus atos uivem mais alto do que seu sangue.- Me preparei para as retaliações. Haviam ali alguns Garous de alta estirpe, e por mais que eu houvesse falado com o que meu coração gritava, falar de linhagem daquela forma costumava me render dores de cabeça.
avatar
Midnight

Mensagens : 136
Data de inscrição : 09/01/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Ter 27 Jan 2015 - 22:05

Sorri simpático aos elogios de Ahmed, agradecendo-lhe com um balançar positivo de cabeça.

"Acho que pelo menos ao Peregrino eu posso confiar minha retaguarda" Pensei.

Junto ao rapaz que me convocou sou prontamente surpreendido por seu pedido. Ele estava contrariando a ordem do líder, e pedindo a mim para contar a nossa história até ali, ignorando o fato de haver um Galliard de posto mais alto na mesa. Isso sim era engraçado, mas mesmo assim decidi aceitar seu pedido. Então olhei para trás, tentando ver se alguém havia reparado em nós. A ordem de Anton foi para descansarmos, mas como fazer isso sabendo o que existe lá fora?

- Viemos aqui resgatar os parentes da Casa de Pedra. Os ignorantes acham que já podem estar mortos, mas Dançarinos são loucos, não burros. Com certeza pensarão em corromper os parentes para si, especialmente aqueles que possuem os nossos genes. - Comecei em voz baixa. - Fomos recrutados, e tudo corria muito bem, até colocarmos o primeiro pé nessa imensidão nevada. Nos dividimos para duas tarefas, caçar e montar abrigo, e acabamos atacados nas duas frentes, meu grupo por Dançarinos, o grupo deles por uma criatura cuja origem eu ainda não conheço. Nós temos bons lutadores, apesar de poucos guerreiros. Conseguimos nos safar desses dois ataques, mas então surgiram as Russalkas, criaturas capazes de encantar aos homens com seu canto, semelhante às Sirenes da minha terra. Aí é que tivemos complicações.

Decidi interromper meu relato ao perceber que haviam olhos sobre nós. Pedi licença tanto ao jovem quanto aos outros, alegando que aproveitaria o momento para descansar. Logo passei para a minha forma Lupina, e me deitei próximo ao lugar onde a comida fora preparada, valendo-me daquela fonte de calor para uma noite agradável. Mas antes de pregar os olhos, voltei a refletir sobre aquela missão.

" Não temos um plano, não temos uma direção, não temos uma ajuda e nem sequer uma estratégia. Obviamente a ideia de nosso líder é andar as cegas e lutar com tudo que aparecer. Anton insiste em premiar nossa atuação patética com bom vinho e descanso. Minha confiança nos Presas de Prata, que já era pouca, está diminuindo cada vez mais."

Pela manhã a nevasca continuava intensa, o que com certeza complicaria o nosso avanço. Havíamos então aproveitado para nos abastecer ainda mais com um rápido desejum, e foi então que Anton decidiu lançar um verdadeiro questionário sobre o rapaz. Eu poderia, mas decidi não me intrometer. Iria falar apenas quando fosse perguntado. No entanto uma coisa me fez rir internamente.

"Estamos em dez indivíduos, sendo que a maioria são de postos mais avançados, e ainda assim ele está mais cismado com este pobre diabo do que com o fato de que estamos cercados de lacaios."

Cansado de lidar com as frivolidades de Anton, me levanto calmamente, recusando-me a participar daquela discussão. Sozinho, uso o dom Encontre o Preságio, buscando algum sinal do que me esperava naquela missão.

"Oh, antigos espíritos, se eles negam vossa sabedoria, eu imploro por ela. Por favor, mostrem-me o que virá." Peço mentalmente enquanto executo o dom.


- Vincenzo

- Gaspard

- Miranda

Ação
Fala
Off
Pensamento
avatar
Daniel Ramone
Senhores das Sombras
Senhores das Sombras

Mensagens : 443
Data de inscrição : 29/12/2013
Idade : 29
Localização : Pet Sematary

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Qua 28 Jan 2015 - 7:28

- Grinfang não disse nada sobre alguém nos esperando e eu não conheço nenhuma família Brachiev. – disse Anton.

- Como linhagem são novos. – interveio Oleg – Mas você deve ter ouvido falar em “Mãos de Macaco” ou “Sangue sobre a Neve”. Creio que você ainda estava na Rússia.

