ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Seg 1 Ago 2016 - 13:53

Alain - post anterior:
Max sorriu cortesmente à promessa de Alain enviar alguém para cozinhar com eles mas era evidente sua decepção. No entanto, quando Klauss se propôs a mostrar-lhe uma receita, a situação foi resolvida.

Lorcan ficou bastante satisfeito quando Alain disse que o acompanharia. Quando estavam a caminho da mesquita, comentou-lhe:

- Desculpe-me, mas vi que você também estava se concentrando quando Ahmed fez seu “discurso”. Ele não mentia, você deve ter percebido, mas isso não quer dizer que não devamos ficar de olho nele. Você sabe porque ele se ocultava com Leyda durante a outra missão? Porque ela lhe cortava os membros excedentes com sua labris assim que começavam a regenerar. Ahmed é um impuro que oculta sua deficiência e, não importa o que diga para justificar-se, isso é evadir-se do destino que Gaia planejou para ele. Esse teatrinho de que é um bom sujeito sofrendo preconceito pode comover as mulheres, que, ademais, costumam ficar bem derretidas por ele, mas a mim não me engana.

Chegaram à mesquita. Seguramente ocorrera uma conversa prévia, porque o próprio Vigia esperava-os para receber o chiminage prometido. Fizeram as apresentações. O Vigia era um africano maduro, de barba comprida e calvo chamado  Bes-por-Numim.

Lorcan entregou-lhe a caixa e o homem deu um assobio ao abri-la.

- Que maravilha… - sussurrou, erguendo os olhos para Lorcan – Posso perguntar como conseguiu-o?

- Tenho meus contatos… - respondeu Lorcan sem mencionar Leyda.

- Entendo. – disse o Vigia – É um fetiche valiosíssimo… Supera muito o que pediríamos pelo acesso ao caern. Seria desonesto de minha parte aceitá-lo…

- É que necessito pedir-lhes algo mais. – disse Lorcan - Tenho um problema… uma questão… não de todo pessoal, pois tem a ver com as atribuições de meu augúrio mas… não oficial. Extrapola os conhecimentos dos philodox. Necessito uma visão, Bes-por-Numim-rhya.

- Entendo. E seu amigo? – perguntou Bes-por-Numim olhando maliciosamente para Alain.

Lorcan pareceu surpreendido mas, com grande presença de espírito, acrescentou rapidamente.

- Sim. Ele também tem uma questão.

Alain era inteligente, sentiu que o sangue de mercador dos fianna não permitira que Lorcan deixasse passar a oportunidade de conseguir algo mais. Estava blefando mas, sem querer, acertara o alvo: Alain tinha mesmo um dilema. E talvez uma visão pudesse ajudá-lo… como também poderia confundi-lo ainda mais. Nunca se sabe.

O Vigia mirava-o inquisidoramente. Era um ragabash, sem dúvidas.

- Posso autorizar o acesso à Fonte das Visões para ambos, é claro. Basta que o jovenzinho confirme para mim. Triunfo de Gaia, você deseja ter uma visão também? Ao final ela deverá ser registrada por nosso arquivista, devo informar-lhe.


Hannah - post anterior:
Quando Hannah voltou para a sala, sentiu-se com sorte: ao menos Sboron já não estava lá. Os garotos mais velhos sentaram-se em um sofá, com livros e somente Ogashka e uma das meninas menores estavam a mesa. A mãe também tinha um livro e um caderno abertos e parecia ensinar-lhe uma lição. Até que era comovente:mamãe ogra ensinando sua ogrinha mais nova.

Hannah ouviu que a outra menina estava escovando os dentes. Era um bom momento. Ficou perto do móvel e, quando todos estavam distraídos, tentou o furto.

Rolagem:
Hannah rolou 5 (destreza + furtividade) dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 5 8 8 4 8 
Hannah obteve 3 sucessos!

Perfeito! Hannah conseguiu roubar a chave sem que ninguém visse.

Então voltou para a cozinha e lavou a louça, sabendo que seu estômago seria saciado.

***

Se Hannah pensava em tomar um bom banho, enganou-se. Não havia nada além de uma tina vazia no chão do que seria o banheiro e um balde com água para lavar as mãos. Uma espécie de banheiro químico ficava fora, um pouco afastado da casa. Fazia bastante frio à noite, assim que ela teria que se virar como pudesse para fazer seu asseio antes de se deitar.

Mais tarde foi à cozinha e, finalmente, teva acesso à dispensa. Ao menos a barriga não roncaria aquela noite.

***

No outro dia a despertaram muito cedo. Foi um momento bem ruim, dar-se conta de que não estivera sonhando e ainda estava naquela estranha realidade.

Viu que as meninas traziam água para banhar-se. Quando terminaram, o banheiro ficou todo molhado e o balde vazio ao lado da tina. Se quisesse tomar um banho, teria que buscar água, indicou-lhe “amavelmente” Ogashka. O poço não ficava longe, porém.

A aparência e o modo de vida daquele gente poderia fazer Hannah pensar que viajara no tempo e não apensa no espaço. Um calendário que ela viu na cozinha, porém, indicava que o ano era o mesmo. Os nomes dos meses e outras anotações estavam em cirílico, o alfabeto usado pelos russos. Ou ela estava na própria Rússia ou em algum país que também usasse o alfabeto. E isso em poucas horas de “caminhada” no túnel…

As coisas estranhas só se somavam.

