Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Ter 3 Fev 2015 - 3:43

A fuga das criaturas não era um cenário exatamente empolgante, mas eu não me importava mais com aquilo. Só haviam ações a serem executadas, e a bola da vez era impossibilitar ambas para em seguida terminar o trabalho com a devida precisão de um Ahroun. O primeiro golpe foi dos mais simples para cer acertado, não havia tido nenhuma dificuldade de por uma das garotas no chão, e tudo indicava que o mesmo se seguiria. Se minhas expressões na forma Crinos demonstrassem com alguma eficiência emoções transparecidas de forma mais superficial, eu teria deixado a mostra certa surpresa. Era o primeiro ataque que havia errado desde que passará para minha forma guerreira, e isso me dá motivo para atacar a protagonista do feito com ânimo revigorado. No final das contas, a cada vez que eu pensava em diminuir o ritmo, algo acontecia para aquecer ainda mais meu ser com Fúria.

Agora tendo a garota próxima o suficiente, não mais me importaria em imobilizar ela, aquele era só o passo antes do objetivo final, e se eu poderia o fazer já, por quê não? Minhas garras foram rapidamente conduzidas por meu braço direito até o pescoço da vítima, pretendia abatê-la quão logo fosse possível, afinal sua amiga ainda estava apta a reagir, por mais precariamente que fosse, e se já havia conseguido se levantar e voltar a correr após ser derrubada uma vez, nada a impediria de o fazer de novo. Por mais que meus pensamentos fossem embaçados pelo calor do momento, uma palavra ecoava em minha mente com a visão daquelas criaturas ridículas:
"Covardes!"
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Daniel Ramone em Ter 3 Fev 2015 - 21:41

Yuri novamente avança sobre as garotas, que gritam escandalosamente enquanto fogem do Crinos terrível a persegui-las.

Ataque:
Yuri rolou 9 dados com dificuldade 6 para atacar a segunda garota: 4, 2, 2, 1, 8, 2, 5, 3, 9 = 1 sucesso.

Segunda Garota: Esquiva: 2 sucessos.

Quando Yuri ataca novamente, a garota salta para o lado e toma uma direção diferente da companheira ferida. Agora as duas se separam, e Yuri precisará decidir se vai segui-las e qual irá seguir.


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Qui 5 Fev 2015 - 13:37

Os gritos deixavam evidente a consciência delas de que não tinham como me enfrentar, mas uma delas, incrivelmente, continuava a se mostrar tão escorregadia quanto eu pudesse imaginar. A ira começa a tomar conta de mim uma vez mais, agora com ainda mais intensidade pela sequência de erros, mesmo ela não se mostrando inclinada em nada a batalhar, a desgraçada conseguia escapar de um golpe após o outro, e eu me frustrava a cada segundo que perdia com aquelas criaturas patéticas.

Deixaria a mulher que havia acertado há pouco seguir a direção oposta da forma como pudesse por hora, imaginava que um ferimento com minhas garras seria naturalmente mais complicado de se recobrar, então me concentrei em alcançar a garota a qual eu já estava no encalço. Aproveitando o impulso da corrida, tento saltar sobre a garota para fechar minha mandíbula ao redor de seu crânio, visando estraçalhar o mesmo. Não me importaria em provar do sangue daquelas criaturas, se isso significasse a certeza de ter dado um fim à elas.
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Daniel Ramone em Dom 8 Fev 2015 - 9:05

A garota começa a adquirir confiança em fugir de Yuri, e a regeneração permite ela correr mais rápido, então Yuri salta de uma vez, visando abocanhar a garganta da infeliz.

Mordida:
Yuri rolou 9 dados com dificuldade 5 para morder a segunda garota: 9, 6, 5, 9, 2, 4, 6, 2, 10 (Dado de especialização: 8 ) = 7 sucessos.

Segunda Garota: Esquiva: 4 sucessos.

Yuri rolou 8 dados com dificuldade 5 para medir o dano: 7, 10, 2, 10, 10, 8, 2, 1 (Dados de especialização: 2, 5, 2) = 6 sucessos.

Ela novamente grita, mas desta vez pelo motivo certo. A mordida foi certeira, lembrando a plasticidade de um tubarão branco experiente. Yuri abocanha o pescoço da infeliz, triturando até mastigar apenas o osso da coluna vertebral. O sangue em sua boca é frio e azedo, mas sua intenção não era alimentar o estômago, sim um ego ferido por pequenas falhas que não costumava cometer.



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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Seg 9 Fev 2015 - 5:00

Por pior que o gosto do sangue pudesse se apresentar ao meu paladar, meu orgulho tornava ele doce. Não que o abate de uma criatura tão patética fosse digno de alguma glória para um Garou, mas falhar com minha obrigação de exterminá-la seria um tapa na minha cara. E dado por mim mesmo. Mas agora seus ossos produziam um som característico a medida em que minhas presas se encontravam após destroçar tudo o que havia entre as mesmas, e o restante do crânio era vagarosamente arrancado do tronco inerte. A medida em que executava esse movimento, minha cabeça girava em direção a meu próximo alvo, buscando encontrar os olhos da mulher, se ela se deparasse com meu olhar poderia enxergar muitas coisas, mas piedade certamente não seria uma delas.

Quão logo avistasse a garota a qual havia aleijado, avançaria em sua direção com passos firmes, largos naturalmente por aquela forma, sem nada em mente além do término do que havia começado. Estando próximo o suficiente, atacaria ela com as garras visando seu tronco com o golpe, não pensaria duas vezes antes de arrancar suas entranhas por meio daquele ataque, a racionalidade que conservava naquele momento só me lembrava o quanto tempo havia perdido com aquela luta. Não era como se eu a achasse desnecessária, mas havia lutado muito abaixo do que poderia, ou mesmo deveria. Precisava seguir em frente, aquele era meu último "obstáculo".
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Daniel Ramone em Ter 10 Fev 2015 - 7:46

Após dar cabo da garota de moicano, Yuri atenta-se à garota que deixou ferida. Mas onde ela estava? Yuri não conseguia encontrá-la em lugar nenhum. No entanto ele ainda podia sentir a presença dela. Seus pelos na nuca estavam eriçados, e ele não conseguia parar de rosnar. Aquilo eram seus instintos se aflorando à presença do inimigo.

Teste de Percepção:
Yuri rolou 3 dados com dificuldade 6 para encontrar sua presa: 10, 2 4 = 1 sucesso.

Por sua natureza ser humana é muito mais difícil fazer coisas como farejar e ouvir  com precisão, no entanto o cheiro do sangue no ar praticamente se insinua sob seu focinho de Crinos, e Yuri se encaminha até um beco, percebendo que a garota estava lá, tremendo de medo. Talvez você pudesse ter misericórdia por ela, mas aquela pele extremamente pálida, aqueles olhos medonhos e aqueles caninos pontudos eram um lembrete de que mil vidas poderiam ser tomadas se aquela garota continuasse perambulando por aí.

Ataque:
Yuri rolou 9 dados com dificuldade 4 para atacar a garota: 2, 8, 1, 5, 10, 3, 9, 5, 3 (Dado de especialização: 1) = 4 sucessos.

