A Cruzada dos Miseráveis

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A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Alexyus em Sab 31 Jan 2015 - 16:59

A CRUZADA DOS MISERÁVEIS


Ano 1096 de Nosso Senhor.

Faz um ano que o papa Urbano II convocou as Cruzadas para retomar a Terra Santa. Enquanto os nobres de França e Itália planejam sua empreitada e formam seus exércitos, Pedro, o Eremita, lidera uma multidão de plebeus pobres pela Europa, cruzando o vale do Reno. A Fé Verdadeira massiva nestas excursões acomete até mesmo os parentes dos garous, e ameça lançar todos os territórios no caos da guerra. Assassinando judeus e opositores em geral enquanto queimam e pilham cidades pelo caminho, essa cruzada de mendigos continua a destruir tudo em seu caminho.

Presas de Prata, Senhores das Sombras, Filhos de Gaia e até as Fúrias Negras da Ordem da Mãe Misericordiosa travam um combate de influências nas cortes europeias para tentar barrar a iniciativa. Parentes dos Fianna e Fenrires empregam-se como mercenários nos exércitos cruzados, atraindo os garous dessas tribos. Roedores de Ossos acompanham a investida da cruzada dos miseráveis, tentando evitar mais destruição desnecessária. Os Peregrinos Silenciosos percebem os movimentos nas estradas em que viajam, experimentando o horror antecipado que a Cruzada vem trazendo. E os Garras Vermelhas só querem exterminar aquele enorme rebanho de humanos que caçam uns aos outros.

Alguns bravos garous se esforçam em salvar o que puderem do caminho da destruição, entre pessoas, fetiches e conhecimentos ocultos.
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Alexyus em Sab 31 Jan 2015 - 17:01

Miranda Blackraven, Bruxa-da-Floresta


Era manhã de primavera em Blacwood. Os pássaros cantavam alegremente nas árvores, despertando o mundo para mais um dia distante do frio inverno anterior. As colheitas desse ano prometiam ser gordas após 3 anos de resultados magros, e os aldeões das vilas próximas estavam esperançosos e receptivos. Os garous, satisfeitos com a discrição dos humanods que pareciam finalmente ter aprendido seu lugar na ordem natural, não faziam incursões nos territórios urbanos havia meses.

Mas fazia algum tempo que Corvo Negro não aparecia parar ver Miranda. Sua última conversa fora recheada de referências pessimistas a algum tipo de movimentação de fanáticos cristãos que montavam um exército para ir a Terra Santa. O velho phillodox lamentava que mesmo alguns Parentes tinham aderido à pregação insana de algum padre louco e agora estavam devastando vilarejos pela Europa antes mesmo de chegarem à Palestina. Miranda tivera a impressão de que seu pai planejava tomar alguma atitude sobre isso, mas ele não revelara nenhum plano concreto.

Miranda tinha garnde sensibilidade espiritual com a área onde ficava sua cabana, e a aparência alegre e bucólica da região naquela manhã não a enganava, ela pressentia algo errado, terrivelmente errado. Os espíritos pareciam agitar as folhas inquietos, sussurrar no vento preocupados, brilhar nos raios de sol como avisos de uma mudança repentina e inevitável se aproximando rapidamente.

A Bruxa-da-Floresta notou que alguns animais silvestres já disparavam pelas matas em corridas de fuga, como se predadores noturnos estivessem a persegui-los. Mas numa manhã como aquela, nenhum lobo ou outro predador poderia estar caçando tão cedo. Havia algo ainda mais estranho a ser descoberto.

Súbito, um uivo de garou ecoou em plena manhã, mais próximo da cabana que do caern. Interpretando o uivo, Miranda soube que uma theurge dos peregrinos silenciosos chamada Bakia Zaki estava pedindo permissão para adentrar o território.
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Alexyus em Sab 31 Jan 2015 - 17:02

Jon White, Garras da Justiça


Jon vagava pelo Velho Continente, conhecendo seitas e garous de todos os tipos, lutando nos vilarejos humanos para ganhar algum dinheiro, explorando o mundo enquanto tentava achar seu lugar nele.

Naquele dia, Jon chegava a algum vilarejo da Britânia, onde esperava ganhar algum ouro ou pelo menos comida. Caminhava a pé, já que nenhum cavalo conseguia ficar calmo perto dele; era um medo mais do que de outros garous, mas não era problema quando se podia correr nas quatro patas da forma de lobo. Muito mais incômodo era o fato de não falar a língua daquela região, dependendo de comerciantes que falassem inglês para fazer-se entender ao povo comum. Também suspeitava que aquele maldito caçador derrotado estava perseguindo-o mesmo ali, tão longe da vila natal. Mas o jeito era seguir a estrada.

Assim que chegou à vila, espantando todos os cachorros e galinhas que o viam, Jon percebeu que havia algo errado. Uma multidão havia saído da igreja, e não pareciam nada contentes. No meio de aldeões precariamente armados, alguns padres incitavam o povo com palavras de ordem que se perdiam em meio aos gritos selvagens (e de qualquer modo, Jon não entendia aquela língua gutural). O povo nem chegou a ver White, tão concentrados estavam em tomar uma trilha que adentrava o mato na direção oposta da estrada que o phillodox chegara.

Não que estivesse acostumado com aquilo, mas Jon tinha quase certeza que um linchamento iria acontecer muito em breve. E o incômodo que sentiu começou gradualmente a se desfazer com a partida da multidão e de sua maré de fé fanática.

À distância, ele ouviu um uivo garou, um uivo de apresentação, mas não estava próximo o suficiente para enteder os detalhes. Vinha da mesma direção que a multidão seguira.