Quando saiu da casa, deparou-se com a arrepiante imagem do lobo que assassinara sua mãe. Estava deitado tranquilo, como um grande cachorro negro. Seus olhos amarelos imediatamente fixaram-se em Hannah e estariam sobre ela todas as vezes que passasse por ele ao longo daquela manhã.

Ele a observava de um modo bem estranho. Era como se… esperasse… alguma coisa de Hannah.

A família não parecia afetar-se. Passava pelo lobo tranquilamente, em seus afazeres diários. Apenas os cachorros e demais animais se mantiveram bem longe do lobo, que, ao final da manhã, desapareceu em um caminho que perdia-se na estepe em direção às montanhas.

O garoto mais velho saíra bem cedo com as cabras e ovelhas. De Sboron, nem sinal.

Ogashka passou o dia atarefada demais para preocupar-se com Hannah. Fazia suas tarefas correndo e, em vários momentos, Hannah escutou um barulho de metal sendo raspado na pedra de moer que ficava fora da casa, atrás da cozinha. Mas não conseguiu ver o que a mulher fazia. As meninas e o menino mais novo alternavam suas brincadeiras com ficar olhando para Hannah e falando entre si - com risinhos e cochichos, no caso das meninas.

Em um dos cômodos, Hannah encontrou sua mochila quase vazia. A faca de caça, o canivete, o celular e o i-pod haviam desaparecido.

Quando a tarde começou a cair, Hannah descobriu porque. O garoto mais velho voltou com o rebanho, que guardou em um estábulo não muito longe da casa. Seria uma cena bucólica e até mesmo invejável, afinal, ele passava o dia inteiro longe daquela família, em total liberdade nos campos. Era um trabalho interessante… sobretudo para alguém que pretendesse fugir. E o garoto vinha com aspecto amistoso, até pareceria simpático, se não fosse pelo fato de estar usando seu i-pod!

Não precisou ser muito esperta para descobrir onde estava o celular: no quarto das meninas, aberto na pasta de fotos.

Que faria Hannah agora?


Virgínia - post anterior:
Leyda e Virgínia saíram depois dos peregrinos silenciosos. Iam em direção oposta à deles,  pois elas voltariam à Mesquita de Anfa.

Leyda tinha notado que Virgínia se atrapalhara até com o cardápio, assim que poupou a lupina de tagarelices. Caminhou a seu lado em um silêncio reconfortante e amistoso.

Alguém deveria haver visto as duas se aproximarem dos muros da mesquita, pois imediatamente uma porta se abriu. Elas entraram e um rapazinho bérbere informou-lhes que o theurge forasteiro já estava reunindo os garous para o ritual e pediu que o acompanhassem.

O theurge tinha uma cara esquisita e andrógina que lembrava a de um antigo eunuco mas seu cheiro e linguagem corporal, bem como qualquer dom que Virgínia usasse, indicavam que era confiável.

Repetiu a explicação dada por Leyda: tinha uma pregunta particularmente complexa para Ptha, o Abridor de Caminhos,  e sabia que o Incarna colocaria todo seu empenho no desafio, recorrendo a ajuda de outros espíritos do caern, se necessário. Assim que ele também se prepararia para enfrentá-lo com força extra.

- Necessito que nos unamos para o ritual de abertura do caern. Se alguns de vocês não possuem o ritual, eu o ensinarei de maneira intensiva, mais rápido do que poderiam aprender com qualquer ancião atarefado. Não pedirei nada em troca, a não ser que me ajudem no ritual de abertura do caern. Se falharmos vocês poderão sair feridos mas se conseguirmos, poderão orgulhar-se de ter ajudado a responder uma questão transcendental dos garous… tão logo eu resolva o enigma com que Ptha seguramente me responderá!

Os garous presentes riram. Ao todo eram cinco, contando Leyda, Virgínia e o theurge. A fúria negra olhou para Virgínia e disse:

- Eu vou aprender o ritual e participar; já enfrentei perigos piores. E você, Virgínia? Que fará?


Off:
1- No caso de você aceitar, a personagem fará duas rolagens. Uma de inteligencia + rituais (dificuldade 10 - inteligência) para aprender o ritual. Outra, junto com os demais garous (cujo poder total ela não conhece) para realizar o ritual de abertura do caern.
Em caso do ritual falhar, Virgínia poderá se ferir com a energia espiritual antagônica vinda dos espíritos, sendo que uma falha crítica implicará em ferimentos agravados. Em caso do ritual ser exitoso, ela ganhará 3 pontos de sabedoria. Mesmo se o ritual falhar, o ritual de abertura de caern que ela aprendeu entra na ficha.

2- Roda de Ptha é um elo de ligação entre as principais pontes de lua do mundo e tem várias outras particularidades que o tornam um ponto de encontro ideal para garous que vêm de lugares distantes e vão para um caern igualmente longínquo. Por isso que é o maior caern dos Peregrinos Silenciosos. Para mais detalhes, ver Caerns Places of Power, página 96 e seguintes.  

