Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Sex 27 Mar 2015 - 10:02

Ouvia com atenção as palavras ditas por Mãos do Macaco, ainda envolto pela magnificência da experiência, totalmente nova para mim. Meus pelos estavam arrepiados, e entendi aonde havia me metido conforme as explicações dadas por ele fluem. Não estava surpreso com a combinação de elementos que o fizera acabar morrendo, sabia que menos do que aquilo não teria o derrubado, agora eu tinha certeza disso, meus pelos deixavam esse fato claro. Me senti frustrado em saber que estava lidando com uma força maior do que a que eu poderia enfrentar no momento, mas precisaria agir com sabedoria, eu tinha novas informações valiosas à serem usadas para derrotar a criatura que habitava o lugar.

Não esperava uma revelação como a que ele fez sobre os Andarilhos, e isso sim me causa surpresa. Minha raiva, que em momento algum havia sido amainada, mesmo que contida, agora tinha um novo foco para o qual destiná-la. Obviamente, aquilo era mais do que eu poderia resolver simplesmente com as garras, mas era parte irrevogável do processo, e meu corpo respondia com satisfação a essa necessidade. A ida de Mãos do Macaco e o aproximar dos passos da criatura denunciam que era ora de agir, e antes de pensar como deveria lidar com os traidores, tinha que me certificar de sair daquele buraco. Não conseguia pensar em nada melhor do que repetir o feito que havia protagonizado na entrada da caverna, então tentaria novamente atravessar a película
[1 Ponto de Força de Vontade] e correr em direção a saída.
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Daniel Ramone em Seg 30 Mar 2015 - 11:23

Novamente você atravessa a Película de volta ao mundo físico. Sente que a criatura havia seguido seus passos, mas ela não possui sua velocidade. Com a adaga em mãos, você atravessa corredores, encontra novas estátuas de gelo, mas nada que atrapalhasse seu caminho.

Você despista a criatura quando chega em uma parte da caverna que reconhece como os corredores finais até a saída. Oculto pela escuridão total, você reconhece um brulho de fogueira ao longe, e sentado ao redor dela, estavam os três: a mulher e os gêmeos.

- Acha que aquele Presa consegue mesmo trazer a adaga para nós? - Pergunta o garou de máscara.

- Se ele trouxer ou não, isso não importa. Já sabemos onde a adaga está. - A mulher responde.


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Ter 31 Mar 2015 - 12:08

A cada passo que dava, sentia meu couro sendo rasgado de minha pele com aquela sensação de culpa, de impotência. O aviso de Mãos do Macaco era sábio, é claro que eu deveria ter aquilo em mente antes mesmo de ter posto os pés naquele lugar, mas a ideia de ter de recuar nunca me parecia agradável o suficiente para me render algum orgulho. No final das contas, era a coisa certa a se fazer, coragem e estupidez são duas coisas diferentes, mas isso não mudava a atitude que eu estava tomando a cada segundo: eu estava fugindo. Meu único consolo real era por ter uma batalha a minha espera após minha saída da caverna. Não, uma não. Sair daquele lugar me garantiria uma vida de lutas, Gaia dependia de atitudes como essas: "Não há glória na morte." Lembrei-me de minha antiga matilha e tive a certeza de que aquilo era o certo a se fazer, havia uma Guerra a ser vencida, não poderia me deixar levar por meras vontades pessoais naquele momento. Ao sair do lugar, retomando o fôlego enquanto assumia minha forma Hominídea jurei à mim mesmo que aquilo não era um adeus, e sim um até logo. Mãos do Macaco teria seu ritual fúnebre digno, e a criatura seria morta. No tempo certo.



Prestei atenção nas palavras proferidas pelo grupo, me aproximando com passos despreocupados até irromper a conversa falando repentinamente:
-Seu descaso com sangue Garou me decepciona, Ivana.- Contive minha aproximação a uma distância suficientemente apropriada para poder conversar com eles, mas sem ficar perto o suficiente para ser vítima de um golpe traiçoeiro. Golpe este que eu mesmo poderia ter protagonizado, mas mais do que o sangue deles, no momento eu precisava de provas. Tinha que começar de algum lugar: -Sabe, é impressionante o que a sabedoria dos Espíritos Ancestrais pode nos dizer. Eu não teria conseguido sem a ajuda de Mãos do Macaco...- A adaga girou em minha mão direita até eu segurar seu cabo com força e continuar: -E também não saberia de quem realmente se trata vocês não fosse pela conversa que tive com ele.- Olhei para todos e prossegui falando, bastante à vontade: -Tenho certeza que lhes poupei de uma batalha pior lá dentro, batalha da qual provavelmente sairiam perdedores, mas isso não significa vida fácil a partir deste ponto.- Abri os braços, inspirando profundamente antes de dizer: -Eu ainda não sei de tudo...- Comecei a me transformar em Crinos, concluindo a frase somente quando terminasse a transformação [1 Ponto de Força de Vontade]: -Mas sei do suficiente para ter bons motivos para matá-los.- Não avançaria, iria me conter em analisar seus movimentos antes disso, me preparando para a batalha enquanto ativava o Dom Mordida de Prata [1 Ponto de Gnose].
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Daniel Ramone em Dom 5 Abr 2015 - 9:06

Suas primeiras palavras pegam o trio de surpresa.

- Ah, é você, Yuri. Vejo que conseguiu a adaga. - Ivana se mostra aliviada.

Porém, suas próximas palavras a deixam sismada. Os dois irmãos se levantam, e começam a rosnar para você, porém, a mulher apenas sorri.

- Você demorou a descobrir. O que seria de você se seu Ancestral não houvesse se intrometido. - Ela zomba.

O ódio começa a preenchê-lo, de modo que uma vontade enorme de rosnar lhe sobe do peito às presas, presas essas que recebem o toque de Luna e tornam prata. Ao contato com seus lábios, aquela prata não o machucava, mas você sabia que machucaria muito o primeiro desgraçado no qual você fechasse sua fileira de dentes.

Os irmãos de Ivana também passam para a forma suas formas Crinos. Criaturas grotescas com orelhas de morcego, caldas de rato e escama. Mal parece que já foram lobisomens como você algum dia.


Iniciativa:

1° Yuri
2 ° Makar
3° Andrei


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Seg 6 Abr 2015 - 20:44

O insulto de Ivana não me atinge, pois eu havia enxergado o real contexto da situação. De fato a ajuda de Mãos do Macaco havia sido indispensável para que eu conseguisse interpretar as nuances do caso, mas os acontecimentos haviam me levado à um ponto onde eu sabia que podia dar meus próprios passos: no cambo de batalha. O respeito agora era algo muito mais nítido para com meus antepassados, as cobranças faziam mais sentido, e os pedidos desenfreados por filhotes quase pareciam justificados. Garous como aquele que eu acabara de conversar certamente poderiam mudar a guerra. Mas eu não pretendia que eles o fizessem, meu intuito era apenas o de deixar um caminho aberto para que meus filhos um dia o pavimentassem, eu lutaria aquela guerra, e viveria para ver ela acabar com o triunfo de Gaia. Eu tinha orgulho do antepassado que tinha o mesmo sangue que o meu, mas minha sede por escrever minha própria história só havia aumentado com isso.

A visão dos irmãos transformados era asquerosa. Depois eu teria muitos detalhes óbvios que me fariam perceber o quão ingênuo eu havia sido, no final das contas a desconfiança mexeu comigo, mas não dei a atenção apropriada à meus instintos, e havia sido salvo por uma força externa. Depois, já que no momento, eu avançava em direção à meus inimigos, empunhando a arma que Mãos do Macaco havia forjado e caindo sobre meus inimigos, com a ira de Gaia pulsando sob minhas veias, e a inclemência de Luna banhando meu corpo contra os bastardos. Assim que estivesse na distância apropriada, executaria uma sequência de quatro golpes
[Ação Padrão + 3 Pontos de Fúria] o primeiro com uma mordida e os demais com golpes usando a Klaive. Direcionaria os ataques à Makar primeiro, partindo para cima de Andrey somente quando tivesse certeza de que o primeiro estava liquidado. Caso fosse alvejado por algum ataque, gastaria mais um ponto de Fúria para tentar defender o golpe.



-OFF:
Spoiler:
Caso seja necessária uma ação para aproximação, usarei a Ação Padrão para este fim ao invés de atacar. Usaria um Ponto de Força de Vontade caso fosse submetido a algum Dom dos dois ou caso o Frenesi tente tomar conta de mim, para resistir aos mesmos.
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Klauss Krugger em Qua 6 Maio 2015 - 14:55

Off. Atendo a solicitação do Ramone fecho os ultimos posts da quest

*Queimando sua fúria Yuri avança contra os inimigos e com um movimento rápido crava suas presas no braço que Makar levava em direção a seu pescoço o espiral negra urra de dor mais sua voz gutural mal teve tempo de ser ouvida pois o segundo ataque de Yuri agora com a klaive de Mãos de Macaco traça um raio prateado no ar com a velocidade do golpe que atinge Makar no pescoço, o golpe não chegou a atravessa-lo mais abriu um enorme corte o dançarino praticamente sem reação leva suas mãos ao pescoço enquanto tenta recuar, mais Yuri age novamente mais rápido cravando a Klaive em seu peito, sangue negro vaza do corpo do espiral que finalmente da seu ultimo suspiro caindo de costas no chão gélido.*

*Yuri volta-se para onde Andrey deveria estar mas não o vê apesar do cheiro do Espiral Negra ainda estar bem próximo. Começa a nevar.*




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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Qua 6 Maio 2015 - 17:23

Meu corpo vibra com a visão da queda do Dançarino da Espiral Negra. Seu sangue, negro e fétido, me trás lembranças de meu pai, e talvez tenha sido aquela fração de instante que tenha me feito perder de vista o irmão do miserável. Olhei ao redor por um breve instante para tentar achar a Parente, mas logo empreenderia perseguição ao bastardo fugitivo. Me guiaria inicialmente pelo cheiro do desgraçado, mas há hábitos humanos que não são deixados de lado com muita facilidade. Minha visão parecia se sentir irritada em ser guiada por outro sentido, e logo meus olhos passaram a procurar por pegadas para auxiliar na determinação do norte que eu deveria ter até encontrar minha próxima vítima.

"Você vai fazer companhia pro seu irmão no inferno, bastardo!" Bradava em perseguição enquanto ativava o Dom Mordida de Prata [1 Ponto de Gnose]. A neve deveria auxiliar na tentativa de encontrar as pegadas, e caso as evidências apontassem que ele havia "sumido" -tendo seu cheiro desaparecido após um ponto, ou mesmo suas pegadas tendo um fim semelhante- atravessaria a película para tentar procurá-lo na Penumbra do lugar.
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Klauss Krugger em Qui 7 Maio 2015 - 9:56

*Yuri fecha os olhos por alguns segundos tentando esquecer os hábitos humanos conectando-se ao lobo interior e encontra a pista do ragabash escondido seu cheiro ia numa direção confirmado pelas pegadas... seria possível ele .... foi para a caverna...Yuri fica alguns segundos sem reação pois sabe do perigo que há dentro da caverna e se não fosse pela ajuda de seu ancestral possivelmente não teria saído, ainda sem reação fica por alguns instantes olhando para a entrada e vê o Espiral Negra saindo da penumbra na entrada da caverna.*

Andrey -- Veja eu não menti ... ele roubou seu tesouro ... la está ele... vá e recu...

*O espiral negra não teve tempo de completar sua frase pois ao tentar sair da penumbra foi congelado e como estava em movimento seu corpo cai e se quebra em milhões de cacos de gelo, Yuri vê a película sendo forçada de dentro pra fora como se algo fosse tentar sair após o Espiral, porém a forma espectral de um enorme crinos branco como a neve ... seu ancestral se manifesta no mundo físico.*

Mãos de Macaco -- Vá Yuri, fuja hoje para lutar amanhã, não tenho como resistir por muito tempo aqui, mas posso lhe dar tempo suficiente para se afastar, mantenha meu legado com você e faça com que nossa linhagem sobreviva...

*O espírito volta-se para a área onde a película era forçada e adentra o mundo espiritual novamente, segurando a criatura.*


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Qui 7 Maio 2015 - 11:30

Meus passos eram firmes, meu maxilar fechava-se com força, fazendo meus dentes rangerem com o atrito produzido pelo movimento inconsciente, não rosnava, ainda assim, aquilo poderia afetar minha audição, e eu estava totalmente concentrado em chegar a minha presa. Apresso o passo após confirmar seu rastro, já podia sentir o sangue dele jorrando entre minhas presas que brilhavam com o fogo da morte quando a surpresa me arrebata: ele estava tentando pedir ajuda da criatura maldita no interior da caverna.

Eu havia acabado de recuar diante daquela besta seguindo um conselho de um Garou gerações mais sábio do que eu, a possibilidade de ter que encarar aquilo sem mais escolhas me fez exitar por alguns instantes. Assisti a cena até perceber o desfecho que ela acabara tomando, a morte de Andrey era gratificante, mas a tensão do momento só aumenta. A Penumbra parecia estar prestes a ser trespassada, e eu sabia o que viria em seguida. Tomei uma postura ofensiva, comecei a caminhar tomando velocidade em direção a entrada da caverna, sem mais ver margem para recuar, quando Mãos do Macaco uma vez mais intervém a meu favor.

As palavras do Impuro me causaram uma comoção singular. Não só por ele estar salvando minha vida pela segunda vez num espaço de tempo tão curto, mas também por ele falar em linhagem. Era diferente quando o assunto vinha por bocas não pretensiosas; Mãos do Macaco era estéril, a continuidade de seus genes dependia de terceiros , e eu, pela primeira vez, senti aquilo como uma responsabilidade nobre e inerente a minha existência, como se eu não pudesse ser um homem completo sem cumprir com aquele dever. Curvei a cabeça em sinal de respeito após suas palavras e disse o encarando uma última vez:
-Eu voltarei. Eu juro!- E eu voltaria. Voltaria com a força necessária para matar aquela aberração, e daria à meu ancestral um funeral digno.

Enquanto me retirava procurava novamente por Ivana. Ela não deveria ter ido muito longe com as curtas pernas humanas. Ela ainda tinha contas a serem acertadas, e seria uma ótima prova de que toda a história que eu tinha para contar para minha Tribo era verdade. Imaginei que a ausência dos nomes do bando nos registros dos Andarilhos do Asfalto pudesse resolver meus problemas com eles, mas não havia como ter certeza. Era melhor tentar manter alguma segurança.
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Klauss Krugger em Seg 11 Maio 2015 - 13:38

*Yuri faz uma breve reverencia para seu ancestral que se desmaterializa na película que subitamente para de se mover, Yuri suspira.... Yvana... captura-la além de comprovar sua história evitaria ainda mais problemas... com isso cheira o ar em busca do cheiro de Yvana, mas surpreendentemente não encontra nada, mas para sua sorte a neve o ajuda com isso, vai seguindo as pegadas dela até que as pegadas tornam-se patas, Yuri aperta o passo correndo na direção das marcas de pata, a nevasca aumenta yuri corre ainda mais temendo perder o rastro, até que percebe que ela correu de volta ao local onde haviam deixado a Land Rover, chegando ao local não encontra nem Yvana nem a Land Rover restando a Yuri a viajem de volta a pé.*


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Ter 12 Maio 2015 - 17:28

Meus passos seguiam um ritmo acelerado e contínuo, meus pensamentos ainda estavam um tanto bagunçados, mas tentava manter o foco na presa. Ela estava próxima, eu tinha certeza disso. As pegadas me mostravam o seu futuro, até que: "Patas?  Como isso é possível, Ivana não era uma Parente? Que diabos de família consegue produzir três Garou em uma única geração?" Apressei o passo com minha cabeça fervilhando, intrigado com a ideia de Ivana ser uma Garou tanto quanto com a possibilidade de ela realmente ser irmã dos outros dois bastardos. A mentira certamente era uma arma comumente usada por criaturas desse tipo, mas a surpresa com as possibilidades era inevitável. Apertei o passo, correndo o mais que podia, não estava disposto a deixá-la escapar.

Não demorou muito até perceber para onde os rastros de Ivana se destinavam. Inicialmente nutri alguma esperança de alcançá-la antes que ela pudesse partir com o carro, mas a medida em que me aproximava do ponto o qual o veículo estava estacionado, não ter ouvido sons do motor adiantou o que logo se mostrou um fato: ela já havia partido. Minha frustração era nítida, rosnei tomado pela revolta do momento por não ter conseguido interceptá-la e um uivo irrompeu de minha garganta, o mais alto que eu pude exprimir. Aquilo era um aviso, uma lembrete: eu iria caçá-la até as portas do inferno, se assim fosse necessário.

Correr em minha forma Hispo, ou mesmo Lupus seria o mais aconselhável para poupar tempo e conseguir um ritmo apropriado de velocidade, mas aquelas não eram formas discretas. Assumi minha forma hominídea, iniciando um trote, seria uma viagem longa a pé, eu precisaria dar outro jeito. Ficaria atento a meu sinal de celular, tentaria entrar em contato assim que possível com alguém que pudesse me auxiliar naquela situação. Inicialmente meu intuito seria falar com Rainha dos Loucos, ela era a mais apta a me dar algum suporte naquele momento, mas caso não conseguisse falar com a mesma, ligaria para casa. Por mais que a ideia não me fosse muito atraente, minha mãe poderia me ajudar imensamente numa situação como essa.


Última edição por Midnight em Qui 14 Maio 2015 - 15:57, editado 1 vez(es)
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Klauss Krugger em Qui 14 Maio 2015 - 8:18

*Yuri lembra-se de todo o caminho a pé e acima de tudo sente-se frustrado, sem a intervenção de Mãos de Macaco, a klaive estaria nas mãos dos Espirais Negras e ele talvez estivesse morto a esta altura, voltando a sua forma humana inicia uma corrida constante voltando a cidade mais próxima, não tardou para um caminhão parar ao lado da estrada e abrir a porta do carona, o caminhoneiro era um sujeito baixinho e gordo levemente careca estava ouvindo Johnny Cash.*

--Saia desse frio filho... você deve estar ficando louco em correr num tempo desses...

*Yuri entra no caminhão e o homem não para de tagarelar o tempo todo, em menos de 3 minutos dentro do caminhão, ja sabia que o homem se chamava John tinha se mudado dos EUA para Russia quando tinha 5 anos de idade e como seus pais haviam se apaixonado pelo pais resolveram ficar, que ele tinha 3 filhos que detestava dirigir devido ao tempo que ficava longe de casa e das crianças, mas a grana era boa e dava pra manter a família e bla...bla... bla. Assim que chega numa pequena vila yuri salta do caminhão agradecendo pela carona entra em contato imediatamente Rainha dos Loucos que imediatamente envia um carro para busca-lo, o parente que dirigia o carro não pareceu nem um pouco animado em sair de casa com o clima ruim, mas era apenas parente e procurou ficar em silencio a viajem toda respondendo apenas o que Yuri lhe perguntava, chegando ao caern encontra Rainha dos Loucos que imediatamente lhe pergunta.*

-- Encontrou a klaive??? Posso ve-la??? E o que fará agora???



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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Qui 14 Maio 2015 - 18:19

Eu não era exatamente um fã de carros -muito menos de caminhões- mas não pude negar que fiquei aliviado com o oferecimento de carona pelo caminhoneiro. Estava frio, o caminho à percorrer era longo, e tempo era uma medida chave para mim no momento. Aceitei de muito bom grado. A providência divina, era como alguns costumavam chamar. Talvez fosse meu dia de sorte, afinal de contas, mas não poderia afirmar com certeza antes de por minha cabeça sobre o travesseiro, tendo finalmente a razão em dizer que estava tudo acabado. Até lá, restava tentar agradecer ao caminhoneiro pela ajuda. Fui amigável no período da viajem, deixei que ele falasse o quanto julgava necessário, e expressei compreensão com o modo como ele se sentia quanto a distância da família. Não falei muito a meu respeito -nada do que fosse útil ao menos- e a conversa pareceu ter tomado um rumo adequado daquela forma. Me despedi após agradecer. Gente como aquele cara fazia meus dias de luta valerem a pena. "Que Gaia o abençoe, Yank."



Me senti um tanto ofendido com a forma como o Parente se portava, era inevitável. Se não estava satisfeito em ter que dirigir em um horário ruim, queria imaginá-lo tendo que lutar contra as aberrações que eu costumava encarar. Mas não perdi muito tempo, tampouco dei atenção demais, pensando sobre isso. Gaia tinha seus motivos para fazer as coisas como eram, havia uma razão para ele estar atrás do volante e eu com as mãos ainda rubras, marcadas pelo sangue. Encostei a parte lateral de minha testa no vidro da porta do carro, olhando para fora enquanto pensava sobre tudo o que havia me levado até aquele momento: "Essa história é, no mínimo, estranha. Foi a primeira vez que me chamaram para fazer um trabalho realmente digno por aqui, mas de quebra acabaram me jogando no peito de um grupo de Dançarinos da Espiral Negra. Rainha dos Loucos me pareceu ser confiável, mas foi ela quem serviu de ponte para meu contato com Ivana, foi ela quem me tranquilizou sobre as origens daquela mulher... Ainda assim, foi ela quem me instruiu a achar o antigo Caern de Mãos do Macaco, e lá me foi confirmado que, de fato, haviam problemas a serem resolvidos com os Andarilhos do Asfalto... Mas algo não se encaixa nisso tudo. Algo além do que eu já sei. Está faltando uma peça." Não consegui parar de pensar naquela peça enquanto estive dentro do carro.



A familiaridade do Caern não me traz tranquilidade. Me sentia entrando em um covil vilanesco após tantas dúvidas figurarem em minha mente, e a presença da Anciã só piora isso. Eu queria me livrar de tudo aquilo, queria me sentir tranquilo uma vez mais, olhar para ela com os mesmos olhos, ver o mundo pelo mesmo ângulo o qual estava habituado. Mas não podia. Acho que isso é parte do que costumam classificar como amadurecimento, você acaba aprendendo -as vezes à força- que o mundo é um lugar ruim, não por si só, mas pelo que a raça humana tem feito dele. E, no final das contas, nós, os Garou, também éramos todos metade humanos.

