Alexey Volkov - A Toca do Urso

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Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Alexyus em Sab 28 Maio 2016 - 20:10


Alexey tinha empreendido uma grande fuga pelo Pacífico até chegar às costas do Canadá, onde seus aliados achavam que ele podia recomeçar a vida.

Os que lhe deram fuga não sabiam sobre seus motivos para deixar a Rússia, mas fizeram todo o possível para que ele chegasse à América em segurança. Mas uma vez que chegou, eles o deixaram à própria sorte, para ganhar sua posição por si mesmo entre os garous canadenses.

Não totalmente. eles o informaram sobre a seita do Grande Urso Pardo, sua composição multitribal, a presença dos presas de prata que trabalhavam em parceria com uktenas, fiannas, wendigos e garras vermelhas. Apesar de sua raça pura, os presas de prata não eram dominantes naquela seita, perdendo a liderança para os garras vermelhas. Também foi informado sobre a extensão das divisas e seus principais locais, lhe dando uma boa ideia sobre a geografia do caern. Essas informações convenientes lhe davam alguma vantagem.

Mas foi só o  que fizeram por ele. Ao deixá-loem Abottsford, na Colúmbia Britânica, eles se despediram, lhe desejaram boa sorte e partiram sem olhar para trás.

Abbotsford é uma cidade da província canadense de Colúmbia Britânica, situada no Vale Fraser. Localizada a oeste de Vancouver, Abbotsford possui uma população de 115,463 habitantes, com aproximadamente 140 na sua zona metropolitana. É a sexta maior municipalidade da província A fronteira sul do município é a Fronteira Canadá-Estados Unidos. O município limita-se ao sul com os Estados Unidos, especificamente com Sumas, Washington. Ao oeste limita-se com Langley, ao norte com Mission e com Chilliwack ao leste. De Abbotsford é possível ver o Monte Baker, no qual se encontra a menos de 100 quilometros da cidade.

Alexey não sabia ao certo a localização do caern, mas não teria dificuldades em achar algum garou por ali.

Assim ele esperava.

Abbotsford:


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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Lua em Seg 30 Maio 2016 - 14:49

Alexey sentiu o solo de Abottsford sob seus pés, pensando no giro que dera sua vida.

Gostava de seu país natal, apesar de tudo. Nunca pensara em emigrar ao Ocidente mas eis que agora estava ali, pisando o chão do continente americano com a mesma esperança de vida nova de todos os que chegaram ao Novo Mundo antes dele.

Agradeceu aos que lhe ajudaram e os viu partir sem olhar para trás. Estava sozinho novamente. Só, como nunca estivera em sua vida. A família o abandonara, os amigos desapareceram junto com o dinheiro e finalmente aqueles aliados, com quem nem ao menos chegara a criar um vínculo, partiam para cuidar de suas próprias vidas.

Agora era buscar um novo grupo, uma nova seita. Se um garou solitário não é nada, que dirá um parente?

Haviam lhe dado informações sobre a seita do Grande Urso Pardo. Enquanto caminhava pela cidade, Alexey procurou algum lugar onde comprar um mapa da região para melhor se orientar.

Em seguida buscou um lugar barato para instalar-se. Apresentou-se como fotógrafo de natureza e fez algumas perguntas sobre os animais da região. Assim começava a forjar sua nova identidade.

Depois preparou-se para uma pequena expedição e partiu em direção às divisas do caern.

“A presença de um forasteiro rondando o caern deve ser suficiente para atrair os garous. Só espero que a abordagem não seja violenta. Nunca estive em uma seita sem garous de minha família, quanto mais chegar a um caern desconhecido. Garras Vermelhas não eram os homicidas?”

Não sabia o que esperar, assim foi se aproximando com cautela, procurando notar a aproximação de alguma pessoa ou animal.

Sentia seu coração bater rápido. Já não tinha a vantagem de ser um jovem alto, forte e rico circulando pelo centro de Moscou. Ali, adentrava ao território de seres que, mesmo como lobos, poderiam matá-lo facilmente. Nesta nova vida, ele estava do lado mais fraco. Um erro seu, um arrebato de mau-humor de um garou poderiam por fim à sua existência.

“Mas um dia eu serei respeitado entre eles. Posso ter sido expulso e deserdado mas ainda sou um Volkov. Por séculos temos sido o melhor apoio para nossos garous e comigo não será diferente, eu juro.

Agora onde estão vocês, lobisomens? Vamos, apareçam.”



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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Alexyus em Seg 6 Jun 2016 - 22:58

Alexey encontrou algumas lojas de acampamento perto dos limites da cidade, mais próximas das reservas naturais que cercavam a cidade. Ali mesmo ele conseguiu boas indicações de pensões e hospedarias para viajantes, mochileiros e campistas. Acabou optando pela Pensão da Sra. Rushmore, onde a velha Amy Rushmore o acolheu com muita hospitalidade e solicitude. Alojado no segundo andar da pensão, ele tinha uma boa visão dos montes relvados a leste.

Amy Rushmore:

A velha Rushmore serviu um jantar substancioso para Alexey, com ensopado, assado, salada com batatas, uma cerveja para acompanhar. Durante o jantar, ela passou em sua mesa, conversou um pouco, ouviu sobre a paixão dele sobre a fotografia e seus objetivos de "capturar imagens de animais selvagens".  Ela o advertiu para tomar cuidado com os lobos, o que soou a Alexey como um bom presságio para encontrar os garous.

No amanhecer do dia seguinte, Alexey começou sua expedição. Como estava próximo da fronteira com os EUA, ao sul, e sabia que Vancouver estava a noroeste, Alexey rumou para nordeste. Sabendo que os garous evitariam os pontos de civilização, ele logo se embrenhou nas regiões mais selvagens. Conseguia ver às vezes vislumbres dos espíritos tocando o mundo físico, e à medida que esses fenômenos aumentavam, ele intuiu que estava perto.

Foi quase no fim da tarde, após quase um dia todo de andanças, que ele ouviu o uivo. Um uivo lupino, mas com uma entonação e ritmo que ele conseguia identificar depois de conviver tanto tempo com garous: um uivo de aviso.

Não demorou até que os garous viessem até ele. Eram cinco.

A menor deles, de traços orientais, falou:

- Os espíritos o conhecem, mas nós não. Vemos certas coisas em você, mas você não é um de nós. Somos a matilha do Furacão. Diga quem é ou morra calado!

Spoiler:



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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Lua em Ter 7 Jun 2016 - 8:42

Alexey sentiu como se seu coração fosse saltar pela boca. Ali estavam eles. E a possibilidade de pertencer a uma seita e, finalmente, fazer algo útil por Gaia.

- Os espíritos o conhecem, mas nós não. Vemos certas coisas em você, mas você não é um de nós. Somos a matilha do Furacão. Diga quem é ou morra calado!

- Meu nome é Alexey. Sou irmão do galliard Uivo do Vento, ancião de um caern na América do Sul. Acabo de me mudar a Vancouver e vim oferecer meus serviços a esta seita, dentro do que puder fazer como parente. É uma honra conhecê-los, matilha do Furacão.


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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Alexyus em Seg 13 Jun 2016 - 19:14

Os cinco encararam Alexey, a maioria com a surpresa estampada em suas faces, mas a pequena oriental no meio deles parecia mais confiante e fitava os olhos dele com firmeza.

Hilda "Canto da Sereia":

- Não sei de onde você veio, Alexey, irmão de Uivo do Vento, mas aqui não é a América do Sul. Quem te disse que havia um caern aqui e como você nos encontrou?

O garoto negro mudou para a forma lupina com incrível rapidez e farejou Alexey, chegando mais perto que os outros. Ele falou com voz humana para os demais:

- Ele tem cheiro de gelo e mar. É estranho.

O rapaz loiro falou baixo para a líder, mas Alexey conseguiu ouvi-lo:

- Ele se apresentou, não devíamos nos apresentar também?

A líder respondeu, sua voz dura como gelo, com a voz alta o suficiente para ser ouvida sem esforço:

- Só se ele for um amigo. Senão matamos ele sem dizer nada.E ainda estou esperando ele responder...

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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Lua em Ter 14 Jun 2016 - 13:36

- Não sei de onde você veio, Alexey, irmão de Uivo do Vento, mas aqui não é a América do Sul. Quem te disse que havia um caern aqui e como você nos encontrou?
(…)
- Só se ele for um amigo. Senão matamos ele sem dizer nada.E ainda estou esperando ele responder...


Alexey observou a jovem oriental por uns segundos. Ela lhe recordava um pouco uma garou esquisitinha do grupo que o havia trazido ao Canadá mas não podia mencioná-la pois sequer lembrava seu nome, algo com zuki, Luar… o que fosse. Estava nervoso demais para prestar atenção às apresentações. Sobretudo, duvidava que ela se lembrasse dele. E mesmo que fosse o caso, não havia como contatar seus benfeitores. Então falou:

- Mencionei a América do Sul para que entendam porque não conhecem meu irmão. Soube do caern por alguns garous que conheci pouco antes da minha viagem e com os quais cheguei a Vancouver. Para encontrar o caern usei as informações que eles me deram e um mapa da região. Intui que estava no caminho certo quando tive alguns vislumbres de espíritos. Embora nunca a tenha desenvolvido, tenho o que vocês chamam de gnose.

Falava em um tom calmo e respeitoso mas mantendo a dignidade. Talvez algum deles pudesse perceber a pureza de seu pedigree, o que ajudaria no que diria a seguir.

- Não tenho como contatar os garous que me falaram do caern mas vocês podem confirmar que sou confiável com meu irmão. Posso dar-lhes os dados para que entrem em contato com ele. Seria mais útil a vocês do que me matar e depois ter que prestar contas à seita e à Gaia por ter tirado a vida de um parente com as minhas qualidades, e bem intencionado, por precipitação.

Depois olhou para o rapaz loiro e disse a todos, da maneira mais suave e amigável que pôde:

- Adoraria saber seus nomes, Matilha do Furacão.


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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Alexyus em Qui 16 Jun 2016 - 23:22

Mencionei a América do Sul para que entendam porque não conhecem meu irmão. Soube do caern por alguns garous que conheci pouco antes da minha viagem e com os quais cheguei a Vancouver. Para encontrar o caern usei as informações que eles me deram e um mapa da região. Intui que estava no caminho certo quando tive alguns vislumbres de espíritos. Embora nunca a tenha desenvolvido, tenho o que vocês chamam de gnose.

Alexey não conseguiu perceber nenhum sinal externo de admiração nos cinco garous. Todos se mantinham tensos, concentrados em cada gesto dele, apreensivos, preparados para reagir rápido.

Não tenho como contatar os garous que me falaram do caern mas vocês podem confirmar que sou confiável com meu irmão. Posso dar-lhes os dados para que entrem em contato com ele. Seria mais útil a vocês do que me matar e depois ter que prestar contas à seita e à Gaia por ter tirado a vida de um parente com as minhas qualidades, e bem intencionado, por precipitação.

A oriental líder respondeu:

- Ninguém se precipitou...ainda. Vamos checar sua história com certeza, Alexey Volkov, e vamos vigiar você bem de perto. Você não pode entrar na divisa do caern, mas se for verdade o que disse, vamos contatar você logo.

Ela falou para os outros:

- Ele não mentiu. Acho que podemos nos apresentar. Eu sou Hilda 'Canto da Sereia'. Aquela é Chiara "Brilho do sol da meia noite". Esse de tapa-olho é Isenborg "Língua de Prata. O loiro é Olin " Respiraçãode Garm". E o afrodescendente é Bron "Caçador Silencioso". Não podemos dizer ainda que é um prazer conhecê-lo, Volkov, mas vamos checar sua história. Nos dê o contato do seu irmão sul-americano.

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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Lua em Sex 17 Jun 2016 - 10:53

Alexey nem estava pensando em admiração, ficou contente de alcançar seu objetivo sem se perguntar que fatores pesaram.

Sentiu um pouco da tensão deixar seu corpo mas sabia que nada estava garantido.


- Ninguém se precipitou...ainda. Vamos checar sua história com certeza, Alexey Volkov, e vamos vigiar você bem de perto. Você não pode entrar na divisa do caern, mas se for verdade o que disse, vamos contatar você logo.

Ela falou para os outros:

- Ele não mentiu. Acho que podemos nos apresentar. Eu sou Hilda 'Canto da Sereia'. Aquela é Chiara "Brilho do sol da meia noite". Esse de tapa-olho é Isenborg "Língua de Prata. O loiro é Olin " Respiraçãode Garm". E o afrodescendente é Bron "Caçador Silencioso". Não podemos dizer ainda que é um prazer conhecê-lo, Volkov, mas vamos checar sua história. Nos dê o contato do seu irmão sul-americano.


Alexey saudou os garous amavelmente com um movimento de cabeça, conforme ela foi dizendo seus nomes.

- O caern onde meu irmão é ancião se chama Fonte Fria e fica no sudeste Brasil. Para chegar a ele é preciso passar por um caern maior na Amazônia, chamado Coração Oco. Mas, se vocês não se importarem em usar um meio tecnológico, eu posso chamá-lo de meu celular.

Se a matilha aceitar, Alexey irá avisá-los de que retirará o aparelho de dentro de sua jaqueta e o fará evitando qualquer movimento brusco. Em seguida, deixará o número de seu irmão pronto para ser chamado, seja por eles mesmos, seja por anciões dentro da seita, e o entregará a Canto da Sereia.


- Não se preocupem, ele fala bem o inglês.

Off: Alexyus, ele ainda não mencionou o sobrenome.


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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Alexyus em Seg 20 Jun 2016 - 1:45

A menina de visual punkgotico riu alto:

- Vai achar bem difícil conseguir sinal por aqui, forasteiro!

Hilda, ainda séria, concordou com ela:

- Ela tem razão. Temos que ir à cidade para isso. Está em Abbotsford? Vamos pra lá com você. Mas Bron e Isenborg voltarão para informar a seita. Pela Umbra, já !

O comando da alfa foi obedecido sem questionamentos, e os dois desapareceram no ar instantaneamente. Depois disso, as duas meninas ladearam Alexey enquanto o rapaz seguia atrás dele.

- Será uma longa caminhada, mas você pode aproveitar esse tempo pra nós contar direitinho sua história. Vamos?

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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Lua em Sab 25 Jun 2016 - 12:37

A menina de visual punkgotico riu alto:

- Vai achar bem difícil conseguir sinal por aqui, forasteiro!

Aaah, querida, descuulpa. Por esse "lookzinho" que você montou eu deveria ter imaginado o desconectados que estão.

Mas Alexey não disse nada. Tomou a palavra apenas para responder a Hilda que sim, estava em Abbotsford e limitou-se a acompanhá-las obedientemente, em silêncio.


- Será uma longa caminhada, mas você pode aproveitar esse tempo pra nós contar direitinho sua história. Vamos?


Alexey concordou com a cabeça.


- Bem, vamos ver. Sou filho de dois parentes e, como disse, tenho um irmão garou dez anos mais velho e também duas irmãs mais novas. Anton sofreu a mudança e se foi antes de que eu pudesse me lembrar dele. Fui conhecê-lo, de fato, já adulto. Bem, vocês são garous, talvez não entendam como esse tipo de coisa marca um parente. Quero dizer, durante toda minha infância ele foi uma espécie de herói distante, alguém a cujo esforço eu e minhas irmãs deveríamos estar a altura. Coisas como "que notas são estas? Seu irmão arriscando a vida por Gaia em algum lugar e você…. " Não é uma queixa. Eu o amo, nunca o invejei e estou satisfeito em ser um parente. É só para que vocês entendam porque quero tanto envolver-me.

Bem, cresci e o rumo era ser um advogado exitoso como meu pai. Ajudar os garous com dinheiro e resolver seus problemas legais e com a sociedade humana. Entrei para a faculdade de Direito mas… por Gaia que não era meu lugar! Ficar sentado, estudando as regras do jogo sem nunca jogar… Olhem para mim, sou um cara grande, forte, quando era garoto aprendi esgrima, gosto de esportes, sei atirar. Meu perfil é de ação. Fora isso, o que amo é a fotografia. Bem, o resultado de toda minha vida na universidade é que decepcionei meu pai. Mais que isso, ele rompeu comigo. Tive que deixar a faculdade, o que foi um alívio. Não servirei Gaia como advogado. Mas isso não quer dizer que não queira ardentemente servi-la. Isso é muito forte em mim, creiam-me. Quero, ao fim dos meus dias, olhar para trás e saber que deixei algo importante como legado. Quero mais que tudo ser útil aos garous e a nossa Mãe e tenho a convicção de que posso fazê-lo. Estou no apogeu de minha força física, sei atirar, sei usar uma arma branca. E sou fotógrafo. Parece pouco, mas as habilidades requeridas para a profissão também podem ser úteis a uma seita. Um fotógrafo pode estar metido nos grandes eventos políticos e sociais a que vocês não poderiam ir tão facilmente sem chamar a atenção. Um bom fotógrafo sabe passar despercebido, é furtivo, extremamente atento aos detalhes, tem boa memória visual e, sobretudo, desculpas para acessar qualquer grupo de pessoas, mundo ou submundo. Posso fazer um "trabalho pessoal e artístico" virtualmente em qualquer lugar, entendem?
Bem, é isso. Escolhi o Canadá porque há tempos conheci um pessoal daqui mas o mais importante é que quero começar uma vida nova e valer-me por mim mesmo. Ainda que, de vez em quando, precise contar com a ajuda de meu irmão, como agora, espero um dia ser reconhecido por meu próprio valor.
Penso em estabelecer-me em Vancouver e viver da fotografia, já que não tenho outra qualificação profissional e é o que faço bem. Posso ser os olhos de vocês por lá e também ajudar na defesa do caern, aqui. Tudo o que sei é que tenho um grande e sincero desejo de ajudar.

Alexey procurou olhar nos olhos de Hilda. Sabia que os lobisomens eram sensíveis a coisas que os humanos não podiam notar e queria que sentisse sua sinceridade. Depois sorriu e deu de ombros.

- Bem, acho que terei que repetir isso tudo a seus líderes depois. Mas gostaria de contar desde já com sua boa-vontade, Canto da Sereia. Minhas intenções são as melhores e sei que posso ser útil a todos.


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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Alexyus em Sex 15 Jul 2016 - 9:02

Hilda respondeu com um sorriso:

- O que te faz pensar que eles já não ouviram essas suas palavras?

Ela deixou no ar a sugestão até que chegaram às primeiras estradinhas para a cidade. Então ela falou:

- Alexey, parentes sempre são úteis e tem sua importância, mas o caern é mais ainda. Nossos anciãos são lupinos sem muita apreciação pela humanidade. Alguns de nós gostariam de se envolver mais na sociedade humana e poderiam fazer boas parcerias com você. Mas você não deve esperar muita consideração dos anciãos. É provável que você jamais seja admitido dentro das fronteiras da Divisa. Compreende isso?

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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Lua em Sex 15 Jul 2016 - 11:40

- O que te faz pensar que eles já não ouviram essas suas palavras?


Alexey ficou meio desconcertado e instintivamente olhou ao redor. Mais tarde entendeu o que Hilda dizia.


- Alexey, parentes sempre são úteis e tem sua importância, mas o caern é mais ainda. Nossos anciãos são lupinos sem muita apreciação pela humanidade. Alguns de nós gostariam de se envolver mais na sociedade humana e poderiam fazer boas parcerias com você. Mas você não deve esperar muita consideração dos anciãos. É provável que você jamais seja admitido dentro das fronteiras da Divisa. Compreende isso?


A princípio vários sentimentos tomaram conta de Alexey. Sentiu-se decepcionado, rejeitado e ferido em seu orgulho mas procurou não demonstrar nada. Após uns instantes, porém, entrou em razão e compreendeu que aquilo era,  de fato,  o mais vantajoso para ele. A proximidade com a seita e seus anciões lupinos traria mais perigos do que benefícios a alguém… como ele… com um segredo a esconder.

Assim que respondeu a Hilda com calma, escolhendo as palavras:

- Sim, eu entendo. E concordo. Minha motivação é ajudar na defesa de Gaia e não a curiosidade de conhecer o caern, muito menos o desejo de intrometer-me nos assuntos garous. Como disse, posso me infiltrar em lugares que são mais difíceis para vocês e servir com olhos e ouvidos. E, dentro das minhas limitações de parente, consigo me defender sozinho. É isso que ofereço e se alguns de você se interessarem em fazer parcerias, estarei feliz em colaborar com eles, independente do posto. Apenas quero ser útil, não almejo a consideração dos anciões.