Shaira:


-- Ob...obrigada Ahmed.. acho que é por isso que andamos... para nos lembrarmos das nossas perdas...que foram muitas...
A jovem tentava se recompor, ainda estava tocada pela letra da música, ela esboçava um sorriso ao sentir a mão de Ahmed lhe confortando
-- Dentre todos aqui, o anubis me chamou mais atenção... e... não diga que sua vida é um infortúnio... nem todos os garou se importam com isso...a vida é uma dádiva... não se esqueça disso Ahmed...


- Sim, Shaira, a vida é uma dádiva. - disse Ahmed com um sorriso - Bem… então vamos ver o anubis. E este é mesmo seu nome, Anubis.

Aproximaram-se da mesa e o impuro sem pêlos pareceu um pouco reticente. Depois desculpou-se.

- Sinto muito… ainda estou me acostumando a estar entre vivos novamente. Uns dias mais e passa. Muito prazer, senhorita…

- Shaira "Passos na Areia". - adiantou-se Ahmed - Ragabash como você. E Shaira, esse é Anubis Risos na Tumba.

- Encantado, Passos na Areia. - disse Anubis, que, de fato, parecia saído de um túmulo. - Também estou contente em vê-lo, Ahmed, ainda que pela metade!

Anubis deu uma risada que fazia jus a seu nome. Ahmed deu um suspiro e explicou a Shaira:

- Anubis se refere à minha deformidade. Tenho membros extras que me saem do flanco direito. Eu os corto e cada vez estão regenerando mais lentamente. Sou um ahroun, minha vida é o combate e não posso lutar… com essas coisas saindo de mim. Assim que as corto.

- Já pensou em por armas nessas extremidades?  Seria algo assim como "mais perigoso que um macaco com navalhas"- - riu Anubis - Gaia às vezes é a pior das sem-luas, não Shaira? Deu-lhe uma cara bonita e um corpo de apavorar qualquer garota; membros extras que são inúteis e o fez ahroun, e em nossa tribo tribo, ainda por cima. Será culpa de algum ancestral? Ninguém sabe, já que não podemos falar com eles, hahahahaha!

- É por isso que os philodox não confiam em mim. - prosseguiu Ahmed, ignorando o amigo. - Mas eu preciso lutar, é como posso pagar pela permanência e proteção em algum caern. Você não sabe, mas para nós impuros a perseguição dos fantasmas é ainda mais atroz que para o resto. Só em alguns caerns temos um pouco de paz.

- Vocês não gostam dos mortos… eu os abracei. - disse o ragabash - Acabo de passar tanto tempo na Umbra Negra que quase me torno um espírito.

- Sabe algo da umbra da Ásia Central? - perguntou Ahmed - Temos uma missão no Cazaquistão.

Anubis engasgou com a bebida. Enquanto limpava a boca com o antebraço, riu e perguntou?

- Você vai levar essa bonequinha para lá? Aposto que ela nunca viu um fantasma feio de verdade, hehehe. Ainda há muitos mortos sem descanso por lá! Você sabe, pelos testes nucleares que os soviéticos fizerem no pais. Muita gente morreu de câncer nas décadas seguintes. Muitos pessoas escaparam de enfermar-se só para verem que a doença saltou uma geração, matando seus filhos diante de seus olhos impotentes. Muitas crianças ainda nascem com terríveis deformidades. O regime soviético caiu, os russos foram cuidar de seus problemas, e a jovem nação independente do Cazaquistão anda de beijos e abraços com a Weaver. E os mortos de Semey nunca foram vingados adequadamente e isso atraiu gente nossa para lá… Bruxaria Amarga, já ouviu falar?

- Boatos apenas. - disse Ahmed.

- A Bruxaria Amarga é uma sociedade secreta que se dedica a realizar vinganças pelos mortos. Em geral contra seres sobrenaturais, incluindo garous que mataram inocentes. Eles tem métodos perversos, que incluem tortura física e psicológica e mortes brutais. E, às vezes, podem sair de controle. Não andem por aí contando para os outros garous, ok?. É uma de nossas roupas sujas.

Anubis esvaziou seu copo e disse:

- Agora já sabem o que esperar. Tenho que ir. Estar entre os vivos me cansa demais. Cuidem-se.

E desapareceu no ar.

- As coisas estão se complicando. - disse Ahmed - Além dos dançarinos da espiral negra e da briga entre Senhores das Sombras e Garras Vermelhas, nossa tribo também está causando problemas por lá. Não só os caídos para a Wyrm. Também radicais bem intencionados.

***

Após as revelações e mais algumas rodadas de bebidas, Ahmed e Shaira deixaram o bar. Emergiram da umbra e se dirigiram ao Hotel du Jasmim.

- Não comente isso com ninguém. - disse Ahmed ao deixá-la diante da porta de seu quarto. - Lá decidiremos o que fazer em relação aos de nossa tribo, está bem? Boa noite.

Deu-lhe um beijo na face e recolheu-se também.