Ainda que estivesse desconfiado, mantive um olhar tranquilo e uma postura confiante. Não sabia ao certo como me portar de maneira inquisitiva, então foi o máximo que consegui assimilar. Talvez eu não estivesse fazendo aquilo direito, mas isso seria uma crítica para ser feita mais tarde. As palavras de Rainha dos Loucos me deixam ainda mais inquieto internamente, mas respondo transparecendo calma:
-A arma foi recuperada e está em um local seguro.- Ao menos para mim, eu estava sendo sincero. Não podia imaginar um local mais seguro do que minha cintura para a Klaive estar naquele momento. Continuei: -Sem dúvida poderá vê-la... Mas antes precisamos terminar de resolver a trama que rodeou a sua retomada.- Abri os braços, começando a andar lentamente pelo local, e segui adiante: -Ivana desde o início me pareceu estranha, mas você me tranquilizou a seu respeito. Acabamos indo a caverna na qual jazia a adaga acompanhados por dois supostos irmãos dela, ambos Garou. Sujeitos estranhos, mas você havia me tranquilizado.- Parei, encarei a mulher francamente e prossegui: -No entanto, fui contactado pelo espírito de Mãos do Macaco dentro da caverna. Ele abriu meus olhos, me mostrou a verdade. Aqueles que reclamavam a Klaive eram bastardos, Dançarinos da Espiral Negra! Os dois cães estão agora mortos, mas Ivana fugiu... A mesma Ivana com quem você me mandou ir falar.- Eu estava em meio ao que seguramente poderia parecer uma crise de paranoia, então procurei ser contido com minhas palavras. Nada mais do que insinuações, perguntas e afirmações veladas. Deixei que ela falasse, pois era alguém de posto alto demais para eu confrontar de forma aberta, e eu estava em uma posição delicada demais para fechar os olhos para as complicações do caso no qual eu havia me metido. Mesmo tendo recuperado a arma forjada por Mãos do Macaco, ainda precisaria pegar Ivana. Ainda precisaria provar a veracidade de tudo o que eu havia passado para terceiros, bem como do que eu sabia até então para mim mesmo.
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Klauss Krugger em Seg 18 Maio 2015 - 15:04

-A arma foi recuperada e está em um local seguro.

-- Ótimo prossiga cliath!

*Ela faz questão de manter a postura de posto superior principalmente por haver mais garou na sala de audiência, ela se mantinha sentada numa posição superior aos demais.*

Sem dúvida poderá vê-la... Mas antes precisamos terminar de resolver a trama que rodeou a sua retomada.- Abri os braços, começando a andar lentamente pelo local, e segui adiante: -Ivana desde o início me pareceu estranha, mas você me tranquilizou a seu respeito. Acabamos indo a caverna na qual jazia a adaga acompanhados por dois supostos irmãos dela, ambos Garou. Sujeitos estranhos, mas você havia me tranquilizado.- Parei, encarei a mulher francamente e prossegui: -No entanto, fui contactado pelo espírito de Mãos do Macaco dentro da caverna. Ele abriu meus olhos, me mostrou a verdade. Aqueles que reclamavam a Klaive eram bastardos, Dançarinos da Espiral Negra! Os dois cães estão agora mortos, mas Ivana fugiu... A mesma Ivana com quem você me mandou ir falar.

*A mulher apoia o cotovelo no braço almofadado de sua cadeira apoiando o rosto sobre a mão com o indicador tocando a lateral de seu nariz  ela suspira e ouve atentamente a Yuri. Assim que ele acaba de falar ela levanta-se e caminha em direção a Yuri com a cara fechada.*

-- Deixa ver se entendi a forma que você está colocando as coisas cliath... você está me acusando de ter tramado com Espirais  Negras para conseguir a klaive de seu antepassado e por consequência a sua morte???

*Todos na sala ficam  tensos como se o tempo parasse e o ar congelasse dentro dos pulmões de todos... ela finalmente ri.*

-- Não seja presunçoso cliath, se quiséssemos a klaive de seu antepassado... não sua klaive... ja teríamos feito grupos de busca, e nem precisaríamos de você para isso...

*Ela respira fundo e sua personalidade muda totalmente ela fala parecendo preocupada.*

-- Espirais Negras... por Gaia você não se machucou... está bem não está???

*Ela volta a ficar séria.*

-- Malcon, mostre a ele o que você acabou o que você trouxe quando entrei em contato perguntando por Ivana.

*Um homem de altura mediana com aproximadamente 30 anos se aproxima e entrega um envelope para Yuri.*

-- Malcon Espirito da Fúria, galliard andarilho do asfalto veja e tire suas próprias conclusões... as fotos foram feitas alguns dias atrás.

*Yuri abre o envelope e ve várias fotos de um corpo de mulher  com marcas de garras no torax, tendo a face totalmente removida.*

*A anciã prossegue.*

-- Realmente as informações que lhe passei sobre Yvana eram todas reais, como pode ver ela foi vitima do dom dos Espirais "Roubar a Face", assim como a promessa dos presas de prata em entregar a klaive de Mãos de Macaco aos andarilhos também é real... então Yuri... onde está a Klaive?


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Ter 19 Maio 2015 - 1:03

As ênfases no "Cliath" começam a me deixar nervoso, e começo a perceber que, talvez, a postura que Rainha dos Loucos tomava naquele momento deixava para mim a situação muito mais delicada do que os acontecimentos em si. Mantenho o olhar firme nela ao passo que a mesma se aproxima, não estava disposto a ser encarado como presa de ninguém, fosse ela quem pudesse ser. Tentei manter a compostura a despeito dos nervos à flor da pele, ouvi suas acusações com sobriedade e respondia pacientemente, como se esclarecesse uma questão óbvia: -Quem aqui lhe acusou de algo?- Olhei ao redor por um breve instante, como se realmente aquela pergunta fosse algo além de retórica, e em seguida continuei: -Em nenhum momento levantei acusações contra você, tampouco insinuações. Se está assumindo tais possibilidades, já não tenho muito o que falar a respeito. São suas palavras.- A segurança das palavras não ditas me acolhia naquele momento. Eu não gostava daquele tipo de jogo, mas depois de assistir tantas partidas -ainda que a contragosto- você acaba aprendendo uma coisa ou outra.

Mantenho a expressão séria, mesmo quando ela ri, tudo o que devolvo é um olhar cético, como se não entendesse onde estava a graça naquilo. Não consigo conter o arquear de uma sobrancelha quando ela me pergunta se eu estava bem, uma pergunta curiosa para quem estava na minha frente, me fitando como se eu estivesse prestes a ser servido no jantar. Esperei alguns segundos para responder, o tipo de pausa dramática que as vezes é providencial, e tive o alívio de ouvi-la continuar tagarelando, ao fim me dando algo concreto para analisar.

