ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Qui 1 Dez 2016 - 5:31

Shaíra ainda estava um pouco dispersa ao acordar, ela procurava o seu arco mas ele havia se perdido em meio ao calor da batalha... sem ele a jovem garou só tinha as garras e os dentes para se proteger do zumbis, o que lhe preocupava muito pois eles eram incrivelmente fortes. Shaíra via Beatrice morta, aquilo a encheu de fúria, ela não merecia aquilo...seu primeiro intuito foi correr até lá e reaver o seu corpo, quando o impensável aconteceu... riscando os céus de forma assustadoramente linda, pedras incandescentes fez chover na ilha de Vaki. Shaíra vira Piotr, bastante ferido, caminhar até a entrada do palácio, que naquele momento parecia uma ótima ideia... Em meio àquele caos, Shaíra ouvia Ieraks e Ahmed os convocando para a Umbra, a jovem garou ficava indecisa diante daquela situação... quando se lembrava que estava sob as ordens de Ieraks e o mesmo convocava os Peregrinos como ela para irem à Umbra.... ela tinha que acatar... Uma das pedras flamejantes acertara a árvore onde ela e Chase estavam assustando-os... julgavam estar num lugar seguro, mas não mais.

Volg logo percebeu que teria que sair dali e tentar entrar no palacio,gritou para Shaíra: consegue correr ? vamos para o palacio

Shaíra ouvia a sugestão de Volg, mas a entrada estava longe e ela ainda estava ferida...não podia arriscar uma travessia em meio aos zumbis, ainda mais quando apenas um foi capaz de derrotá-la... ela olhava para Volg e balançava a cabeça negativamente para o filhote.

--- Estou sob as ordens de Ieraks... ele convocou os Peregrinos à Umbra... Você é um guerreiro Volg... contamos com sua força...
" Só não banque o herói..."

Dita aquelas palavras a jovem garou saltou para a Umbra, seguiria com Ieraks e Ahmed... queria saber qual seria o plano de ação dos Peregrinos... e claro saber como estava Ahmed...
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Se eu ainda tiver FdV eu usarei para atravessar a Umbra


----------------------------------------
Ação/Narrativa
Pensamento/Off
Falas

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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Garras de Sangue em Sex 2 Dez 2016 - 5:14

- Não seja tão medroso! – disse Hórus, rindo – Você precisará de sua memória para nos cobrar sua recompensa. Além disso, não tenho nenhum dom apropriado. Você é esperto, encontrará um jeito de safar-se.

Encaro Horus.

-- Medroso... "cobrar" então quer dizer que caso eu não cobre por sua promessa ela voa junto com o vento?

- Se você conseguir atravesar a película posso levá-lo comigo, se preferir.

-- Não como você disse posso me virar sozinho...

dou as costas a Horus e volto para junto aos Presas de Prata.

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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Sex 2 Dez 2016 - 6:20

- Aahhh, pare de choramingar como um filhote, Justiça de Prata, que aqui ninguém te disse nada! – respondeu Oleg com impaciência – E eu não dou ordens que vão contra os princípios de um garou, muito menos de um cria de fenris! Não me faça perder mais tempo, não vamos procurar nenhum philodox. Por Gaia, olhe ao seu redor! Há um combate em andamento! Não acredito que preciso dizer isso a um cria de fenris!  Claro que está sendo cuidadoso demais! Não podemos procurar aos philodox a cada dúvida. Você já é um fostern, Klauss, que diabos! Comece a agir como tal! E como um fenrir, senão terei que afastá-lo da instrução de Volg pelo bem de sua tribo.

Foram palavras duríssimas. Klauss sentiu seu corpo tremer com a fúria que ebulia dentro dele.

No chão, o impuro que acabara de mostrar-lhe a garganta, agora reprimia um sorriso. Isso era inaceitável. Era como um punho a socar-lhe o estômago!

*Respiro fundo buscando controlar minha fúria, eram palavras duras, mas sabias, com isso  minha tentativa de manipular Oleg fora uma catastrofe, afinal de contas eu sou um guerreiro não um manipulador, sou um guerreiro  não um bunda mole chorão, já devia ter agido antes ao invés de chamar e questionar o Presa de Prata já devia ter agido quando Sangue de Dragão se mostrou tão corrompido quanto os Espirais Negras, Oleg já demonstrava que a falta de confiança nos julgamentos de seus comandados lhe fazia um líder fraco, mas o que dizer, a arrogância típica dos Presas de Prata lhe eram inertes.* (gasto de 1 Ponto de Força de Vontade para evitar o frenesi)

- Vou lhes dizer o que fazer. – continuou Oleg, irritadíssimo, olhando para garou no chão - Você, cara de pneu, levante-se e use seus conhecimentos para conter os mortos-vivos. E você, Klauss, vai vigiá-lo de perto. E se sentir que está fingindo ou planejando algo, mate-o. Mate-o, ouviu! Sem frescuras. E agora mexam-se, que eu vou ver como estão se saindo os filhotes de verdade.

Oleg deu às costas aos dois, dirigindo-se ao campo de batalha. Nithar ergueu-se, apertando os lábios. Klauss já não podia aguentar! Seu lobo urrava por mostrar àqueles dois o que era um cria de fenris!!  

*Aceno positivamente para Oleg reprimindo toda e qualquer forma de questiona-lo, vou até o Peregrino o seguro fortemente quase fazendo um mata leão, com a klaive pressionada tão forte em seu pescoço ao ponto de sangrar e inicio a caminhada para a escada.*

-- Da sacada você poderá dizer aos garou o que fazer... e não tente algo estúpido seu manipuladorzinho de merda, Oleg pode ter caído na sua, agora vamos...

*Puxo ele escada acima sem tirar a klaive de seu pescoço, qualquer tentativa de escapar ou atravessar a pelicula, puxaria a klaive para trás fazendo com que ela decepe a cabeça dele.*

--------------

*Chegando ao andar superior caminho em meio aos Presas de Prata levando o peregrino imobilizado indo até mais próximo possível da sacada e por consequencia do Rei Vladi.*

Um furioso Klauss olhou para os céus observando os meteoros que ardiam tanto quanto sua alma naquele instante.

Depois ouviu-se um urro de dor.

- Queimem, malditos genocídas! – gritara a voz do Glabro, dando em seguida uma gargalhada.

*Forço a cabeça de Nitar para que olhe o caos.*

-- Acredito que você e seu amigo fugitivo tem algo a ver com isso, acredito que o glabro la fora seja seu amigo também e ainda afirmam que somos os genocidas como se o que ele está fazendo não fosse o mesmo... e pior está fazendo com seu próprio povo, nem todos aqui mataram inocentes... esses também devem ser punidos? Alguns de nós se preocuparam em salvar os inocentes buscando encontra-los e tira-los em segurança daqui, mas pelo visto as boas ações não valem de nada... agora fale bem alto para que todos aqui ouçam como paramos isso tudo.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Sex 2 Dez 2016 - 15:27

Alaín encontrou-se diante do inferno.

Meteoritos flamejantes, mortos-vivos em fuga, tempestades elétricas, e garous em guerra, os de Gaia contra os da Espiral Negra.

Os mortos-vivos fugiam, os garous mais distantes se refugiavam na Umbra para escapar dos projéteis celestes enquanto os mais próximos tentavam alcançar o misterioso  Glabro que Alaín achava estar convocando os meteoritos.

Mas Triunfo-de-Gaia tinha uma missão da qual não desistiria enquanto tivesse chances de sucesso.

Alaín correu pela ponte, desviando-se dos inimigos e dos meteoritos tanto quanto possível.

{1 de Fúria para ação adicional, correr e correr/desviar + 1 de Força de Vontade caso necessário esquivar}

O alvo de Triunfo-de-Gaia era alcançar o hall do palácio, onde havia a tal pele humana.

Uma vez dentro do palácio, o phillodox iria ser mais cauteloso e furtivo, andando com atenção aos destroços que caíam e também a possíveis inimigos de tocaia.

Tinha que chegar à cozinha e achar a alavanca embaixo da pia.

Dali para frente, procuraria andar junto às paredes e vigiando o teto, para evitar armadilhas e desabamentos.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Sab 3 Dez 2016 - 19:25

Alain e Yuri:
A chuva de meteoros ia ficando mais forte.

Diante da ponte, Alain pensava em não desistir da missão enquanto houvesse chance de êxito. Uma parente cativa, talvez de sua tribo, precisava ser salva.

Assim começou a correr pela ponte, tentando desviar-se dos mortos-vivos e não ser atingido pelos meteoritos.

Rolagem:
Alain rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Correr entre os Mortos e obteve: 3 6 4 10 3 2 8 
Alain obteve 2 sucessos!

Não foi muito fácil mas Alain conseguiu chegar do otro lado. Os dois mortos-vivos que o atrapalharam não tiveram tanta sorte e foram alvejados por meteoros, desabando no chão sem poder levantar-se. Naquelas condições, era o fim: o cadáver que já estava caído na ponte agora parecia uma peneira fumegante.

Yuri, que tencionava ajudar Alain com os monstros, viu que já não era preciso. Então pôs outra coisa em mente.

- Para a umbra! – gritava Boiak à sua tropa, enquanto isso – Ouçam os peregrinos! Para a umbra!

O tártaro não estava feliz mas era uma decisão sensata.

Lorde Yuri foi o primeiro a atender a ordem, seguido de Julius, Daria e Sanjar. Por fim, o próprio Boiak partiu. Apenas Igor, o grandalhão, e o philodox Nicolai não puderam.

Acostumado a não retroceder, Igor descontou sua fúria no morto-vivo mais próximo antes de ser atingido por um meteorito e aceitar que deveria correr ao palácio. Já Nicolai golpeou o cadáver que estava sob a ponte com a klaive e tomou seu lugar, mantendo a arma apontada para a água.

A saída da tropa evidenciou a tragédia dos garras vermelhas, que estiveram lutando atrás deles. Apenas um desolado Volovam erguia-se nas quatro patas, cercado por cadáveres de lobos espalhados no chão ao seu redor.

Mas não havia tempo para lamentar-se. Alain evocou sua fúria e correu ao palácio.

Rolagem:
Alain rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Correr e obteve: 4 3 3 1 8 1 8 
Que pena, Alain não obteve sucesso.
+ 1 sucesso automático
Total de sucessos: 1

A pressa e os obstáculos fizeram-no tropeçar, caindo sobre uma poça. Em segundos, a água voltou a espirrar, levantando vapor pela chama do meteorito que atingiu-a. Alain não foi ferido, ergueu-se rapidamente e, movido pela força de vontade, correu o mais que pode até alcançar as portas do palácio onde deveria salvar a cativa.

Yuri, por sua vez, também impusera-se uma missão: derrotar o glabro assassino. Assim que igualmente corria, aumentando seu ritmo até saltar em direção à película.

Rolagem:
Yuri rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Percorrer Atalho e obteve: 1 
Yuri obteve -1 crítico!

Então desapareceu na sombra de veludo.

Shaíra e Volg:
Modificadores:
Shaíra em hominídeo,  machucada, -1 dado. Volg: em crinos, machucado, -1 dado.


miltonvisiak escreveu:Volg logo percebeu que teria que sair dali e tentar entrar no palacio,gritou para Shaíra: consegue correr ? vamos para o palacio.


Cetza escreveu:Shaíra ouvia a sugestão de Volg, mas a entrada estava longe e ela ainda estava ferida...não podia arriscar uma travessia em meio aos zumbis, ainda mais quando apenas um foi capaz de derrotá-la... ela olhava para Volg e balançava a cabeça negativamente para o filhote.

--- Estou sob as ordens de Ieraks... ele convocou os Peregrinos à Umbra... Você é um guerreiro Volg... contamos com sua força...
" Só não banque o herói..."

Dita aquelas palavras a jovem garou saltou para a Umbra (…)


Rolagem:
Shaíra rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Percorrer Atalho e obteve: 10 4 1 
Que pena, Shaíra não obteve sucesso!

Shaíra sentiu a película empurrá-la de volta como se fosse uma parede de borracha. Sentiu raiva. Nunca havia sentido a fúria tão intensa como naquele momento. Não só pela entrada à umbra frustrada; era algo acumulado. Quase morrera nas mãos de um ser cujo deambular era um insulto a Gaia e depois vira que eles mataram Beatrice, uma menina que mal começara a viver, que ainda nem sabia ser garou. Isso a enchia de ódio mas Shaíra não se sentia à beira de um frenesi e sim eletrizada com uma surpreendente disposição para lutar.

