PRIMEIRO PRESSAGIO

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PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Espirito-Inquieto em Qui 7 Jan 2016 - 19:45

PRIMEIRO PRESSAGIO



Local: Mountain Forest (CMHC); North Vancouver, BC V7H 2E8; Canada.
Temas: Terror, Investigação e Sobrevivência.




Inicio: Será enviada uma mensagem para os participantes quando for ser iniciada.


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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Espirito-Inquieto em Sex 15 Jan 2016 - 11:28

As primeiras folhas caíam ao norte de Vancouver, quando um uivo agonizante estrondava em meio da floresta, espantando alguns animais das proximidades. Este uivo marcou o desaparecimento de três Garous que investigavam o desaparecimento de um lua cheia naquele mesmo território.  A matilha estava enfraquecida, e o sonho de um dos anciões fazia ele crer que aliados distantes seriam responsáveis por encontrar o mal que os afligiam. Acreditando no sonho profético do ancião, e devido aos últimos acontecimentos... Algumas matilhas vizinhas e até mesmo algumas muito distantes, mandaram alguns dos seus para investigar o caso que afligia aquela floresta canadense.  Dentre os escolhidos para a investigação estavam vocês, corajosos voluntários para desvendar os desaparecimentos de Garous.

Após uma longa viagem para longe de suas matilhas, vocês finalmente chegavam nas floresta de Vancouver, lá encontravam a matilha que sofria com a perda dos seus Garous. O anfitrião de vocês era Folhas-do-Futuro, um ancião Theurge, ele possuía olhos vidrantes e grandes que olhava para vocês como se quisesse ver algo além de suas aparências. A pelagem do ancião era negra e com alguns traços brancos da velhice, em alguns locais da sua pelagem podia-se notar falhas e cicatrizes, parecia que ele é ou já foi bem ativo na luta de Gaia. Com uma voz roca e grossa ele falava em Garou.
- Vocês vieram, o meu sonho me mostrou que os estrangeiros nos salvariam, encontraria os culpados pelas morte de nossos irmãos! Espero que sejam realmente vocês... Apresentem-se, quero saber mais sobre vocês, de que terra vieram, que feitos trazem consigo ou se vieram atrás da gloriosa jornada que voz esperam, para escrever teus nomes em nossas historias!
Enquanto vocês respondiam, outros Garous em forma de lobos ficavam ao redor com olhares curiosos a vossos respeito.


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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Lua em Sex 15 Jan 2016 - 14:27

Um pequeno vulto adiantou-se.

Era uma garota de traços orientais, visivelmente desabituada ao ambiente das florestas.

Mitzuki:

- Bem…. eu me chamo Mitzuki Ookami, Lobo ao Luar entre nosso povo. Sou japonesa e estou no Canadá há pouco tempo. Pertenço aos Andarilhos do Asfalto - nesse ponto Mitzuki fez uma pausa e olhou ao redor, para ver que reação os garous lupinos teriam - Sou ragabash, cliath e… bem… não tenho muitos feitos. Na verdade, esta será minha segunda missão.

Os olhos puxados da jovem se nublaram por uns segundos.

- Mas ofereço toda minha dedicação, esforço e coragem para cumprir com meu dever e vingar a morte de vossos irmãos.

Em seguida fez uma reverência e ficou meio sem-jeito, olhando em volta na esperança de que os demais também se apresentassem.


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Alexyus em Sex 15 Jan 2016 - 15:14

Alaín caminhara longamente pela trilha até seu destino, sabedor de que garous desaparecidos enfraqueciam a Nação. Ele não fugiria do chamado ao dever, e durante todo o tempo sua determinação resoluta o impulsionava à frente.

Acompanhado das matilhas enviadas, ele não se preocupou com o limiar do território do próximo, esperando que seus acompanhantes cumprissem o protocolo esperado pela seita que pertenciam.

Agora, diante do ancião Folhas-do-Futuro, ele se postava como o juiz sábio que eles esperavam que fosse.

Ele ouviu a jovem de traços orientais apresentar-se, confirmando suas suspeitas de que ela só podia ser mesmo uma andarilha do asfalto. Não sabia até onde seria útil a afinidade tecnológica dela, mas ele não julgava antecipadamente, preferia dar a cada garou o direito de provar seu valor.

Após ela, ele se adiantou, falando de modo altivo e correto:

- Saudações, Folhas-do-Futuro-rhya! Meu nome é Alaín Bourbon D´Órleans, chamado pelos garous de Triunfo de Gaia, phillodox cliath da casa Coração Irrompível dos Presas de Prata da Cabana do Sol, alfa da matilha do Falcão Peregrino. Eu nasci em Montreal, mas meu rito de passagem se deu em Toronto, na Seita da Primeira Fúria. Como descendente de Neve Prateada, fui instruído por Presas de Prata de todas as partes do mundo. Já lutei batalhas em Toronto e Vancouver, participei do resgate de um caern na Ásia Central e estive recentemente na América do Sul, onde ajudei a seita do caern Fonte Fria a expurgar elementos corruptos de seu meio. estou aqui para ajudar no que puder, e rogo a Gaia que minha presença possa fortalecer a ti e teus companheiros de seita.

Alaín fez uma reverência cortês, polida sem ser submisso em demasia.
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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Cetza em Sex 15 Jan 2016 - 16:19

Nadira não se sentia nem um pouco confortável naquela situação, porém o mistério que pairava em Mountain Forest era sedutor demais para a Bastet curiosa. A jovem não ligava muito para o sumiços dos garou, eles eram arrogantes demais achando que o mundo rodava ao redor deles... porém só inimigos de Gaia seriam capazes da dar cabo daqueles garou e isso passaria a ser do interesse de TODOS aqueles que juraram defender Gaia.
Nadira era tão estranha naquela floresta quanto a moça oriental porém ao menor era policial e podia dispor de todo aparato para a investigação...e como era convidada tentava se sentir mais a vontade, deixando que os garou se apresentassem primeiro.

" Andarilhos... gente interessante, posso aprender uma ou outra coisa com ela...aff...um Presa de Prata...esses são os piores... não espere... tem aqueles Senhores das Sombras... juro que me pergunto por que eles não cheiram a Wryn..."

Nadira dava alguns passos à frente direcionando seu olhar ao ancião Folhas-do-Futuro enquanto observava os outros de soslaio com sua visão periférica.

-- Sou Nadira Kaif, policial civil brasileira responsável por investigar homicídios sem resposta. Fui convidada por Folhas-do-Futuro até aqui... Sou uma Bastet Khan e.. espero que possamos por nossas diferenças no passado e nos concentrarmos em caçar seja o que for que estar atormentando Mountain Forest... espero realmente que possamos ser o verdadeira exército de Gaia...



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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Lua em Sex 15 Jan 2016 - 17:07

Mitzuki ergueu um pouco as sobrancelhas e observou Nadira.

Brasil, que interessante. Eu tenho uma prima por lá, a Midori. Sei que é casada com um garou líder de seita, mas nem sei o nome do caern. Se tiver oportunidade mais tarde vou conversar com a bastet. Mas agora não, como dizem no Japão, "prego que sobressai leva martelada". Melhor não chamar muito a atenção dos anciões.


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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Espirito-Inquieto em Sab 16 Jan 2016 - 5:56

Enquanto vocês falavam, os olhos do ancião pareciam ainda mais curiosos a cada palavra que diziam, os demais lobos ao redor também, porém não tanto quanto ele.
- É isso, sim... Agora entendo porque os espíritos os guiaram até aqui! Vocês são Esquisito! A não, é... Diferentes quero dizer, muito diferentes do que já vimos, devem saber coisas que o meu povo não compreende, e é isso que precisamos para achar os nossos irmãos!
Ele ia olhando para cada um e falava.
- A facilidade de se adaptar, o espirito dos grandes heróis e a experiencia em descobrir o que esta no oculto, serão responsáveis em achar as repostas que precisamos.
Folhas-do-Futuro olhava para a matilha dele e retornava o olhar para vocês.
- Amanhã será um longo dia, mas nesta noite você deverão se juntar aos meus irmãos, esta noite vocês comerão como um de nos!
Ao se juntar a matilha, parecia que aquela matilha era toda formada por lupinos, mesmo alguns tomando a forma humana durante a celebração, dava-se para notar hábitos típicos de lupinos. Havia carne de coelho e de alce para comer, tanto crua como feita na fogueira... Enquanto comiam, podiam notar alguns olhares curiosos a vocês, estes Uktenas não conseguiam disfarçar o jeito deles quando se falava sobre curiosidade.
Apesar da fama tribal, vocês não viam outros traços tribais deles neste inicio de noite, o que era estranho já que eram bem peculiares.



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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Cetza em Sab 16 Jan 2016 - 7:58

Nadira se limitava a olhar os garou de forma curiosa pois podia aprender muito somete em observa-los pois era essa a função deles, serem ‘os olhos de Gaia’ para que sempre pudessem ter respostas para tudo... Mesmo não tendo nenhuma vontade de compartilha-las com ninguém... Nadira olhava para os garou presentes, eles eram de uma raça conhecida como Uktenas, mas que os garou chamavam de tribos... Coisa que Nadira achava algo bem antiquado. A jovem bastet sentia-se honrada por estar entre aqueles ‘guerreiros conhecidos como desleixados’ já imaginando o quanto de reconhecimento teria por ter estado entre aqueles lobos tão misteriosos, assim como todos os seus irmãos bastes.
Folhas-do-Futuro olhava para a matilha dele e retornava o olhar para vocês.
- Amanhã será um longo dia, mas nesta noite você deverão se juntar aos meus irmãos, esta noite vocês comerão como um de nos!
“ Uma celebração Uktena! Aqueles gatinhos iram surtar no próximo Sarau quando eu falar que estive entre umas das tribos mais misteriosas mesmo entre os seus irmãos garou... Serei a sensação da noite!”
Nadira olhava com certa alegria em seus em seu rosto para o Ancião que lhes convidava para uma espécie de encontro ou um Sarau. Um olhar mais atento podia notar um brilho incomum em seus olhos, algo penetrante e sensual exalava da jovem bastet... Era o que eles chamavam de ‘refinamento’ uma coisa que os garou não tinham mas que era natural do povo felino, onde até o mais simples gesto era tão elegante e nobre num nível requintado demais para os garou. A jovem se dirigia até o Ancião, seu andar era polido e majestoso exalando a nobreza da raça dos Khan, um corpo alto e músculos torneados que contrastava com sua graciosidade e sensualidade natural.
– É uma honra Folhas-do-Futuro, poder acompanha-los em suas festividades e me perdoe caso possa parecer curiosa...demais, sei que sua ‘raça’ respeita tanto o silêncio quanto a minha, mas é difícil segurar o olhar curioso de um bastes quando este está diante de um segredo. Ao menos temos isso em comum...  
Folhas-do-Futuro podia notar um brilho amendoado nos olhos fendidos de Nadira, aquele olhar não humano indicava que ela estava constantemente sob sua forma glabro que notavelmente se mesclava perfeitamente em uma forma humana, somente um olhar bem atento podia notar tais detalhes mínimos.
Ao se juntar a matilha, parecia que aquela matilha era toda formada por lupinos, mesmo alguns tomando a forma humana durante a celebração, dava-se para notar hábitos típicos de lupinos. Havia carne de coelho e de alce para comer, tanto crua como feita na fogueira... Enquanto comiam, podiam notar alguns olhares curiosos a vocês, estes Uktenas não conseguiam disfarçar o jeito deles quando se falava sobre curiosidade.
Apesar da fama tribal, vocês não viam outros traços tribais deles neste inicio de noite, o que era estranho já que eram bem peculiares.
Estar em uma celebração Uktena era quase que um sonho sendo realizado, Nadira optava por se manter em silêncio, sorrindo casualmente e SEMPRE atenta com seu olhar curioso e inquietante observando tudo que os garou faziam. Bastes normalmente eram avessos à fogueira, talvez por revelarem demais coisas que se escondia à noite, porém a mesma servia para revelar segredos e naquele momento era isso que Nadira queria naquele momento. A jovem aturava a claridade das chamas e comia junta com os demais garou. Nadira notava os olhares curiosos, o mesmo olhar que ela possuía... porém sentia um pouco de pena pois os olhos curiosos dos garou não eram como os olhares dos bastes para encontrarem segredos... Nadira sentia mais a vontade entre os garou após compartilhar secretamente seus pequenos segredos em troca daquela noite segura com os garou... ao menos assim ela pensava, para os bastes tudo se resumia em revelar e zelar por seus segredos, porém somente para os dignos de conhece-los...  
------------------------------------------
¹Espirito-Inquieto, não sei se você conhece (ou tem o manual dos Bastes) então vou tentar soltar durante as postagens algumas características deles ( oia eu revelando meus segredos XD)
²Espirito-Inquieto, só para constar... bastes não podem entrar e sair da Umbra naturalmente... porém ela pode aprender com os Garou ( Bastes aprendem rituais/dons apenas observando outros fazendo e usando dons)


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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Lua em Sab 16 Jan 2016 - 8:28

Mitzuki continuou agindo de forma discreta mas prestando atenção a tudo. Nunca estivera com uktenas, nem presas de prata, muito menos bastet. Tudo era novidade e ela estava curiosa, ainda que procurasse  não demonstrá-lo. Simplesmente se mantinha atenta aos metamorfos ao seu redor e desfrutava da noite.

Provou de tudo o que havia para comer. Estava claro que contavam com sua capacidade de adaptação e ela não pretendia decepcioná-los. De qualquer forma, não estava ruim.

Assim deixou-se ficar, aberta aos acontecimentos do momento e aos que estavam por vir.


___
Espírito, se você achar que tem a ver, eu pediria um teste de percepção + enigmas para tentar descobrir alguma coisa interessante sobre os uktena dali.


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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Alexyus em Dom 17 Jan 2016 - 5:36

Alaín lembrou-se do ditado "em Roma, faça como os romanos".

Portanto, ao compartilhar da hospitalidade daqueles uktenas lupinos, ele assumiu a forma lupina, com sua pelagem inteiramente branca sobressaindo-se à luz da fogueira.

Ele conhecia a fama dos uktenas como guardiões de segredos, e não iria parecer curioso nem enxeridos. Se havia algo que eles quisessem lhe revelar, seria nos termos e condições deles. Alaín respeitaria isso.

Não obstante, esforçou-se a conhecer os garos locais, seus nomes, suas origens e histórias, e também seus feitos, se sentissem-se dispostos a compartilhá-los com eles. Não incomodaria Folhas do Futuro até ser convocado novamente, obedecendo a ordem dada pelo ancião.

A comida disponível era bem ao gosto lupino,.e Alaín comeu o suficiente para não demonstrar descortesia com a hospitalidade dos anfitriões, sem se exceder, pois não queria tirar proveito daqueles uktenas. Imaginava que era bem difícil conseguir comida por ali, ainda mais com garous desaparecendo.

Num momento propício da noite, ele abordaria Mitsuki e Nadira. Sempre usando a Verdade de Gaia para avaliar a sinceridade das respostas, ele seria mais direto com Mitsuki:

- Saudações, Mitsuki dos Andarilhos! Estou honrado por ter sido convocado a agir ao seu lado em prol da Nação. Já que vamos trabalhar juntos, eu gostaria de saber mais sobre você e suas habilidades. O que pode me contar?

Parecia natural para Alaín ser o alfa daquele grupo, não apenas por sua tribo e experiência, mas tambem por seu augúrio, já que iam trabalhar com uma raça diferente. Com Nadira, ele seria mais cauteloso, sempre mantendo o dom ativo:

- Olá, Nadira Kaif. É muito bom ver metamorfos diferentes trabalhando juntos em prol de Gaia. Confesso não conhecer muito de seu povo, só encontrei rapidamente uma de vocês recentemente, quando fui ao Brasil, numa cidade perto de Campinas, São Paulo. Lá, ela espionou o caern até ser descoberta, o que levou os anciãos a rastrear sua fuga e negociar com os bastets locais. Felizmente, foi feita a paz. Acreditou que, por ser uma oficial da lei humana, eu possa confiar mais em você. O que pode um contar a seu respeito?


Última edição por Alexyus em Dom 17 Jan 2016 - 16:16, editado 1 vez(es)
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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Lua em Dom 17 Jan 2016 - 10:34

- Saudações, Mitsuki dos Andarilhos! Estou honrado por ter sido convocado a agir ao seu lado em prol da Nação. Já que vamos trabalhar juntos, eu gostaria de saber mais sobre você e suas habilidades. O que pode me contar?

Mitzuki não conhecia nenhum presa de prata, mas a má fama da tribo a precedia. Sentiu que Alain a inquiria como líder, embora  ninguém ainda lhe houvesse outorgado a liderança, mesmo que o mais provável é que em algum momento o fizessem. Reagiu de uma maneira muito japonesa à intromissão: com absoluta gentileza e uma frieza equivalente.

- Sou destra e boa com armas brancas, Triunfo de Gaia-yuf. Manejo bem minhas adagas e tenho boa pontaria. Salto e me esquivo bem e posso me meter em lugares onde garous maiores ou menos flexíveis não passariam. Também sou furtiva e manipuladora como qualquer ragabash. Além disso, não sei se será útil neste tipo de missão mas, em geral, as pessoas se confundem com minha aparência e confiam em mim mais do que seria bom para sua própria segurança. - disse isso com um sorriso doce, o que poderia parecer engraçado para um observador menos atento e arrepiante para alguém mais perceptivo. - E é evidente que, como uma andarilha do asfalto, tenho muito a aprender sobre ambientes selvagens. Mas reconheço humildemente que ainda tenho que aprender sobre muitas coisas, então considero isso só como mais um desafio.

Pensou uns segundos se mencionava ou não mas, ao fim, concluiu que o objetivo do philodox era deixar claro para todos a equipe com que teriam que lidar e ela estava ali para contribuir, não para que gostassem dela. Quando falou, no entanto, foi com suavidade, quase como uma branda confissão:

- E sei que isso não é muito comum nem apreciado entre nosso povo, mas eu trabalho melhor sozinha. O que não quer dizer que não trabalhe bem em grupo, só que me saio melhor por minha conta.*

Depois ficou esperando pela reação de Alain.

Então ele também esteve no Brasil. Vamos ver o que diz a bastet.


off:
* apesar de não ter posto como conceito quando criei a pc, cada vez mais sinto a Mitzuki com o arquétipo "lobo solitário".


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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Cetza em Dom 17 Jan 2016 - 11:53

Parecia natural para Alaín ser o alfa daquele grupo, não apenas por sua tribo e experiência, mas tambem por seu augúrio, já que iam trabalhar com uma raça diferente. Com Nadira, ele seria mais cauteloso, sempre mantendo o dom ativo:
- Olá, Nadira Kaif. É muito bom ver metamorfos diferentes trabalhando juntos em prol de Gaia. Confesso não conhecer muito de seu povo, só encontrei rapidamente uma de vocês recentemente, quando fui ao Brasil, numa cidade perto de Campinas, São Paulo. Lá, ela espionou o caern até ser descoberta, o que levou os anciãos a rastrear sua fuga e negociar com os bastets locais. Felizmente, foi feita a paz. Acreditou que, por ser uma oficial da lei humana, eu possa confiar mais em você. O que pode um contar a seu respeito?

Nadira estava sentada próxima à fogueira, observando todos que ali estavam presentes, com os seus olhos atentos e penetrantes quando o Alain, o Presa de Prata se aproximou já 'assumindo o seu posto natural' de autoridade como se ele realmente tivesse algum. Nadira se limitava a ficar atenta as respostas da garou Andarilha.. Porém ao vê-lo se aproximando, a bastet o olhava por cima dos óculos sem se levantar de onde estava enquanto ouvia o Presa de Prata.

-- Olá, Alaín Bourbon D´Órleans.. ou como preferir Triunfo de Gaia. É... também acho e não se preocupe... normalmente guardamos bem os nossos segredos. Nadira apertava levemente os olhos quando Alain do 'caso Brasileiro', ela dava um leve sorriso enquanto ela o olhava de cima abaixo. -- 'Espionando'... fala como se fôssemos seus inimigos... Nadira suspirava enquanto se levantava. -- Espero que não a tenham matada... até os Uktenas sabem como os garou lidam com os problemas... Nadira suspirava e dava um sorriso logo em seguida, ela tentava desconversar daquele assunto infeliz que o Presa de Prata levantara. --... Melhor deixarmos isso no passado, não é mesmo. Porém não posso lhe dar informações sem você dar nada em troca.. um segredo por outro segredo o que me diz? A bastet sorria se deliciando com aquele 'joguinho' que tanto lhe entretinha. -- Bem.. como disse sou policial e trabalho na área de investigação... então pressupõe-se que sei usar armas de fogo, luta corporal e claro investigar... sem contar acesso áreas normalmente proibidas a civis... Se quiser me contar algo, ficarei feliz em compartilhar algo com você.


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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Espirito-Inquieto em Dom 17 Jan 2016 - 11:58

– É uma honra Folhas-do-Futuro, poder acompanha-los em suas festividades e me perdoe caso possa parecer curiosa...demais, sei que sua ‘raça’ respeita tanto o silêncio quanto a minha, mas é difícil segurar o olhar curioso de um bastes quando este está diante de um segredo. Ao menos temos isso em comum...  

Folhas-do-Futuro parecia satisfeito com o que Nadira falava, ou pelo menos parte do que ela falava.
- Cuidado com os segredos, eles podem ser traiçoeiros como uma cobra... Aproveite a noite com os outros que iram lhe acompanhar amanhã, pois precisaram ganhar a confiança um dos outros para viver mais uma lua.
O ancião com olhos vidrantes andava entre a festa.

Nadira e Mitzuki estavam bem atentas ao redor, tomadas pela curiosidade, porém o segredos dos Uktenas parecia não estar tão visíveis ao ponto de serem notados naquela "festa", nem mesmo rituais feitos na noite que precedia uma possível caçada. Os segredos deles estavam guardados principalmente de curiosos como o povo gato.

Os Uktenas recebiam bem o ato de Alaín em se transformar em lobo, além da forma respeitosa dele se comportar. Mesmos as diferenças tribais e opinião que os Uktenas possuíam sobre os Presas de Prata, eles podiam ter respeito para alguns que possuíam o mesmo respeito por eles, um dia provavelmente desafiariam o trono daquela tribo, porém em momentos difíceis não recusaria ajuda dos seus valorosos heróis, como também um herói em ascensão.

Enquanto durava noite, iniciava-se barulho de tambores, eles começavam de maneira suave e lenta. Uma bonita melodia iniciava-se vinda de uma flauta de madeira, parecia que aquele som vinha dos arredores de onde estavam.


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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Alexyus em Dom 17 Jan 2016 - 16:40

MITZUKI

- Sou destra e boa com armas brancas, Triunfo de Gaia-yuf. Manejo bem minhas adagas e tenho boa pontaria. Salto e me esquivo bem e posso me meter em lugares onde garous maiores ou menos flexíveis não passariam. Também sou furtiva e manipuladora como qualquer ragabash. Além disso, não sei se será útil neste tipo de missão mas, em geral, as pessoas se confundem com minha aparência e confiam em mim mais do que seria bom para sua própria segurança. - disse isso com um sorriso doce, o que poderia parecer engraçado para um observador menos atento e arrepiante para alguém mais perceptivo. - E é evidente que, como uma andarilha do asfalto, tenho muito a aprender sobre ambientes selvagens. Mas reconheço humildemente que ainda tenho que aprender sobre muitas coisas, então considero isso só como mais um desafio.

Pensou uns segundos se mencionava ou não mas, ao fim, concluiu que o objetivo do philodox era deixar claro para todos a equipe com que teriam que lidar e ela estava ali para contribuir, não para que gostassem dela. Quando falou, no entanto, foi com suavidade, quase como uma branda confissão:

- E sei que isso não é muito comum nem apreciado entre nosso povo, mas eu trabalho melhor sozinha. O que não quer dizer que não trabalhe bem em grupo, só que me saio melhor por minha conta.*

Alaín ouviu com atenção, mesmo notando a disposição não muito amigável de Mitsuki. Quando ela terminou, ele fez uma consideração educada:

- A maioria de nós pensa melhor sozinho e age melhor em grupo. Mesmo tendo uma matilha, eu ajo muito sozinho, muito mais do que gostaria. Não sou um grande combatente, nem tenho fetiches impressionantes, e reconheço que isso me limite um pouco numa luta. E tenho certeza de que você sabe passar por situações sociais melhor do que eu. Sou um garou mais ligado a leis, tradições e julgamentos. Costumo ser bom em avaliar as pessoas e fornecer apoio para que façam o que fazem melhor. Espero conseguir lhe proporcionar isso e também aprender algo enquanto trabalhamos juntos.


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-- Olá, Alaín Bourbon D´Órleans.. ou como preferir Triunfo de Gaia. É... também acho e não se preocupe... normalmente guardamos bem os nossos segredos. Nadira apertava levemente os olhos quando Alain do 'caso Brasileiro', ela dava um leve sorriso enquanto ela o olhava de cima abaixo. -- 'Espionando'... fala como se fôssemos seus inimigos... Nadira suspirava enquanto se levantava. -- Espero que não a tenham matada... até os Uktenas sabem como os garou lidam com os problemas... Nadira suspirava e dava um sorriso logo em seguida, ela tentava desconversar daquele assunto infeliz que o Presa de Prata levantara. --... Melhor deixarmos isso no passado, não é mesmo. Porém não posso lhe dar informações sem você dar nada em troca.. um segredo por outro segredo o que me diz? A bastet sorria se deliciando com aquele 'joguinho' que tanto lhe entretinha. -- Bem.. como disse sou policial e trabalho na área de investigação... então pressupõe-se que sei usar armas de fogo, luta corporal e claro investigar... sem contar acesso áreas normalmente proibidas a civis... Se quiser me contar algo, ficarei feliz em compartilhar algo com você.

Alaín percebia que ela estava jogando com ele. Não sendo uma garou, ela não o enxergava como o líder natural que ele era para os outros garous. Mas ele já esperava isso.

- Usei o termo "espionar" porque foi isso que a seita local interpretou. Eu mesmo não tenho ideia formada a respeito, não a conheci, nem a nenhum dos bastets locais. Mas ela não foi morta, foi poupada, apesar disso se desdobrar em muitas negociações com os outros felinos da área. Até o momento, eles têm uma trégua e uma cooperação cautelosa.

Triunfo-de-Gaia suspirou depois da explicação e sorriu para ela ao lidar com o joguinho de informações da bastet:

- Na verdade, não lhe pedi um segredo, apenas informações sobre você que possam ser úteis sobre você na missão que nos derem, seja ela qual for. Não sou um negociante de informações, mas tenho a impressão de que o que eu lhe contei sobre o que houve em Fonte Fria no Brasil já conta como um segredo, não? Mas se quer saber sobre mim, fique à vontade para perguntar. Não tenho nada a esconder.
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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Cetza em Dom 17 Jan 2016 - 18:09

- Usei o termo "espionar" porque foi isso que a seita local interpretou. Eu mesmo não tenho ideia formada a respeito, não a conheci, nem a nenhum dos bastets locais. Mas ela não foi morta, foi poupada, apesar disso se desdobrar em muitas negociações com os outros felinos da área. Até o momento, eles têm uma trégua e uma cooperação cautelosa.
Nadira dava um leve sorriso enquanto ouvia as palavras de Alain, de certa forma aliviada por ele não ter tomado participação do tal incidente. Para Nadira, que possuía um certa rixa com os Presa de Prata, imaginava que o garou fosse o típico Presa de Prata metido a última bolacha do pacote.. mas ele parecia diferente...

-- Entendo...bem essas coisas acontecem, fico feliz e...de certa forma reconfortada por não ter feito parte disso.


- Na verdade, não lhe pedi um segredo, apenas informações sobre você que possam ser úteis sobre você na missão que nos derem, seja ela qual for. Não sou um negociante de informações, mas tenho a impressão de que o que eu lhe contei sobre o que houve em Fonte Fria no Brasil já conta como um segredo, não? Mas se quer saber sobre mim, fique à vontade para perguntar. Não tenho nada a esconder.

Nadira ria enquanto aproximava seu rosto próxima ao de Alair e com um sorrisinho de vitória no rosto. -- Oras, tudo o que você não sabe é um segredo, meu caro lobo... Mas você está certo... Agradeço pelas informações do ocorrido em Fonte Fria... Nadira se afastava um pouco, suspirava guardando o ar um pouco para si e logo em seguida começava a falar de forma bem direta, julgando os garou como 'lerdinhos'. Sou uma Khan, minha raça é conhecida por sermos os Nobres Guerreiros de Gaia, sou uma combatente mas também sou boa em descobrir segredos dos outros, seja conversando ou mesmo intimidando. Posso ser forte, mas também sou bem flexível... assim como os gatos... Nadira dava um sorriso de leve para o garou. -- Sou bem mais concentrada e mais... paciente. Como disse sou policial, posso levantar junto a delegacia local um histórico de desaparecimentos na região... Claro que podemos deixar o curso de ação para amanhã. Bem Presa de Prata.. já que perguntou... fale das coisas que pode fazer... A bastet voltava a sentar-se sobre um tronco de árvore, ela com certeza não iria se sentar e deitar não chão como alguns lupinos faziam, já bastava estar comendo com as mãos mesmo com toda a sua elegância se destacando dos demais ali a Bastet se sentia levemente incomodada com tal coisa.


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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Lua em Dom 17 Jan 2016 - 20:07

Mitzuki não se sentia cômoda em lupino e ponderou que era melhor ser ela mesma e permanecer em hominideo; afinal todos sabiam que era uma andarilha. Ainda assim, arrumou umas folhas no chão e se deitou muito cômoda, com os braços cruzados atras da cabeça, procurando habituar-se à natureza e deixando-se embalar pela melodia que a rodeava.

O som da flauta de madeira recordou-lhe as flautas de bambu de sua terra e isso a pôs um pouco nostálgica. Mas não desviou sua atenção da conversa e dos joguinhos entre a bastet e o philodox, que forneciam um bom panorama de suas personalidades.

Ao mesmo tempo, mantinha-se concentrada no som da flauta, apreciando sua beleza enquanto buscava entender de onde vinha.


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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Alexyus em Seg 18 Jan 2016 - 8:26

Apesar de ser uma gata, Alaín julgou que Nadira era alguém possível de trabalhar em equipe. Além do fato de aceitar uma missão entre os garous, ela não negava informações, embora fizesse rodeios como os felinos gostam de fazer. Ele assentiu com a cabeça e começou a falar, cumprindo sua parte no acordo verbal:

- Eu sou um phillodox, que como você talvez saiba, é um juiz. Sou capaz de saber quando alguém mente pra mim. Também sou bom em me fazer ouvir, embora prefira não recorrer aos Dons pra isso. Conheço alguns truques para ajudar na investigação, como rastrear pistas e determinar paradeiros. Em combate, não uso armas de fogo nem brancas; também não sou um grande lutador, mas consigo me virar numa luta. No mundo humano, sou um empresário que administra os negócios da família, mas suponho que a maioria dos meus recursos e contatos não serão úteis aqui... Bem, acredito que isso é um bom resumo para sua curiosidade.

Alaín sorriu condescendente, ao olhar para Nadira para ver se ela ainda tinha dúvidas.
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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Cetza em Seg 18 Jan 2016 - 9:20

- Eu sou um phillodox, que como você talvez saiba, é um juiz. Sou capaz de saber quando alguém mente pra mim. Também sou bom em me fazer ouvir, embora prefira não recorrer aos Dons pra isso. Conheço alguns truques para ajudar na investigação, como rastrear pistas e determinar paradeiros. Em combate, não uso armas de fogo nem brancas; também não sou um grande lutador, mas consigo me virar numa luta. No mundo humano, sou um empresário que administra os negócios da família, mas suponho que a maioria dos meus recursos e contatos não serão úteis aqui... Bem, acredito que isso é um bom resumo para sua curiosidade.
Alaín sorriu condescendente, ao olhar para Nadira para ver se ela ainda tinha dúvidas.

Nadira ouvia atentamente as palavras do Presa de Prata e de certa forma gostava do que ouvia, ao que parecia o garou não era um bom guerreiro, porém indicava que ela e a outra de aparência oriental deveriam ser a linha de frente em um combate.. mesmo ela sendo uma Andarilha, uma 'raça' não muito combatente. -- Um juiz, isso me parece bom... por mais que não acredito que garou deixem uma bastet bisbilhotar em seu território... tentarei não ofender demais os seus costumes e seus modos de agir e em troca peço a mesma coisa... Temos um acordo Alaín? Nadira esperava pela resposta do phillodox e em seguida se levantava e com um sorriso desconversava sobre toda aquela tensão de missão. -- Hoje é um dia de celebração, que tal deixarmos isso de missão para amanhã... Nadira se afastava sorrindo para Alaín, enquanto se juntava aos demais garou naquela celebração sendo contagiada pelo som dos tambores que de alguma forma a faziam lembrar do Brasil.


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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Alexyus em Seg 18 Jan 2016 - 9:52

-- Um juiz, isso me parece bom... por mais que não acredito que garou deixem uma bastet bisbilhotar em seu território... tentarei não ofender demais os seus costumes e seus modos de agir e em troca peço a mesma coisa... Temos um acordo Alaín?

Alaín estendeu a mão para Nadira a fim de firmar o acordo:

- Eu me importo mais com o resultado do que com os métodos, e aqui sou apenas um pouco menos estrangeiro que você. Os costumes dos uktenas são bem diferentes dos meus, então tenho só um pouco de vantagem sobre você. Mas me avise caso eu inadvertidamente ofender seus costumes, ok? Agora voltarei a dar mais atenção aos nossos anfitriões.

E separando-se assim da bastet, Alaín voltou a confraternizar com os uktenas.
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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Lua em Seg 18 Jan 2016 - 10:33

- Eu me importo mais com o resultado do que com os métodos,

Que bom. Na última missão tive problema com dois ahrouns crias de fenris porque eles me acharam muito cruel. Espero que os novos companheiros sejam menos bunda-moles.


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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Espirito-Inquieto em Seg 18 Jan 2016 - 15:28

Alaín até o momento não teria encontrando mentiras nas palavras de cada uma delas, talvez estivessem sendo sinceras para o bem de suas missões ou eram realmente assim.

Mitzuki relembrava das flautas de bambu, o que a fazia tentar ver de onde vinha aquele som. Porém ao olhar ao redor, apenas achava alguns glabros tocando tambores um pouco mais afastados dos demais, enquanto o som da flauta vinha de outro lugar, vinha do Oeste, talvez adentrando mais a fundo naquela floresta. Era um som muito agradável e atraente, dava até vontade de escuta-lo de mais perto (não é obrigatório).

Alaín retornava aos Uktenas, e via alguns mais novos chegarem perto dele, seus olhares eram tão vidrantes quanto de uma criança entrando em uma loja de brinquedo. Um deles acabava tomando a iniciativa enquanto parecia olhar para sua boca.
- Não era para ter dentes de prata? Em volta das fogueiras, sobre a Luna e já escutei isso, falaram que vocês tinham dentes de prata, ondes estão os seus?
Falava o jovem lobo de pelos negros como o carvão, e com falhas em seus pelos provavelmente causadas por suas perguntas do gênero.
O outro lobo jovem zombava.
- Ei Paciência-de-Gaia, pare de perturbar ele, é claro que ele não tem dentes de prata! Ei oi, sou o Folha-Queimada, conta para gente, como você resgatou o caern da Asia? Tinha uns malditos de dez cabeças, vampiros, dançarinos? O que tinha lá?
Folha-Queimada, tinha pelagem negra como a maioria de lá, porém não tão negra como o do Paciência-de-Gaia, e tinha a pata direita com marca de queimado.
Apesar só dos jovens estarem falando, as perguntas sobre o resgate parecia chamar atenção de outros Uktenas dali que acabavam prestando atenção esperando sua resposta.

A curiosidade sobre Nadira também chamava muitos olhares dos Uktenas, provavelmente muitos daqueles nunca teriam visto ou viriam uma em suas vidas aquela raça. Um dos Uktenas que estava em glabro falava com ela.
- Você gostar dos tambores? Escutará os melhores quando voltarem com os nossos irmãos vivos ou os trazer mortos para um enterro digno.
Apesar de estar em glabro ele não chegava aos dois metros de altura, tinha penas como enfeites, um pouco de pelagem negra, e olhos castanhos. Devia ter entre 25 e 30 anos.




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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Cetza em Seg 18 Jan 2016 - 16:30

Nos Tambores escreveu:A curiosidade sobre Nadira também chamava muitos olhares dos Uktenas, provavelmente muitos daqueles nunca teriam visto ou viriam uma em suas vidas aquela raça. Um dos Uktenas que estava em glabro falava com ela.
- Você gostar dos tambores? Escutará os melhores quando voltarem com os nossos irmãos vivos ou os trazer mortos para um enterro digno.
Apesar de estar em glabro ele não chegava aos dois metros de altura, tinha penas como enfeites, um pouco de pelagem negra, e olhos castanhos. Devia ter entre 25 e 30 anos.

Nadira sabia que aqueles Uktenas com certeza estariam curiosos sobre ela, porém ela evitaria de dar qualquer informações sem receber outra em troca. A jovem bastet soltava os cabelos e guardava os óculos, exibindo os olhos felinos, ela sorria de leve para o garou em glabro, ela iria tentar arrancar qualquer informação dele ou quem sabe conquistar a confiança de um dos membros daquela 'raça'. -- Sim... eles me lembram de uma festa lá do Brasil... você já ouviu falar em Carnaval? Não se preocupe... iremos ajuda-los... e bem..se Nala (Gaia) for generosa com nós... não haverá tambores fúnebres... Mas sim os de alegria... Haa... onde estão os meus modos, pode me chamar de Nadira...


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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Alexyus em Seg 18 Jan 2016 - 19:09

Alaín retornava aos Uktenas, e via alguns mais novos chegarem perto dele, seus olhares eram tão vidrantes quanto de uma criança entrando em uma loja de brinquedo. Um deles acabava tomando a iniciativa enquanto parecia olhar para sua boca.
- Não era para ter dentes de prata? Em volta das fogueiras, sobre a Luna e já escutei isso, falaram que vocês tinham dentes de prata, ondes estão os seus?
Falava o jovem lobo de pelos negros como o carvão, e com falhas em seus pelos provavelmente causadas por suas perguntas do gênero.
O outro lobo jovem zombava.
- Ei Paciência-de-Gaia, pare de perturbar ele, é claro que ele não tem dentes de prata! Ei oi, sou o Folha-Queimada, conta para gente, como você resgatou o caern da Asia? Tinha uns malditos de dez cabeças, vampiros, dançarinos? O que tinha lá?
Folha-Queimada, tinha pelagem negra como a maioria de lá, porém não tão negra como o do Paciência-de-Gaia, e tinha a pata direita com marca de queimado.
Apesar só dos jovens estarem falando, as perguntas sobre o resgate parecia chamar atenção de outros Uktenas dali que acabavam prestando atenção esperando sua resposta.

Alaín encarou os jovens garous satisfeito com sua curiosidade. Ainda que uma característica inata dos uktenas, isso lhe dava uma oportunidade de contar história sobre si mesmo e sua tribo e tentar melhorar a reputação dos presas de prata.

Olhando para Paciência-de-Gaia, ele disse:

- Você não está errado, filhote. Alguns presas de prata conhecem um dom chamado Mordida de Prata, que torna seus dentes no metal lunar, capaz de ferir gravemente qualquer inimigo. Eu ainda não sou tão experiente assim, mas um dia espero também ser abençoado com esse dom próprio da minha tribo.

Dando atenção agora ao Folha-Queimada, mas ciente dos outros uktenas que lhe prestavam atenção, Triunfo começou sua história:

- Essa história começou em Toronto, quando a matilha dos presas de prata  Oleg “Brado dos Justos” e Anton “Uivo do Vento”, galliards,  e Afanasiy “Mil Vidas”, ragabash, convocou qualquer garou que quisesse prestar ajuda. Dez anos antes, eles tinham participado da abertura de um pequeno caern, na entrada de uma bela caverna congelada, que foi nomeado Casa de Pedra, na região dos Montes Urais, na Rússia. Perto dali havia uma vila onde moravam os Parentes deles, incluindo a esposa e filho de Oleg. O caern fora atacado por Dançarinos da Espiral Negra, que acabaram por tomá-lo. O filho de Oleg conseguiu ser evacuado, mas a esposa dele desapareceu durante os combates. Sua matilha já tinha pedido ajuda à casa da Lua Crescente dos Presas de Prata, mas eles falharam no ataque e muitos guerreiros de Gaia tombaram nesse dia, inclusive quase toda a matilha de Oleg. A Lua Crescente deu o caern por perdido e recusou enviar mais ajuda para lá, mas Oleg não desistiu; ele recuperou-se no caern onde seu amigo Anton era o grande ancião e então enviou a convocação, que chegou aos meus ouvidos.

Alaín fez uma pausa para respirar e aproveitou para contemplar a assistência, certificando-se de sua atenção antes de prosseguir.

- Além de mim, responderam ao chamado mais garous. Leyda, uma ragabash das Fúrias Negras, Lisa, uma theurge dos Roedores de Ossos, Lorcan Gealach, phillodox fianna, Joe Ramanandra, o theurge portador da Luz interior chamado Foco-sobre-a-Crise. E também um galliard senhor das sombras chamado Canção-das-Trevas. Mas logo no início já sabíamos que era uma missão suicida onde matilhas inteiras tinham sido derrotadas. Mas todos juramos ir adiante.

- O mestre do ritual da seita Ultima Chance, em Vancouver, abriu uma ponte de lua para Olho do Oeste, em San Francisco, E.U.A. Dali o grupo foi para Roda de Ptah, no Marrocos, onde o último membro do grupo, o ahroun dos peregrinos silenciosos Ahmed ElFatih, nos aguardava. Paramos ali para descansar por um dia antes de seguirmos viagem a pé em direção ao caern. Eu e Joe decidimos explorar a Umbra de Casablanca e encontramos ali uma figura feminina, que olhava atentamente para uma xícara. Ela olhou para Joe. Era uma mulher nao muito jovem, roliça e bem torneada, de grandes olhos negros, cabelos compridos e escuros e nariz longo, mas harmonioso. Parecia a reunião de todas as matronas árabes em uma só pessoa. Disse, olhando o interior da xícara: “Seu futuro na borra de café. Conselhos para todas as ocasiões. Venham.”Em seguida, sem nem mesmo consultar a xìcara ou esperar resposta, a mulher se imobilizou como uma estátua. Seus olhos arregalados se tornaram inteiramente negros com pontos brilhantes, como se fossem o céu noturno ou uma fotografia do espaço. Em poucos segundos ela voltou ao normal e disse: "Eu vi que os caminhos sao importantes para vocês. Nao caminhos claros como os nossos, mas escuros, úmidos, trilhados por seres que sofrem. Eu vi também um bom conselho, que lhes poderá salvar as vidas em algum momento. Uma informaçao importante, que vocês devem guardar na memória. Entao para que vocês nao se esqueçam dele, eu vou pendurar uma história no pescoço do conselho." E nos propôs um enigma. Eu decifrei o enigma, mas não lhes contarei qual era.


Alaín sorriu marotamente, sabendo que aquilo apenas aguçaria mais a curiosidade de todos. Ele continuou:

-A mulher sobressaltou-se feliz, agitando todas as jóias e pulseiras que a adornavam. "Bem, bem! É isso mesmo! Agora o conselho. Ouça bem para contar ao seu amigo: “No destino de vocês há caminhos perigosos. E quando alguém segue  muitos caminhos, às vezes já não sabe mais qual deles tomar - como na história. Vocês podem se perder. Não é que vá acontecer, isso não pude ver, pertence ao acaso. Mas SE ocorrer: Os caminhos de seu amigo são os caminhos da verdade: o caminho reto, o da direita, o dos homens que dizem a verdade. Já os seus caminhos, meu jovem, são os da mentira. Não porque você seja mentiroso, mas porque você sabe reconhecer quem mente. Se você estiver em dúvida, escolha o caminho tortuoso, o da esquerda ou o dos homens mentirosos, conforme o caso. E se vocês dois estiverem juntos? Prevalece o caminho da verdade, como deve ser.” Dito isso, a mulher esfumou-se.

- Na manhã seguinte, eu fui posto aos cuidados do presa de prata local Andrei Bolkowski para aprender o ritual de dedicaçao do talisma, que eu ainda não conhecia nessa época. Ele me ensinou e me propôs permanecer naquela seita, dizendo que eu ascenderia rapidamente ali e ajudaria a renovar o sangue da tribo. Mas eu não podia me furtar ao dever e ao juramento que eu fiz para com os parentes perdidos de Casa de Pedra. Eu recusei a oferta, mas me ofereci para ajudar no que pudesse no futuro.

- Mas antes mesmo de partir, já havia desentendimentos entre Leyda e Vicenzo, nos obrigando a acalmar os ânimos para podermos continuar sem baixas. E nessa hora, o papel de juiz me coube para pacificar os outros garous, e graças a Gaia eu consegui, mesmo sendo de posto menor que a maioria dos outros. Aprendam isso e escutem seus phillodoxes.

- Assim, partimos até alcançar a tundra, o solo frio semicongelado daquela região. Viajamos longamente até se4mros obrigados a parar e montar abrigo à beira de um lago congelado. Então, de repente o gelo se quebrou e uma criatura esverdeada e escamosa, com cabelos e barbas brancos e mãos com membranas agarrou o líder pelas costas e puxou-o para o rio gelado. Pelo buraco no gelo quebrado viamos Anton que, em crinos, lutava com o estranho ser, que parecia estar tentando afogá-lo. Não havia muito o que fazer, a não ser esperar que Anton conseguisse se soltar antes de ser afogado. Mas talvez não houvesse tempo de ele retornar à superfície mesmo depois de livrar-se. Com o intuito de prover-lhe mais rotas de fuga, eu peguei a primeira pedra de bom tamanho que encontrei e comecei a batê-la contra várias partes do gelo próximo da margem, tentando abrir buracos adicionais para facilitar o acesso de Anton. Forte e incansável, não tive muito trabalho em abrir vários buracos de bom tamanho, por onde Anton podia emergir para respirar. Leyda imitou-me. Usando um pedaço de tronco como tacape, começou a abrir buracos. Caminhando sobre o remanso congelado, invocou o dom sentir o fluxo para localizar Anton debaixo da cobertura de gelo, mas fracassou. Então começou a fazer muitos buracos em pontos aleatórios do remanso, de modo que o líder pudesse encontrar uma saída. Não demorou muito para que nosso trabalho desse resultado. A cabeça de um crinos, alvo como um urso polar, emergiu por uma das aberturas.  Anton parecia extenuado, pôs os braços na borda do gelo, respirou avidamente e, então impulsionou o corpo para fora da água gelada. Tinha em várias partes do corpo ferimentos do tamanho de uma mordida humana, mas profundos, aparentando terem sido feitos com dentes pontudos e afiados. A água que recobria seu corpo em pouco tempo se transformou em flocos de gelo.

-Ele explicou que aquilo era um Vodianoi. Um espírito das águas russo. Normalmente eles não estao ativos no inverno e antigamente nem eram tocados pela Wyrm. Mas esse estava acordado, tocado e com muita raiva!  E ainda estavamos longe do caern corrompido… Mais tarde chegaram Oleg e Lorcan com notícias parecidas. Haviam ido para a umbra pensando na calma de outrora, mas o que tinham encontrado eram espíritos agitados e agressivos, e sinais de corrupção. Os outros se acomodaram nos abrigos e dormiram enquanto eu e Joe ficamos de guarda. Mas ele caiu no sono e a certa hora da noite, eu ouvi um chamado suave me atraindo para fora. Eram rusalki! Espíritos de jovens afogadas, que atraem homens para a morte. Eu não conseguia escapar.  Sabia que estavam drenando minha vida e talvez minha alma, mas não podia fugir. Já sentia a influência da Wyrm. Seus beijos davam a sensação de afogar-me mas, estranhamente, começava a querer afundar no rio, sonhando em reinar entre elas.  


Alaín fez uma pausa, mantendo o suspense. Demorou-se um pouco para continuar.

- Tive de reunir toda a minha Vontade e Fúria para resistir à dominação dela, e consegui, mas isso a enfureceu muito. Sabendo que ela levava vantagem na água, resolvi escolher o campo de batalha e percorri atalhos, obrigando-a a me seguir para a Umbra para me atacar. Era noite na umbra, e ainda mais frio que no mundo físico. Entao eu a vi. Havia passado também. A rusalka estava imóvel como uma estátua. Descalça, com as roupas congeladas e rasgadas, parecia mais infeliz que ameaçadora. Na fração de segundos em que meus olhos se cruzaram com os dela, pude sentir que a tristeza que sentia emanava da rusalka, que perdera sua vida ainda jovem e agora tinha que extraí-la de outros seres. Se no mundo da matéria ela atraía pela sensualidade, na umbra sua tristeza roubava as energias de qualquer um. Cantava a música mais melancólica que eu já ouvira. Comecei a sentir seus efeitos, mas agora já não era inocente.  A vontade de entregar-me à morte retornava, mas a lembrança de meus deveres e a imagem de Afanasiy esmagado ajudavam-me a resistir. Eu a ataquei. Ela estava para revidar o ataque quando um bando de outras rusalkas surgiu no ambiente umbral como uma revoada de pássaros. Com o canto do olho, pensei ter visto uma figura masculina, que rapidamente sumiu. As rusalkas começaram a desaparecer e me vi sozinho.

Retomando o folêgo, Alaín prosseguiu, olhando para a fogueira.

- Me reuni aos outros e decidimos prosseguir na forma lupina o máximo que conseguíssemos. Enfrentamos uma forte nevasca por muitas milhas, mas não desistimos. Até que encontramos uma cabana. Ela dava sinais de ter sido invadida, mas antes de atacarmos, encontramos Yuri Brachiev, um presa de prata russo que também ia para Casa de Pedra. Descansamos juntos na cabana, mas a semente da suspeita pairou sobre todos nós, desconfiados de que havia um espião informando nossos movimentos.  Para evitar mais divisões, Anton enviou Vincenzo e Joe em jornadas espirituais para restaurarem sua confiança. O resto de nós partiu para continuar a jornada. Mas logo percebemos estar sendo seguidos.

Nova pausa. Alaín começava a gostar de provocar os uktenas.

- Afanasiy localizou o espião nos bosques e nos separamos para cercá-lo. A mim, coube o flanco esquerdo. Caminhei sorrateiramente até que ouvi um barulho atrás de uma árvore, um pouco a frente. O ar frio entorpecia as narinas, mas ainda assim senti o odor de garou.  Aproiximei-me rapidamente e dei um salto, imobilizando o inimigo. Era ainda um adolescente, loiro, de olhos azuis, com traços um pouco mais refinados que o russo médio. Nós o prendemos e Lorcan me pediu para ajudar a interrogá-lo. Ele era parente de Yuri, Viktor. Mas agora fazia parte da matilha de um senhor das sombras chamado Mislav e queriam sabotar nossa missao. Mislav era theurge e conseguiu a ajuda de um espírito chamado Leshy, que controlava a natureza daquele lugar. Ele causou a nevasca e o ataque dos outros espíritos. Agora preparavam uma emboscada para nós na aldeia dos parentes.

Essa parte não era muito elogiosa às tribos envolvidas, mas Alaín sabia o final e continuou, sentindo o efeito dramático que causava:

- Tentamos interrogar mais Viktor, mas Yuri se exaltou e quebrou o encanto que Anton usava. Decididos a executar o traidor, resolvemos fazer isso quando descessêmos da montanha. Encontramos uma gruta para nos refugiar e descansar para fazer planos. Fui incumbido de vigiar Viktor e tentar arrancar mais informações dele. Mas mais do que isso, eu vi um jovem garou que cometera muitos erros e ainda podia se redimir. Falei com ele até tocar seu coração para Gaia, oferecendo-lhe uma morte honrosa em troca de colaboração, e assim ele capítulou e nos contou o que precisávamos saber.

Suspirou fundo, lembrando-se do jovem. Era realmente lamentável, mas talvez alguns deles aprendessem algo daquele exemplo:

- Quando nos preparávamos para atacar, Joe retornou, mas Lisa havia desaparecido e Vicenzo havia se aliado ao inimigo. Ficou acertado que Joe, Anton e eu iríamos à Umbra tentar alertar os espíritos sobre o erro de se oporem a nós. Lá, Joe fez um bom trabalho e conseguiu um acordo com o Leshy. Sem ele, os Senhores das sombras estavam indefesos, mas nosso objetivo era o caern corrompido, os dançarinos invasores e talvez os reféns, se estivessem vivos. Oleg dividiu o grupo e ele, Yuri, Lorcan e eu fomos pelo caminho mais frio e perigoso. Penetramos na caverna. Parecia muito menos acessível que no mapa, devido à profusao de estalactites, estalagmites e figuras formadas de gelo. Também nao era bela como nas fotos bem iluminadas que viram. A caverna era escura. E fedia. Uma horrível mistura de mofo, urina, excrementos, corpos sujos e orgias, o que no final das contas nos beneficiaria pois seu próprio odor nao sobressairia naquela orquestra de mau cheiros. Cruzamos as duas gigantescas pilastras. Ao lado delas, um caminho novo, que nao existia no mapa, abria-se como uma boca escura. Iamos pelo caminho da esquerda quando outro som compassado alertou-nos. Eram tambores. Ali estavam os espirais, no caminho escorregadiço à direita, que baixava até o abismo de gelo perene. Mudamos de rumo, seguindo os tambores. Caminhamos um bom tempo, cruzando colunas de pedra e gelo e apreciando o lago congelado, que à luz das tochas parecia um imenso espelho negro. O som se tornava cada vez mais auto: tum tum, tum tum.

Alaín acompanhou o som com batidas para reforçar a onomatopeia.

- O som foi ficando cada vez mais intenso. Entao gritos atrozes sobrepuseram o som dos tambores. Alguém tinha medo, muito medo. Em poucos minutos vimos uma estranha procissao passar pela coluna de pedra. Um grupo de espirais, deformados e em crinos, levava erguido nos braços outro espiral em crinos, pequeno, extremamente deforme e raquítico, e ainda bem jovem. A infeliz criatura urrava e se debatia, mas nao podia escapar. O maior dos espirais levava o jovem aprisionado, enquanto outros dois tocavam tambores num ritmo tosco e monótono. Dirigiam-se ao abismo de gelo eterno. Estavam numa espécie de transe. Oleg decidiu ir direto aos líderes no centro do caern e encontramos três deles, caindo de surpresa e matando-os sem que percebessem o que os atingia. O culto retonrou, mas um dom de Lorcan os confundiu, fazendo-os brigar entre si. Apenas assistimos, e quando acabaram, matamos facilmente os que tinham sobrado.

Agora que estava quase chegando ao final da história, Alaín falava mais lentamente.

- O que vimos ao sair da caverna foi um amontoado de corpos. Uma matilha completa de presas de prata estava morta, ao seu lado, jazia o corpo sem vida de Viktor. Em seu caminho de volta ao caern ele se encontrou com uma matilha de guardiães e chamou-a para ajudar os garous, em vez de primeiro regressar a Lua Crescente. Era uma decisao sensata, o que o caern faria era justamente isso, destacar a matilha mais próxima. Do outro lado as baixas também tinham sido completas. Entremeados aos cadáveres dos presas de prata estavam os do gigante Davor, o de Anúbis e o de Mislav. Mais tarde encontramos nas rochas acima do vale o corpo degolado de Mephi. Vincenzo foi achado no meio daquela carnificina, inconsciente e muito ferido. Regressamos com os parentes resgatados à Lua Crescente. Os ancioes e o menestréu chamaram-nos imediatamente para uma audiência, aproveitando a lua minguante. Na próxima assembléia o relato de nossa vitória seria contado e passaria a pertencer aos galliards. Entao aquela história atribulada e crua, com seus êxitos e decepçoes, líderes questionados e cliaths repreendidos, falhas vergonhosas e puros golpes de sorte, começaria a ser polida pela saliva dos bardos até transformar-se em uma bonita lenda.


Última edição por Alexyus em Seg 18 Jan 2016 - 20:34, editado 1 vez(es)
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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Lua em Seg 18 Jan 2016 - 19:50

Mitzuki estava a caminho de investigar de onde vinha o som da flauta quando passou por Alaín contando a história para os uktena e um nome lhe chamou a atenção: Anton Uivo do Vento.

Eu já fiz um trabalho para esse garou…

- Posso? - sussurrou com uma carinha assustada para Alain.

E fez menção de sentar-se no chão ao lado dos uktena para ouvir também.


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

Mensagem  Alexyus em Seg 18 Jan 2016 - 20:34

Alaín concedeu a presença de Mitzuki com um aceno e um sorriso.
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Re: PRIMEIRO PRESSAGIO

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