Encarei o Andarilho do Asfalto com a mesma seriedade anterior estampada no rosto, tomei em mãos as fotos e ouvi a história que era contada. Ponderei a respeito do que ouvia, aproveitando o tempo atrelado a análise das fotos:
"Isso de fato explica algumas coisas. A postura de Iva..." Me dei conta de que o nome era indigno da bastarda e me corrigi, ainda que mentalmente: "Da Dançarina da Espiral Negra, o fato de ter, ao que tudo indica, mudado de forma enquanto fugia... Parece o pano de fundo real do que ocorreu." Talvez fosse um plano bem elaborado, mas me senti estúpido naquele momento. Eu não havia chegado nem perto de desconfiar daquilo tudo, e ainda poderia estar traçando um rumo escrito por alguém. Aquilo era perturbador.

Deixei que meus pensamentos se estabilizassem, busquei os olhares inquisidores que me cercavam e parei ao reencontrar o olhar de Rainha dos Loucos. Levei a mão até a cintura lentamente, sem tirar os olhos da Anciã deixei, a Klaive aparecer. Estendi a arma alguns centímetros para frente com a mão que a segurava enquanto dizia:
-A Klaive forjada por Mãos do Macaco, meu Ancestral.- Fechei os dedos fortemente em torno do cabo da adaga, trazendo ela novamente para junto a mim enquanto continuava: -Que, por seu desejo, permanecerá comigo. Me prontifico a aceitar o desafio de qualquer um que venha se mostrar contrário a isso.- Esperei a reação de todos antes de continuar de maneira determinada: -É curioso que, mesmo no Caern onde Mãos do Macaco nasceu, a história do acordo com os Andarilhos do Asfalto pela adaga é reafirmada, mas quando conversei com seu próprio espírito, ele me afirmou que sua vontade era a de que essa arma fosse usada por aqueles que possuíssem seu mesmo sangue.- Permaneço encarando a mulher por mais alguns instantes e então falo de maneira mais aberta, direcionando meu olhar aos demais: -Ainda há muito o que ser esclarecido, mas creio que sei quem pode ter as respostas para resolver as questões pertinentes. Reitero minha prontificação em ser provado pela posse da Klaive, mas apelo antes pelo bom senso de todos os envolvidos. Mãos do Macaco era um respeitado artífice, mas também um Theurge sábio, devo lembrá-los disso. Ele não tomaria uma posição tão contrária a que é suposta como verdade hoje levianamente. Infelizmente, faltou-me tempo para obter as respostas com ele, mas capturar a bastarda que se passou por Ivana poderia nos trazer uma grande luz sobre o que está turvo até o momento. Sem dúvida o esforço conjunto de Presas de Prata e Andarilhos do Asfalto nos traria um resultado rápido e efetivo na busca da tal Dançarina da Espiral Negra, mas entenderei caso tal apoio me seja negado. O que estou lhes pedindo é razoável a todos, temos aqui representantes de ambas as Tribos, e é isso que proponho: juntemos forças para capturar a mulher e obter respostas, e então darmos um destino honrado a arma forjada pelo grande Mãos do Macaco, ou armemo-nos agora para brigar por esse obra-prima como mero espólio de guerra. Não é meu desejo ver sangue de Gaia ser derramando, mas não permitirei que a vontade de meu Ancestral seja violada.- Minha voz, minha postura, e até mesmo meu olhar, deixavam bem claras o quão sinceras e sérias eram as palavras que eu falava. Me preparei para as retaliações destemidamente.
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Klauss Krugger em Ter 19 Maio 2015 - 13:55

Deixei que meus pensamentos se estabilizassem, busquei os olhares inquisidores que me cercavam e parei ao reencontrar o olhar de Rainha dos Loucos. Levei a mão até a cintura lentamente, sem tirar os olhos da Anciã deixei, a Klaive aparecer. Estendi a arma alguns centímetros para frente com a mão que a segurava enquanto dizia: -A Klaive forjada por Mãos do Macaco, meu Ancestral.- Fechei os dedos fortemente em torno do cabo da adaga, trazendo ela novamente para junto a mim enquanto continuava: -Que, por seu desejo, permanecerá comigo. Me prontifico a aceitar o desafio de qualquer um que venha se mostrar contrário a isso.- Esperei a reação de todos antes de continuar de maneira determinada: -É curioso que, mesmo no Caern onde Mãos do Macaco nasceu, a história do acordo com os Andarilhos do Asfalto pela adaga é reafirmada, mas quando conversei com seu próprio espírito, ele me afirmou que sua vontade era a de que essa arma fosse usada por aqueles que possuíssem seu mesmo sangue.- Permaneço encarando a mulher por mais alguns instantes e então falo de maneira mais aberta, direcionando meu olhar aos demais: -Ainda há muito o que ser esclarecido, mas creio que sei quem pode ter as respostas para resolver as questões pertinentes. Reitero minha prontificação em ser provado pela posse da Klaive, mas apelo antes pelo bom senso de todos os envolvidos. Mãos do Macaco era um respeitado artífice, mas também um Theurge sábio, devo lembrá-los disso. Ele não tomaria uma posição tão contrária a que é suposta como verdade hoje levianamente. Infelizmente, faltou-me tempo para obter as respostas com ele, mas capturar a bastarda que se passou por Ivana poderia nos trazer uma grande luz sobre o que está turvo até o momento. Sem dúvida o esforço conjunto de Presas de Prata e Andarilhos do Asfalto nos traria um resultado rápido e efetivo na busca da tal Dançarina da Espiral Negra, mas entenderei caso tal apoio me seja negado. O que estou lhes pedindo é razoável a todos, temos aqui representantes de ambas as Tribos, e é isso que proponho: juntemos forças para capturar a mulher e obter respostas, e então darmos um destino honrado a arma forjada pelo grande Mãos do Macaco, ou armemo-nos agora para brigar por esse obra-prima como mero espólio de guerra. Não é meu desejo ver sangue de Gaia ser derramando, mas não permitirei que a vontade de meu Ancestral seja violada.- Minha voz, minha postura, e até mesmo meu olhar, deixavam bem claras o quão sinceras e sérias eram as palavras que eu falava. Me preparei para as retaliações destemidamente.

Malcon -- Filhote arrogante tem noção do que você está fazendo??? Esforço entre Presas e Andarilhos... você está de brincadeira... Isto é diplomacia não caprichos de um... Como a senhora tolera um filhote agindo dessa maneira em seu protetorado???

*Yuri olha ao redor e 6 Presas de Prata andam em sua direção mudando para forma guerreira, Yuri segura firmemente a klaive forjada por seu ancestral e quando o primeiro Presa esta para ataca-lo Rainha dos Loucos levanta-se e grita ecoando pelo salão.*

Rainha dos Loucos -- Basta...não tolerarei violência aqui... Você mesmo Sangue de Dragão está tratando a klaive como mero espólio de guerra, você fala do desejo de seu ancestral, mas esquece que seu ancestral estava fazendo um trabalho para toda a tribo, e ainda assim você se mantém resoluto de sua decisão... pois bem.... tragam a adaga.

*Uma parente de estatura mediana, loura olhos azuis usando um corpete apertado que faz com que pareça que seus seios estão a ponto de explodir fora da roupa entra trazendo uma almofada vermelha com uma Grand Klaive sobre ele, Rainha dos Loucos a apanha se aproxima de Malcon e se apoia sobre o joelho direito em sua frente.*

Rainha dos Loucos -- Não é a klaive prometida por Mãos do Macaco, mas é a Grande Klaive que seu descente seria premiado por resolver uma questão diplomática tão importante... peço perdão por seus atos nem sempre os filhotes agem como devem.

Malcon -- Vai servir... *ele apanha a grand klaive e olha para Yurii.* seu ancestral teria vergonha de você... seu nome será conhecido por todos os andarilhos do asfalto como quem não cumpre suas promessas.

*Malcon vira as costas e sai da sala Yuri ia falar algo em sua defesa, porém Rainha dos Loucos o impede de continuar.*

Rainha dos Loucos -- Yuri Brachiev Sangue do Dragão, sua tribo precisava de um resolução diplomática para uma situação que se estendia a muitos anos e a promessa feita por seu antepassado precisaria ser saldada, porém, você se negou a entregar o legado a seu verdadeiro dono, não vou tirar-lhe a posse do fetiche de sua linhagem, mas sou obrigada a puni-lo A partir de hoje você não será bem vindo em nenhum caern da Rússia nem da Europa, você deverá viajar ao novo mundo e conseguir provar verdadeiramente seu valor, por sua linhagem sou obrigada a lhe dar uma chance de redenção e apenas por ser um Brachiev *ela da uma pausa e continua*... você deveria ter percebido que estava sendo manipulado e nem isso foi capaz, precisou da interferência do Espírito de seu Ancestral, sem ele agora você estaria morto e o legado de seu antepassado estaria nas mãos dos Espirais Negras deveria se envergonhar e muito disso... saia da minha presença e você poderá retornar apenas quando os Presas de Prata do novo mundo o autorizarem... vá.


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Midnight em Ter 19 Maio 2015 - 18:05

As bravatas do Andarilho do Asfalto me fazem instintivamente tomar um olhar mais agressivo em sua direção. Me parecia uma criança mimada pedindo por intervenção adulta após ter suas vontades negadas. Ainda assim, me contive a esperar a posição da Seita diante do caso, e fiquei surpreso com o que testemunhei. Duelos de Klaives fazem parte da cultura Garou como um todo, inegavelmente, mas aquilo tinha um significado ainda mais agudo para os Presas de Prata. Imaginei que, após me dispor a ser desafiado pela posse da Klaive feita por Mãos do Macaco, haveria alguma retaliação violenta, mas perceber aquele grupo de Garou transformando-se fez com que eu me sentisse não só ultrajado, como me fez questionar a honra de cada um daqueles que assumiam tal postura. No entanto, não havia tempo para reflexões sobre seus atos, se estavam desesperados por meu sangue àquele ponto, eu não o cederia sem antes dá-los marcas para se lembrarem de meu nome. Girei a Klaive em minha mão direita, deixando sua lâmina praticamente rente ao meu antebraço enquanto assumia minha forma Crinos. Não sabia exatamente como me portar com a arma nas mãos, mas tentei assumir uma postura defensiva, rosando enquanto esperava o aproximar dos atacantes, sem me dispor a recuar. Permaneci alerta, mesmo depois do dispersar dos pretensos agressores pela Anciã.

Encaro a mulher com certa desconfiança, meu olhar oscilando entre aqueles que haviam assumido suas formas Crinos, e ouvi sem muita atenção o que ela falava, minha guarda permaneceu sendo a prioridade por mais algum tempo, a distração vindo somente com a entrada da Parente no lugar. O gesto que veio a seguir, no entanto, me arrebatou de tal forma que eu poderia ter sido pego totalmente desprevenido. Uma Jarl dos Presas de Prata se ajoelhando perante o Andarilho do Asfalto, aquilo era inacreditável. Talvez eu conhecesse menos do que imaginava de minha Tribo, o que não me fez julgar o ato como sendo mais apropriado. Contive minha mandíbula para não deixá-la abrir-se, tamanha havia sido a surpresa, encarando incrédulo a cena que eu jamais julgava ter a oportunidade de ver uma vez mais.


"Vai servir?" Pensei revoltado. O desgraçado havia acabado de pegar em mãos uma Grã-Klaive cedida pelas mãos de uma Anciã dos Presas de Prata, prostrada em sua frente, e falava com tanta arrogância. Aquilo me fez imaginar uma reação proporcional a que haviam tomado comigo, mas nada ocorre. Não fosse minha frustração com a própria postura da Seita, eu mesmo teria avançado para por o homem em seu lugar. Encarei-o enquanto ele dirigia a palavra a mim, respondendo-o sem abandonar minha forma Crinos: -Quem pensa que é para falar sobre meu Ancestral sem sequer conhecer seus próprios, filho da Barata?- Minha voz de escárnio era complementada por um olhar selvagem, me preparava para estruturar meus argumentos após ele prosseguir quando Rainha dos Loucos intervém. Deixo que o homem se vá, mesmo que a muito contragosto.