Então veio o meteorito.

Rolagem:
Metorito rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 2 5 2 4 5 1 9 8 9 6 
Metorito obteve 4 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

Shaíra rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 10 para Absorver Dano e obteve: 9 3 6 
 Que pena, Shaíra não obteve sucesso! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)

Dano acumulado: Aleijada (-2).

Shaíra sentiu como uma lâmina escaldante rasgasse suas costas. Caiu de joelhos, queimada, tossindo sangue e mal podendo respirar. Correr para o palácio já não era uma opção, pois tudo o que podia fazer era arrastar-se.

Chase havia esperado ver Shaíra a salvo para também entrar na umbra e o resultado é que também fora atingido. A pedra em chamas o ferira bastante e seus movimentos também estavam limitados.

Ahmeh, em sua preocupação de avisar todos de que a umbra era segura, se expôs demasiado e acabo desastrosamente ferido. Ainda assim veio em socorro de Shaíar. Corria em direção a ela quando um novo impacto atingiu-o, derrubando-o ao chão.

Enquanto isso, Chase havia usado seus potentes medicamentos e conhecimentos médicos para recuperar-se e pode correr em direção a Ahmed mas este protestou.

- Ela… – disse Ahmed apontando Shaíra – Ela tem mais chances, salve-a. Prometi que não a deixaria morrer na guerra… por favor…

Chase observou Ahmed, ponderou um segundo, então deu meia volta e caminhou em direção a Shaíra, passando a crinos. Depois, sem perguntar nada a ela, jogou-a novamente nos ombros e correu até o palácio.

Ahmed fechou os olhos

***

Enquanto isso, Volg corria em direção ao palácio

Rolagem:
Volg rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Correr para o Palácio e obteve: 3 9 9 2 10 4 9 
Volg obteve 4 sucessos!

Ao sentir como suas patas tocavam o solo graciosamente, evitando os corpos dos mortos com grande destreza, Volg lembrou-se de Zangief. Deveria ser grato a seu treinador e todos os exercícios de pular corda e movimentação de pernas que ele passara. No momento em que mais necessitava, seus músculos sabiam sozinhos o que fazer. O palácio já estava perto.

Klauss e Jackal:
Klauss usou a razão para conter o frenesi. Em seguida sujeitou Nithar com a klaive e obrigou-o a subir as escadas.


-- Da sacada você poderá dizer aos garou o que fazer... e não tente algo estúpido seu manipuladorzinho de merda, Oleg pode ter caído na sua, agora vamos...


Jackal ia um pouco adiante deles na escadaria. Estava sozinho. Horus havia revirado os olhos ao ouvir seu comentário sobre “cobrar” e desaparecido em silêncio quando ele lhe dera as costas. Como de costume, Jackal contava só consigo mesmo.

Klauss empurrava Nithar com klaive mas quase não era preciso. O impuro caminhava obediente.

Em pouco tempo os três chegaram ao terceiro piso. Ali estavam apenas Mordvin e o rei, parados no balcão.

- Se o forasteiro não pode controlá-los, tampouco tem serventia. – disse o rei – Que fique frágil como as patas de um filhote, então!

Lançou um olhar de ódio ao forasteiro e concentrou-se, aplicando o dom.

-  Vossa majestade não poderia dar uma ordem mental aos mortos-vivos? – perguntou Mordvin, estreitando os olhos.

- Não. - respondeu Vladi - Meu poder se limita a garous e metamorfos.

- Humm… - Mordvin balançou a cabeça pensativamente, como avaliando o rei.

Jackal apenas observava.

Então aproximou-se Klauss, forçando a cabeça de Nithar para que olhasse para baixo. Mordvin e o rei afastaram-se, surpreendidos.


-- Acredito que você e seu amigo fugitivo tem algo a ver com isso, acredito que o glabro la fora seja seu amigo também e ainda afirmam que somos os genocidas como se o que ele está fazendo não fosse o mesmo... e pior está fazendo com seu próprio povo, nem todos aqui mataram inocentes... esses também devem ser punidos? Alguns de nós se preocuparam em salvar os inocentes buscando encontra-los e tira-los em segurança daqui, mas pelo visto as boas ações não valem de nada...


A cena que viram era um triste fim de batalha. A maioria dos garous batera em retirada para a umbra, sendo as exceções alguns guerreiros que ainda corriam, mortos e, sobretudo, feridos.

Na extrema esquerda do palácio, jaziam os cadáveres dos garras vermelhas. Os lupinos haviam sido os alvos principais dos mortos-vivos e, com exceção de Volovam, nenhum deles escapara. Até mesmo a filha de Gaia lupina estava morta. Virgínia tivera sorte de não estar ali.

Entre os presas de prata em frente ao palácio, apenas Karol continuava são. Os demais, castigados pelo raio e por meteoritos, estavam terrivelmente feridos. Hirson caíra destroçado sob o golpe de um meteoro e, naquele momento, reunia suas últimas forças para alcançar a umbra. Maksin deixava cair o machado-fetiche, inútil diante de pedras e raios, e desabava na forma racial. Lorde Efim corria até ele, tentando salvá-lo antes que um novo meteorito trouxesse o dano final. Dalebro era atingido ao mesmo tempo em que Fiodor tombava sem sentidos, a um passo da morte. Shaíra estava sendo levada nos ombros por um garou que mal podia correr, enquanto Ahmed não passava de um corpo esburacado esperando a morte.

Na porta do palácio uma pequena multidão forçava sua passagem.

- Saiu do controle. – murmurou Nithar, aterrado – Nossa vingança era apenas contra os garras vermelhas… E o rei…

Vladi observou-o impassível.

A atenção de todos voltou-se para baixo, onde um meteoro acabava de cair sobre o glabro. Derrubou-o de barriga, partindo sua coluna e imobilizando-o no chão. Quer fosse pelo dom do rei, quer não tivesse nenhuma proteção espiritual contra seu próprio flagelo, o fato é que o glabro não escapou do dano. Também ele agonizava naquele momento.


agora fale bem alto para que todos aqui ouçam como paramos isso tudo.


- V-vou tentar algo… - murmurou Nithar. Depois foi até a borda do balcão, concentrou-se e gritou em russo aos cadáveres ambulantes.

- Amigos redivivos! Olhem à sua esquerda, os assassinos estão todos mortos! Vencemos! Agora carreguem os garous feridos até o palácio, abrigando-os!

Mordvin traduziu para Klauss e Jackal.

A maioria dos mortos-vivos limitou-se a olhar para o balcão, sem mexer-se. Apenas um dos cadáveres aproximou-se da matilha mas foi para tentar erguer o glabo ferido em seus braços. Não consegui fazê-lo, porém. Volovam, que viera galopando em hispo, saltou sobre ele enfurecido e arrebatou o forasteiro, fazendo-o em pedaços com suas presas.

Os mortos-vivos agitaram-se e começaram a gritar o que parecia ser: “Karol, Karol, Karol”. Klauss não entendeu porque clamavam pelo philodox até que Vladi traduziu para eles: Kороль significa Rei. É a mim que eles querem".

- Se foi um truque, meus parabéns! – disse Mordvin a Nithar, vendo a cena.

- Não! -  desesperou-se o impuro – Não consegui ir contra sua motivação mais profunda, deve ter sido isso. Mas talvez ainda possamos fazer algo… Se eles querem o rei, por que não enganá-los, então? Klauss, aponte a espada para o soberano enquanto eu repito a ordem para eles.

- É uma boa idéia. – sibilou Mordvin, erguendo as sobrancelhas e olhando para o rei. Este virou-se para Klauss e assentiu.

- Faça-o. - disse.

Parecia tudo resolvido: o rei concordava. Afinal, seria só mais um monarca a quem os erros poderiam custar-lhe a cabeça… A não ser pelo fato de que também era o garou mais interessado e, provavelmente, o mais capacitado a fazer a paz entre as tribos em guerra naquele país.

- Confie em mim. – insistiu Nithar – Só aponte-lhe a klaive. Direi que a vingança está em curso, que carreguem os feridos ou então abandonem os corpos sobre eles para protegê-los. Mas seja rápido! Os meteoros continuam a cair.

Foi só dizer isso e um dele caiu a centímetros de Fiodor. Um que acertasse e Britany ficaria sem noivo. No entanto, isso talvez fosse benéfico a Fonte Fria. A ausência do presa de prata aliviaria a tensão com as feras. Mas ao custo inestimável da vida de anciões? E de Ahmed? Talvez de Shaíra?. O plano de Nithar poderia salvá-los, se ele estivesse dizendo a verdade. Mas se fosse um blefe poderia custar a vida do rei… talvez até mesmo pela klaive que Klauss tinha nas mãos…

A decisão era de Klauss, mas Jackal também estava ali. Que pensava? Teria como interferir? Ou o melhor seria apenas deixar que os mais velhos decidissem?

Karol não esperava respostas. Lançou-se sobre o corpo de Fiodor, protegendo-o, momentaneamente, com o seu. Maksin melhou um pouco com os cuidados de Efim. O garou que carregava Shaíra alcançou o palácio. Ninguém parecia importar-se com Ahmed. Os meteoros seguiam caindo e os gritos dos mortos-vivos ecoavam: “король, король, король”. Agora eles já sabiam que significavam: “Rei! Rei! Rei!

Que fazer, então?

Virgínia - Post Anterior:

- Tá bom, qual dos dois vai me dizer para onde foram os outros sobreviventes? Vocês têm um minuto antes de eu resolver ir atrás do Triunfo de Gaia e deixar só seus corpos mortos pra trás. Alguém tem alguma coisa a dizer?


- Sim, idiota! Como vou saber para onde eles foram se eu estava aqui fora com você! – esbravejou o parente que cuspira nela.

O outro, o que Alain havia trazido amarrado, foi mais comedido. Esperou a reação de Virgínia frente ao companheiro e depois falou calmamente:

- Seu amigo me deu sua palavra de que pouparia minha vida se a informação que passei a ele estivesse correta. E está. A menos que ele faça alguma tolice sobre a qual não tenho controle, vai achar a moça e voltar. Então se você me matar agora, mesmo eu tendo cumprido minha parte no acordo, você estará sendo injusta e fará de seu amigo um mentiroso. Não que isso seja ruim, é claro. Se minha morte servir para incluir essa pequena, como você gostam de dizer, “corrupção” em seus “curriculum”, já terá servido de algo. Mas eu não sou herói, eu prefiro viver. Eu tampouco sei aonde os sobreviventes foram mas eu estava na sala quando fugiram e tenho um palpite. Uma idéia que você também teria, se usasse a cabeça para algo mais que sustentar os dentes – veja como estou sendo honesto! Mas eu sei que você não vai chegar a essa conclusão sozinha, então acho que podemos fazer um trato nós também. Eu lhe direi onde acho que pode encontrar alguns deles e você me dá sua palabra de que me libertará imediatamente após matá-los, sem que eu tenha que passar por ritual nenhum. O que acha? E pense rápido, pois eles não ficarão o tempo todo lá…

Alain, Shaíra e Volg:
Alain, Chase, Shaíra e Volg pararam diante da porta do palácio cansados e estarrecidos. O que parecia ter sido sua salvação revelava-se agora como o início de uma nova luta.

A entrada à sua frente era grande mas mesmo assim não deixaria passar mais do que três, no máximo quatro, crinos por vez,  ou entre três ou quatro vezes mais de hominídeos. Porém diante dela havia muito mais do que isso.

Ali estavam o gigante Igor, da tropa de Boiak; Raivo, outro grandalhão, da tropa de Kader; Vitaly, uma montanha de músculos portando uma klaive e Vuk, um fortão com um machado-fetiche, ambos do grupo de Boris. Todos ahroun, o que não era surpresa, considerando que adquirir gnose não costuma ser prioridade do augúrio.

Também estavam um senhor das sombras que, pela idade e confiança, deveria ser de posto alto; uma garota dos roedores de ossos; Katrina, ahroun dos cliaths e o combalido Piotr.

Alain, Chase, Shaíra e Volg já se espremiam um de encontro ao outro quando chegaram Leyda e Vikentia, trazendo duas dúzias de parentes. Eles tinham sido poupados da sanha vingativa dos mortos-vivos, o que só aumentava a determinação das fúrias negras em não deixá-los morrer agora que o pior já passara.

