ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Qui 29 Set 2016 - 9:36

A tentativa de convencer o dançarino foi inócua mas não desastrada. Ao menos Sháira conseguiu ganhar tempo, como queria.

Beatrice agitou-se nos braços do dançarino.

Shaíra ficava parada, tentando convencer sem sucesso o insano dançarino, ela temia pela segurança de Beatrice e por isso mantinha o Dançarino na mira de seu arco, ela notava que mesmo que não tivesse convencido o inimigo ela havia dado tempo para a jovem reagir! Beatrice se soltava do Dançarino de maneira inacreditável e após se afastar do Dançarino, Shaíra disparava suas setas sem piedade, ela apenas rosnava para a Jovem...

-- CORRA BEATRICE!

Shaíra sabia que não era párea para ele, mas sua prioridade era Beatrice e mesmo não sendo forte para vence-lo ela ainda tinha algumas cartas na manga que poderia usar para fugir e se manter segura, Shaíra disparava a primeira seta precisamente na coxa do Dançarino visando incapacitar o deslocamento do Dançarino caso ele tentasse correr atrás de Beatrice novamente.
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Shaíra usará 1 de FdV para garantir um sucesso nesse ataque à coxa do Dançarino.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Qui 29 Set 2016 - 10:24

Volg está a 25 minutos.

Volg tentava correr o mais rapido possivel para chegar ao local.Conforme acelerava deixava a marca de suas patas no chão.Queria chegar la o mais rapido possivel.

Somente se precisar gastaria um ponto de FV para ter um sucesso automatico.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Qui 29 Set 2016 - 17:12

A mordida feriu gravemente o parente, embora não o tenha matado. Alain não pôde retê-lo para usá-lo de cobertura mas conseguiu tomar a arma de suas mãos durante o ataque, sentindo a dificuldade de manejá-la em crinos, porém.

Enquanto isso, os parentes do lado direito da sala tentaram alvejá-lo. Quatro deles erraram o tiro (8, 6, 9, 7), sendo que um deles (7), acertou seu companheiro (9) de raspão.

Contudo, um dos parentes (5) conseguiu acertar o tiro em Alain.

A mordida foi superficial, e Alaín praguejou mentalmente por estar com pressa e não fazer todos os movimentos perfeitamente. Mas a sequência dos movimentos planejados foi quase automática, e ele se apoderou a arma e atirou o máximo possível na fuça do dançarino da espiral negra.

Os parentes não eram bons atiradores, mas um deles conseguiu atingir Triunfo-de-Gaia, e ele olhou com ódio para o pistoleiro, a maior ameaça até o momento.

Enquanto isso ocorria, o cultista passou a faca no pescoço de Nádia. O sangue jorrou de sua garganta, anulando a pequena melhora que ele começava a experimentar. Embora ainda conseguisse se manter de joelhos, Nádia não pôde sair do estado de choque.

Antes de atirar, Alaín ainda viu o que mais temia acontecer, o cultista voltou a atacar Nádia. Por um momento, ele pensou que a cliath tinha morrido, mas o ferimento era grave de qualquer forma. Nádia parecia inconsciente, mas ainda respirava.

"Temos que ser mais rápidos com isso!"

Alain queria esvaziar o pente contra o Dançarino da Espiral Negra que, a essa altura, havia saltado para perto de Virgínia, mas notou que o que tinha nas mãos era apenas um revólver de pequeno calibre.

Disparou três vezes seguidas, então. O dançarino. surpreendido pela velocidade da ação furiosa, não pôde esquivar-se.

Alain conseguiu danificar profundamente o dançarino (aleijado -5) mas não matá-lo.

Os tiros poderiam ter sido melhores, mas serviram para acabar com a pose do espiral negra. Mais um tiro ou dois e seria o fim dele. Só precisava tomar cuidado com os outros atiradores.

Virgínia por sua vez, usou a raiva de ver o cultista atacando novamente a indefesa Nádia para tentar acertá-lo com um tiro. Assim como Alain, ela não sabia atirar e sentia dificuldade em apertar o gatilho com sua grande mão de crinos. Mas não deixou de tentar.

Não foi o mais belo dos disparos mas serviu para machucar o maldito cultista!

Foi então que Klauss, Yuri e a tropa de Oleg chegaram.

Virgínia estava executando bem o plano de Triunfo, e a chegada dos outros garous foi a verdadeira cavalaria vindo em auxílio.

- Bem na hora!

-- Aurora deixe os bastardos para nós Salve a mulher...

- Klauss, cuidado com os atiradores, eles tem balas de prata!

Triunfo disparou mais uma vez contra o Dançarino da Espiral Negra, mirando com precisão para abater de vez o líder.
(GASTO 1 ponto de Força de Vontade para sucesso automático)

Usando sua Fúria até o limite, Alaín ia agarrar o parente que ele desarmara para avançar sobre os outros parentes usando-o como escudo, e não importava que ele estivesse vivo, não iria conseguir se livrar e poderia deixar os outros parentes eliminarem sua presa por ele.

OFF: Não sei se ganhou Fúria no último turno, então não especifiquei se são 1 ou 2 pontos pra ações extras. A manobra de Agarrar recebe especialização de Pegada Firme, esp de Força.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Zayrus em Qui 29 Set 2016 - 21:21

Caminhava com passos largos, a atenção levemente dispersa, mas os sentidos aguçados. Não sabia ao certo pelo que estava procurando, mas sabia que meu lugar, não era mais dentro daquele palácio, meu papel não era o que me propunham ali dentro. Acabo dando a sorte de encontrar outro grupo pró-ativo, que se mobilizava para um ponto onde ainda havia a possibilidade de ajudar naquela altura do embate. Satisfeito pela postura nobre deles, me juntei ao grupo de bom grado, cumprimentando-os com as devidas limitações que a forma a qual eu estava impunha.

A caminhada até o destino previamente definido não fora muito longa, mas seu percurso mostrou os motivos dos Garou serem, por muitas vezes,  temidos insanamente mesmo por criaturas sobrenaturais. Como indivíduos, éramos aterradores, unidos, implacáveis. O cheiro de morte pairava no ar, o calor atingia níveis incômodos em toda a cidade, e os rastros de destruição se espalhavam por toda parte. Os gritos haviam dado lugar a lamentos esporádicos, quase incertos, e naquela altura já era difícil distinguir o choro dos feridos do que podia ser o reclamar das aparições frescas que haveriam de assombrar aquelas terras até receberem o pastoreio adequado. Não havia mais guerra, Vaki havia sido um massacre, agora só restavam os frutos macabros, as nuances não cantadas nos contos heróicos... Sendo bem sincero, se qualquer um me perguntasse, essa seria, sem dúvida, a pior parte de qualquer combate daquela magnitude. Os combates isolados em pontos remotos, a caça pelos últimos sobreviventes inimigos e, especialmente, o amparo aos feridos, faziam daquela uma etapa inglória e dolorida de se protagonizar.



A cena que agora eu presenciava era dura, mas esperada. Os parentes haviam sido segregados, e os maculados tinha recebido o tratamento adequado. A face dos dois executores expressavam bem meus sentimentos quanto a morte daquelas criaturas: era penoso mas, ainda assim, necessário. E aspectos como honra assumem uma face bem diferente em qualquer guerra, mesmo Homens sabem disso. Imagine os Garou. Meus pensamentos se mantiveram fixos sob essa égide quando lembraram do bebê que estava chorando nos arredores da paliçada. Aquele era um pouco mais complicado, mas eu não era estúpido, não há guerra onde inocentes não pareçam, e eu entendia minha parcela de culpa naquilo, era um mal necessário. Talvez ter ficado e ajudado a criança significasse um Garou a mais nas fileiras de Gaia com o passar dos anos, mas eu era um Guerreiro, dentre os Guerreiros metamorfos. Minha função era lutar, e quantos irmãos poderiam ter caído sem minha presença no fronte de batalha? Era uma pergunta que eu preferia não ter em mente ao invés dos danos colaterais de uma invasão tão avassaladora quanto aquela. Gostasse eu ou não, naquela noite eu era apenas um soldado.

Não houve muito tempo para reflexão, logo alguns sons característicos chamam a atenção de todos, Vaki ainda tinha fagulhas acesas. Virei meu rosto em direção ao local que parecia ser a fonte dos disparos e rapidamente corri em direção ao mesmo. Avançando junto com o restante dos Garou pela casa a qual nos dirigimos, logo nos deparamos com uma cena confusa. Haviam dois grupos se confrontando, um composto por dois Crinos, e outro por um Crinos e um punhado de humanos, provavelmente parentes. Avistei de relance uma figura dentre as últimas que parecia particularmente importante, e outra criatura debilmente prostrada a sua frente. Não foi difícil distinguir o grupo que estava do nosso lado, especialmente depois da comunicação entre um dos Crinos com um Garou que integrava a tropa que eu agora acompanhava. Diante disso, investi contra os inimigos ferozmente, atacando-os na medida em que se apresentassem em meu caminho. Me certificaria, no entanto, de isolar um deles, para agarrá-lo e posteriormente o investigar.




OFF:
Irei utilizar a quantidade de Pontos de Fúria adequados ao número de ataques que me forem necessários para liquidar as forçasuas opostas até o limite de 3 Pontos. O último ataque usarei para imobilizar o alvo em questão.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Sex 30 Set 2016 - 11:48

Shaíra e Volg:
A situação era tensa.

Beatrice havia conseguido soltar-se dos braços do dançarino da espiral negra e afastar-se um pouco. Shaíra gritou para que a menina corresse e, esforçando-se ao máximo na pontaria, disparou uma flecha em direção à coxa do monstro, tentando incapacitá-lo para a corrida.

Rolagens:
Shaíra rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Ataque com Arma e obteve: 10 1 10 8 4 2 
Shaíra obteve 2 sucessos!
Sucesso automático
Total: 3 sucessos  

DEN rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Esquivar e obteve: 3 6 6 3 
DEN obteve 2 sucessos!

Shaíra rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 7 4 3 2 1 2 6
 Shaíra obteve 2 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

DEN rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Absorver Dano e obteve: 6 7 1 8 
DEN obteve 3 sucessos! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)

Shaíra conseguiu acertar a flecha na coxa do dançarino. Ele urrou de dor mas recuperou-se da ferida imediatamente. Arrancou a flecha com um gesto rápido e partiu em direção a Shaíra.

Beatrice tentou passar a crinos, iniciou a transformação mas não conseguiu concluí-la, permanecendo em hominídeo.

Enquanto isso, Volg punha todo seu empenho em alcançá-las. Os roedores de ossos já estavam por chegar.

Rolagem:
Volg rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 3 9 7 7 3 
Volg obteve 3 sucessos!

Roedores de Ossos rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Manobra Especial e obteve: 3 6 8 1 7 8 2 10 3 3 
Roedores de Ossos obteve 4 sucessos!

Volg está a 20 minutos.
Roedores de ossos a 10.

Então todos escutaram uivos. Eram os roedores de ossos, tentando intimidar o dançarino. Isso distraiu-o uns segundos, não interrompeu o ataque.

Então, através do elo telepático que formara com os roedores e Volg, a jovem ouviu a ordem de Turiak:

“Estamos a uns 10 minutos, somos seis, fortes e habilidosos, vamos tentar intimidar o dançarino daqui. Use o que for mas faça-o entender que está tudo acabado para ele e se renda! E mantenham-se longe para o caso dele ter alguma reação desesperada!".

Shaíra tinha que pensar rápido para esquivar-se do ataque e/ou cumprir a ordem de Turiak.

Do mesmo modo, Volg escutou uma voz em sua cabeça:

“Uive, garoto! O melhor que puder. Temos que assustar esse bastardo o suficiente para que nem pense em ferir as meninas!”

Alain, Klauss, Virgínia e Yuri:
Iniciativa:
Klauss
Tropa de Oleg
Virgínia e Alain
Parentes 1 e 2
Yuri e 5
Crinos e 3
6
Cultista
8
4
9
7

Modificadores:
Alain, Klauss e Virgínia em crinos; Yuri em hispo.
Parentes 1 e 9: -2 dados
DEN: -5
Alain e Cultista: -1
Como a Natalie usou mecanicamente a qualidade estimuladora no primeiro turno e neste nem está presente, considero os efeitos da qualidade anulados.
Penalidade pelo uso da arma em crinos: -1

KLAUSS estava muito imbuído de fúria para poder conectar-se com sua espiritualidade e ativar o dom.

Em vez disso, passou a crinos facilmente.

(gasto de 1 ponto de fúria)

AÇÃO NORMAL

Rolagens:
Klauss rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Derrubar parente 1 e obteve: 4 4 4 7 4 9 4 3 4 5
Klauss obteve 2 sucessos!

Parente 1 rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Não Cair e obteve: 6
Que pena, Parente 1 não obteve sucesso!

Klauss rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 6 2 5 6 4 6 7 3 8 3
Klauss obteve 5 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

Já estava espancado -2; abaixo de incapacitado.
---

Klauss rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Derrubar parente 2 e obteve: 3 7 10 6 2 8 3 3 5 1
Klauss obteve 2 sucessos!

parente 2 rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Não Cair e obteve: 1 10 4
Que pena, parente 2 não obteve sucesso!

Klauss rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 8 5 8 3 4 3 6 5 2 6 
Klauss obteve 4 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

Parente 2 ferido gravemente: -2

---

Klauss rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Derrubar parente 3 e obteve: 1 1 2 5 9 2 4 8 10 2
Klauss obteve 1 sucesso!

parente 3 rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Não Cair e obteve: 5 3 7
Que pena, parente 3 não obteve sucesso!

Klauss rolou 9 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 3 4 6 2 8 9 2 10 6  
Klauss obteve 5 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

Parente 3: espancado -2

---

Klauss rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Derrubar parente 4 e obteve: 6 7 2 10 8 9 4 7 2 3
Klauss obteve 5 sucessos!

parente 4 rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Não Cair e obteve: 6 2 5
Que pena, parente 4 não obteve sucesso!

Klauss rolou 13 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 6 2 10 5 10 10 2 4 2 3 1 1 7 
Klauss obteve 5 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

Parente 4: espancado -2


Klauss passou como uma bola de boliche peluda sobre os quatro parentes, que não conseguiram esquivar-se. Sua tremenda força em crinos deixou três deles (2, 3, 4) tão feridos como se tivessem sofrido um verdadeiro atropelamento (-2 dados). O parente que Virgínia já havia atacado (1) não aguentou novos ferimentos e morreu.

Oleg e sua tropa foram em direção ao cultista para salvar Nádia. Em uma ação rápida cercaram-no e atacaram em grupo, com dentes, garras e o machado de Maksin. O que sobrou do parente ocupava um volume menor do que a pele amontoada de Nádia.

ALAIN segurou mais uma vez o pequeno revolver em sua mão de crinos, disposto a atirar com toda a precisão que pudesse. O ferimento que recebera começa a doer mas mesmo assim ele fez um esforço de vontade e atirou.

Rolagens:
Alain rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Ataque com Arma e obteve: 2 6 2
Alain obteve 1 sucesso!
Sucesso automático.
Total: 2 sucessos

DEN rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Esquivar e obteve: 9 5 3 10
DEN obteve 2 sucessos!

Alain rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 8 10 6 6 9
Alain obteve 5 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

Mesmo com todas as dificuldades, Alain conseguiu abater o adversário mais difícil da sala! O dançarino estava morto!

Então um dos parentes (5) quase como um ato reflexo tentou disparar em Alain.

Rolagem:
Parente 5 rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Ataque com Arma e obteve: 7 3 4
Parente 5 obteve 1 sucesso!

Uma nova bala de prata atingiu Alain.

Rolagem:
Parente 5 rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 3 4 4 8
Parente 5 obteve 1 sucesso! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

Alain ferido gravemente: -2

Não teria muita gravidade se Alain já não estivesse ferido mas como já havia recebido um tiro as coisas se complicaram um pouco para ele.

YURI atacou o parente mais próximo a ele (9).

Rolagem:
Yuri rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Ataque com Presas e obteve: 4 4 3 7 1 5 8 7 3 7
Yuri obteve 4 sucessos!

Parente 9 rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Esquivar e obteve: 4
Que pena, Parente 9 não obteve sucesso!

Yuri rolou 9 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 6 4 2 9 6 6 8 2 3
Yuri obteve 5 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

Espancado:-2
O parente já estava bem ferido e morreu imediatamente.

Os demais parentes (6, 8 e 7), bem como os sobreviventes do ataque de Klauss (2, 3 e 4) viram que não podiam vencer os garous e jogaram suas armas longe. Os que ainda não estavam caídos se atiraram de joelhos e todos começaram a gritar que haviam agido obrigados pelo dançarino da espiral negra e que pediam clemência.

Oleg negou e preparou-se para executá-los mas, diante da intenção de Yuri de investigá-los, concordou que os garous que assim desejassem poderiam interrogá-los. Os demais estavam dispensados para fazer o que quisessem.

Enquanto isso, Hirson erguia Nádia nos braços, preparando-se para levá-la ao hospital de campanha. Perguntou se Alain queria ir com ele para tratar seus ferimentos.


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Sab 1 Out 2016 - 14:11

Alaín conseguiu acabar com a ameaça do Dançarino, eliminando o maior dos perigos no campo de batalha. Mas um dos parentes atiradores o atingiu.

A sorte do parente foi que com a morte do Dançarino e a investida de Oleg e Klauss, os que ainda não tinham tombado se renderam.

Mesmo ferido, Alaín ainda queria se certificar de que os culpados fossem executados e os inocentes poupados, se é que havia algum. Ativou a Verdade de Gaia enquanto eles juravam inocência e preparou-se para o interrogatório.

- Irei ao hospital mais tarde, vou ficar para ajudar no interrogatório.


Última edição por Alexyus em Dom 2 Out 2016 - 1:14, editado 1 vez(es)
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Sab 1 Out 2016 - 17:31

“Uive, garoto! O melhor que puder. Temos que assustar esse bastardo o suficiente para que nem pense em ferir as meninas!”

Volg uivou com todo seu folego e o melhor que pode, para ajudar a colocar medo no dançarino.

Estava um pouco mais atrasados do que os outros, mas continou a perseguir o mais rapido que podia.



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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Dom 2 Out 2016 - 10:28

Shaíra conseguiu acertar a flecha na coxa do dançarino. Ele urrou de dor mas recuperou-se da ferida imediatamente. Arrancou a flecha com um gesto rápido e partiu em direção a Shaíra.

Por um momento Shaíra sentia que tinha conseguido incapacitar o inimigo porém ao ver a ferida se regenerando quase instantaneamente sentia na pele o desespero.. Sabia que não tão era forte quando Volg para mata-lo e Beatrice estava nervosa demais para mudar de forma... Shaíra uivava alto... chamando os seus companheiros e ao mesmo tempo a atenção do Dançarino.

“Estamos a uns 10 minutos, somos seis, fortes e habilidosos, vamos tentar intimidar o dançarino daqui. Use o que for mas faça-o entender que está tudo acabado para ele e se renda! E mantenham-se longe para o caso dele ter alguma reação desesperada!".

" Dez minutos... então terei que segura-lo até vocês chegarem..."

Shaíra teria que contar com sua agilidade e flexibilidade para se esquivar dos golpes do Dançarino, ela jogava o arco no chão e se preparava para a investida do inimigo, ela ia esperar ele atacar para poder contra atacar com uma mordida precisa no pescoço

-- Venha lacaio da podridão!


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Dom 2 Out 2016 - 14:48

Klauss passou como uma bola de boliche peluda sobre os quatro parentes, que não conseguiram esquivar-se. Sua tremenda força em crinos deixou três deles tão feridos como se tivessem sofrido um verdadeiro atropelamento . O parente que Virgínia já havia atacado não aguentou novos ferimentos e morreu.

Os demais parentes , bem como os sobreviventes do ataque de Klauss viram que não podiam vencer os garous e jogaram suas armas longe. Os que ainda não estavam caídos se atiraram de joelhos e todos começaram a gritar que haviam agido obrigados pelo dançarino da espiral negra e que pediam clemência.

Oleg negou e preparou-se para executá-los mas, diante da intenção de Yuri de investigá-los, concordou que os garous que assim desejassem poderiam interrogá-los. Os demais estavam dispensados para fazer o que quisessem.

Enquanto isso, Hirson erguia Nádia nos braços, preparando-se para levá-la ao hospital de campanha. Perguntou se Alain queria ir com ele para tratar seus ferimentos.

*Volto-me para Hirson.*

--Acha que ela sobrevive?

Alexyus escreveu:- Irei ao hospital mais tarde, vou ficar para ajudar no interrogatório.

*Aceno positivamente para Alain.*

-- Não vai ser um ferimento desses que vai parar Triunfo de Gaia e se vamos interroga-los mesmo vamos precisar de você por aqui.

*Junto as armas dos parentes e as coloco num canto da sala e coloco os parentes encostados na parede oposta.*

*Ativo o dom Sentir a Wyrm tentando sentir de qual deles tinha mais corrupção em sua essência.*


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Natalie em Dom 2 Out 2016 - 18:52

Virginia aproveitou a chegada da cavalaria e se concentrou em Nada enquanto o tiroteio acontecia.

Quando os parentes se renderam, Aurora usou o dom do Toque da Mãe para manter a presa de prata viva. Se ela estivesse muito mal, ia usar o dom duas vezes.

Tambem ia usar o dom pra curar o Triunfo de Gaia.

Mesmo com pressa de voltar pro hospital, ela preferiu ficar pra investigar aqueles parentes.

Ja ativo o Sentir a Wyrm pra farejar cada um deles.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Zayrus em Seg 3 Out 2016 - 4:18

O tempo não havia aparentado aqueles surtos que antecedem combates. Não, aquilo não fora um combate, foi somente uma brincadeira. Eu estava sobre a única vítima que havia precisado derrubar antes dos demais inimigos oferecerem rendição. Nesse momento, finalmente, eu averiguei o recinto com calma, uma inocência curiosa guiando meus olhos até identificar o que até então era apenas uma figura desconexa. Era uma de nós. Aquela mancha de sangue com formato humano, despida de seu couro a não mais do que minutos atrás, era uma integrante do Povo. Eu nem havia percebido que assumia agora minha forma Crinos, minha boca entreaberta, meus olhos arregalados. Sim, a guerra possui seus horrores, e eu, como Ahroun, os conheço de perto, mas aquilo... Aquilo era demais pra mim. Imaginar toda a dor e sofrimento pelo qual aquela criatura havia passado me revirava as entranhas, eu estava atônito. Talvez fosse pela surpresa, talvez pela empatia inevitável do que ela havia passado, mas o fato é que quando me dei conta de que aqueles desgraçados, vivos, bem diante dos meus olhos, eram responsáveis por aquela atrocidade, a razão lentamente se desfez em minha mente, e logo só havia a sede por sangue.

No limiar entre o frenesi e a consciência plena, avancei em direção aos Parentes e agarrei um deles pela cabeça com uma das mãos. Um instante depois eu estava testando a resistência de seu crânio contra a parede. Um. Dois. Três. Quatro... Os golpes se repetiram até eu sentir que minhas garras entravam em maior atrito com a parede do que a própria cabeça do indivíduo. Olhei para os demais, o instinto assassino estampado em meus semblante. Nenhum deles sairia vivo. No entanto, quando me preparava para atacar os outros, olhei para o corpo aos meus pés. O terror que aquele miserável havia presenciado não era sequer sombra do que havia imposto. Não era justo, eu precisava de algo mais requintado, precisava equilibrar a balança. E foi o que fiz. Suspirei pesadamente e disse a plenos pulmões:
-Obrigados? OBRIGADOS? Querem mesmo que eu acredite que alguém digno de estar vivo se submeteria a protagonizar isso? Não, seus desgraçados, vocês vão reformular seus conceitos acerca de obrigação, porque eu vou lhes dar um agora. Nenhum de vocês vai sair vivo daqui hoje, a diferença é que cada um vai decidir a forma como quer morrer. Eu tenho certeza que sabem de coisas que eu gostaria de saber também, então essa é a escolha que podem fazer: aquele que me disser algo que soe útil aos meus ouvidos vai ter uma morte tão abrupta quanto seu último companheiro caído. O último dentre vocês que me der uma resposta adequada vai ter um destino que fará da sina daquela criatura que esfolaram viva parecer coisa de criança. E se não começarem a falar em 10 segundos, todos irão ter a honra em descobrir o que a mente de um Ahroun enfurecido é capaz de conceber.- Retomei o fôlego e com um tom mais brando e ameaçador comecei: -Um...-
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Qui 6 Out 2016 - 19:35

Shaíra e Volg:

-- Venha lacaio da podridão!


O dançarino não se fez de rogado e saltou sobre Shaíra, pronto a rasgá-la com suas garras:

Rolagem:
DEN rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Ataque com Garras e obteve: 9 9 4 8 
DEN obteve 3 sucessos!

DEN rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 9 2 10 1 7 8 4
6 6 9 DEN obteve 7 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

Shaira rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Absorver Dano e obteve: 3 7
2 3 8 1 Shafra obteve 2 sucessos! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)

Espancada -2

As garras do dançarino cortaram profundamente a carne de Shaira. Seu rosto, pescoço e peito sangravam em profusão, empapando seu pelo de sangue vermelho brilhante. Uma manta de pele pendurava-se, expondo a carne viva e, causando-lhe dor ao mover-se.

Shaíra contra-atacou.

Rolagem:
Shaira rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Ataque com Presas e obteve: 7 5 5 6 
Shaira obteve 4 sucessos!

Shaira rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 9 1 8 4 8 2 9 2 10 8 
Shaira obteve 6 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

DEN rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Absorver Dano e obteve: 6 10 2 9 10 3 
DEN obteve 4 sucessos! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)

Machucado -1

Embora o ataque de Shaíra tenha sido o melhor possível em sua situação e ela pudesse sentir o sangue acre e fervente do dançarino em sua boca, a maior parte do dano foi absorvida por ele. A pele fechou-se imediatamente e ele ficou apenas um pouco ferido.

O monstro preparava um novo ataque quando os uivos dos roedores de ossos começaram a ouvir-se.

Rolagem:
Roedores de Ossos rolou 9 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Intimidar com Uivo e obteve: 9 9 4 2 5 9 1 5 9 
Roedores de Ossos obteve 3 sucessos!

Volg acompanhou-os.

Rolagem:
Volg rolou 4 dados (carisma + intimidação) de 10 lados com dificuldade 6 para Intimidar com Uivo e obteve: 1 1 5 8 
Volg obteve -1 negativo!

Volg esforçou-se mas sua voz de adolescente era instável demais para ele conseguir manejá-la. O som saiu como uma nota aguda no concerto dos Roedores.

Rolagem:
DEN rolou 2 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Resistir à Intimidação e obteve: 7 6 Que pena, DEN não obteve sucesso!

O dançarino era jovem e tinha sido machucado. A idéia de garous fortes chegando assustou-o de verdade.

Rolagem:
Beatrice rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 6 3 5 
Beatrice obteve 1 sucesso!

Vendo-o o adversário confuso, Beatrice tentou aproveitar para mudar a crinos. Novamente sua natureza animal lhe falhou a mudança não veio.

O eco dos uivos se dispersava. Entre o abismo, Shaíra e os garous que chegavam, o dançarino não tinha como escapar. Seus olhos agitados buscavam por onde escapar mas o galope dos roedores já se podia ouvir.

Talvez como uma tentativa de obter piedade na rendição, talvez pela falta absoluta de esperança, o dançarino regressou à sua forma racial. Não deveria ter mais de dezesseis ou dezessete anos e sua pele, de um branco esverdeado,  e os olhos profundos lhe conferiam um aspecto decrepto e doentio que era a imagem mais verdadeira e lastimável da corrupção de um garou.

Os roedores chegaram, arfando.

O dançarino se pôs de joelhos, em sinal de rendição mas Turiak avançou, dando uma  ordem muda de execução.

Beatrice virou o rosto para o lado,  Os roedores atacaram rapidamente, rosnando e ganindo de ansiedade.

Quando Volg chegou, instantes depois, a cena era a de uma matilha de lobos despedaçando os restos de um garoto.

Sentada no chão, Beatrice segurava a cabeça com as mãos e soluçava, vertendo lágrimas e muco nasal como uma criança.

***

O caminho de volta foi alegre e risonho – ao menos para os roedores de ossos. Vinham em hominideo,  fazendo chacota de Beatrice por suas lágrimas e por não conseguir mudar de forma, obrigando-os a caminhar para acompanhá-la.

Quando chegaram a Vaki a tarde já ia pelo meio. O fim dos incêndios e relativo silêncio só serviam para dar ao lugar um ar ainda mais triste de fim de combate, de cidade arrasada.

Não havia muitos lugares para ir. Um grupo se reunia no hospital de campanha, prosseguindo os cuidados aos reféns e feridos. Para quem fosse até lá,  seria a chance de conhecer os únicos parentes não corrompidos de Vaki e ouvir suas histórias. Beatrice correu para lá.

A outra opção era de júbilo e glória. Corria a notícia de que no centro de Vaki já se preparava o discurso triunfal do rei Vladi. As tropas se reuniriam ali para comemorar o fim exitoso da missão e a liberação da cidade e para informar-se do que fariam a seguir.

Os roedores se dirigiram para lá mas não para reunir-se no palácio, aos pés do rei. Finda a tarefa, iam buscar seu quinhão de saque entre as sobras deixadas pelos guerreiros de Boiak.

A exceção foi Turiak que, curiosamente, dirigiu-se ao hospital de campanha.

Shaíra e Volg ainda não haviam decidido aonde ir quando viram Ahmed materializando-se da umbra. Ele abriu um grande sorriso ao vê-los.

- Oh,  Gaia…  - murmurou, notando o ferimento de Shaíra.  Baixou a cabeça uns instantes, depois ergueu-a e prosseguiu. – Venha, Shaíra… há algo que quero mostrar-lhe. Volg, quer vir também? Você já esteve alguma vez na umbra? Ah, e não se preocupem, agora já está seguro.

Alain, Klauss, Virgínia, Yuri:
Os parentes haviam atirado suas armas no chão e se encontravam caídos ou de joelhos. Oleg havia permitido que os garous os interrogassem.

Enquanto isso, Hirson erguia Nádia nos braços, preparando-se para levá-la ao hospital de campanha. Perguntou se Alain queria acompanhá-los para tratar seus próprios ferimentos.

Voltando-se para Hirson, Klauss perguntou-lhe:


--Acha que ela sobrevive?


- Sim. – respondeu Hirson olhando para o rosto da menina em seus braços como se ela fosse uma criança de colo – Vai se recuperar inteiramente para eu arrancar esse seu couro de novo pela bebida que me roubou, não é mesmo?!

Apesar do rude carinho nas  palavras de Hirson, os olhos da menina continuavam vidrados. O ragabash suspirou.

Alaín preferia certificar-se de que os culpados fossem executados e os eventuais inocentes poupados antes de preocupar-se com seus ferimentos. Para tanto, havia ativado o dom Verdade de Gaia.


- Irei ao hospital mais tarde, vou ficar para ajudar no interrogatório.


Klauss acenou-lhe positivamente.


-- Não vai ser um ferimento desses que vai parar Triunfo de Gaia e se vamos interroga-los mesmo vamos precisar de você por aqui.


Enquanto isso, Virgínia se havia aproximado de Nádia e estava usando o dom Toque da Mãe.

Rolagem:
Virgínia rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 4 para Ativar Dom e obteve: 6 4 1 2 9 8 8 
Virgínia obteve 4 sucessos!

Foi bonito. Ainda repousada nos braços de Hirson, a menina moveu lentamente os olhos, enquanto uma película começava a formar-se sobre a carne exposta.  Pouco a pouco a película foi recobrindo seu corpo e espessando-se. Em pouco tempo, Nádia havia recuperado uma aparência mais humana, embora ainda estivesse gravemente ferida e partes mais complexas, como lábios, orelhas e couro cabeludo ainda teriam que se regenerar. Hirson sorriu a Virgínia em agradecimento  e levou Nádia  para descansar no hospital de campanha. A partir dali, a menina já poderia recuperar-se sozinha.

Em seguida, Virgínia foi até Alain e usou novamente o dom.

Rolagem:
Virgínia rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 4 para Ativar Dom e obteve: 10 4 10 5 9 9 3 
Virgínia obteve 6 sucessos!

Alain se curou imediatamente. Sentia-se até renovado! Agora poderia fazer seu interrogatório tranquilamente, sem preocupar-se com dor ou ferimentos.

Nesse meio tempo, Klauss havia colocado os parentes encostados em uma parede, longe de suas armas, que ele depositou em um canto da sala.

Em seguida ativou o dom Sentir a Wyrm, tentando sentir qual deles tinha mais corrupção em sua essência.

Virgínia também ativou Sentir a Wyrm, intencionando farejar cada dos parentes.

Rolagem:
Klauss rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Ativar Dom e obteve: 4 5 1 2 10 9 
Klauss obteve 2 sucessos!

Virgínia  rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Ativar Dom e obteve: 9 6 9 6 5 
Virgínia obteve 5 sucessos!

Enquanto tudo isso ocorria, Yuri fermentava o ódio dentro de si.

E não era para menos. A visão da atrocidade perpetrada contra aquela jovem garou não poderia deixar ninguém indiferente.

Sem perceber, Yuri  foi deslizando para a forma guerreira e também para aquela sensação conhecida de estar às margens de um frenesi. A razão começa a abandoná-lo. Afinal eles estavam ali, vivos, os desgraçados torturadores de garous. E tentavam evadir-se do castigo a seus atos.


No limiar entre o frenesi e a consciência plena, avancei em direção aos Parentes e agarrei um deles pela cabeça com uma das mãos. Um instante depois eu estava testando a resistência de seu crânio contra a parede. Um. Dois. Três. Quatro... Os golpes se repetiram até eu sentir que minhas garras entravam em maior atrito com a parede do que a própria cabeça do indivíduo. Olhei para os demais, o instinto assassino estampado em meus semblante. Nenhum deles sairia vivo. No entanto, quando me preparava para atacar os outros, olhei para o corpo aos meus pés. O terror que aquele miserável havia presenciado não era sequer sombra do que havia imposto. Não era justo, eu precisava de algo mais requintado, precisava equilibrar a balança.


Então Yuri falou, a plenos pulmões:


Obrigados? OBRIGADOS? Querem mesmo que eu acredite que alguém digno de estar vivo se submeteria a protagonizar isso? Não, seus desgraçados, vocês vão reformular seus conceitos acerca de obrigação, porque eu vou lhes dar um agora. Nenhum de vocês vai sair vivo daqui hoje, a diferença é que cada um vai decidir a forma como quer morrer. Eu tenho certeza que sabem de coisas que eu gostaria de saber também, então essa é a escolha que podem fazer: aquele que me disser algo que soe útil aos meus ouvidos vai ter uma morte tão abrupta quanto seu último companheiro caído. O último dentre vocês que me der uma resposta adequada vai ter um destino que fará da sina daquela criatura que esfolaram viva parecer coisa de criança. E se não começarem a falar em 10 segundos, todos irão ter a honra em descobrir o que a mente de um Ahroun enfurecido é capaz de conceber.- Retomei o fôlego e com um tom mais brando e ameaçador comecei: -Um..


Quando ia prosseguir com a contagem, sua mente desanuviou um pouco. Então Yuri viu que, além dos olhos esbugalhados de terror dos parentes, outros olhos se fixavam nele - os de Virgínia e Klauss.

Quando ambos abriram sua sensibilidade para as emanações da Wyrm, ademais de sentir a evidente corrupção de todos os parentes na sala, o dom também apontou-lhes Yuri como um ser fortemente maculado pela Wyrm.

Com as guerreiros de Oleg a postos atrás dele, Karol foi o primeiro a perguntar-lhe:

- O que um garou corrompido faz entre o exército do rei Vladi?

Estava claro que aquele experiente philodox tinha dons ativados e  que os demais garous também se manifestariam a seguir.

O interrogado agora era Yuri.

Jackal:
Outra terrível paisagem umbral.

Estavam no Cazaquistão agora, mas Jackal quase não distinguia uma umbra da outra. Na África fora a selvageria e os machetes que de tão amplamente usados, vez por outra acabavam projetados na umbra. Na Síria os lacaios da Wyrm que pululavam como larvas de moscas na ferida aberta pela cobiça e fanatismo humanos. Nas estepes cazaques os destroços causados pelo combate aos dançarinos da espiral negra que proliferaram pela radiação dos testes nucleares do passado soviético.

No fundo tudo era igual, a dor, as injustiças, a desesperança dos inocentes que perderam suas vidas em disputas alheias.

Os mortos eram um fardo e também uma missão. E os peregrinos a levavam a sério.

“Não nos ocupamos dos que podem se defender”. Assim havia dito Horus quando Jackal perguntou porque não o haviam encontrado antes. De certo modo, era um elogio.

Agora ele os acompanhava. A eles e aos estranhos grupos de fantasmas com que se encontravam. De seu trabalho sabia pouco; sentia que procuravam não envolvê-lo. Jackal era esperto o bastante, porém, para saber que eram um tipo de justiceiros. Ainda lembrava que seus olhos faiscaram quando ele mencionou que iria vingar-se dos vampiros que dizimaram sua tribo. E suas garras voltavam manchadas de sangue nas manhãs que sucediam às noites em que ele havia sido deixado sozinho.

Não havia muita conversa, porém. O trabalho era árduo.

Encontravam-se em Vaki, a cidade indicada pelo rapaz que tentara, em vão, atacá-los. Era o palco recente de uma batalha entre garous, dançarinos da espiral negra e seus parentes. Como Horus previra, os garras vermelhas de um certo Volovan haviam deixado um rastro de humanos inocentes mortos.

Não se preocuparam em distinguir parentes enfermos e debilitados daqueles deformados pela Wyrm. Empregaram a lei do mais forte, se não está sano não serve para viver. A consequência eram almas angustiadas, relutando em deixar o mundo dos vivos sem uma explicação, sem estarem seguras de algo ou alguém que amavam estaria a salvo… ou apenas com uma revolta pesada demais para não formar um grilhão ao redor de seus pés.

Também havia outros fantasmas e seria justo dizer que eram os mais numerosos. Estes eram vítimas dos próprios lacaios da Wyrm.  Alguns ainda tinham seus cadáveres empalados nas hastes que brotavam de uma muralha de madeira, cujos espíritos malditos demandavam constantes sacrifícios.

Dois garous se aproximaram, um maduro e um jovem de longos cabelos, ambos de traços orientais.

- Glinka e Ierakis. – disseram seus companheiros – Eu os conheço, vocês são do norte.

- Horus e Nithar. – responderam os homems. Em seguida olharam para Jackal, esperando que este se apresentasse.

- O que ocorreu aqui? – perguntou-lhes Horus. – Por que tantos inocentes mortos?

- O rei presa de prata Vladi tomou a cidade que estava em mãos de dançarinos da espiral negra e seus parentes. – respondeu o de longos cabelos – Agora tentará fazer a paz entre senhores das sombras de Mordvin e os garras vermelhas de Volovan. E é lamentável, mas os inocentes são o preço da guerra.

Se não fosse uma blasfêmia, Horus teria cuspido no chão da umbra, sentiu Jackal.

- Há peregrinos cuidando dos mortos? – perguntou finalmente.

Os dois orientais assentiram com a cabeça.

- Pois lhes deixaremos uma ajuda. Nosso trabalho é pesado demais para levarmos conosco um cliath, ainda que valoroso. Integrem-no a nossa tribo. - disse Horus, indicando Jackal.

Glinka e Ieraks se entreolharam meio ressabiados mas Horus já havia tomado Jackal pelos ombros e, olhando-o nos olhos, falou:

- Vingue seus mortos, Jackal. E limpe a terra desses imundo vampiros. Você não nos encontrará, mas talvez um dia o procuremos, se chegar o momento. Agora, boa-sorte. E que Gaia o acompanhe.

Nithar despediu-se com um sorrido silencioso e um acenar de cabeça.

Em seguida uma nuvem de poeira veio enrolando-se do horizonte e o bando de fantasmas e cavalos espectrais que os haviam acompanhado na umbra cazaque surgiu.

Como em um sonho, Horus e Nithar apareceram já montados em dois dos cavalos.

- Digam ao rei Vladi que o preço de sua guerra lhe saíra bem caro. - disse Hórus a Ieraks e Glinka.

E a horda galopou para longe, até desaparecer na escuridão umbral. Jackal ficou com seus dois novos companheiros.

Off:
Post mais longo de ler que de responder. O objetivo é situá-lo na história e começar a introduzi-lo no grupo.


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Sex 7 Out 2016 - 19:59

Volg se esforçou ao maximo para uivar, mas mesmo assim não saiu direito, deveria ter sido porque nunca tinha feito isso antes.
Chegando ao local um pouco mais atrasado que os outros, viu que os roedores de ossos ja estavam fazendo a festa com o inimigo.Mesmo assim Volg não tinha pena dele, pelo que ele tinha feito com Beatrice e Shaíra.
Mesmo vendo os restos de um garoto sendo despedaçado, aquilo era tudo que merecia.

No caminho de volta, Volg voltou a sua forma racial, estava cansado ainda não estava acostumado com aquilo, tinha certeza que um pouco de descanso voltaria ao normal e pediu desculpas a Shaíra por ter demorado tanto para chegar la.





Shaíra e Volg ainda não haviam decidido aonde ir quando viram Ahmed materializando-se da umbra. Ele abriu um grande sorriso ao vê-los.

- Oh,  Gaia…  - murmurou, notando o ferimento de Shaíra.  Baixou a cabeça uns instantes, depois ergueu-a e prosseguiu. – Venha, Shaíra… há algo que quero mostrar-lhe. Volg, quer vir também? Você já esteve alguma vez na umbra? Ah, e não se preocupem, agora já está seguro.

Volg aceitou o convite, estava curioso queria ver como era a umbra.


Citação
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Pensamento
Narração
Fala

Ficha Volg Havart    Ulf Svein
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Natalie em Sab 8 Out 2016 - 6:44

Virginia agradeceu a Gaia pelo seu toque profundo com uma prece silenciosa. Nádia e Alaín não sofreriam mais e viveriam para continuar a defender a Mãe.

Quando levaram Nádia embora e se concentraram nos reféns, Virgínia estava pronta para farejar a Wyrm quando um presa de prata que ela não conhecia enlouqueceu e atacou um dos parentes.

Ela ficou furiosa por ele tomar pra si o direito de juiz e executor e latiu alto:

-Afaste-se dos reféns, insano! Sua mácula da Wyrm é pior que a de qualquer um deles! Você é um Dançarino da Espiral Negra também?

''Nunca imaginei que os Dançarinos fossem apazes de se infiltrar na Nação Garou tão fácil! Só mesmo durante uma guerra isso poderia acontecer...


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Sab 8 Out 2016 - 9:48

As garras do dançarino cortaram profundamente a carne de Shaira. Seu rosto, pescoço e peito sangravam em profusão, empapando seu pelo de sangue vermelho brilhante. Uma manta de pele pendurava-se, expondo a carne viva e, causando-lhe dor ao mover-se.
Shaíra contra-atacou, embora o ataque de Shaíra tenha sido o melhor possível em sua situação e ela pudesse sentir o sangue acre e fervente do dançarino em sua boca, a maior parte do dano foi absorvida por ele.

Shaíra gania de dor, os cortes eram profundos e a pobre ragabash apenas via seu sangue jorrar em boa quantidade... Shaíra caía não bem fraca enquanto via seus companheiros trazerem justiça ao corrompido...

***
O caminho de volta foi alegre e risonho – ao menos para os roedores de ossos. Vinham em hominideo, fazendo chacota de Beatrice por suas lágrimas e por não conseguir mudar de forma, obrigando-os a caminhar para acompanhá-la.
Shaíra não se sentia à vontade em ver os roedores de ossos judiarem de Beatrice, mas naquele momento ela estava mais preocupada era com suas feridas, quando ouvia as desculpas do filhote, a ragabash sorria e fazia um carinho na cabeça de Volg, bagunçando seus cabelos.

-- A culpa foi minha... filhote... sou uma rastreadora e você o guerreiro... devia traze-lo junto comigo, mas me excedi...estava preocupada com Beartice...sinto muito... e agora consegui umas boas cicatrizes...

Shaíra sorria para o filhote, ele devia era estar feliz pois protegera Beatrice e a ela própria... ele era um filhote e devia ficar feliz por aquela vitória. O sorriso de Shaíra aumentava quando ela via Ahmed vivo e aparentemente bem... Shaíra mantinha o bom humor e exibia as marcas daquela luta para Ahmed

-- Ahmed!... Olha... acho que será difícil explicar isso para a minha tia... e um passeio na Umbra... eu adoraria...


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Sab 8 Out 2016 - 9:52

Alaín estava pronto para o interrogatório, mesmo sentindo aquela maldita bala de prata latejar no ferimento.

Mas Klauss foi honroso ao comentar.

Klauss acenou-lhe positivamente.

-- Não vai ser um ferimento desses que vai parar Triunfo de Gaia e se vamos interroga-los mesmo vamos precisar de você por aqui.

Alaín acenou em concordância, com um sorriso sério e formal.

Mas felizmente ele não estava totalmente afastado de sua matilha. Virgínia, após curar Nádia um tanto, tocou seu ferimento e os poderes miraculosos dela fecharam completamente a injúria. Alaín agradece-a silenciosamente, mas com um sorriso muito amplo.

Klauss já tinha postado todos os parentes corrompidos e desarmados para serem interrogados, quando um presa de prata que Triunfo-de-Gaia não conhecia pareceu entrar em frenesi, matou um dos reféns antes que qualquer um pudesse fazer qualquer coisa e começou a ameaçar os restantes.

"Maldição! Malditos ahrouns que não controlam a própria Fúria! Ele espera mesmo conseguir respostas assim? Ameaçados desse jeito, eles dirão qualquer mentira para morrerem logo! Como se já não bastasse enlouquecer no campo de batalha, agora ele quer arruinar o interrogatório! Temos que contê-lo depressa!"

Mas aí Karol trouxe um novo dado que Alaín não conhecia.

Com as guerreiros de Oleg a postos atrás dele, Karol foi o primeiro a perguntar-lhe:

- O que um garou corrompido faz entre o exército do rei Vladi?

"Corrompido? será que foi agora ou antes? Ele não estava no batalhão de Oleg! Quem é esse louco?"

E Virgínia, numa ferocidade rara que ele nunca tinha visto, esclareceu ainda mais as coisas.

-Afaste-se dos reféns, insano! Sua mácula da Wyrm é pior que a de qualquer um deles! Você é um Dançarino da Espiral Negra também?

"Mácula da Wyrm! Será que ele é um dançarino? Ouvi dizer que os presas de prata que caem para a Wyrm são chamados de Espirais de Prata, uma elite entre os Dançarinos, mas nunca vi um! Será que todos eles são assim, sem nenhuma aparência de corrupção externa? Ou será que ele se corrompeu por si próprio?"

Percebendo a necessidade de assumir o controle da situação, Triunfo-de-Gaia ordenou num tom que não admitia discusão, ao mesmo tempo em que somava a Verdade de Gaia com o Domínio Eminente:

- Você ouviu, então obedeça! Afaste-se dos reféns e comece a falar! Quem é você, por que está maculado, e por que está matando os reféns sem receber nenhum comando pra isso? Fale logo ou morrerá como um criminoso nesse mesmo momento!

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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Zayrus em Seg 10 Out 2016 - 5:03

Algumas conversas paralelas se desenrolam enquanto eu havia começado a agir, mas elas cessam de maneira abrupta. Não dei muita atenção a isso, precisava manter a postura para ser efetivo, mas acabei visualizando pelo canto do olho que eu havia atraído atenção dos Garou que agora acompanhava, e seus olhares não possuíam traços de aprovação para com meus atos. Praguejei mentalmente a apatia de todos diante daquele quadro, como podiam ser tão frios e insensíveis? Era óbvio que precisávamos agir de maneira enérgica em uma situação como aquela, mas tudo o que havia eram olhares acusadores. Ignorei-os, disposto a terminar o ritual que começara, e fui para o próximo número na contagem. Bom, ao menos essa era minha intenção. Antes que pudesse o fazer, sou interrompido por uma acusação direta. Tomei o olhar especificamente para o autor da mesma, pronto para revidar a bravata. Outra voz faz coro a sua, com um discurso ainda mais nocivo. Tomei um passo na direção dois dois e... Outro?! Naquele instante me dei conta de que os olhares não eram devidos a rispidez por minhas ações. Havia uma conclusão coletiva acerca da maldição a qual eu carregava. Percebi que estava entre estranhos, Boiak e a tropa a qual eu integrava estavam longe, eu não estava em posição de fazer um enfrentamento. Não apenas por esses fatos, mas porque as perguntas e acusações possuíam fundamento, gostasse eu de admitir isso ou não. Meu orgulho rugia dentro de mim para revidar as ofensas a altura, mas aquilo simplesmente não era o certo a se fazer, só criaria mais problemas, e talvez até mesmo desse razão a todas aquelas palavras venenosas. Me perguntava o quanto minha ferocidade em combate podia ter influenciado aqueles julgamentos... Eu deveria me sentir culpado por demonstrar sede de sangue, sendo um Ahroun, lutando sob a luz da lua cheia contra uma horda de bastardos? Não, isso jamais.

Ciente de que estava em uma situação que demandaria diálogo, e sabendo que minha forma Crinos não transmitia um aspecto dos mais amistosos, passei a forma Hominídea enquanto ativava o Dom Persuasão. Olhei brevemente para o meu corpo após retornar para minha forma racial: Minhas mãos ainda estavam banhadas em sangue, líquido esse que se encontrava espalhado por todo meu corpo, contrastando com o branco dos meus cabelos, manchando minhas roupas e tingindo minha pele. Aquele contraste me fazia julgar a minha própria aparência tendo um aspecto aterrador, e por um momento eu quis estar do outro lado das perguntas. O quão distante eu estava das criaturas as quais o sangue agora recobria meu corpo? O quanto da minha ira era, de fato, guiada por Gaia? Por mais de uma vez na noite que acabara de passar eu havia me sentido às portas do Frenesi, minhas batalhas internas muito constantemente eram ainda mais violentas do que as que eu travava com presas e garras... Eu, mais do que qualquer um ali, queria respostas quanto a mim mesmo. Mas aquilo não importava por hora, eu só precisava esclarecer os fatos.

Mantive uma postura segura, um olhar plácido e a voz extremamente firme. Havia resignação ao fundo dos meus olhos, fora impossível engolir toda a frustração daquilo sem restar nada dela em meu semblante, mas disse da melhor maneira que pude:
-Sou Yuri Brachiev, Sangue do Dragão, Ahroun dos Presas de Prata e integrante por descendência do Clã Lua Crescente. Meu nome Garou é sugestivo quanto as perguntas e acusações das quais vocês se munem, e há um motivo para isso: Quando criança fui vítima de um ritual que entranhou em mim a mácula da Wyrm. A despeito disso, mesmo com todo o martírio a qual essa condição me impôs, tenho lutado por Gaia com toda a força que ela me concebeu, bem como honrado a fúria investida em mim por Luna, e não tenho a menor vergonha em afirmar isso. Com excedentes ou não, nunca traí minha causa.- Olhei brevemente para os Parentes: -Minhas únicas obrigações são conferidas pelas minhas próprias vontades, e pela devoção à Mãe.- Voltei a encarar meus questionadores: -Estou aqui cumprindo com meu papel de Guerreiro. Integro a tropa de Boiak, e caso minhas palavras não lhes sirvam, ele ainda deve estar no castelo dos bastardos, podem consultá-lo acerca da veracidade do que digo.- Me mantive parado, não respondi as ofensas pessoais, e preferi conter meus anseios instintivos guardados no meu âmago. Minha mandíbula pressionava a si mesmo com uma força quase que insuportável, bem como acontecia com meus punhos. Meu olhar fitava a todos, e a ninguém ao mesmo tempo. Enquanto eu tentava transparecer alguma calma, por dentro eu era apenas vergonha. E Fúria.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Garras de Sangue em Seg 10 Out 2016 - 13:18

“Não nos ocupamos dos que podem se defender”

Apenas dei de ombros enquanto juntava minhas coisas, de certa forma não importava mais, afinal de contas eu apenas aproveitaria a carona deles para sair daquela maldita caverna, sigo com eles até uma cidade chamada Vaki, onde aparentemente houve uma guerra entre garou e espirais negras, em meio ao caos dois garou se aproximam.

- Glinka e Ierakis. – disseram seus companheiros – Eu os conheço, vocês são do norte.

- Horus e Nithar. – responderam os homems. Em seguida olharam para Jackal, esperando que este se apresentasse.

-- Sou Jackal, Lamina da Vingança ahroun dos Peregrinos Silenciosos Cliath, hominideo.

- O rei presa de prata Vladi tomou a cidade que estava em mãos de dançarinos da espiral negra e seus parentes. – respondeu o de longos cabelos – Agora tentará fazer a paz entre senhores das sombras de Mordvin e os garras vermelhas de Volovan. E é lamentável, mas os inocentes são o preço da guerra.

Não contenho a suspirada.

-- Sempre disputas imbecis, mas qual o motivo da guerra entre as tribos?

- Há peregrinos cuidando dos mortos? – perguntou finalmente.

Os dois orientais assentiram com a cabeça.

- Pois lhes deixaremos uma ajuda. Nosso trabalho é pesado demais para levarmos conosco um cliath, ainda que valoroso. Integrem-no a nossa tribo. - disse Horus, indicando Jackal.

Glinka e Ieraks se entreolharam meio ressabiados mas Horus já havia tomado Jackal pelos ombros e, olhando-o nos olhos, falou:

- Vingue seus mortos, Jackal. E limpe a terra desses imundo vampiros. Você não nos encontrará, mas talvez um dia o procuremos, se chegar o momento. Agora, boa-sorte. E que Gaia o acompanhe.

-- Até um dia Horus, sinto que um dia nossos caminhos se cruzaram novamente e obrigado.

- Digam ao rei Vladi que o preço de sua guerra lhe saíra bem caro. - disse Hórus a Ieraks e Glinka.

-- Se tiver a oportunidade eu mesmo direi a ele.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Ter 11 Out 2016 - 13:37

*Nádia se recuperava e o sorriso surge sem que eu perceba, volto-me a realidade e junto as armas dos parentes e coloco-as longe deles uso meu dom para saber qual deles está mais possuido pela corruptora e para minha surpresa ele também aponta o garou que se juntou ao grupo no caminho, nem sequer sabia seu nome, mais era um dos Presas de Prata, o que não me surpreendeu, pois como dizem eles estão mais proximos de cair que todos os demais, o que se ouve a seguir foi um mar de acusações.*

Karol escreveu:- O que um garou corrompido faz entre o exército do rei Vladi?

*Seguido pela filho de Gaia.*

Aurora escreveu:-Afaste-se dos reféns, insano! Sua mácula da Wyrm é pior que a de qualquer um deles! Você é um Dançarino da Espiral Negra também?

*O proximo foi Alain.*

Alain escreveu:- Você ouviu, então obedeça! Afaste-se dos reféns e comece a falar! Quem é você, por que está maculado, e por que está matando os reféns sem receber nenhum comando pra isso? Fale logo ou morrerá como um criminoso nesse mesmo momento!

*Foi então que ele se defendeu.*

Yuri escreveu:-Sou Yuri Brachiev, Sangue do Dragão, Ahroun dos Presas de Prata e integrante por descendência do Clã Lua Crescente. Meu nome Garou é sugestivo quanto as perguntas e acusações das quais vocês se munem, e há um motivo para isso: Quando criança fui vítima de um ritual que entranhou em mim a mácula da Wyrm. A despeito disso, mesmo com todo o martírio a qual essa condição me impôs, tenho lutado por Gaia com toda a força que ela me concebeu, bem como honrado a fúria investida em mim por Luna, e não tenho a menor vergonha em afirmar isso. Com excedentes ou não, nunca traí minha causa.- Olhei brevemente para os Parentes: -Minhas únicas obrigações são conferidas pelas minhas próprias vontades, e pela devoção à Mãe.- Voltei a encarar meus questionadores: -Estou aqui cumprindo com meu papel de Guerreiro. Integro a tropa de Boiak, e caso minhas palavras não lhes sirvam, ele ainda deve estar no castelo dos bastardos, podem consultá-lo acerca da veracidade do que digo.-

*Assumo minha forma guerreira e me aproximo do Corrompido.*

-- Cuidado ele pode estar usando um dos poderes da Wyrm para nos convencer que é inocente... *Olho para Oleg* muitos foram mortos nessa noite mesmo sem nem sequer feder tanto a Wyrm como a esse Verme... agora resolveram ouvir um Corrompido... ele diz que serve a Mãe, mas a maneira que trata refens não mostra isso... de a ordem Oleg e vamos livrar Gaia de mais um monstro... ou vão deixar um ser Maculado vivo?




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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Qua 12 Out 2016 - 10:23

Alain, Klauss, Virgínia e Yuri:
Formas:
Alain, Klauss e Virgínia em crinos; Yuri em hominídeo.

Virgínia ficou furiosa ao ver o garou tomar para si o direito de juiz e executor e grunhiu alto:

-Afaste-se dos reféns, insano! Sua mácula da Wyrm é pior que a de qualquer um deles! Você é um Dançarino da Espiral Negra também?

Percebendo a necessidade de assumir o controle da situação, Triunfo-de-Gaia ordenou num tom que não admitia discusão, ao mesmo tempo em que somava a Verdade de Gaia com o Domínio Eminente:

- Você ouviu, então obedeça! Afaste-se dos reféns e comece a falar! Quem é você, por que está maculado, e por que está matando os reféns sem receber nenhum comando pra isso? Fale logo ou morrerá como um criminoso nesse mesmo momento!

Rolagem:
Alain rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Dom Domínio Iminente e obteve: 8 7 1 10 5 5 6 1 
Alain obteve 1 sucesso!

Yuri não chegou a impressionar-se mas notou que Alain era um presa de prata com uma pureza racial equivalente à sua.  

Tendo regressado à forma hominídea, Yuri falou:


-Sou Yuri Brachiev, Sangue do Dragão, Ahroun dos Presas de Prata e integrante por descendência do Clã Lua Crescente. Meu nome Garou é sugestivo quanto as perguntas e acusações das quais vocês se munem, e há um motivo para isso: Quando criança fui vítima de um ritual que entranhou em mim a mácula da Wyrm. A despeito disso, mesmo com todo o martírio a qual essa condição me impôs, tenho lutado por Gaia com toda a força que ela me concebeu, bem como honrado a fúria investida em mim por Luna, e não tenho a menor vergonha em afirmar isso. Com excedentes ou não, nunca traí minha causa.- Olhei brevemente para os Parentes: -Minhas únicas obrigações são conferidas pelas minhas próprias vontades, e pela devoção à Mãe.- Voltei a encarar meus questionadores: -Estou aqui cumprindo com meu papel de Guerreiro. Integro a tropa de Boiak, e caso minhas palavras não lhes sirvam, ele ainda deve estar no castelo dos bastardos, podem consultá-lo acerca da veracidade do que digo.


Sangue do Dragão era transparente como um lobo (manipulação 1, lábia 0). O experiente Alain não teve dificuldades em identificar que falava a verdade. O mesmo deu-se com Karol.


Zayrus escreveu:Me mantive parado, não respondi as ofensas pessoais, e preferi conter meus anseios instintivos guardados no meu âmago. Minha mandíbula pressionava a si mesmo com uma força quase que insuportável, bem como acontecia com meus punhos. Meu olhar fitava a todos, e a ninguém ao mesmo tempo. Enquanto eu tentava transparecer alguma calma, por dentro eu era apenas vergonha. E Fúria.

Então Klauss see aproximou de Yuri, dizendo ao grupo:

-- Cuidado ele pode estar usando um dos poderes da Wyrm para nos convencer que é inocente... *Olho para Oleg* muitos foram mortos nessa noite mesmo sem nem sequer feder tanto a Wyrm como a esse Verme... agora resolveram ouvir um Corrompido... ele diz que serve a Mãe, mas a maneira que trata refens não mostra isso... de a ordem Oleg e vamos livrar Gaia de mais um monstro... ou vão deixar um ser Maculado vivo?


Rolagem:
Yuri rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 3 para Teste de Fúria e obteve: 9 2 3 1 8 6 8 4 
Yuri obteve 5 sucessos!  

Foi a gota d´água para Yuri! As acusações, as ameaças, a vergonha e a raiva eram fortes demais para aguentar e ele começou a sentir a fúria dominando-o. A tentação de sufocar aquelas ofensas todas com sangue era enorme e, se ele não pudesse – ou quisesse – resistir, entraria em frenesi.

Ainda em crinos, Karol, Fiodor, Dalebor e Maksin prepararam-se para um ataque. Oleg concentrou-se e ergueu o queixo, em sinal de que emitia um uivo mental para alguém.

Iniciativa para o próximo turno:
Alain 9 + 7 = 16
Klauss 10 + 5 = 15
Virgínia 7 + 4 = 11
Yuri 7 + 2 = 9
Npcs

Jackal:

-- Sempre disputas imbecis, mas qual o motivo da guerra entre as tribos?


- Em uma palabra: água. – respondeu Glinka – As duas tribos predominantes aqui, senhores das sombras e garras vermelhas, sempre rivalizaram por tudo. Agora a situação está piorando porque, Gaia seja louvada, ambas as tribos têm conseguido aumentar suas populações de parentes e mantê-las demanda recursos. Entre eles, terras e água.

Os garras vermelhas controlam a região adjacente a uma cidade chamada Dalvai, onde os afluentes de um rio garantem abundância de água. A população humana local tradicionalmente protege os lobos e nunca foi uma grande ameaça ao caern. No entanto os garras vermelhas não têm a posse legal de suas terras, obviamente.

Este ano, um grupo de parentes dos senhores das sombras fez uma proposta de compra ao dono de algumas terras próximas ao caern. Eles argumentam que, assim, ao menos parte do território ficaria legalmente protegido em mãos de garous. Os garras vermelhas não querem nem pensar no assunto. Acreditam que a instalação dos parentes no local é uma estratégia dos senhores das sombras para tomar-lhes o caern. E quem poderia culpá-los?

As duas tribo estão em pé de guerra por isso. Lutaram juntas na tomada de Vaki mas agora a situação vai mudar.

Enquanto Glinka falava, os três deixaram aquela umbra desolada e emergiram na dura materialidade de Vaki. O cheiro do sangue e do rescaldo dos incêndios invadiu suas narinas. Caminharam um pouco pela cidade arrasada até que viram, ao longe, um aterrorizante palácio composto por três torres pontiagudas. Vários grupos de garous se reuniam ao redor, no pequeno terreno entre o edifício e o fosso de águas escuras que o cercava.

Glinka, Ieraks e Jackal se dirigiram para lá. O palácio retomado dos espirais negras era o local escolhido para o discurso triunfal do rei Vladi.

- Preocupam-se as palavras de Horus. – disse Glinka enquanto atravessavam a ponte. – Ele está planejando algo.

Ierakis balançou a cabeça afirmativamente. Ele e Glinka trocaram longos olhares. Então Glinka disse a Jackal:

- Eu não sei o quanto você sabe sobre as atividades de Horus e Nithar… - Glinka hesitou uns segundos, como se o avaliasse – O que se diz é que fazem parte de uma sociedade secreta de nossa tribo, a Bruxaria Amarga. Não se sabe muito a respeito das atividades de seus membros mas onde se tem notícia de que apareceram, deixaram um rastro de maldições e vinganças atrozes contra aqueles que, supostamente, mataram inocentes. Suas vítimas são, principalmente, seres sobrenaturais, inclusive garous.

- E agora vão atrás do rei Vladi. – disse Ieraks – Ele não merece. Desde que o pai dele pôs os sete caerns da região sob sua vassalagem, as tribos pararam de se matar entre si. E agora fizemos uma limpeza nos dançarinos da espiral negra. Talvez confiar nos garras vermelhas para caçar os parentes corrompidos não tenha sido sua decisão mais sábia – ou justa – mas as vidas que Vladi têm conseguido poupar todos esses anos superam, em muito, as dos inocentes mortos pelos garras vermelhas. Talvez ele mereça uma sansão por garous, se é que é possível a um rei presa de prata. Mas não a “justiça” da Bruxaria Negra.

- Eu penso igual. – disse Glinka - Além disso somos do exército dele, é nossa obrigação protegê-lo, mesmo que seja de garous de nossa própria tribo.

Glinka e Ieraks observaram Jackal um momento. Então Glinka falou:

- E você, Jackal? Nos ajudaria a proteger o rei Vladi ou sua fidelidade é a Horus e Nithar?

Shaíra e Volg:
Formas:
Volg: hominídeo, Shaíra: crinos.


Lua escreveu:- Oh,  Gaia… - murmurou, notando o ferimento de Shaíra.  Baixou a cabeça uns instantes, depois ergueu-a e prosseguiu. – Venha, Shaíra… há algo que quero mostrar-lhe. Volg, quer vir também? Você já esteve alguma vez na umbra? Ah, e não se preocupem, agora já está seguro.
miltonvisiak escreveu:Volg aceitou o convite, estava curioso queria ver como era a umbra.
Cetza escreveu:-- Ahmed!… Olha... acho que será difícil explicar isso para a minha tia... e um passeio na Umbra... eu adoraria...

- Você terá que descansar uns quatro ou cinco dias fora da forma racial para se recuperar. – disse Ahmed para Shaíra, observando suas feridas. – Ou pedir para alguém te curar.  Mas agora vamos.

Ahmed caminhou entre os escombros de Vaki, procurando algo. Quando achou um pedaço de espelho quebrado, se deteve e falou:

- Volg, o que vamos fazer se chama “percorrer atalhos”. Trata-se de atravessar a película que separa o mundo material do espiritual. Eu não lhe darei explicações teóricas, acho que um theurge estaria mais capacitado. Você já é capaz de fazê-lo desde a Primeira Mudança e tudo o que necessita é conectar-se com seu lado espiritual e acreditar que pode cruzar a película. O espelho lhe ajudará.

Então Ahmed olhou para o espelho e deu uns passos. Foi como se mergulhasse lentamente em um lago vertical. Seu corpo finalmente desapareceu e o caco de espelho caiu no chão.

Volg tentou.

Rolagem:
Volg rolou 2 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Cruzar a Película e obteve: 8 4 
Volg obteve 1 sucesso!

Durou cinco minutos mas pareceu uma eternidade. Volg sentiu que seu corpo forçava contra uma coisa ao mesmo tempo macia e espessa, como uma grossa parede de gelatina, cujo toque, porém, era seco e agradável como veludo.

Depois disso se viu em uma representação fantasmagórica da Vaki tomada. Era dia e havia claridade mas não era possível ver o sol. Só alguns dos edifícios apareciam mas a paliçada estava presente e parecia ainda mais ameaçadora, como uma cerca gigante de madeiras irregulares, de onde partiam estacas negras. Vez por outra, seres translúcidos apareciam e voltavam a desaparecer, intimidados pela presença dos garous.

Era como estar em um quadro de De Chirico….

Spoiler:

… só que atingido por um bombardeio.

- Bem-vindo à umbra. – disse Ahmed com um sorriso – Talvez não seja a umbra mais bela para uma estréia, mas é a de uma cidade tomada. Acho que para um ahroun está bem, não é mesmo? Vamos ver com Shaíra se sai.

Rolagem:
Shaíra rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Cruzar a Película e obteve: 10 2 5 
Shaíra obteve 2 sucessos!

Shaíra atravessou a película bem mais rápido que Volg, em meio minuto estava do outro lado.

Ahmed recebeu-a com um sorriso. Em seguida falou:

- A película é mantida pela Weaver, Volg. Se não sabe o que é isso, peça que um theurge lhe explique. Houve um tempo em que não havia separação entre os mundos da matéria e do espírito mas agora ela existe. Os espelhos nos facilitam a passagem pela película, o motivo exato ninguém sabe. O fato é que tornam a passagem mais fácil. Não só espelhos, também a superfície tranquila de um lago, metais polidos, etc., qualquer superfície refletora.  E não ajudam só nisso. Quando você falha em atravessar a película, ela se torna mais espessa, pois os espíritos da Weaver a reforçam. Se você tentar novamente, no mesmo local, será mais difícil, a menos que esteja usando uma superfície refletora para ajudar. E finalmente, atravessar a película sempre envolve um certo risco: você pode ficar preso ou ser mandado para lugares estranhos. O uso da superfície refletora previne esses problemas. E outro detalhe, meu companheiro de augúrio: você não conseguirá usar sua fúria para cruzar a película. Gostemos ou não, fúria não combina com a energia espiritual que você tem que mobilizar para atravessá-la.

Enquanto Ahmed dava sua explicação, os três caminhavam pela paisagem semi-deserta. Em um ponto do caminho, um pequeno vulto apareceu. Ahmed sussurrou:

- É um fantasma. Vamos nos aproximar com calma, ela não teme garous em crinos. Acho que nos vê como grandes cachorros peludos.

Aproximaram-se de uma menininha de costas, que mirava o horizonte. Então ela se virou.

Spoiler:

Ahmed perguntou-lhe algo em uma língua que, pela sonoridade, Volg identificou como russo. A menininha assentiu com a cabeça.

- Ela está vigiando algo. Vamos tentar espiar o mundo material. É parecido a cruzar a película, Volg, só que agora sua intenção é apenas olhar. Vamos ver se vocês descobrem o que ela vigia.

Rolagem:
Shaíra rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 9 7 2 
Shaíra obteve 2 sucessos!

Volg rolou 2 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Espiar e obteve: 1 6 Que pena, Volg não obteve sucesso!

Volg rolou 2 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Espiar e obteve: 5 4 
Que pena, Volg não obteve sucesso!

Volg fez duas tentaivas mas não conseguiu ver nada.

Shaíra viu um enorme cão de olhos tristes.

Spoiler:

Ela e Ahmed descreveram-no para Volg.

- Ela está presa ao mundo dos mortos por causa dele. – disse Ahmed – Queria que você visse isso, Shaíra. Sabe, eu não sou um entusiasta de ajudar os fantasmas. Prefiro mandar inimigos para o além, em vez disso,  procurando apenas não matar inocentes. A maioria dos fantasmas é, no mínimo, um estorvo. Mas às vezes eu me deparo com uma coisinha dessas e fico feliz de ter a missão de ajudá-los.

Ahmed olhou para a pequena com carinho e prosseguiu:

- Eu não sei bem o russo, mas entendi um pouco de sua situação. Ela não fala em pais, não sei se não os tinha ou se está segura de que se foram para um bom lugar. Sua preocupação é cuidar do cachorro. Por ele está presa entre o mundo dos vivos e o dos mortos e não o abandonará. E tem feito um bom trabalho. O animal está velho e tem sobrevivido neste inferno. Além disso ela também é mais velha do que sua aparência, que é a do momento da morte. Acredito que já faz anos que ela o está protegendo..

A menina sorriu para eles, ao mesmo tempo que observava-os com curiosidade. Depois voltou a encarar o horizonte.

- Estive tentando convencê-la de que encontrarei alguém para cuidar do cachorro. As crianças não têm medo do novo, tenho certeza de que se eu puder convencê-la a deixar o cão com alguém que cuide bem dele, sua alma estará livre para seguir o caminho natural dos mortos. Até agora não consegui, infelizmente.

O peregrino suspirou.

- Você não querem tentar? – disse ele – Que sabe uma fêmea ou alguém jovem consigam chegar a seu coração de um modo que eu não pude? Podem estar certos de que não a estarão enganando, eu vou conseguir o melhor lar do mundo para esse peludo. Então, podem ajudar-me?

Off:
Vocês não falam a língua da fantasminha mas podem tentar convencê-la por outros meios: mímica, teatro de sombras com as mãos, (manipulação + performance), dons, etc. Também podem tentar convencê-la com uma história (manipulação + expressão) ou com argumentos (manipulação + lábia). Nesta caso, usarão o Ahmed como tradutor e a  dificuldade aumentará em 1 ponto, devido à perda na tradução. Boas interpretações (descrever a mímica, postar um desenho, contar um boa história, usar argumentos convincentes com uma criança, etc.) diminuirão a dificuldade em 1 ponto. A dificuldade dos testes é 8.


Última edição por Lua em Qui 13 Out 2016 - 14:53, editado 4 vez(es) (Razão : Inclusão de post para Jackal , Shíar e Vog e correções de português)


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Qua 12 Out 2016 - 10:50

Alaín soube que ele falava a verdade, e sabia que Karol também o percebera. Sangue do dragão tinha uma mácula de nascimento, e não se poderia culpá-lo por isso. Mas suas ações presentes o colocavam em má situação, e o orgulho típico dos presas de prata poderia inviabilizar o diálogo. Mesmo sendo o presa de posto mais baixo, Yuri poderia não ouvir a razão e começar uma luta que só teria resultados lamentáveis.

"Ainda tenho balas de prata no revólver, e posso usar a Mordida de Prata se for preciso. Além da inferioridade numérica, esse Yuri não tem chance de vencer. Mas qualquer presa de prata merece um julgamento antes de ser executado. Precisamos nos acalmar aqui!

Sabendo que Yuri estava à beira do frenesi, Triunfo-de-Gaia falou em tom apaziguador:

- Cuidado, Klauss! Não queremos levar esse Sangue do dragão a um frenesi. Ele lutou ao nosso lado até agora, e merece mais do que deu a esse refém assassinado. Apenas certifique-se de que ele não mate outro refém.

Ainda assim, Alaín mantinha o revólver apontado para ele e ativou o dom da Mordida de Prata.

Ele falou para Karol:

- Sangue do Dragão violou a Litania ao não reservar o primeiro quinhão da matança aos de posto superior. Caso ele se renda, Karol, eu sugiro entregá-lo ao julgamento dos seus superiores, Boyak ou mesmo o Rei Vladi. Nós somos melhores do que ele e devemos agir como verdadeiros guerreiros de Gaia e fazer cumprir a Lei Garou.

Mesmo enquanto falava, Alaín estava atento à situação limítrofe e preparava-se para esquivar de qualquer ataque e revidar caso Yuri não se rendesse.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Zayrus em Qua 12 Out 2016 - 16:22

spoiler:

...people are talking
Using words that cut you down to size

You wanna fight back, you’re out in the open
You’re under attack but your spirit’s not broken
You know it’s worth fighting for

They try to take your pride, try to take your soul
They try to take all the control
They’ll look you in the eyes, fill you full of lies
Believe me, they’re gonna try

So when you’re feeling crazy and things fall apart
Listen to your head, remember who you are
You’re the one, you’re the unbreakable...



Verdade seja dita, os Garou nunca foram criaturas das mais inteligentes. Somos seres passionais, criaturas com modos próprios, selvagens, segundo algumas perspectivas. E isso frequentemente rende episódios de estupidez evidente. O Primeiro Impuro e as Guerras da Fúria são alguns dos exemplos mais conhecidos, mas atrás das cortinas, marginalizados sob a sombra dos grandes contos, diariamente esses eventos se repetem,  em maior ou menor escala. Aquele seria um dia fúnebre. Mas só mais um, ainda assim.




Não era razão o que eles queriam. Não, muito longe disso. Cheguei a pensar se era assim que os outros enxergavam meu ímpeto em combate, mas repudiei essa tese imediatamente. Não, eu possuía um propósito, eu cumpria com o que era necessário, não escavava procurando por sangue de onde ele não deveria ser arrancado. Minhas batalhas eram verdadeiras. Mas todos ali estavam cegos, fosse pela soberba, fosse pela sede de sangue. Uma vez mais sou insultado, mas dessa vez aquilo havia ido longe demais. Todas as minhas conclusões sobre resignação vão por terra em um turbilhão de raiva, e eu me aproximo do Crinos exaltado com passos lentos e firmes, até ficar face a face com ele. Sua forma guerreira me fazia parecer patético estando em Hominídeo, olhando para o alto para conseguir capturar seu olhar, mas eu não me importei. Reuni toda minha Força de Vontade para manter o controle após ouvir novas acusações ao fundo, dessa vez mais contidas, mas agora apelando para a Litania. Uma atitude com ar de nobreza, mas, aquela altura, inútil. O novo rótulo o qual me era oferecido só aumentou a ira que se apoderava de mim. Mas eu não deixaria ela assumir. Não, eu era melhor que aquilo, eu era maior que aquelas provocações. Me mantive tenazmente firme. O suficiente para conservar minha lucidez. Não o bastante para sobrepujar meus instintos.


-Me impressiona o descaso de todos vocês.- Falava abertamente a todos, mas meu olhar por nenhum instante abandonou o do Crinos a minha frente: -Ao ponto de chegar a evocar a Litania para defender os desgraçados que acabaram de esfolar viva uma mulher. E ainda se julgam no direito de compará-los a quem estava na vanguarda da invasão desse inferno, oferecendo o peito exposto para abrir caminho para o ataque. Quem aceitou ir para as profundezas do covil dessas bestas quando outros disseram que era perigoso demais, disposto a dar a vida em nome de Gaia.- Engoli em seco, sentindo minhas próprias palavras revirando a Fúria dentro de mim. Continuei com ar rancoroso: -Eu conheço outros entusiastas da Litania como vocês. A história da Nação Garou está repleta de episódios com protagonistas assim. "Submete-te aos Garou de posto mais elevado"; é uma lei de extrema importância, não acha, Juiz? Foi dela que um Rei se valeu para começar as Guerras da Fúria. "Combate a Wyrm onde ela estiver e sempre que proliferar"; você conhece essa como as cicatrizes sobre sua pele, não é, Guerreiro? Foi dela que se valeram os Uivadores Brancos para se tornarem os pais dos bastardos os quais hoje enfrentamos. Você está indo tão bem quanto seus conterrâneos nessa empreitada. Mas dos dois um: ou ainda não ouviu falar de Malfeas ou está sendo incoerente com sua cruzada, pois lá, meu caro, a Wyrm existe e prolifera como em nenhum outro lugar.- -Fiz uma breve pausa e prossegui: -Continuamos seguindo nossos líderes porque isso diz reseito a verdade por trás da sabedoria da maioria deles. Mas não é a verdade que vocês querem. Não cometemos suicídio nos jogando em qualquer poço que encontramos porque agimos sob a égide da razão. Mas não é razão o que vocês querem. Vocês querem sangue. Suspirei, aceitando meu fado:Eu me lembro muito bem da Litania.- Passei a minha foma Crinos e terminei com a voz distorcida: -Quase tão bem quanto a maneira de usar minhas garras.- Agora eu olhava o outro Crinos de cima para baixo. Agora tinha um panorama da cena, que me mostrava um grupo pronto para atacar. Pensei em pedir a ajuda dos espíritos e fazer uso do meu arsenal de Dons para causar os estragos que eu sabia que era capaz. Pensei em atravessar a película para poder usar do elemento surpresa do outro lado. Pensei em assumir um ponto estratégico em um dos cantos do recinto para não ser flanqueado. Mas não tomei atitude alguma. Aquilo me parecia indigno. Uma morte já era o suficiente para simbolizar um erro. Por mais estúpidos que fossem, suas garras ainda deveriam servir em favor de Gaia.  Abri os braços levemente, para que todos pudessem ver minhas mãos, e chamei-os para a batalha. Não tomaria a iniciativa, mas o quão logo a luta começasse mergulharia na mesma de cabeça, ferozmente. Jamais havia imaginado que pudesse ter uma morte tão patética, mas todo dia é um bom dia para morrer. A Fúria ainda movia meu corpo, mas não havia remorso em mim. A hora havia chegado.



spoiler:
Gastei um ponto de Força de Vontade para conter o Frenesi e irei gastar todos meus pontos de Fúria para revidar qualquer ataque. Não irei focar nenhum alvo em específico, nem tenho a intenção de abater qualquer um dos Garou, então caso deixe algum deles particularmente ferido irei trocar de alvo.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Natalie em Qua 12 Out 2016 - 19:13

Virginia viu todo mundo se preparando para lutar, até Alain que tentava acalmar as coisas apontava uma arma praquele presa de prata esquisitão.

Perdendo a paciência, ela latiu alto:

- Parem com isso! Nós viemos aqui combater a Wyrm e vamos começar a lutar com a gente mesmo? Eu me recuso a dar esse gostinho para a Wyrm!

Virginia foi até o meio de Klauss e Yuri e afastou os dois enquanto dizia:

- Yuri Brachiev, eu sei que você é teimoso como só um presa de prata pode ser, mas você tem que reconhecer que está errado aqui! A luta acabou, eles se renderam e nós não seremos melhores que eles se ficamos torturando eles até a morte como eles fizeram! Voccê pode ser um ótimo guerreiro, mas agora é hora de deixar os mais qualifixados cuidarem da situação! E a menos que você pretenda dar as costas pra Naćão Garou e virar um ronin, vai ter que obedecer a Litania e os juízes que a aplicam. Então eu estou pedindo por favor para você desistir dessa briga, não desperdiçar a sua vida e nem o nosso tempo. Saia daqui e vá procurar o Boyak e o Vladi! Pode fazer isso, por favor?


*Ações*
- Falas
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Sex 14 Out 2016 - 10:54

Volg atravessou o espelho, com muita dificuldade mas ainda assim conseguiu.Achou que era por causa da primeira vez e nunca tinha chegado e nem sabia que a umbra existia.

Tudo tinha uma forma fantasmagórica, parecia que a umbra era um reflexo do mundo material apesar de não ter certeza disso.

Depois disso Shaíra atressou muito mais rapido que ele.

Caminhando com os dois, Volg prestou atenção em tudo que Ahmed falava.Via vultos que em segundos desapareciam, por ser a primeira vez que Volg estava na umbra, estava se sentindo em um filme de terror que assistia de vez em quando.


Enquanto Ahmed dava sua explicação, os três caminhavam pela paisagem semi-deserta. Em um ponto do caminho, um pequeno vulto apareceu. Ahmed sussurrou:

- É um fantasma. Vamos nos aproximar com calma, ela não teme garous em crinos. Acho que nos vê como grandes cachorros peludos.

Aproximaram-se de uma menininha de costas, que mirava o horizonte. Então ela se virou.

Ahmed perguntou-lhe algo em uma língua que, pela sonoridade, Volg identificou como russo. A menininha assentiu com a cabeça.

- Ela está vigiando algo. Vamos tentar espiar o mundo material. É parecido a cruzar a película, Volg, só que agora sua intenção é apenas olhar. Vamos ver se vocês descobrem o que ela vigia.

Volg não conseguiu ver nada, então Shaíra e Ahmed explicaram para ele e o porquê da menina estar ali.


- Ela está presa ao mundo dos mortos por causa dele. – disse Ahmed – Queria que você visse isso, Shaíra. Sabe, eu não sou um entusiasta de ajudar os fantasmas. Prefiro mandar inimigos para o além, em vez disso,  procurando apenas não matar inocentes. A maioria dos fantasmas é, no mínimo, um estorvo. Mas às vezes eu me deparo com uma coisinha dessas e fico feliz de ter a missão de ajudá-los.

Ahmed olhou para a pequena com carinho e prosseguiu:

- Eu não sei bem o russo, mas entendi um pouco de sua situação. Ela não fala em pais, não sei se não os tinha ou se está segura de que se foram para um bom lugar. Sua preocupação é cuidar do cachorro. Por ele está presa entre o mundo dos vivos e o dos mortos e não o abandonará. E tem feito um bom trabalho. O animal está velho e tem sobrevivido neste inferno. Além disso ela também é mais velha do que sua aparência, que é a do momento da morte. Acredito que já faz anos que ela o está protegendo..

A menina sorriu para eles, ao mesmo tempo que observava-os com curiosidade. Depois voltou a encarar o horizonte.

- Estive tentando convencê-la de que encontrarei alguém para cuidar do cachorro. As crianças não têm medo do novo, tenho certeza de que se eu puder convencê-la a deixar o cão com alguém que cuide bem dele, sua alma estará livre para seguir o caminho natural dos mortos. Até agora não consegui, infelizmente.

O peregrino suspirou.

- Você não querem tentar? – disse ele – Que sabe uma fêmea ou alguém jovem consigam chegar a seu coração de um modo que eu não pude? Podem estar certos de que não a estarão enganando, eu vou conseguir o melhor lar do mundo para esse peludo. Então, podem ajudar-me?

Volg olhou para aquela menina, com o olhar sereno e sincero e tentou passar o maximo de confiança possível, sentou ao seu lado meio que sorrindo e disse:

Eu sei que pode ser dificil confiar em estranhos, eu mesmo acabei de conhecer eles e posso dizer que eles são confiaveis e lutam pela causa mais nobre que eu ja vi.São boas pessoas, e todas as atitudes que eu vi deles comprovam tudo que eu estou te dizendo, então se Ahmed disse que ira encontrar um bom lugar para o seu cão, pode ter certeza que ele o fara.
Então você podera descansar em paz, sabendo que seu cão estara muito bem protegido e aos cuidados de boas pessoas.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Sex 14 Out 2016 - 18:18

- Você terá que descansar uns quatro ou cinco dias fora da forma racial para se recuperar. – disse Ahmed para Shaíra, observando suas feridas. – Ou pedir para alguém te curar. Mas agora vamos.
Ahmed caminhou entre os escombros de Vaki, procurando algo. Quando achou um pedaço de espelho quebrado, se deteve e falou:
- Volg, o que vamos fazer se chama “percorrer atalhos”. Trata-se de atravessar a película que separa o mundo material do espiritual. Eu não lhe darei explicações teóricas, acho que um theurge estaria mais capacitado. Você já é capaz de fazê-lo desde a Primeira Mudança e tudo o que necessita é conectar-se com seu lado espiritual e acreditar que pode cruzar a película. O espelho lhe ajudará.
Então Ahmed olhou para o espelho e deu uns passos. Foi como se mergulhasse lentamente em um lago vertical. Seu corpo finalmente desapareceu e o caco de espelho caiu no chão.
Volg tentou.

" Quatro ou cinco dias... não parece muito... espero é que não fique cicatrizes... seria complicado explica-las para a minha tia..."
Shaíra acompanhava Ahmed e notava que ele procurava por algo, ela deixava o amigo bancar o professor. Ela gostava da ideia de ensinar um filhote ainda mais um que nascera sob a lua guerreira
-- Preste atenção Volg, muitos inimigos nossos são incapazes de atravessar a película.. ou seja pode ser uma boa forma de fuga ou emboscada...

Shaíra olhava a filhote tentar e notava que ele estava com certa dificuldade... ela apenas o olhava e lhe incentivava baixinho
- Via Volg...você consegue...
Assim que terminava Shaíra via o filhote desaparecer em sua frente.. era chegada a vez dela e a ragabash não perdia tempo, com delicadeza e graça que tanto exibia em sua forma natural quanto garou ela abria o véu e passava por ele sem grandes dificuldades

Ahmed recebeu-a com um sorriso. Em seguida falou:

Enquanto Ahmed dava sua explicação, os três caminhavam pela paisagem semi-deserta. Em um ponto do caminho, um pequeno vulto apareceu. Ahmed sussurrou:
- É um fantasma. Vamos nos aproximar com calma, ela não teme garous em crinos. Acho que nos vê como grandes cachorros peludos.
Aproximaram-se de uma menininha de costas, que mirava o horizonte. Então ela se virou.

Shaíra sorria de volta, por dentro preferia que Volg estivesse longe dali, mas sabia que era importante para a nação garou ensinar os mais jovens. Ela olhava para a paisagem fantasmagórica daquela Umbra e de certa forma esperava algo pior...quando se aproximavam de um fantasma, Shaíra logo pensou que fosse uma das vítimas da invassão.

-- Um fantasma...tadinha dela...será que foi uma vítima da guerra...

Ela está vigiando algo. Vamos tentar espiar o mundo material. É parecido a cruzar a película, Volg, só que agora sua intenção é apenas olhar. Vamos ver se vocês descobrem o que ela vigia.
Ela e Ahmed descreveram-no para Volg.

- Ela está presa ao mundo dos mortos por causa dele. – disse Ahmed – Queria que você visse isso, Shaíra. Sabe, eu não sou um entusiasta de ajudar os fantasmas. Prefiro mandar inimigos para o além, em vez disso, procurando apenas não matar inocentes. A maioria dos fantasmas é, no mínimo, um estorvo. Mas às vezes eu me deparo com uma coisinha dessas e fico feliz de ter a missão de ajudá-los.

Ahmed olhou para a pequena com carinho e prosseguiu:

- Eu não sei bem o russo, mas entendi um pouco de sua situação. Ela não fala em pais, não sei se não os tinha ou se está segura de que se foram para um bom lugar. Sua preocupação é cuidar do cachorro. Por ele está presa entre o mundo dos vivos e o dos mortos e não o abandonará. E tem feito um bom trabalho. O animal está velho e tem sobrevivido neste inferno. Além disso ela também é mais velha do que sua aparência, que é a do momento da morte. Acredito que já faz anos que ela o está protegendo..

A menina sorriu para eles, ao mesmo tempo que observava-os com curiosidade. Depois voltou a encarar o horizonte.

- Estive tentando convencê-la de que encontrarei alguém para cuidar do cachorro. As crianças não têm medo do novo, tenho certeza de que se eu puder convencê-la a deixar o cão com alguém que cuide bem dele, sua alma estará livre para seguir o caminho natural dos mortos. Até agora não consegui, infelizmente.

O peregrino suspirou.

- Você não querem tentar? – disse ele – Que sabe uma fêmea ou alguém jovem consigam chegar a seu coração de um modo que eu não pude? Podem estar certos de que não a estarão enganando, eu vou conseguir o melhor lar do mundo para esse peludo. Então, podem ajudar-me?

Shaíra assentia com a cabeça, sentia pena da pobre menina que apenas olhava desolada para o cão que ainda estava vivo.. ele a prendia ali naquele limbo. Era uma imagem triste que afetava Shaíra diretamente... a menina que perdera tudo com a guerra... Shaíra assentia com a cabeça, iria tentar ajuda-la mas primeiro observava o filhote Volg em sua tentativa, iria esperar para ver o que acontecia... após vê-lo a ragabash usava o seu dom TRANSMITIR IDEIAS DO MAROTO para incentiva-la a seguir em frente pois seu cachorrinho estaria bem e que logo estariam juntos. Shaira se aproximava da menina e sentava ao seu lado, ela se esforçava em fazer um teatrinho de sombras para a pequena.. fazendo uma narrativa mais lúdica ela começava mostrando ela e seu cachorrinho ainda vivos porém num momento súbito ela os separava fazendo uma cara triste... Shaíra apontava para Ahmed e fazia um carinho em cima da sombra do animal e o fazia correr em direção a Ahmed... Shaíra sorria para a menina.

-- Deixe-o ir...ele será mais feliz...



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