INFERNO VERDE - Concluído

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Re: INFERNO VERDE - Concluído

Mensagem  Alexyus em Sex 18 Set 2015 - 18:08

- Algum de você pode me mostrar onde fica os quartos?

Miltom adiantou-se de modo cortês e atrapalhado, dizendo num inglês bem ruim:

- Claro, por aqui, senhor, siga-me!

O parente conduziu Nick pelos corredores e escada abaixo até um corredor escuro próximo à porta de entrada do galpão. Abriu uma porta à direita dele e fez sinal para Nicholas.

- Espero que seja do seu agrado, senhor.

O quarto era simples, com beliches encostadas em ambas às paredes ladeando uma pequena janela basculante para ventilar e um banheiro apertado e modesto.

- Descanse bem, senhor.

Virgínia reassumiu a forma humana antes de sair da sala e acompanhou o grupo até o escritório bagunçado. Ela não gostou das palavras do Antônio Mezenga, mas gostou da hospítalidade dele. Já que tinham que descansar, então era melhor aproveitar. Ela foi pro lado de Fernando e disse:

- Onde eu posso ficar?

A aparência exótica de Virgínia deixou Fernando visivelmente impressionado, e ele fez sinal para ela segui-lo para o corredor, atrapalhando-se em suas gentilezas.

- Por aqui, senhora. Siga-me por favor.

O parente conduziu Virgínia pelos corredores e escada abaixo até um corredor escuro próximo à porta de entrada do galpão. Abriu uma porta à esquerda dele e fez sinal para Virgínia entrar.

Era um quarto pequeno, com duas camas lado a lado com uma pequena janela basculante no centro, e um banheiro de tamanho mediano, onde caberiam talvez três pessoas juntas.

- As acomodações estão do seu agrado? Precisa de mais alguma coisa, senhora? Ou é senhorita?

Vc sabe qual o nome que Stardust usava como homem ? Preciso de toda e qualquer informação sobre ele

Neal foi o único com a iniciativa de inquirir Antônio. Mas o ancião local coçou a cabeça, perdido.

- Tudo que sei desse tal de Stardust eu ouvi de Olhos-de-Sangue. Por ser portador da luz, imagino que seja um oriental, mas isso não facilita muito. Durante o ciclo da borracha na Amazônia, chegaram aqui imigrantes de todo o país e de vários lugares do mundo, então o número de possíveis descendentes é bem alto até. Vocês precisam de alguém que conheça melhor o terreno local do que eu. Espero que esse meu amigo possa audá-los amanhã. Mas por favor, sejam discretos, certo?

Ele nos apresenta os funcionários... Chamo por Lisbeth e vou conversar com Maia...

Prazer senhorita... Sou Neal Schmitt... Gostaria da sua ajuda para conhecer mais a cidade e buscar informações sobre as pessoas que vivem nela...

Maia sorriu agradavelmente para Neal, de um modo avaliador e positivo. Ela respondeu no inglês mais correto que ele ouvira até aquele momento no Brasil:

- Será um prazer, senhor. Apesar de estar no meio da floresta amazônica, a cidade de Manaus é uma metrópole bastante pujante, com um setor industrial e comercial bastante forte para a região. Usamos muito transporte fluvial, mas temos aeroportos e rodovias bastante razoáveis. As pessoas que vivem aqui são em sua maioria descendentes de negros, índios e mestiços, mas há algumas famílias com descendência europeia, asiática e até africana. Meu trabalho aqui é fácil, então terei prazer em ajudá-lo no que precisar. Esse telefone é do meu escritório aqui... e esse é meu celular. Por falar nisso, vocês têm aparelhos locais ou precisam que eu providencie isso também?

A jovem era bastante inteligente, competente e bem informada, e parecia aberta a colaborar com os estrangeiros sem reservas.


TODOS

No dia seguinte, houve um café da manhã servido no refeitório, que lembrava o de uma escola ou indústria pesada, com longas mesas de fórmica e um buffet arrumado onde todos se serviam.

Os cinco parentes da noite anterior já tinham se alimentado e retirado, de modo que os canadenses comeram apenas com a compnhia de Antônio, que lhes perguntou:

- Dormiram bem?

A noite quente poderia ter incomodado alguns deles, mas a manhã estava mais quente ainda. Antônio usava uma regata simples de cor de terra e uma bermuda com tênis sem cadarços nem meias. Encontrava-se mais disposto a conversar agora do que na noite anterior.

Após a refeiçãoe estar bem avançada, um sistema de som ambiente foi ativado e a voz de Maia ecoou pelo refeitório.

- Antônio, Rodney acabou de chegar. Ele está te esperando na sala de reunião.

Antônio exclamou:

- Ah, justo quem eu estava esperando! Já terminaram? Então, vamos! Vou apresentar vocês.

A sala de reuniões ficava à direita da porta de entrada, com grandes janelas para o interior do edifício. Daria pra ver todas as coisas acontecendo no prédio, se houvesse alguma coisa para acontecer. MAs tudo estava calmo. Um homem de pele queimada, magro e com um bigode descuidado sorriu quando eles entraram.

Spoiler:

- Ah, Antônio Mesenga!

Antônio deu um abraço rápido no outro, sorrindo também, e olhou para os canadenses, dizendo:

- Amigos, esse é Rodney Antunes! Homem de confiança! Ele é um garou também, de uma tribo perdida há muito tempo por essas bandas. O Rodney aqui é nosso intermediário entre nós e os metamorfos locais. Ah, e foi ele quem resgatou Olhos-de-Sangue. Com certeza, o homem certo para ajudar vocês!

Rodney estendeu a mão para um aperto firme e amigável a cada um dos garous, falando num inglês de pé quebrado.

- Prazer em conhecer vocês, senhores, senhoras. Vamos dar um passeio? Vou mostrar a cidade pra vocês, principalmente um lugar bem interessante.

Com isso, Rodney os acompanhou ao deixarem o prédio e o caern de Manaus. Ele falava bastante, mas sempre se mostrava atento para responder qualquer pergunta, geralmente com uma longa resposta.

- O melhor lugar pra procurar alguém é na feira nas margens do rio. Todo mundo de todo lugar passa lá. Já tenho alguns homens meus procurando pistas desse descendente que o Olhos-de-Sangue falou, mas até agora não deram sorte. MAs com vocês aqui agora, podemosm começar a investigar de verdade. Nós temos registro de todos os parentes dessa região. Ah, eu consegui outra informação também! Três gringos andaram xeretando pelas redondezas, procurando uma lavadeira e a filha dela. Eu consegui falar com a mulher e pedi para me encontrar hoje à tarde. O que acham disso?
avatar
Alexyus
Presas de Prata
Presas de Prata

Mensagens : 1783
Data de inscrição : 14/09/2012

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: INFERNO VERDE - Concluído

Mensagem  Edson F. em Qui 1 Out 2015 - 14:47

Miltom é o cara que se prontifica a mostrar onde fica os quartos, Nick o segue.
- Espero que seja do seu agrado, senhor.
- Descanse bem, senhor.


- É sim, obrigado.

Nick não dorme logo, mas fica pensando no motivo de ter vindo para esse lugar.
No dia seguinte, logo após o café da manhã, Nick se dirige a Antônio. Anunciando sua retirada da missão.


- Me desculpe se fiz vocês contarem comigo, mas a missão não é para mim, vim apenas em busca do responsável pela invasão a minha empresa, de modo que não desejo punir ninguém, e não planejava entrar para missão nem uma. Obrigado por tudo.

Nick se retira, e vai atrás de algum avião que possa leva-lo de volta, ou talvez conseguir alguma ponte da lua.




Fala
Ação
Pensamento



avatar
Edson F.
Crias de Fenris
Crias de Fenris

Mensagens : 1013
Data de inscrição : 08/07/2012
Idade : 26
Localização : Brasil

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: INFERNO VERDE - Concluído

Mensagem  Natalie em Sab 3 Out 2015 - 19:15

A aparência exótica de Virgínia deixou Fernando visivelmente impressionado, e ele fez sinal para ela segui-lo para o corredor, atrapalhando-se em suas gentilezas.

- Por aqui, senhora. Siga-me por favor.

O parente conduziu Virgínia pelos corredores e escada abaixo até um corredor escuro próximo à porta de entrada do galpão. Abriu uma porta à esquerda dele e fez sinal para Virgínia entrar.

Era um quarto pequeno, com duas camas lado a lado com uma pequena janela basculante no centro, e um banheiro de tamanho mediano, onde caberiam talvez três pessoas juntas.

- As acomodações estão do seu agrado? Precisa de mais alguma coisa, senhora? Ou é senhorita?

Virgínia seguiu Fernando por todo o lugar, farejando o cheiro daquela toca de pedra. O quarto, simples e dividido com outras pessoas, não a incomodou.

- Estão, sim, obrigada. E é senhorita.

No dia seguinte, houve um café da manhã servido no refeitório, que lembrava o de uma escola ou indústria pesada, com longas mesas de fórmica e um buffet arrumado onde todos se serviam.

Os cinco parentes da noite anterior já tinham se alimentado e retirado, de modo que os canadenses comeram apenas com a compnhia de Antônio, que lhes perguntou:

- Dormiram bem?

A noite quente poderia ter incomodado alguns deles, mas a manhã estava mais quente ainda. Antônio usava uma regata simples de cor de terra e uma bermuda com tênis sem cadarços nem meias. Encontrava-se mais disposto a conversar agora do que na noite anterior.

Virgínia acenou com a cabeça que sim e foi comer. Durante o café-da-manhã, ela fez perguntas sobre a fauna local, as relações com os humanos e com os espíritos.

Antônio deu um abraço rápido no outro, sorrindo também, e olhou para os canadenses, dizendo:

- Amigos, esse é Rodney Antunes! Homem de confiança! Ele é um garou também, de uma tribo perdida há muito tempo por essas bandas. O Rodney aqui é nosso intermediário entre nós e os metamorfos locais. Ah, e foi ele quem resgatou Olhos-de-Sangue. Com certeza, o homem certo para ajudar vocês!

Rodney estendeu a mão para um aperto firme e amigável a cada um dos garous, falando num inglês de pé quebrado.

- Prazer em conhecer vocês, senhores, senhoras. Vamos dar um passeio? Vou mostrar a cidade pra vocês, principalmente um lugar bem interessante.

Aurora da Esperança apertou a mão dele e um cumprimento com a cabeça, farejando o cheiro dele de longe.

Com isso, Rodney os acompanhou ao deixarem o prédio e o caern de Manaus. Ele falava bastante, mas sempre se mostrava atento para responder qualquer pergunta, geralmente com uma longa resposta.

- O melhor lugar pra procurar alguém é na feira nas margens do rio. Todo mundo de todo lugar passa lá. Já tenho alguns homens meus procurando pistas desse descendente que o Olhos-de-Sangue falou, mas até agora não deram sorte. MAs com vocês aqui agora, podemosm começar a investigar de verdade. Nós temos registro de todos os parentes dessa região. Ah, eu consegui outra informação também! Três gringos andaram xeretando pelas redondezas, procurando uma lavadeira e a filha dela. Eu consegui falar com a mulher e pedi para me encontrar hoje à tarde. O que acham disso?

Aquele Rodney falava muito pro gosto da Virgínia. Ela ficou em silêncio e ficou vendo tudo por que passavam, ouvindo as palavras dele apenas com uma parte de sua atenção.

Quando ele falou de gringos procurando a mulher, Virgínia respondeu:

- Vamos falar com ela, talvez ela saiba de alguma coisa!


*Ações*
- Falas
"Pensamentos"
avatar
Natalie
Filhos de Gaia
Filhos de Gaia

Mensagens : 792
Data de inscrição : 15/04/2011

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: INFERNO VERDE - Concluído

Mensagem  Alexyus em Sex 30 Out 2015 - 21:38

Apesar dos melhores esforços empregados pelos garous canadenses, a filha da parente tinha sido levada por homens com sotaque estrangeiro  naquela manhã.

As investigações adicionais revelaram pistas para um aeroporto clandestino de onde havia partido um pequeno avião poucos minutos antes.da chegada deles. Buscas no pequeno hangar revelaram engradados com a logomarca da USP.

Antonio Mesenga informou que havia um caern naquela universidade de São Paulo, indicando que aquela seria a próxima parada para aqueles que quisessem prosseguir na missão.

FIM?
avatar
Alexyus
Presas de Prata
Presas de Prata

Mensagens : 1783
Data de inscrição : 14/09/2012

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: INFERNO VERDE - Concluído

Mensagem  Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum