As Invasões Bárbaras

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As Invasões Bárbaras

Mensagem  Alexyus em Sex 1 Abr 2016 - 17:43

AS   INVASÕES    BÁRBARAS

As históricas dos viajantes reportam uma invasão no coração da Inglaterra. Alguns afirmam que são vikings, outros normandos, ainda outros francos ou sarracenos. Alguns se referem a um exército bem armado, outros à uma turba furiosa, e ainda há quem fale sobre uma trupe de demônios que assolam tudo por seu caminho. Em Oxfordshire, os preparativos para defender as terras onde o povo inglês vive e morre já estão em curso. O rei Ricardo reúne seu exército e convoca todos para um esforço de guerra nunca visto por essa geração. Sabendo de sua natureza Presa de Prata e temendo a real natureza dos invasores, garous de muitas partes da Europa afluem à Seita do Leão de Prata para se juntarem à resistência final.

Na cidade, os ferreiros, armoreiros, flecheiros, cavalarianos e meretrizes estão por toda a parte, antecipando a presença de um numeroso exército. As casas de dois e três andares que formam o centro da cidade abrigam grandes famílias que se reúnem pela primeira vez em anos, esperando colaborar com a resistência ou passar seus últimos dias antes da morte nas mãos dos bárbaros. Soldados da milícia e os oficiais do exército inglês circulam por toda parte, impondo a ordem militar e punindo rapidamente qualquer indisciplina. No horizonte além do rio, as flâmulas do castelo de Oxford tremulam ao vento na cor vermelha, sobre as ameias nas quais circulam patrulheiros todas as horas do dia e da noite.

Visão geral de Oxford

Descrição do feudo

É fim de primavera e início do verão, e os camponeses não podem parar suas atividades agrícolas, agora redobradas para alimentar todos os soldados. Todos os que trabalham nos campos labutam arduamente do raiar do dia até a noite, mas os guardas e as meretrizes estão smepre ativas à noite, seja nas tavernas ou pelas ruas de Oxford.


OFF: Postem sua chegada ao feudo e o que pretendem fazer ao chegar.
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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Natalie em Sab 2 Abr 2016 - 13:38

Amora tinha ouvido as histórias sobre uma seita na Inglaterra prestes a ser atacada, aceitando garous de qualquer lugar para ajudar. Ela gostava de ouvir histórias para depois recontá-las de um modo que orgulhasse o Grande Fenris, e foi seguindo os rumores que ela encontrou o caminho para Oxford. Sem ter ligações com nenhuma seita e sendo livre para viajar, ela pegou apenas o que precisava, provisões, seu machado, e partiu para viajar até a seita.

"Espero que eu tenha uma chance lutar e honrar o Grande Fenris. E que muitos inimigos tombem antes que eu deixe a batalha!"

Pelas estradas, Amora foi descobrindo mais sobre a situação do feudo e imaginou a melhor forma de se encaixar ali sem comprometer o Véu na seita dos outros.

Quando chegou a Oxford, Amora foi à vila e se apresentou como enfermeira e procurou uma acomodação numa casa ou estábulo da milícia, ou se conseguisse diretamente no castelo, tanto melhor. Se alguém perguntasse, ela diria que também sabia lidar com armas, e poderia servir como ajudante para os guerreiros.

"Mas quando chegar a hora, eu também tomarei parte na batalha!"


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Cetza em Dom 3 Abr 2016 - 21:45

A irmã Ingrid havia viajado muito desde o convento de Holyrood até o feudo de Oxford, a jovem freira ouvira de suas superiores, rumores sobre invasões de bárbaros estrangeiros na região de Oxfordshire e prontamente se candidatou a atuar na guerra junto à Paróquia de Oxford em trazer alivio e conforto à almas daqueles bravos guerreiros... porém a Ordem da Mãe Misericordiosa, sitiada no convento de Holyrood, estava intimamente ligada à seita do Leão de Prata, a irmã Leah havia indicado Ingrid para obter informações sobre os boatos de invasores na região e claro se houvesse realmente uma guerra sua prioridade era salvar o máximo de mulheres antes que caíssem nas mãos dos invasores.

Ingrid viajara com quase nada, apenas com o seu hábito, crucifixo de madeira simples e sua bíblia, essas eram as suas posses e de certa forma nem precisava, era uma lupina esperta e sabia se virar sozinha. A viagem fora longa e extenuante, a freira pretendia permanecer na casa paroquial do padre da aldeia, a lupina tentaria ficar sobre a proteção do padre local e da Santa Igreja enquanto tentaria contatar os garou da Seita do Leão de Prata.


"Realmente uma bela vila... faz tempo que não saía do convento...senti falta do barulho e das festas...dos duas patas.. Mas...essa Ingrid ficou no passado, recato é o meu sobrenome...e...espero que sejam apenas boatos essas invasões...preciso me certificar de manter o máximo de mulheres à salvo dessa guerra..."



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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Lua em Ter 5 Abr 2016 - 1:47

Rodrigo regressava pensativo de Lara, onde havia permanecido alguns dias em visita ao bispo, seu pai.

Ali soubera de alguns garous que as coisas não andavam bem na Inglaterra. Ao que parece, estavam sofrendo uma invasão de um inimigo até aquele momento desconhecido.

As coisas tampouco estavam tranquilas na Espanha e ele provavelmente teria deixado a cargo dos ingleses se defenderem se não fosse pela suspeita que circulava entre os lobisomens de que a origem dos invasores era sobrenatural. Se assim fosse, já não seria um problema só dos habitantes da brumosa ilha, mas de todos os defensores de Gaia.

Neste caso, não havia muito o que refletir. Chegou a suas terras já com a decisão tomada: partiria naquele mesmo dia  para a Inglaterra a oferecer serviços à Seita do Leão de Prata. Mais uma guerra o esperava e talvez nela estivesse a oportunidade de redimir seu erro passado e provar a todos que era um garou valoroso.

Ao entrar em seu castelo, imediatamente  procurou a esposa Sancha e contou-lhe que partia para a guerra, encarregando-lhe, como sempre, da supervisão da propriedade e dos servos e recomendando-lhe cuidado. Em seguida despediu-se dela e da pequena Teresa e pôs-se em caminho.

***

Ao chegar a Oxford, procurou prestar muita atenção na cidade, sua arquitetura, suas ruas e os costumes dos habitantes.

Viu ao longe as flâmulas vermelhas do castelo e muitas outras coisas que o interessaram. Mas ele não seria Rodrigo se não fosse primeiro à igreja local, exercitar seu latim e discretamente tentar obter informações dos religiosos dali.


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


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Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Klauss Krugger em Seg 11 Abr 2016 - 6:52

*O chamado para guerra finalmente aconteceu e a Seita do Leão de Prata do Rei Ricardo está no caminho e pedindo ajuda a todos que possam segurar uma espada, apesar de todos os problemas iniciais que teve com sua tribo, Jon não consegue resistir ao ímpeto de se juntar aos demais, então faz o que sempre fez de melhor... se misturou a uma das comitivas que iam a Oxfordshire, procurando não chamar atenção para si durante toda a viagem, chegando a cidade procura pelo posto dos "guardas" que consiga perceber que são garou para se alistar.*


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Alexyus em Sab 16 Abr 2016 - 13:24

A jornada de Amora começou nas florestas, primeiro as partes selvagens que ela já conhecia, mas logo ela chegou a áreas florestais que desconhecia. Rumando sempre ao norte, a única pista que tinha das histórias sobre a Britânia, ela logo alcançou campos abertos e por fim viu as plantações de cultivo dos mansos dos feudos, e acabou por passar nos próprios feudos, onde conseguiu informações e indicações mais precisas. Após muitos dias de viagem, logo ela chegou a Callais, onde pôde cruzr o canal da Mancha e chegar à Inglaterra. Do litoral inglês até Oxfordshire, foram mais duas semanas de caminhada a pé, mas Amora podia encurtar essa distância correndo na forma lupina.

Ao chegar perto do feudo, passou por várias patrulhas, que exigiam que ela se identificasse e declarasse seus propósitos. Apesar da falta de traquejo social de Amora, ela conseguiu explicar-e a contento. Sua aparência nórdica despertava certo temor, pois alguns achavam que os invasores eram vikings. Mas ao chegar a vila de Oxford, a movimentação era intensa, com figuras variadas de todas as partes da Europa, e a aparência dela deixou de ser tão chamativa.

A primeira opção de Amora foi ir à casa paroquial, ao lado da imponente catedral de Oxford.
Spoiler:
Casa Paroquial

Catedral
 

Havia muitos padres, monges e freiras nos arredores da casa paroquial, pois religiosos de todas as partes da Inglaterra tinham vindo a Oxford, como por exemplo o Convento da Irmã Leah, que tinha enviado muitas freiras, inclusive Ingrid. A mudança na rotina era uma mudança interessante para Passos Noturnos, e havia tanto para ver e fazer que ela frequentemente se esquecia das suas tarefas quando sua curiosidade prevalecia. Sempre atenta aos arredores, Sempre atenta aos arredores, ela viu a mulher loira de capa vermelha e porte mais imponente que muitos guerreiros chegar na praça da igreja.

Recebida pela Irmã Leah, Amora contou suas intenções. A freira foi compreensiva e receptiva, explicando:

- Sua ajuda é muito bem-vinda, filha. Nessa hora de aflição, precisamos de todas as mãos disponíveis. Acompanhe-me, vou lhe mostrar seu claustro e suas tarefas.

PAra a surpresa de Ingrid, a Irma Leah veio na direção dela, acompanhada da loira recém-chegada.

- Irmã Ingrid, venha aqui! Esta é Amora Dechamps, ela veio de França para nos ajudar. Por favor arrume um claustro para ela e mostre como ela pode ser útil, sim?


Enquanto isso, nos arredores do feudo, Rodrigo despertava de um sono pesado e sobressaltado. Ele continuava a ter pesadelos com os afogados no Mediterrâneo, mas seu sono pesado prolongava os sonhos até colocá-lo num estado de agonia e desãnimo lastimável. Felizmente, ele estava quase chegando a Oxford, já conseguia ver as torres na distância. Aprumou-se e retomou a viagem, a última etapa de uma longa jornada.

Mas na estrada ele já viu uma patrulha de soldados, e também foi visto por eles. Abordado com cautela e instado a se identificar, Rodrigo percebeu que o idioma era um problema. Mas após algumas tentativas de comunicação, ele percebeu que o capitão da guarda falava latim.

Spoiler:
Capitão Leander

Soldados

- Ah, agora, sim, latim! Saudações, Rodrigo Lobo. Eu sou Leander, capítão dessa brigada. Espanhol, não? Claro, um lorde, mesmo que seja espanhol, tem seu valor aqui. Esteve nas cruzadas? Muito impressionante! Em qual delas? Aquelas dos Miseráveis? Ora, mas que infortúnio, sinto muito, sir... Bem, aqui em Oxford, um cavaleiro como o senhor pode encontrar algum feito digno de nota. As coisas estão movimentadas por aqui. Há cavaleiros de toda parte, mas creio que o senhor seja o primeiro da Espanha. Venha conosco, vamos levá-lo até Oxfordshire.

Os guardas fecharam uma escolta ao redor de Rodrigo e Leander, e o garou pôde observar melhor os soldados. Eles eram mais corpulentos que os espanhóis, e usavam mais roupas e armaduras mais pesadas. Ao entrar na cidade, ele reparou que também as mulheres do lugar usavam roupas mais pesadas e longas que as da Espanha, e também evitavam encarar os homens, especialmente os soldados.

Leander conduziu Rodrigo ao quartel, a última edificação antes da ponte para o castelo de Oxford. Lá, todos os soldados saudaram Leander em inglês, aumentando a sensação de deslocamento de Rodrigo. Desmontando, Leander chamou dois soldados e guiou Rodrigo ao salão do quartel, onde, diante de uma grande mesa, mais de uma dúzia de oficiais rodeava um guerreiro cuja veste era mais ornamentada que a dos outros.

Spoiler:
Quartel

Sir Terian

Leander falou em inglês com o superior, após o que o comandante virou-se para Rodrigo e disse, num latim cuidadoso:

- Sê bem-vindo, lorde Lobo! Tua chegada é uma boa notícia para nós. Eu sou Sir Terian de Powis, comandante do exéricto de Sua Majestade, Rei Ricardo Coração de Leão. Acompanhe Leander, ele lhe mostrará sua cama e suas funções. Tenha um bom dia, sir.

Ficou claro que Terian, apesar de cortês, estava bem ocupado. Leander então conduziu Rodrigo para uma tenda, que ele compartilharia com outros 3 cavaleiros. Depois, ele deu o dia livre para Lobo conhecer o feudo, avisando-o de que viria buscá-lo bem cedo na manhã seguinte.

Na imponente catedral, Rodrigo pôde comparar a arte britânica com a arquitetura, escultura e pintura da Espanha. O estilo gótico-barroco espanhol não era visto em parte alguma; a arte sacra inglesa era simples e limpa, mas executada de um modo elegante e imponente. Ali, havia diversos homens religiosos, que dominavam o latim e podiam responder qualquer pergunta de Rodrigo.

OFF: Livre para perguntas.


Ainda na estrada, Jon White estava seguindo uma das trupes de viajantes, comerciantes, artistas e prostitutas que rumavam para onde um grande exército havia se reunido. Todos os companheiros de viagem esperavam lograr luro em seu destino, mas Garras da Justiça ia em busca dos garous da seita Leão de Prata.

A trupe foi vigiada pelas patrulhas de soldado enquanto entrava nos limites do feudo, e Jon vislumbrou a glória da cidade governada pelo rei dos Presas de Prata na Inglaterra. Era grande, e parecia ter crescido desmesuradamente nos últimos meses. Havia mendigos, vendedores de comida e ferramentas, boticários, prostitutas, e principalmente soldados, muitos soldados.

Mas sem saber quais deles eram garous, Jon teria dificuldades para encontrar os presas de prata. Não tinha contatos e nem conhecimento dos nomes dos outros presas de prata daquela seita além do famoso Rei Ricardo.

As opções dele eram se alistar no exéricto e encontrar eventualmente os garous, ou apresentar-se diretamente ao rei Ricardo, ou explorar as áreas selvagens ao redor à noite.
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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Cetza em Dom 17 Abr 2016 - 10:02

- Sua ajuda é muito bem-vinda, filha. Nessa hora de aflição, precisamos de todas as mãos disponíveis. Acompanhe-me, vou lhe mostrar seu claustro e suas tarefas.

Para a surpresa de Ingrid, a Irmã Leah veio na direção dela, acompanhada da loira recém-chegada.

- Irmã Ingrid, venha aqui! Esta é Amora Dechamps, ela veio de França para nos ajudar. Por favor arrume um claustro para ela e mostre como ela pode ser útil, sim
Ingrid estava bastante animada simplesmente por poder voltar a respirar novos 'ares' para além do convento em que ficara um bom tempo aprendendo a se passar por uma irmã sem revelar a sua verdadeira natureza. A curiosa lupina olhava para a jovem de capa vermelha e notava o porte que a jovem possuía que a fazia se destacar até dos guerreiros que estavam ali naquele conflito iminente. -- Amora... Dechamps, prazer em conhece-la. Ingrid sorria para a ilustre convidada. -- Eu lhe mostrarei onde poderá descansar. Deve está cansada depois de viajar tanto, sabe meus descendentes são originárias daquelas terras também... e... acho engraçado seu nome... Amora são bem raras e pequeninas... Ingrid caminhava por entre os corredores da velha casa paroquial, a jovem noviça mostrava a cozinha e o claustro para Amora. -- Uma guerreira...é algo incomum especialmente uma que consegue se destacar tanto entre os homens... parece que os rumores de uma guerra aqui em Oxfordshire chegaram além do canal, parece que teremos dias escuros daqui para frente...


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Natalie em Dom 17 Abr 2016 - 14:35

Amora chegou e conversou com a freira, que deixou ela aos cuidados de uma moça jovem, quase da idade dela mesma.

Ela seguiu Ingrid por onde ela ia, respondendo a conversa dela:

-- Eu lhe mostrarei onde poderá descansar. Deve está cansada depois de viajar tanto, sabe meus descendentes são originárias daquelas terras também... e... acho engraçado seu nome... Amora são bem raras e pequeninas...

- Não acho que eu tenha conhecido algum dos seus ancestrais. Filha de camponeses, moradora da floresta... não vejo outras pessoas com muita frequência. Por isso o nome silvestre.

-- Uma guerreira...é algo incomum especialmente uma que consegue se destacar tanto entre os homens... parece que os rumores de uma guerra aqui em Oxfordshire chegaram além do canal, parece que teremos dias escuros daqui para frente...

- Todas as criaturas de Deus lutam desde o momento em que nascem até sua morte, é algo comum na natureza, e nós humanos e filhos da Mãe Terra não somos tão diferentes assim. Mas só haverá dias escuros se formos derrotados. Qualquer batalha que termine com nossa vitória será um dia brilhante.


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Cetza em Dom 17 Abr 2016 - 17:34

- Não acho que eu tenha conhecido algum dos seus ancestrais. Filha de camponeses, moradora da floresta... não vejo outras pessoas com muita frequência. Por isso o nome silvestre.

- Todas as criaturas de Deus lutam desde o momento em que nascem até sua morte, é algo comum na natureza, e nós humanos e filhos da Mãe Terra não somos tão diferentes assim. Mas só haverá dias escuros se formos derrotados. Qualquer batalha que termine com nossa vitória será um dia brilhante.

Ingrid sorria e gentilmente separava algumas roupas de cama e a forrava. A freira voltava-se para a jovem guerreira achando curiosa a história de Amora -- Engraçado...meus antepassados também moravam em florestas, mas sempre fui uma filha rebelde... Talvez por isso eu tenha acabado num convento. Porém a noviça fechava o rosto com as últimas palavras da jovem guerreira francesa, Ingrid se aproximava dela e lhe falava baixo em seus ouvidos. - Cuidado com o que falas jovem guerreira, somente há o Senhor todo Poderoso... e somente ele...Não irá querer se passar como um herege não é? Todo cuidado é pouco ainda mais nesses dias nebulosos...


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Natalie em Dom 17 Abr 2016 - 18:07

Amora começou a arrumar suas coisas no claustro e ouviu o aviso da menina ruiva.

- Há santos por toda a parte, e todos eles estão ligados ao poder divino que criou todas as coisas. Mas há também os demônios, espíritos do mau que apóiam as perversões dos homens. Eu ouço dizer que são eles que vem invadir essa terra. E com a força que todos os deuses e deusas me deram, eu hei de matar a todos eles. Não tema, garotinha, eu vou protegê-la se for preciso.


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Cetza em Seg 18 Abr 2016 - 14:11

- Há santos por toda a parte, e todos eles estão ligados ao poder divino que criou todas as coisas. Mas há também os demônios, espíritos do mau que apóiam as perversões dos homens. Eu ouço dizer que são eles que vem invadir essa terra. E com a força que todos os deuses e deusas me deram, eu hei de matar a todos eles. Não tema, garotinha, eu vou protegê-la se for preciso.

Ingrid mesmo não gostando do jeito de Amora falar sobre deuses e religião apesar de que somente havia um único Deus criador que abençoara as ilhas Britânicas e toda e qualquer menção de outros Deuses não passavam de mera idolatria pagã, provavelmente oriunda de bárbaros. Porém Amora, mesmo demonstrando ares idólatras, Ingrid sentia uma aura de coragem e devoção na jovem... faltando-lhe apenas direção. -- Fico feliz em saber que contaremos com sua ajuda brava guerreira porém não temo por minha segurança mas sim pelas outras garotinhas... estas sim precisão ser protegidas da guerra... Ao menos essa é a minha missão aqui.. e ficaria feliz de contar com sua força já que minha única força advém da fé... Ingrid sorria e se retirava do cômodo deixando Amora descansar da viagem, a noviça ia procurar o padre da paróquia para saber como a santa igreja iria agir diante daquela situação difícil.


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Lua em Ter 19 Abr 2016 - 14:05

¡Coño! pensou Rodrigo ao ver os soldados. E seu humor não melhorou quando lembrou  que não podia comunicar-se com eles. Felizmente um dos homens falava latim. Rodrigo ouviu suas palavras com uma expressão amistosa, ainda que por dentro continuasse praguejando. Mierda, tenho que aprender o idioma..


- Ah, agora, sim, latim! Saudações, Rodrigo Lobo. Eu sou Leander, capítão dessa brigada. Espanhol, não?


Rodrigo assentiu: Sim, do Reino de León. É um prazer conhecê-lo, capitão.


Claro, um lorde, mesmo que seja espanhol, tem seu valor aqui.


- Por supuesto. Ainda que tenhamos que livrar Espanha dos mouros, sempre poderemos ajudar os ingleses a lutar com outros bárbaros - respondeu com duplo-sentido.


Esteve nas cruzadas? Muito impressionante! Em qual delas? Aquelas dos Miseráveis? Ora, mas que infortúnio, sinto muito, sir... Bem, aqui em Oxford, um cavaleiro como o senhor pode encontrar algum feito digno de nota. As coisas estão movimentadas por aqui. Há cavaleiros de toda parte, mas creio que o senhor seja o primeiro da Espanha. Venha conosco, vamos levá-lo até Oxfordshire


Rodrigo pensou que as cruzadas também estavam sendo um infortúnio para os reis cristãos mas eximiu-se do comentário. Seguiu o homem até Oxfordshire.

Adversários lentos… pensou ao ver os cavaleiros em suas pesadas amaduras. Sabia pela experiência com os mouros que toda essa parafernália pesada, montada sobre cavalos igualmente robustos, acabava deixando os cavaleiros europeus indefesos diante de adversários mais ágeis.  E se o inimigo, além de tudo, for sobrenatural?

Lamentou ver as mulheres tão cobertas e caladas. Não importava quão odioso fosse um povo, as mulheres sempre eram belas. Quem dera ver mais de perto uma dessas damas de pele alva e olhos cristalinos. Por um momento Rodrigo pensou em sua morena e valente Sancha, no quão complicada seria sua vida se ela não cuidasse das terras enquanto ele combatia. E a pequena Teresa… Se ela crescesse tão esperta quanto era agora o melhor seria encaminhá-la à vida religiosa. Cristo era o melhor esposo para uma mulher inteligente. E a seita ainda teria alguém dentro da Igreja quando seu pai falecesse.

Chegaram ao quartel. Agradeceu educadamente a recepção do comandante, continuou acompanhando Leander e saudou os homens com quem compartiria a tenda. É bom ser amigo dos companheiros de quarto quando você costuma acordar no meio da noite gritando.

Sentiu-se aliviado quando pôde andar sozinho pelo feudo. Seria difícil impressioná-lo após ter conhecido Constantinopla e Córdoba mas ainda assim Rodrigo apreciou Oxfordshire. Investigou-a não só do ponto de vista arquitetônico e artístico mas também estratégico. Rotas e caminhos, pontos mais ou menos seguros, peculiaridades dos habitantes.

Como expressava-se através do latim provavelmente falou com gente culta. Perguntou se alguém na Inglaterra tinha idéia de que direção os invasores estavam chegando e como abordaram na ilha, se podiam identificar os traços de algum povo conhecido,  o que as pessoas que tiveram contato com os invasores falavam sobre sua aparência e modo de agir e, sobretudo, se já circulava entre o povo alguma história, lenda ou profecia associada aos invasores.  Mostrava interesse pela crenças e superstições populares como se fossem especulações de erudito mas na verdade estava buscando indícios do sobrenatural.


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


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Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Alexyus em Sab 30 Abr 2016 - 9:12

Ingrid se dirigiu à catedral, à procura do pároco Patrick, o jovem padre que substituíra o velho padre Jonathan após a morte do antigo encarregado da igreja de Oxford.

Interior da Catedral:

Nos últimos dias, havia cada vez mais pessoas na catedral a qualquer momento do dia, rezando pela misericórdia divina. Naquele momento, estavam lá pelo menos 20 pessoas, a maioria mulheres, dois cavaleiros, alguns velhos acompanhados de crianças.

Ingrid encontrou padre Patrick ao lado do altar, próximo da entrada para a sacristia. Ele conversava com o Bispo Thomas, de Londres, que viera para apoiar o rei Ricardo naquele momento difícil. Ele avistou Ingrid, mas não sabia o que ela estava fazendo ali, então esperou até que ela viesse até ele.

Spoiler:
Padre Patrick
Bispo Thomas


Amora foi deixada à vontade após a saída de Ingrid.

Por não ser uma freira e não conhecer a rotina do hospital da casa paroquial, ela podia explorar o feudo e conhecer mais do ambiente em que chegara.

Os aldeões e pessoas comuns não a encaravam, abaixando a cabeça respeitosamente ao passar por ela. Os comerciantes, que chegavam mais a cada dia, a interpelavam com humildade, chamando-a de milady e oferecendo seus produtos e mercadorias.

Perto dos limites da cidade, Amora encontrou um grupo de soldados de folga. Pela aparência, ela pôde dizer com facilidade que não eram nativos do local, sendo mais provável que fossem mercenários que acharam trabalho a serviço do rei. Todos a encararam com olhares de admiração, e um deles ousou fazer um gracejo:

- Hey, jovem loira, quer se divertir?

Spoiler:


aRodrigo procurou informações na igreja, e com seu carisma natural e aparência estrangeira, logo atraiu a atenção de muitos dos recém-chegados a Oxford.

Especialmente os refugiados pareciam ansiosos para contar sobre o que viram e tinham passado. Mas infelizmente os relatos divergiam enormemente de um para outro: um dizia que eram dez barcos vikings que tinham aportado na costa norte, outro afirmava que os sarracenos da Espanha tinham dado a volta pelo oceano e iniciado uma expansão européia em retaliação pelas cruzadas, alguns diziam que monstros do mar tinham se esrguido para destruir tudo em seu caminho, aqueles outros certificavam que era uma legião de demônios vindos do inferno. Havia histórias de todos os tipos, e quase nenhum ponto de contato entre elas.

Ao abordar os padres e monges ingleses, Rodrigo percebeu que a opinião corrente entre os homens da Igreja era que os refugiados sofriam de loucura causada pelos horrores da guerra. Eles evitavam fazer suposições, preferindo colocar-se nas mãos de Deus qualquer que fosse seu destino.


Rodrigo viu quando uma jovem freira entrou na catedral e abordou o padre e o bispo na lateral da nave. Algo nas maneiras dela soou estranho é ao mesmo tempo familiar para Rodrigo Lobo, mas ele não conseguiu definir o quê.


OFF: Klauss, ver post anterior.


Última edição por Alexyus em Sab 30 Abr 2016 - 23:54, editado 1 vez(es)
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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Cetza em Sab 30 Abr 2016 - 15:50

Nos últimos dias, havia cada vez mais pessoas na catedral a qualquer momento do dia, rezando pela misericórdia divina. Naquele momento, estavam lá pelo menos 20 pessoas, a maioria mulheres, dois cavaleiros, alguns velhos acompanhados de crianças.

Ingrid passava pelo deambulatório, local destinado aos peregrinos que visitavam a igreja, fazendo o sinal da santa cruz quando passava diante das relíquias ali presentes, mesmo sabendo que a maioria delas não passavam de fraudes... porém isso pouco importava pois aquelas 'relíquias' inspiravam as pessoas à uma crença maior. Ingrid notava que havia muitas crianças e mulheres e isso a preocupava pois aquele confronto poderia se converter num verdadeiro massacre.

Ingrid encontrou padre Patrick ao lado do altar, próximo da entrada para a sacristia. Ele conversava com o Bispo Thomas, de Londres, que viera para apoiar o rei Ricardo naquele momento difícil. Ele avistou Ingrid, mas não sabia o que ela estava fazendo ali, então esperou até que ela viesse até ele.

Ingrid podia ver o pároco Patrick, que substituíra o padre Jonathan após o mesmo ter falecido, a freira se aproximava respeitosamente do pároco e com o bispo, a jovem não esperava ver o bispo ali com o pároco, mas talvez fosse a oportunidade perfeita de chegar até Ricardo ou melhor Coração de Leão. A jovem mantinha todo o recato que se esperava de uma freira ao abordar os dois homens. Ingrid se inclinava-se para o bispo e beijava o seu anel episcopal levantando-se em seguida para o pároco e beijava as mãos dele de forma respeitosa e humilde.  

-- Padre Patrick, Vossa Excelência Bispo de Londres... é uma honra vê-lo aqui, com certeza a vossa presença inspirará ainda mais os santos defensores de Oxfordshire, eu não esperava ver o próprio Bispo aqui, reverendo Patrick, sou a irmã Ingrid de Hollyrood e vim vê-lo pois gostaria de saber quais as medidas que a santa igreja tomará nesse conflito, tenho instruções da Reverendíssima Madre Leah de Holyrood de cuidar dos feridos que viriam a ter se os botos de invasão serem verdadeiros e claro lhe garantir um pouco de conforto espiritual ainda mais nesses tempos tenebrosos de guerra.


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Lua em Dom 1 Maio 2016 - 10:17

Rodrigo escutou todas aquelas histórias disparatadas.

Não tiveram muita utilidade, uma vez que não havia um denominador comum entre elas que pudesse sugerir algum ser sobrenatural em particular. Mas ainda assim foi divertido ouvi-las. Ele não tinha a paixão por histórias de um galliard mas, como ragabash, era curioso e desfrutou dos relatos. Seu favorito foi o dos monstros marinhos.



Rodrigo viu quando uma jovem freira entrou na catedral e abordou o padre e o bispo na lateral da nave. Algo nas maneiras dela soou estranho é ao mesmo tempo familiar para Rodrigo Lobo, mas ele não conseguiu definir o quê.


Algo era familiar nos gestos daquela freira e, ao mesmo tempo, distinto ao das demais pessoas. Rodrigo não podia definir o que era mas somou dois mais dois e concluiu que não seria o único garou a chegar a Oxfordshire.

Esperou calmamente que ela terminasse de falar com o padre e bispo, fingindo apreciar a arquitetura da catedral e até mesmo fazendo uma breve oração. Mas não perdeu a moça de vista. Quando ela se apartasse dos dois religiosos a abordaria.  

Será que uma freirinha tão jovem já sabe latim? Espanhol e grego eu duvido…

Decidiu cumprimentá-la em latim.

- Salve, venerabilis soror. Loquatur lingua mea? [Olá, reverenda irmã. Fala minha língua?]

Se a jovem respondesse, melhor. Senão, ele se certificaria de que não houvesse ninguém por perto e se apresentaria em garou, usando uma palavra que fosse possível articular em hominídeo e que dependesse mais da linguagem corporal do que de rosnados.

Seu palpite era que a jovem entenderia. Mas se se tratasse apenas de uma freira humana e comum… bem… ele era um extravagante e um comediante… a idéia de uma freira saindo correndo e persignando-se, embora arriscada, não chegava a desagradá-lo.


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Cetza em Dom 1 Maio 2016 - 19:25

Ingrid nem tinha percebido o jovem guerreiro na igreja, a freira terminava o seu assunto com o pároco e o bispo e quando estava se retirando se deparava com o guerreiro de sangue latino, ela o olhava tentando parecer o mais natural possível porém quando ele falava em latim a freira lupina franzia o cenho sem entender uma só palavra, aprender uma língua nova já era complicado ainda mais sendo uma lupina. A jovem fingia certo recato e lhe respondia em inglês dando as boas vindas.

Decidiu cumprimentá-la em latim.
- Salve, venerabilis soror. Loquatur lingua mea?

-- That the Lord's grace accompany noble warrior , but unfortunately do not speak your language. [Que a graça do Senhor lhe acompanhe nobre guerreiro, mas infelizmente não falo a sua língua.]





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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Lua em Dom 1 Maio 2016 - 20:03

Rodrigo já esperava que a freira não soubesse latim. Tampouco entendeu o que esta lhe respondeu, em inglês. Mas a sensação de que ela era garou persistia, então ele insistiu no idioma garou.

(Cetza ver penultimo paragrafo do meu post anterior)

- Você é garou? - disse no idioma garou, um pouco mais enfatico agora.


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Cetza em Seg 2 Maio 2016 - 8:56

Se a jovem respondesse, melhor. Senão, ele se certificaria de que não houvesse ninguém por perto e se apresentaria em garou, usando uma palavra que fosse possível articular em hominídeo e que dependesse mais da linguagem corporal do que de rosnados.
- Você é garou? - disse no idioma garou, um pouco mais enfático agora.

A freira se espantava um pouco, não esperava ver um garou naquele momento em especial um de terras tão distantes como era as terras onde aquela língua latina era comum. Diferente do garou que conseguia falar de forma mais polida, provavelmente por ser um duas patas ao invés de um lobo como ela, a freira apenas assentia com a cabeça afirmando. Ela olhava para os lados como se procurasse um local reservado onde poderiam conversar, a freira pegava na mão de Rodrigo e o conduzia para o interior da igreja dirigindo-se para um dos claustros.

-- Se um garou está aqui....ainda mais vindo de terras tão distantes, então os boatos devem ser verdadeiros... Sou Passos Noturnos, nascida sob a lua nova das Fúrias e servindo a ordem da Mãe Misericordiosa. Rodrigo podia notar o jeito silvestre da freira não somente em seu linguajar garou como também o seu e olhar... como se algo selvagem estivesse impregnado nela como se fizesse parte de seu ser, era como se 'comportar como gente' fosse uma máscara que escondia sua natureza selvagem de uma predadora anta.


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Lua em Seg 2 Maio 2016 - 10:19

Rodrigo deu um sorriso quando a garota assentiu que era garou. Depois acompanhou-a até o claustro.


-- Se um garou está aqui....ainda mais vindo de terras tão distantes, então os boatos devem ser verdadeiros... Sou Passos Noturnos, nascida sob a lua nova das Fúrias e servindo a ordem da Mãe Misericordiosa. Rodrigo podia notar o jeito silvestre da freira não somente em seu linguajar garou como também o seu e olhar… como se algo selvagem estivesse impregnado nela como se fizesse parte de seu ser, era como se 'comportar como gente' fosse uma máscara que escondia sua natureza selvagem de uma predadora anta.


- Sim, os boatos chegaram até o Reino de León, de onde venho. Estou junto aos soldados do Rei Ricardo Coração de Leão e andei investigando um pouco por aí mas não obtive mais informações. Você é a primeira garou que encontro. Ah… desculpe… não me apresentei. Sou Língua-de-Açoite, Rodrigo Lobo entre os homens,  ragabash dos senhores das sombras.

Enquanto falava, analisava discretamente a jovem diante de si. Sentia sua aura selvagem, quase podia aspirá-la.

- Se me permite a ousadia, irmã… como ragabash não posso deixar de admirar que uma guerreira de Gaia se esconda sob a aparência de uma doce freirinha - esperou para ver o efeito que as últimas palavras teriam na fúria negra - Essa ordem da Mãe Misericordiosa é um disfarce? Oou a senhorita é, de fato, uma pessoa religiosa? Digo isso porque eu cristão, ademais de um fiel defensor de Gaia.


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Klauss Krugger em Seg 2 Maio 2016 - 12:35

*Jon fica maravilhado com a arquitetura da construção humana e garou e percorre a cidade durante o dia anda pela cidade a procura de alguma aparição publica do rei Ricardo, caso não encontre seria obrigado a uma entrada formal, sairia da cidade no periodo da noite e iria para a floresta quando tivesse certeza de que não estaria sendo seguido nem vigiado assumiria sua forma lupina em seguida faria um uivo pedindo permissão e se apresentando, então aguardaria os batedores chegar até ele.*


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Natalie em Qui 5 Maio 2016 - 6:39

Amora estava explorando a ccidase quando alguns soldados perguntaram se ela queria se divertir.

Com aeu inseparavel machado, ela inverteu a empunhadura dele de cabeca para baixo e respondeu:

- Diversao? Claro! Vamos ver se voces estao prontos para lutar pela cidade.

E ela partiu para cima deles, usando o cabo do machado para bater neles sem causar ferimentos graves.


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Alexyus em Qui 5 Maio 2016 - 21:34

-- Padre Patrick, Vossa Excelência Bispo de Londres... é uma honra vê-lo aqui, com certeza a vossa presença inspirará ainda mais os santos defensores de Oxfordshire, eu não esperava ver o próprio Bispo aqui, reverendo Patrick, sou a irmã Ingrid de Hollyrood e vim vê-lo pois gostaria de saber quais as medidas que a santa igreja tomará nesse conflito, tenho instruções da Reverendíssima Madre Leah de Holyrood de cuidar dos feridos que viriam a ter se os botos de invasão serem verdadeiros e claro lhe garantir um pouco de conforto espiritual ainda mais nesses tempos tenebrosos de guerra.

O Padre Patrick manteve-se calado, deixando a palavra para o Bispo, que se mostrou bastante satisfeito com a postura piedosa de Ingrid.

- Parece-me que estás bem orientada, filha. Nesta hora de aflição, é papel da Santa Igreja dar alívio e esperança aos corações dos pobres, mostrando como Deus Nosso Senhor sustenta-nos durante as maiores provações. Sejas gentil e paciente com os soldados, esses pobres homens sofrerão muito antes que as hordas pagãs sejam debeladas.


Rolagem de Amora:
Amora rolou 9 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Ataque com Arma e obteve: 7 1 2 2 10 9 4 9 10
Amora obteve 4 sucessos!

Amora avançou rapidamente contra os mercenários.

Com uma estocada em cheio no peito, ela derrubou o mais próximo para trás, enquanto já emendava o golpe para um acerto contra a lateral da cabeça do segundo, levando ambos ao chão antes mesmo que se levantassem. Os outros dois começaram a se mover para levantar e reagir, mas Amora fez um giro com o cabo, acertando os dois com um único movimento.

Com os quatro caídos, Amora ainda distribuía pauladas, matendo-os no chão, até que começaram a implorar perdão, misericórdia, clemência, e quaisquer outras palavras de rendição que lhes ocorressem.


Jon ouviu uma balbúrdia e quando foi ver o que estava acontecendo, viu uma moça loira espancando quatro soldados com o cabo de um grande machado.

A feitura do machado e o modo de lutar dela lembravam-no de algo, mas não conseguiu definir o que era.

Mais pessoas tinham vindo, assim como ele, ver o motivo daquela comoção, e logo os risos e troças contra os quatro homens derrotados tomou conta de uma pequena multidão.
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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Cetza em Sab 7 Maio 2016 - 9:07

- Se me permite a ousadia, irmã… como ragabash não posso deixar de admirar que uma guerreira de Gaia se esconda sob a aparência de uma doce freirinha - esperou para ver o efeito que as últimas palavras teriam na fúria negra - Essa ordem da Mãe Misericordiosa é um disfarce? Oou a senhorita é, de fato, uma pessoa religiosa? Digo isso porque eu cristão, ademais de um fiel defensor de Gaia.

Ingrid sorria para Rodrigo lobo, a freira se recostava na parede e com os braços cruzados analisava o garou de cima abaixo.

-- Oras Rodrigo Lobo... é por isso que nascemos sob a lua nova... a lua oculta, mas agora... 'doce' talvez tenha pensado errado. A Mãe misericordiosa?... talvez sim... talvez não, Como fúria sou uma defensoras das fêmeas e guerreira de Gaia.. acredito que isso é ser religiosa não é?

Ingrid não se sentia à vontade em falar da ordem com alguém das terras onde a inquisição era tão forte e condenava inúmeras mulheres à fogueira, mas também ter contatos com a nobreza daquele lugar seria de grande valia para a ordem.

-- Não me chame de senhorita... mas de irmã Ingrid, os duas patas preferem assim quando veem uma mulher com essas roupas. Então você conhece o Rei Ricardo, seria de grande valia se agíssemos juntos, o que acha Rodrigo Lobo?


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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Lua em Seg 9 Maio 2016 - 19:37

-- Oras Rodrigo Lobo... é por isso que nascemos sob a lua nova... a lua oculta, mas agora... 'doce' talvez tenha pensado errado. A Mãe misericordiosa?... talvez sim... talvez não, Como fúria sou uma defensoras das fêmeas e guerreira de Gaia.. acredito que isso é ser religiosa não é?


Rodrigo deu uma risada.

- Se fosse só um disfarce você não teria porque me ocultar, assim que interpreto seu "talvez sim, talvez não" como um "sim". Mas não se preocupe, não farei mais perguntas. E não a culpo por estar na defensiva. Minha tribo costuma gerar esse tipo de reação.

Quem sabe quando ganhe mais confiança em mim podamos conversar sobre a fé cristã. Gostaria de ver o ponto de vista dela.


-- Não me chame de senhorita... mas de irmã Ingrid, os duas patas preferem assim quando veem uma mulher com essas roupas. Então você conhece o Rei Ricardo, seria de grande valia se agíssemos juntos, o que acha Rodrigo Lobo?


Foi a vez de Rodrigo olhar Ingrid de cima a baixo e dizer em um tom de menino bem-comportado mas, ao mesmo tempo, com picardia:

- Está bem, vou respeitar suas vestes e prometo chamá-la de irmã… sempre que estiver com elas. - sorriu e então continuou, mais sério - Quanto ao Rei Ricardo, eu não o conheço mas fui incluído no exéricto de Sua Majestade pelo comandante, Sir Terian de Powis. Seria excelente se uníssemos nossas forças para seguir investigando e, quem sabe, até fazer contato com outros garous, pois seguramente não seremos os únicos atraídos pelos boatos.






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Re: As Invasões Bárbaras

Mensagem  Cetza em Ter 10 Maio 2016 - 20:54

- Se fosse só um disfarce você não teria porque me ocultar, assim que interpreto seu "talvez sim, talvez não" como um "sim". Mas não se preocupe, não farei mais perguntas. E não a culpo por estar na defensiva. Minha tribo costuma gerar esse tipo de reação.

Ingrid ria com certo recato, que tanto teve que aprender para ser parecer com uma freira. Ingrid recostava numa parede enquanto olhava e conversava com Rodrigo.

-- Não me oculto de você, mas dos duas patas... você sabe... olhar seus inimigos bem de perto... Quanto a perguntas? pode faze-las, seu como vocês gostam de falar.

Está bem, vou respeitar suas vestes e prometo chamá-la de irmã… sempre que estiver com elas. - sorriu e então continuou, mais sério - Quanto ao Rei Ricardo, eu não o conheço mas fui incluído no exéricto de Sua Majestade pelo comandante, Sir Terian de Powis. Seria excelente se uníssemos nossas forças para seguir investigando e, quem sabe, até fazer contato com outros garous, pois seguramente não seremos os únicos atraídos pelos boatos.

Ingrid sorria mais ainda e ria abertamente deixando um pouco o recato de lado.

-- Língua afiada... gosto disso... e como terei que chama-lo? Sir? Lorde? São tantos que até me esqueço...

Os risos e sorrisos de Ingrid cessavam quando Rodrigo falava sobre o Rei Ricardo, a lupina ficava mais atenta a essa parte da conversa. Desde que começou a viver entre os duas patas, a jovem loba aprendera a focar sua atenção somente quando os duas patas falavam coisas importantes... já que passam boa parte do tempo falando um monte de coisas sem importância.

-- Isso deve ser verdade, fico feliz de ter sua colaboração para investigar esses boatos. Devíamos nos apresentar à seita do Grande Leão Prata, seria uma afrontar não nos apresentarmos.


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