Quase duas dezenas de mortos-vivos completavam o grupo e aumentavam, em muito, o problema. Talvez sozinhos os garous pudessem se organizar mas a pressão irracional dos cadáveres tentando entrar, impunha um ritmo tão intenso quanto a queda dos meteoritos. Os mortos empurravam e ninguém queria morrer e deixar Gaia abandonada porque um defunto passou na sua frente. A confusão começou a formar-se.

A noite que começava a cair também piorava as coisas. Logo a lua cheia surgiria no céu, carregando de fúria os garous e reabastecendo por completo os ahrouns.

Então um nova leva de mortos-vivos chegou e acabou de lançar Alain, Chase, Shaíra e Volg para dentro do empurra-empurra. Os quatro chocaram-se entre si e com quem já estava na aglomeração, acirrando ainda mais os ânimos.

Gritos e urros começaram a ouvir-se. Parentes foram lançados para trás e os feridos gemiam ao ter golpeadas suas feridas e ossos quebrados. O inferno estava de volta!

"Que forças prevaleceriam ali?" era a grande pergunta. Sobrevivência? Hierarquia? O melhor interesse de Gaia? Haveria lugar para solidariedade ou, indistintamente, lobisomens, humanos e mortos-vivos se entregariam às suas naturezas bestiais na hora de salvarem suas vidas?

Off:
A capacidade total da porta é de oito garous por turno. Humanos e cadáveres ocupam, em média, um quarto do espaço de um garou em crinos. Para saber a ordem em que passarão, farei rolagens de força ou destreza (o que for maior) + instinto primitivo, se o caso, para TODOS os pcs e npcs envolvidos. Serão considerados qualidades e defeitos, bem como está permitido o uso dons, mudanças de formas ou quaisquer táticas que façam sentido em uma multidão. A cada turno fora do palácio, o personagem será atingido por um meteoro, até que a chuva - ou o personagem - acabe.

Yuri:
Quando Yuri cruzou a película, sentiu que suas patas aterrissavam na umidade de um porto sombrio.
Deteve-se e observou. Os cais eram altos e águas negras golpeavam suas bases. Escadas de pedras desciam, escorregadias de algas. Botes revestidos de breu esperavam no ancoradouro por viajantes que demoravam-se dizendo adeus às famílias.
As despedidas eram em silêncio mas lacrimosas. Yuri sentiu frio e reparou que todos usavam chales em volta de suas cabeças e não pareciam notá-lo.
O barqueiro chamou, pondo fim à espera. Os viajantes começaram a descer pelas escadas de pedra, entrando nos botes que os levariam até um navio ancorado em meio à neblina.
Quando os botes abordavam o navio, os viajantes subiam por uma escadinha, apequenando-se até desaparecerem dentro dele.
Yuri parou diante de uma das escadas de pedra, onde um bote estava atracado. As pessoas em torno finalmente olharam para ele e Yuri entendeu que esperavam que ele descesse e tomasse lugar no bote.


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Seg 5 Dez 2016 - 2:26

"Maldita desordem, isso vai custar a vida de alguém! Preciso pôr todos numa formação perfeita rápido para não perdermos ninguém mais!

Triunfo ativou os dons Domínio eminente e Persuasão enquanto bradava ordens:

- Flancos! Flanquear, guerreiros de Gaia! Abram um corredor para os feridos! Vamos exterminar esses cadáveres! Abram alas e golpeiem os inimigos antes que ataquem nossos feridos!

Como os mortos-vivos tinham chegado por último, Alaín confiava que Chase carregando Shaira é às Fúrias Negras trazendo parentes conseguiriam passar pelo corredor antes, deixando os inimigos como alvos fáceis para todos os garous, num verdadeiro corredor polonês. Quando os feridos estivessem a salvo, eles poderiam fechar o centro e formar uma linha de resistência para deter o avanço dos mortos-vivos. Eles contariam com a chuva de meteoros para dizimar os cadáveres pela retaguarda deles enquanto a vanguarda caísse diante da resistência dos garous.

"Isso se esse bando de postos altos ouvirem a razão e não discutirem comigo!

Independente de ser obedecido ou não, Alaín faria a sua parte, lutando no flanco direito para dar passagem aos outros. Usando a forma Crinos, ele lutaria agachado ou nas quatro patas usando os corpos dos mortos-vivos como cobertura parcial contra a chuva de meteoros, enquanto mordia e arrancava pedaços de todos os inimigos próximos.

"Os líderes dão o exemplo, mesmo que seja para dar a cara a tapa ao enfrentar a morte! Que todos vejam que Triunfo-de-Gaia não é um covarde tolo e o reconheçam como um estrategista corajoso! Agüente mais um pouco, donzela cativa, juro que não morrerei aqui e logo a encontrarei!

{ Alaín vai usar 1 ponto de Fúria para ação adicional e 1 ponto de Força de vontade, ambos a cada turno, executando as ações de morder/morder, morder/esquivar, morder/esquivar/proteger alguém que precise, de acordo com as circunstâncias do combate}
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Seg 5 Dez 2016 - 5:29

Shaíra tentava fugir para a película, imaginand que seguir ordens era a coisa certa a se fazer... porém ela ser repelida, como se deparasse com alguma barreira de borracha. A garou mostrava um semblante de terror, medo e fúria... sabia que a situação não estava nada boa... quando sentiu uma dor terrível, o cheiro de pelo queimado invadia-lhe as narinas e o seu corpo caía fraco no chão...
--- AAAARRRRGGGGG!!! " Vou morrer....acabou"

Em meio a dor e a confusão daquele inferno na terra, Shaíra via Chase e Ahmed serem atingidos pelas pedras de fogo... Naquele instante ela pensava em Ahmed e rastejava em sua direção... se era para morrer que fosse ao lado dele...Quando ouvia os protestos de Ahmed...

- Ela… – disse Ahmed apontando Shaíra – Ela tem mais chances, salve-a. Prometi que não a deixaria morrer na guerra… por favor…

Os olhos de Shaíra se arregalavam-se e algumas lágrimas desciam-lhe pelo rosto, Ahmed estava se sacrificando por ela... Novamente ela via outros bravos garous tombarem para protegê-la...seu coração se enchia de amargura e pesar, sentia raiva de si mesma por ser incapaz de fazer alguma coisa... Shaíra era carregada pro Chase enquanto assistia Ahmed ser vitimado pela chuva de fogo implacável, ela esticava sua pata em direção à ele... como se pudesse tocá-lo uma última vez... mas nem isso ela era capaz de fazer...
--- AHMED! AHMED! CHASE NÃO O DEIXE LÁ... POR FAVOR.... Chase... não... nãooooo....
A voz de Shaíra ia perdendo a força a medida que se afastavam de Ahmed e seu corpo ia cedendo a dor, àquela guerra lhe deixaria uma marca mais profunda do que qualquer ferida de combate... Ela jamais se esqueceria do que passara em Vaki... Agora ela entendia sua luta... e ela jurava para si mesma que lutaria por ela e por Ahmed, o maior guerreiro de Gaia que ela conheceu...

***

Shaíra ela levada por Chase até a entrada do palácio, ela notava que aquilo não era salvação alguma, mas sim uma grande armadilha...ela notava muitos garous, mortos-vivos e até parentes... todos se espremiam-se tentando passar. Shaíra estava muito ferida para contestar algo... ela notava que havia outros garou de posto elevado e esperava que eles resolvessem o impasse... quando um deles começou a falar...

- Flancos! Flanquear, guerreiros de Gaia! Abram um corredor para os feridos! Vamos exterminar esses cadáveres! Abram alas e golpeiem os inimigos antes que ataquem nossos feridos!
Shaíra sentia-se aliviada... pois ao menos havia um garou com algum tipo de juízo, mas temia a reação dos mortos-vivos, pois eles eram irracionais e bem fortes... ao menos para ela. Ela via Volg relativamente inteiro, sorria para ele... ficava feliz por ele estar vivo, diferente de Beatrice... Shaíra olhava para Alain e o agradecia, enquanto apertava-se levemente contra o corpo de Chase, ela gemia um nome baixinho, talvez audível para Chase...

- Ahmed... me perdoe..


----------------------------------------
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Pensamento/Off
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Zayrus em Seg 5 Dez 2016 - 17:20

Eu podia sentir meu corpo injetando adrenalina sob si, minha musculatura passa a agir com perfeita harmonia em relação a meus impulsos, e no instante em que comecei a atravessar a Película tinha plena convicção de que nada poderia me parar. Então o baque sobre a água veio, me sentia cruzar o limiar entre o mundo físico e o outro lado, em um instante eu estava em um, no outro... no outro eu não fazia ideia.

A crise de realidade foi tão repentina que tive dificuldade para assimilar. Eu estava vendo a Penumbra quando havia atravessado a Película, devia ter passado somente pela sensação de atravessar o espelho d'água, mas não foi isso que aconteceu. Olhei ao redor, meu corpo ainda recusando-se a aceitar que seus esforços agora eram irrelevantes enquanto em minha mente as possibilidades do que poderia ter me levado até ali martelavam minha cabeça incessantemente. Seja lá qual fosse a resposta, o fato é que eu estava perdido, e o pescoço daquele bastardo parecia estar agora completamente longe do meu alcance.

Fechei os punhos violentamente, minha cabeça lentamente começou a abaixar. Eu não sabia onde estava, mas ainda lembrava do que havia deixado pra trás. E nada tirava da minha cabeça que eu havia deixado o campo de batalha quando Gaia e meus irmãos mais precisavam de mim. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Frustrado, indignado, impotente. Me senti tão fraco quanto jamais havia sentido.

Voltei a erguer o rosto, a resignação de que os lamentos não me trariam de volta ao lugar onde eu deveria estar aos poucos tomava conta de mim enquanto eu olhava os arredores. Parecia estar em uma espécie de Porto, e agora me dava conta de que fazia frio. Olhei para os viajantes que rumavam para o barco a bordo do bote, até perceber que havia chegado minha vez de o fazer. Olhei para os céus, como se esperasse respostas, ou qualquer coisa que me levasse embora da li. Entrei no bote, ciente de que nada viria, e que eu teria que fazer meu próprio caminho.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Seg 5 Dez 2016 - 19:21

Volg chegou a entrada, mas pelo jeito teria que lutar para poder entrar, com mais garous chegando e todos sendo espremidos, ficava cada vez mais dificil de entrar.Apesar do glabro estar morto os meteoros não paravam de cair.

Como se tudo isso não bastasse,  chegou outra leva de mortos vivos levando Volg junto com outros garous para dentro do empurra-empurra.Quando Volg escutou:

- Flancos! Flanquear, guerreiros de Gaia! Abram um corredor para os feridos! Vamos exterminar esses cadáveres! Abram alas e golpeiem os inimigos antes que ataquem nossos feridos!

Volg decidiu tentar ajudar no plano de Alain.Não sabia se conseguiria, nem se estava tomando a decisão certa, apesar de tudo, parecia um bom plano e como tudo estava indo de mal a pior decidiu fazer alguma coisa.Não demonstrava,  estava assustado com tudo aquilo acontecendo.Aprendeu desde cedo que apesar do medo, temos que fazer alguma coisa para derrota-lo e com isso em mente Volg agiu.
Alain foi para o lado direito e Volg foi para o lado esquerdo.


Volg foi para o lado direito, tambem agachado, usando os mortos como um escudo parcial, agarrando as pernas dos zumbis com as mãos e imobilizando-os, depois mordendo e puxando os pedaçõs das pernas  para aleijar os zumbis.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Ter 6 Dez 2016 - 13:14

Em pouco tempo os três chegaram ao terceiro piso. Ali estavam apenas Mordvin e o rei, parados no balcão.

- Se o forasteiro não pode controlá-los, tampouco tem serventia. – disse o rei – Que fique frágil como as patas de um filhote, então!

Lançou um olhar de ódio ao forasteiro e concentrou-se, aplicando o dom.

- Vossa majestade não poderia dar uma ordem mental aos mortos-vivos? – perguntou Mordvin, estreitando os olhos.

- Não. - respondeu Vladi - Meu poder se limita a garous e metamorfos.

- Humm… - Mordvin balançou a cabeça pensativamente, como avaliando o rei.

Jackal apenas observava.

Então aproximou-se Klauss, forçando a cabeça de Nithar para que olhasse para baixo. Mordvin e o rei afastaram-se, surpreendidos.


-- Acredito que você e seu amigo fugitivo tem algo a ver com isso, acredito que o glabro la fora seja seu amigo também e ainda afirmam que somos os genocidas como se o que ele está fazendo não fosse o mesmo... e pior está fazendo com seu próprio povo, nem todos aqui mataram inocentes... esses também devem ser punidos? Alguns de nós se preocuparam em salvar os inocentes buscando encontra-los e tira-los em segurança daqui, mas pelo visto as boas ações não valem de nada...



A cena que viram era um triste fim de batalha. A maioria dos garous batera em retirada para a umbra, sendo as exceções alguns guerreiros que ainda corriam, mortos e, sobretudo, feridos.

Na extrema esquerda do palácio, jaziam os cadáveres dos garras vermelhas. Os lupinos haviam sido os alvos principais dos mortos-vivos e, com exceção de Volovam, nenhum deles escapara. Até mesmo a filha de Gaia lupina estava morta. Virgínia tivera sorte de não estar ali.

Entre os presas de prata em frente ao palácio, apenas Karol continuava são. Os demais, castigados pelo raio e por meteoritos, estavam terrivelmente feridos. Hirson caíra destroçado sob o golpe de um meteoro e, naquele momento, reunia suas últimas forças para alcançar a umbra. Maksin deixava cair o machado-fetiche, inútil diante de pedras e raios, e desabava na forma racial. Lorde Efim corria até ele, tentando salvá-lo antes que um novo meteorito trouxesse o dano final. Dalebro era atingido ao mesmo tempo em que Fiodor tombava sem sentidos, a um passo da morte. Shaíra estava sendo levada nos ombros por um garou que mal podia correr, enquanto Ahmed não passava de um corpo esburacado esperando a morte.

Na porta do palácio uma pequena multidão forçava sua passagem.

- Saiu do controle. – murmurou Nithar, aterrado – Nossa vingança era apenas contra os garras vermelhas… E o rei…

*Respiro fundo novamente.*

-- Fora de controle???? Vocês nunca tiveram o controle... vingança contra os garras e contra o Rei ´por eliminarem a Wyrm de Vaki??? Vocês se mostram tão podres quanto os espirais negras.

V-vou tentar algo… - murmurou Nithar. Depois foi até a borda do balcão, concentrou-se e gritou em russo aos cadáveres ambulantes.

- Amigos redivivos! Olhem à sua esquerda, os assassinos estão todos mortos! Vencemos! Agora carreguem os garous feridos até o palácio, abrigando-os!

Mordvin traduziu para Klauss e Jackal.

A maioria dos mortos-vivos limitou-se a olhar para o balcão, sem mexer-se. Apenas um dos cadáveres aproximou-se da matilha mas foi para tentar erguer o glabo ferido em seus braços. Não consegui fazê-lo, porém. Volovam, que viera galopando em hispo, saltou sobre ele enfurecido e arrebatou o forasteiro, fazendo-o em pedaços com suas presas.

Os mortos-vivos agitaram-se e começaram a gritar o que parecia ser: “Karol, Karol, Karol”. Klauss não entendeu porque clamavam pelo philodox até que Vladi traduziu para eles: “Kороль significa Rei. É a mim que eles querem".

- Se foi um truque, meus parabéns! – disse Mordvin a Nithar, vendo a cena.

- Não! - desesperou-se o impuro – Não consegui ir contra sua motivação mais profunda, deve ter sido isso. Mas talvez ainda possamos fazer algo… Se eles querem o rei, por que não enganá-los, então? Klauss, aponte a espada para o soberano enquanto eu repito a ordem para eles.

- É uma boa idéia. – sibilou Mordvin, erguendo as sobrancelhas e olhando para o rei. Este virou-se para Klauss e assentiu.

- Faça-o. - disse.

- Confie em mim. – insistiu Nithar – Só aponte-lhe a klaive. Direi que a vingança está em curso, que carreguem os feridos ou então abandonem os corpos sobre eles para protegê-los. Mas seja rápido! Os meteoros continuam a cair.

*Olho para Mordvin, enquanto sinalizo para que este vigie Nithar.*

-- Mordvin-rya cuidado com ele, ele enganou facilmente a Oleg-rya e por pouco que este não mandou que eu o libertasse esse peregrino é bem ardiloso e ele não estava sozinho.

*Volto-me para o rei Vlad.*

-- Perdoe-me por isso Majestade.

*Golpeio o vazio a frente do Rei e com a mão contraria o empurro para trás fazendo com que perca o equilibrio e caia, após o movimento do golpe me abaixo como se estivesse acabando o serviço e corto minha coxa com a klaive apenas o suficiente para que meu sangue escorra pela lamina da klaive ( ficando escoriado ativo o dom resistência a dor) volto-me para Nithar.*

-- Traduza o que eu falar...

*Levanto a Klaive ensanguentada para que os mortos vivos veja.*

-- Vocês queriam o sangue de um descendente dos grandes heróis de outrora por vingança, então eu lhes ofereço... ele pode ter errado quando se omitiu em salvar inocentes... mas a Grande Corruptora estava aqui e precisava ser contida, muitos de nós também sofreram e pereceram com a batalha, nossos irmãos também morreram e temos muitos feridos que não mereciam sua vingança agora rogo-lhes para que façam o que acham certo e ajudem a salvar os inocentes que foram vitimas de sua vingança sem merecer isso.

*Quem ouvia o discurso sabia que Klauss falava a verdade pois ele estava falando de si mesmo e não do rei, mas os mortos precisavam ouvir o que queriam ouvir.*

*Faço sinal com a mão contraria a da klaive para que o rei se afaste. Olho para Mordvin e Nithar esperando que meu plano tivesse funcionado.*


off
Caso Nithar, Mordivin ou Jackal tentem realmente golpear o rei, meu golpe será contra ele, com gasto de furia para mais de uma ação se necessário
Durante o discurso favor testar Carisma+ Liderança + raça pura


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Garras de Sangue em Qua 7 Dez 2016 - 12:45

Com tanta agitação na torre me encosto na parede e observo a tudo de camarote, se alguém me pedir para fazer algo dou de ombros.

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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Qua 7 Dez 2016 - 18:01

Klauss e Jackal:
A tempestade de chuva, raios e meteoritos continuava castigando a pequena ilha artificial.

No palácio.


Klauss escreveu:*Olho para Mordvin, enquanto sinalizo para que este vigie Nithar.*

-- Mordvin-rya cuidado com ele, ele enganou facilmente a Oleg-rya e por pouco que este não mandou que eu o libertasse esse peregrino é bem ardiloso e ele não estava sozinho.


Mordvin não disse nada, apenas aproximou-se um pouco mais de Nithar e, muito senhor de si, passou a vigia-lo.


Klauss escreveu:*Volto-me para o rei Vlad.*

-- Perdoe-me por isso Majestade.

*Golpeio o vazio a frente do Rei e com a mão contraria o empurro para trás fazendo com que perca o equilibrio e caia, após o movimento do golpe me abaixo como se estivesse acabando o serviço e corto minha coxa com a klaive apenas o suficiente para que meu sangue escorra pela lamina da klaive ( ficando escoriado ativo o dom resistência a dor)


O rei era um garou inteligente e entendeu prontamente a manobra de Klauss, deixando-se lançar no chão.

Klauss ativou Resistência a dor e se cortou com sucesso.


Klauss escreveu:-- Vocês queriam o sangue de um descendente dos grandes heróis de outrora por vingança, então eu lhes ofereço... ele pode ter errado quando se omitiu em salvar inocentes... mas a Grande Corruptora estava aqui e precisava ser contida, muitos de nós também sofreram e pereceram com a batalha, nossos irmãos também morreram e temos muitos feridos que não mereciam sua vingança agora rogo-lhes para que façam o que acham certo e ajudem a salvar os inocentes que foram vitimas de sua vingança sem merecer isso.


Rolagem:
Klauss rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Convencer Mortos-vivos e obteve: 5 7 1 6 5 5 7 4 
Klauss obteve -1 crítico!

Conforme Nithar traduzia, Klauss já podia ver que as coisas não iam saindo como ele planejara. Os mortos-vivos não só o ignoraram como começaram a gritar com ainda mais força, exigindo o cadáver do rei.

- A maior parte deles eram míseros humanos. – disse Nithar balançando tristemente a cabeça – Não pertenciam à sociedade garou. Heróis de outrora e Corruptora não significam nada para eles. Só sabem que foram mortos injustamente.

- São inteligentes e estão obsecados, majestade. Não irão colaborar. – concluiu Mordvin.

- Então só há um jeito de salvar essa matilha. – disse o rei. Em seguida saltou, em crinos, sobre os presas de prata caídos abaixo, estendendo-se no chão. Imediatamente os mortos-vivos lançaram-se sobre ele, atacando-o a pontapés e socos mas formando uma certa cobertura contra os meteoritos. Alguns dos mortos já estavam bem feridos mas continuavam lutando sem sentir dor, da maneira como os garous já tinham visto.

Foi então que Klauss viu Nithar literalmente derreter no chão. Seu corpo formou uma poça de uma espécie de plasma negro e inerte. Mordvin não pode ou não se importou em impedi-lo e tampouco tomou qualquer atitude posterior, além de observar o rei sendo atacado. Jackal igualmente limitou-se a encostar em uma parede, indiferente.

Abaixo a luta seguia encarniçada, sob o castigo dos elementos. Tudo o que se podia ver eram mortos-vivos quase ocultando garous que só se defendiam, enquanto os meteoros continuavam a cair sobre seus entorpecidos algozes.

Alain, Shaíra e Volg:
Rolagem:
Alain rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Persuasão e obteve: 1 7 3 9 9 8 8 3 
Alain obteve 4 sucessos!

Alain rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Domínio Eminente e obteve: 8 3 3 
Alain obteve 1 sucesso!

Alain rolou 11 dados de 10 lados com dificuldade 4 para Convencer Garous e obteve: 7 7 7 1 6 9 1 1 2 3 4 
Alain obteve 3 sucessos!

Alain usou seus dons para persuadir os garous a ouvir o que falava. Não só sua pureza racial como também o fato de já haver um garou executando suas ordens facilitaram no convencimento.

Assim que os demais lobisomens começaram a imitá-lo e a Volg, dividindo-se em duas filas e permitindo que parentes e feridos correrem em direção à porta, bem como atancando os mortos-vivos para dificultar sua passagem.

Graças à manobra esperta de Alain, os garous deram passagem aos parentes, que além de serem mais frágeis, ocupavam menos espaço, o que maximizou o número de vidas salvas.

Na primeira leva passaram seis dos parentes e a roedora de ossos, Snezhanna, que conseguiu infiltrar-se entre os parentes em hominídeo. Apesar dos esforços dos garous, também conseguiram passar três mortos-vivos.

Imediatamente atrás deles, passaram Chase com Shaíra nos braços, Katrina, carregando Piotr, nove parentes e mais outros cinco mortos-vivos.

Enquanto descansava sã e salva,  Shaíra observou que os garous que tinham ido para a umbra começavam a surgir dentro do palácio. Alguns subiam as escadarias para tentar combater o fogo que atingia as torres, outros dedicavam-se a combater os mortos-vivos que entraram. De Glinka e Agai não havia nem sinal.

Durante a entrada, três parentes haviam caído, tendo sido pisoteados. Não resistindo quando a este dano se somou o dos meteoros, que continuavam atingindo a todos fora do palácio. O mesmo aconteceu com cinco mortos-vivos, que, após o pisoteio, tornaram-se presas fáceis para os lobisomens, perecendo.

Seis parentes e cinco mortos-vivos ficaram para tras, sendo alvejados pelos meteoros e ficando entre feridos e incapacitados. Os mortos-vivos, além de se ferirem menos, ainda continavam não demonstrando qualquer dor ou limitação pelo dano, o que fazia deles plenos competidores para o próximo grupo a entrar no palácio.

Rolagens:
ALAIN
Meteoro rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 2 1 7 2 9 9 2 5 
Meteoro obteve 3 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)
Alain rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 10 para Absorver Dano e obteve: 4 1 10 7 6 1 2 
Alain obteve 1 sucesso! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)
Dano Alain: Machucado.

VOLG
Meteoro rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 5 4 9 9 5 4 5 9 
Meteoro obteve 3 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)
Volg rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 10 para Absorver Dano e obteve: 1 8 1 10 4 10 2 
Volg obteve 2 sucessos! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)
Dano Volg; Escoriado.

A tática de Alain de abaixar-se para reduzir os danos dos meteoros, que atingiam primeiro os mortos-vivos mostrou-se eficaz e reduziu os ferimentos dos garous. Ainda assim, garous como Raivo, o senhor das sombras e Vikentia estavam preocupantemente feridos (feridos gravamente e espancada).

Leyda não esperou pela entrada dos reféns. Vendo que seu amigo Ahmed estava caído à beira da morte não muito distante deles, correu até ele e se lançou sobre seu corpo, sofrendo o impacto de um meteoro e se ferindo gravemente. Foi atirada longe quando o ahroun ergueu-se em frenesi. Apesar de destroçado, Ahmed começou a andar como um zumbi enfurecido em direção ao palácio. Seu instinto bestial só lhe dizia que tinha que entrar para sobreviver.


Off:
1- Em vez de fazer rolagens para suas mordidas, usei-as para aumentar a dificuldade dos testes para os mortos-vivos passarem. Também diminuí os dados de dano dos meteoros que atingiram vocês para 8 em vez de 10, por estarem parcialmente protegidos pelos mortos-vivos.

2 -Resumo: para o próximo turno estão tentando entrar no palácio: seis parentes (1 ferido, 1 ferido gravemente, 1 espancado, 2 aleijados e 1 incapacitado); cinco mortos-vivos; Igor (escoriado), Raivo (ferido gravemente); Vitaly (ferido); Vuk (ferido); Senhor das Sombras (ferido gravemente); Alain (machucado); Volg (escoriado); Vikentia (espancada); além de Ahmed (espancado e em frenesi) e Leyda (ferida gravemente), se conseguirem chegar até a porta do palácio). Lembrando que a capacidade da porta é de 8 em crinos ou 4x esse número de parentes ou mortos-vivos. Os meteoros continuam caindo. Bem-vindos às decisões de um hospital de guerra.

Virgínia - Post Anterior:

- Tá bom, qual dos dois vai me dizer para onde foram os outros sobreviventes? Vocês têm um minuto antes de eu resolver ir atrás do Triunfo de Gaia e deixar só seus corpos mortos pra trás. Alguém tem alguma coisa a dizer?


- Sim, idiota! Como vou saber para onde eles foram se eu estava aqui fora com você! – esbravejou o parente que cuspira nela.

O outro, o que Alain havia trazido amarrado, foi mais comedido. Esperou a reação de Virgínia frente ao companheiro e depois falou calmamente:

- Seu amigo me deu sua palavra de que pouparia minha vida se a informação que passei a ele estivesse correta. E está. A menos que ele faça alguma tolice sobre a qual não tenho controle, vai achar a moça e voltar. Então se você me matar agora, mesmo eu tendo cumprido minha parte no acordo, você estará sendo injusta e fará de seu amigo um mentiroso. Não que isso seja ruim, é claro. Se minha morte servir para incluir essa pequena, como você gostam de dizer, “corrupção” em seus “curriculum”, já terá servido de algo. Mas eu não sou herói, eu prefiro viver. Eu tampouco sei aonde os sobreviventes foram mas eu estava na sala quando fugiram e tenho um palpite. Uma idéia que você também teria, se usasse a cabeça para algo mais que sustentar os dentes – veja como estou sendo honesto! Mas eu sei que você não vai chegar a essa conclusão sozinha, então acho que podemos fazer um trato nós também. Eu lhe direi onde acho que pode encontrar alguns deles e você me dá sua palabra de que me libertará imediatamente após matá-los, sem que eu tenha que passar por ritual nenhum. O que acha? E pense rápido, pois eles não ficarão o tempo todo lá…

Yuri:
Escurecia quando o navio chegou ao desembarque. Yuri pode ver a lua cheia surgindo entre as nuvens e sentiu toda sua fúria ser recarregada.

Então o navio lançou sua amarra em direção à doca. Um marinheiro a apanhou no ar e amarrou ao poste. Tinha um uniforme antigo da marinha russa.

Era a hora da venda de peixe no atacado. Um velho carregava uma cesta com ouriços em uma carriolinha. Yuri sentiu que o conhecia. Quando virou-se parecia um velho pescador que vivia em sua aldeia, já falecido. Um homem acocorado no solo, tinha a cabeça coberta por uma manta. A forma franzinha de seu corpo pareceu-lhe conhecido mas algo em Yuri o fez desviar o olhar.

A cidade também lhe parecia vagamente familiar mas quando Yuri tentava identificá-la em sua memória, a semelhança evanescia, como uma palavra que está na ponta da língua e desaparece.

Uma verdureira com um lenço na cabeça pesava couves em uma balança de mão e, em seguida, a colocava em uma cesta pendurada de uma cordinha que uma jovem baixava desde seu balcão. A moça parecia uma vizinha de sua família, que enlouqueceu de amor e se matou. Quando a verdureira ergueu a cabeça, Yuri reconheceu a babushka que aparecia em uma foto de infância de sua avô.

Os estivadores subiam as escadas do porto em fila, encurvados debaixo de garrafões e barris. As caras estavam ocultas por sacos usados de capuz. Yuri teve a sensação de que se eles as levantasse ele os reconheceria. O pensamento lhe causou impaciência e um certo medo. Não conseguia desgrudar os olhos deles.

Cada vez que percorria com o olhar a multidão que enchia aquelas ruazinhas, se via assaltado por caras inesperadas que reapareciam de longe e que o miravam, como para que ele as reconhecera ou tentando reconhecê-lo, ou como se o tivessem reconhecido.

Yuri sentiu que recordava a elas também alguém já morto. Acabara de chegar à cidade e já era como um deles, confundido entre aquele flutuar de olhos, rugas e caretas.

Todos:
Quando as nuvens da tempestade começaram a espalhar-se no céu escuro, revelou-se a lua cheia. Todos sentiram a fúria renovar-se dentro de si. Os ahrouns urraram, sentindo-se reabastecidos. E talvez isso não fosse um bom sinal…

off:
Fúria reabastecida até o limite de pontos permanentes para todos. Shaíra tem dois pontos excedentes. Conforme o desenrolar da cena na porta do palácio, posso fazer testes de fúria. Não esqueçam de interpretar o efeito da lua.


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Qui 8 Dez 2016 - 5:25

Alaín viu os garous se organizarem rapidamente sob suas instruções, formando uma via de escape quase perfeita. Mas ainda haveria baixas, inevitáveis naquelas condições. Alguns parentes morreram pisoteados, mas alguns mortos-vivos também, o que era bom, mas os garous também estavam sendo bombardeados pelos meteoros. Um deles atingiu Alaín de raspão, e o fogo no braço queimou e ardeu, fazendo o phillodox trincar os dentes enquanto tentava limpar a mente da dor para pensar com clareza na situação.

"Seis parentes, tem espaço mais que suficiente para todos, mas alguns estão tão feridos que talvez não cheguem à porta. Cinco mortos-vivos, esses tem que ser impedidos. Ainda tenho que perseguir os mortos-vivos que entraram, não posso abrir a passagem secreta enquanto eles estiverem lá. Os garous agora são a prioridade. Ahmed está em frenesi, é melhor abrir caminho para ele. Leyda, idiota, tem que voltar logo pra dentro. Vikentia está bem mal também. Vamos abrir caminho primeiro e deixar pra resgatar garous feridos depois.

Alaín viu a tempestade ceder espaço para Luna no céu, e a Fúria percorreu suas veias, impulsionando com instintos primais cada movimento friamente calculado.

Aproveitando sua posição e mantendo -se abaixado, ele agarrou as pernas do morto-vivo mais próximo é usou-o como um bastão para golpear os outros, derrubando-os ou arremessando-os para longe.

Depois que os mortos-vivos se acabassem, ele analisaria quem ainda precisasse de ajuda. Suas prioridades eram Leyda e Vikentia, mas qualquer garou ainda vivo mereceria um resgate.

{Turno 1: 1 ponto de Força de vontade para agarrar com sucesso automático e 1 ponto de Fúria para ataques adicionais para golpear outros mortos-vivos

Turno 2 ou assim que acabarem os mortos-vivos: 1 ponto de Fúria para duas ações (chegar até o garou que mais precisar de resgate e voltar, + 1 ponto se for necessário esquivar de algum meteoro. Se precisar esquivar, gasto 1 de Força de vontade para sucesso automático.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Qui 8 Dez 2016 - 5:50

- A maior parte deles eram míseros humanos. – disse Nithar balançando tristemente a cabeça – Não pertenciam à sociedade garou. Heróis de outrora e Corruptora não significam nada para eles. Só sabem que foram mortos injustamente.

- São inteligentes e estão obsecados, majestade. Não irão colaborar. – concluiu Mordvin.

- Então só há um jeito de salvar essa matilha. – disse o rei. Em seguida saltou, em crinos, sobre os presas de prata caídos abaixo, estendendo-se no chão. Imediatamente os mortos-vivos lançaram-se sobre ele, atacando-o a pontapés e socos mas formando uma certa cobertura contra os meteoritos. Alguns dos mortos já estavam bem feridos mas continuavam lutando sem sentir dor, da maneira como os garous já tinham visto.

Foi então que Klauss viu Nithar literalmente derreter no chão. Seu corpo formou uma poça de uma espécie de plasma negro e inerte. Mordvin não pode ou não se importou em impedi-lo e tampouco tomou qualquer atitude posterior, além de observar o rei sendo atacado. Jackal igualmente limitou-se a encostar em uma parede, indiferente.

Abaixo a luta seguia encarniçada, sob o castigo dos elementos. Tudo o que se podia ver eram mortos-vivos quase ocultando garous que só se defendiam, enquanto os meteoros continuavam a cair sobre seus entorpecidos algozes.

*Abro a mão esquerda e olho o tufo de pelos de Nithar ainda nela, olho para Mordvine para o garoto encostado na parece, e fico com o tufo na mão.*
(Ativo o dom Armadura de luna Off torcendo por muitos sucessos
Spoiler:
Armadura da Luna (Nível Dois). O Garou invoca a bênção de Luna para deter quaisquer ataques direcionados a ele. O Dom é ensinado por um Luna.

Sistema: Gasta um ponto de Gnose e testa Vigor 8(em crinos) + Sobrevivência 5 (dificuldade 6). Cada sucesso possibilita ao Garou acrescentar um ponto ao seu Vigor para o propósito de absorver danos (incluindo os causados por prata).
)

--Que o Grande Fenris me de a força necessária.

*Salto atrás do rei e começo a bater em todos os mortos vivos que encontrar pelo caminho.*

Ação
Contando que Resistência a dor ainda está ativo e após ativar o dom armadura de luna gasto 4 pontos de fúria para ir até o mais longe possível combatendo mortos vivos tentando evitar os meteoros pegando os feridos que ainda tem chance de sobreviver, em seguida gasto os outros 4 pontos de fúria voltando para o castelo carregando os feridos, deixando a klaive guardada para não atrair nenhum raio, e mantendo o punho esquerdo fechado com o tufo de pelos golpeando sempre com a mão direita, chegando na entrada do castelo, literalmente atropelo os mortos vivos

Quando as nuvens da tempestade começaram a espalhar-se no céu escuro, revelou-se a lua cheia. Todos sentiram a fúria renovar-se dentro de si. Os ahrouns urraram, sentindo-se reabastecidos. E talvez isso não fosse um bom sinal…

*Olho para Luna, a fúria toma conta de mim, Mordvin deixou que Nithar fugisse, o garoto não fez absolutamente nada, o rei estava se sacrificando pelo bem dos demais... o rei... respiro fundo buscando me controlar novamente (gasto de força de vontade) e avanço para onde o rei estava tirando os mortos vivos de cima dele e arremessando para longe.*

Ação 2
Gasto de 4 pontos em fúria para tirar os mortos vivos de cima do rei arremessando-os para longe.





Citação
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Qui 8 Dez 2016 - 7:23

Ajudando Alain, Volg viu que estava dando certo.
Um meteoro passou de raspão e o machucou um pouco, teve  sorte e a ajuda dos mortos para  o meteoro não o acertar em cheio, ainda assim a dor e o pelo queimado só o fizeram ficar com mais vontade de lutar.


Quando as nuvens da tempestade começaram a espalhar-se no céu escuro, revelou-se a lua cheia. Todos sentiram a fúria renovar-se dentro de si. Os ahrouns urraram, sentindo-se reabastecidos. E talvez isso não fosse um bom sinal…

Quando a lua apareceu Volg sentiu sua fúria ser renovada e sentia isso em seu próprio corpo, suas forças voltando, uma vontade de matar e lutar que só sentira na noite da primeira transformação.(Não sei se preciso, mas se precisar gasto um 1 ponto de força de vontade para não entrar em frenesi.)

Ainda agaichado, continuou indo pra cima dos zumbis que tentam entrar no palacio, mordendo e arrancando suas pernas para incapacita-los de andar e os meteoros acabarem o serviço.Fico esperto e atento aos garous que estão descontrolados, estes querem entrar no palacio de qualquer jeito.
Quando acabasse de limpar a entrada para todos poderem entrar, iria ajudar a buscar os incapacitados e of feridos.
Se precisar gasto 2 pontos de força de vontade para sucessos automaticos para deviar dos meteoros.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Sex 9 Dez 2016 - 5:50

Shaíra era carregada por Chase, ainda sentia as dores por ter deixado Ahmed para atrás... sua fúria se somava à sua dor... O som do combate, os gritos de medo e fúria dos garou a enchiam de vontade de lutar, ela queria estar ali com o seu povo e até mesmo morrer ao lado deles... sendo uma verdadeira guerreira de Gaia... mas sua condição a impedia
-- Chase... eu quero lutar... quero vingar o Ahmed... ele... ele... é importante... para mim

Shaíra via os outros garous voltando da Umbra e procurava por Agai e Glinka... sem sucesso... ela gritava por eles para os garous recém chegados, temia que eles também tivessem perecidos no combate... ela não aguentaria mais uma perda...
-- Onde estão o Agai e Glinka... me digam!,,, Onde eles estão?!

Shaíra olhava nervosa para todos os cantos como se esperasse que eles aparecessem do nada... ela esperava ansiosa pela resposta deles.... quando via alguns parentes serem pisoteados na sua frente, Nadira estava com raiva e medo... imagens da guerra da Primavera Árabe viam em sua mente...ela começava a gritar pedindo para que lhe dessem um arco..mesmo sem poder andar ela protegeria os feridos a todo custo.
--- DEI-ME UM ARCO! EU FAREI O QUE PUDER PARA MANTÊ-LOS AFASTADOS!... LUTAREI COM A MINHA VIDA... COMO UMA GUERREIRA DE GAIA! NÃO ME DEIXEM PARADA OLHANDO MEUS IRMÃOS E IRMÃS CAÍREM...

Quando as nuvens da tempestade começaram a espalhar-se no céu escuro, revelou-se a lua cheia. Todos sentiram a fúria renovar-se dentro de si. Os ahrouns urraram, sentindo-se reabastecidos. E talvez isso não fosse um bom sinal…

A visão de Luna no céu era algo lindo, porém somente fazia a fúria de Shaíra crescer ela sentia...queria a luta e Gaia estava lhe dando a chance de fazer o que is garou sabem fazer.. matar. Render-se à fúria era tentador... mas ao olhar os parentes ali temerosos por suas vidas... sentia que não poderia render-se aquilo... não queria causar mais problemas do que eles já tinham... Shaira tinha que se concentrar e buscar o ponto de equilíbrio que Agai lhe ensinara... ela suspirava fundo tentando conter o impulso assassino em seu coração e mente " Agora não é o momento Gaia..."
-------------------------
Gasto o meu FdV filho único para conter o frenesi....


----------------------------------------
Ação/Narrativa
Pensamento/Off
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Garras de Sangue em Sex 9 Dez 2016 - 11:23

assisto ao teatrinho de Cria e do rei com cara de desânimo, era óbvio que não daria certo, afinal de contas os espíritos reencarnados iriam sentir quando o rei fosse morto, a cena a seguir é quase surreal com o rei saltando para a morte certa sendo seguido pelo cria, uma sensação de que eu deveria fazer algo toma conta de meu corpo, saio da parede e me aproximo da beirada da sacada e observo o caos, mesmo sabendo que Mordvin talvez não desse importância ao meu comentário.

-- Ouvi histórias sobre os peregrinos trazerem os mortos a vida para realizar algumas tarefas, mas.nunca imaginei que seria tão espetacular.

Observo Luna srugindo por trás das nuvens e sinto a ira brotar em meu ser, aquilo era novo e estranho a vontade de seder a essa sede era tentador, mas essa não era minha guerra, Nithar não precisou de minha ajuda para fugir, caso Mordvin me pedisse algo atenderia.

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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Zayrus em Sex 9 Dez 2016 - 17:18

Por mais que não houvesse demorado tanto, a viagem me despertou bastante impaciência. Eu queria simplesmente forçar minha saída dali, encontrar uma fresta pela qual eu pudesse deslizar de volta para o mundo físico, ocupar meu posto no campo de batalha... agora a frustração era tão grande que eu mal podia lembrar da figura do forasteiro, a ânsia por sua morte passara a ser não mais do que uma memória vaga de um desejo deixado para trás. Eu só queria poder continuar lutando. Esse sentimento de impotência já era, por si só, frustrante, mas o que mais me incomodava era uma estranha sensação de atemporalidade, ou algo parecido. Sentia que o tempo corria em um ritmo diferente baliza ali. E, por mais que eu esperasse que fosse em um ritmo acelerado, tinha quase certeza do contrário. Olhei para os céus, Luna contemplava ao mundo com sua forma plena, e senti a Fúria reverberar pelo meu corpo. Inspirei profundamente, sentindo o vigor da noite encher meus pulmões. Mesmo que por um instante, me senti tão vivo quanto durante o ápice de qualquer batalha.

Ao finalmente chegar em meu destino, procurei desembarcar apressadamente. Ao me deparar com o novo cenário, no entanto, me dei conta de que eu estava totalmente perdido. Não fazia ideia de como havia parado ali, tampouco do que teria de fazer para conseguir ir embora. Comecei a caminhar pelas ruas do lugar, me habituando ao novo cenário enquanto tentava formar na mente algum plano para ir embora. Desisti de o fazer após perceber que não chegaria a lugar algum daquela forma.

Tendo finalmente aceitado minha condição, passei a enxergar o local com outros olhos. Sentia um ar de familiaridade em cada esquina, algo próximo até mesmo da nostalgia. A visão de rostos conhecidos, o cheiro de aromas de um passado que parecia perdido... eu já não tinha tanta certeza se não sabia onde estava. Comecei a fazer algumas suposições, talvez aquilo tivesse algo a ver com meu sangue. Sem ter muito o que perder, e ainda confuso, decidi abordar a primeira pessoa que encontrasse e perguntar:
-Perdoe-me o incômodo, mas pode me dizer que lugar é esse? Sou um forasteiro e estou me sentindo um pouco perdido.-
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Natalie em Sab 10 Dez 2016 - 14:53


- Sim, idiota! Como vou saber para onde eles foram se eu estava aqui fora com você! – esbravejou o parente que cuspira nela.

-Se voce nao sabe nada e nem se arrepende,entao voce é inutil.

Virginia abriu a garganta dele com as garras e largou o cadaver no chao. Emcarou o outro que o Triunfo de Gaia tinha deixado ali.

-Como todos os humanos, você fala demais. Ações valem mais do que palavras. Eu nao sei nem me interessa o acordo que voce fez com o presa de prata, nao significa nada pra mim. Nao vou libertar voce de jeito nenhum e ainda estou pensando porque deveria deixa-lo vivo. Tem alguma boa razão pra me dar? É sua ultima chance antes de eu desistir de ser boazinha.

A Lua cheia estava deixando Aurora da esperanca cada vez mais irritada, nada daquilo estava saindo como ela tinha pensado. Se aquele parente continuasse tentando chantagens, ela ia cortar a cabeca dele e procurar um lugar onde pudesse ser util.


*Ações*
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Seg 12 Dez 2016 - 14:55

Klauss:
modificadores:
Dano morto vivo: 3 níveis, sem penalidades.


*Abro a mão esquerda e olho o tufo de pelos de Nithar ainda nela, olho para Mordvine para o garoto encostado na parece, e fico com o tufo na mão.*
(Ativo o dom Armadura de luna Off torcendo por muitos sucessos)


Rolagem:
Klauss rolou 13 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Armadura de Luna e obteve: 9 4 7 8 8 7 8 3 4 2 10 1 10 
Klauss obteve 7 sucessos!


--Que o Grande Fenris me de a força necessária.


Rolagem:
Meteorito rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 4 7 6 8 6 7 9 8 3 6 
Meteorito obteve 8 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)
Klauss rolou 15 dados de 10 lados com dificuldade 9 para Absorver Dano e obteve: 1 4 1 1 2 1 10 9 1 5 5 1 2 4 8 
Klauss obteve 2 sucessos! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)
Dano Klauss: Espancado – 2

Klauss mal havia saltado para o campo de batalhas quando um meteoro caiu em sua cabeça. Graças à proteção conferida pelo dom e ao couro duro dos crias de fenris ele não se feriu tanto. Poderia ser pior mas, ainda assim, sua cabeça sangrava e, ao toque, os ossos do crânio se sentiam partidos sob a pele, como se sua cabeça fosse um ovo de páscoa quebrado dentro da embalagem. O dom resistência à dor impedia que isso o afetasse, felizmente.


*Salto atrás do rei e começo a bater em todos os mortos vivos que encontrar pelo caminho.*


Rolagem:
Klauss rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Ataque com Garras e obteve: 8 5 5 4 1 1 9 10 9 5 
Klauss obteve 2 sucessos!
Klauss rolou 1 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Especialização e obteve: 1
Total: 2 sucessos.

Morto rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Esquivar e obteve: 1 6 3 2 5 9 10 
Morto obteve 2 sucessos!

Klauss rolou 11 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 9 3 3 9 10 5 2 10 3 9 4 
Klauss obteve 5 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

Morto rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Absorver Dano e obteve: 1 7 4 9 4 8 3 
Morto obteve 3 sucessos! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)

Dano Morto:  2 níveis, Machucado -1

O ataque de Klauss não foi tão brilhante assim, o morto-vivo por pouco não se esquiva. Mas, ao menos conseguiu deixá-lo machucado.

Klauss pensou em mobilizar sua fúria mas seu corpo ainda estava sob o efeito da energia espiritual necessária para ativar o dom e não correspondeu e a dose extra de energia não chegou. O morto-vivo, por outro lado, extraiu mais forças de sua determinação e atacou, sem que Klauss pudesse defender-ser.

Rolagens - ações extras morto-vivo:
1) Morto rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Soco e obteve: 10 1 8 6 5 8 9 
Morto obteve 4 sucessos!
Morto rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 5 8 3 7 10 10 1 8
Morto obteve 5 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)
Klauss rolou 15 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Absorver Dano e obteve: 6 7 5 9 10 8 9 4 2 3 2 9 1 2 9 
Morto obteve 8 sucessos! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)

2) Morto rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Soco e obteve: 8 9 9 3 4 2 5 
Morto obteve 3 sucessos!
Morto rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 10 8 3 9 9 3 3
Morto obteve 4 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)
Klauss rolou 15 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Absorver Danol e obteve: 6 1 9 2 3 3 3 1 5 2 5 10 3 8 1 
Klauss obteve 3 sucessos! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)
Dano acumulado de Klauss: Aleijado -5

3) Morto rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Soco e obteve: 10 3 3 4 8 8 8 
Morto obteve 4 sucessos!
Morto rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 1 3 4 4 2 6 1 7
Morto obteve 2 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)
Klauss rolou 15 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Absorver Dano e obteve: 5 9 5 3 4 8 6 7 1 1 4 8 3 9 10 
Morto obteve 7 sucessos! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)

Klauss absorveu os golpes com grande resistência mas um deles piorou bastante seu estado. Klauss não sentia dor e isso não o impediria de seguir atacando mas seu corpo estava castigado a um nível que começava a tornar-se perigoso.

O morto-vivo arfava diante dele, preparando um novo ataque quando foi atingido por um meteorito.
Rolagem:

Meteorito rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 10 8 10 8 1 8 1 10 4 10 
Meteorito obteve 7 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)
Morto 5 rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 10 para Absorver Dano e obteve: 2 8 7 9 4 5 6 
Que pena, Morto não obteve sucesso! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)
Dano Acumulado: 10 níveis – incapacitado

A sorte finalmente sorriu para Klauss. Somando-se ao dano já recebido pelo morto, o dano causado pelo meteoro foi suficiente para deixá-lo em frangalhos no chão e fora de combate.

Ao redor de Klauss a luta continuava intensa.

O rei havia sido atingido por um meteoro ao mesmo tempo que Klauss, machucando-se um pouco. Havia conseguido apenas escoriar o adversário mas, do mesmo modo que Klauss, foi ajudado por um meteorito que acertou o morto-vivo, que já estava bem danificado anteriormente e caiu sem conseguir continuar lutando. O rei mobilizou sua fúria e atacou outro morto-vivo próximo a ele. Novamente a combinação de dano prévio, feridas por meteorito e combate destroçou o morto-vivo. O rei olhou em volta buscando um novo adversário e decidiu ir ajudar Lorde Efim.

Lorde Efim estava ferido gravemente quando um novo meteoro o atingiu. Felizmente o corpo do morto-vivo com que lutava serviu de proteção parcial e ele  pode absorver o dano, evitando piorar sua condição. Simultaneamente, o morto-vivo foi alvejado e não teve a mesma sorte, ficando bastante danificado. Em uma luta cheia de reviravoltas, onde a fúria do garou enfrentou a força de vontade do morto-vivo, Lorde Efim acabou ficando incapacitado. Por sorte, absorveu o golpe dado pelo morto-vivo quando ele já estava incapacitado no chão.

Oleg tinha se juntado à luta, conseguindo abater um dos mortos-vivos, sem ferir-se, graças à proteção de Armadura de Luna. Estava em boas condições de seguir lutando, embora já tivesse queimado parte de sua fúria.

Karol era outro que estava bem, graças ao Vigor da Rocha. Atingido por um meteorito não sofreu danos e ainda pode atacar um dos mortos-vivos na sequência. Também usou sua fúria contra a determinação do morto-vivo e foi ajudado por um meteoro que caiu no adversário, mas isso não foi suficiente para derrotá-lo. O cadáver estava bastante danificado mas ainda em condições de lutar.

Maksin estava em péssimas condições já de início mas conseguiu aparar o soco dado pelo morto-vivo que enfrentava. Em seguida, porém, recebeu o impacto de um meteorito em suas costas. O robusto lenhador, porém, conseguiu absorver este dano e continuou lutando furiosamente. De maneira heróica conseguiu desviar-se de todos os golpes do morto-vivo e teve a alegria de vê-lo cair, destroçado, quando um meteorito, finalmente, o atingiu. Espancado, Maksin mal teve tempo de respirar quando outro morto-vivo lançou-se sobre ele.

Dalebor estava protegido por Armadura de Luna mas ainda assim tinha sido ferido gravemente. O dom permitira que absorvesse o dano do primeiro golpe do cadáver. Em seguida o morto-vivo falhou feio e Dalebor conseguiu contraatacar com êxito, mobilizando sua fúria. Estava aplicando bons golpes quando um meteorito acertou-o sem causar dano. Dalebor continuou ferindo o morto-vivo até que um meteoro ajudou-o a terminar o serviço.

Fiodor reergueu-se em frenesi e poderia ter sido morto logo em seguida por um meteorito se não fosse a sorte deste cair sem força e ser aparado pelo morto-vivo que o atacava. O golpe serviu apenas para que ele se lança-se com fúria ao contra-ataque, Usando suas garras em vez da klaive, já havia conseguido neutralizar o adversário quando um meteoro caiu sobre este pondo fim à luta. Próximo a ele, outro meteorito deixava um morto-vivo semi-destruído. Fiodor atirou-se sobre ele e terminou de despedaçar o cadáver.

Os que haviam exterminado seus oponentes, então olharam para os céus. A força do dom lançado pelo forasteiro se esgotava e a chuva de meteoritos começava a parar.

Alain e Volg:
Modificadores:
Alain: machucado -1, Volg: escoriado, Ambos em crinos. Morto 1: machucado, sem penalidades. Morto 2: escoriado)

Em frente à porta do palácio ainda havia dez garous, seis parentes e cinco mortos-vivos tentando entrar. A maior parte deles estava bastante ferida.

Alain decidiu agarrar as pernas de um morto-vivo e usá-lo para golpear os demais.

rolagem:
Alain rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Agarrar perna e obteve: 4 1 5 1 1 5 8 2 
Alain obteve -2 negativo! + 1 sucesso autmático.

Apesar de todo seu empenho, Alain não teve êxito e o morto-vivo escoiceou-o como se fosse um animal selvagem.

Rolagem:
Morto 1 rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Chutar e obteve: 9 2 2 9 6 2 3
Morto 1 obteve 2 sucessos!

Morto 1 rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 1 10 5 6 4 1 4
Morto 1 obteve 2 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s) + 3 sucessos automáticos = 5

Alain rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Absorver Dano e obteve: 9 2 1 8 2 1 7
Alain obteve 3 sucessos! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)

Dano acumulado de Alain: ferido gravemente -2


Alain sentiu o chute como se explodisse sua cabeça. O impacto foi tão forte que quebrou alguns ossos do focinho, inundando suas narinas de sangue. A dor era grande e o sangue fazia-o espirrar dolorosamente.

Enquanto isso, Volg tentava incapacitar um dos cadáveres.

Rolagem:
Volg rolou 9 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Incapacitar e obteve: 3 2 2 2 3 5 9 2 6 
Volg obteve 1 sucesso!

Morto 2 rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Esquivar e obteve: 3 1 9 4 1 4 9
Que pena, Morto 2 não obteve sucesso!

Volg rolou 9 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 5 1 9 4 4 7 4 3 2 
Volg obteve 2 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

Morto 2 rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Absorver Dano e obteve: 2 1 7 9 6 2 1 
Morto obteve 3 sucessos! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)

Embora o dano não tenha sido grande, o morto-vivo desequilibrou-se e caiu no chão com os tendões partidos.

Os garous que estavam em melhor estado haviam se juntado a Alain e Volg para deter os mortos-vivos a fim de que  os mais garous e parentes mais feridos entrassem. Igor, Vitaly e Vuk lutavam contra os cadáveres que restavam.

Ao mesmo tempo, os meteoritos não deixavam de cair. Um deles atingiu Igor, deixando aleijado. Quase simultaneamente, outro meteorito atingiu o morto-vivo que lutava contra ele, fazendo um dano ainda pior. No entanto, ao contrário dos garous, os mortos-vivos não sentiam dor e tampouco se detinham até que fossem praticamente destruídos.

Vitali ativou o dom Bote Fatal mas não teve o êxito esperado. Seu pífio ataque com garras foi esquivado pelo morto-vivo que o combatia.

Ahmed conseguiu entrar rapidamente no palácio, movido pela energia insana do frenesi.

Mal havia entrado e uma rajada de meteoritos atingiu os parentes que mal podiam caminhar. Todos os três tombaram agonizantes.

Raivo tomou o que já estava incapacitado nos braços, por ser o mais leve deles, e cambaleou até o palácio. Em seguida entraram o Senhor das Sombras, Vikentia, os dois parentes que tinham condições de camihar e, finalmente Leyda, fazendo um esforço acima de suas forças para chegar até ali.

Off:
Quando o resultado da rolagem é negativo, eu considero que anula o sucesso automático. Não considerei as ações extras porque o resultado inicial foi diferente do que o Alexyus esperava e porque a ação é conjunta e o Milton não pediu ações extras, o que implicaria em ficar indefeso diante das ações dos mortos-vivos.

Shaíra:
Modiificadores:
Shaíra em hominídeo, sem danos.

Chase depositou Shaíra no chão do hall do palácio.

O local era uma confusão, feridos chegando, garous enfrentando mortos-vivos ou subindo correndo pelas escadarias, parentes chorando de dor e medo, cheiro de queimado e o som dos gritos e silvos de meteoritos vindos de fora.


-- Chase… eu quero lutar... quero vingar o Ahmed... ele... ele... é importante... para mim


Chase olhou profundamente nos olhos de Shaíra mas não disse nada.

- Sim, acho que teremos que fazer alguma coisa a respeito… - falou uns segundos depois, olhando para a luta que se desenrolava lá fora.


Shaíra via os outros garous voltando da Umbra e procurava por Agai e Glinka... sem sucesso... ela gritava por eles para os garous recém chegados, temia que eles também tivessem perecidos no combate... ela não aguentaria mais uma perda...
-- Onde estão o Agai e Glinka... me digam!,,, Onde eles estão?!


- Vi quando atravessaram a película. – disse Ieraks atrás dela – Temo que se perderam pelo caminho, o que não seria nada bom neste lugar… São minha matilha, se não voltarem formarei um grupo para resgatá-los na Umbra… talvez na Umbra Negra. Mas agora temos que vencer esta luta aqui.

Dizendo isso, Ieraks se juntou à luta contra mortos-vivos. Embora mantivesse a fleugma de philodox, era evidente sua preocupação.


(…) estava com raiva e medo... imagens da guerra da Primavera Árabe viam em sua mente...ela começava a gritar pedindo para que lhe dessem um arco..mesmo sem poder andar ela protegeria os feridos a todo custo.
--- DEI-ME UM ARCO! EU FAREI O QUE PUDER PARA MANTÊ-LOS AFASTADOS!... LUTAREI COM A MINHA VIDA... COMO UMA GUERREIRA DE GAIA! NÃO ME DEIXEM PARADA OLHANDO MEUS IRMÃOS E IRMÃS CAÍREM...


Então um grupo de garous e parentes entrou violentamente no palácio. Na frente vinha Ahmed, muito ferido e com um olhar de fúria insana. Shaíra entendeu que estava em frenesi. Em vez do homem gentil que ela conhecera, mostrava o lado mais animalesco e assustador que todo lobisomem traz dentro de si. Seu pelo negro e curto luzia acompanhando os músculos exaltados, as orelhas pontudas pareciam diabólicas, os dentes afiados estavam à mostra e a lua cheia parecia refletida em seu olhar mesmo dentro do palácio.

Mas não durou muito, porém. Uma vez em segurança, longe dos mortos-vivos e meteoritos, o estímulo para sua loucura cessou e Ahmed tombou no piso do palácio, desmaiado.

Chase aproximou-se do crinos, observando-o. Em seguida, olhou ao redor, avaliando a situação e, finalmente, disse:

- Ele se recupera sozinho, está seguro aqui. Mas temos que fazer algo pelos outros.

Fora do palácio, cinco garous lutavam com os mortos-vivos para que os demais pudessem escapar para o palácio. Entre eles estavam Alain e o filhote Volg.

Chase fez surgir o arco-fetiche em suas mãos e caminhou para Shaíra.

- Vou curar os feridos e pôr nossos guerreiros de novo em pé. Se for preciso, vou sair e curar os caídos no campo de batalha e, então, você terá que me dar cobertura. Mas por enquanto, já pode ir matando uns mortos-vivos com meu arco.

Shaíra tomou a arma nas mãos. Era um arco longo e moderno, com mira e junto com ele vinha um alforje em que ainda restavam cinco flechas de prata e uma normal, pouco mais de uma para cada morto-vivo, se ela não errasse.

- Suba até o balcão e atire uma flecha em direção à Luna, fazendo-lhe uma prece (um ponto de gnose). Se você conseguir se harmonizar com o fetiche (teste de gnose, dif. 7), o arco estará sintonizado a você até que o solte. Sinta Luna quando atirar (teste de gnose, dif. 4) e ele ajudará sua pontaria (cada dois sucessos no teste darão um dado a mais para o teste de arqueirismo). As flechas também são mais afiadas que o normal (6 dados de dano) mas tome cuidado, pois elas são de prata. Nada de fogo amigo, heim!

Chase sorriu com confiança para Shaíra.

- Agora vá e ajude os heróis lá fora!

Jackal:

-- Ouvi histórias sobre os peregrinos trazerem os mortos a vida para realizar algumas tarefas, mas.nunca imaginei que seria tão espetacular.


Morvin estreitou os olhos e observou Jackal por uns instantes, sem responder ao comentário, porém. Depois disse:

- Você é um deles não é mesmo? Chegou ao mesmo tempo que eles e não está se envolvendo na luta. No entanto, não escapou como o impuro. Se essa é uma estratégia para fingir que não tem nada a ver com eles, eu lhe advirto que não vai funcionar. Os presas de prata não costumam ser tolerantes com omissões e a boa vontade em um conselho de guerra diminui na mesma proporção de companheiros mortos em batalha.
Se eu fosse você, eu desapareceria daqui. Eu mesmo me vou. Isto não é um ataque da Wyrm, tudo o que esses esfarrapados querem é vingar-se de uma ação desastrada do rei. Meu acordo era ajudar na tomada de Vaki e eu não sou babá de ninguém, tampouco tenho porque lutar.


Mordvin abriu uma ponte de lua.

- Talvez você não esteja contente com seus companheiros de tribo, não é mesmo? Por isso não se foi com eles... Então, se quiser passar um tempo na minha seita, sempre precisamos de jovens por lá… Eu o convido.

O senhor das sombras se deteve um momento diante da abertura na película, esperando a resposta de Jackal.

Virgínia:
O temporal começava a passar. Virgínia e o parente amarrado estavam encharcados. O sangue do parente morto já deixava de jorrar e agora era só um fio de líquido vermelho escuro misturando-se à água da chuva.

No céu a bela chuva de meteoritos também terminava.

O homem amarrado definitivamente se havia intimidado com sua reação e palavras. Sua arrogância tinha ido embora e foi em um tom baixo e cansado que ele falou.

- Dentro da  casa, obviamente. Eles estão feridos, não poderiam ir muito longe a tendência natural seria tentar se esconder na própria casa. Mas com o tempo que passou é possível que já não estejam lá. Se não estiverem, ou se não estiverem todos, há um outro lugar para onde talvez fossem. Mas este fica de garantia de que você não me mate até seu amigo chegar. Eu fiz um acordo com ele, ele deve cumpri-lo. Tenho informações e posso ajudar bastante vocês, só que eu quero viver. Não estrague tudo por não confiar em humanos.

Yuri:

-Perdoe-me o incômodo, mas pode me dizer que lugar é esse? Sou um forasteiro e estou me sentindo um pouco perdido.


- Shhhh…. Fale baixo! – disse o homem -  Se sabem que está “fresco” alguém vai te escravizar! Se bem que… quase sempre é o melhor. A liberdade aqui é só um perigo. Este lugar? Este lugar é Vaki!

De repente foi como se o mundo girasse em um turbilhão. Yuri percebeu que a familiaridade que sentia era por reconhecer vagamente as ruas e lugares destruídos pelos quais passara rapidamente em Vaki, refeitos neste lugar. Como uma ilusão de ótica que uma vez revelada, já não se consegue enxergar, toda a nostalgia se foi, as caras conhecidas desapareceram e Yuri se viu diante de uma paisagem noturna e lúgubre somente.

- Esta é a Vaki real. A do outro lado da Mortalha. A mais habitada. Aquela em que todos estão amarrados às suas verdades! – riu o homem baixinho.

Mas, do mesmo modo que a perda de sua inocência fez Yuri reconhecer Vaki, a cidade também reconheceu a natureza vivente de Yuri. Um grupo de pessoas lentamente começou a cercá-lo. O homem com que falava afastou-se assustado e Yuri se viu sozinho diante de um grupo de aparições.


Off:
Zayrus, ainda que com algumas liberdades, estou usando Aparição, o Limbo.

Todos: A tempestade finalmente cessara e a chuva de meteoritos também foi lentamente acabando.


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


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Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Qua 14 Dez 2016 - 17:08

Chase olhou profundamente nos olhos de Shaíra mas não disse nada.
- Sim, acho que teremos que fazer alguma coisa a respeito… - falou uns segundos depois, olhando para a luta que se desenrolava lá fora.

Shaíra mordia os lábios, sentia-se deixada de lado quando Chase a olhava sem dizer nada... porém as palavras dele a enchia de esperança... ela queria lutar... lutar por Gaia.. lutar por seus irmãos... lutar por Ahmed.
-- Sim Chase... Iremos resistir e lutar por nossos irmãos e irmãs!

- Vi quando atravessaram a película. – disse Ieraks atrás dela – Temo que se perderam pelo caminho, o que não seria nada bom neste lugar… São minha matilha, se não voltarem formarei um grupo para resgatá-los na Umbra… talvez na Umbra Negra. Mas agora temos que vencer esta luta aqui.
Dizendo isso, Ieraks se juntou à luta contra mortos-vivos. Embora mantivesse a fleugma de philodox, era evidente sua preocupação

Shaíra ao ver Ieraks se animava... porém as notícias dele não eram boas... eles haviam se perdido na Umbra... e isso era péssimo para os Peregrinos...
-- Eles...se perderam...Droga.. justo agora!... Ieraks... quando isso terminar... estarei feliz em ajudá-lo nas buscas.

Então um grupo de garous e parentes entrou violentamente no palácio. Na frente vinha Ahmed, muito ferido e com um olhar de fúria insana. Shaíra entendeu que estava em frenesi. Em vez do homem gentil que ela conhecera, mostrava o lado mais animalesco e assustador que todo lobisomem traz dentro de si. Seu pelo negro e curto luzia acompanhando os músculos exaltados, as orelhas pontudas pareciam diabólicas, os dentes afiados estavam à mostra e a lua cheia parecia refletida em seu olhar mesmo dentro do palácio.

Shaíra se espantava ao vê-lo... ela jurava que ele estava morto... seus olhos se enchiam de lágrimas, Ahmed estava vivo... ela nem notara a fúria ensandecida que o consumia... para ela ver Ahmed vivo era um presente, Shaíra gritava pelo nome dele... as palavras saíam meio que por impulso...
--- AHMED!!!!

Mas não durou muito, porém. Uma vez em segurança, longe dos mortos-vivos e meteoritos, o estímulo para sua loucura cessou e Ahmed tombou no piso do palácio, desmaiado.
Chase aproximou-se do crinos, observando-o. Em seguida, olhou ao redor, avaliando a situação e, finalmente, disse:
- Ele se recupera sozinho, está seguro aqui. Mas temos que fazer algo pelos outros.

Shaíra suspirava aliviada... ela andava até ele e lhe fazia um carinho no rosto dele, as lágrimas dela desciam em abundância... estava aliviada... ela rasgava um pedaço de sua roupa dedicada e amarrava na palma dele... queria que ele soubesse que ela estava bem... e que se importava com ele.
--- Fique.... bem....Ahmed....

Chase fez surgir o arco-fetiche em suas mãos e caminhou para Shaíra.
- Vou curar os feridos e pôr nossos guerreiros de novo em pé. Se for preciso, vou sair e curar os caídos no campo de batalha e, então, você terá que me dar cobertura. Mas por enquanto, já pode ir matando uns mortos-vivos com meu arco.
Shaíra tomou a arma nas mãos. Era um arco longo e moderno, com mira e junto com ele vinha um alforje em que ainda restavam cinco flechas de prata e uma normal, pouco mais de uma para cada morto-vivo, se ela não errasse.

Shaíra olhava admirada para a arma, nunca tivera a oportunidade de ver e sequer por as mãos em tal artefato, ela o empunhava com orgulho...Enquanto o escutava atentamente. Shaíra seguia exatamente as instruções de Chase, ela fazia uma prece silenciosa à Luna, ela tentava se harmonizar com o seu lado espiritual... sentindo o 'tempo' do qual Agai lhe ensinara. Shaíra corria até o balcão, enquanto ouvia as instruções de Chase.

- Suba até o balcão e atire uma flecha em direção à Luna, fazendo-lhe uma prece (um ponto de gnose). Se você conseguir se harmonizar com o fetiche (teste de gnose, dif. 7), o arco estará sintonizado a você até que o solte. Sinta Luna quando atirar (teste de gnose, dif. 4) e ele ajudará sua pontaria (cada dois sucessos no teste darão um dado a mais para o teste de arqueirismo). As flechas também são mais afiadas que o normal (6 dados de dano) mas tome cuidado, pois elas são de prata. Nada de fogo amigo, heim!

Chase sorriu com confiança para Shaíra.
- Agora vá e ajude os heróis lá fora!

Shaíra tomava posição, ela ficava ajoelhada atrás do parapeito com o arco em mãos, ela ficava atenta aos inimigos que porventura atacasse Chase
-- Eu cuidarei de você Chase....


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Sab 17 Dez 2016 - 10:26

Alaín sentiu a Fúria borbulhar dentro de si.

- Você se atreve a deixar seu túmulo para desafiar Triunfo-de-Gaia??? Vou mandá-lo gemendo de volta para o inferno de sombras que você foi condenado, seu verme miserável!!!

Nada estava mais longe da perfeição do que aquela batalha, e isso enfurecia o phillodox. Ele abraçou a dádiva de Luna sem medo, lançando-se ao combate sem temor, atacando com toda a ferocidade, seguindo seu instinto selvagem como nunca antes, lutando como os lobisomens de Gaia foram criados para fazer.

As presas do presa de prata abocanharam com força inédita, procurando morder e arregaçar qualquer parte do cadáver ambulante que atrevia-se a cruzar seu caminho.



{Gasto de 2 pontos de Fúria para duas ações extras, totalizando 3 mordidas, e 1 ponto de Força de Vontade para sucesso automático em pelo menos 1 ataque}
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Sab 17 Dez 2016 - 19:28

Volg viu que a tempestade cessara e a chuva de meteoros estava parando, um sentimento de alivio tomava seu corpo por causa disso.Ainda haviam zumbis na porta e muita gente ferida e morta, não sabia como ainda estava vivo, se era sorte ou habilidade, independente disso continuaria lutando até terminar, reunia forças em suas mandibulas e em suas garras para terminar o que começou, não havia tempo para pensar e refletir sobre tudo o que estava acontecendo, a unica coisa que teria que fazer naquele momento era lutar com todas as forças e não desistir.

Ataco o proximo zumbi, ainda abaixado, encravando as garras em sua perna e depois mordendo para aleijar e o meteoro acabar o serviço.
se não conseguir gasto 1 ponto de furia para atacar novamente.
Se precisar gasto 1 ponto de FV para sucesso automatico para desviar de meteoro.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Seg 19 Dez 2016 - 6:53

O rei havia sido atingido por um meteoro ao mesmo tempo que Klauss, machucando-se um pouco. Havia conseguido apenas escoriar o adversário mas, do mesmo modo que Klauss, foi ajudado por um meteorito que acertou o morto-vivo, que já estava bem danificado anteriormente e caiu sem conseguir continuar lutando. O rei mobilizou sua fúria e atacou outro morto-vivo próximo a ele. Novamente a combinação de dano prévio, feridas por meteorito e combate destroçou o morto-vivo. O rei olhou em volta buscando um novo adversário e decidiu ir ajudar Lorde Efim.

*Olho para o rei e aceno positivamente com a cabeça, deixando bem claro ao monarca que estaria próximo a ele mesmo que isso custasse minha vida, corro ao lado do rei, este vai até Lord Efim o auxiliando com o morto vivo enquanto Klauss corre até Maksin, agora queimando sua fúria e atacando o morto vivo até que este pare de se mexer.*

Ação
Gasto de 4 pontos de Fúria e atacando o morto vivo com as garras.

A tempestade finalmente cessara e a chuva de meteoritos também foi lentamente acabando.

*Somente agora Klauss buscava sentir como estava, nunca havia ficado ferido daquela maneira por oponentes que julgava inferiores, mas olhava ao redor e via a quantidade de garou mortos ou gravemente feridos dentre eles muitos cliath, e olha novamente ao redor procurando por Volg, ainda tinha muito o que ensinar ao cliath, continuo caminhando me aproximando do rei e abrindo a mão mostrando o tufo de pelos do fugitivo.*

-- Majestade, quando o senhor saltou para o combate o Peregrino fugiu, mas arranquei isso dele quando o levei para a sacada.



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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Garras de Sangue em Seg 19 Dez 2016 - 7:07

- Você é um deles não é mesmo? Chegou ao mesmo tempo que eles e não está se envolvendo na luta. No entanto, não escapou como o impuro. Se essa é uma estratégia para fingir que não tem nada a ver com eles, eu lhe advirto que não vai funcionar. Os presas de prata não costumam ser tolerantes com omissões e a boa vontade em um conselho de guerra diminui na mesma proporção de companheiros mortos em batalha.
Se eu fosse você, eu desapareceria daqui. Eu mesmo me vou. Isto não é um ataque da Wyrm, tudo o que esses esfarrapados querem é vingar-se de uma ação desastrada do rei. Meu acordo era ajudar na tomada de Vaki e eu não sou babá de ninguém, tampouco tenho porque lutar.

Olho para Mordvin.

-- Sim pertenço aos peregrinos silenciosos, mas não tenho nenhuma ligação com os fugitivos, apenas peguei carona com eles até aqui.

- Talvez você não esteja contente com seus companheiros de tribo, não é mesmo? Por isso não se foi com eles... Então, se quiser passar um tempo na minha seita, sempre precisamos de jovens por lá… Eu o convido.

Saio da parede e vou com Mordvin

-- Sei que indo praticamente assumiria que estou com eles e que tenho algo a ver com tudo o que aconteceu aqui, mas meu objetivo sempre foi sair daqui, então aceito sua oferta.

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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

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