Yuri rolou 8 dado com dificuldade 5 para medir o dano: 10, 8, 6, 8, 5, 4, 9, 1 (Dado de especialização: 2) = 6 sucessos.

De qualquer modo, a garota teve a sua misericórdia. Ela não sentiu as garras de Yuri deslizarem de sua cabeça até seu ventre, e quando os estragos foram feitos em sua carne ela já estava morta. Aquela podia não ser uma batalha para se orgulhar diante dos Anciões, mas os espíritos da cidade estavam novamente em paz e o ar voltou a ser puro e gélido novamente. Yuri já tinha maturidade como Garou suficiente para saber o que isso significava: Gaia respirava aliviada.

off: Vou adiantar um pouco agora, mas caso ainda queira desempenhar alguma ação ali, pode ficar a vontade.

Demorou um pouco, mas Yuri finalmente chegou ao ponto endereçado pela anciã. Tratava-se de um vasto terreno baldio, flanqueado por muros de tijolos caindo aos pedaços, que mais serviam para delimitar território do que para proteger. Todos os protocolos foram cumpridos, desde o uivo de apresentação aos testes. De início os vigias ficaram sismados com sua presença, mas três detalhes em você foram as chaves que permitiram a sua entrada no território daquela Seita: Ser enviado por Rainha-dos-Loucos, ser um Brachiev e ser descendente de Mãos-do-Macaco. Este último detalhe foi o que garantiu que todos ali fossem bastante solícitos com você, o que era bem peculiar, pois de todos os seus descendentes, você nunca imaginava ser bem tratado por ter tido um tatara-tio Impuro. Mas isso tinha a sua explicação. O caern era diferente. Presas de Prata Impuros, hominídeos sem honra e Roedores de Ossos compunham aquele lugar. Ali não havia nenhum herói em quem Yuri poderia se espelhar, apenas um grupo de Garous renegados que se juntaram para protegerem mais um local sagrado. Isso soava familiar para Yuri?  

O lugar se tratava de um terreno baldio e escuro, cuja única iluminação provinha de fogueiras acendidas aqui e ali por Garous de olhar deprimido. Yuri era guiado até o líder, ouvindo um ou outro uivo de boas-vindas. Finalmente o líder lhe é apresentado, um Lupino de pelugem grisalha devorando um braço assado de alguma criatura que caçou. Ele olha para você com seus olhos amarelados e diz:

- Você ser tão parecido com Ele que lobo ajoelharia em sinal de respeito, mas lobo ter dor nas costas. Pode chamar lobo de Silêncio-do-Inverno, Philodox dos Presas de Prata.


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Ter 10 Fev 2015 - 19:06

Meus sentidos, apurados naquela forma, me guiam gentilmente até o esconderijo da criatura, e minha aproximação contava a cada passo seus últimos segundos se esvaindo. A visão da garota atirada ali quase chegava a ser comovente, tão frágil depois dos ferimentos que lhe havia infringido, tão aterrorizada confrontando um Guerreiro de verdade. Mas não era como se estivesse tirando a vida de uma mulher, era apenas mais uma criatura corrompida, e independentemente do quão complicado nosso dever como defensores de Gaia venha eventualmente a ser, ele é necessário, e ninguém pode fazer além de nós, Garous. Esses pensamentos já vinham até minha mente após ter entre minhas garras seu sangue fresco pela última vez, o clima se alivia, como se aquela zona agradecesse pelo serviço concluído. Sentir esse tipo de gratidão, tão pura e genuína vinda diretamente da Mãe era, provavelmente, a sensação mais gratificante que poderia experimentar em toda minha vida. Saí do local, retomando meu caminho à Seita de Mãos do Macaco, voltando lentamente para minha forma hominídea enquanto reorganizava os pensamentos e me valia das memórias frescas do combate para usar o Dom Despertar a Raiva.



O caminho foi longo o suficiente para conseguir me ver livre dos ânimos exaltados pela "luta" que havia tido, o gosto do sangue não mais figurava na minha boca, mas o cheiro ainda era de fácil percepção, meus lábios estavam peculiarmente rubros e minhas mãos com um tom avermelhado forte, com ainda algumas gotas dispersas em outras partes do corpo. No entanto não pretendia dar atenção ao ocorrido após estar ali, e não me importaria de continuar com aquele visual um tanto selvagem -tendo como seu toque final as roupas rasgadas- no final das contas este acabou por me tornar uma figura mais natural naquela paisagem tão atípica à rotina dos Presas de Prata. Um Caern misto entre os Roedores de Ossos, e o estado de seus Garous refletiam o que Rainha dos Loucos havia referido sobre o próprio lugar, que parecia de fato definhando. Visto de tão perto isso era realmente preocupante.

Eu não me importava em estar naquele tipo de lugares, e não podia julgar toda a Seita somente por um olhar inicial, então minha postura chegou bem próxima a neutralidade enquanto adentrava os domínios do lugar. A falta de ornamentação e a própria locação deixavam claro que aquele Caern tinha influências muito mais fortes por parte dos Roedores de Ossos, mas o que me preocupava era a possibilidade do descaso por parte dos Presas de Prata para com os integrantes daquela Seita terem-no levado àquele estado. Engoli seco, revoltado por aquela possibilidade que parecia a cada segundo mais óbvia. E pensar que mesmo havendo um grande Impuro o defendido, o berço da maioria ali conseguia falar mais alto do que a história de um grande Garou.

Quanto recepcionado pelo líder, não pude deixar de me sentir bobo com as palavras do Philodox, ainda que a falta dos atos referidos por ele tenha tornado a situação mais fácil de lidar. Eu realmente tinha certo pesar em tratar de um assunto tão distante daqueles Garous no momento, a vontade de ajudá-los era grande, de dar à eles a chance de se provarem, de erguerem seus nomes e reavivarem sua Seita. Mas ultimamente não andava conseguindo cuidar desse tipo de coisas nem mesmo para mim, tomar conta de outros parecia uma ideia distante. Conformado, ainda que desapontado, comecei a falar buscando um tom de voz que transparecesse determinação:
]-Agradeço pela boa vontade, mas de fato não é necessário. Como Garous, enquanto defensores de Gaia, somos todos iguais.- Não me contive em deixar as palavras com um volume considerável, queria que todos soubessem que eu respeitava cada um ali, do Presas de Prata com maior Raça Pura até o Roedor de Ossos Impuro mais castigado por sua condição. Então continuei: -Venho até aqui esta noite como, mais do que um dentre nosso povo, um descendente de Mãos do Macaco, um Philodox Impuro que defendeu por toda sua vida este Caern.- Deixei as palavras pairarem no ar por alguns segundos e então segui em frente: -Pretendo arcar com um missão com muito significado para a Nação, que envolve diretamente uma das armas desse tão estimado Klaive Master. Gostaria de pedir à ajuda dos integrantes da Seita para conhecer a vida e obra de Ivo.- A sensação de ter esquecido algo perdurou por alguns momentos, e finalmente me dei conta do que havia deixado passar e disse com certo embaraço: -É claro que estou disposto a retribuir qualquer auxílio verdadeiro em minha busca da melhor forma que a Seita possa requisitar de minha parte- Finalmente esperei o resultado das minhas palavras.
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Daniel Ramone em Qua 11 Fev 2015 - 8:14

Enquanto retomava seu caminho, Yuri trás para si as memórias do combate que acabara de ter, dos golpes mal sucedidos no início à facilidade com que matara os inimigos no fim.

Off: Vou considerar que você já havia voltado à forma Hominídea para não prejudicar seu teste.

Yuri rola 2 dados com dificuldade 8 para usar o dom Despertar a Raiva: 4, 2 = Nenhum sucesso.

Yuri foi capaz de lembrar de cada detalhe, no entanto ele já havia lutado com inimigos muito piores, aquela briguinha de criança com três adolescentes não foi capaz de despertar nenhuma raiva nele.

-------------------------------

As primeiras palavras de Yuri sobre igualdade não surtiram efeito, alguns daqueles Garou chegaram até a desviar a atenção, como se já houvessem escutado aquele discurso muitas vezes. Parte deles eram Impuros, outros eram Roedores de Ossos e uma pequena minoria eram párias da sociedade Garou. Quantos lobisomens de Raça Pura como Yuri e de alto posto não lhes disseram as mesmas palavras de forma levianas? E mesmo ouvindo cem vezes discursos pomposos como igualdade e união, era ali que aqueles Garous acabaram parando, naquela pequena Seita de rejeitados. Não, não seria com tais discursos humildes que Yuri os cativaria, aqueles Garous sabiam muito bem o seu lugar na sociedade.

Mais quando Yuri cita o nome de Mãos-do-Macaco e diz ser seu descendente, uma certa animosidade é despertada na expressão daqueles seres derrotados. Mãos-do-Macaco era a imagem da esperança para a seita, pois era exatamente como eles, e sabia como era viver feito um vira-latas em meio a tanto pedigree.

Logo Yuri informa suas intenções naquele lugar, e oferece em troca qualquer ajuda necessária àqueles pobres diabos.

- Retribuição não ser necessária, aqui Garous ajudar qualquer um sem nada pedir em troca. - Diz Silêncio-do-Inverno.

O lupino olha para um dos Garous, seu focinho apontando para um Roedor de Ossos que fumava uma guimba de cigarro de que só restava o filtro. Sem necessidade de palavras, este se levanta e pega uma viola que estava encostada em um latão de lixo, e seguindo seus passos, os Garous daquela seita formam uma roda ao redor deste homem de meia idade, pele branca e cabelos crespos cheios de neve. O líder pede que você o acompanhe, e juntos vocês se misturam à roda para ouvir aquele homem. Então, com uma voz melodiosa e triste ele começa sua canção:

Canção:
Nascido do pecado, ele usou seu talento para redimir não só a si mesmo
como toda a sua família.
Mãos-do-Macaco, grande companheiro,
durante a caçada armava a matilha.

Garous arrogantes rejeitaram grande Impuro
Mas Klaives afiadas não cortaram apenas os filhos da Wyrm
Como também o tolo orgulho.

Mãos-do-Macaco, grande companheiro,
jamais abandonou seus pobres irmãos
E mesmo quando a alta corte de sua tribo lhe convocou ele disse "não"

Galgou postos feito criança travessa subindo escada
se tornou uma lenda
Mas para se tornar uma lenda
o Garou precisa antes trilhar o fim de sua jornada.

Mãos-do-Macaco, grande companheiro,
livrou sua tribo de guerra com os lobos da cidade
Prometeu Klaive ao líder dos Andarilhos,
unindo-nos em irmandade.

Antigos Galliards cantam que Klaive forjada do gelo
ele criou
Mas que a Caverna de Acalantis onde a arma foi forjada
tanto a Klaive quanto seu criador jamais deixou.


E a canção termina com uivos saudosos e tristes, entoados por todos os Garous daquela seita



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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Qui 12 Fev 2015 - 1:40

O embaraço inicial foi nítido de minha parte com o desinteresse por minhas palavras expresso por vários dos ouvintes que havia conseguido, me senti aliviado ao ter alguma atenção mais amistosa da parte dos integrantes da Seita, mas ela havia vindo como sempre: pelo nome de antigos heróis que faziam do meu sangue algo mais valioso do que minhas garras, minha vida ou mesmo minha alma. Era algo desconfortável, mas devido ao momento consegui deixar o orgulho ferido de lado sem maiores problemas. Estando ali, onde Mãos do Macaco havia passado toda sua vida como Garou, conseguia entender melhor a forma como ele havia escrito seu nome na história da Nação, podia imaginar o quão inesperado era alguém habituado aquela realidade não só superar as expectativas de sua Seita, mas de toda sua Tribo. Era esse tipo de Garou que, ao meu ver, de fato mereciam alusões aos seus nomes através dos séculos, por agirem, acima de tudo, e serem implacáveis em sua jornada por Gaia.

Não pude esconder a surpresa com a recusa de retribuição por parte do líder. Aquele não era um comportamento comum, não conseguia entender como era possível ter um quadro tão penoso para se viver um dia após o outro e ainda assim dispensar ajuda quando lhes era oferecida de maneira tão voluntariosa. Talvez aquele tipo de atitude fosse causada pela minha descendência, mas logo conclui que era tolice da minha parte insistir naquele tipo de ideia, ao menos ali, aquele era um gesto genuíno de Garous dispostos a ajudar Garous, pelo simples motivo de estarem promovendo a causa de Gaia, da sua maneira. Em quantas cortes reais eu poderia presenciar um comportamento assim? Se houvesse alguma, eu ainda não tinha a presenciado. Me senti ainda mais impelido em oferecer algum auxílio, mesmo com a recusa, mas sabia que não poderia insistir em oferecer, e isso me fazia sentir-me bem. Não esperavam palavras bonitas de mim ali, tudo o que queriam da minha parte se resumia em atos. O frio do lugar pareceu um pouco mais distante naquele momento.

Aproximei-me, agora mais confortável com o ambiente, do local onde o homem com o violão situava-se com passos calmos. Quão logo ele começou a canção, me certifiquei de tentar imergir em cada uma de suas palavras para buscar o quanto fosse possível da essência de Mãos do Macaco, mas isso não se mostrou necessário. Nada daquela pompa habitual, nada de composições exageradamente ornamentadas, nada do que não era necessário. A música surgiu me trazendo conforto, ecoou dando algumas respostas, e se foi deixando ainda mais perguntas:
"Então, de fato, o acordo com os Andarilhos do Asfalto não só existiu como foi realmente importante. Mas que tipo de Klaive se forja do gelo? Talvez seja uma alusão aos espíritos empregados em sua produção... Mas o local onde a Klaive foi forjada, a forma como sua morte e a produção da Klaive foram confirmadas e muitas outras coisas precisam ser desvendadas para que eu possa entender essa história completamente. Acho que estou exatamente onde precisava." Devotei gratidão à Rainha dos Loucos por ter me mandado aquele lugar.