Mal podia acreditar nas palavras que saíam de sua boca. Há apenas alguns meses atrás era um jovem mimado que se sentia o dono do mundo e teria reagido às palavras de Hilda com uma birra de adultos. As adversidades, no entanto, o fizeram amadurecer. Podia ver com clareza o que era e o que não era importante e agir com racionalidade e paciência. Não gostava de ser humilde, não estava em seu sangue. Mas era capaz de fazê-lo com sinceridade e isso o surpreendeu positivamente.

Ficou em silêncio, esperando que Hilda prosseguisse a conversa.


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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Alexyus em Sex 22 Jul 2016 - 16:28

- Sim, eu entendo. E concordo. Minha motivação é ajudar na defesa de Gaia e não a curiosidade de conhecer o caern, muito menos o desejo de intrometer-me nos assuntos garous. Como disse, posso me infiltrar em lugares que são mais difíceis para vocês e servir com olhos e ouvidos. E, dentro das minhas limitações de parente, consigo me defender sozinho. É isso que ofereço e se alguns de você se interessarem em fazer parcerias, estarei feliz em colaborar com eles, independente do posto. Apenas quero ser útil, não almejo a consideração dos anciões.

Hilda assentiu, mas interpôs:

- Eu compreendo, Volkov. Mas mesmo que os anciãos não te valorizem, você precisará da aprovação deles para trabalhar com os garous da seita. Se eles a negarem, você será ignorado pelos garous daqui. Felizmente, você não chegou ao caern, então não precisa ser morto para manter o segredo de sua localização. Mas tudo a seu tempo. Por ora, pode voltar à sua casa. Onde você está hospedado?

Após a confirmação de Alexey, Hilda disse:

- Dentro de dois dias, você será convocado pelos anciãos. Prepare-se até lá e não arranje confusão. Até mais.

Ela despediu-se sem sorrir abertamente para ele. Seus companheiros de matilha a acompanharam, parecendo apenas um grupo de jovens indo fazer trilhas na natureza. Apenas Alexey conhecia suas reais identidades.

OFF: Tempo livre para decidir o que fazer.

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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Lua em Sab 23 Jul 2016 - 0:06


- Eu compreendo, Volkov. Mas mesmo que os anciãos não te valorizem, você precisará da aprovação deles para trabalhar com os garous da seita. Se eles a negarem, você será ignorado pelos garous daqui. Felizmente, você não chegou ao caern, então não precisa ser morto para manter o segredo de sua localização. Mas tudo a seu tempo. Por ora, pode voltar à sua casa. Onde você está hospedado?.


Alexey concordou com a cabeça, sem dizer nada. A epifania de humildade já havia passado e ele estava começando a ficar com vontade de mandar Hilda e os anciões invisíveis para o inferno.

E dizem que os presas de prata são frescos! Estou
oferecendo ajuda e não pedindo. Será que os garous que me deram as informações sobre o caern, falando em multribalismo e  de presas de prata presentes, ainda que não no comando, estavam fazendo uma brincadeira de mau gosto comigo? Por outro lado, eu não falei com os anciões ainda, só com a matilha que faz a defesa. Essa atitude dela pode ser para dar-se importância... Como dizer-me que não me matou porque não cheguei ao caern. Se tivesse que me matar o faria, se não matou porque recordar-me? Típico. Ainda me lembro da criadagem de minha casa, quanto mais subalterna era a posição do empregado mais ele era arrogante e ameaçador com os funcionários recém chegados. Então nada de tirar conclusões precipitadas, Alexey, aguarde para ver como são os anciões na verdade


- Estou hospedado na pensão da senhora Rushmore, em Abbotsford.


Dentro de dois dias, você será convocado pelos anciãos. Prepare-se até lá e não arranje confusão. Até mais


- Esperarei a convocação. Até mais. Foi um prazer conhecê-los.

Alexey regressou à pensão e assim que pôde, entrou em contato com Anton. Contou tudo o que passara, avisou que talvez buscassem informações com ele, pediu que interferisse positivamente, se o fizessem e pediu conselhos sobre o futuro encontro com os anciões. Depois foi ver se encontrava jornais de Vancouver por lá ou acesso público à internet para começar a buscar trabalhos como fotógrafo. Havia feito todo o possível em relação à seita, por ora, mas encontrar trabalho era imprescindível.
No mais, seguiria à risca a instrução de não buscar confusão: o resto do tempo passaria na pensão, em companhia da senhora Amy. Estar com alguém amavel não seria nada mal.


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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Alexyus em Dom 24 Jul 2016 - 19:56

Alexey rola Inteligência + Computador:
Alexey rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 7 7 3 1
Alexey obteve 1 sucesso!

A conversa de Alexey com Anton foi tranquila, o irmão garou sabia como as coisas funcionavam na Nação e estava preparado para aquilo. Prometeu fazer o que pudesse.

Ao retornar para a pensão, Alexey descobriu que o estabelecimento de Amy Rushmore tinha wi-fi, o que facilitou sua busca por trabalho.

Por sorte, aquela região de turismo ecológico estava sempre interessada em divulgar-se, e Alexey descobriu que as agências de viagem pagavam por boas fotos do local. Não era um grande trabalho, mas garantiria que Alexey fizesse um fluxo constante de pequenas quantias.

Para a alma torturada de Alexey, a hospitalidade maternal da sra. Rushmore era revigorante. Ela o alimentava com comidas caseiras da América, arrumava seu quarto sempre que ele saia, lavava suas roupas e estava sempre cuidando do conforto dele.

No dia seguinte, ela o avisou que havia alguém querendo vê-lo, "um cavalheiro nativo-americano". Alexey o encontrou no saguão.

Spoiler:


- Saudações, Alexey Volkov. Sou Hiyamovi Wemilo. Podemos falar em particular?

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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Lua em Dom 24 Jul 2016 - 21:11

A tranquilidade de Anton acalmou um pouco ao preocupado Alexey.

Ficou muito feliz e até um pouco emocionado com a perspectiva de trabalho. Até então sempre pagara pelas coisas e o dinheiro provinha de gordas mesadas. A idéia de que podia produzir algo que interessasse alguém e que o pagassem por isso, por mais boba que fosse, era estimulante para o ex-herdeiro.

No dia seguinte acordou de bom-humor e foi contar para senhora Amy sobre o trabalho e ver se ela precisava de ajuda. Costumava fazer pequenas gentilezas para ela, como carregar suas compras, alcançar coisas que estavam no alto, etc. A vida inteira havia sido servido pelas pessoas mas vinha de uma sociedade tradicional e de uma família de "dinheiro velho"; aprendera a respeitar os mais velhos, por humildes que fossem. A verdade mais profunda, porém, era que sentia muita falta de sua mãe e de suas irmãs e a convivência com a senhora Amy ajudava-o a manter o ânimo até fazer amigos no novo país.

Quando encontrou-a foi avisado de que um senhor nativo-americano estava querendo falar com ele. Estranhou um pouco, Hilda falara que os anciões entrariam em contato em dois dias. Estranhou mais ainda ver um homem jovem e atraente no saguão.


- Saudações, Alexey Volkov. Sou Hiyamovi Wemilo. Podemos falar em particular?


- Hã… sim. Acompanhe-me.

Imaginava que seria uma "conversa garou", assim que levou o rapaz até seu quarto, puxou um cadeira para ele e sentou-se na beirada da cama.

- Desculpe-me pelas acomodações, senhor Wemilo mas acho que aqui teremos mais privacidade. Bem… diga-me, em que lhe posso ser útil.


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Alexyus em Qui 28 Jul 2016 - 2:46

O nativo-americano apenas olhou para a cadeira por um momento e depois ignorou-a, fixando seus olhos agudamente em Alexey, sentado na cama. Aquela encarada durou longos momentos, durante os quais Alexey sentiu estar sendo avaliado e julgado. Finalmente, o índio rompeu o silêncio:

- Eu vim vê-lo, Volkov. Vim pessoalmente julgar que tipo de pessoa você é. Desconfiei que você poderia ser mais do que apenas outro estrangeiro da Wyrm. Bem, você não é. Bom para você. Hilda parece pensar que você pode ser útil para a seita, embora eu não pense assim. Mas sua presença aqui na cidade será tolerada... Quero dizer, permitida. Se algum garou quiser procurá-lo, a seita não vai se opôr. Se a seita chamar por sua ajuda, coisa que duvido, esperamos que responda rápida e prontamente. Se ganhar mais algum respeito, pode ser que consiga maior consideração dos garous da seita, provavelmente dos da sua tribo. Mas não quero vê-lo se engraçando com nenhuma parente dos Wendigo, entendeu bem?

Se Alexey tinha achado Hilda pouco cortês, ele agora via que aquele Wendigo devia ter sido o professor de boas (ou más) maneiras dela. Onde a oriental era desconfiada, Wemilo era positivamente hostil, mantendo a conversa de má vontade apenas para ser justo.

Com uma cara de poucos amigos, ele completou:

- Bem, tem algo mais a declarar?

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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Lua em Qui 28 Jul 2016 - 11:07

Quando viu que o homem não se sentaria, Alexey levantou-se e  ficou de pé também.


- Eu vim vê-lo, Volkov. Vim pessoalmente julgar que tipo de pessoa você é. Desconfiei que você poderia ser mais do que apenas outro estrangeiro da Wyrm. Bem, você não é. Bom para você. Hilda parece pensar que você pode ser útil para a seita, embora eu não pense assim. Mas sua presença aqui na cidade será tolerada... Quero dizer, permitida. Se algum garou quiser procurá-lo, a seita não vai se opôr. Se a seita chamar por sua ajuda, coisa que duvido, esperamos que responda rápida e prontamente. Se ganhar mais algum respeito, pode ser que consiga maior consideração dos garous da seita, provavelmente dos da sua tribo. Mas não quero vê-lo se engraçando com nenhuma parente dos Wendigo, entendeu bem?


O parente concordou com a cabeça.


- Bem, tem algo mais a declarar?


- Sim, senhor Wemilo. O senhor não me informou quem é dentro do caern mas acho que é bem mais do que Hilda, então o que o senhor pensa é o que vale para mim. E há alguns equívocos que preciso esclarecer.

O senhor me avaliou, então sabe que não sou uma ameaça e sim um parente com algumas habilidades e um desejo sincero de ajudar. Estou oferecendo minha dedicação e esforço a esta seita, a única que conheço no Canadá. E como é um oferecimento, os senhores podem perfeitamente dizer que não o necessitam. De fato, o senhor já o fez quando disse que não pensava que posso ser útil e que duvida que a seita chame minha ajuda.

Não quero integrar uma seita por vaidade, senhor Wemilo, quero servir a Gaia. Se minha presença incomoda parte da seita e é dispensável, não tenho nada o que fazer aqui. Não vim criar problemas.

Então, o senhor poderia fazer algo, não por mim, mas por nossa Mãe, cujos defensores são escassos demais para que se desperdice qualquer ajuda sincera, por humilde que seja. Indique-me a outra seita canadense, onde eu possa servir efetivamente e minha presença não seja um incômodo. E se sua ojeriza por mim for tão grande que não queira fazê-lo pessoalmente, ao menos coloque-me em contato com os presas de prata de sua seita, para que eu peça a eles.

Acho que é o melhor para todos, não é mesmo?


Alexey deu um sorriso sincero e acrescentou em um tom brando mas digno:

- Por favor. Não por mim, por Gaia..


O que esse cara está me propondo é deixar-me na "geladeira" até que algum garou mequetrefe me chame só para arrancar minha cabeça no primeiro desentendimento, com a complacência do bonitão aí e de sua tribo. Aceitar não seria humildade e sim estupidez.


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Alexyus em Ter 9 Ago 2016 - 19:19

Wemilo escutou tudo que Alexey disse, e ficou ainda quieto por um momento depois que ele terminou, sem aparentar qualquer reação.

Repentinamente, ele fez um gesto violento como se jogasse um vaso imaginário no chão:

- Tchá! Vou deixar sua tribo lidar com você. De mim, você tem permissão para ficar aqui, e é só. Adeus!

Wemilo saiu correndo e atravessou a janela, mas o vidro não se partiu. Alexey sabia alguma coisa sobre os garous para deduzir depois de algum tempo que ele tinha "percorrido atalhos", entrado na Umbra, o mundo espiritual que margeava o mundo real.

Alexey não teve nenhuma notícia nova até a noite do dia seguinte.

(Tempo livre para fazer o que quiser).

Foi ao cair da noite, pouco antes do jantar, que a senhora Amy Rushmore bateu em sua porta e disse que havia um casal querendo vê-lo.

Quando Alexey desceu as escadas, e se deparou com um homem e uma mulher, jovens, de feições parecidas, denotando algum laço familiar entre eles.

Luís e Victoria Consuelo Real:

A moça tomou a frente:

- Obrigada por chamá-lo, senhora Rushmore. Agora, se não for incômodo, gostaríamos que preparasse um bom jantar para nós três. Temos muito a conversar e nada melhor do que em volta de uma mesa farta. Somos entusiastas da gastronomia e adoraríamos experimentar o jantar de comida regional pelo qual a sua hospedaria é famosa.

Amy ficou corada e confusa com os elogios, mas acabou se retirando, atarantada, prometendo apressar a refeição e formulando cardápios em voz alta que pensava serem apropriados.

Deixados sozinhos na sala, Victoria e Luís se sentaram, e ela sinalizou que ele fizesse o mesmo.

- Olá, senhor Volkov. Sente-se, não há mais ninguém na hospedaria, e a senhora Rushmore ficará bem ocupada pela próxima meia hora ao menos, portanto podemos falar livremente. Meu nome é Victoria Consuelo Real, e esse é meu irmão mais velho, Luís. Nossos nomes garous são Julgamento de Prata e ele é Pêlos de Prata...

- Eu posso dizer meu próprio nome, irmã
- disse Luís, parecendo aborrecido.

- Ora, não se incomode, querido irmão. Eu e o senhor Volkov estamos nos entendendo bem, já, eu acho. Como pode ter adivinhado, somos Presas de Prata, ele é um ragabash e eu sou uma phillodox. Nossa matilha, Asas de Prata, é dedicada ao Gavião, mas achamos melhor falar com você apenas ele e eu. Coisas de família, você deve entender, não? Sentimos não vir vê-lo antes, mas moramos em Vancouver e só tomamos conhecimento de sua presença hoje de manhã. Wemilo é um wendigo muito pouco sociável, mas ainda é melhor do que o Grande Ancião dos Garras Vermelhas pra andar entre humanos. Há algo que deseje nos perguntar antes de prosseguirmos?

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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Lua em Qua 10 Ago 2016 - 17:48

Tchá! Vou deixar sua tribo lidar com você. De mim, você tem permissão para ficar aqui, e é só. Adeus!

Wemilo saiu correndo e atravessou a janela, mas o vidro não se partiu. Alexey sabia alguma coisa sobre os garous para deduzir depois de algum tempo que ele tinha "percorrido atalhos", entrado na Umbra, o mundo espiritual que margeava o mundo real.


Uau! Pelo menos você sabe cair fora com estilo, Pocahontas!

Enquanto esperava que a promessa de colocá-lo em contato com sua tribo se cumprisse, Alexey aproveitou para cuidar da vida profissional. Comprou guias e postais, identificou os principais pontos turísticos da cidade e do parque, analisou as imagens feitas por outros fotógrafos, descobriu o horário de nascimento e por do sol e etc. Também fez uma pequena lista de equipamentos a adquirir se a carreira de fotógrafo de natureza progredisse.

Ao mesmo tempo, continuou sendo atencioso com a boa senhora Rushmore porque era uma coisa que lhe fazia bem.

No dia seguinte, à noite, chegaram Luís e Victoria Consuelo Real.

Alexey sentiu-se aliviado com o modo amável dos irmãos mas não se iludiu. Conhecia sua tribo o suficiente para saber que as dificuldades não seriam menores, só diferentes.


Meu nome é Victoria Consuelo Real, e esse é meu irmão mais velho, Luís. Nossos nomes garous são Julgamento de Prata e ele é Pêlos de Prata...

- Eu posso dizer meu próprio nome, irmã - disse Luís, parecendo aborrecido.


Um sorriso de cumplicidade aflorou espontaneamente nos lábios de Alexey. Ele tinha crescido com duas irmãs e uma delas, Nastya, tinha um temperamento forte e caprichoso. Entendia Luís.


- Ora, não se incomode, querido irmão. Eu e o senhor Volkov estamos nos entendendo bem, já, eu acho. Como pode ter adivinhado, somos Presas de Prata, ele é um ragabash e eu sou uma phillodox. Nossa matilha, Asas de Prata, é dedicada ao Gavião, mas achamos melhor falar com você apenas ele e eu. Coisas de família, você deve entender, não? Sentimos não vir vê-lo antes, mas moramos em Vancouver e só tomamos conhecimento de sua presença hoje de manhã. Wemilo é um wendigo muito pouco sociável, mas ainda é melhor do que o Grande Ancião dos Garras Vermelhas pra andar entre humanos. Há algo que deseje nos perguntar antes de prosseguirmos?


Alexey escutou atentamente. Depois disse:

- Sim, tenho algo a perguntar-lhe.

Soube desta seita através de alguns garous com os quais não tenho mais contato. Disseram-me que era uma seita multi-tribal com presença de presas de prata, ainda que não na liderança. É a única seita no Canadá de que tenho conhecimento, pois acabo de me mudar para cá. Diante dessas informações, apresentei-me para oferecer minha ajuda, pois acredito que possa contribuir mais ativamente para a proteção de Gaia.

A líder da matilha que me recebeu, Hilda Canto da Sereia, disse-me que alguns membros da seita desejavam envolver-se mais com a sociedade humana, e que eu poderia fazer parcerias com eles mas que não esperasse muita consideração dos anciões, garous lupinos com  pouca apreciação pela humanidade, e que provavelmente nunca fosse admitido dentro das divisas do caern.

Posteriormente, recebi a visita do senhor Hiyamovi Wemilo. Se o trato de senhor é porque seu nome foi a única informação que me deu. Presumo que seja um ancião.

Pois bem, o senhor Wemilo me disse que não pensava que eu pudesse ser útil à seita mas permitiria minha presença na cidade e que se algum garou quisesse me ver não se oporia mas que duvidava que a seita em si um dia chamasse por minha ajuda.

Não é um panorama muito animador, não é mesmo?

Entendam, minha intenção não é me intrometer nos assuntos garous nem quero integrar uma seita por curiosidade ou vaidade. Eu quero, sinceramente, ajudar. E acho que tenho boas condições de fazê-lo. Mas sinto que minha presença nesta seita seria incômoda, diante de anciões tão misantropos. Até mesmo potencialmente mortal para mim, o que não seria interessante para ninguém: nem para mim, nem para a tribo, nem para Gaia.

Tampouco é interessante ter um membro de seita subutilizado, ainda que seja só um parente.

Diante disso, minha pergunta é: "há condições de que eu possa colaborar efetivamente com esta seita ou é melhor procurar outra seita canadense onde minha presença não cause incômodo e seja melhor aproveitada?"

Neste último caso, gostaria que os senhores me indicassem a outro caern. Podemos falar de minhas capacidades e ver onde se aplicariam melhor,


Alexey tomou uns instantes para olhar nos olhos de ambos e acrescentou:

- Tenho a intenção sincera de trabalhar por Gaia. Só preciso saber como fazê-lo no Canadá.


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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Alexyus em Qua 10 Ago 2016 - 19:50

Os dois irmãos ouviram com atenção toda a explanação de Alexey. Victoria tinha um meio sorriso nos lábios, ao passo que Luís era bem mais sério, fitando intensamente os olhos do russo.

Ao final, Victoria foi a primeira a falar:

- Lamento que suas primeiras experiência aqui tenham sido desagradáveis, senhor Volkov. Seitas multitribais têm muitas posturas variantes, e quando a liderança não tem o dom do comando por natureza, as coisas podem ficar bem confusas. Mas nós, presas de prata, estamos aqui e não pretendemos sair, e nem temos medo de cara feia de wendigos. O caern da seita é poderoso e de um dos tipos mais raros, por isso a localização secreta e os cuidados com sua proteção são levados muito a sério. Mas para um garou ganhar renome e progredir na Nação, é necessário agir fora dele, não ficar isolado no meio do mato. Foi assim que eu e Luís nos desenvolvemos.

Luís cortou:

- Pare de dar voltas, Victoria.

Victoria fez uma careta para ele e voltou-se para Alexey:

- Bom, o fato é, queremos você. Precisamos de toda a ajuda que pudermos e não vamos abrir mão da sua colaboração. O caern não precisa ser defendido, temos bastante garous pra isso, mas precisamos aumentar nosso poder, influência e presença nas zonas urbanas. É aí que você entra. Soubemos que está pesquisando o mercado em busca de emprego como fotógrafo, não? Nossa ideia é que você seja um free-lancer para jornais de Abbotsford e Vancouver, ajudando a manter o Véu e averiguando informações que só podem ser conseguidas com uma credencial de imprensa, entende?

Luís mudou de posição e curvou-se para perto de Alexey:

-É assim que pretendemos usá-lo, Volkov. Longe dos combates e mais longe ainda dos anciãos selvagens. Mas para confiarmos totalmente em você, queremos saber o porquê de ter deixado a Rússia.

O olhar penetrante dele ressurgiu, encarando Alexey de modo implacável. Alexey pensou que talvez ele fosse o amis perigoso dos dois.[/color][/color]

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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Lua em Ter 16 Ago 2016 - 9:30

Alexey ouviu as palavras iniciais dos presas de prata procurando manter um ar sóbrio, mas foi difícil esconder sua satisfação.

Embora as condições fossem as mesmas, o apoio de sua tribo mudava tudo. Eles usaram palavras que qualquer presa de prata, mesmo um tranquilo parente, entende bem: raridade, poder, influência… Já não se tratava de entrar pelas portas dos fundos da seita, a contra gosto do ancião e sim dignamente, atendendo a um pedido de sua tribo.

Era o que ele queria ouvir. Estava satisfeito consigo mesmo por não ter aceitado os termos do ancião wendigo sem ter falado com presas de prata primeiro.


Mas para confiarmos totalmente em você, queremos saber o porquê de ter deixado a Rússia.


Então a pergunta veio.

Alexey não se surpreendeu. Sabia que seria o último e decisivo passo para ser aceito em qualquer seita a que quisesse postular. E estava consciente de ter diante de si os dois augúrios mais espertos dentre os garous.

- Em poucas palavras, desagradei meu pai, fui deserdado, perdi todo o apoio familiar e minha vida na Rússia tornou-se insustentável. - disse.

Olhou nos olhos dos dois irmãos alternadamente, avaliando o impacto de sua sinceridade.

- Não culpo meu pai. - prosseguiu - Tive uma vida acadêmica desastrosa: mediocridade nos estudos, festas, romances inadequados, falta completa de vocação para o Direito. Não escondo que fui um herdeiro mimado com uma vida fútil por vários anos.

Alexey fez uma breve pausa antes de continuar:

- Mas não fui só isso. Ao fim, encontrei meu verdadeiro talento, a fotografia. Graças a ela desenvolvi habilidades úteis em outras áreas e ganhei uma profissão. Também segui polindo a boa formação que tive e, sobretudo, nunca, jamais, deixei minha devoção à Gaia.

Corrigi meus erros e voltei ao caminho correto.

Meu irmão garou, que eu mal conhecia, foi quem confiou em mim e me trouxe ao Ocidente. Passei seus dados para a seita, acredito que estejam inteirados.

Eu poderia ter ido à seita de meu irmão, perfeitamente, é claro. Convite não faltou. Mas vocês sabem melhor que ninguém o quanto a honra é importante para nossa gente. Sei de meu valor e prefiro colocá-lo a disposição de uma seita onde apenas graças a ele eu prospere e seja respeitado. Por isso estou aqui.

Meu pai é um homem brilhante e um parente imprescindível. Pode ser tradicionalista e autoritário mas eu sei que ele um dia vai compreender que, apesar de nossas diferenças, compartilhamos os valores mais profundos de nossa tribo.

E que serei um colaborador à sua altura. A altura dos melhores parentes presas de prata.


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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Alexyus em Ter 6 Set 2016 - 18:46

Os dois irmãos presas de prata ouviram o relato de Alexey atentamente, Luís com uma expressão séria e quase impassível, Victoria com um olhar ansioso e um sorriso encorajador.

Victoria deu uma olhada para Luís, que acenou coma  cabeça, e então ela falou com Alexey:

- É bom ouvir isso, Alexey. Suas explicações são satisfatórias. Diferente da maioria dos parentes inexperientes, você sabe que a vida junto aos garous é difícil e exige sacrifícios. Nós não vamos poupá-lo aqui de modo algum, o plano de Luís e meu é usá-lo o máximo possível. Algumas vezes, vamos fazer pedidos que esperamos que sejam atendidos sem questionar, mesmo que você não saiba dos detalhes. Mas pra começar, vamos jogar aberto com você: com seu talento para fotografia, nós pretendemos infiltrá-lo nos veículos de imprensa, tanto para nos manter informados quanto para ajudar a abafar nossas atividades. Para isso, vamos dar um jantar no nosso restaurante em Vancouver, El Lobo de Plata, com importantes nomes do meio editorial e digital. Você deve estar lá e fazer contatos profissionais com todos que puder. Nós ajudaremos no que precisar. Mas pra isso, você precisa providenciar um portfólio. Acha que consegue?


OFF: Livre para definir como montar o portfólio. Vitória e Luís podem ajudar com dinheiro e opiniões abalizadas.


Três dias depois, numa sexta-feita à noite, os Consuelo-Real mandaram um carro para buscar Alexey e levá-lo até o El Lobo de Plata.

El Lobo de Plata:







O ambiente do restaurante, cercado de verde, com plantas até dentro do salão, parecia ecologicamente sustentável. Do lado de fora, os carrões indicavam o poderio econômico dos convidados daquela noite.

Assim que chegou, o maítre identificou Alexey e o colocou numa das mesas maiores, onde muitos senhores de meia idade conversavam.

Vitória surgiu à cabeceira a mesa sem que ele percebesse, mas assim que falou, todos se calaram para ouvi-la fazer as apresentações.

- Boa noite, senhores, é um prazer recebê-los nessa ocasião. Gostaria de apresentar aos que não conhecem todos os convivas para essa agradável recepção. Da BC Studies, mister Percival Brown. Da British Columbia Magazine, monsieur Leopold Nantés. Do Business in Vancouver, mister Wallace Stevens. Do Le Express, monsieur Henry Giroud. Da Straight, mister Robert Plunt. Do The Province, mister Paul Rhymes. Do The Republic News, mister Peter George. Da The Tyee, monsieur Gerome Predoume. Do The Vancouver Sun, o prestigiado e lendário editor-chefe, Sir Mark Samuels. Do Westender, o histórico cronista Gaspar Lewis. Recém-chegado da Rússia, o talentoso fotógrafo Alexey Volkov. É um prazer receber um grupo tão seleto de personalidades do quarto poder.

Aplausos educados para Vitória e uns para os outros partiram dos convidados. Alexey percebia que, embora concorrentes, eram homens poderosos que se respeitavam e fiscalizavam-se uns aos outros enquanto competiam. A anfitriã também aplaudiu todos e assim que houve silêncio, ela prosseguiu:

- Hoje vamos servir um menu-degustação de pratos evocativos da cultura canadense que esperamos brevemente incorporar em nosso cardápio normal. De entrada, teremos uma salada Caesar e poutini de frango de granja. O segundo prato é lagosta amadurecida por cinco anos acompanhada de brotos de couve de bruxelas. O prato principal é carret de cordeiro ao molho madeira e ervas sazonais. De sobremesa, uma barra de nanaimo de chocolate branco banhada em maple syrup. Após o jantar, os senhores poderão provar nosso capuccino de café brasileiro no terraço enquanto escrevem suas avaliações. Todas as observações são muito apreciadas. Aproveitam a refeição e a excelente companhia. Bon appetit!

Assim introduzido, Alexey foi alvo de curiosidade daqueles figurôes, quase todos lhe fizeram perguntas e muitos se interessaram em ver seu portfólio. Antes do fim do jantar, Alexey já tinha três cartões de visita de editores interessados em trabalhar com ele.

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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Lua em Qui 22 Set 2016 - 12:06

- É bom ouvir isso, Alexey. Suas explicações são satisfatórias. Diferente da maioria dos parentes inexperientes, você sabe que a vida junto aos garous é difícil e exige sacrifícios. Nós não vamos poupá-lo aqui de modo algum, o plano de Luís e meu é usá-lo o máximo possível. Algumas vezes, vamos fazer pedidos que esperamos que sejam atendidos sem questionar, mesmo que você não saiba dos detalhes. Mas pra começar, vamos jogar aberto com você: com seu talento para fotografia, nós pretendemos infiltrá-lo nos veículos de imprensa, tanto para nos manter informados quanto para ajudar a abafar nossas atividades. Para isso, vamos dar um jantar no nosso restaurante em Vancouver, El Lobo de Plata, com importantes nomes do meio editorial e digital. Você deve estar lá e fazer contatos profissionais com todos que puder. Nós ajudaremos no que precisar. Mas pra isso, você precisa providenciar um portfólio. Acha que consegue?


Alexey escutou tudo, assentindo em silêncio com a cabeça. Procurou manter um ar sereno mas seu coração dava saltos dentro do peito. Estava por conseguir!!! Finalmente ia ajudar uma seita como haviam feito os parentes Volkov através dos séculos e não como um relutante advogado mas fazendo aquilo em que era bom: fotografar.

- Sim, senhores. Atualizarei meu portfólio. Agradeço imensamente a oportunidade. - disse com um sorriso amável e cheio de gratidão.

Nos três dias que teve, Alexey organizou um portfólio para a ocasião. Já tinha alguma coisa  pronta, pois havia vindo ao Canadá com a intenção de trabalhar na área. Também buscou em sua contas de redes sociais de fotografia alguma imagem com qualidade suficiente para mostrar seu trabalho. Como seu forte era a fotografia de rua, seguramente teria alguma interessante, que despertasse a atenção dos editores e mostrasse sua habilidade em captar detalhes saborosos do cotidiano no momento exato, com rapidez e discrição. Finalmente, aproveitou a pesquisa que já havia feito e saiu para fotografar os pontos turísticos, históricos e outras áreas de interesse da cidade, bem como momentos pitorescos e retratos dos habitantes que assim o permitissem, tudo mediante as devidas autorizações.

Investiu o máximo que seu orçamento permitia em uma bonita pasta, mandou fazer uns cartões de visita e separou seu melhor traje. Barbeou-se bem, sacrificando a barba de alguns dias que gostava de deixar porque achava sexy - não era o momento para pensar nisso - vestiu-se com as roupas mais sóbrias e elegantes que conservara, comprando algum item que faltasse, e rumou ao restaurante em um carro que havia alugado com antecedência, para não passar uma imagem ruim.


- Boa noite, senhores, é um prazer recebê-los nessa ocasião. Gostaria de apresentar aos que não conhecem todos os convivas para essa agradável recepção. Da BC Studies, mister Percival Brown. Da British Columbia Magazine, monsieur Leopold Nantés. Do Business in Vancouver, mister Wallace Stevens. Do Le Express, monsieur Henry Giroud. Da Straight, mister Robert Plunt. Do The Province, mister Paul Rhymes. Do The Republic News, mister Peter George. Da The Tyee, monsieur Gerome Predoume. Do The Vancouver Sun, o prestigiado e lendário editor-chefe, Sir Mark Samuels. Do Westender, o histórico cronista Gaspar Lewis. Recém-chegado da Rússia, o talentoso fotógrafo Alexey Volkov. É um prazer receber um grupo tão seleto de personalidades do quarto poder.


Alexey escutou todos aquele nomes, prestando atenção à sua sonoridade e associando-os mentalmente aos meios que dirigiam. Foi agradável ouvir seu nome junto aos daquelas pessoas. Por um momento sonhou que um dia seria famoso e respeitado em sua área e seu pai, mesmo que longe e sem admiti-lo, viesse a sentir algum orgulho dele.


- Hoje vamos servir um menu-degustação de pratos evocativos da cultura canadense que esperamos brevemente incorporar em nosso cardápio normal. De entrada, teremos uma salada Caesar e poutini de frango de granja. O segundo prato é lagosta amadurecida por cinco anos acompanhada de brotos de couve de bruxelas. O prato principal é carret de cordeiro ao molho madeira e ervas sazonais. De sobremesa, uma barra de nanaimo de chocolate branco banhada em maple syrup. Após o jantar, os senhores poderão provar nosso capuccino de café brasileiro no terraço enquanto escrevem suas avaliações. Todas as observações são muito apreciadas. Aproveitam a refeição e a excelente companhia. Bon appetit!


Alexey teve vontade de perguntar se aquela comida era produzida de maneira orgânica e sustentável mas manteve a discrição e ficou calado. Apreciou o cardápio, era bom desfrutar de uma boa mesa. O café despertou sua curiosidade. De repente, aquele país distante, que mal existia em seu mapa, ganhara um significado profundo pela presença de seu irmão garou que o salvara.


Assim introduzido, Alexey foi alvo de curiosidade daqueles figurôes, quase todos lhe fizeram perguntas e muitos se interessaram em ver seu portfólio. Antes do fim do jantar, Alexey já tinha três cartões de visita de editores interessados em trabalhar com ele.


Alexey estava feliz como há muito tempo não se sentia. Apesar disso, procurou manter uma atitude sóbria e simpática, mostrando-se amigável, sem ser subserviente. Agiu de maneira profissional, ainda que o toque de cada um daqueles cartões lhe parecesse agradável como ouro.

Nos dias seguintes, de acordo com o que houvesse combinado com os editores, iria procurá-los para falar de trabalho.


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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

Mensagem  Alexyus em Sex 23 Set 2016 - 16:01

Alexey firmou aliança com Luís e Vitória Consuelo-Real, presas de prata donos do El Lobo de Plata em Vancouver, que conseguiram-lhe bons contatos na mídia local. Apesar de não ter causado impressões muito boas em outros membros da seita, Alexey conseguiu tornar-se um parente confiável e colaborador da seita, começando a entender a dinâmica política que rege a toca do Urso Pardo. Com acesso a alguns dos principais veículos noticiosos da região, Alexey Volkov agora pode manter os garous informados e dar cobertura para suas atividades.


Ganhos da Quest:
- 10 pontos de experiência
- 2 pontos de Aliados (Luís e Vitória)
- 3 pontos de contatos (três dos editores, à escolha)
- 1 ponto de Influência (Imprensa)
- +1 ponto de Recursos (trabalhos adicionais)

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Re: Alexey Volkov - A Toca do Urso

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