Última edição por Alexyus em Seg 2 Fev 2015 - 16:07, editado 1 vez(es)
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Alexyus em Sab 31 Jan 2015 - 17:04

Rodrigo Lobo, Língua-de-Açoite


Rodrigo estava sozinho, de pé num campo aberto, com matas muito distantes. O céu noturno estava vermelho como se queimasse em fogo, contrastando com o gramado áspero e duro sob seus pés que se mostrava obscuro. Subitamente uma cruz negra foi erguida diante dele, que por algum motivo sabia que estava condenado pela presença dela. O silêncio da noite foi tomado por gritos selvagens semelhantes aos de uma batalha aguerrida. Imóvel, rodrigo começou a afundar num lago vermelho que surgia sob seus pés, mas o líquido escuro, parecido com sangue, queimava sua carne à medida que ele afundava até a cabeça. Quando estava prestes a se afogar...

Língua-de-Açoite despertou em sua tenda de campanha. Os sinos da igreja soavam à distância, sinalizando a missa em pleno curso. Rodrigo tivera outro maldito pesadelo, e ainda dormira demais a ponto de perder a cerimônia religiosa de domingo.

Alguém estava na entrada de sua tenda, chamando-o pelo nome, mas de maneira disfarçada.

- Lobo! Lobo!

O visitante entrou, e Rodrigo sabia que era um dos garous infiltrados, chamado por todos apenas de Svetlan.

- Ah, você está acordado! Receei que estivesse dormindo ou na missa. É uma boa hora para conversarmos, já que esses cristãos estão todos na igreja agora. Tenho notícias para você. Já está bem acordado?
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Lua em Sab 31 Jan 2015 - 22:32


- Ah, você está acordado! Receei que estivesse dormindo ou na missa. É uma boa hora para conversarmos, já que esses cristãos estão todos na igreja agora. Tenho notícias para você. Já está bem acordado?

- Eu também sou cristão, Svetlan. - sussurrou Rodrigo com a voz meio rouca - Deus é um aspecto de Gaia.

Tinha os cabelos lisos grudados no rosto, o corpo todo empapado de suor e a aparência de quem precisava dormir pelo menos umas três horas mais.

- Estou acordado. Conte-me, que notícias você tem.
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Daniel Ramone em Dom 1 Fev 2015 - 7:21

Blackwood e a Britânia finalmente pareciam ter aprendido a coexistir em paz, o que era bom, estava cansada de ceifar a vida de tantos guerreiros e padres que invadiam a floresta por motivos hostis.

"Bem, já que a manhã está linda, por que não aproveitá-la para uma corrida?" Pensei com um sorriso satisfeito nos lábios.

Passei para a minha forma Lupina e decidi dar algumas voltas pela floresta, no entanto, enquanto eu fingia fazer aquilo por diversão, fazia na verdade para tentar esquecer a angústia da saudade em meu peito.

"Papai, onde será que se meteu?" Eu me questionava.

Eu sabia que devia estar metido em alguma ofensiva contra os cristãos, coisa que eu não entendia porque Garous e Parentes se envolvia. Deixe que os humanos cultuem a vontade seu Cristo Branco, apenas trate de lembrá-los de que nenhum Jesus virá para salvá-los caso atravessem nosso caminho! Mas eu já sabia como era papai. Se duas crianças estivessem brigando do outro lado do mundo ele encontraria algum jeito de participar da disputa.

Voltei para casa desejando avidamente um banho, mas no caminho percebo que há algo de estranho no ar. Os espíritos, eles parecem aborrecidos. Não só eles, os animais corriam apavorados, apesar de haver paz na floresta.

"Algo está errado, preciso ir à Umbra verificar." Pensei.

Mas enquanto tentava romper a película, ouvi um uivo de apresentação. Era uma Peregrina querendo entrar em nosso território.

- O fato de ela ser mulher tentando entrar no território das Fúrias Negras deve significar que há alguma intenção por trás dessa visita. Seria coincidência demais. Mas se ela acha que vamos dar a ela algum privilégio, ela está muito enganada. - Rosno.

Vou até a minha casa buscar a minha espada e caminho na direção de nossa visitante. Eu podia ser uma Theurge das Fúrias, mas o sangue que corria nas minhas veias era de um Fenrir, então se a mulher não demonstrasse o devido respeito por nós, lá estaria eu junto as nossas melhores Lua Cheia para massacrá-la.


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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Klauss Krugger em Seg 2 Fev 2015 - 19:15

* Jon respira fundo tragando o ar gélido de mais uma vila na Britania, Puxa sua capa para cobrir parte de seu rosto e puxa seus cabelos brancos como a neve para trás colocando-os dentro de sua capa, ja pensara varias vezes em arrumar um chapéu para esconder seus cabelos brancos afinal de contas não era uma pessoa que facilmente se confundia na multidão, mas sempre as poucas moedas que conseguia com suas exibições inevitavelmente eram transformados em gastos com comida ou hospedagem.*

*Multidão fanático religiosa... Jon sente um arrepio percorrer sua espinha, mas na mesma rapidez que surgiram vão na direção oposta de Jon sem nem sequer nota-lo, afinal de contas ele agora sabe da verdade... deus não existe, apenas Gaia e os grandes espíritos podem ajuda-lo em sua jornada.*

Alexyus escreveu:Não que estivesse acostumado com aquilo, mas Jon tinha quase certeza que um linchamento iria acontecer muito em breve. E o incômodo que sentiu começou gradualmente a se desfazer com a partida da multidão e de sua maré de fé fanática.

À distância, ele ouviu um uivo garou, um uivo de apresentação, mas não estava próximo o suficiente para enteder os detalhes. Vinha da mesma direção que a multidão seguira.