Acompanhei as saudações ao intérprete da canção, e esperei que o último som de respeito a obra se dissipasse antes de dirigir a palavra à Silêncio-do-Inverno, agora de forma mais natural:
-Uma bela obra, devo dizer, também muito instrutiva, mas irei precisar destrinchá-la mais profundamente para que possa seguir. Espero que não tomem como abuso da boa vontade Seita, apenas é necessário ter esclarecimentos para que tenha condições de iniciar minha busca.- Respirei profundamente, tentando reunir a determinação necessária para me sair melhor agora com minhas palavras e finalmente continuei: -Antes de mais nada, no entanto, creio que devo esclarecer meus objetivos com minha vinda até aqui, e quem sou. A busca a qual citei é pela Klaive do conto narrado, os Andarilhos do Asfalto reivindicaram o direito por sua posse e irei me incumbir de realizar a busca. E o motivo para ser eu o Garou à arcar com tal feito é por justamente se tratar de um assunto de família. Sou Yuri Brachiev, Sangue do Dragão, Ahroun dos Presas de Prata.- Deixaria que recepcionassem o que havia explanado da forma como fosse apropriado e então diria: -Gostaria de saber a localização da caverna onde a Klaive deve estar e por quê, se sabemos o lugar em que ela se encontra, ainda não foi recuperada depois de tanto tempo, tendo esta um valor tão grande para a Nação.- Com certa apreensão torci para que obtivesse respostas.
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Daniel Ramone em Qui 12 Fev 2015 - 7:41

Ao se apresentar, tem início pela Seita certo buchicho: "Sangue-do-Dragão?", "Mas o símbolo do Dragão pertence à Wyrm", "Esse nome trás maus presságios". Mas nenhum destes comentários ousou ser proferido em um tom mais alto do que um sussurro. Você era descendente de Mãos-do-Macaco, e talvez se tivesse se apresentado como um Dançarino da Espiral Negra os Garous ali ainda mostrariam respeito por isso.

Quando você faz suas perguntas, é Silêncio-do-Inverno que se prontifica a tirar lhe explicar a situação.

- Caverna ser maldita! Nós não saber na época, nem mesmo Mãos-do-Macaco. Grande Impuro foi lá com motivo nobre, e jamais voltou. Muitos lobos foram atrás, tentando resgatar Mãos-do-Macaco ou seu corpo para Cerimônia aos Falecidos, mas os poucos que retornaram chegaram contando história sobre Maldito-Fêmea que tem poder de congelar com os olhos. Ninguém mais entrar em Caverna de Acalantis, é o que espírito ancestral nos fez jurar!


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Qui 12 Fev 2015 - 16:07

O incomodo com os comentários sorrateiros que se formam em virtude do meu nome Garou são quase irrelevantes para mim depois de tanto tempo habituado com reações como aquelas -comumente sendo piores- então acabo vendo a recepção à minha apresentação e ao meu pedido sendo totalmente bem sucedidos. Ouvi atentamente as informações do líder da Seita, sua linguagem desarticulada falando sobre aqueles assuntos me lembrava a forma dos espíritos se comunicarem conosco, sem adornos linguísticos, usando as palavras de forma prática e objetivas. No entanto, aos meus ouvidos hominídeos, aquelas frases pareciam unhas arranhando um quadro de giz, deixando-me quase que inquieto. Por um instante imaginei se os demais integrantes das cortes as quais eu eventualmente frequentava sentiam-se da mesma forma quando eu abria a boca. Ciente de aquela não era hora para refletir a respeito, deixei a ideia de lado e me foquei no momento.

Após absorver tudo o que o Philodox diz, me perguntei se o juramento ao espírito ancestral se restringia aos integrantes da Seita, ou se fazia-se valer à todos que pudessem querer entrar na tal caverna amaldiçoada, ou seja, se dispor-me à ir até lá poderia significar um problema. Independentemente do que fosse, o máximo que imaginava ter, na pior das hipóteses, eram advertências e desencorajamento por parte da Seita, mas eu poderia prosseguir. Tendo terminado minhas conclusões disse com segurança ao lupino:
-Sua ajuda e a desta Seita serão lembradas por mim, Silêncio-do-Inverno-Rhya. Respeito o juramento o qual fizeram, mas peço que entenda que não posso permanecer de braços cruzados tendo meu antepassado não recebido um funeral digno e uma de suas obras, ao invés de estar em poderio da Nação na Guerra, encontrar-se inutilizada sob a posse de uma besta. Clamo que confie a localização da caverna à mim para que eu possa tomar de volta tudo aquilo que nos é de direito.- Meu olhar fixava-se nos olhos amarelados daquele homem no qual eu depositava a esperança de poder prosseguir o quão logo fosse possível naquela busca.
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Daniel Ramone em Sex 13 Fev 2015 - 9:23

Silêncio-do-Inverno se mostra meio cabisbaixo, lembrando-lhe um cão prestes a ganir. Provavelmente ele achava que estava perdendo mais um valioso Garou com esta decisão, mas não poderia impedir, este era o caminho de Yuri.

- Caverna de Acalantis ficar próximo a lago Baikal, em primeira cidade humana na Sibéria.

Você sabia que a primeira cidade humana na Sibéria era uma de nome complicado: Irkutsk. Ao olhar para o céu noturno, sabia que já era meio de madrugada. Se você decidisse ficar seria muito bem vindo. No dia seguinte teria de encontrar Ivana novamente.


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Sex 13 Fev 2015 - 16:19

Concordava com a cabeça após ouvir as palavras do Philodox, demonstrando que havia entendido a instrução. Estava satisfeito em ter conseguido o que precisava, e aquele olhar desiludido estampado no rosto de Silêncio do Inverno me era um incentivo a mais para seguir em frente, e retornar para trazer esperança aquele povo. Enquanto eles se lamentavam e encolhiam-se diante de suas feridas, Gaia continuava a ser mutilada. Dar uma prova para cada um deles acreditar que podíamos lutar, e vencer, seria mais uma motivação para a busca que empreenderia. Coloquei ambas as mãos sobre os ombros do líder da Seita, com um olhar sincero e a voz determinada: -Agradeço-lhe pela confiança, darei o melhor que puder para mostrar-me digno dela.- Não era apático ao ponto de não saber que confiança era algo que ele não atribuía à mim naquela jornada, mas ainda assim fiz questão de demonstrar gratidão. Era o mínimo que poderia fazer, ao menos por hora.

Olhei para a lua por alguns segundos, me certificando da fase da mesma, imaginando o trajeto que logo teria que percorrer e a conversa que me esperava no dia seguinte. Suspirei reconhecendo os desafios que tinha em minha frente, mas sem me lamentar por ser o responsável por superar eles, estava grato por finalmente poder defender Gaia de forma tão efetiva e ampla, e me senti grandioso naquele lugar esquecido pelo mundo. Após olhar ao redor e tentar buscar o olhar de cada um que atribuísse atenção à cena disse:
-Se me for permitido, gostaria de passar esta noite aqui. De dormir em seus domínios, de comer de sua comida, de ouvir de suas histórias. De sentir-me como meu antepassado em cada noite de sua vida.- Minhas palavras eram humildes e honestas, e ficaria feliz em receber a hospitalidade daqueles Garous antes de partir para encontrar meu contanto.
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Daniel Ramone em Sex 13 Fev 2015 - 21:58

Como previsto, seu pedido para passar a noite na Seita era desnecessário, ali você foi muito bem acolhido, e enquanto o sono não o dominava, você ouviu mais uma ou duas histórias à respeito de seu descendente.

