Ahroun: Lua Cheia – Guerreiro

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Ahroun: Lua Cheia – Guerreiro

Mensagem  The Grand Wizard [Passo] em Dom 10 Abr 2011 - 17:09


Ahroun: Lua Cheia – Guerreiro


O Ahroun é o veículo da Fúria de Luna, as garras da ira de Gaia. Ele é o assassino, o homem-lobo enlouquecido, a Fúria encarnada. Sangue é o seu vinho, guerra o seu prazer.
Com o passar do tempo, a sabedoria pode guiar a mão de Ahroun, mas quando jovem ele permanece no topo de uma pilha de cadáveres, gritando por mais.
Os Ahroun jamais serão conhecidos por seu refinamento social, mas sua presença inspiradora e sua habilidade física fazem deles líderes de guerra natos. Sua afinidade com a Fera interior costuma levar os Ahroun a uma morte prematura, ainda que gloriosa, mas a dor pode ser uma boa mestra. Um Ahroun envelhecido é uma das mais perigosas criaturas vivas.
Eles são os heróis dos Garou, os guerreiros das lendas.
Até entre as tribos mais moderadas, os Ahroun são conhecidos por seu mau humor. Eles não temem a morte, mas a abraçam como um dever de guerreiro. Esses guerreiros natos vêem a si mesmos como os punhos e os líderes da
matilha por direito de nascença. Nem todo Ahroun é tão selvagem; alguns conseguem controlar sua Fúria, guardando-a para o inimigo. Mas para a maioria dos filhos da Lua Cheia, a vida é uma batalha . feroz, brutal e breve.

Fúria Inicial: 5

Dons Iniciais: Uivo do Dominador, Benção do Chifre, Café da Manhã de Pedras, Inspiração, Garras Afiadas, O Toque da Queda, Empatia do Ódio, Tática de matilha e Garras-Esporas e Comando do Forte.

Renome Inicial: Gloria : 2   Honra : 1

Estereótipo: Os Ahroun representam todo o orgulho, poder e impetuosidade dos Garou. Seus espíritos são poderosos, mas seus modos deixam um pouco a desejar. Ainda assim, é melhor ter um ao seu lado na matilha do que sobre a sua garganta.
Diz-se que os Ahroun nascidos sob a lua crescente obedecem fanaticamente à vontade de Gaia, enquanto aqueles nascidos sob a lua minguante costumam usar seu poder para dominar os outros Garou.

ASPECTOS
Todo Augúrio se divide em dois Aspectos, Lua Crescente ou Lua Minguante, de acordo com qual lua estava no céu durante o nascimento do Garou. No caso dos Ahroun, isso é difícil de determinar, visto que a Lua está cheia. Por isso, o Aspecto tem pouca influência, sendo determinado de acordo com a proximidade da lua crescente ou minguante (um Ahroun nascido no começo da lua cheia seria crescente, um nos últimos dias de lua cheia seria minguante).

LUA CRESCENTE
O Ahroun da lua crescente é mais ativo, tenta mostrar suas habilidades em público e busca papéis de respeito e liderança na sociedade. Eles impõem-se pela força (seja física ou de caráter) e pelos seus feitos.

LUA MINGUANTE
O Ahroun da Lua Minguante é mais solitário, tentando sempre provar sua capacidade e talento. Muitas vezes age sozinho apenas para mostrar do que é capaz. Ele tende a ser mais fechado e a seguir ordens ao invés de liderar.

Citação: Só um covarde teme a morte! Meu espírito renascer á, como já fez mil vezes antes. Se eu cair esta noite, será numa batalha gloriosa pela Mãe. Que meu sangue lave a terra por cinqüenta quilômetros! Tudo o que quero é levar comigo uma boa dúzia de lacaios da Wyrm! E então: quem estará ao meu lado?
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Re: Ahroun: Lua Cheia – Guerreiro

Mensagem  The Grand Wizard [Passo] em Sex 28 Fev 2014 - 12:42

GUERREIROS SE UNEM

Vocês conhecem a história de Gunnar Devorador-deMalditos? Do grande herói que ensinou ao bisavô de meu bisavô o valor de ser um Ahroun, um guerreiro da lua cheia?
Não? Então vou contar um pouco de Gunnar e seus ensinamentos. Mesmo eu sendo um Galliard, sei muito bem, através das lições de Gunnar, o que um realmente Ahroun é.
Pois houve há muitos e muitos anos, um grande guerreiro chamado Gunnar Devorador-de-Malditos, um homem cuja descendência Fenrir ele carregava com orgulho. Ele nasceu filho de uma grande Filodox dos Fenrir e de um grande guerreiro Parente, e foi educado desde o princípio para ser fiel à Tribo e a seus companheiros.
Gunnar sempre se dedicou à batalha com coragem, selvageria e paixão, mas após seus primeiros combates reais, viu que aquilo que aprendia era incompleto. Ele então declarou-se um Lobo Solitário e partiu para buscar a essência do guerreiro. Sua Tribo o chamou de covarde por abandona-la, mas ainda assim, ele prosseguiu. Por muitos e muitos anos, Gunnar prosseguiu em sua busca, aprendendo com Tribo após Tribo, aprimorando suas artes de combate, mas ainda assim se sentia falho. Ele queria aprender a essência da guerra. Até que, um dia, encontrou um corvo.

DISCERNIMENTO

Gunnar e o corvo conversaram naquela noite, e Gunnar revelou seu desejo de descobrir a essência de ser um guerreiro. O corvo riu, dizendo que Gunnar era um brutamontes, pois a essência do guerreiro estava em sua inteligência. Diante daquele ser frágil, Gunnar preferiu ignora-lo e continuou sua jornada. Mal deu as costas ao corvo, porém, o corvo tornou-se um grande monstro alado, saltou sobre Gunnar e rasgou suas costas com as garras dos pés. Gunnar virou-se para atacar o monstro-corvo, mas o corvo tornou-se pássaro e escapou para o céu, pousando sobre uma árvore, rindo.
“Nunca vai ser um guerreiro se não aprender a ver e a ouvir,” disse o corvo. Gunnar queria esfola-lo, mas desta vez deu-lhe ouvidos. “Aprenda a ter discernimento,” continuou o corvo, “aprenda a descobrir quem é o inimigo e como derrota-lo.” Gunnar praguejou, dizendo que venceria o corvo se ele descesse dali e o enfrentasse. Assim o corvo fez, virando monstro de novo. Gunnar lutou com tudo o que podia, mas o corvo não só escapava de seus golpes, como atacava ferozmente com penas afiadas como facas. Assim, Gunnar foi derrotado por um corvo.
Foi aí que Gunnar descobriu alguém que conhecia a essência verdadeira de um guerreiro. Ele pediu ao corvo para ensina-lo a ser um guerreiro. O corvo riu, exigindo que Gunnar o adotasse como seu Totem. Assim, Gunnar assumiu o Totem do corvo.

PREPARAÇÃO

O corvo ensinou Gunnar a estar preparado. “Você tem muita força, mas força não é tudo,” dizia o corvo. “Deve ser rápido para evitar os golpes do inimigo e inteligente para descobrir como vence-lo.” E assim, o corvo foi ensinando Gunnar a se preparar. Gunnar aprendeu como prever e escapar dos golpes dos adversários, como usar astúcia para remover as vantagens
deles em combate, como pensar rápido o suficiente para agir antes deles. Ele desenvolveu seus golpes para além da simples tentativa de ferir, compreendendo que derrubar ou inutilizar o adversário pode ser melhor do que mata-lo.
O corvo dizia que um guerreiro deve estar preparado para enfrentar não só inimigos em combate direto, como também lutar quando o inimigo não podia ser alcançado. Ele ensinou Gunnar a planejar, a pensar antes de agir. “Prepare-se para quando o inimigo não puder ser atingido,” ele dizia, antes de ensinar como atingir o inalcançável. E então Gunnar também aprendeu como descobrir quando um desafio podia ser vencido ou não. “Um guerreiro sabe não só vencer como perder. Um guerreiro morto à toa é um guerreiro que não ajudará em nada sua Tribo.”
Por anos, Gunnar se preparou com seu mestre corvo, aprendendo golpes e táticas. Eles viajaram juntos muitas vezes, sempre buscando novos oponentes e desafios. Então, dez anos após abandonar sua Tribo, Gunnar despediu-se de seu mentor e rumou de volta para seu povo.

FORÇA

Quando reencontrou sua Seita, Gunnar descobriu que a Wyrm estava próxima e atacava a Seita todas as noites, buscando derruba-la. Por isso, os Anciões exigiram que Gunnar provasse sua capacidade para defender a Seita antes mesmo que ele fosse aceito novamente. Gunnar concordou. Então invocaram um teste de força, para que Gunnar provasse que era forte o suficiente para lutar. Gunnar aceitou, e foi posto dentro de um círculo, diante de um jovem Ahroun, cuja força superava a de um touro. Venceria aquele que jogasse seu oponente para fora do círculo. Então, ao sinal do Mestre do Desafio, ambos se atracaram e Gunnar pôde sentir a imensa força do jovem oponente, que o empurrava para trás. Então Gunnar se jogou ao chão fazendo com que seu oponente perdesse o equilíbrio e caísse para fora do círculo.
Os juizes, porém, disseram que Gunnar havia provado ser fraco por não usar sua força para vencer e o expulsaram do local. Os Galliards cantavam, chamando-no de fracote, mas Gunnar não desistiu. Ele resolveu passar a noite nas proximidades do Caern. E, quando a Wyrm atacou o Caern naquela noite, foi Gunnar quem salvou os jovens guerreiros quando usou sua força para derrubar uma árvore sobre o líder dos inimigos.

CORAGEM

Presenciando a força de Gunnar, os Anciões o chamaram novamente, dando-lhe uma nova chance, uma prova de coragem. E atearam fogo sobre um longo caminho e disseram que, se Gunnar atravessasse as chamas, ele seria aceito. Gunnar, sabendo que suas chances eram poucas de sobreviver, fitou o fogo e então deu a volta ao redor do fogo, chegando ao outro lado, clamando que havia passado pelo fogo. Os Anciões o chamaram de covarde, porém, e o expulsaram novamente.
Mas foi naquela noite, quando um filhote e um Parente foram cercados por quatro criaturas da Wyrm, que Gunnar provou sua coragem ao revelar-se e atacar sem hesitar um único instante, destruindo todas as quatro e salvando o filhote e o parente.

SABEDORIA

Vendo a grande coragem de Gunnar, os Anciões novamente o chamaram e perguntaram-lhe: “Como é isto que você é forte mas não prova sua força?” E Gunnar lhes disse: “a força não é o maior dos atributos do guerreiro e sim a inteligência. Numa batalha, deve-se vencer rápido. Por isso, embora eu pudesse vencer no teste de força usando minha própria força, preferi vencer de modo mais rápido, para provar que a inteligência é superior e mais eficaz.”
Os Anciões se entreolharam e perguntaram: “E como é isto que você é corajoso, mas não provou sua coragem ao recusar atravessar o fogo?” Gunnar então lhes disse: “Se eu atravessasse o fogo, poderia me ferir gravemente ou até morrer. Por isso, escolhi um caminho que daria o mesmo resultado mas de forma mais segura. Coragem deve ser testada com inteligência, pois numa batalha o tolo corajoso é o primeiro a morrer.”
Vendo a sabedoria de Gunnar, os Anciões com orgulho pediram que ela retornasse à Seita. Assim, Gunnar uma vez mais voltou a pertencer à Nação Garou.

LIDERANÇA

E Gunnar passou a treinar os jovens daquele Caern, ensinando-lhes a essência do guerreiro que o corvo tinha ensinado a ele. E eles passaram a respeita-lo, não só por sua força, como capacidade de liderança. Gunnar ensinou os jovens a pensar, a prever os passos do inimigo e agir em conjunto.
Gunnar mostrou que os Ahroun nasceram para liderar, ensinando coragem, força, sabedoria e, principalmente, paciência. Mais do que guerra, os Ahroun deveriam ser capazes de viver em paz, para defender essa paz.
Gunnar demonstrou ser mestre na arte da inspiração, demonstrando o melhor em si para servir de exemplo a outros. Desta forma, ele se tornou respeitado pelos mais jovens e mais velhos também. Assim deveriam ser os verdadeiros guerreiros, ele dizia.

O MOMENTO DA BATALHA

Então, um dia, os Ragabash trouxeram a notícia de que encontraram o covil da Wyrm que atacava o Caern com freqüência. Os Anciões reuniram os mais poderosos Ahroun para invadir aquele antro de corrupção, mas então Gunnar interveio.
“Não é com força apenas que podemos vencer o inimigo. Muitos de vocês morrerão se atacarem o covil diretamente! Não podemos enviar apenas guerreiros ali. Nós, Ahroun, somos mais do que guerreiros, devemos sim ser os defensores dos outros Augúrios, para que, enquanto nossas garras e presas ferem os inimigos, todos os demais nos protegerão dos ataques surpresa, curarão nossos corpos e atacarão os inimigos que distraímos.
“Somos sim os guerreiros mais talentosos de Gaia, mas não os únicos. Convoquem nossos Ragabash, Theurge, Filodox e Galliard! Pois, enquanto nós seremos a linha de frente, eles virão à nossa ajuda. Nossa obrigação, mais do que lutar, é ditar os rumos da batalha a todos os Garou.” Ouvindo as palavras de Gunnar, os Anciões resolveram ouvi-lo, e ele organizou os Augúrios para lutarem juntos. E, naquela batalha, nenhum Garou foi morto. Todos aplaudiram e homenagearam Gunnar Devorador-de-Malditos, pois, como guerreiro, ele tinha a essência primordial de um Ahroun.

OS OUTROS

Após aquela grande batalha, Gunnar explicou sua estratégia aos anciões. Ele falou de cada um dos demais Augúrios, e disse assim deles:

RAGABASH
“Aos trapaceiros, que suas trapaças nos auxiliem em batalha! Que seus truques derrubem os inimigos e os façam brigar entre si! Que seu talento para as sombras ajude a atacar os oponentes por trás! Se eles são tão bons para nos enganar e nos pegar em surpresa, têm o talento inato para a guerra.
“Da mesma forma, eles podem descobrir os segredos do inimigo. Eles podem ir aonde nós guerreiros não podemos. E, através de suas descobertas, podemos assegurar nossa vitória. Aprendam com os Ragabash.”

THEURGE
“E quanto a nossos místicos? Não são eles os donos das artes de cura? Então, porque devem esperar o fim da batalha para curar os feridos? Que eles estejam entre nós, curando nossos feridos antes que o inimigo possa dar o golpe final! “E não apenas isso, mas não são eles aqueles que lidam com os espíritos? Nós, guerreiros, não compreendemos os espíritos tão bem quanto eles. Mas eles podem nos proteger os espíritos malignos e podem invocar os poderes espirituais para nos auxiliar.
“Os Theurge são nossos irmãos em batalha também. E mesmo que suas garras não sejam tão poderosas quanto as nossas, com certeza seus talentos podem nos levar à vitória.”

PHILODOX
“Os juizes, por sua vez, possuem um papel sagrado, pois são eles quem mantém nossas seitas em harmonia. São eles quem impedem que nossos guerreiros se corrompam. São eles os que podem ver quando o inimigo, a Wyrm, está entre nós.
“Em combate, embora sua tarefa não seja brigar diretamente, sei que eles usam toda a sua fúria ao confrontar a Wyrm. Também são ótimos para impedir combates desnecessários e, principalmente, para impedir que nós sejamos tomados por nossa fúria interior.”

GALLIARD
“Por fim, os Dançarinos da Lua... Eu espero que eles levem minhas palavras às futuras gerações, para que os futuros protetores dos Garou aprendam a essência do guerreiro, aprendam que é preciso mais do que força, mas também sabedoria... Ponho minha fé nos Galliard, para que não deixem que os ensinamentos da guerra se percam.”

SEITA
E então, os Anciões da Seita se reuniram e resolveram parabenizar Gunnar, tornando-o um membro permanente da Seita. E assim, discutiram em Assembleia qual seria a posição de Gunnar. É óbvio que nem cogitaram papéis como Inimigo da Wyrm ou Guardião, pois seriam cargos baixos demais para tão aclamado Ahroun...
Então, ficaram indecisos entre coloca-lo como o Vigia ou o Mestre do Desafio... Porém, Gunnar não aceitou, assumindo o papel de um simples Guardião. Porém, eu soube que, com o tempo, ele subiu até a posição de membro do Conselho dos Anciões e, pouco antes do fim da vida, tornou-se Grande Ancião. Seu Caern, até sua morte, nunca mais teve a ameaça de invasão.

O SILÊNCIO
E espero que tenham aprendido com esta história, jovens Ahrouns. Que sejam como Gunnar. Não apenas a força importa, mas seus corações e mentes também. Procurem a essência do guerreiro... só assim, nesta última geração de heróis, poderemos salvar Gaia!
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