Klauss:

-- Já ouvi falar do "segredo mais bem guardado dos metamorfos brasileiros", mas não imaginei que seriam simbas... *Olho para Max tentando captar sus expressão*… é possivel que sejam simbas sim… possuo uma amiga corax, como lhe direi… ela é um corvo africano, o quilombo que comentei com você na cozinha é um local onde moram apenas descendentes dos escravos africanos que foram levados ao Brasil, naquela época era fácil para os bastet deixarem-se ser presos e levados, e quando chegassem ao destino também fugiriam com facilidade… *penso por mais alguns segundos*... tudo agora faz mais sentido... existe colaboração entre garou e metamorfos em diversos Caern, Fonte Fria com os gatos, ultima Batalha com os tubarões, agora resta descobrir qual dos braços do Ahadi está no Brasil, se está bela mulher-leão segue os preceitos de Dente Negro, Julian terá muitos problemas e o pior... não tenho como alerta-lo daqui.

- Hum… Isto está ficando interessante. Um corvo africano… você quer dizer, um Makunguru? Aqueles com o peito branco em corvídeo? Deixa ver se eu entendi… você está querendo dizer que alguns bastet se deixaram levar até o Brasil? Então os simbas são nascido lá? Se for assim pode ser que não tenham nada a ver com o Ahadi. Por outro lado, podem estar servindo de ponte de ligação entre os dois continentes. Makungurus… simbas… que diria.
E eu tampouco sabia desta colaboração entre metamorfos e garous no continente americano. Rokea! Isso é extraordinário! Fonte Fria, Última Batalha, vou lembrar-me desses nomes.
Se você me disser quem é Julián e porque estaria em problemas, posso tentar localizá-lo. Sou um peregrino silencioso, tenho meus métodos.


***

Enquanto conversavam, foram regressando ao Siduri's Café. O Hotel du Jardin ficava logo ao lado e foi ali que Max deixou Klauss.


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Ter 2 Ago 2016 - 23:48

Lorcan ficou bastante satisfeito quando Alain disse que o acompanharia. Quando estavam a caminho da mesquita, comentou-lhe:

- Desculpe-me, mas vi que você também estava se concentrando quando Ahmed fez seu “discurso”. Ele não mentia, você deve ter percebido, mas isso não quer dizer que não devamos ficar de olho nele. Você sabe porque ele se ocultava com Leyda durante a outra missão? Porque ela lhe cortava os membros excedentes com sua labris assim que começavam a regenerar. Ahmed é um impuro que oculta sua deficiência e, não importa o que diga para justificar-se, isso é evadir-se do destino que Gaia planejou para ele. Esse teatrinho de que é um bom sujeito sofrendo preconceito pode comover as mulheres, que, ademais, costumam ficar bem derretidas por ele, mas a mim não me engana.

Alaín assentiu com a cabeça para Lorcan, mas guardou seus próprios pensamentos para si mesmo.

"Se a deficiência é uma desvantagem grave para o desempenho do garou em combate ou fora dele, ela deve ser contornada. Não é diferente de tomar um remédio para curar uma doença ou amputar um membro para evitar contaminar o corpo todo. Os fiannas têm um grande histórico de intolerância com os impuros, mas a Nação não está em posição de desprezar nenhum garou que queira fazer a coisa certa. Mas não cabe a mim julgar o que não está na Litania; ele nem é da minha seita, nem da minha matilha. Talvez Lorcan precise aprender algo sobre jurisdições..."

Na mesquita, Triunfo-de-Gaia apreciou a capacidade de Lorcan de negociar e ainda aproveitar as vantagens da situação. Ele reconhecia, claro, que aquilo o colocava em débito com o fianna, e ele teria que saldar o débito algum dia. Mas a oportunidade era boa demais para ser perdida.

"Há muitas coisas que estão sempre em minha mente. Maysa, Adele e Ariana, os Presas de Prata, a Nação Garou... Mas algo mais simples ameaça todos eles. A minha questão é óbvia."

- Posso autorizar o acesso à Fonte das Visões para ambos, é claro. Basta que o jovenzinho confirme para mim. Triunfo de Gaia, você deseja ter uma visão também? Ao final ela deverá ser registrada por nosso arquivista, devo informar-lhe.

- Eu confirmo, Bes-por-Numim-rhya. Há um ratkin que ameaçou pessoas importantes para mim, para os presas de prata e para toda a Nação Garou. Eu tenho perseguido seu rastro, mas o rato têm escapado de mim até agora. Se qualquer visão puder me dar qualquer pista dele, eu não me importarei de compartilhá-la convosco e colaborar com seus registros.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Qua 3 Ago 2016 - 7:57

- Hum… Isto está ficando interessante. Um corvo africano… você quer dizer, um Makunguru? Aqueles com o peito branco em corvídeo? Deixa ver se eu entendi…

*Aceno positivamente com a cabeça.*

-- Exatamente essa espécie.

Então os simbas são nascido lá? Se for assim pode ser que não tenham nada a ver com o Ahadi. Por outro lado, podem estar servindo de ponte de ligação entre os dois continentes.

-- É apenas uma suposição minha sobre os simbas, pois tanto podem ter nascido no Brasil como se refugiado quando Dente Negro começou a ser caçado, isso somente eles podem confirmar...

E eu tampouco sabia desta colaboração entre metamorfos e garous no continente americano. Rokea! Isso é extraordinário! Fonte Fria, Última Batalha, vou lembrar-me desses nomes.

-- Sim, mas essa colaboração se mantém equilibrada sobre sobre a lamina de uma klaive, o minimo deslize pode fazer com que essa colaboração acabe  e desencadeie uma nova guerra... entenda o Lider de Fonte Fria, Julian mantem um elo forte de cooperação com outros metamorfos em sua maioria bastet pelo que eu sei, pode se haver outros ainda, pois até os calados já me foi citado, porém os demais anciãos de Fonte Fria não compartilham os mesmos laços de Julian-rya,  e no Ultima Batalha o Jarl  Stefen Trovão de Mjornir, possui uma tratado de cooperação com os tubarões, eles se auxiliam em mar aberto, e lutam lado a lado, porém até agora, os rokea deixam que apenas o Jarl nade lado a lado com eles, todos os demais que abusaram da confiança foram devorados, o jarl contornou a situação, mas a aliança continua sob desconfiança da maior parte dos membros do caern, e alguns até se perguntam o que aconteceria se o jarl viesse a morrer, se os tubarões continuariam com sua aliança ou virariam as costas aos garou.

Se você me disser quem é Julián e porque estaria em problemas, posso tentar localizá-lo. Sou um peregrino silencioso, tenho meus métodos.

-- Julian-rya é o lider de Fonte Fria também é Peregrino Silencioso. Quando parti para cá ele ainda não havia retornado de sua missão diplomática com os felinos, provavelmente ele já saiba sobre os simbas, mas se elas compartilharem os mesmos ideias de Dente Negro é melhor ele ser avisado, lhe agradeço se puder avisa-lo do que me contou.

Enquanto conversavam, foram regressando ao Siduri's Café. O Hotel du Jardin ficava logo ao lado e foi ali que Max deixou Klauss.

*Entro no hotel e vou ao quarto tomar um banho e descansar me preparando para o dia seguinte.*


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Qua 3 Ago 2016 - 18:05

- Sinto muito… ainda estou me acostumando a estar entre vivos novamente. Uns dias mais e passa. Muito prazer, senhorita…

- Shaira "Passos na Areia". - adiantou-se Ahmed - Ragabash como você. E Shaira, esse é Anubis Risos na Tumba.

- Encantado, Passos na Areia. - disse Anubis, que, de fato, parecia saído de um túmulo. - Também estou contente em vê-lo, Ahmed, ainda que pela metade!

Shaíra levantava-se da cadeira e cumprimentava o impuro estendendo a mão para ele, havia ficado tempo o bastante no Brasil para se acostumar com o excesso de toques tão típico dos brasileiros. Seus olhos estavam vidrados no impuro e seu aspecto um tanto decrépito e diferente, porém ela não o olhava com repulsa mas sim com certo ar de curiosidade. De certa forma ela gostava de estar entre os impuros e suas histórias de infortúnio e lutas até mesmo dentro da sociedade garou, de certa forma lhe cativavam já que ela os entendia pois a mesma fora uma refugiada em terras estranhas.

-- Prazer Anubis, Risos na Tumba... é um nome um tanto diferente... lembra alguém que rir da sombra da morte... Se Ahmed não tivesse me dito que você fosse um ragabash, eu o viria como um Ahroun bastante corajoso.

- Anubis se refere à minha deformidade. Tenho membros extras que me saem do flanco direito. Eu os corto e cada vez estão regenerando mais lentamente. Sou um ahroun, minha vida é o combate e não posso lutar… com essas coisas saindo de mim. Assim que as corto.

- Já pensou em por armas nessas extremidades? Seria algo assim como "mais perigoso que um macaco com navalhas"- - riu Anubis - Gaia às vezes é a pior das sem-luas, não Shaira? Deu-lhe uma cara bonita e um corpo de apavorar qualquer garota; membros extras que são inúteis e o fez ahroun, e em nossa tribo tribo, ainda por cima. Será culpa de algum ancestral? Ninguém sabe, já que não podemos falar com eles, hahahahaha!

- É por isso que os philodox não confiam em mim. - prosseguiu Ahmed, ignorando o amigo. - Mas eu preciso lutar, é como posso pagar pela permanência e proteção em algum caern. Você não sabe, mas para nós impuros a perseguição dos fantasmas é ainda mais atroz que para o resto. Só em alguns caerns temos um pouco de paz.

Shaíra não conseguia esconder a surpresa ao ouvir a explicação de Ahmed e sua deformação de nascença, por um momento sentiu-se triste ao pensar no fardo que os filhos tinham que carregar devido aos pecados dos pais.. algo do qual nunca entendera o por que Gaia faria isso a um sentimento tão nobre e belo como o amor. Shaíra tocava-o em seu braço, não sentia nojo ou mesmo repulsa, ela tentava anima-lo... do mesmo jeito que ele fizera com ela.
-- Eu optaria por uma faca oculta... mas falando sério...Ahmed, esses...membros extras te incomodam tanto...tipo...doí quando você os corta?
Shaíra parecia um pouco preocupada com o amigo e companheiro de futuras batalhas.

- Sabe algo da umbra da Ásia Central? - perguntou Ahmed - Temos uma missão no Cazaquistão.

Anubis engasgou com a bebida. Enquanto limpava a boca com o antebraço, riu e perguntou?

- Você vai levar essa bonequinha para lá? Aposto que ela nunca viu um fantasma feio de verdade, hehehe. Ainda há muitos mortos sem descanso por lá! Você sabe, pelos testes nucleares que os soviéticos fizerem no pais. Muita gente morreu de câncer nas décadas seguintes. Muitos pessoas escaparam de enfermar-se só para verem que a doença saltou uma geração, matando seus filhos diante de seus olhos impotentes. Muitas crianças ainda nascem com terríveis deformidades. O regime soviético caiu, os russos foram cuidar de seus problemas, e a jovem nação independente do Cazaquistão anda de beijos e abraços com a Weaver. E os mortos de Semey nunca foram vingados adequadamente e isso atraiu gente nossa para lá… Bruxaria Amarga, já ouviu falar?

Shaíra se encolhia um pouco, Anubis estava certo... ela nunca vira fantasmas horripilantes de perto além daqueles do Campus... e ainda seria sua primeira participação como uma combatente de Gaia... ela por mais que fosse uma refugiada de guerra... a mesma não vivia em seu sangue e fora as palavras de garous mais experientes como Anubis, fazia a jovem garou se encolher um pouco, estava com medo e receosa dos perigos da missão e temia não somente por sua segurança mas também dos seus companheiros.
-- Bruxaria....Amarga?... Mas o que é isso?

- A Bruxaria Amarga é uma sociedade secreta que se dedica a realizar vinganças pelos mortos. Em geral contra seres sobrenaturais, incluindo garous que mataram inocentes. Eles tem métodos perversos, que incluem tortura física e psicológica e mortes brutais. E, às vezes, podem sair de controle. Não andem por aí contando para os outros garous, ok?. É uma de nossas roupas sujas.

Shaíra olhava para Ahmed, não entendia do por quê aquilo seria uma roupa suja deles... Aqueles assuntos secretos lhe pareciam ainda enigmáticos, a jovem apenas observava a conversa dos dois garou enquanto perdia o tino com a cerveja marroquina que aos poucos a deixava um pouco alta.

- As coisas estão se complicando. - disse Ahmed - Além dos dançarinos da espiral negra e da briga entre Senhores das Sombras e Garras Vermelhas, nossa tribo também está causando problemas por lá. Não só os caídos para a Wyrm. Também radicais bem intencionados.

-- Mas... Ahmed... não entendi o por quê a tal bruxaria amarga teria algo a ver conosco...
Antes de que Ahmed pudesse responder a pergunta da jovem, ela abaixava a cabeça apresentando bastante sono. não estava lá muito acostumada com o alcool como imaginava.
-- Ahmed....estou cansada...melhor me deixar em casa....

- Não comente isso com ninguém. - disse Ahmed ao deixá-la diante da porta de seu quarto. - Lá decidiremos o que fazer em relação aos de nossa tribo, está bem? Boa noite.

Deu-lhe um beijo na face e recolheu-se também

-- Eu... juro Ahmed... e ..não se preocupe... cuidaremos dos nossos irmãos de tribo...Boa noite Ahmed...
Shaíra falava devagar, estava levemente alterada mas ainda ciente das coisas das quais prometia, ela recebia o beijo de Ahmed e o retribuía sorrido de forma carinhosa ao impuro enquanto fechava a porta lentamente...


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Natalie em Qui 4 Ago 2016 - 17:58

Virgínia ficou agradecida pelo silêncio de Leyda, era mais fácil e agradável para ela assim.

Quando encontraram o theurge, estranho e esquisito, Aurora da esperança tentou prestar mais atenção no que ele dizia.

A parte de aprender um ritual novo era uma ótima pedida pra Virgínia, mas ela não tinha certeza de que eles fossem ter sucesso ao executar o ritual.

- Eu vou aprender o ritual e participar; já enfrentei perigos piores. E você, Virgínia? Que fará?

- Não sei se já enfrentei desafios piores, tenho que passar pelo desafio para avaliar, mas adoraria aprender o ritual e com certeza participarei e apoiarei vocês.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Sex 5 Ago 2016 - 8:44

Alain:

- Eu confirmo, Bes-por-Numim-rhya. Há um ratkin que ameaçou pessoas importantes para mim, para os presas de prata e para toda a Nação Garou. Eu tenho perseguido seu rastro, mas o rato têm escapado de mim até agora. Se qualquer visão puder me dar qualquer pista dele, eu não me importarei de compartilhá-la convosco e colaborar com seus registros.

O Vigia fez uma leve expressão de nojo ao ouvir a palavra ratkin e balançou a cabeça afirmativamente quando Alain disse que compartilharia a visão com a seita.

- Vamos então. – falou finalmente. Em seguida guiou-os através do pátio até o interior da mesquita. Em seguida buscou o arco adossado que estava mais à esquerda na parede dos fundos do templo e, após uma manobra imperceptível, uma passagem secreta se abriu diante deles. Do outro lado havia uma escada em espiral.

Desceram pela escada até uma câmara subterrânea com três corredores mal iluminados. Tomaram o mais estreito, em forma de “L”, que levou-os até uma nova câmara. Nesta havia uma fonte de água borbulhante, que formava uma pequena piscina ao seu redor.

Bes-por-Numim disse em voz alta ao espírito guardião que Alain e Lorcan eram bem-vindos. Em seguida, exortou-os a beber da água e acomodarem-se para receber as visões.