Pela manhã você teve a oportunidade de acompanhar as atividades naquele Caern, e percebe que a Seita havia escolhido o Tartaranhão como seu totem, talvez por sua natureza modesta e pouco atrativa ser compatível com a dos Garous daquele lugar.

A noite você parte de volta à Praça Vermelha para encontrar com Ivana, e novamente se deparar com o lugar vazio, desolado. Por ser noite o ambiente se encontra muito escuro, não há iluminação suficiente em muitos pontos. No entanto a bela parente de cabelos loiros e olhos de gelo se encontra bem debaixo de um poste, ganhando destaque por uma luz cônica que conferem a ela uma aparência quase angelical. Porém, ela não está só, e de longe você consegue avistar atrás dela duas presenças de altura considerável. A luz do poste não os tocava, deixando-os assim como duas figuras negras mergulhadas no breu. Se a intenção deles era manter-se escondidos ou não você não sabia dizer.


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Sex 13 Fev 2015 - 23:31

Não era um especialista em fazer amigos, então me dei por satisfeito em poder conhecer a cultura e os domínios da Seita. Não era algo exatamente empolgante, mas demostrei interesse na medida do possível, especialmente quando o nome de meu antepassado estava relacionado. A comida e a noite de sono não eram das melhores, mas encarei tudo com certo entusiasmo até, rotinas alheias atípicas tendem a ser divertidas de vivenciadas, ao menos por um curto período de tempo. Permaneci durante o início do dia seguinte no Caern sem problemas, ainda procurando por vestígios da vida de Mãos do Macaco, e com o aproximar da hora de meu encontro com a Parente despedi-me com gratidão de Silêncio do Inverno e da Seita, planejava voltar ali antes do que eles pudessem esperar, eu manteria em minha mente minha dívida de gratidão para com eles. Procurei sair do local com alguma antecipação ao tempo que levaria para chegar na Praça Vermelha, precisava de um bom banho e roupas novas, quão logo tivesse cuidado desses "detalhes" iria me dirigir ao ponto de encontro.



Após chegar no local e deparar-me com o mesmo vazio, presumi que ao menos teria a garantia de sigilo no que quer que pudéssemos conversar estando ali, mas logo me dei conta de que isso era irrelevante caso ela não estivesse lá. Suas palavras voltavam à minha mente de maneira fresca, seu pedido para que eu não me atrasasse soa como um alarme e eu instintivamente puxo o celular de dentro do grosso blazer azul escuro que vestia sobrepondo um casaco justo de algodão preto que mostrava-se visível apenas por cobrir quase completamente meu pescoço devido a sua gola alta. A calça de jeans preto e o par de sapatos antiderrapantes que mais pareciam botas formavam o retante da composição de minhas vestes na ocasião. Eu estava alguns poucos minutos atrasados, me perguntei se aquilo poderia significar um problema, mas não tive muito tempo para preocupar-me pois logo alcanço ela com o olhar. O cenário parecia configurá-la de forma harmoniosa, e quase como se esquecesse o quão difícil havia sido nossa primeira conversa, senti um certo tipo de atração em contemplá-la, mas logo que vejo seus dois acompanhantes deixo isso de lado e me aproximo do que agora configurava um grupo com passos lentos e despreocupados, olhando diretamente para a mulher.

Certifiquei-me de aproximar-me ao ponto de dividir o foco da luz do poste com ela, não tinha problemas em ser totalmente revelado e não esperava nada do que não pudesse lidar vindo das duas figuras que pareciam escoltá-la. A possibilidade de serem Garous de sua Seita foi a mais lógica que me veio em mente, mas o motivo pelo qual poderiam estar ali não me era tão simples para arriscar um palpite seguro:
"Talvez meus pedidos tenham surtido certo efeito e eles vieram para conversar comigo. Ou talvez seja simplesmente para coibir alguma ação agressiva que possam esperar da minha parte. Não acredito que uma mulher como ela poderia precisar de babás para andar pelas ruas a essa hora, mas não é uma possibilidade inexistente... Ah, dane-se." Quase dei de ombros como se estivesse exteriorizando meus pensamentos, mas contive o gesto involuntário. Olhei-a nos olhos por algum tempo com uma expressão neutra e então desviei o olhar por alguns poucos segundos para o que havia por trás da mesma, de modo a deixá-la ciente de que havia visto as duas silhuetas atrás dela, e então disse voltando o olhar para a Parente: -Olá, Ivana. Trouxe companhia para nosso encontro?- Contive um sorriso envergonhado com maestria atípica para mim após perceber o duplo sentido que acabara de imprimir na frase e inevitavelmente pensei: "Começou muito bem, senhor Yuri."
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Daniel Ramone em Seg 16 Fev 2015 - 6:57

Ivana parecia contente com a sua volta, um sorriso genuíno embeleza ainda mais seu rosto. Ela encara sua pergunta um pouco irônica numa boa.

- Depois que eu contei à minha família sobre o nosso último encontro eles ficaram meio preocupados com sua reação. Eu disse a eles que estava tudo bem, que apesar da fúria de um lua cheia você sabia ser civilizado. Mas papai insiste que o seguro morreu de velho, então pediu que meus irmãos mais novos me acompanhassem. Estes são os gêmeos Makar Mestre-da-Tortura e Andrei Arranca-Peles. - Ela apresenta.

Os homens abandonam a escuridão e se aproximam. Ambos eram muito altos e mal encarados, mas não muito robustos. Vestiam roupas casuais, sem se importar com o frio que fazia. Makar tinha cabelos loiros curtos, ao estilo militar e olhos azuis que pareciam feitos de gelo, mas o que mais chamava a atenção nele era um colar de barbante negro, cujos pingentes eram trinta presas enormes. Você sabia que eram dentes de Garou. Já Andrei vestia uma horrenda máscara de pele, impossibilitando saber qualquer detalhe de sua fisionomia.

Eles eram intimidadores, mas não para você, sim para os padrões humanos. Pareciam uma dupla vinda dos filmes de terror gore. Ivana novamente se coloca entre eles e você, e diz:

- E então, alguma novidade sobre a Klaive?