O líder assentiu.

- Claro! – disse Afanasiy – Yuri Brachiev, outro herdeiro humm… em problemas.

Os presas de prata se entreolharam, farejando “roupa suja” da tribo.  Lorcan expressou em palavras:

- Senhores, é um pouco mais sério que isso. Melhor conversarmos em privado.

Os quatro se retiraram com Yuri para o cômodo mais distante, com cara de conversa longa. O clima ficou meio pesado entre os restantes.

Alain sabia que sua tribo era discreta com assuntos internos. Mas como filodox nao podia deixar de estar curioso sobre o que havia feito o cliath para demandar tanta gravidade. Ao mesmo tempo percebia o desprezo do senhor das sombras por sua gente em cada gesto, em cada olhar.

Leyda e Ahmed trocaram olhares. Pareciam haver pensado em algo que depois desistiram. Ahmed foi ver a neve na janela e Leyda se dedicou a afiar a labrys.

Lisa tinha uma expressão desamparada.

Joe podia perceber a ojeriza e falta de confiança que Vincenzo sentia pelos presas de prata quase como ondas visíveis.

Vincenzo recebeu o presságio pedido. Teve a visão de um trono de pedra, sobre o qual se sentava uma árvore. Sobre um dos galhos que faziam as vezes de ombros da árvore, estava sentado um homem vestido com uma túnica escura com capuz. Quando o homem baixa o capuz, Vincenzo vê que ele é um duplo seu. O homem estende a mão para Vincenzo e a visão desaparece.


Vejam o off:
http://lobisomemoapocalipse.livreforum.com/t673p24-off-asia-central
avatar
Lua
Admin
Admin

Mensagens : 1775
Data de inscrição : 28/07/2014

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Qua 28 Jan 2015 - 10:01

"Uma árvore sobre um trono, eu sobre esta árvore. Preciso refletir mais sobre isso, com certeza a visão se referia a poder." Pensei.

Sem alarde, percebi que os Presas de Prata se retiraram para tratar de assuntos internos. Deixei aparente para os outros que pouco me importei com este fato, mas como não sou tolo, é claro que eu adoraria descobrir seus segredos, para talvez chantageá-los no futuro. Sendo assim, banquei o distraído enquanto utilizava o dom Capturar Sussurros.


- Vincenzo

- Gaspard

- Miranda

Ação
Fala
Off
Pensamento
avatar
Daniel Ramone
Senhores das Sombras
Senhores das Sombras

Mensagens : 443
Data de inscrição : 29/12/2013
Idade : 29
Localização : Pet Sematary

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Qua 28 Jan 2015 - 20:03

Alaín gostou de conversar com a pequena theurge Lisa, e mesmo quando Joe juntou-se à conversa, Alaín permaneceu ouvindo o diálogo dos dois theurges, pensando em quão estranhos podiam ser os místicos. A noite findou de modo agradável, num ambiente quase familiar.

No dia seguinte, quando os mais velhos se propuseram a interrogar Yuri, Alaín manteve-se calado, deixando que eles procedessem como desejassem. Só interferiria se os ânimos se exaltassem, mas aconteceu o contrário: os anciãos resolveram discutir a linhagem de Yuri em privado.

"Nunca ouvi falar dos Brachiev... Deve ser algo das antigas linhagens russas... Entendo essa atitude de sigilo, já vi isso acontecer antes, mas não sei a razão agora... O pessoal das outras tribos vai estranhar mais ainda... E o Senhor das Sombras não está ajudando..."

Alaín era sensível às opiniões das outras tribos sobre a sua própria e decidiu agir de imediato. Invocou o Dom do Domínio Iminente e assumiu a palavra na ausência dos mais velhos:

- Os Presas de Prata estão ficando numerosos por aqui, mas eu gostaria de ter mais garous de outras tribos conosco. Os Portadores como Joe seriam úteis pra desvendar o enigma do destino dos Parentes, as Fúrias Negras são combatentes valorosas, Os Peregrinos Silenciosos são peritos inigualáveis em viagens e os Roedores de Ossos são sobreviventes natos. Todas essas habilidades aqui com certeza serão bem úteis. Mas tenho certeza de que vamos achar um jeito de ultrapassar essa nevasca. Joe, Lisa, acham que ela é natural ou realmente é uma manifestação espiritual hostil contra nós? Ahmed e Leyda, se tiverem alguma opinião, também gostaria de ouvi-las, assim como a sua, Vicenzo.
avatar
Alexyus
Presas de Prata
Presas de Prata

Mensagens : 1783
Data de inscrição : 14/09/2012

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Qui 29 Jan 2015 - 19:38

Joe sente que Lisa em determinado momento evita ser alvo de comentarios, provavelmente, por causa da Litania, obviamente, Joe nao pretende ter problemas com isso, ainda mais em um mundo, no qual ja  ha muito inventaram preservativos, entretanto isto e uma outra historia, e no momento Joe se atem ao fato de precisa formar alianacas paar ser mais util a missao, em suas veias nao corre o sangue da politicagem e das maquinacoes politicas, e sabe que se seu irmao de matilha, esta deste jeito ja observou bastante antes de agir e em sua matillha ele eum dos que mais planejam, pensam e observam antes de agir, nao que Joe nao seja assim , mas para Ramanandra isso e natural.

Joe percebe que os animos logo se exaltarao ainda mais pelo fato de Yuri nao ter mencionado sua linhagem , uma  vez que e notorio que o mesmo e advindo uma linhagem e isso resplandece em seus pelos, Vicenzo ja observou isso tambem e Joe se pergunta quando ele ira agir, e so havera um momento entre o a eo gir, no qual Joe tem de agir, muito embora ele nao seja um Philodox, mas sabe que tudo tem de transcorre pelo caminho do meio, paradoxalmente e cre que tudo sehue o seu fluxo e uma aparente desarmonia gerara a verdadeira harmonia, ele se mantem atento, tentando nao parecer tao atento assim ele se deixar levar como uma folha no rio, ele se ausenta da presenca de Lisa, o mais cordial possivel e vai em direcao a Vicenzo, Joe sabe que nao pode dispender borboletas a todo instante


Srta Lisa, por favor com imenso pesar me ausentarei por um momento, preciso conversar comm meu iramo de matilha, assim que pudermos conversaremos mais temos muito ainda a  conversar

Como de costume Joe lanca um ensinamento hindu de um guru ha muito esquecido, em tom suave e baixinho para Lisa

Não existe pecado não existe virtude Sensatez é tudo. Se a quiseres chamar virtude, chama-a virtude.
E há a ignorância; se a quiseres chamar pecado, esse será o único pecado.


Com um sorriso e uma olhar de pura ternura Joe caminha para perto de Vicenzo, mas e tomado de assalto,pela pergunta de Alain  e pretende nao ignora-lo, pois o Presas e mais sociavel a ele do que seu irmao de matilha

A nevasca so e hostil a que se deixar levar por sua hostilidade, ela so ser hostil se assim queiseres , desapega de tua mente humana, e nao vera nada alem do que deve ser visto, somo feitos para transpor deixa que ela cia sobre teus pelos, assim Luna o permite, se tu enfrenta a nevasca eles tabme, tua vantagem sera fluir por ela, aqui ou na umbra precisamos de unidade, nao somos presas, senhores furias, roedores, aqui e somente aqui, nao somos nsda, nao obstante estamos, e se estamos nao ha com o que se preocupar, entao nao se preocupe, com o que ha la fora se o calor daqui pode derreter tudo o que fizemos ate a gotra, mesmo que nao tenhamos feito, e sim vivenciados

Joe faz uma péquena pausa e respira profudamente, nao e de seu feitio agir como um galliard ou como um ragabash ele apenas age ao natural e e as palavras suregm e Joe as deixa fluir e assim prosegue

]Desenvolvemos habilidades ao longo de nossa vida que podemos utliza-las ao longo do trajeto, mas de nada serviora se nao presarmos a unidade ainda na diferenca

Joe se cala esperando a conversa fluir
avatar
Veu Cinza
Portadores da Luz Interior
Portadores da Luz Interior

Mensagens : 233
Data de inscrição : 12/09/2012
Idade : 35
Localização : sao paulo

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Qui 29 Jan 2015 - 22:35

Ainda concentrado em ouvir a conversa dos Presas de Prata na outra sala, escutei também as palavras de Alaín, e um sorriso sarcástico nasceu em meu rosto quando ouvi meu nome por último apesar de ter certeza que já havia contribuído para aquela missão muito mais do que qualquer um naquela cabana.