(Mas que merda... parece que realmente alguém vai ser linchado, a não ser que eu aja antes.)

*Jon sai em disparada indo na mesma direção da multidão procurando ouvir mais algum uivo para seguir em sua direção.*


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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Alexyus em Sab 7 Fev 2015 - 6:57

Greepfeen, Sorte-ao-Lado


Sorte-ao-Lado era sensível ao movimento das estradas e das áreas mais baixas das grandes cidades. Com essa habilidades, ele detectava com facilidade os efeitos da pregação de Pèdro, o Eremita. O galliard via os mendigos das grandes cidades abandonando em massa suas áreas familiares para perseguir uma ilusão religiosa de conquista e bem-aventurança em terras longínquas, e o garou sabia que a maioria deles não teria chance de sobrevivência contra as grandes fortalezas que eram descritas nas histórias dos viajantes.

As preocupações de Greepfeen foram amplificadas quando do encontro com Ludy, que relatou que "Red Trap" Berta tinha partido junto com a última leva de miseráveis "cruzados" em direção à Terra Santa, planejando proteger e poupar a vida do máximo de mendigos possíveis antes que eles mesmos se matassem. Quando Ludy relatou isso, já fazia mais de um mês da partida, e ele não sabia indicar o caminho feito por eles, dada a natureza errática daquela grande migração militar de pessoas nunca dantes vista.

Sorte-ao-Lado conhecia as estradas, mas nunca se aventurara tão longe assim. Ele sabia que algumas seitas só se preocupariam com aquela cruzada se ela invadisse seus territórios, mas em algum lugar deveria haver garous que se importassem em parar com aquela loucura.

Caberia a Sorte-ao-Lado encontrar a tais e ajudá-los a salvar o que pudessem se ele desejasse rever Red Trap viva.
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Alexyus em Sab 7 Fev 2015 - 7:24

Rodrigo Lobo, Língua-de-Açoite

Svetlan entrou na tenda, olhando cautelosamente para o lado de fora, e fechou a entrada para abfar mais ainda a conversa. Falando em voz baixa, ele começou:

- É evidente que você também já percebeu que o que move essa pretensa guerra santa desses cruzados é puro interesse pessoal. Esses nobres que estão preparando seus exércitos querem glórias e riquezas e tem pouco interesse em qualquer recompensa celestial. No entanto, a chamada do papa repercutiu fundo naqueles de verdadeira fé, e muitos padres estão pregando e ajuntando multidões de camponeses e homens simples com o objetivo de marchar para a Terra Santa. A maior dessas turbas enfurecidas é comandada por Pedro, o Eremita, um padre fervoroso e fanático; os seguidores dele não tem disciplina militar, mas apenas a liderança de alguns cavaleiros de baixa estirpe, como Gualtério-sem-Haveres.

O garou fez uma pausa e suspirou antes de retomar a narrativa:

- Em Belgrado, no reino da Bulgária, alguns dos soldados de Gualtério-sem-Haveres se envolveram em escaramuças com a guarda local e foram mortos, tendo seus cadáveres e armaduras sido pendurados nas muralhas da cidade para recepcionar os cruzados de Pedro, o Eremita. Quando aquela multidão adentrou Belgrado, uma simples discordância sobre o preço de um par de sapatos no mercado deflagrou uma grande matança e pilhagem, tendo reduzido a cidade às cinzas pelo fogo.

Svetlan encarou Rodrigo:

- Não podemos assistir a isso impotentes. Nossas chances de parar tantos humanos é muito pequena, e negociar na corte é a forma mais eficaz de proceder. No entanto, se fracassarmos na diplomacia, temos de ter uma salvaguarda. Nesse sentido, alguns garous estão se movendo para resgatar, proteger e esconder bens e pessoas caros à Nação Garou. Avançando à frente dessa multidão de cruzados vagabundos, eles se antecipam à pilhagem e salvam o que puderem antes da chegada da cruz e da morte.

O olhar de Svetlan perdeu um pouco da dureza e ele falou de modo mais melífluo a seguir:

- Como tu és fluente nas línguas árabes e também um erudito capacitado em diplomacia e história antiga, serias um acréscimo importante a esse grupo de resgate. O que dizes?
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Alexyus em Sab 7 Fev 2015 - 8:17

Miranda Blackraven, Bruxa da Floresta

Miranda estava de prontidão e foi a primeira a alcançar a área da qual partira o uivo.

Bakia Zaki não era como Miranda imaginara. Era uma mulher adulta, mas de clara descendência estrangeira, de terras distantes. Estava suja e ferida, pois o cheiro de sangue inundava as narinas da fúria negra.  Suas vestes, gastas e rotas, seguiam um estilo muito diferente das sóbrias fúrias negras de Lockwood.

Spoiler:

Quando a estranha falou, foi com voz fraca e suplicante:

- Por favor, eu vim em paz! Sou Malala Ahmadinejad! Estou procurando as sacerdotisas de Blackwood! Tenho uma menagem e preciso de abrigo! Eles estão vindo atrás de mim!

Ela estava prestes a desfalecer.
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Alexyus em Sab 7 Fev 2015 - 12:39

Jon White, Garras da Justiça

Jon se embrenhou na floresta, evitando a trilha e tentando ultrapassar a multidão que ia na mesma direção.

Era difícil ouvir com toda aquela algazarra, mas Jon apurou seus ouvidos e captou um novo uivo. Dessa vez ele conseguiu compreender o significado: era uma peregrina silenciosa chamada Bakia zaki, pedindo permissão para entrar num caern. Então havia um caern próximo!

Correndo na direção que ele presumia ser a de que viera o uivo, ele logo sentiu uma sensação refrescante e agradável. Garras da Justiça sabia que tinha entrado na divisa de um caern, provavelmente de algum elemento natural. Agora teria de se cuidar para salvar quem quer que fosse do linchamento e ainda se entender com a seita dona do caern.


Última edição por Alexyus em Sab 7 Fev 2015 - 12:46, editado 1 vez(es)
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Convidado em Sab 7 Fev 2015 - 12:39

O membro 'Alexyus' realizou a seguinte ação: Lançar dados

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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Daniel Ramone em Dom 8 Fev 2015 - 9:22

Com a espada em mãos, vaguei pela floresta entre as árvores de Blackwood em busca da visitante, e o que encontrei foi uma mulher suja e ferida. Sei que no início minha intenção era lembrar a ela do respeito que deveria manter em nosso território, mas ao vê-la naquele estado meu coração de Fúria Negra falou mais alto.

"Mesmo sento estrangeira, ela é uma mulher." pensei.

Embainhei a espada novamente e corri até ela, oferecendo-lhe apoio para que descansasse.

- Eu não entendo, no uivo você disse que se chamava Bakia Zaki, e agora diz que se chama Malala Ahmadinejad. Tudo bem, vou salvar a sua pele agora, mas espero que tenha um bom motivo para vir aqui. - Rosnei.

Ação: Usar o dom Sentir a Wyrm para saber se ela havia trazido inimigos maculados para o território. E se ainda puder, passar para a forma Glabro e levar a mulher às Sacerdotisas.




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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Veu Cinza em Dom 8 Fev 2015 - 18:40

Greep
alem de um lobo solitario e um aventureiro, um explorador e sua boa convivencia com a estrada e fruto disso ela e sua amiga e nunca o traiu assim como ela nunca o far , ele tem fe  nisso, mas Red-Trap e sua grande paixao e ele nao pode deixar que nada de ruim aconteca a ela alem do que ela pode suportar e entao so lhe resta isso, ir atras dela, o mais rapido possivel, ja, assim sendo el o faz


Obrigado Ludy, irei agora , ate a proxima

Greep corre em direcao a uma moita e usa sua forma lupina correndo o mais rapido que pode utilizando o don Esconder o Lobo (Nível Um)

Um Garou com este Dom pode temporariamente esconder todos os traços de sua Fúria, incluindo o medo instintivo que causa nas pessoas e lobos normais. Desta forma, o Garou pode tentar viver, pelo menos por algum tempo, ao lado de pessoas sem medo de ser rejeitado e evitado por elas. Este Dom é ensinado por espíritos de Guaxinim ou de Camaleão. Sistema:

assim que tiver cansaco utilizara um saco para batatas no qual entrara dentro e usara o don Mansão de Papelão (Nível Um):
Quando chove, tudo fica alagado. Felizmente, os Roedores de Ossos com esse Dom não necessitam se preocupar com isso. O Dom transforma qualquer caixa de dimensões apropriadas num lar à prova d'água, vento e som que é sempre aquecida e seca, independentemente de como está do lado de fora. Caso seja grande o suficiente, a caixa pode abrigar mais que uma pessoa enquanto todos sejam amigáveis entre si. O Roedor de Ossos pode também construir um lar para alguém, mas aquela pessoa precisa aceitar um gesto de afeição (um aperto de mão é suficiente) do Roedor de Ossos antes. O Dom é ensinado por um espírito da lareira. Sistema:

quando tiver fome cacar algum animal, ou roubara algum incauto atraves de informacoes e caca compartilhadas com animais atraves do don  Comunicação com Animais (Nível Um) –

O lobisomem pode instintivamente compreender e se comunicar com quaisquer animais naturais, de peixes até mamíferos na maioria dos casos. Ele só precisa falar normalmente para ser entendido pelos animais, em conjunto com um toque de linguagem corporal adequada - não há necessidade a latir como um cão. O Dom não altera as reações básicas dos animais, a maioria ainda sente um medo natural dos Lobisomens. Este Dom é ensinado por um espírito da Natureza ou animal. Sistema:
ou no caso de roubar alguem ira para hominideo e reutilizara o don para ocultar  afuria do lobo e combinara com o don sedutor das mila amantes n1
Contos sobre bardos que chegam em cortes medievais e conquistavam em segredo a filha de um senhor nobre ou a própria esposa não são mentiras. Muitas vezes, era um Galliard quem fazia isso sem necessidade de belas baladas. Repentinamente, o Garou pode parecer um grande sedutor com uma beleza surpreendente, mesmo que sua aparência na verdade não mude, os que observam ele julgam ele mais atraente até do que um modelo. Embora o Dom não funcionam contra o mesmo sexo, funciona de maneira excelente contra alguém do sexo oposto, podendo seduzir até mesmo pessoas e seres assexuadas sem quaisquer desejos sexuais. Lunos durante a lua Minguante ou Epiphlings ligados ao amor, paixão e sedução ensinam esse Dom. Sistema:
para se passar por um pobre coitado roubado e se por acaso nao der certo e ele encontrar animais mortos ou humanos mortos comera usando o don Resistência a Toxinas (Nível Um).
Contos sobre bardos que chegam em cortes medievais e conquistavam em segredo a filha de um senhor nobre ou a própria esposa não são mentiras. Muitas vezes, era um Galliard quem fazia isso sem necessidade de belas baladas. Repentinamente, o Garou pode parecer um grande sedutor com uma beleza surpreendente, mesmo que sua aparência na verdade não mude, os que observam ele julgam ele mais atraente até do que um modelo. Embora o Dom não funcionam contra o mesmo sexo, funciona de maneira excelente contra alguém do sexo oposto, podendo seduzir até mesmo pessoas e seres assexuadas sem quaisquer desejos sexuais. Lunos durante a lua Minguante ou Epiphlings ligados ao amor, paixão e sedução ensinam esse Dom. Sistema:
Caso ache algum garou fara contato e explicara o que esta acontecendo se vire senao ira sozinho


Última edição por Veu Cinza em Dom 22 Fev 2015 - 12:20, editado 2 vez(es)
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Lua em Seg 9 Fev 2015 - 0:10

- Glória, riquezas e… perdão. - disse Rodrigo. Muitos desses nobres também estão movidos pelas indulgências dadas pela Igreja aos que combatem os mouros. Não subestime a necessidade humana do perdão de Deus, sobretudo daqueles que pecaram muito para obter suas riquezas.

Os olhos de Rodrigo se nublaram uns segundos. Ah, se o perdão de Gaia fosse tão fácil de obter como o do deus humano. Se fosse possível reverter sua maldição apenas recuperando Jerusalém, com que ânimo ele mesmo não cravaria sua espada nos infiéis. Mas quem sabe se não é?

Continuou escutando a história de Svetlan em silêncio. Seus olhos brilharam quase imperceptivelmente ao ouvir "resgatar, proteger e esconder bens e pessoas..." e "se antecipam à pilhagem…". Quantos fetiches, livros antigos e mesmo tesouros não estariam implícitos naquelas palavras, pensou. Isso o motivaria muito mais que a adulação melíflua de Svetlan. Como todo erudito, Rodrigo era consciente de que sabia muito menos do que o desejável em todos aqueles tópicos. Mas ainda assim seria de valia aos garous que tentavam conter a turba enlouquecida, pensou.

- As grandes atrocidades não são feitas pelos maus, senão pelos imbecis e incompetentes. Se essa turba vai destruir tudo em seu caminho, como dizes, podem contar comigo. - disse Rodrigo -  Agora me fale da parte prática, quem sao e onde estão esses garous.
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Klauss Krugger em Sex 13 Fev 2015 - 5:51

Alexyus escreveu:Era difícil ouvir com toda aquela algazarra, mas Jon apurou seus ouvidos e captou um novo uivo. Dessa vez ele conseguiu compreender o significado: era uma peregrina silenciosa chamada Bakia zaki, pedindo permissão para entrar num caern. Então havia um caern próximo!

Correndo na direção que ele presumia ser a de que viera o uivo, ele logo sentiu uma sensação refrescante e agradável. Garras da Justiça sabia que tinha entrado na divisa de um caern, provavelmente de algum elemento natural. Agora teria de se cuidar para salvar quem quer que fosse do linchamento e ainda se entender com a seita dona do caern.

*Jon sente a entrada do caern e sabe que em breve um grande massacre se iniciará ou pior ainda se o caern pode ser violado por um bando de fanáticos guiados por um falso deus. Muda para sua forma hispo para se mover com maior velocidade e emite 3 uivos. O primeiro de apresentação, o segundo pedindo autorização para entrar no caern e o ultimo um uivo de perigo e segue em direção de onde responderem seus uivos.*

(Não tenho muito a fazer a não ser avisa-los do perigo... sei que o problema não é meu... mas se vão em direção a um caern é minha obrigação para com Gaia alerta-los.)



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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Alexyus em Qui 26 Fev 2015 - 18:12

Miranda Blackraven, Bruxa-da-Floresta

A forasteira aceitou a ajuda de Miranda e sorriu brandamente, explicando:

- Malala Ahmadinejad foi o nome que me deram os humanos entre os quais nasci. Meu nome garou é Bakia Zaki, que em sua língua seria Joia Brilhante.

Brenda foi cautelosa e procurou por sinais espirituais da Wyrm na recém-chegada, Mas não havia nenhum indício nem na peregrina silenciosa nem nos arredores.

Assumindo a forma glabro, Miranda ergueu e conduziu Malala para o interior do caern, à procura das Sacerdotisas.

Enquanto a levava, ela ouviu um novo uivo de apresentação, logo seguido de um alerta de ataque. Havia outro forasteiro em Blackwoods e um ataque se avizinhava!


Jon White, Garras da Justiça

Após seu uivo, Jon não teve que esperar muito. Não houve resposta a ele, mas logo vieram ao seu encontro.

Bem pouco tempo depois, uma matilha de fúrias negras acorreu ao chamado, e não pareciam nada felizes em vê-lo. A líder delas disse:

- Tu és Garras da Justiça? Sou Luar sobre a Terra, phillodox athro humana da Seita das Árvores Negras, das Fúrias Negras. Já encontramos a ameaça a que tu te referiste, mas você deverá vir conosco até tudo ser esclarecido.

Com este convite pouco cortês, Jon foi obrigado a acompanhar as fúrias negras até uma clareira.


Miranda & Jon

Miranda trouxe Bakia Zaki até a área de reuniões, onde encontrou outras sacerdotisas que puderam se ocupar em curar e restabelecer a peregrina silenciosa. Logo chegou a matilha de  Luar sobre a Terra, acompanhada de um garou macho! Ele tinha olhos azuis, grande altura, cabelos brancos e uma forte raça pura, e também carregava uma espada consigo.

Assim como ela, outras fúrias reagiram imediatamente à presença dele com agressividade, mas um gesto da anciã as deteve, e ela explicou:

- Ele nos avisou sobre um ataque, e o mensageiro é sagrado. Ele será tolerado aqui até sabermos mais sobre o que está acontecendo. Acredito que a chegada desses dois estranhos esteja ligada. A Peregrina falará primeiro!

Instada desse modo a falar, Malala ficou de pé no meio de um círculo de fúrias negras desconfiadas e principiou a falar:

- Eu nasci no Oriente Médio e trilhei muitas estradas daquela região, conhecendo muito da face local da Grande Mãe. Os lobos são raros por lá, e os humanos que habitavam a região originalmente eram poucos e fortes, sendo pouco corrompidos pelo Grande Dragão. Todavia, nas últimas décadas, têm aumentado a presença de europeus devotos da cruz, e alguns deles vêm armados proclamar seus direitos sobre a terra. A princípio, eram poucos, mas agora eles vêm como uma onda. Os espíritos me avisaram em sonhos sobre uma migração de humanos nunca dantes vista, destinada a alagar a terra com rios de sangue derramado. Nem mesmo os garopus de lá podem resistir à tamanha força de devastação, mas todos nós tentamos. Muitos irmãos de Gaia que eu conhecia pereceram frente à fé obstinada e ao ódio obssessivo dos humanos. Os espíritos passaram a convocar garous dos confins da terra para salvaguardar os tesouros de Gaia que correm e correrão risco na vindoura guerra. Aqueles que não respondiam aos sonhos e visões, foram enviados mensageiros garous, do quais eu sou uma. Eu fui enviada por Corvo Negro a este lugar, pois aqui ele me disse que a filha dele poderia me prover ajuda.

Todos os olhos das fúrias convergiram para Miranda, uma das mais jovens entre elas.

A anciã da seita então apontou Jon White e disse:

- Falai agora, macho! Quem és tu, por que vieste ao nosso território e o que sabes sobre isso?


---------//-----------

Depois que Jon terminou, Luar sobre a Terra falou com Miranda à frente de todos:

- O que tem a dizer, Bruxa-da-Floresta?
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Alexyus em Qui 26 Fev 2015 - 18:31

Rodrigo Lobo, Língua de Açoite

Svetlan tinha um jeito incomum de ouvir os apartes de Rodrigo. Fitava-o fixamente enquanto falava e sempre balançava a cabeça afirmativamente ao final de cada frase de Lobo. era impossível dizer se ele concordava com o que Rodrigo falava ou apenas acumulava impressões sobre seu interlocutor.

- Agora me fale da parte prática, quem sao e onde estão esses garous.

Svetlan deu um meio-sorriso:

- Eles estão à caminho, vindos de terras distantes comoas nossas, de todas as tribos, cada qual com seu interesse, mas também com sua utilidade. De fato, os corvos me dizem que um deles está nas proximidades. Quer ir à sua procura?




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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Alexyus em Qui 26 Fev 2015 - 18:47

Greepfen, Sorte-ao-Lado

Greep iniciou sua jornada, ansioso.

Com sabedoria, ele cuidou de esconder sua natureza garou, permitindo que ele falasse com cada humano pelo caminho sem levantar suspeitas ou incitar terror. Isso o ajudou a achar o caminho que os pretensos cruzados pobres tinham tomado.

Quando anoitecia, o dom da Mansão de Papelão era bastante útil, dando abrigo e conforto Essa medida cautelar ajudou Sorte-ao-Lado a poupar seus escassos recursos para a viagem.

A alimentação era feita através de caçadas a pequenos animais. Os roedores eram particularmente abundantes perto das cidades, mas outros pequenos mamíferos também eram uma constante na dieta do galliard, que chegou mesmo a participar de caçadas com algumas matilhas que encontrou pelos caminhos que trilhou.

Achar aldeias saqueadas e cadáveres mortos era uma constante desagradável, mas ao menos lhe provia de alguns acréscimos ao seu alforje. Os animais mortos eram uma alternativa alimentar aceitável com o dom de resistir a toxinas. Roedores de ossos não podiam esperar muito mesmo.

Muitas luas após o início da viagem, Greepfen alcançou o acampamento de um dos exércitos cruzados em formação. Era claro que Redtrap não estava ali, aqueles eram soldados profissionais, não camponeses amadores se arriscando na arte da guerra. Mas a presença de garous ali parecia mais provável, numa intuição quase visível.

Restava a Greepfen encontrá-los em meio a tantos humanos.
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Daniel Ramone em Sab 28 Fev 2015 - 10:48

Dei uma leve olhada para o decote de Bakia, e sorri com certa malícia.

- Bem, Jóia-Brilhante, é melhor você ter um argumento muito bom para ter vindo ao nosso território, minhas sacerdotisas não costumam ser tão boazinhas como eu. - Comento.

Sem sinal da Wyrm. Então o que ela quis dizer com 'eles estão vindo atrás de mim'? Droga, espero que esta mulher não esteja trazendo problemas para nós, pois as Ragabash facilmente se lembrariam que sou eu quem está levando ela para dentro de nosso território.

"O que é isso?" penso ao ouvir outro uivo de apresentação.

Um uivo masculino. Só pode se tratar de um louco, pois em nossos limites está claro que esta floresta pertence à ferozes devoradoras de homens. Mas entre ir verificar o uivo e ajudar Bakia, preferi a segunda opção e levei a mulher até minha seita. Nossas Luas Cheias que cuidassem do pobre infeliz que uivou.

Quando chegamos ao território, entreguei Bakia às sacerdotisas capazes de ajudá-las. E foi com muito desgosto que vi a aproximação daquele homem em nossa floresta. Aquela devia ser noite de Lua Nova, as Fúrias estavam muito boazinhas. Em seguida, Bakia se estabeleceu e nos contou o motivo de sua vinda.

- Corvo-Negro é meu pai. Ah, aquele velho! Se metendo com os malditos Cristão mais uma vez. - Rosnei quando todos os olhos se voltaram para mim.

Quando a anciã deu a palavra ao macho invasor, me calei, queria muito saber o que ele queria conosco, e por sua vida, que isso não fosse perda de tempo.

Novamente a palavra foi dada a mim, então me levantei e fui bem clara com minhas irmãs.

- Assim como minha mãe, meu dever é unica e exclusivamente com este Caern. Eu não tenho interesse nos Cristãos e nem nesse tal de Oriente Médio. Nossos parentes não estão lá, e duvido que eu vá encontrar alguma Fúria a quem me unir. Normalmente eu diria para estes dois forasteiros que saíssem de meu território o quanto antes e que se sentissem felizes em saírem vivos daqui, mas devo levar em consideração que este é um pedido de meu pai, e que não há nada que eu não faça por ele. Por isso, Luar-sobre-a-Terra, peço que me libere para unir-me a causa deles. - Disse eu, fazendo uma reverência a anciã.



- Vincenzo

- Gaspard

- Miranda

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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Veu Cinza em Dom 1 Mar 2015 - 16:03

Grep observa de longe o acampamento, assim como aos animais ao seu redor, pois se informara com eles sobres as atividades do local, observara quem entra quem sai, se saem carrocas, ou se entram, antes de entrar no local, se for a noite passara entocado ate o amanhecer e assim tentara entrar no local, se for de dia sondara e entrara pedidndo ajuda em troca de trabalho se apresentando como jovem cozinheiro em busca de protecao.

usara primeiramente o don Esconder o Lobo (Nível Um) para tornar facil o trato social e juntamente com este Sedutor das Mil Amantes (Nível Um) para ganhar a confolrencia de possiveis mulherres caso hajz uma ou mais e se infiltrara no acampamentocontando uma historia ou outra para se enturmar e na calada da noite levar o que for preciso e sumir na noite apos ter se empaturrado e postyo em seu alforje provisoes para a partida e fara como da outra vez para aproveitar melhor a sorte na estrada.
Quando partir se partir no momento certo o fara em em lupino se for o caso, isso se nao achar um garou no acampamento se o achar se apresentera e tentara ser amistoso
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Klauss Krugger em Seg 2 Mar 2015 - 18:34

Alexyus escreveu:- Tu és Garras da Justiça? Sou Luar sobre a Terra, phillodox athro humana da Seita das Árvores Negras, das Fúrias Negras. Já encontramos a ameaça a que tu te referiste, mas você deverá vir conosco até tudo ser esclarecido.

*Ao ver a matilha de fúrias negras volta imediatamente a forma humana e faz uma breve reverencia com a cabeça e caminha em silencio ao lado das fúrias não era sua intenção ser desrespeitoso.*

Alexyus escreveu:- Ele nos avisou sobre um ataque, e o mensageiro é sagrado. Ele será tolerado aqui até sabermos mais sobre o que está acontecendo. Acredito que a chegada desses dois estranhos esteja ligada. A Peregrina falará primeiro!

Instada desse modo a falar, Malala ficou de pé no meio de um círculo de fúrias negras desconfiadas e principiou a falar:

- Eu nasci no Oriente Médio e trilhei muitas estradas daquela região, conhecendo muito da face local da Grande Mãe. Os lobos são raros por lá, e os humanos que habitavam a região originalmente eram poucos e fortes, sendo pouco corrompidos pelo Grande Dragão. Todavia, nas últimas décadas, têm aumentado a presença de europeus devotos da cruz, e alguns deles vêm armados proclamar seus direitos sobre a terra. A princípio, eram poucos, mas agora eles vêm como uma onda. Os espíritos me avisaram em sonhos sobre uma migração de humanos nunca dantes vista, destinada a alagar a terra com rios de sangue derramado. Nem mesmo os garopus de lá podem resistir à tamanha força de devastação, mas todos nós tentamos. Muitos irmãos de Gaia que eu conhecia pereceram frente à fé obstinada e ao ódio obssessivo dos humanos. Os espíritos passaram a convocar garous dos confins da terra para salvaguardar os tesouros de Gaia que correm e correrão risco na vindoura guerra. Aqueles que não respondiam aos sonhos e visões, foram enviados mensageiros garous, do quais eu sou uma. Eu fui enviada por Corvo Negro a este lugar, pois aqui ele me disse que a filha dele poderia me prover ajuda.

Todos os olhos das fúrias convergiram para Miranda, uma das mais jovens entre elas.

A anciã da seita então apontou Jon White e disse:

- Falai agora, macho! Quem és tu, por que vieste ao nosso território e o que sabes sobre isso?

*Jon senta-se ao lado das fúrias e desafivela o cinto da espada e a deixa no chão ao seu lado, não pretendia de forma alguma ser desrespeitoso e muito menos representar uma ameaça para as fúrias, se o fizesse sabia que não sairia vivo do caern. Quando a anciã passa-lhe a palavra, Jon se levanta  e se afasta da espada.*

Jon --  Sou Jon White, filodox dos Presas de Prata nascido de mulher cliath... Antes de mais nada devo implorar o vosso perdão senhora, não sabia que estava no território de sua tribo e de maneira alguma pretendia ser desrespeitoso... desde a morte de minha mãe pelos homens do Lord que suponho que seja meu pai viajo por este mundo de Gaia... e cheguei em sua região no dia de hoje... sobre os seguidores da cruz ja os encontrei antes e como ouvi o uivo de socorro de nossa irmã peregrina imaginei que o grupo que se reunia na região a estava a caçando e eu não poderia deixar uma irmã ser morta por esses adoradores do falso deus por isso me apresentei e avisei do perigo iminente, mas como desconhecia a existência de sua seita, imploro seu perdão e deixo minha espada a suas ordens .


Última edição por Klauss Krugger em Ter 3 Mar 2015 - 21:22, editado 1 vez(es)


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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Lua em Ter 3 Mar 2015 - 6:54

Rodrigo percebeu o modo como Svetlan escutava tudo, analizando suas palavras sem se comprometer com algum comentário. Um irmao de tribo, com certeza. Como só agora isso lhe chamava a atençao? Nao podia estar assim tao despreocupado, sem observar cada detalhe das coisas, censurou-se. O sono nao era desculpa, já deveria estar acostumado com isso.

Talvez tivesse falado demais, pensou. Mas ao mesmo tempo isso era bom. Estava entrando nessa empreitada para proteger os interesses de Gaia somente. Era bom que isso ficasse claro e que nao tivessem a expectativa de que ele protegesse os mouros dos cristãos. Até porque, pelo que conhecia dos árabes, eles nao precisavam.

Perguntara a Svetlan sobre os outros garous e ele respondera:



- Eles estão à caminho, vindos de terras distantes como as nossas, de todas as tribos, cada qual com seu interesse, mas também com sua utilidade. De fato, os corvos me dizem que um deles está nas proximidades. Quer ir à sua procura?


- Sim. Estou ansioso por conhecê-los. - respondeu.

Entao, se Svetlan nao tivesse mais nada a acrescentar, percorria o acampamento, usando sua percepção e instinto primitivo para tentar localizar o outro garou sem fazer alarde.
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Alexyus em Sab 7 Mar 2015 - 15:53

Miranda & Jon

As história contadas por Jóia Brilhante e depois por Jon deixaram as Fúrias Negras presentes consternadas e contrariadas. Assim como Miranda, elas não se importavam muito com o mundo externo que vivia sob as regras do Patriarca. Mas, diferente delas, a Bruxa-da-Floresta tinha uma motivação para atender àquela convocação, pois fôra feita por seu pai.

Luar sobre a Terra também percebeu isso e encarou a garota Blackraven, primeiro severa, depois sua expressão suavizou-se:

- Essa convocação de terras distantes é deveras perturbadora, mas entendo teus motivos, Bruxa-da-Floresta. Se é teu desejo e dever partir para te juntares ao teu pai, vai, e leva contigo nossos votos de vitória. Sentiremos tua falta aqui.

Ela abraçou Miranda com o aperto da saudade antecipada, mas o momento logo se foi e ela voltou à postura enterior.

Ela caminhou Até Jon, encarando-o com firmeza:

- Tu, Justiça-de-Prata, serás perdoado por tua intrusão mediante o cumprimento de uma missão. Acompanhe Bruxa-da-Floresta, obedece-a e proteje-a dos perigos no caminho, e traga-a de volta a este lugar são e salva. Se assim fizeres, terá não apenas nossa gratidão mas tambéjm nossa amizade.

A phillodox ainda falou com a peregrina silencioa em voz baixa, inaudível para os demais.

Outras fúrias negras chegaram com trouxas, dirigindo-se a Miranda:

- A turba destruiu sua cabana antes de conseguirmos deter todos, Bruxa-da-Floresta. Isso foi o que conseguimos salvar. Podemos reconstruir sua cabana para estar pronta quando você voltar.

Não era muito: algumas roupas e utensílios domésticos pequenos. A espada dada por seu pai estava em seu poder, de modo que não restava nada de muito valor.
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Re: A Cruzada dos Miseráveis

Mensagem  Alexyus em Sab 7 Mar 2015 - 16:16

Greepfen

Greepfen primeiro escondeu o lobo dentro de si e em seguida bancou o sedutor das mil amantes.

Num exército acampado, proliferavam as barracas de campanha em todas as direções, mas com tanto homens reunidos aquilo era um mercado aberto para as prostitutas de toda a região virem ganhar algumas moedas.

Greepfen não teve dificuldades em localizar a grande tenda que elas tinham armado, fora do acampamento mas mais próximo do que um tiro de pedra. Era grande, com muitas divisórias internas e uma área comunal bem no centro, dando para a entrada.

Uma jovem seminua estava à entrada, guardando a passagem dos muitos soldados que entravam e saíam.

Spoiler:

Os olhos vigilantes dela detectaram até o cauteloso Greepfen, de modo que ela o seguiu até o momento em que ele lhe dirigiu a palavra. Seu nome era Beladona (ou Bela Dona, Greepfen não sabia dizer qual a forma correta). Após uma breve conversa, Greep percebeu que ela conhecia todas as grandes figuras do acampamento e tinha uma razoável influência enquanto gerenciava o bordel itinerante. Ele conseguiu fazer-se útil, sendo contratado para auxiliar nos serviços gerais do secto de meretrizes enquanto ganhava alimentação e abrigo. A posição vantajosa de observação era muito conveniente para Greep, que aceitou-a prontamente.

Ao amanhecer do dia seguinte, quando a missa acabou, Greepfen vislumbrou o que ele tanto procurara...


Grepfen & Rodrigo

Rodrigo acompanhou Svetlan pelo acampamento, os dois secretamente à procura dos tais garous que o segundo dissera ao primeiro. Dirigiram-se à borda do acampamento oposta à que ficavam a igreja e o castelo do nobre local; naquela direção, havia uma tenda-bordel que servia aos soldados e nobres que procuravam um pouco de diversão.

À entrada da tenda, carregando baldes de água, Rodrigo viu um jovem maltrapilho mas de boa compleição. Se tivesse algum resquício de dignidade, poderia ser um soldado valoroso. Mas havia algo estranho nele..

Greepfen viu um símbolo nas roupas de um dos homens, um símbolo desconhecido nas terras cristãs, mas familiar a qualquer garou. O glifo dos Senhores das Sombras.

Svetlan disse a Rodrigo:

- Eis ali um dos garous que você deve comandar. Suas motivações não são claras, mas seu objetivo salta aos olhos, não acha? Queres falar com ele agora?
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