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Seg 16 Fev 2015 - 22:39

Vê-la com um sorriso tornou a situação imediatamente mais leve, não era o mesma clima que havia pairado sobre nossa última conversa, e bem a quem das expectativas que tinha para aquela noite. Me senti um pouco mais confortável, quase que esquecendo das duas outras figuras quando ela finalmente começa a me explicar quem eles eram e o motivo por trás das vindas dos mesmos. Inicialmente encarei aquilo como um reconhecimento ao pedido que havia feito para ter contato com os Garous de sua família, mas se aquele fosse o caso, eles haveriam tomado a frente antes mesmo de eu aparecer, demonstrando quem agora coordenaria a conversa. A medida em que minhas dúvidas quanto a isso emergem, os dois se projetam em destaque na cena, e os analisei com um olhar pesado por alguns segundos, cada um separadamente. O colar de presas de Makar não era exatamente amigável à olhos leigos mas a máscara de Andrei beirava o ridículo: "O que diabos ele está pensando ao perambular com um troço desses na cara? Hmm... Duvido que sejam tão estúpidos assim para andarem com esse tipo de coisa por qualquer lugar, ainda mais sendo Andarilhos do Asfalto. É uma notável tentativa de demonstrar força, querem me intimidar, garantir a segurança dela. Bom, acho que não posso reclamar disso diante da forma como agi, mas, vendo agora, eu preferia não estar sob tais olhares, isso me faz querer provar o lugar de cada um da maneira correta." A companhia solitária daquela bela loira subitamente me fez falta. Talvez eu houvesse conseguido o que tanto tinha pedido, e agora me dava conta do quão ingênuo havia sido em insistir naquele tipo de coisa. Agora eu teria platéia, e isso não tornava a conversa mais fácil aos meus olhos. Para variar, tinha mais uma falha no meu curriculum social.

Por um instante pensei em dizer algo à eles, talvez alguma alusão aos acessórios que usavam munindo-me de humor ácido ou qualquer bobagem por serem irmãos mais novos. Não fiz nenhum dos dois, nem qualquer coisa idiota semelhante, por duas simples razões: por eu simplesmente não ser esse tipo de cara, e por eu, definitivamente, não saber como se faz isso. Passados aqueles pensamentos  de pirraça -mesmo eu preciso admitir que ainda tenho momentos que fazem jus à ser um Filhote- voltei o olhar para Ivana novamente, deixando de encarar os dois com a expressão neutra a qual usava, e dando atenção às palavras da garota. A pergunta dela havia sido direta, e não podia deixar de aprovar esse tipo de comportamento. Já que eu estava ali, era porque estava disposto a seguir em frente com aquilo, que fossemos direto ao ponto então. Confirmei com a cabeça adiantando o quadro geral de minha resposta e comecei a falar de forma tranquila:
-Talvez não tudo o que poderia, mas certamente ao menos o que precisamos. Sabendo da veracidade da história que havia me contado, investiguei acerca do paradeiro da Klaive, e descobri que ela deve estar em um lugar chamado Caverna de Acalantis, que fica próxima ao lago Baikal, este situado na cidade mais próxima da Sibéria em relação a nosso ponto atual.- Fiz uma pausa para refrescar minha memória com as lembranças do que havia ouvido na Seita de Mãos do Macaco sobre o caso e então continuei: -Já houveram expedições Garous ao local na tentativa de recuperar a arma, mas os enviados acabaram por serem derrotados por um "Maldito-Fêmea com o poder de congelar com os olhos", criatura essa descrita por sobreviventes das investidas frustradas. E bom...- Me perguntei se haveria algo mais que fosse digno de nota, mas preferi não tocar no fato do corpo de Mãos do Macaco poder estar no caverna também. Nesse momento imaginei se ela já sabia de tal fato, ou mesmo dos demais que havia contado, e então encerrei tentando esclarecer tudo: -Acho que isso é tudo que possa ter relevância no momento. Há algo que saiba mais profundamente sobre o que tenho até então, ou mesmo além das informações que consegui recolher?-
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Daniel Ramone em Ter 17 Fev 2015 - 10:19

O sorriso de Ivana se mantém por alguns instantes, expressando satisfação. Em seguida ela leva a mão ao queixo de maneira pensativa e anda de um lado para o outro. Enquanto isso os gêmeos não tiram os olhos de você.

- Não, eu nunca ouvi nada sobre isso. - Ela responde enquanto reflete. - Aposto que Mãos-do-Macaco só caiu porque não sabia o que esperar, e que estas expedições falharam porque tinham a intenção de confrontar a criatura sem conhecê-la. Mas talvez possamos nos sair melhor se evitarmos um confronto, já que nossa única intenção é recuperar a Klaive. O que acha? - Ivana pergunta.


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Ter 17 Fev 2015 - 15:00

Conforme a conversa progredia a presença dos irmãs da garota passa a fazer cada vez menos diferença. Eles não haviam falado nada até o momento, pareciam mais cães de guarda do que Garous escoltando uma Parente. No final das contas, ela realmente deveria uma. Isso não pôde deixar de me trazer interesse, afinal haviam ali dois Garous de sua família que ficavam calados apenas certificando-se de que ela poderia seguir com os negócios da Tribo sem contratempos. Aquele contato com uma Tribo tão distinta das que eu estava habituado a interagir me fez entender melhor a diferença de tratamento que se dá aos Parentes em cada elo da Nação, e agora, tendo compreendido tal fato, estava bem a vontade para ouvi-la e dar os devidos créditos às suas palavras. Mas o que ela acaba por falar era demais para lidar. Ao menos com sanidade.

Senti que havia feito um bom trabalho ao saber que ela não possuía conhecimento das informações que eu tinha coletado, e concordei assentindo com a cabeça após ela transparecer seu ponto de vista sobre a morte de Mãos do Macaco. Ela também deixava claro com aquela afirmação que tinha conhecimento acerca da morte de meu antepassado, mas não tive tempo para pensar a respeito. Quase senti como se estivesse levando um tapa na cara com a sugestão dela de que deveríamos evitar o combate com a criatura, imediatamente retruquei com um tom de voz áspero em um pouco elevado:
-Como pode cogitar algo assim? Essa criatura matou inúmeros de nossos irmãos e provavelmente matou meu próprio ancestral! Mais que isso, nossa segunda Lei nos diz "Combate a Wyrm onde ela estiver e sempre que proliferar", é inaceitável compactuar com esse tipo de possibilidade!- Meus olhos estavam fixos na garota, eu me sentia subestimado, menosprezado, não iria permitir isso! Eu era um Presas de Prata. Não! Eu era O Presas de Prata, nada poderia se interpor entre mim e a eternidade que guardaria meu nome, e aquilo era nada menos do que minha obrigação como Ahrou. Continuei falando com determinação implacável: -Eu irei obter sucesso nessa busca, independentemente de quantos malditos venham a se colocar no meu caminho, irei tingir o chão com o sangue de cada um deles! Conhecer a criatura que enfrentarei é um detalhe, que venhamos a conhecê-la caso julgue necessário, mas eu não me importo. Irei ser o responsável por matá-la, não admitirei ser protagonista de menos que isso.- Meus pensamentos eram algo distante, era como se eu não pudesse usar da razão para organizar minhas ideais, e meu sangue pulsava muito mais inflamado que minhas palavras.



-OFF:
Spoiler:
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Daniel Ramone em Ter 17 Fev 2015 - 22:30

Os três ficam surpresos com sua reação, cada um ao seu modo. Os irmãos começaram a soltar um rosnado defensivo, enquanto Ivana recua um passo, achando que você estava prestes a perder o controle. Andrei faz menção em partir para cima, imaginando que você logo o faria, mas Ivana entra na frente dele para desencorajá-lo.