Lorcan foi o primeiro a abaixar-se, coletar um pouco de água com as mãos em concha e tomá-la. Em seguida foi a vez de Alaín.

Olhando ao redor, viram alguns bancos rústicos, esculpidos nas próprias paredes e gastos pelo largo tempo de uso. Cada um escolheu um lugar para sentar-se e Bes-por-Numim deixou-os a sós.

Um torpor relaxante começou a tomar o corpo de Alain. Sentia os membros formigarem e cabeça cada vez mais leve. Tudo parecia rodar suavemente e Alain sentiu sua cabeça cair para tras e depois para frente, mergulhando em seu peito.

visão:
Percebeu que corria. Corria desesperadamente por um campo, cuja vegetação parecia ser muito maior que ele. E algo desconhecido o perseguia. Então sentiu que levantava vôo, batendo enormes asas e que seu corpo crescia ao fazê-lo. Já no céu alto, estendeu seus pés e eram como os de uma ave de rapina. Então viu falcões ao seu redor e eles caçavam ratos. Alain olhou para baixo e notou, com enorme nitidez, um rato a correr pelo mesmo pasto em que ele estivera.

Movido pelo instinto, lançou-se como uma bala sobre o rato, agarrou-o e ergueu-o no ar. Os outros falcões faziam um festim, disputando os ratos e dilacerando-os no ar. Alain viu que um falcão voava até ele e puxava seu rato. Lutou pela presa, que arrebentou-se ao meio entre as garras de ambos. Em vez de sangue, saíram pequenas sementes voadoras, como as dos dentes-de-leão. As sementes espalhavam-se no ar e, quando caíam ao solo, imediatamente brotavam em novos ratos, já adultos. Quanto mais os falcões caçavam e despedaçavam os ratos no ar, mais estes se multiplicavam em terra.

Então Alain sentiu suas asas falharem. Caiu ao solo com um impacto silencioso e milhares desses ratos recém-nascidos começavam a persegui-lo, mostrando os dentes pequenos e afiados. Alain podia enfrentar muitos ratos mas não todo um oceano deles. Tentou escapar mas percebeu o quão difícil era correr em solo com suas garras enormes e asas que só pesavam e já não podiam alçar vôo. Então, o mar de ratos saltou sobre ele e tudo ficou escuro.

Abriu os olhos e uma luz branca ofuscou-o. Mal podia ver com tanta luminosidade mas aos poucos foi se acostumando e então divisou uma silhueta. Era uma mulher velha que caminhava em sua direção, na contra-luz. Tinha os cabelos brancos, a pele resplandescente e estava vestida inteiramente de branco.

Algo agitava-se em seus braços. Tinha a pele rosa e enrrugada. A velha aproximou-se e Alain reconheceu o rosto de Mãe Branca. Ela, porém, não o notou, passou direto por Alain e começou a subir uma escadaria atrás dele. Alain virou-se e viu que ela erguia o ser em suas mãos.

Spoiler:

Era um bebê do sexo masculino, albino e nu. E Mãe Branca levantava-o em sinal de triunfo.

Atrás dela estava Alamand.

Um alarido de uivos, palmas e gritos, que parecia saídos de mil homens, foi ouvido. Alain virou-se  novamente e deu de cara com um exército de ratkins aclamando efusivamente o bebê.

Então tudo ficou branco de novo.

O riso de uma criança acordou Alain. Não se ouvia mais nada, só o seu riso. Abriu os olhos. Estavam em um campo e o garotinho albino, agora com uns cinco anos, brincava com Alamand. Não era uma brincadeira qualquer, notou Alain depois de uns segundos: Alamand ensinava-lhe a combater. Mãe Branca estava ali novamente, observando-os.

Foi então que o garotinho olhou na direção de Alain e começou a correr até ele. Conforme avançava, mudava para a forma guerreira dos ratkin e…

Alain despertou na câmara subterrânea. Olhou ao redor e viu Lorcan sentando com a cabeça calva entre as mãos. Este deu um suspiro profundo e levantou. Tinha um olhar indecifrável.

- Você está bem? – perguntou a Alain.

Após a resposta, seguiram pelo corredor e chegaram à escada em espiral, onde Bes-por-Numim esperava-os. Levou-os por outro corredor até uma espécie de escritório com aspecto muito antigo, onde relatariam suas visões ao arquivista. Lorcan pediu privacidade e novamente Alain esperou por sua vez.

Depois ambos regressaram ao Hotel du Jasmim em silêncio, ruminando suas próprias visões.


Off: Alain teve uma premonição dos perigos que enfrentará no futuro.

Hannah - post anterior:
Quando Hannah voltou para a sala, sentiu-se com sorte: ao menos Sboron já não estava lá. Os garotos mais velhos sentaram-se em um sofá, com livros e somente Ogashka e uma das meninas menores estavam a mesa. A mãe também tinha um livro e um caderno abertos e parecia ensinar-lhe uma lição. Até que era comovente:mamãe ogra ensinando sua ogrinha mais nova.

Hannah ouviu que a outra menina estava escovando os dentes. Era um bom momento. Ficou perto do móvel e, quando todos estavam distraídos, tentou o furto.

Rolagem:
Hannah rolou 5 (destreza + furtividade) dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 5 8 8 4 8
Hannah obteve 3 sucessos!