Voltava a minha forma hominídea enquanto ouvia o que Rainha dos Loucos tinha a dizer, o orgulho ferido pela questão mal resolvida com Malcon, e a certeza de que o pior ainda estava por vir. Após a sentença, mantive a cabeça erguida, e a despeito da ordem final da Anciã, me aproximei enquanto a encarava, falando de maneira firme:
-Me surpreende que sua Seita tendo, como você mesma fez questão de ressaltar, plenas condições de retomar a Klaive sem problemas, deixou que tantos outros Garou morressem após falharem nessa tentativa. Fui eu quem foi retomar a adaga, não a trato como espólio, apenas me certifico de que a vontade de meu Ancestral será atendida. Tenho certeza que você compactuaria com isso, se ele não houvesse sido concebido como foi.- Me aproximei até ficar a poucos centímetros de distância e continuei com tom brando, mas ainda seguro: -Fui enganado, sim. Recebi ajuda, sim. Mas somos metade carne e metade espírito. O Falcão salvou nossa Tribo da ruína há muito tempo, ainda que por um preço alto, e desafio algum Presas de Prata que possa condenar tal acordo. Não cabe a nós medir esforços para fazer o trabalho de Gaia, tampouco medir nossas ferramentas, cabe a nós fazê-lo. E enquanto você se senta com suas certezas de poder ganhar o mundo lindo que imagina ter lá fora, vou sujar minhas mãos de sangue para não vê-lo morrer.- As últimas palavras são proferidas com os resquícios que me restavam de rebeldia passiva de ser expressa. Eu havia recebido uma pena, e não poderia ignorá-la. Desvio o olhar para um dos lados, deixando minha garganta à mostra. Me viro, retirando-me enquanto dizia quase que ao vento: - Sei o que está fazendo. Vou para longe de casa, as coisas supostamente devem ser mais difíceis para mim. Mas eu lhe juro que, se um dia me jogarem no inferno, eu voltarei de lá com a cabeça do próprio Diabo nas mãos.- E fui embora. Insultado, destituído e exilado. Mas com a cabeça erguida, e a certeza de ter o legado de meu sangue em mãos.
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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Klauss Krugger em Qua 20 Maio 2015 - 7:45

*Yuri ainda olha para trás antes de sair e nota Rainha dos Loucos com lágrimas nos olhos.*

-- Um dia se Gaia permitir estará na minha posição e então entenderá o porque de minhas atitudes. Vá e que o grande Falcão lhe proteja.


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Klauss Krugger em Qua 20 Maio 2015 - 7:59

Ganhos
Adaga Ritual - Força +2 dif 6

Má Reputação (Defeito: 3 pontos) (entre os andarilhos do asfalto somente entre eles)

Você adquiriu um nome ruim entre os Garou na sua seita; seja por conta de suas próprias ações ou devido alguma coisa envolvendo a sua matilha. Você sofre de uma penalidade de dois dados em qualquer teste Social envolvendo os Garou de sua seita. Renome (ou a carência deste) não tem nada a ver com sua reputação. Os membros de sua própria seita (exceto os de sua matilha) repudiam você independente de quanto Renome você tenha.

8 Pontos de xp
Renome
+1 em Gloria morte dos 3 vampiros +3 Gloria destruir o dançarino da espiral negra, 2 em gloria 1 em honra possuir uma adaga ritual, 2 em sabedoria descobri um fetiche, -2 em honra deixar de cumprir suas promessas (diminui em 1 pois fez outra promessa para seu ancestral) , -2 em sabedoria agir sob inluencia da Wyrm (diminui em2 pois não chegou a perder o item para wyrm)
Gloria +6
Honra -1
Sabedoria 0


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Re: Yuri Brachiev - O Corruptor. -- CONCLUIDO

Mensagem  Klauss Krugger em Qua 22 Jul 2015 - 15:22

Resumo

Yuri é procurado por uma parente dos andarilhos do asfalto, que lhe falam a respeito de um acordo intertribal e seu ancestral Mãos do Macaco ficou responsável por presentear os andarilhos com uma klaive forjada por ele, poré, a arma nunca foi entregue e agora oa andarilhos cobram da linhagem de Mãos do Macaco que cumpra a promessa de seu ancestral, Yuri vai atrás de provas da veracidade da história que a cada dia é confirmada, e descobre que Mãos de Macaco talvez tenha morrido antes de acabar a forja da arma, e leh falam das historias da criatura que possivelmente tenha matado seu ancestral, a mesma criatura da wyrm responsável pelas lendas a respeito da medusa, a parente dos andarilhos se propoe a lhe ajudar a encontrar a caverna onde a criatura repousa e assim talvez encontrar a klaive perdida e assim o faz levando seus irmãos na missão, encontrando a caverna Yuri descobre que seu ancestral foi morto pela criatura e que ainda assim seu ancestral desejava que a arma permanecesse em sua linhagem, o ancestral revela que ele foi enganado e que as pessoas que na realidade lhe ajudam são espirais negras, Sangue de Dragão consegue eliminar um deles, outro é morto pela mesma criatura que matou Mãos de Macaco, e o espiral que se passava por parente dos andarilhos fugiu. Retornando a seita, descobre que a parente dos andarilhos foi morta e sua face foi roubada pelos espirais, Yuri revela o desejo de seu ancestral que a adaga permanecesse em sua linhagem, com isso uma nova crise intertribal tem inicio, pois os andarilhos cobram sua divida, a lider da seita entrega uma grande klaive e pede desculpas em nome dos ancestrais numa cena inimaginavel, Yuri é banido da Europa e ganha a inimizade dos andarilhos do asfalto.


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