- Lembre-se que você está em uma missão pela sua tribo, Garou, e nenhuma parte dela envolve a caça por um maldito! - Ela brada, tentando fazer você voltar a sua razão. - O que está em jogo aqui não é o seu orgulho por fazer o dever de casa, mas a vida dos membros da sua tribo e da minha. Então pare de agir como um filhote cheirando a leite e mostre que você merece o sangue que corre em suas veias! - Ela brada novamente.

Ivana pode não ser um Garou, mas se mostra inteiramente hábil em lidar com os mesmos.


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Qua 18 Fev 2015 - 0:27

Encarei os irmãos quão logo estes mostraram-se ariscos após minhas palavras. Não me parecia uma boa hora, muito menos lugar, para entrar em uma briga, especialmente sendo ela contra dois outros Garous de Gaia teoricamente cumprindo suas obrigações para com Ela, mas deixar que os mesmos tivessem a falsa impressão de que estavam me intimidando não era uma ideia agradável. Com um olhar de desaprovação à eles os repreendi: -Enganam-se se acham que seus grunhidos me acanham, e muito mais se acreditam que uma conversa faria eu perder o controle sobre o Lobo. Sou muito mais que isso, garotos.- Senti-me satisfeito com as poucas palavras, e antes de poder sequer esperar que os dois pudessem replicar, ou mesmo reagir, ao que eu havia dito, assisto Ivana tentar tomar as rédeas da situação.

Imaginei que ela reconheceria o absurdo que havia dito, mas seu tom de voz logo demonstra que ela estava determinada em seguir com aquelas ideias mesquinhas, me senti enojado a medida em que ela falava, ofendido como poucas outras vezes na vida, nenhuma a qual pudesse lembrar naquele momento. Apontei o dedo indicador na direção da garota estendendo meu braço direito enquanto falava em um tom de desprezo:
-Você julga conhecer o meu dever para com minha Tribo? Não seja tão hipócrita!- Tomei uma postura mais natural enquanto voltava a falar com um tom proporcionalmente mais brando, ainda que áspero: -A Litania é o pilar de minha Tribo, bem como deve ser de todos os Garous, e de toda a Nação, o que lhe inclui também, goste disso ou não. Seus insultos são ridículos, meu ancestral morreu dentro daquela caverna, e se ele foi até lá algo de importante deveria de haver para justificar sua partida! Isso é uma guerra, e não posso me dar por satisfeito vencendo batalhas incompletas. Matar a besta que habita aquela caverna pode significar muito mais do que essa arma, pode significar o acesso a inúmeros espíritos aprisionados, pode significar a purificação de um local profanado e Gaia sabe mais o quê.- Suspirei irritado, lembrando-me das palavras de Rainha dos Loucos, da expressão de Silêncio do Inverno e me forcei a sobrepor a razão sobre o que falava, me dando conta de que poderia estar jogando fora tudo o que haviam feito por mim. Inspirei profundamente, meus olhos perdiam aos poucos o brilho ensandecido que ganhavam quando a sanidade abandonava meu ser e finalmente conclui, agora com o tom de voz totalmente sob controle: -Não vou lhe forçar a confiar em mim ou a compactuar com meus princípios, você tem motivos suficientes para deixar que eu vá e me mate, como acha que será. Mas eu sei do que sou capaz, e simplesmente preciso fazer isso. Eu irei, tendo seu apoio ou não, tenho tudo o que preciso para isso. Se não acha que deve me auxiliar, não lhe culpo. E, caso esteja certa, lhe trouxe as informações que necessita para mandar um grupo de cães domesticados ao seu grado para fazer a missão da forma como julga apropriada. Mas eu seguirei em frente, ache você a ideia sensata ou não, e trarei a Klaive de volta, do meu jeito.- Entendia que o clima agora deveria estar pesado demais para ter conseguido resolver tudo com minhas palavras mais comedidas, e sentia-me culpado pela crise de sanidade que havia acabado de protagonizar. Aquele era o preço por ter me mostrado indigno de ser um Puro, e eu teria que arcar com ele independentemente do quão frustrante episódios como este pudessem ser.
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Daniel Ramone em Qui 19 Fev 2015 - 7:11

Desta vez é Makar que faz menção a avançar, mas Ivana também o contém.

- Quietos. Eu sei que papai tinha razão em mandá-los, mas há uma forma melhor de contornar isso! - Ela diz aos irmãos, que recuam, mas ainda continuam rosnando.

Assim ela se volta para você com um sorrisinho irônico, desfazendo aquela pose amistosa com que começara este encontro e voltando a expressar o leve desdém do encontro anterior.

- Bem, peço-lhe desculpas se o ofendi. Eu só estava tentando pensar em uma maneira de todos sairmos vivos e contentes desta missão, mas eu sou só uma Parente burra diante da sábia Litânia não é mesmo? - Diz ela. - Em parte eu havia concordado em trazer meus irmãos caso você precisasse de auxílio físico, mas agora que você decidiu por levar a Litânia ao pé da letra e tentar fazer o que nem uma matilha inteira e nem seu famigerado ancestral foram capazes, confesso que minha fé em você diminuiu muito para lhe confiar a vida de Andrei e Makar. - Ela faz uma pausa, pensando um pouco mais. - Daqui até o Lago Baikal serão 3 dias de viagem de carro. Caso você repense sua atitude e lembre um pouco da sabedoria que vi em nosso primeiro encontro, nós entraremos com você na caverna e juntos contornaremos esse gravíssimo problema entre nossas tribos. Mas caso ainda tente bancar o herói, nós esperaremos do lado de fora até você voltar.

Os dois irmãos se acalmam ao ver que Ivana tinha a situação sobre controle. Pensando logicamente, você sabe que de qualquer modo ela ganha. Se você voltar com a Klaive, as duas tribos ficam em paz e ela será lembrada como uma grande Parente. Mas se você morrer, ela já tem a localização da caverna para poder recuperar a Klaive por sí só, e será o nome de Mãos-de-Macaco que cairá em desgraça por não ter cumprido a promessa de entregar o que prometeu.


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Qui 19 Fev 2015 - 14:32

Agora que raciocinava com mais clareza tentava manter uma postura superior diante do comportamento indelicado dos gêmeos. Sabia que havia dado à eles motivos para estarem daquela forma, mas não podia simplesmente pedir desculpas e pôr o rabo entre as pernas enquanto ambos me olhavam como se eu fosse tocado pela Wyrm. No final das contas eu realmente era, mesmo que de uma forma delicada para ser compreendida, mas aquela não era uma boa hora para falar a respeito de algo assim, eu estava perdendo totalmente o foco sobre o momento. Já havia deixado as coisas suficientemente complicadas, restava à mim agir com a dignidade apropriada a um Presas de Prata que faça por merecer seu lugar na Tribo. Apenas esperei que Ivana os contivesse, sem esboçar nenhuma reação além de observar Makar enquanto ele ameça avançar, ainda sem dar crédito que ele pudesse dar continuidade ao seu movimento. Eles apenas estavam agindo como sua posição ali os mandava, irão latir, e nada além disso, a menos que eu machucasse a garota, isso me dava a certeza de que as ameaças seria o mais longe que chegariam, eu jamais me permitiria fazer algo tão repugnante assim. Jamais daria ouvidos ao monstro que tentava se apoderar de mim.