"Esqueça isso, Vinnie, seja gentil mais uma vez, afinal a Litânia pede que se respeite aqueles que estão abaixo de ti." Pensei.

Deixo que Joe termine de citar mais uma de suas filosofias, e logo depois me manifesto.

- Espiritual ou não, artimanha ou não, a nevasca não passa de um obstáculo irrelevante, uma vez que podemos continuar nossa viagem pela Penumbra, e lá, dificilmente o mesmo fenômeno natural estaria acontecendo. Lendas dizem que quando meu parceiro de matilha aqui não está tagarelando seus enigmas, ele é um guia espiritual incomparável. - Digo com uma pequena dose de humor. - Mas ao invés de temermos a tão "terrível" nevasca, por que não a usamos a nosso favor para nos colocarmos a um passo afrente do inimigo?  Garous de pelos mais claros entre nós poderiam correr a frente, camuflando-se na neve tanto para traçar caminhos mais acessíveis quanto para encontrar nossos inimigos antes que eles percebam a alcateia chegando em massa em seus territórios. - Sugiro.

Dou as costas para todos, e retorno ao ponto onde estava para ouvir a conversa sem ser percebido. No entanto digo por último.

- Mas eu sou só um Senhor das Sombras, um Cliath... Tenho certeza que os Presas de Prata terão uma sugestão melhor. - Digo com uma sutil dose de ironia, deixando claro o que penso sobre aquela bobagem de união.  

Assim, volto a captar as vozes da outra sala.


- Vincenzo

- Gaspard

- Miranda

Ação
Fala
Off
Pensamento
avatar
Daniel Ramone
Senhores das Sombras
Senhores das Sombras

Mensagens : 443
Data de inscrição : 29/12/2013
Idade : 29
Localização : Pet Sematary

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Dom 1 Fev 2015 - 15:28

- Nada mais tem causa natural por aqui. – disse Anton em resposta a Vincenzo. Atravessava o vao da porta, caminhando ao lado de Yuri e dirigindo-se para onde estava Alaín. Ao chegar perto do filodox, disse-lhe:

-Sérias acusaçoes pesavam sobre Yuri em nossa tribo, Alaín. Mas já estao esclarecidas. Ele é um grande presa de prata, gostaria que vocês fossem amigos.

Vincenzo havia escutado a conversa dos presas com Yuri. Primeiro o ataque verbal de Afanasiy e Lorcan, entao a resposta firme e emocionada de Yuri, e finalmente as palavras acolhedoras de Anton. Tudo em russo, porém *. Algo muito mais sério que linhagem havia sido discutido ali, era tudo o que ele podia sentir.

Anton com a mao no ombro de Yuri anunciou para todos:

-Yuri Sangue do Dragao agora formalmente faz parte de nosso grupo. Recebam-no bem!

Em seguida reuniram-se em torno da mesa.  Anton voltou a tomar a palabra.

- Antes de mais nada, nao quero mais ouvir cochichos, nem garou resmungando pelos cantos. Um garou digno do nome não teme dizer o que pensa.  Ademais, necessitamos muito de união...

- Os meninos estavam falando justamente disso, Anton. – disse Oleg, indicando Alaín e Joe. Aláin falou sobre a contribuiçao do representante de cada tribo para a missao  e Joe, bem, disse alguma coisa sobre superar a nevasca juntos, creio eu, nunca entendo bem o que esse garoto diz…

Oleg e Afanasiy havia saído antes da conversa com Yuri e escutaram os discursos, aos quais, graças ao dom Domínio eminente (5d10 dificuldade 7,  9 4 3 1 10 = 1 sucesso) todos prestaram atençao.

- Obrigado Alaín e Joe. Vocês têm se esforçado para unir o grupo e isso é tao importante quanto armar estratégias.

“Mas agora vamos aos fatos. Infelizmente desde que saímos de Lua Crescente nada mais é natural. O panorama que temos é este:

Espíritos com que convivemos há séculos, como vodianois e rusalkas contaminados pela Wyrm e enfurecidos. O vodianoi atacou diretamente o líder, as rusalkas detiveram seu ataque à ordens de outro ser. Alguém está dando instruções.

O grupo que caçava foi atacado por lobos corrompidos. Podiam ser dançarinos. Mas esse ataque sem passar a crinos, com vômitos e garous engolidos inteiros me lembra mais lobos-fomori, o que é uma grande complicaçao.

Enquanto protegíamos a retaguarda do grupo, percebemos que pelo menos dois seres estavam nos seguindo. Nenhum deles estava tocado pela Wyrm, foi o que verificamos.

Finalmente, a nevasca nao é um fenomeno natural, nem de longe. Se alguém tivesse tido a curiosidade de dar uma espiada na umbra quando chegamos, vería como estava alterada também. Temos alguém manipulando os elementos de forma sobrenatural.

Assim, nosso inimigos nao sao mais apenas os dançarinos à frente. Temos inimigos na retaguarda, ao lado … e provavelmente dentro do grupo."


Anton fez uma pausa de alguns segundos. Cruzou as maos abaixo do queixo, pensativo. Entao disse:

- Antes de prosseguir, quero ouvir o que vocês têm a dizer.  Podem perguntar e sugerir o que quiserem.


* Foi declarado no post privado que eles estavam falando em russo (antes do seu comentário no off, Ramone) e o Midnight também teve o cuidado de dizer que eles estavam conversando no belo idioma de Tchecov. Assim que, de fato, Vincenzo só entendeu as entonações.
avatar
Lua
Admin
Admin

Mensagens : 1775
Data de inscrição : 28/07/2014

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Seg 2 Fev 2015 - 6:56

Os Presas de Prata finalmente retornaram, trazendo junto a si o rapaz ao qual recaiu toda a desconfiança. O discurso havia mudado, agora eles pregavam que deveríamos recebê-lo de braços abertos, mas qual teria sido seu critério para decidir isso?

Logo todos estavam sentados sobre a mesa, e Anton deixou claro que não queria ver mais ninguém tramando pelos cantos, que deveríamos expor nossas ideias às claras.

"Essa vai ser uma ótima piada para contar na próxima Assembléia das Sombras." Pensei, deixando um sorriso divertido parecer um sorriso simpático à ideia deles.

Em seguida, o líder tenta passar para nós sua explicação dos fatos. Segundo ele, a nevasca não tinha nada de natural, e o mais óbvio de tudo: alguém estava planejando os ataques a nós. Mas fora estas informações que foram como redescobrir o fogo, o líder atentou para algo útil em que se pensar. Quem além dos Dançarinos estava por trás daquilo?

Assim, levanto a mão e peço a palavra, falando apenas quando me é permitido.

- Quanto aos planos, acredito que somente os Theurges e aqueles que possuem boa relação com os espíritos possam nos ajudar nesta hora. Perguntem aos ventos quem eles viram enquanto cortavam a floresta, pergunte a terra quem além de nós anda caminhando por seu solo.... Mas já sugeri isso antes, então façam como achar melhor. O que eu gostaria mesmo de dizer é que deveríamos começar nos perguntando por que as Russalkas recuaram de repente em seu ataque e por que não houve qualquer ataque a nós durante a madrugada. Me recuso a pensar que estamos tão seguros nesta cabana e que nada poderia nos acontecer aqui, então vou direto ao ponto: Podemos estar exatamente onde o inimigo quer, e esses ataques tão brandos não passarem de algo calculado para nos fazer cair na armadilha deles. Então sejamos práticos, vocês ficam aí gritando união e união, mas para que haja união é preciso antes harmonia, sendo assim a palavra neste momento não deve ser dada a Philodox, Ahroun ou mesmo Galliard como eu, precisa ser dada a Afanasy e Leyda, que são Ragabash de alto posto, únicos augúrios astutos o bastante mostrar como até o melhor dos planos pode se transformar na maior das bobagens. Lembrem-se, cavalheiros, inteligência não é saber todas as soluções, mas saber onde procurar pelas respostas. - Digo, fazendo menção a Afanasy e Leyda em minhas últimas palavras.


off: Tudo bem, minha intenção não era saber o plano, apenas interpretar que meu personagem tentou tirar vantagem da situação.


- Vincenzo

- Gaspard

- Miranda

Ação
Fala
Off
Pensamento
avatar
Daniel Ramone
Senhores das Sombras
Senhores das Sombras

Mensagens : 443
Data de inscrição : 29/12/2013
Idade : 29
Localização : Pet Sematary

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ásia Central

Mensagem  Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 3 de 6 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum