UNIVERSIDADE DE LOBOS

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UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Lua em Ter 3 Nov 2015 - 14:06


As aulas começam amanhã!!


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


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Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Lua em Qua 4 Nov 2015 - 16:06

Virgínia:
Virgínia regressara à Seita da Última Chance.

Agora tinha outra perspectiva, já nao era ingênua como antes.

Ali encontrou um garou brasileiro, que andava de visita. Era estranho pensar em garous no Brasil. Em geral se imaginava selvas cheias de feras e essas coisas. Mas aquele lupino havia nascido em uma das maiores cidades do mundo: Sao Paulo.

Spoiler:

Nao num zoo, como ela própria, mas no hospital veterinário de uma universidade. E ali se criara.

De certa maneira se parecia um pouco a ela. Era um lobo negro de aspecto manso, que podia ser confundido com um cachorro grande. E tinha um temperamento calmo, até um pouco triste às vezes, nao gostando muito de violência.

Por outro lado tinha um senso de humor negro e sarcástico, típico de um ragabash lua minguante,  que o tornava divertido.

Acabaram fazendo uma certa amizade. O companheirismo e entendimento silencioso entre dois lobos muitas vezes é um descanso para lupino que têm que lidar constantemente com hominídeos.

Quando foi se despedir dela, o ragabash, que preferia ser chamado simplesmente de Lobo Negro, disse que se comunicara com sua seita de origem e soubera que estavam precisando de reforços para um grupo que ia começar uma missão.

- Eles estão procurando um filho de gaia. Se você pudesse nos ajudar seria ótimo.


DEMAIS:
Klauss caminhou pela cidade universitária até o prédio da FFLCH, onde começaria o curso de Conversaçao em Português Língua Estrangeira.

Era uma sensaçao estranha estar novamente em um lugar de estudos, levando canetas e caderno, depois de tantas lutas que havia travado e tantas coisas que já presenciara.

Olhava ao redor e via outros jovens, ainda no ritmo de volta às aulas, tao ignorantes e alheios às batalhas de vida ou morte pela continuidade do planeta que se travavam longe de suas vistas.

Pensava nisso e em muitas coisas quando um grito chamou sua atençao:

- Bluuuuuuuue! Aquiiiiiiiii!

Aquele apelido de novo… Só podia ser ela, Jamile, a peregrina silenciosa ragabash que Raúl levava na garupa no dia da brincadeira com as motos. Acenava alegremente para ele, chamando-o.

Mas Klauss já nao prestava atençao a Jamile. Tudo o que via era que ao lado dela estava Virna. Fazia quase três meses que nao se viam e ali estava ela.

Klauss aproximou-se do grupo, saudando-os, e Virna, sem a menor cerimônia, lançou-se em seus braços.

Depois ouviu novamente Jamile.

- Olha lá!  Olha lá quem vem!

- Nao acredito que ele veio de kilt! – disse Virna sorrindo.

Edward andava olhando ao redor para assegurar-se de que havia chegado ao lugar certo quando escutou um assovio:

- Fiuuuuuuu! Você está perdido, bicho de saia! Moda é na zona leste!

Edward já esperava que alguém lhe dissesse uma gracinha, mas nao em inglês. Entao viu que era uma das meninas de Fonte Fria. A morena rechonchuda com cara de árabe… como se chamava.. Jamile.

- Vem aqui, Edward. – disse ela – Junte-se a nós.

Edward reconheceu Klauss, o ahroun americano que havia aprisionado o ragabash que queria matar o bebê impuro. Ao lado dele estava uma menina de cabelos loiros e espetados que ele tinha conhecido só de vista. Depois que Edward cumprimentou os conhecidos, ela mesma se apresentou:

- Oi. Eu sou a Virna, parente dos crias de fenris e, se ele nao me trocou por ninguém  nas andanças pelo Brasil, namorada do Klauss.

Pouco depois todos se viraram de repente e começaram a rir. Edward nao entendeu muito bem até que reconheceu que o rapaz que chegava era um dos cliaths de Fonte Fria. O andarilho do asfalto ahroun chamado Raúl. Só que estava com a cabeça raspada.

- Vem cá, carequinha lindôô. – provocou Jamile.

- Vá a merd*, Jamile. – disse o garoto de mau humor.

Disse olá para Edward, cumprimentou Klauss com um “toca aqui” e beijou o rosto das meninas.

- Ainda bem que vocês chegaram depois do trote. Um monte de gente ridícula, fazendo brincadeiras imbecis para comemorar que entraram na faculdade. E isso que se faz por aqui.

- Ai, Raul, deixa de ser chato. É o rito de passagem deles.... – disse Jamile.

- Queria ver esse idiotas em um rito de passagem de verdade. Sem falar que sempre morre gente.* Só aguentei essa palhaçada porque a Jamile me pediu umas cem vezes. – explicou-se aos rapazes. – Eu pretendia era encher de porrada quem tentasse cortar meu cabelo…

- … e chamar atençao para você. – disse Jamile – Ia ficar famoso como o bixo cabeludo e chato e nao iam deixar você em paz. O que seria ruim, afinal estaremos em missao. Melhor passar despercebido.

- Com a cabeça raspada? – resmungou Raul.

- Por falar nisso. – continuou calmamente Jamile -  Klauss e Edward, às 19:30 nós vamos nos encontrar com o líder da seita para definirmos os detalhes da missao. Nos reunimos em frente ao Bandejao Central.
Ah, e o trote nao foi tao ruim. Eu dei muita risada.


- Pelo menos nao te fizeram beijar uma lula! – disse Virna rindo. – E isso que disseram que na Oceanografia era tranquilo…

- Nossa, Vi, você vai contar isso assim para o Klauss? Sem nenhuma preparação?
– riu Jamile.

- Ah, é. – disse Virna – Klauss, aconteceu algo… precisamos conversar…  eu te traí com um molusco morto!

- Ela disse que ele beijava melhor que você, Klauss. – brincou Raúl.

-  Naaaaaa. Raul, para você, uma palavra: Ga-bri-el-la! – rebateu Virna.

- Ah, nao, já chega de me zoarem com isso! De verdade, perdeu a graça. – Raul ficou sério.

- Que mal te fiz eu?/Para me tratares assim como um farrapo/Um vagabundo, um pobre coitado… - começaram a cantar as garotas.

Até que viram algo.

- Ei, gente! Falando em  arrocha, elas chegaram! – disse Virna

As gêmeas, Adele e Ariana se aproximavam do grupo. Estavam vestidas com roupas novas e com cara de quem passeou muito.

Depois dos cumprimentos, Jamile perguntou:

- Vocês já têm onde ficar? Laura nos passou, a mim e a Raul, um apartamento que ela tem perto daqui. Está ótimo, três quartos, mobiliado, sem ter que pagar aluguel e dá para vir caminhando! Nós chamamos a Vi também apesar dos ancioes nao gostarem de que misturemos garous e parentes. Estamos os três agora: Eu, Raul e Virna. Mas Klauss e Edward também vem morar conosco porque a regra é que é para todos os garous que estudam aqui. Vocês podem vir também se quiserem, Ariana e Adele. Ia ser legal. Mas bico calado, ninguém conta para Fonte Fria.

- Outra alternativa é montarmos uma república de parentes. Eu, Adele e Ariana. Mas nada muito caro, eu nao posso seguir o padrao de vocês.  – disse Virna.

- Ou uma república de meninas. – disse Jamile - Nesse caso eu iria com vocês e deixaria os marmanjos sozinhos. O bom é que teria uma garou cuidando de vocês, meninas. E eu e a Vi íamos ficar juntas.

- Awunnnn. – disse Virna sorrindo. – Mas eu ainda preferia ficar com você e os outros garous, Jamile. O aluguel nesta cidade é muito caro.

- Entao as gêmeas vem conosco. – disse Raul – Assim a coisa começa a melhorar…

Continuaram conversando. Era a primeira decisao que teriam que tomar: como se organizariam para viverem seis meses em Sao Paulo. República de parentes e república de garous? República de meninos e república de meninas? Ou todos juntos no apartamento cedido por Laura?

Depois que deixaram isso combinado, se separaram. Raul, Jamile e Virna foram para suas aulas e Edward, Klauss e Adele e Ariana sentaram-se esperando a aula de português.

Klauss e Ariana folheavam uma lista de cursos de extensao ou cursos livres disponibilizados pela universidade.  

Era como se todos tivessem uma “vida normal”. Mas isso nao duraria muito tempo. Circulando pelos muitos departamentos daquela enorme universidade estavam seus inimigos sobrenaturais. Uma ameaça que deveria ser extirpada para o bem dos garous.


*mundo das trevas

Vejam off aqui


Última edição por Lua em Qui 5 Nov 2015 - 22:50, editado 1 vez(es) (Razão : Substituindo "eles não tem nenhum theurge" por "estão procurando um filho de gaia". Desculpa Fergus!)


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


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Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Alexyus em Qua 4 Nov 2015 - 18:26

Ariana e Adele não eram calouras, mas chegaram na universidade bem no meio do trote nos bixos. Tudo aquilo que nas universidades americanas era feito em fraternidades fechadas, ali no Brasil era fito publicamente bem no meio do campus com todos os calouros indiscriminadamente.

A única coisa que chegou a incomodá-las era a abordagem atrevida de alguns estudantes, na maioria veteranos, mas elas já sabiam como eram os homens brasileiros desde as férias na Fonte Fria. E por falar na Fonte Fria, elas logo encontraram os garous de lá, conversando num grupinho. Agora que elas sabiam sobre os garous, era engraçado ver como eles se comportavam diferente dos humanos normais.

Depois de passear tanto pelo Brasil às custas do irmão Alaín, elas tinham renovado seu guarda-roupa e estavam bronzeadas e produzidas no melhor do que a moda brasileira podia oferecer, mas ainda eram bem reconhecíveis pelos rostos exóticos. Já o mesmo não se podia dizer dos outros, especialmente de Raul, que sem cabelo era uma pessoa completamente diferente.

Ariana puxou a irmã para cumprimentá-los e fez um escarcéu bem brasileiro quando abraçou Virna e depois Jamile, gritando como qualquer adolescente brasileiro faria ao encontrar amigos queridos (e que mataria de vergonha a maioria dos canadenses). Com Klauss, Edward e Raul, ela foi menos efusiva, mas deu o rosto para os três beijinhos de praxe.

Depois dos cumprimentos, Jamile perguntou:

- Vocês já têm onde ficar? Laura nos passou, a mim e a Raul, um apartamento que ela tem perto daqui. Está ótimo, três quartos, mobiliado, sem ter que pagar aluguel e dá para vir caminhando! Nós chamamos a Vi também apesar dos ancioes nao gostarem de que misturemos garous e parentes. Estamos os três agora: Eu, Raul e Virna. Mas Klauss e Edward também vem morar conosco porque a regra é que é para todos os garous que estudam aqui. Vocês podem vir também se quiserem, Ariana e Adele. Ia ser legal. Mas bico calado, ninguém conta para Fonte Fria.

- Outra alternativa é montarmos uma república de parentes. Eu, Adele e Ariana. Mas nada muito caro, eu nao posso seguir o padrao de vocês.  – disse Virna.

- Ou uma república de meninas. – disse Jamile - Nesse caso eu iria com vocês e deixaria os marmanjos sozinhos. O bom é que teria uma garou cuidando de vocês, meninas. E eu e a Vi íamos ficar juntas.

- Awunnnn. – disse Virna sorrindo. – Mas eu ainda preferia ficar com você e os outros garous, Jamile. O aluguel nesta cidade é muito caro.

- Entao as gêmeas vem conosco. – disse Raul – Assim a coisa começa a melhorar…

Ariana, sempre atropelando a irmã, e falando pelos cotovelos de excitação, respondeu:

- Na verdade, já, Ja! Estamos com patrocínio do mano! Alaín fez umas ligações e arranjou uma cobertura pra gente num novo condomínio aqui vizinho, tem até piscina! Não sei se ele usou truque garou pra fazer isso ou se só gastou uma nota, mas tá no jeitinho pra gente. Dá pra fazer várias festas lá, mas claro que a gente não contou isso pra ele. E tem 2 suítes enormes! Acho que a gente não vai querer trocar iso, né, Del?

Depois de Adele falar, ariana deu uma sugestão:

- Por que a Ja e a Virna não vão ficar lá com a gente então?  O Alaín ia surtar se a gente colocasse os meninos garous lá, mas ele não vai criar caso por causa das meninas. Ele falou que gosta da sua família, Ja, e até que ele tá gostando da Virna também, depois que contou tudo pra gente. Aí os meninos podem ficar à vontade no cafofo deles e vir nas nossas festas!

Depois que deixaram isso combinado, se separaram. Raul, Jamile e Virna foram para suas aulas e Edward, Klauss e Adele e Ariana sentaram-se esperando a aula de português.

Klauss e Ariana folheavam uma lista de cursos de extensao ou cursos livres disponibilizados pela universidade.

Ariana tinha 6 meses para aperfeiçoar seu português, mas também tinha vários cursos curtos que ela podia aproveitar pra fazer durante essa estadia.

- O que você vai fazer, Del? Acho que esse Técnicas de Redação em Inglês deve ser legal, eu gosto de escrever! E você?
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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Klauss Krugger em Qui 5 Nov 2015 - 8:00

*Após deixar a moto que peguei emprestada sem prazo para devolução do caern Fonte Fria no estacionamento, caminho observando a tudo e a todos, uma sensação nova... tranquilidade, novamente num ambiente de estudos, agora uma universidade, apenas mais um disfarce, se chegarei a concluir o curso, não sei, se vou concluir a missão... se não conseguir vou morrer tentado...*

- Bluuuuuuuue! Aquiiiiiiiii!

*Minha atenção volta rapidamente a terra, caminho rapidamente na direção das meninas, Jamile era uma amiga, mas não me importava com a presença dela, quase três meses longe, como eu poderia ter aprendido a sentir falta de uma pessoa que nem sequer havia passado muito tempo junto, o fato é que todas as noites longe, seu sorriso, seu cheiro, sua forma de se aninhar em meus braços fizeram muita falta, um longo abraço e um beijo quente e pronto, a tensão que sentia pelo ambiente foram embora.*

- Olha lá! Olha lá quem vem!

- Nao acredito que ele veio de kilt! – disse Virna sorrindo.

Edward andava olhando ao redor para assegurar-se de que havia chegado ao lugar certo quando escutou um assovio:

- Fiuuuuuuu! Você está perdido, bicho de saia! Moda é na zona leste!

- Vem aqui, Edward. – disse ela – Junte-se a nós.

- Oi. Eu sou a Virna, parente dos crias de fenris e, se ele nao me trocou por ninguém nas andanças pelo Brasil, namorada do Klauss.

-- Tudo bem ser tradicionalista Ed, mas kilt, você está praticamente implorando para ser zoado... e olha que de ser zoado por aqui eu intendo.

- Vem cá, carequinha lindôô. – provocou Jamile.

- Vá a merd*, Jamile. – disse o garoto de mau humor.

Disse olá para Edward, cumprimentou Klauss com um “toca aqui” e beijou o rosto das meninas.

- Ainda bem que vocês chegaram depois do trote. Um monte de gente ridícula, fazendo brincadeiras imbecis para comemorar que entraram na faculdade. E isso que se faz por aqui.

- Ai, Raul, deixa de ser chato. É o rito de passagem deles.... – disse Jamile.

- Queria ver esse idiotas em um rito de passagem de verdade. Sem falar que sempre morre gente.* Só aguentei essa palhaçada porque a Jamile me pediu umas cem vezes. – explicou-se aos rapazes. – Eu pretendia era encher de porrada quem tentasse cortar meu cabelo…

- … e chamar atençao para você. – disse Jamile – Ia ficar famoso como o bixo cabeludo e chato e nao iam deixar você em paz. O que seria ruim, afinal estaremos em missao. Melhor passar despercebido.

- Com a cabeça raspada? – resmungou Raul.

-- Vou ser sincero Raul, o novo corte de cabelo ficou melhor que aquele seu visual de cantor sertanejo das antigas... ja algumas coisas na missão de Julian, sem contar que assim você fica bem mais ahroun, agora ninguém pode puxar seu cabelo para trás para revelar sua garganta...

*Prefiro interromper o comentário e deixa-lo no ar, não estamos dentro de uma seita e alguém pode ouvir causando problemas.*

- Por falar nisso. – continuou calmamente Jamile - Klauss e Edward, às 19:30 nós vamos nos encontrar com o líder da seita para definirmos os detalhes da missao. Nos reunimos em frente ao Bandejao Central.

--Bom, quanto antes melhor.

Ah, e o trote nao foi tao ruim. Eu dei muita risada.

- Pelo menos nao te fizeram beijar uma lula! – disse Virna rindo. – E isso que disseram que na Oceanografia era tranquilo…

- Nossa, Vi, você vai contar isso assim para o Klauss? Sem nenhuma preparação? – riu Jamile.

- Ah, é. – disse Virna – Klauss, aconteceu algo… precisamos conversar… eu te traí com um molusco morto!

- Ela disse que ele beijava melhor que você, Klauss. – brincou Raúl.

*Eu abro a boca para falar algo mais novamente as meninas se adiantam.*

- Naaaaaa. Raul, para você, uma palavra: Ga-bri-el-la! – rebateu Virna.

- Ah, nao, já chega de me zoarem com isso! De verdade, perdeu a graça. – Raul ficou sério.

- Que mal te fiz eu?/Para me tratares assim como um farrapo/Um vagabundo, um pobre coitado… - começaram a cantar as garotas.

Até que viram algo.

- Ei, gente! Falando em arrocha, elas chegaram! – disse Virna

As gêmeas, Adele e Ariana se aproximavam do grupo. Estavam vestidas com roupas novas e com cara de quem passeou muito.

*Sorrio com a espontaneidade das duas e as cumprimento com os 3 beijos no rosto, nem parecem parentes presas de prata, ou seria o clima tropical que havia começado a influencia-las, somente o tempo diria.*

----------------------
*Após as discussões sobre as formações de republica.*

-- Eu vou ficar onde for de graça... como sabem não tenho nenhuma fonte de renda, e vou me virando do jeito que dá, falando em grana Raul, o que acha de sairmos caçar um sanguessugas, to precisando arrumar uma grana e eles sempre estão com os bolsos cheios.

*Despeço-me dos demais, de Vi com um longo beijo prometendo que nos encontraríamos mais tarde.*

*Chegando a sala de português para estrangeiros, sento-me no fundo da sala e observo a todos na sala, alguns costumes ainda permanecem apesar do vinculo com o totem ter sido desfeito, em seguida volto minha atenção para a lista de cursos extra.*

- Técnicas de Redação em Inglês (Expressão)
- Oficina de Criatividade em Artes Plásticas (Ofícios)
- Oficina de Interpretaçao Teatral (Performance)
- Curso de Raciocínio Lógico (Enigmas)
- Direito para todos: noçoes básicas de direito para leigos (Direito)
- Primeiros Socorros e Ressucitação Cardio-Pulmonar (Medicina)
- Elementos de Política (Política)
- Introdução ao Pensamento Científico (Ciências)
- Educação Ambiental e Fundamentos de Sobrevivência na Selva (requer uma semana livre para a prática) (Sobrevivência)
- Monstros no Folclore Universal: um estudo comparativo (Ocultismo)
- Fundamentos de Defesa Pessoal (esquiva)
- Defesa Pessoal para Mulheres (briga)

* Guardo a lista sem ainda decidir o que irei fazer de extra-curricular e espero o inicio das aulas.*


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"Leões e Tigres são fortes... mas lobos não trabalham em circo."

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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Fergus-Kennedy em Qui 5 Nov 2015 - 8:37

Edward chegava na entrada e já notava de longe aquele tumulto de outros jovens  atirando pós coloridos, passando tintas e etc. era estranho para ele ver  esses tipos de coisa pelo menos na Escócia não era assim. Espreitando e desviando do povo e dos veteranos,carregando uma mochila sobre o ombro cheio com livros, cadernos e estojos.tinha comprado um dicionário de inglês para português e carregava algo em especial para lembrar suas origem com um livro 'cuir dreach Gàidhealach air òran' (musicas em gaélico), Ed chegara ao local e já ouvira alguém assobiando, ao olhar reconhecia o pessoal e aproximava-se.

- Fiuuuuuuu! Você está perdido, bicho de saia! Moda é na zona leste!

"Saia...saia...saia..."

Aquela palavra ecoava em sua mente enquanto dava um sorrisinho de canto, para ele o seu kilt era um ponto de orgulho. voltava seus olhos a garota com feições árabe e cumprimentou Klauss

- Oi. Eu sou a Virna, parente dos crias de fenris e, se ele nao me trocou por ninguém  nas andanças pelo Brasil, namorada do Klauss.

Olhou para o Klauss enquanto os demais ria, ficou em silencio como de costume, só falava com quem conhecia bem para falar, já que seu inglês era muito nasalado  quase não lhe entendia o que dizia, mais triste quando falava em gaélico por impulso
-Oi...

Klauss escreveu:- Tudo bem ser tradicionalista Ed, mas kilt, você está praticamente implorando para ser zoado... e olha que de ser zoado por aqui eu intendo.

-Cha robh dè gabh !...eer.. era tudo que eu tinha... Dizia enquanto puxava uma das pontas do kilt, depois da chegada do careca Ed ficou em silencio por um tempo enquanto eles falavam
- Vem cá, carequinha lindôô. – provocou Jamile.

- Vá a merd*, Jamile. – disse o garoto de mau humor.

Disse olá para Edward, cumprimentou Klauss com um “toca aqui” e beijou o rosto das meninas.

- Ainda bem que vocês chegaram depois do trote. Um monte de gente ridícula, fazendo brincadeiras imbecis para comemorar que entraram na faculdade. E isso que se faz por aqui.

- Ai, Raul, deixa de ser chato. É o rito de passagem deles.... – disse Jamile.

- Queria ver esse idiotas em um rito de passagem de verdade. Sem falar que sempre morre gente.* Só aguentei essa palhaçada porque a Jamile me pediu umas cem vezes. – explicou-se aos rapazes. – Eu pretendia era encher de porrada quem tentasse cortar meu cabelo…

- … e chamar atençao para você. – disse Jamile – Ia ficar famoso como o bixo cabeludo e chato e nao iam deixar você em paz. O que seria ruim, afinal estaremos em missao. Melhor passar despercebido.

- Com a cabeça raspada? – resmungou Raul.

- Por falar nisso. – continuou calmamente Jamile -  Klauss e Edward, às 19:30 nós vamos nos encontrar com o líder da seita para definirmos os detalhes da missao. Nos reunimos em frente ao Bandejao Central.
Ah, e o trote nao foi tao ruim. Eu dei muita risada.

-Okay...

- Pelo menos nao te fizeram beijar uma lula! – disse Virna rindo. – E isso que disseram que na Oceanografia era tranquilo…

- Nossa, Vi, você vai contar isso assim para o Klauss? Sem nenhuma preparação? – riu Jamile.

- Ah, é. – disse Virna – Klauss, aconteceu algo… precisamos conversar…  eu te traí com um molusco morto!

- Ela disse que ele beijava melhor que você, Klauss. – brincou Raúl.

-  Naaaaaa. Raul, para você, uma palavra: Ga-bri-el-la! – rebateu Virna.

- Ah, nao, já chega de me zoarem com isso! De verdade, perdeu a graça. – Raul ficou sério.

- Que mal te fiz eu?/Para me tratares assim como um farrapo/Um vagabundo, um pobre coitado… - começaram a cantar as garotas.

Até que viram algo.

- Ei, gente! Falando em  arrocha, elas chegaram! – disse Virna

As gêmeas, Adele e Ariana se aproximavam do grupo. Estavam vestidas com roupas novas e com cara de quem passeou muito.

Depois dos cumprimentos, Jamile perguntou:

- Vocês já têm onde ficar? Laura nos passou, a mim e a Raul, um apartamento que ela tem perto daqui. Está ótimo, três quartos, mobiliado, sem ter que pagar aluguel e dá para vir caminhando! Nós chamamos a Vi também apesar dos ancioes nao gostarem de que misturemos garous e parentes. Estamos os três agora: Eu, Raul e Virna. Mas Klauss e Edward também vem morar conosco porque a regra é que é para todos os garous que estudam aqui. Vocês podem vir também se quiserem, Ariana e Adele. Ia ser legal. Mas bico calado, ninguém conta para Fonte Fria.

- Outra alternativa é montarmos uma república de parentes. Eu, Adele e Ariana. Mas nada muito caro, eu nao posso seguir o padrao de vocês.  – disse Virna.

- Ou uma república de meninas. – disse Jamile - Nesse caso eu iria com vocês e deixaria os marmanjos sozinhos. O bom é que teria uma garou cuidando de vocês, meninas. E eu e a Vi íamos ficar juntas.

- Awunnnn. – disse Virna sorrindo. – Mas eu ainda preferia ficar com você e os outros garous, Jamile. O aluguel nesta cidade é muito caro.

- Entao as gêmeas vem conosco. – disse Raul – Assim a coisa começa a melhorar…

Edward ficara boiando enquanto os demais continuara a falar e falar, deu uma olhada em volta  até Klauss falar algo que chamava atenção de volta

Klauss escreveu:-- Eu vou ficar onde for de graça... como sabem não tenho nenhuma fonte de renda, e vou me virando do jeito que dá, falando em grana Raul, o que acha de sairmos caçar um sanguessugas, to precisando arrumar uma grana e eles sempre estão com os bolsos cheios.

-balach.. digo..cara er, isso parece interessante gostaria de ir

Edward mostrava um ligueiro interesse em caçar vampiros por um breve momento

--------------
Depois de mais conversas Edward foi para sua primeira aula um pouco apreensivo do que ia ver e também pensava em dedicar umas calças também mais por ora se contrariava dizendo para ti mesmo que o kilt era melhor


Última edição por Fergus-Kennedy em Qui 5 Nov 2015 - 8:43, editado 1 vez(es) (Razão : correção de palavras)


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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Natalie em Qui 5 Nov 2015 - 16:35

Virgínia gostou de encontrar Lobo Negro no caern da última chance. Era legal ter um outro lupino por perto, assim ela não precisava ficar o tempo todo se esforçando para ser humana. Ela gostou mais ainda da atitude dele, que era humana no que os humanos tinham de melhor, a compaixão pelos outros seres. O gosto dele pela paz era bem parecido com o dela. Mesmo não sendo mais tão ingênua quanto no começo de sua vida garou, Aurora da Esperança continuava a ter esperança na paz e harmonia entre os seres.

Quando Lobo Negro convidou Virgínia para ir até sua seita em São Paulo para ajudar um grupo sem theurge, ela aceitou na hora. Não estava ocupada com nada e tinha que começar a se fortalecer para chutar a bunda de alguns certos vampiros assassinos. Ela só precisava avisar Garra CEleste de que ia acompanhar o Lobo Negro na viagem.

"Só espero que essa matilha não morra como a última que me chamou..."


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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Lua em Qui 5 Nov 2015 - 22:46

Virgínia:
Virgínia avisou Garra Celeste que se ausentaria para uma missao e rumou ao Brasil com Lobo Negro.

Após algumas pontes de lua, emergiram no meio de uma mata tropical. Ali uns garous a recepcionaram e a levaram a uma pequena cabana, que seria seu lar durante o tempo que estivesse em Sao Paulo

Na cabana havia todas as comodidades para ela estar em sua forma humana: um bom chuveiro elétrico, secador de cabelos, lugar para guardar roupas, cama confortável, um celular, escrivaninha e todas essas coisas.

Ao mesmo tempo estava perto da mata o suficiente para ela sentir-se à vontade como loba. Podia despertar com o sol, caminhar em quatro patas sem chamar atençao, repousar sobre a a terra e até mesmo caçar pequenos animais se quisesse.

Deixaram que se instalasse. Na cabana havia um refrigerador com carne crua e comidas humanas.  Disseram-lhe que jantasse, pois às 19:00 iriam buscá-la para reunir-se aos demais garous.

O tempo passou rápido. Logo escutou baterem na porta.

- Sou eu, Lobo Negro.

Ela abriu e viu um rapaz de feiçoes feiçoes delicadas, com os mesmos gestos tranquilos de quando era lobo.

Lobo Negro:

- Vamos conhecer os outros. – disse suavemtne, com as poucas palavras dos lupinos.

Saíram da área de mata, ambos em hominídeo.

Até entao Virgínia tivera a sensaçao de que estava em uma floresta imensa como a Amazônia. Mas bastou andar um pouco para chegarem a um lugar cheio de prédios, ruas, ônibus circulando e muitas pessoas indo para lá e para cá, apressadas.

Era a Universidade de Sao Paulo, a mais importante da América Latina e que abrigava em seu interior um caern.

Já eram quase 19:30. Entraram em uma sala quase oculta em um subsolo, onde várias pessoas estavam reunidas. Acomodaram-se e esperaram a reuniao começar.


Ariana, Edward, Klauss:
Depois das aulas o grupo voltou a reunir-se, em frente ao bandejao central.

Raúl, Virna e Jamile já sabiam o local aonde tinham que ir e guiaram os recém-chegados até lá. No caminho contaram que tratava-se de uma espécie de recepçao da seita aos garous e parentes que estavam ingressando na universidade. E que depois, como havia sido dito, falariam sobre a missao.

A sala ficava praticamente oculta em um subsolo. Já havia algumas pessoas sentadas. Eles se acomodaram também e ficaram à espera da reuniao. Enquanto isso fizeram os últimos acertos de moradia. Virna estava meio reticente, apesar de agradecida pelo convite, nao gostava de ficar devendo nada a ningúem. Mas Jamile convenceu-a, combinaram a divisao de gastos de forma justa, para nao se aproveitarem da generosidade das gêmeas e ao fim, a república feminina estava formada.

- Vamos viver todas juntas! – disseram batendo as maozinhas e dando saltinhos nas cadeiras.

- Interesseiras. – brincou Raul. – Foi só rolar uma cobertura com piscina e elas nos abandonaram. Vai vendo, Klauss, vai vendo. Mas tudo bem. Agora nós vamos ter um quarto cada um no nosso cafofo e isso significa: levar mulheradaaa!!

- Ihhhhh. Preparem-se para escutar o Raul chorando e ouvindo popcorno…  - disse Jamile. - Cortou o cabelo de cantor sertanejo mas a sofrência vai continuar a mesma, viu?!

- Você é fod*, Klauss. Aprendeu rápido o que nao presta só para me zoar…

Em meio à bagunça, Klauss notou que Virna estava séria. Algo naquela conversa a desagradara…

Pouco depois, ouviram mais gritinhos. Era Najla que chegava.

Najla:

Após beijinhos e cumprimentos efusivos, apresentaram-na a Edward.

- Ed, essa é minha prima Nájla. - disse Jamile.

- E, Naj, esse é o Edward. Ele é garou peregrino silencioso. É escocês.

- Sim… e de kilt e tudo… - respondeu Najla suavemente.  Edward pensou ter visto um brilho diferente no olhar da jovem.  Entao se deu conta do outro lado da moeda: podiam fazer brincadeiras com o kilt, mas a verdade era que a vestimenta atraia a atençao das garotas.

Havia um lugar livre ao lado de Edward e Najla acomodou-se nele. Edward sentiu que várias vezes ela como que ia puxar assunto mas desistia. Era tímida…

As conversas continuavam:

- Já decidi, Ari, vou fazer essa tal Monstros no Folclore Universal. Se nosso irmao é um lobisomem, tudo pode ser,  nao é mesmo? Quero aprender tudo que eu possa sobre o assunto.

- Depois daqui nós três, heim? – Raul fez um gesto indicando Klauss e Edward – Vamos esfolar uns vampiros e arranjar dinheiro.

Jamile, que odiava vampiros acima de todas as coisas, também queria ir, mas Raul convenceu-a a proteger as parentes enquanto elas ainda nao conheciam a cidade. O que nao foi descabido, pois algum tempo depois alguém cutucou Ariana nas costas e passou-lhe um papelzinho. Nele havia um número de celular e estava escrito:

“Bem que meu horóscopo disse que hoje eu ia encontrar a mulher da minha vida. Você é linda demais! Vai ter uma festa hoje para garous e parentes. Quer ir? Pode levar suas amigas também.”

- Pshrrrrr! – disse Jamile quando Ariana lhe mostrou o bilhete – cantada mais barata!

- Mas é gato… olha lá… - disse Adele, olhando o rapaz que fazia um aceno com a cabeça.

Autor do bilhete:

- Humm… festa é festa… sempre é uma oportunidade de se enturmar. – disse Jamile - Você vai aceitar, Ari?

A porta se abriu e mais duas pessoas chegaram. Um rapaz e uma garota.

Lobo Negro e Virgínia:

Eles sentaram-se próximos de onde estava o pessoal de Fonte Fria.


Off: Fergus, as converses com garous e parentes de Fonte Fria, incluindo Najla,  sao sempre em inglês.


Última edição por Lua em Sex 6 Nov 2015 - 7:02, editado 5 vez(es) (Razão : Trocando "universitários" por "Raúl, Virna e Jamile" e melhorando outras palavras; apresentando Najla como prima de Jamile e posicionando todos os personagens próximos.)


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Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Fergus-Kennedy em Sex 6 Nov 2015 - 15:44

Edward estava animado mesmo depois das aulas e seguia com o demais para o local de encontro , um novo idioma parecia soar muito bem para ti alem das más lembrança que tirava atenção do demais da sala até ouvir o estalo das palmas das garotas em sua frente.

- Vamos viver todas juntas! – disseram batendo as maozinhas e dando saltinhos nas cadeiras.

"Garotas... sempre são estranhas..."

Seus pensamentos são interrompido por Raul falando com Klauss, por um momento o papo parecia bom

- Interesseiras. – brincou Raul. – Foi só rolar uma cobertura com piscina e elas nos abandonaram. Vai vendo, Klauss, vai vendo. Mas tudo bem. Agora nós vamos ter um quarto cada um no nosso cafofo e isso significa: levar mulheradaaa!!

- Ihhhhh. Preparem-se para escutar o Raul chorando e ouvindo popcorno…  - disse Jamile. - Cortou o cabelo de cantor sertanejo mas a sofrência vai continuar a mesma, viu?!

- Você é fod*, Klauss. Aprendeu rápido o que nao presta só para me zoar…

Manteve-se em silencio pois sabia que não era consigo até ria um pouco, até ouvir gritos de garota invadia sua mente que fazia lembrar o hospital que esteve. ao olhar para trás via uma jovem com traços indianos falando com as meninas .

Após beijinhos e cumprimentos efusivos, apresentaram-na a Edward.

- Ed, essa é minha prima Nájla. - disse Jamile.

- E, Naj, esse é o Edward. Ele é garou peregrino silencioso. É escocês.

- Sim… e de kilt e tudo… - respondeu Najla suavemente.  Edward pensou ter visto um brilho diferente no olhar da jovem.  Então se deu conta do outro lado da moeda: podiam fazer brincadeiras com o kilt, mas a verdade era que a vestimenta atraia a atenção das garotas.

Havia um lugar livre ao lado de Edward e Najla acomodou-se nele. Edward sentiu que várias vezes ela como que ia puxar assunto mas desistia. Era tímida

-Prazer em conhece-la... Dissera sorrindo, mais ao olha-la sentia  que queria dizer algo então abria a boca mais uma vez para falar
-Gostaria de depois de dar uma  volta?

Ed não acreditara que acabara de convidar alguém para um passeio, então ouvira seu nome em uma outra conversa sobre vampiros.
então virava-se para eles.


-Legal, só combinar o dia.
--
Depois olhava para trás ou ouvir a porta se fechando novamente, e espiava rapidamente os dois que chegara. Voltando-se para Najla perguntava-a de onde vinha e contar um pouco de sua história, em tentativa de  ambos trocarem ideias e se conhecerem melhor já tinha uma impressão que tinha muito incomum


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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Natalie em Sex 6 Nov 2015 - 18:02

Virgínia gostou de viajar pelas pontes da lua acompanhada de Lobo Negro, porque assim não corria o risco de se perder em atalhos ao entrar e sair da umbra.

A cabana que as pessoas da seita deram para ela ficar mais parecia uma casa de cidade que uma casa de campo. O chuveiro elétrico deixou ela curiosa com de onde vinha a água e principalmente a energia para esquentar. A geladeira com carne congelada não foi uma coisa legal pra ela, ela preferia coisas que ela pudesse caçar ela mesma, então ela ignorou aquelas partes de bichos mortos e tentou se alimentar das coisas mais saudáveis que encontrasse ali.

Quando o Lobo Negro chegou, Aurora da Esperança ficou feliz de ir com ele. Ela ficou surpreendida com a mudança do cenário da mata para a paisagem urbana. Era estranho estar num lugar assim e ficou mais estranho ainda quando eles foram pra uma sala subterrânea onde já estavam muitas outras pessoas.

Virgínia sentou e ficou olhando e marcando o cheiro das pessoas em volta, tentando classificar cada uma.


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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Klauss Krugger em Sab 7 Nov 2015 - 10:45

Em meio à bagunça, Klauss notou que Virna estava séria. Algo naquela conversa a desagradara…

*Enrolo meu braço ao redor de seu pescoço e a puxo colando seu ouvido na minha boca, e sussurro.*

-- Eles podem não notar, mas sei que tem algo te incomodando... quando quiser conversar... sabe que comigo pode contar sempre.

- Depois daqui nós três, heim? – Raul fez um gesto indicando Klauss e Edward – Vamos esfolar uns vampiros e arranjar dinheiro.

-- Não precisa ser hoje a noite... ainda temos que nos instalar e ver as instalações das meninas. Afinal de contas precisamos saber onde encontra-las. E eu aidna tenho que matar a saudade.

*Quando Lobo Negro e Viriginia entram, falo baixo para os demais.*

-- A garota é canadense também, lembro-me de te-la visto em missões por lá, se não estou enganado faz parte da matilha de Triunfo de Gaia.



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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Alexyus em Dom 8 Nov 2015 - 14:45

Depois da aula, Ariana foi (per)seguir os garous até a reunião da seita, e ficou em volta deles, ouvindo a conversa.

"Popcorno, sofrência... por essas e outras que preciso melhorar meu português..."

Ela gostou de ver Najla de novo, a turma do Fonte Fria só aumentava!

Após beijinhos e cumprimentos efusivos, apresentaram-na a Edward.

- Ed, essa é minha prima Nájla. - disse Jamile.

- E, Naj, esse é o Edward. Ele é garou peregrino silencioso. É escocês.

- Sim… e de kilt e tudo… - respondeu Najla suavemente. Edward pensou ter visto um brilho diferente no olhar da jovem. Então se deu conta do outro lado da moeda: podiam fazer brincadeiras com o kilt, mas a verdade era que a vestimenta atraia a atenção das garotas.

-Prazer em conhece-la... Dissera sorrindo, mais ao olha-la sentia que queria dizer algo então abria a boca mais uma vez para falar
-Gostaria de depois de dar uma volta?

Ariana lembrou:

- E ela é nossa cunhada! Ou...como se chama a irmâ da cuinhada?

As conversas continuavam:

- Já decidi, Ari, vou fazer essa tal Monstros no Folclore Universal. Se nosso irmao é um lobisomem, tudo pode ser, nao é mesmo? Quero aprender tudo que eu possa sobre o assunto.

Ariana scratch :

- Não sei se o curso de folclore vai ensinar alguma coisa que seja verdade. Afinal, tem o Véu e tudo, n´est´ce´pas? Melhor perguntar pro Alaín mesmo...

Raul convenceu-a a proteger as parentes enquanto elas ainda nao conheciam a cidade. O que nao foi descabido, pois algum tempo depois alguém cutucou Ariana nas costas e passou-lhe um papelzinho. Nele havia um número de celular e estava escrito:

“Bem que meu horóscopo disse que hoje eu ia encontrar a mulher da minha vida. Você é linda demais! Vai ter uma festa hoje para garous e parentes. Quer ir? Pode levar suas amigas também.”

Ariana leu o papel e ficou em dúvida sobre a palavra "horóscopo", mas o resto era bem claro. E direto. Ela mostrou o papel para Jamille.

- Pshrrrrr! – disse Jamile quando Ariana lhe mostrou o bilhete – cantada mais barata!

- Mas é gato… olha lá… - disse Adele, olhando o rapaz que fazia um aceno com a cabeça.

- Humm… festa é festa… sempre é uma oportunidade de se enturmar. – disse Jamile - Você vai aceitar, Ari?

Ariana olhou e nem achou o galanteador tão bonito assim, mas trocou olhares travessos com Adele e Jamille e riu:

- Isso mesmo, festa é festa! Se vocês forem comigo, a gente vamos!

Ela olhou pro rapaz e fez um sim sorridente com a cabeça.

Mas aí entrou o rapaz com jaqueta de motoqueiro e a morena com vestido branco e todo mundo prestou atenção, porque parecia que eles eram os últimos. Ariana ouviu Klauss explicar:

-- A garota é canadense também, lembro-me de te-la visto em missões por lá, se não estou enganado faz parte da matilha de Triunfo de Gaia.

Ari ficou animada com outra canadense por lá, e mais ainda em ouvir o nome garou de seu irmão.

- Ela é da alcateia do Alaín? Será que ele está aqui? Com o grupo todo?

"Seria bem típico do Alaín ficar nos vigiando!"
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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Lua em Seg 9 Nov 2015 - 17:58

Todos - conversa:
Quando Virgínia entrou, acompanhada de Lobo Negro, Klauss imediatamene a reconheceu, dizendo baixo aos demais:


- A garota é canadense também, lembro-me de te-la visto em missões por lá, se não estou enganado faz parte da matilha de Triunfo de Gaia.


Mas estavam todos tao envolvidos em sua conversa que nao prestaram muita atençao. Só Ariana disse:


- Ela é da alcateia do Alaín? Será que ele está aqui? Com o grupo todo?
- Ahhh, só faltava o Alaín estar aqui para nos vigiar. – disse Adele, fazendo eco ao pensamento da irma gêmea. Depois fez uma carinha esperta- Por isso que eu quero aprender sobre os seres sobrenaturais por minha conta, Ari. Não importa se vem do folclore, algum fundo de verdade pode ter e eu vou confirmando com o Klauss, o Raul, a Jajá e o Ed. Para nao depender só do Alain, entende? Tenho certeza que vai ocultar coisas e ficar nos superprotegendo… como tinha feito até agora.

- Pode perguntar para mim, Del. – disse Jamile - O que souber eu falo sem rodeios. Chega já de superproteção para todos nós! Agora é outra vida!

Virna trocou um olhar cúmplice com Klauss. Tinha a ver com a conversa que tiveram antes, quando ele perguntou ao seu ouvido o que a incomodava. Discretamente ela havia sussurrado em resposta:

- Essa coisa do Raúl de “levar mulherada”. Vou ser franca, nao gosto da idéia e espero que ele nao te influencie.  – havia fixado os olhos azuis em Klauss, era seu modo direto de ser -  Mas não é só isso. Na verdade nao estou gostando do jeito dos dois, Raúl e Jamile. Parece que agora que estao longe de Fonte Fria querem viver tudo de uma vez. Isso é ruim, nós estamos aqui para estudar. Acho que eles vao acabar se metendo em encrencas. Melhor ficarmos de olho neles.

De fato, Raúl tinha afundado na cadeira contrafeito quando Edward e Klauss  preferiram deixar a caçada de vampiros para outro dia.

Ao lado dele, sem se preocupar, Edward conversava animadamente com Nájla, que havia aceitado seu convite para um passeio depois da reunião. A garota lhe contava:

- Eu sou daqui de Sao Paulo mesmo. Mas meu pai veio do Líbano. Somos uma antiga família de Andarilhos do Asfalto que ia e vinha entre o Brasil e  oLíbano até que meu pai se casou com minha mae e resolveu fixar-se aqui de uma vez. Todos comerciantes… sabe como é, está no sangue… vem dos nossos ancestrais fenícios.

Jamile, Adele e Ariana tagarelavam felizes, na expectativa da festa.

Ao lado deles, mais sérios e econômicos com as palavras, Lobo Negro e Virgínia também conversavam.

- Eu vi que você está meio confusa com o lugar onde está. Depois, se você quiser, te mostro melhor. A mata é pequena. Ela só parece grande e profunda por causa da energia espiritual do caern, mas é bem pequena. A cabana em que você está, por exemplo, nao fica longe do Clube dos Professores.  * Serpente do Brejo é um caern… sui generis… como gostam de dizer os hominídeos.

As conversas foram interrompidas pela chegada de um homem velho.


* Tem mais informações aqui (não aparece mas o link está a seguir): http://lobisomemoapocalipse.livreforum.com/t737-caern-serpente-do-brejo-usp

Todos - reunião:
Um homem  entrou na sala.

- Boa noite a todos. Meu nome é Joelson Fonseca Filho, sou assessor do reitor e líder da Seita Serpente do Brejo.

Joelson Fonseca Fª:

Em nome da seita quero dar as boas-vindas as vocês, garous e parentes, que começam hoje a vida acadêmica.

Vocês estao se preparando para serem a inteligência de nossos exércitos. Aqueles que lutarao por nossa mae Gaia de dentro das engrenagens do sistemas que a estao matando.  Vocês…


E continuou um longo discurso. Nao disse nada que nao fosse esperado, mas tinha um jeito bonachao tao simpático que fazia com que todos apreciassem suas palavras e confiassem nele como um avô, ao mesmo tempo querido, sábio e protetor, cuja presença os fazia sentir-se seguros e acolhidos.

Virgínia notou que Fonseca louvou a inteligência aliada a força como forma de obter resultados evitando violência desnecessária.

Terminou conclamando-os os parentes a estudarem e serem excelentes profissionais e provedores dos garous, mas sem esquecerem que, acima de tudo, deveriam zelar pela proteção de Gaia, sem deixar-se seduzir pela ganância ou ceder aos apelos da sociedade humana.


- … e nós temos especial orgulho de vocês, garous que conciliam a luta diária contra os inimigos de Gaia com os estudos superiores. Reconhecemos seu esforço redobrado e queremos que nos considerem, aos integrantes da seita, como seus amigos e orientadores e que nos procurem sempre que seus deveres maiores interferirem com os acadêmicos. Temos maneiras de ajudá-los a nao perderem matérias e exames. Nao duvidem em contar conosco mas, por favor, não esperem até que seja tarde e mais difícil ajudá-los.

E blá, blá, blá.


Quando encerrou, todos se sentiam mais motivados a estudar para o bem de Gaia e confiantes de que a seita era sua maior aliada.

Joelson Fonseca Filho despediu-se pedindo que o “pessoal de Fonte Fria e Virgínia permanecessem na sala”. Depois saiu. Os demais também se foram, incluindo Najla, que disse que estaria esperando Ed na entrada do edifício.  Lobo Negro ficou.

Entao entrou um homem com olhar inteligente e que, ao contrário de Fonseca, falava rápida e objetivamente.


André Pantulha:

- Boa noite. Meu nome é André Pantulha, sou o líder local dos andarilhos dos asfalto e sou o coordenador do que chamaremos Operaçao Antraz.

Virgínia, esclarecendo para você, no ano passado a Seita Fonte fria foi ameaçada por uma tentativa de contaminaçao por uma cepa de Bacillus anthracis, bactéria que pode ser quase 100% fatal se inalada, capaz de atingir garous. Durantes as investigaçoes descobriu-se que esta cepa foi desenvolvida aqui na USP, sob orientaçao de uma professora presa de prata chamada Hanna Helena Mysiats.

Olhou para todos e prosseguiu:

- Agora a temos aprisionada.

Infelizmente está garou está louca. Apesar das amostras de antraz serem contaminadas pela wyrm, ela mesma nao está maculada. Está sim, completamente perturbada. Uma mistura de perfeccionismo extremo com pensamentos eugênicos a fizeram crer que Fonte Fria, um dos nossos raríssimos e preciosos caerns de fertilidade, estava promovendo uma degeneraçao de nossa raça ao promover mestiçagens e “cruzamentos sem respeito às linhagens”, o que nós conhecemos como apaixonar-se e ter filhos.

Nós a mantemos viva para extrair informaçoes que nos possam ajudar, mas, vou ser sincero com vocês. A ordem dos nossos philodox é executá-la assim que termine a missao de vocês. Quero que entendam que lidamos aqui com elementos, substâncias e tecnologias com enorme poder de destruiçao. Nao podemos nos dar ao luxo de dar uma segunda chance a ela, nem a ninguém relacionado ao seu crime. A puniçao têm que ser exemplar.

Através de interrogatórios e, sobretudo, de manipulaçao psicológica, conseguimos extrair dela o nome dos integrantes de sua equipe.  Aquí estao:

Equipe da Dra. Mysiats:
Professora Doutora em Microbiologia e Imunologia Hanna Helena Mysiats
Professor Doutor em Antropologia Custódio Jaguaribe
Professora Assistente em Medicina e Genética Sophia Silversword
Rafael Kim (técnico de laboratório)
Larissa Mendes Barbosa (acadêmica de Medicina Veterinária)
Luiz Cavalcanti Rodrigues (acadêmico de Engenharia Ambiental)
Dandara Lima (acadêmica de Ciências Sociais, antropologia)

Nao sabemos a razao de haver antropólogos na equipe.

Todos, até entao, tinham reputaçao ilibada dentro da instituiçao e, ao que parece, nao estao maculados pela wyrm. No entanto fizeram parte de um conluio para exterminar uma seita.

O trabalho de vocês será chegar até cada um deles e exterminá-los de maneira discreta, sem alarmar o pessoal nao-sobrenatural que trabalha com eles, e levar os corpos até a faculdade de medicina, onde há um encarregado de desaparecer com eles. Repito que é necessário muito sigilo. Nada de garous em crinos arrebentando laboratórios ou coisas do gênero. A comunidade uspiana em geral nao deve saber. Eu cuidarei de espalhar as justificativas para o desaparecimento após cada execução.

Obviamente se vocês notarem que algum deles participou do esquema sem saber do que se tratava, nós o pouparemos. Por isso fizemos questao de trazer uma filha de gaia. Virgínia você se encarregará de que nao haja violência desnecessária.

Infelizmente, apesar do nosso empenho, nao conseguimos recrutar um philodox para ajudá-los. Como vocês sabem, todos os nossos esforços estao concentrados na EACH, onde os enfrentamentos com lacaios da wyrm estao gravíssimos. Portanto confiaremos em seu próprio julgamento. Mas, sinceramente, eu nao creio que haja inocentes entre eles. Todos sao pessoas inteligentíssimas.

Este é, portanto, um trabalho rápido de execuçao.

Justiça de Prata, que é o garou de posto mais alto lidera a missao. Lobo Negro servirá de apoio naquilo que faz melhor: coletar informaçoes por todo o campus sem ser notado. Contem com ele também para toda a parte logística.

Agora quero saber de vocês:

1) Se aceitam a missao, é claro.
2) Se os parentes que vieram com vocês irão ajudá-los.
3) Que dúvidas têm sobre o que eu falei até agora.

Off. Alexyus, as gêmeas estão reunião.


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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Klauss Krugger em Ter 10 Nov 2015 - 7:53

Conversa

- Essa coisa do Raúl de “levar mulherada”. Vou ser franca, não gosto da ideia e espero que ele não te influencie. – havia fixado os olhos azuis em Klauss, era seu modo direto de ser - Mas não é só isso. Na verdade não estou gostando do jeito dos dois, Raúl e Jamile. Parece que agora que estão longe de Fonte Fria querem viver tudo de uma vez. Isso é ruim, nós estamos aqui para estudar. Acho que eles vão acabar se metendo em encrencas. Melhor ficarmos de olho neles.

*Sorrio ao responder, enquanto seguro no seu queixo de forma carinhosa.*

-- Você sabe muito bem qual a única mulher que quero levar para lá, quanto a viver tudo de uma vez isso até dou uma certa razão para eles, acredito que poucas vezes sairam de Fonte Fria, agora querem mais do que nunca aproveitar, pode deixar que vou puxar o freio de mão do Raul... *mostro ele fazendo birra* acho que você já percebeu quem vai mandar nessa republica masculina.

-------------------------
Reunião

*Absorvo todas as informações tanto de Joelson quanto de André e assim que o filodox acaba de falar começo a explanar meu plano.*

-- Estamos dentro sim, agora tenho alguns pontos a colocar antes de iniciarmos. Os parentes vão nos ajudar sim e se o senhor tiver mais alguém disposto e confiável para colocar sob meu comando seria bem útil. Qual informação vocês deram a essa equipe a respeito do paradeiro da doutora Mysiats?

*Ouço a resposta do filodox então prossigo.*

-- Bem como o senhor pediu discrição vai der um pouco mais de trabalho, caso contrário resolveriamos o problema no mesmo dia, mas vamos la, primeiro vamos nos organizar, precisamos saber da rotina de cada um deles e ser invisíveis ao mesmo tempo, precisamos saber quando cada um deles está mais vulnerável e ao mesmo tempo cuidando de seus atos, como André-rya disse o trabalho da equipe continua mesmo com a ausência de Mysiats, acredito que precisaremos de umas 2 semanas para termos a rotina de cada um deles. No caso dos professores está mais facil acredito que a Universidade mantenha-os com horarios fixos variando pouco de uma semana para outra variando entre ministrar aulas e a pesquisa nos laboratorios, o horario dos academicos que dará um pouco mais de trabalho, pois além das aulas e dos projetos, creio que eles ainda mantenham uma vida social bem ativa. Raul pegue uma cópia dos nomes da equipe e entre em contato com Aleksandr, o fanatismo dele por linhagens vai nos ser util, mesmo que seja um parentesco distante, precisamos saber se há mais algum garou ou parente no grupo.

*Olho para nosso grupo.*

– Será interessante se trabalharmos em duplas, um garou e um parente, até porque estando dentro da universidade será mais fácil de passar despercebido 2 pessoas conversando próximo a um laboratório do que uma única pessoa bisbilhotando.

*Olho novamente para o grupo e então começo a distribui-los.*

– Jamile e Ariana, Raul e Adele, Edward e Nájla, Virginia e Lobo Negro e Virna e eu. Iniciaremos as investigações pelos academicos, pois acredito que se eles sumirem do nada vão chamar menos atenção do que um professor por exemplo, façam o que for preciso, porém como André-rya pediu o mais discreto possível. Viriginia e Lobo negro o papel de vocês será um pouco diferente... Viriginia por ser filho de gaia será uma supervisão de nossos atos e beta na investigação, lobo negro você será a ponte de ligação entre todos nós, seu conhecimento de territorio será uma grande vantagem estratégica. Alguma sugestão?


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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Fergus-Kennedy em Ter 10 Nov 2015 - 8:43

- Eu sou daqui de São Paulo mesmo. Mas meu pai veio do Líbano. Somos uma antiga família de Andarilhos do Asfalto que ia e vinha entre o Brasil e  o Líbano até que meu pai se casou com minha mãe e resolveu fixar-se aqui de uma vez. Todos comerciantes… sabe como é, está no sangue… vem dos nossos ancestrais fenícios.
Edward sorria novamente isso o fazia lembrar das feiras que tinha nas ruas de Edimburgo próximas de 'royal miles road'. voltando seus olhos verdeados  para moça.

-Legal, deve ser  interessante está em um comércio não? ver monte de gente, conversar com os colegas e pá, sou de Edimburgo, cresci perto East road com albion road... era legal...
consegue entender o meu inglês ? para mim soa um pouco estranho...



Edward ouvia a porta abrir, então via um homem que aparentar está com seus 50 anos, se despedia de Najla. Até por um momento soava bem até a chegada do André, suas palavas remexia seus básicos estudos de medicina."Sabia que foi bom ter estudado com o Pat" olhava os nomes nas lista

Klauss escreveu:– Jamile e Ariana, Raul e Adele, Edward e Nájla, Virginia e Lobo Negro e Virna e eu. Iniciaremos as investigações pelos academicos, pois acredito que se eles sumirem do nada vão chamar menos atenção do que um professor por exemplo, façam o que for preciso, porém como André-rya pediu o mais discreto possível. Viriginia e Lobo negro o papel de vocês será um pouco diferente... Viriginia por ser filho de gaia será uma supervisão de nossos atos e beta na investigação, lobo negro você será a ponte de ligação entre todos nós, seu conhecimento de territorio será uma grande vantagem estratégica. Alguma sugestão?

Edward ergueu um pouco sua mão antes de falar

-Estou de acordo mas tenho contato com um médico ele pode ser útil se precisarem, e trocando o meu kilt por calças mais escuras, posso até ajudar a vasculhar.


Última edição por Fergus-Kennedy em Ter 10 Nov 2015 - 8:45, editado 1 vez(es) (Razão : correção de algumas palavravas)


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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Natalie em Ter 10 Nov 2015 - 22:13

Virgínia ouviu atentamente todas as palavras dos líderes. Ela gostou de perceber que eles não estavam ansiosos para violência desnecessária. Apesar de falarem muito, Aurora gostou deles.

Depois teve a reunião só para os do grupo de caça. Ela finalmente descobriu qual era o problema, mas não gostou da forma como eles queriam resolver.

O tal Klauss já foi assumindo o comando antes que todos aceitassem, mas Virgínia ainda tinha algo a dizer:

- Quero ter certeza de que nenhum inocente vai morrer por engano. Não termos nenhum phillodox é um problema. Seria melhor se em vez de executarmos esses estudantes, trouxessem os eles presos para ser examinados, julgados e aí mortos ou absolvidos.

Aurora da Esperança sabia que estava indo contra os planos dos anciãos, mas os Filhos de Gaia não se calavam enquanto havia o risco de inocentes serem chacinados.


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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Alexyus em Qua 11 Nov 2015 - 4:47

Ari entendeu o pensamento de Del e concordou com ele. Alaín era o irmão legal, mas elas queriam explorar aquela coisa de parente de lobisomem sozinhas. A ajuda da Jamille seria ótima para as gêmeas não se perderem, já que elas não sabiam exatamente o que fazer.

Por isso o discurso dos dois velhinhos foi uma coisa boa. Além de ser legal ver alguém mais como velho explicando as coisas que não fosse seu irmão e os amigos do Fonte Fria, eles tinham uma tarefa pra elas, uma tarefa onde elas as gêmeas podiam ajudar. Por isso todo aquele blablablá acabou valendo a pena.


Quando Klauss começou a fazer planos, a garota canadense interrompeu com um papo chato de direitos humanos dos inocentes e Ari viu o tempo começar a fechar na equipe de investigadores e executores. Pra tentar quebrar o gelo, ela levantou e sacudiu a mãozinha pra pedir a palavra.

- Pergunta, pergunta! Alguém avisou a Najla que ela vai participar? Como ela foi embora com os outros, achei que ela não ia entrar na equipe...
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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Klauss Krugger em Qua 11 Nov 2015 - 7:48

Obviamente se vocês notarem que algum deles participou do esquema sem saber do que se tratava, nós o pouparemos. Por isso fizemos questao de trazer uma filha de gaia. Virgínia você se encarregará de que nao haja violência desnecessária.


Virginia escreveu:- Quero ter certeza de que nenhum inocente vai morrer por engano. Não termos nenhum phillodox é um problema. Seria melhor se em vez de executarmos esses estudantes, trouxessem os eles presos para ser examinados, julgados e aí mortos ou absolvidos.

-- Bem Virginia vejo que entendeu seu papel em partes, trazer os suspeitos examina-los e julga-los seria o mesmo que violar o véu trazendo uma atenção desnecessária para o caern, ou você quer trazer alguém corrompido para dentro do caern para interroga-lo? Por isso de uma investigação se provarmos a inocencia de alguém essa pessoa nem precisa ficar sabendo que Mysiats era uma garou e que tramou pela morte de seu próprio povo e não vejo problema na falta de um filodox no grupo, em caso de alguma duvida podemos trazer o suspeito a André-rya, pois o mesmo é filodox e acredito que ele não nos negará esse tipo de ajuda.

- Pergunta, pergunta! Alguém avisou a Najla que ela vai participar? Como ela foi embora com os outros, achei que ela não ia entrar na equipe...

-- Pela aproximação dela com Edward pensei que iria participar mas já que ela deu as costas ao problema Ed fica com Raul e Adele. Mais alguma questão?


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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Lua em Qui 12 Nov 2015 - 13:42

TODOS:

-- Estamos dentro sim, agora tenho alguns pontos a colocar antes de iniciarmos. Os parentes vão nos ajudar sim e se o senhor tiver mais alguém disposto e confiável para colocar sob meu comando seria bem útil.

- Infelizmente nao tenho mais ninguém, Klauss. A menos que vocês encontrem alguém disponível -  nunca se sabe, a USP é tão grande - e me tragam para aprovação, claro. Mas essa é uma possibilidade remota. Contem com o grupo que está aqui, nada mais.

Qual informação vocês deram a essa equipe a respeito do paradeiro da doutora Mysiats?

- Não demos. – disse Pantulha. - Durante os interrogatórios notamos que a dra. Mysiats ficava mais tranquila se podia seguir trabalhando. Ela é uma pessoa muito, muito metódica e trabalhadora, eu diria workaholic . Então tivemos uma idéia, propusemos a ela um acordo: - a liberdade dela em troca de alguns rituais de punição e o desmantelamento imediato e sigiloso da pesquisa com o antraz.  Ela aceitou obviamente.

André Pantulha sorriu antes de prosseguir.

– Somos uma seita formada basicamente por andarilhos dos asfalto e senhores das sombras. Vocês podem imaginar o trabalho de manipulação, simulações, rituais fictícios e mentiras que fizemos com ela, não? A dra. Mysiats realmente crê que foi perdoada e continua a trabalhar normalmente. Mas está sob intensa vigilância eletrônica e espiritual. Essa ilusão de normalidade facilita a preservação do Véu e garante que seus comparsas não fujam. De qualquer maneira, ela nao se ausenta da casa ou da universidade por si só. Como disse, é muito metódica.
Ela se comprometeu e se encarregou de desmontar a equipe que estuda a cepa de antraz mas,  por seu perfil psicológico, nao vai resistir muito tempo a retomar as pesquisas.  Se for assim, excelente. Isso nos permitirá comprovar as ações da equipe e, principalmente seu modus operandi. Ainda nao sabemos, por exemplo, se eles têm um laboratório secreto ou usam furtivamente as instalações da universidade.
E, claro que já estamos plantando na mente da doutora as justificativas para o desaparecimento gradual dos membros. Ela mesma se encarregará de informá-los. Ao fim nos livraremos de todos eles sem fazer nenhum alarde, o que é fundamental. Não sei se vocês lêem os jornais brasileiros, mas nos últimos tempos a USP tem atraído demasiada atenção para si o que é perigoso para a seita.



…acredito que precisaremos de umas 2 semanas para termos a rotina de cada um deles. No caso dos professores está mais facil acredito que a Universidade mantenha-os com horários fixos


- Enviaremos uma planilha com os horários de aulas e pesquisa dos professores através de Lobo Negro.


Raul pegue uma cópia dos nomes da equipe e entre em contato com Aleksandr, o fanatismo dele por linhagens vai nos ser util, mesmo que seja um parentesco distante, precisamos saber se há mais algum garou ou parente no grupo.


- Deixa que eu falo com o Aleksandr. – disse Adele.

Ouviu-se um “aaaaaannnn” e risinhos em voz baixa. Pantulha sorriu e chacoalhou a cabeça.

- Não pensem bobagens, eu só estou sendo esperta. – respondeu Adele. – Como Aleksandr está interessado em mim e agora é amigo, aliado, ou sei lá o quê do Alain, ele vai se empenhar muito mais se for eu a pedir.

- Por mim tudo bem. – disse Raúl.




Edward escreveu:-Estou de acordo mas tenho contato com um médico ele pode ser útil se precisarem, e trocando o meu kilt por calças mais escuras, posso até ajudar a vasculhar.


- Se for útil, está ok.  – disse Pantulha. - Só tomem cuidado com o sigilo da operação.

A seguir discutiram sobre as execuções.


- Quero ter certeza de que nenhum inocente vai morrer por engano. Não termos nenhum phillodox é um problema. Seria melhor se em vez de executarmos esses estudantes, trouxessem os eles presos para ser examinados, julgados e aí mortos ou absolvidos.


-- Bem Virginia vejo que entendeu seu papel em partes, trazer os suspeitos examina-los e julga-los seria o mesmo que violar o véu trazendo uma atenção desnecessária para o caern, ou você quer trazer alguém corrompido para dentro do caern para interroga-lo? Por isso de uma investigação se provarmos a inocencia de alguém essa pessoa nem precisa ficar sabendo que Mysiats era uma garou e que tramou pela morte de seu próprio povo e não vejo problema na falta de um filodox no grupo, em caso de alguma duvida podemos trazer o suspeito a André-rya, pois o mesmo é filodox e acredito que ele não nos negará esse tipo de ajuda.


Preocupada com as divergências entre os garous, Ariana interrompeu-os:


- Pergunta, pergunta! Alguém avisou a Najla que ela vai participar? Como ela foi embora com os outros, achei que ela não ia entrar na equipe...


-- Pela aproximação dela com Edward pensei que iria participar mas já que ela deu as costas ao problema Ed fica com Raul e Adele.


- A Naj nem se considerou “pessoal de Fonte Fria”. – disse Jamile – Ela é meiga demais, não pode participar de uma missão para executar pessoas. Seria perigoso para ela e para nós. Mas podemos usá-la se precisarmos chegar até alguém que, talvez, seja inacessível ao Lobo Negro. Porque ela conquista o carinho e a confiança dos outros muito facilmente.

- Com relação às perguntas de vocês sobre inocentes. – disse Pantulha. -  A explicação de Klauss é perfeita. Mas ainda assim vocês podem ter dúvidas sobre a culpabilidade de alguém. Nesse caso, Virgínia, lhe dou plenos poderes para interromper a missão em relação àquele suspeito imediatamente. Klauss irá acatá-la. Você é o poder moderador aqui.
Procedam então uma investigação mais acurada e, se ainda assim tiverem dúvidas, me chamem e eu me encarregarei de interrogar o suspeito. Mas só se a dúvida persistir, pois minha interferência poderia arruinar o sigilo da missão.
Mais alguma dúvida? Senão, estão liberados. Acredito que todos têm aula amanha.


- E nós temos uma festa hoje… - cochichou Jamile.


Off: Depois da conversa (ainda está aberto a perguntas), Klauss e Virgínia estarão livres para fazerem o que quiserem. Virna e Lobo Negro podem acompanhá-los se seus personagens quiserem. Ed e Ariana tem ações separadas.

Edward:
Depois que saíram da reunião, Edward se reencontrou com Nájla. Como havia dito, ela o estava esperando na entrada do edifício.

O pai de Nájla viria buscá-la de carro, mas ainda tinham bastante tempo até ele chegar. Assim que foram caminhando até o local onde ela se encontraria com o pai, conversando em todo o trajeto.

Quando chegaram, Edward sentou-se ao seu lado e seguiram a conversa. Nájla tinha uma beleza exótica e fascinante. Mas também era inteligente, doce e agradável. Disse que entendia perfeitamente o inglês de Edward e pediu desculpas pelo dela, ainda que fosse bom. Ela também sabia um pouco de árabe e disse algumas palavras para Edward.

Então Edward jogou um certo charme:

rolagem:
Edward rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 6 5 1 
Que pena, Edward não obteve sucesso!

Mas não teve resultado. Nájla continou vendo-o apenas como uma companhia agradável.

Após algum tempo um carro passou por eles diminuindo a velocidade até parar. Nájla despediu-se de Edward e entrou nele.



Off: Fergus, o Edward pode continuar tentando paquerar a menina ou simplesmente dedicar-se a outras coisas. A decisão é sua. Se escolher a primeira opção, terá que dar um jeito de encontrar-se com ela novamente.

ARIANA:
Ao sair da reunião, Ariana viu que o rapaz que havia mandado o bilhetinho a estava esperando do lado de fora.

Chamava-se Bruno, era parente dos andarilhos do asfalto e havia entrado em medicina.

A festa era em um bar perto dali. Adele e Jamile se acomodaram no banco traseiro do carro de Bruno, muito animadas com sua primeira festa universitária.

Nao era um lugar muito grande e estava abarrotado. Ariana viu muitas cabeças raspadas.

Pouco depois que chegaram, um grandalhão veio por trás de Bruno, deu-lhe uma chave no pescoço de brincadeira e disse:

- Duas não é muita areia para o seu caminhãozinho, bixo?

Era Khalil, o primo de Jamile que as gêmeas conheceram na festa dos parentes em Fonte Fria.

- Era para ser uma festa de recepção entre garous e parentes. – disse Khalil, olhando ao redor – Mas só estou vendo parentes. Eu nunca venho nessas coisas, mas suspeitei que ia encontrar minha prima aqui. E tinha que cuidar deste nenezão aqui. Só não sabia que vinham todos juntos! Não perdeu tempo, heim, Bruno?

Bruno riu.  Ele era amigo de Khalil e estava vivendo provisoriamente em seu apartamento.

Tudo parecia muito tranquilo. Alguém havia até convidado o que parecia ser um grupo de nerds, que andava meio perdido no meio da festa.

Spoiler:

Khalil convidou Adele para dançar e Jamile desapareceu. Não demorou muito Ariana viu-a com um copo na mão e agarrada a um rapaz que parecia saído de um velho documentário sobre Woodstock.

Ariana ficou sozinha com Bruno. Obviamente o rapaz começou a jogar charme.

rolagem:
Bruno rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 9 8 9 9 7 
Bruno obteve 5 sucessos!

E funcionou! Ariana o acho absolutamente encantador.

Algum tempo depois ouviram uma algazarra. Curiosa, Ariana abriu caminho entre as pessoas que gritavam e riam para ver o que acontecia. Bruno seguiu-a.

- Aí, outro bixo! Traz ele aqui! – uma voz embriagada ordenou ao ver a cabeça raspada de Bruno. Ari viu que Bruno afastava alguém com um safanão, mas sua atenção de novo voltou-se para os gritos no meio da roda.

No centro estavam três bixos de quatro, usando coleiras e correntes de cachorro, que os veteranos seguravam.  Um dos bixous até usava uma espécie de cabresto.  Os três nerds estavam paralisados, confusos. E os veteranos gritavam que eles montassem nas costas dos bixos.

- Monta! Monta! Monta! – gritava a turba.

- Monta, cotista! Está acostumada a moleza! – gritou alguém para a garota negra, que só chacoalhou a cabeça e murmurou algo inaudível.

Ariana olhou para o lado e Bruno trocava socos com um grupo. Ela mal podia mover-se em meio às pessoas que se apinhavam ao seu redor. Dos outros amigos, nem sinal.

- Aprende a ser veterana, sua burra! – disse um rapaz empurrando a garota de óculos sobre um dos calouros de quatro.

A jovem respondeu de uma maneira impassível, maquinal, como alguém que apenas corrige uma informação errada:

- Não sou burra, meu QI é 140.

Mas foi o suficiente para uma estrondosa gargalhada ecoar.

- Mas é burra! - gritou alguém. E a massa ecoou:

- Burra! Burra! Burra!

- Vamos daqui! – disse Bruno, já livre do agressor, afastando as pessoas e puxando Ariana.

Então a gritaria mudou de tom e as pessoas começaram a correr, quase derrubando Ariana e Bruno.

Alçando-se sobre a cabeça de todos, o imenso vulto enfurecido de um lobisomem. O segundo crinos que ela via na vida. Só que este estava destroçando pessoas.


* Alexyus, o resultado dos dados é como Ariana se sentiu. Como ela vai processar isso e reagir é você quem decide.


Última edição por Lua em Qui 12 Nov 2015 - 14:10, editado 4 vez(es) (Razão : Correções para dar mais clareza à fala de Pantulha; correção de palavras no post de Ariana)


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Fergus-Kennedy em Qui 12 Nov 2015 - 16:08

Edward ouvira o resto da reunião em silencio, pensando sobre as ações da doutora, tentava imaginar como eles iriam abordar os envolvidos.
Ainda em um canto cruzava os braços, negando sua sugestão pois pensara que o medico poderia vir atrapalhar invés de ajudar.



Klauss escreveu:-- Pela aproximação dela com Edward pensei que iria participar mas já que ela deu as costas ao problema Ed fica com Raul e Adele.
Jamile escreveu:- A Naj nem se considerou “pessoal de Fonte Fria”. – disse Jamile – Ela é meiga demais, não pode participar de uma missão para executar pessoas. Seria perigoso para ela e para nós. Mas podemos usá-la se precisarmos chegar até alguém que, talvez, seja inacessível ao Lobo Negro. Porque ela conquista o carinho e a confiança dos outros muito facilmente.
Isso martelava sua mente, apesar de ter gostado dela logo de cara, estava ali para missão, e lutava contra o seu "eu" sobre a garota. mais acalmou-se ao ouvir Jamile

-Pode ser, mais pessoas como ela pode a vir se sentir ofendida quando saber que fora usada, pode não ser tão fácil... Ah Klauss posso depois me encontrar com você depois? Não gostaria de voltar pro dormitório ou republica sozinho... só marcar um ponto para a gente se encontrar... se não for um incomodo.

Edward se sentia desconfortável em incomodar outros por sua baixa estatura e por estar em território novo ainda tudo e o calor ainda era complicado


------

Edward ao sair ia até a entrada do local a procura de Nájla. Ao encontra-la Ed parecia se sentir meio idiota mas procurava não se perder.
Durante o bate-papo, sentia que não tava conseguindo sua atenção desejada então procurou não forçar a barra, Edward perguntou-a que iria rever-la novamente enquanto se despedia dela.  trocou algumas palavras com o pai de Nájla antes de ver-los partir.


"Sou um idiota... o tempo e a resposta, devo esperar como as coisas vai progredir no meio dessa missão..."


[OFF: Ah Klauss a ideia que quero passar é que o Ed tem medo de confrontar as pessoas por isso ele é muito de se esconder ate tudo ficar limpo, no caso que concordar de marcar um local, considere o Ed indo para lá]


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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Alexyus em Sex 13 Nov 2015 - 18:11

REUNIÃO DE EQUIPE

Ariana estava se sentindo no Missão Impossível, com todo aquele planejamento de espionagem. Era bem excitante, e até bem difícil prestar atenção em todos os detalhes. Mas ela pegou a parte de que precisavam ser discretos e evitar chamar a atenção.

Raul pegue uma cópia dos nomes da equipe e entre em contato com Aleksandr, o fanatismo dele por linhagens vai nos ser util, mesmo que seja um parentesco distante, precisamos saber se há mais algum garou ou parente no grupo.

- Deixa que eu falo com o Aleksandr. – disse Adele.

Ouviu-se um “aaaaaannnn” e risinhos em voz baixa. Pantulha sorriu e chacoalhou a cabeça.

- Não pensem bobagens, eu só estou sendo esperta. – respondeu Adele. – Como Aleksandr está interessado em mim e agora é amigo, aliado, ou sei lá o quê do Alain, ele vai se empenhar muito mais se for eu a pedir.

- Por mim tudo bem. – disse Raúl.

Ariana foi a primeira a zoar Adele, mas entendeu a ideia da irmã. Com certeza, Adele conseguiria fazer Alexander de gato e sapato se quisesse, e ele ia correr como um cachorrinho pra conseguir qualquer coisa que ela pedisse. Era bem engraçado de todos os jeitos.

- A Naj nem se considerou “pessoal de Fonte Fria”. – disse Jamile – Ela é meiga demais, não pode participar de uma missão para executar pessoas. Seria perigoso para ela e para nós. Mas podemos usá-la se precisarmos chegar até alguém que, talvez, seja inacessível ao Lobo Negro. Porque ela conquista o carinho e a confiança dos outros muito facilmente.

Ariana ficou do lado de Jamille, balançando a cabeça fazendo sim, apoiando o que a amiga falava sobre a co-cunhada. Ela nem sabia de tudo aquilo, mas se a Jajá falou, então ela assinava embaixo.

- Com relação às perguntas de vocês sobre inocentes. – disse Pantulha. -  A explicação de Klauss é perfeita. Mas ainda assim vocês podem ter dúvidas sobre a culpabilidade de alguém. Nesse caso, Virgínia, lhe dou plenos poderes para interromper a missão em relação àquele suspeito imediatamente. Klauss irá acatá-la. Você é o poder moderador aqui.
Procedam então uma investigação mais acurada e, se ainda assim tiverem dúvidas, me chamem e eu me encarregarei de interrogar o suspeito. Mas só se a dúvida persistir, pois minha interferência poderia arruinar o sigilo da missão.
Mais alguma dúvida? Senão, estão liberados. Acredito que todos têm aula amanha.

Ariana levantou a mão de novo, começando a gostar de interromper os outros:

- Pergunta, pergunta! Não vamos dividir os alvos? Posso sugerir que a gente não fique todo dia com o mesmo alvo? É que assim a gente corre menos risco de errar, colocando as impressões de várias duplas pra comparar antes de decidir matar alguém, né?

- E nós temos uma festa hoje… - cochichou Jamile.

Ariana concordou rindo, e trocou cumprimentos com Jamile, daquele jeitinho de tapa e soquinho que ela tinha aprendido há bem pouco tempo.


FESTA

Ao sair da reunião, Ariana viu que o rapaz que havia mandado o bilhetinho a estava esperando do lado de fora.

Chamava-se Bruno, era parente dos andarilhos do asfalto e havia entrado em medicina.

Ari até se surpreendeu de ainda achar o garoto ali esperando por ela depois de uma reunião tão demoraaaaada. Ela tinha aprendido com o Osupá que os brasileiros eram meio apressadinhos em certas coisas.

- Oi, a gente demorou muito? Sou Ariana Bourbon D´Órleans, essa é minha irmã Adele, e essa é a nossa amiga Jamille.

"Andarilho do asfalto? Alaín disse pra eu não confiar neles... ainda bem que ele não está por aqui! Vamos festar com o futuro doutor bombadão!"

A festa era em um bar perto dali. Adele e Jamile se acomodaram no banco traseiro do carro de Bruno, muito animadas com sua primeira festa universitária.

Nao era um lugar muito grande e estava abarrotado. Ariana viu muitas cabeças raspadas.

Ari foi no banco da frente ao lado de Bruno, mas olhou várias vezes para ver como as outras duas estavam no banco de trás. Se conhecia sua irmã, sabia que ela estava rindo toda hora da situação.

Elas nunca tinham estado num bar antes, e era bem mais quente e apertado do que parecia na tv. Apesar de terem bebido um pouco em Fonte Fria, o cheiro de cerveja ali era outra coisa inédita pra elas.

Pouco depois que chegaram, um grandalhão veio por trás de Bruno, deu-lhe uma chave no pescoço de brincadeira e disse:

- Duas não é muita areia para o seu caminhãozinho, bixo?

Era Khalil, o primo de Jamile que as gêmeas conheceram na festa dos parentes em Fonte Fria.

- Era para ser uma festa de recepção entre garous e parentes. – disse Khalil, olhando ao redor – Mas só estou vendo parentes. Eu nunca venho nessas coisas, mas suspeitei que ia encontrar minha prima aqui. E tinha que cuidar deste nenezão aqui. Só não sabia que vinham todos juntos! Não perdeu tempo, heim, Bruno?

Bruno riu.  Ele era amigo de Khalil e estava vivendo provisoriamente em seu apartamento.

Ariana tomou um susto com a chave de pescoço em Bruno, mas era Khalil. Quando entendeu que ele era amigo de Bruno, começou a desconfiar que o interesse de Bruno não tinha sito tão à primeira vista assim. E será que a Najla estava li também? Olhando pro lugar, Ari duvidava muito.

Tudo parecia muito tranquilo. Alguém havia até convidado o que parecia ser um grupo de nerds, que andava meio perdido no meio da festa.

Khalil convidou Adele para dançar e Jamile desapareceu. Não demorou muito Ariana viu-a com um copo na mão e agarrada a um rapaz que parecia saído de um velho documentário sobre Woodstock.

Ari não se surpreendeu muito com a presença de nerds, era uma coisa previsível numa festa de calouros da maior universidade da América Latina. Apesar de eles estarem pouco à vontade, pelo menos não pareciam criar problemas.

Khalil chamou Adele pra dançar, e Ari gostou que pelo menos assim a irmã ia se divertir também, embora nem de longe pensasse que Khalil fazia o tipo da Del. A Jamille arrumou bebida e companhia numa velocidade recorde, Ari não imaginou que ela ia se jogar tão fácil na festa.

Ariana ficou sozinha com Bruno. Obviamente o rapaz começou a jogar charme.

E funcionou! Ariana o acho absolutamente encantador.

Ariana gostou de ser cortejada. Apesar de mais jovem, Bruno era mais educado que o Osupá, e prestava mais atenção nela que na festa. Para quem nunca namorara antes, Ariana estava gostando da sensação, e estava mudando de opinião sobre Bruno À medida que ia conhecendo-o melhor.

Algum tempo depois ouviram uma algazarra. Curiosa, Ariana abriu caminho entre as pessoas que gritavam e riam para ver o que acontecia. Bruno seguiu-a.

- Aí, outro bixo! Traz ele aqui! – uma voz embriagada ordenou ao ver a cabeça raspada de Bruno. Ari viu que Bruno afastava alguém com um safanão, mas sua atenção de novo voltou-se para os gritos no meio da roda.

No centro estavam três bixos de quatro, usando coleiras e correntes de cachorro, que os veteranos seguravam.  Um dos bixous até usava uma espécie de cabresto.  Os três nerds estavam paralisados, confusos. E os veteranos gritavam que eles montassem nas costas dos bixos.

- Monta! Monta! Monta! – gritava a turba.

- Monta, cotista! Está acostumada a moleza! – gritou alguém para a garota negra, que só chacoalhou a cabeça e murmurou algo inaudível.

Ariana olhou para o lado e Bruno trocava socos com um grupo. Ela mal podia mover-se em meio às pessoas que se apinhavam ao seu redor. Dos outros amigos, nem sinal.

- Aprende a ser veterana, sua burra! – disse um rapaz empurrando a garota de óculos sobre um dos calouros de quatro.

A jovem respondeu de uma maneira impassível, maquinal, como alguém que apenas corrige uma informação errada:

- Não sou burra, meu QI é 140.

Mas foi o suficiente para uma estrondosa gargalhada ecoar.

- Mas é burra! - gritou alguém. E a massa ecoou:

- Burra! Burra! Burra!

- Vamos daqui! – disse Bruno, já livre do agressor, afastando as pessoas e puxando Ariana.

Ariana já tinha se arrependido de sua curiosidade quando Bruno finalmente a puxou dali.

"Que les enfants grossiers! Achei que essas non-sens só aconteciam nos EUA. Por que aqueles calouros aceitam isso?"

Então a gritaria mudou de tom e as pessoas começaram a correr, quase derrubando Ariana e Bruno.

Alçando-se sobre a cabeça de todos, o imenso vulto enfurecido de um lobisomem. O segundo crinos que ela via na vida. Só que este estava destroçando pessoas.

Naquela hora, Ariana descobriu que os garous eram monstros. Alaín podia ser um cavalheiro educado e certinho, e sua forma crinos era imponente, mas mesmo ele era um monstro. Só que ele nunca tinha sido agressivo com ela. Aquele crinos estava matando todo mundo!

Com aquele mundo de gente correndo, Ariana raciocinou rápido que ela e Bruno nunca chegariam à porta da rua com vida. Ela puxou Bruno na direção do balcão e pulou por cima dele, tentando sair da vista do crinos, que com certeza ia perseguir tudo que visse se movendo. Ela saltou puxando Bruno, torcendo para ele não fazer perguntas e agir logo.

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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Natalie em Dom 15 Nov 2015 - 7:30

- Com relação às perguntas de vocês sobre inocentes. – disse Pantulha. - A explicação de Klauss é perfeita. Mas ainda assim vocês podem ter dúvidas sobre a culpabilidade de alguém. Nesse caso, Virgínia, lhe dou plenos poderes para interromper a missão em relação àquele suspeito imediatamente. Klauss irá acatá-la. Você é o poder moderador aqui.

- Eu quis dizer levá-los pra um outro lugar, não pro caern, me desculpem por não ser clara,

Procedam então uma investigação mais acurada e, se ainda assim tiverem dúvidas, me chamem e eu me encarregarei de interrogar o suspeito. Mas só se a dúvida persistir, pois minha interferência poderia arruinar o sigilo da missão.
Mais alguma dúvida? Senão, estão liberados. Acredito que todos têm aula amanha.

Virgínia não tinha aula amanhã, então olhou para Lobo Negro, perguntando se podiam explorar a Umbra local.

"Um Cria de Fenris como líder! Se eu conseguir salvar alguém dele, vai ser um grande feito. Ele vai querer matar todo mundo assim que achar as presas. É melhor investigar antes deles. Tem muitos parentes aqui, e os outros garous parecem muito verdes."

Se o Lobo Negro deixasse, Virgínia ia procurar os professores no território do caern que eles usavam, pra tentar examiná-los à distância.


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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Klauss Krugger em Dom 15 Nov 2015 - 11:30

- Não demos. – disse Pantulha. - Durante os interrogatórios notamos que a dra. Mysiats ficava mais tranquila se podia seguir trabalhando. Ela é uma pessoa muito, muito metódica e trabalhadora, eu diria workaholic . Então tivemos uma idéia, propusemos a ela um acordo: - a liberdade dela em troca de alguns rituais de punição e o desmantelamento imediato e sigiloso da pesquisa com o antraz. Ela aceitou obviamente.

André Pantulha sorriu antes de prosseguir.

– Somos uma seita formada basicamente por andarilhos dos asfalto e senhores das sombras. Vocês podem imaginar o trabalho de manipulação, simulações, rituais fictícios e mentiras que fizemos com ela, não? A dra. Mysiats realmente crê que foi perdoada e continua a trabalhar normalmente. Mas está sob intensa vigilância eletrônica e espiritual. Essa ilusão de normalidade facilita a preservação do Véu e garante que seus comparsas não fujam. De qualquer maneira, ela nao se ausenta da casa ou da universidade por si só. Como disse, é muito metódica.
Ela se comprometeu e se encarregou de desmontar a equipe que estuda a cepa de antraz mas, por seu perfil psicológico, nao vai resistir muito tempo a retomar as pesquisas. Se for assim, excelente. Isso nos permitirá comprovar as ações da equipe e, principalmente seu modus operandi. Ainda nao sabemos, por exemplo, se eles têm um laboratório secreto ou usam furtivamente as instalações da universidade.
E, claro que já estamos plantando na mente da doutora as justificativas para o desaparecimento gradual dos membros. Ela mesma se encarregará de informá-los. Ao fim nos livraremos de todos eles sem fazer nenhum alarde, o que é fundamental. Não sei se vocês lêem os jornais brasileiros, mas nos últimos tempos a USP tem atraído demasiada atenção para si o que é perigoso para a seita.

-- Não sei se Laura-rya comentou com os senhores, mas Cristiano o orientando de Mysiats tinha um micro laboratório em sua casa, quanto aos desaparecimentos, friso novamente que se forem inocentes nada sofrerão, por isso precisamos agir coordenadamente e sem precipitações.

- Enviaremos uma planilha com os horários de aulas e pesquisa dos professores através de Lobo Negro.

-- Se conseguirem os horários das aulas dos acadêmicos também será muito útil.

Raul pegue uma cópia dos nomes da equipe e entre em contato com Aleksandr, o fanatismo dele por linhagens vai nos ser util, mesmo que seja um parentesco distante, precisamos saber se há mais algum garou ou parente no grupo.


- Deixa que eu falo com o Aleksandr. – disse Adele.

Ouviu-se um “aaaaaannnn” e risinhos em voz baixa. Pantulha sorriu e chacoalhou a cabeça.

- Não pensem bobagens, eu só estou sendo esperta. – respondeu Adele. – Como Aleksandr está interessado em mim e agora é amigo, aliado, ou sei lá o quê do Alain, ele vai se empenhar muito mais se for eu a pedir.

- Por mim tudo bem. – disse Raúl.

*Sorrio descontraidamente.*

-- Então nesse caso Adele, peça agilidade a ele.

- Com relação às perguntas de vocês sobre inocentes. – disse Pantulha. - A explicação de Klauss é perfeita. Mas ainda assim vocês podem ter dúvidas sobre a culpabilidade de alguém. Nesse caso, Virgínia, lhe dou plenos poderes para interromper a missão em relação àquele suspeito imediatamente. Klauss irá acatá-la. Você é o poder moderador aqui.
Procedam então uma investigação mais acurada e, se ainda assim tiverem dúvidas, me chamem e eu me encarregarei de interrogar o suspeito. Mas só se a dúvida persistir, pois minha interferência poderia arruinar o sigilo da missão.
Mais alguma dúvida? Senão, estão liberados. Acredito que todos têm aula amanha.

Natalie escreveu:- Eu quis dizer levá-los pra um outro lugar, não pro caern, me desculpem por não ser clara,

-- Como disse André-rya e apenas lembrando... qual a função do beta?? Questionar os atos do alfa... peço a todos que sejam cuidadosos e estejam preparados para tudo, não sabemos se algum dos membros do grupo da doutora é espiral infiltrado, fomor ou algo do genero, estejam prontos pra se defender ou fugir caso alguma emergência aconteça.


Fergus escreveu:-Pode ser, mais pessoas como ela pode a vir se sentir ofendida quando saber que fora usada, pode não ser tão fácil... Ah Klauss posso depois me encontrar com você depois? Não gostaria de voltar pro dormitório ou republica sozinho... só marcar um ponto para a gente se encontrar... se não for um incomodo.

-- Nesse caso vou pedir que que Raul lhe acompanhe até a republica Edward, pois assim que a reunião acabar vou me apresentar ao vigia do caern e em seguida vou sair com Virna.

--Andre-rya, acha que até amanhã no horario do almoço consegue nos passar os horarios de aulas e pesquisa dos professores e das aulas dos academicos e do tecnico de laboratório? Nesse caso podemos nos encontrar aqui após o almoço e antes das aulas da tarde iniciar para então nos distribuirmos nas investigações.

*Após o fim da reunião pego Virna e me encaminho para o caern.*

--Nunca te perguntei Vi, você sempre comentou que gosta de esportes aquaticos, mas você tem uma faca de mergulho? Se tem agora é a hora de começar a andar com ela ou na mochila ou mesmo escondida na perna embaixo da calça. Pode ser excesso de zelo de minha parte, mas não quero que você seja pega desprevinida.

*Entrando no territorio do caern dou um uivo baixo apresentando a mim e a Virna.*


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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Lua em Seg 16 Nov 2015 - 22:14

Todos - Reunião:

Klauss escreveu:-- Não sei se Laura-rya comentou com os senhores, mas Cristiano o orientando de Mysiats tinha um micro laboratório em sua casa, quanto aos desaparecimentos, friso novamente que se forem inocentes nada sofrerão, por isso precisamos agir coordenadamente e sem precipitações.
- Sim, me falaram do laboratório. – respondeu Pantulha. - Na realidade, o cultivo de Bacillus anthracis não é algo complicado para alguém com algum conhecimento de biologia e uma pequena estrutura. É uma das razoes porque interessa tanto como arma biológica. E creio que, para Cristiano, ter os cultivos próximos facilitava na hora de inocular os cavalos. Porém, se a intenção for produzir o pó de esporos para ataque em massa, isso sim requer uma estrutura sofisticada e sobretudo, muita segurança. E essa é a razão que felizmente tem limitado o uso da bactéria por terroristas e outros malfeitores. O pó teria que ser produzido na USP,  no nosso caso.  E há ainda uma grande questão: como conseguiram que essa bactéria atingisse garous?  Se pudermos esclarecer essas coisas, tanto melhor.
Klauss escreveu:--- Se conseguirem os horários das aulas dos acadêmicos também será muito útil.
- Sim, podemos obter isso facilmente e enviar-lhes.
--... peço a todos que sejam cuidadosos e estejam preparados para tudo, não sabemos se algum dos membros do grupo da doutora é espiral infiltrado, fomor ou algo do genero, estejam prontos pra se defender ou fugir caso alguma emergência aconteça.

Todos concordaram com a cabeça.

Então falou-se sobre a participação ou não de Najla.

Edward escreveu:--Pode ser, mais pessoas como ela pode a vir se sentir ofendida quando saber que fora usada, pode não ser tão fácil…

- Não se preocupe Ed, estou falando em chegar até alguém para investigar suspeitos, não para as execuções diretamente. E vamos falar com ela antes. Isso se for necessária a ajuda dela, claro. – disse Jamile de um modo tranquilo.

Edward escreveu:Ah Klauss posso depois me encontrar com você depois? Não gostaria de voltar pro dormitório ou republica sozinho… só marcar um ponto para a gente se encontrar... se não for um incomodo.

Klauss escreveu:-- Nesse caso vou pedir que que Raul lhe acompanhe até a republica Edward, pois assim que a reunião acabar vou me apresentar ao vigia do caern e em seguida vou sair com Virna.

- Pode deixar, Ed. Eu te levo até a república. - disse Raul.

Klauss escreveu:--Andre-rya, acha que até amanhã no horario do almoço consegue nos passar os horarios de aulas e pesquisa dos professores e das aulas dos academicos e do tecnico de laboratório? Nesse caso podemos nos encontrar aqui após o almoço e antes das aulas da tarde iniciar para então nos distribuirmos nas investigações.

- Com certeza. – respondeu Pantulha.

Ariana escreveu:- Pergunta, pergunta! Não vamos dividir os alvos? Posso sugerir que a gente não fique todo dia com o mesmo alvo? É que assim a gente corre menos risco de errar, colocando as impressões de várias duplas pra comparar antes de decidir matar alguém, né?

Jamile respondeu:

- A minha sugestão seria irmos eu e a Ariana atrás da acadêmica de Ciências Sociais, a Dandara Lima, pois é o curso que estou fazendo, inclusive pretendo seguir a mesma especialização, Antropologia. Assim, ficar zanzando pelo departamento não será suspeito.

- Sendo assim. – disse Raúl – eu, Edward e Adele seguiríamos o estudante de Engenharia Ambiental, que é o meu curso. Só que Adele tem que ficar de boca fechada e Edward vestir calças.

- Que simpático você é, Raul. – retrucou Adele – Pode deixar que se alguém vai destruir o disfarce, nao serei eu.

- Você pode se passar por minha namorada. – disse Raúl.

Adele olhou com desprezo para ele.

- Bem, entao sobrou a estudante de veterinária para nós, Klauss. – disse Virna. – Bem, isso se você concordar com a distribuição, já que é o líder.

- E eu acho que é uma boa idéia nos revezarmos se tivermos dúvidas sobre a culpa de alguém. – disse Jamile.

- É. – disse Raul – Mas sem ficar embaçando muito porque se um deles descobrir que está sendo seguido vai contar para os outros e aí f*deu tudo.

- Só se tivermos dúvida, então. – respondeu Jamile – Que nos diz, Klauss?


(com exceção das respostas de Klauss sobre a organização do grupo, está fechado para perguntas e comentários).

ARIANA:

Com aquele mundo de gente correndo, Ariana raciocinou rápido que ela e Bruno nunca chegariam à porta da rua com vida. Ela puxou Bruno na direção do balcão e pulou por cima dele, tentando sair da vista do crinos, que com certeza ia perseguir tudo que visse se movendo. Ela saltou puxando Bruno, torcendo para ele não fazer perguntas e agir logo.

- Dépêchez-vous, ici!!!

Bruno nao sabia francês mas entendeu perfeitamente o que Ariana pretendia. Saltou depois dela atrás do balcão de bebidas e, olhando ao redor, rapidamente identificou a porta da cozinha onde eram feitos os aperitivos servidos pelo bar, e que não ficava longe.
- Agora! Vamos!

Arrastou Ariana pela mão até a porta, dali cruzaram a cozinha, chegando até a porta dos fundos e finalmente, a rua detrás do bar.

- Espere por aqui. Eu vou atrás de Adele. – disse Bruno e, antes que Ariana pudesse dizer qualquer coisa, ele voltou ao bar por onde haviam saído.

Adele esperou, esperou e esperou, até que começou a sentir um cheiro de fumaça. Em pouco tempo as chamas tomaram conta do lugar. Ela correu e, sem conhecer a cidade, tudo o que pôde fazer  foi dar a volta no quarteirão e ir para a frente do bar.

O cenário era dantesco.

No chão uma porção de jovens mortos ou feridos, cercados por gente chorando ou gritando. Ela reconheceu Khalil circulando entre eles, dando a pouca ajuda médica que podia enquanto as ambulâncias não chegavam.

Rapidamente as chamas começaram a consumir o bar. As pessoas arrastavam os mortes e feridos para o outro lado da rua em desespero. Alguns motoristas paravam seus carros mais adiante e voltavam para ajudar, outros simplesmente desviavam e seguiam seu caminho.

Entao Ariana sentiu alguém tocá-la. Virou-se e era Adele, que abraçou-a chorando.

- Fiquei tão preocupada com você!

O ruído dos vidros estilhaçando com o calor atraiu seus olhares para o  bar. Segundos depois viram saindo Bruno, Jamile e o amigo “hippie” dela.

Em algum tempo mais chegaram os bombeiros e as ambulâncias. Khalil e Bruno já tinham feito o que estava ao seu alcance, os cinco estavam bem e entao se foram para casa. No carro Jamile falou:

- Foi a nerd de óculos. Eu fui até o crinos para segurá-lo e vi que os outros dois nerds falaram com ela, de um jeito estranhamente calmo, até ela voltar a hominídeo. Entao os três deslizaram ao mesmo tempo para a umbra.

Jamile se encolheu no banco, respirou fundo e prosseguiu:

- Bruno e Sidartha, o parente com que eu estava,  me ajudaram a por fogo no bar. Os mortos pelo crinos estavam dilacerados por garras de um modo que nunca ia passar por pisoteio. Um dos calouros acho que foi erguido e chacoalhado por ela pela coleira pois estava horrivelmente destroncado, a cabeça unida ao corpo só por pele e músculos. Eu tinha que destruir as evidências.

- Você fez bem, Jájá. – disse seu primo Khalil - Isso ia intrigar os legistas. Aqui não é Pedra Lisa, eles são peritos. Alguma coisa ia constar dos autos de necrópsia e chegar até a polícia. Podiam comentar com a imprensa.  Você tinha que proteger o Véu.

- Entao porque é que eu me sinto uma m*rda? – disse a ragabash, aninhando a cabeça cheirando a cabelo queimado no ombro de Ariana.

Edward:
Edward ouviu um som de moto. Era Raúl chegando para buscá-lo. Tirou o capacete e disse sorrindo:

- E aí, sortudão, deu tudo certo com a Nájla? Conseguiu marcar um segundo encontro?

Edward ajeitou o kilt e subiu na traseira da moto.

- Se servir mesmo para atrair garotas, vou comprar uma “saia” dessa pra mim! – disse Raul. Então pôs o capacete, roncou a moto e saíram.

***

Ed chegou na república que seria o seu lar pelos próximos seis meses.

Era um lugar espaçoso, limpo e agradável.

- Olha, o nosso sofá é pequeno, então dorme no meu quarto esta noite e eu vou para  o quarto da Jajá. – disse Raul juntando algumas coisa e indo para o quarto da menina. -  É bem capaz dela já dormir na casas das meninas, mas se voltar antes eu me ajeito, não esquenta. Boa noite.

Klauss:

*Após o fim da reunião pego Virna e me encaminho para o caern.*

--Nunca te perguntei Vi, você sempre comentou que gosta de esportes aquaticos, mas você tem uma faca de mergulho? Se tem agora é a hora de começar a andar com ela ou na mochila ou mesmo escondida na perna embaixo da calça. Pode ser excesso de zelo de minha parte, mas não quero que você seja pega desprevinida.

Virna abaixou-se um pouco e agilmente retirou uma faca de mergulho da perna da calça. A lâmina brilhou junto ao seu rosto e ela disse com um ar maroto:

- Posso ser parente, mas meu sangue é de crias de fenris.

*Entrando no territorio do caern dou um uivo baixo apresentando a mim e a Virna.*

Nao demorou muito e apareceu um velho lobo cinzento, com a cara já branca e um ar cansado. Já nao tinha nada da imponência que se espera da um Vigia e, embora Klauss nao tivesse esse tipo de intolerância, a debilidade aparente de Zimbar mexeu negativamente com seus instintos de fenrir.

- Sejam bem-vindos. – disse o velho lobo – Estávamos precisando de reforços.

E entao grunhiu consigo mesmo:

- O caern é aqui, mas o Conselho de Anciões parece que só se preocupa com a zona leste.


Virgínia:
Lobo Negro achou excelente a idéia de explorar a umbra. Deixou Virgínia próxima à cabana onde ela estava e prometeu voltar no outro dia ao amanhecer.

E assim foi.

Mal havia amanhecido e Virgínia ouviu um raspar de unhas em sua porta. Era Lobo Negro, que trazia na boca uma presa recém abatida para o desjejum dos dois.

Depois de agradecerem à caça e comerem,, ambos os lupinos penetraram na umbra ali mesmo, pois a região em que estava Virgínia era uma das que tinham a película menos espessa.

Sem dificuldades, ingressaram na Penumbra. Era bonita, com vários espíritos da natureza presentes. Foram percorrendo um caminho na umbra que correspondia à Rua do Matão, até chegarem ao local onde ficava o Instituto de Biociências, local de trabalho da Dra. Mysiats. A próxima parada prevista seria o Centro de Estudos do Genoma Humano, onde a Dra. Sophia Silversword realizava suas pesquisas.

Lobo Negro disse que não ia muito a esses locais, pois havia salas onde animais eram mantidos para experimentos e o cheiro de pavor deles o angustiava. Preferia deixar a vigilância do lugar para hominídeos, cujos sentidos eram embotados.

- Outro lugar que eu não gosto é o biotério. E esse temos que monitorar com frequência, por causa das aranhas padrão.

Nem seria preciso dizer nada sobre o IB. Virgínia já notara que quanto mais se afastavam do bosque, mas a penumbra se tornava cinzenta e despovoada. Não era de admirar que houvesse crias da weaver por ali.

-  Neste caern tão singular, tudo é uma questão de manter o equilíbrio. Temos que conviver com a presença da Weaver. Em primeiro lugar pela quantidade de seres humanos que nos cerca. Depois pela presença forte da Ciência e da Tecnologia.  E, bem, em certos setores há  também pessoas com pensamento muito dogmático.

O que equilibra este lugar é a presença dos espíritos do bosque, que estão aqui desde o tempo em isso era a Fazenda Butantã; o trabalho extenuante dos garous em controlar os espíritos da Weaver; e locais onde a liberdade de pensamento e o caos criativo prosperam. Um desses lugares é a Escola de Comunicaçoes e Arte, a ECA. Além disso,  em quase todos os departamentos há pesquisadores criativos que, nos intervalos de suas atribuições “mais sérias”, se permitem dedicar-se a projetos sem finalidade prática e a especulações consideradas “maluquices”. Isso afasta a Tecedora.


Mas quando chegaram ao Instituto de Biociências, a reflexão umbral do edifício deu calafrios em Virgínia. Algo nele a fez pensar em um antigo hospital desocupado para venda: parecia limpo e reluzente, mas nos lugares mais altos, em cada canto inacessível ou nos vãos dos corredores intermináveis, havia imensas teias de aranha penduradas sob o peso dos artrópodes.

Olhou para o lado e viu que Lobo Negro estava desconcertado.

- Já isso não está bem… - rosnou ele baixinho.



*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Klauss Krugger em Ter 17 Nov 2015 - 6:13

Reunião

- Sim, me falaram do laboratório. – respondeu Pantulha. - Na realidade, o cultivo de Bacillus anthracis não é algo complicado para alguém com algum conhecimento de biologia e uma pequena estrutura. É uma das razoes porque interessa tanto como arma biológica. E creio que, para Cristiano, ter os cultivos próximos facilitava na hora de inocular os cavalos. Porém, se a intenção for produzir o pó de esporos para ataque em massa, isso sim requer uma estrutura sofisticada e sobretudo, muita segurança. E essa é a razão que felizmente tem limitado o uso da bactéria por terroristas e outros malfeitores. O pó teria que ser produzido na USP,  no nosso caso.  E há ainda uma grande questão: como conseguiram que essa bactéria atingisse garous?  Se pudermos esclarecer essas coisas, tanto melhor.

-- O que me preocupa André-rya é como eles tiveram certeza que essa bactéria seria eficiente em garous, da pra imaginar que conseguiram algum "voluntário" para realizar os testes.

*Vejo os comentários de todos a respeito de quem pretendem seguir e sorrio enquanto aceno positivamente com a cabeça.*

-- Gosto disso, iniciativa, não é porque fui declarado líder que vocês devem mostrar seus pescoços em sinal de  submissão, gosto de ter outras opiniões... essa primeira investigação no periodo livre da manhã, sugiro que quem tenha celular consigo tire uma foto disfarçadamente da pessoa para facilitar a identificação dos demaisobservem rotina e se tiverem um pouco de cara de pau peçam ajuda com alguma coisa dentro da USP, afinal de contas todos somos calouros e podemos muito bem confundir os blocos de aula, depois  de pegarmos os demais dados no horário do almoço já faremos um primeiro relatorio coletivo para começarmos a construir nosso plano de ação... bem boa sorte a todos e lembrem-se discrição acima de tudo, estejam prontos para improvisar caso seja necessário.

----------------------------------------

Virna abaixou-se um pouco e agilmente retirou uma faca de mergulho da perna da calça. A lâmina brilhou junto ao seu rosto e ela disse com um ar maroto:

- Posso ser parente, mas meu sangue é de crias de fenris.

-- Assim que levantar uma grana vamos dar um jeito de conseguir uma faca de prata pra você, nunca se sabe quando será necessaria... quem sabe até lhe ensino um pouco de klaivaskar, assim que tenhamos algum tempo livre... *sorrio* e você não me disse como seu pai reagiu quando contou que está comigo

- Sejam bem-vindos. – disse o velho lobo – Estávamos precisando de reforços.

E entao grunhiu consigo mesmo:

- O caern é aqui, mas o Conselho de Anciões parece que só se preocupa com a zona leste.


--Obrigado senhor, sou Klauss Krugger, Justiça de Prata, ahroun fostern dos Crias de Fenris,  e está é Virna Tunstall, parente dos Crias de Fenris, neta do theurge Espírito Rompante, lidero a investigação da bacteria capaz de afetar garous e vim pessoalmente me apresentar para o senhor e pedir-lhe permissão para usarmos as dependencias do caern... o senhor diz que o conselho se preocupa apenas com a zona leste, deixando o centro espiritual do caern de lado... o que há naquela região senhor... sobre reforços, alguns garou e parentes do Caern Fonte Fria se fazem presente na investigação e será uma honra auxilia-lo com a manutenção e funcionamento do caern. Gostaria de solicitar ao senhor um local onde possamos nos reunir para debatermos sobre as investigações.


Última edição por Klauss Krugger em Ter 17 Nov 2015 - 11:29, editado 2 vez(es) (Razão : acrescentando as cores e correção gramatical)


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Re: UNIVERSIDADE DE LOBOS

Mensagem  Fergus-Kennedy em Ter 17 Nov 2015 - 8:19

Ainda na Reunião
Ouvira todo o assunto parecia confundi-lo um pouco. "Bacillus anthracis" isso fazia pensar nos ataques que houvera no EUA que especulava que teria usando a tal coisa, ficava tentando repetir o nome da bactéria mentalmente por um breve momento, até ouvir Jamile falar de sua prima.
Jamile escreveu:- Não se preocupe Ed, estou falando em chegar até alguém para investigar suspeitos, não para as execuções diretamente. E vamos falar com ela antes. Isso se for necessária a ajuda dela, claro
mexia com a  cabeça positivamente para Jamile.

Raul escreveu:- Pode deixar, Ed. Eu te levo até a república.

-Obrigado..

Jamile respondeu:

- A minha sugestão seria irmos eu e a Ariana atrás da acadêmica de Ciências Sociais, a Dandara Lima, pois é o curso que estou fazendo, inclusive pretendo seguir a mesma especialização, Antropologia. Assim, ficar zanzando pelo departamento não será suspeito.

- Sendo assim. – disse Raúl – eu, Edward e Adele seguiríamos o estudante de Engenharia Ambiental, que é o meu curso. Só que Adele tem que ficar de boca fechada e Edward vestir calças.
Ed Ria um pouco do comentário
-Devo ter alguma em minha mochila, ou compro mesmo. preciso dedicar pelo menos uma...

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Depois do encontro


Edward ouviu um som de moto. Era Raúl chegando para buscá-lo. Tirou o capacete e disse sorrindo:

- E aí, sortudão, deu tudo certo com a Nájla? Conseguiu marcar um segundo encontro?

Edward ajeitou o kilt e subiu na traseira da moto.

- Se servir mesmo para atrair garotas, vou comprar uma “saia” dessa pra mim! – disse Raul. Então pôs o capacete, roncou a moto e saíram.

***

Ed chegou na república que seria o seu lar pelos próximos seis meses.

Era um lugar espaçoso, limpo e agradável.

- Olha, o nosso sofá é pequeno, então dorme no meu quarto esta noite e eu vou para  o quarto da Jajá. – disse Raul juntando algumas coisa e indo para o quarto da menina. -  É bem capaz dela já dormir na casas das meninas, mas se voltar antes eu me ajeito, não esquenta. Boa noite.


-Em minha terra é questão de orgulho e de muita bravura, principalmente nos highland games. posso te arrumar uma hehe,  quem sabe um dia você visita Escócia, esse seu estilo pode atrair algumas garotas, Uisger (Whisky), e muita comida boa ah e claro pìor mòr (gaita de foles).
----
Edward seguia em direção do quarto, colocando sua mochila em um canto e vasculhava a mesma em procura de calças -nach eil... esqueci das calças... colocava-a no chão e tirava o cinto junto da bolsa que era presa por umas correntinhas, e deitava na cama. Olhando o teto ficava pensando na missão e na caça a vampiros. "Bacillus anthracis..." Ria mais um pouco antes de virar pro lado para dormir um pouco


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