Não podia fazer muito além de aceitar a nova expressão da garota, por mais incômoda que me fosse. Agora julgava que aquilo agia como um instinto de defesa para ela, apropriado quando as coisas possam parecer difíceis de lidar francamente. Suas primeiras palavras me deixam confusos, não por exatamente concordar com tudo -ela não me parecia ser digna de um adjetivo como aquele- mas a forma como a mesma havia falado visava apenas me irritar, sendo irônica com algo tão sério. No entanto me contive em continuar ouvindo até que ela terminasse, trocas de farpas não iriam resolver nada ali. Ao passo em que ela revela a possibilidade de ter permitido que Makar e Andrei pudessem entrar em combate comigo mais uma vez fiquei surpreso com quanta autoridade aquela mulher tinha em sua Tribo, mas a frustração por ter perdido o apoio deles sobrepôs essa conclusão sem demora:
"Nada mais justo depois de tudo o que disse e especialmente de como disse. Ainda acredito que eu possa superar isso, mas o quanto a ajuda deles poderia ser útil se eu houvesse lidado com a situação apropriadamente? Voltar de lá com a Klaive e um braço a menos ou qualquer ferimento similar ainda fará da busca um sucesso para os Andarilhos, mas eu terei pago um preço alto. Merda, não posso pensar nisso! Simplesmente darei o que melhor puder de mim nisso. Será o suficiente. Tem que ser... Eu espero que seja."

Estava acabado, tive a certeza disso com as últimas palavas dela. Eu não recuaria de minha decisão e nem tinha lábia o suficiente, tampouco interesse -ou seria meu orgulho falando mais alto que a razão?- em tentar fazer ela mudar de opinião, ou mesmo tentar um contato direto com os irmãos: "É até melhor que as coisas sejam dessa forma." Pensei tentando me consolar. Vendo a situação por aquele ângulo, não tinha muito o que poderia dizer, não me dei ao trabalho nem mesmo de rebatar as palavras dela que por mais de uma vez me despertaram irritação ou sentimentos similares, simplesmente disse calmamente: -Temos nossos termos, Ivana. Partimos quão logo estiverem dispostos, a partir da manhã de hoje. Irei usar esse meio tempo para pegar minhas provisões para a viajem. Marque o ponto de encontro e o horário para começarmos a nos dirigir até o local, eu estarei lá.- Partiria após ouvir suas últimas intrusões, e conforme o tempo que pudesse ter a disposição agiria de forma diferente. Caso ela planejasse sair logo pelo início da amanhã, apenas recolheria algumas roupas e o dinheiro que conseguisse levantar emergencialmente antes de me dirigir ao ponto de encontro. Tendo um espaço de tempo um pouco mais generoso me permitiria dormir um pouco, e caso tivesse um tempo realmente considerável disponível usaria dele para fazer uma visita a Seita de Rainha dos Loucos, queria ter uma última conversa com ela antes de partir.
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Daniel Ramone em Sex 20 Fev 2015 - 7:27

Ficou decidido que vocês partiriam às 2 da manhã da próxima madrugada, pois viajar a noite evitava trânsitos e congestionamentos, e com tanta neve nas ruas era comum ver carros parados e ruas fechadas por toda Rússia. 24h era tempo suficiente para você ir até a seita de Rainha-dos-Loucos, e quando você chegou, foi recebido tão bem quanto nas últimas duas vezes. Um ensaio para a peça da semana acontecia, mas a anciã já dizia suas falas finais. Ao término, ela fez sinal para você segui-la até o camarim. Lá ela secou-se com uma toalha, bebeu a água de um copo que parecia sempre estar a sua espera e lhe perguntou.

- E então? Já encontrou a Klaive para fazer a paz com os Andarilhos?


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Sab 21 Fev 2015 - 2:29

Tinha bastante tempo para resolver as últimas pendências antes de partirmos, tempo até demais para mim. No entanto aceitei as justificativas para o horário de partida sem maiores problemas, o período extra parecia necessário, afinal de contas. Tendo essa tranquilidade em mente, procurei me alimentar bem e ter o restante da madrugada e início da manhã de descanso antes de me dirigir a seita de Rainha dos Loucos, certificando-me de levar comigo uma mochila de viajem de tamanho médio contendo algumas mudas de roupa, já preparando-me para o encontro com os Andarilhos.



Não pude deixar de me sentir um pouco frustrado com o término do ensaio coincidindo com minha chegada ao local, não que fosse um admirador de teatro, mas aquilo me pareceu subitamente atrativo, talvez simplesmente por ter sido privado de assistir um pouco mais. Provavelmente teria ficado entediado com poucos minutos esperando, mesmo não tendo pressa, acho que aquele deveria ser um dos efeitos colaterais de ser um Presas de Prata, ser possessivo é um comportamento comumente associado aos membros da Tribo. Sendo tão averso a esteriótipos como era, deixei a ideia de lado e me dirigi até o camarim seguindo a mulher, me sentindo um pouco deslocado pela mochila que levava nas costas, mas ainda assim desencorajado a deixá-la em qualquer lugar por ali.

Não me dei ao trabalho de analisar por mais uma vez o cenário que já conhecia, concentrei-me totalmente na Ragabash, mesmo enquanto ela bebia seu gole d'água, e me adiantei após ela terminar de fazê-lo falando cordialmente:
-Anastázia-rhya, gostaria, antes de mais nada, de agradecê-la pela ajuda que já me proporcionou. Até agora tem me norteado neste caso.- Tendo demonstrado o respeito apropriado estando nos domínios da Anciã respondia sua pergunta prontamente, como se já soubesse que ela viria: -Não exatamente, mas creio ter descoberto onde posso encontrá-la. Ao que me foi dito na Seita onde Mãos do Macaco viveu, a Klaive está em um lugar chamado Caverna de Acalantis, que localiza-se próxima do lago Baikal na cidade siberiana de Irkutsk. Também lá devo encontrar o corpo de meu ancestral, bem como o dos demais Garous enviados para tentar resgatar a Klaive.- Calculei as palavras certas para poder continuar, afinal ali entrava meu interesse e eu precisaria ser cauteloso e preciso: - Os sobreviventes das expedições fracassadas relataram que o lugar é domínio de um maldito fêmea que pode congelar com os olhos. Jamais ouvi falar de nada assim...E esse é o motivo de minha vinda. Partirei na madrugada após esta noite para recuperar a Klaive, e irei enfrentar a criatura. O que lhe peço é um punhado de sua sabedoria, de seu conhecimento. Há algo que possas me dizer sobre tal criatura?- Um turbilhão de outras coias me veio a mente, mas nenhuma delas parecia suficientemente concreta ou mesmo lógica para ser dita, sendo assim esperei pela resposta dela após aquele apelo, mesmo sem ter muita esperança de que conseguiria algo, eu tinha muito pouco em mãos para que pudesse ter grandes expectativas em torno de meu pedido.
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