Perfeito! Hannah conseguiu roubar a chave sem que ninguém visse.

Então voltou para a cozinha e lavou a louça, sabendo que seu estômago seria saciado.

***

Se Hannah pensava em tomar um bom banho, enganou-se. Não havia nada além de uma tina vazia no chão do que seria o banheiro e um balde com água para lavar as mãos. Uma espécie de banheiro químico ficava fora, um pouco afastado da casa. Fazia bastante frio à noite, assim que ela teria que se virar como pudesse para fazer seu asseio antes de se deitar.

Mais tarde foi à cozinha e, finalmente, teva acesso à dispensa. Ao menos a barriga não roncaria aquela noite.

***

No outro dia a despertaram muito cedo. Foi um momento bem ruim, dar-se conta de que não estivera sonhando e ainda estava naquela estranha realidade.

Viu que as meninas traziam água para banhar-se. Quando terminaram, o banheiro ficou todo molhado e o balde vazio ao lado da tina. Se quisesse tomar um banho, teria que buscar água, indicou-lhe “amavelmente” Ogashka. O poço não ficava longe, porém.

A aparência e o modo de vida daquele gente poderia fazer Hannah pensar que viajara no tempo e não apensa no espaço. Um calendário que ela viu na cozinha, porém, indicava que o ano era o mesmo. Os nomes dos meses e outras anotações estavam em cirílico, o alfabeto usado pelos russos. Ou ela estava na própria Rússia ou em algum país que também usasse o alfabeto. E isso em poucas horas de “caminhada” no túnel…

As coisas estranhas só se somavam.

Quando saiu da casa, deparou-se com a arrepiante imagem do lobo que assassinara sua mãe. Estava deitado tranquilo, como um grande cachorro negro. Seus olhos amarelos imediatamente fixaram-se em Hannah e estariam sobre ela todas as vezes que passasse por ele ao longo daquela manhã.

Ele a observava de um modo bem estranho. Era como se… esperasse… alguma coisa de Hannah.

A família não parecia afetar-se. Passava pelo lobo tranquilamente, em seus afazeres diários. Apenas os cachorros e demais animais se mantiveram bem longe do lobo, que, ao final da manhã, desapareceu em um caminho que perdia-se na estepe em direção às montanhas.

O garoto mais velho saíra bem cedo com as cabras e ovelhas. De Sboron, nem sinal.

Ogashka passou o dia atarefada demais para preocupar-se com Hannah. Fazia suas tarefas correndo e, em vários momentos, Hannah escutou um barulho de metal sendo raspado na pedra de moer que ficava fora da casa, atrás da cozinha. Mas não conseguiu ver o que a mulher fazia. As meninas e o menino mais novo alternavam suas brincadeiras com ficar olhando para Hannah e falando entre si - com risinhos e cochichos, no caso das meninas.

Em um dos cômodos, Hannah encontrou sua mochila quase vazia. A faca de caça, o canivete, o celular e o i-pod haviam desaparecido.

Quando a tarde começou a cair, Hannah descobriu porque. O garoto mais velho voltou com o rebanho, que guardou em um estábulo não muito longe da casa. Seria uma cena bucólica e até mesmo invejável, afinal, ele passava o dia inteiro longe daquela família, em total liberdade nos campos. Era um trabalho interessante… sobretudo para alguém que pretendesse fugir. E o garoto vinha com aspecto amistoso, até pareceria simpático, se não fosse pelo fato de estar usando seu i-pod!

Não precisou ser muito esperta para descobrir onde estava o celular: no quarto das meninas, aberto na pasta de fotos.

Que faria Hannah agora?


Klauss:
Deitado em sua cama de hotel, Klauss relembrava as palavras de Max enquanto conciliava o sono.

O peregrino silencioso não se surpreendera ao saber que Julián pertencia à sua tribo. Dissera-lhe que, além de integrar o Ahadi, os peregrinos também tinham certo contato com os metamorfos do oriente; era uma espécie de vocação tribal. E acrescentou que o relacionamento com as feras era assim mesmo: sempre pendente de um fio.

Max prometeu que mandaria um mensageiro atrás de Julián para alertá-lo sobre a presença de simbas no Brasil.


Off:
Klauss ganhou o contato Max (contato menor, devido à limitação dos crias de fenris). Graças a ele, Klauss terá acesso a uma imensa quantidade de fofocas, notícias quentes e especulações sobre o que está acontecendo com os garous ao redor do mundo. Através de Max e mediante alguma soma de dinheiro, Siduri pode fornecer-lhe identidades falsas,  com documentos e passaportes. Caerns Place of Power, pag. 98.

Shaira:
Shaira estava deitada em sua cama no quarto do hotel.  A decoração de estilo marroquino era bonita, sobretudo sob a luz azulada do luar que entrava pela janela, e trazia-lhe uma certa sensação de familiaridade.

As casablancas tomadas ainda a faziam sentir-se um pouco tonta e, enquanto esperava o sono chegar, detalhes da noite com os impuros passavam por sua mente.

Lembrou-se do brilho nos olhos de Anúbis quando dissera que seu nome evocava um ahroun corajoso que ria da sombra da morte. E também da maneira como Ahmed dera de ombros com aquele ar despreocupado que os ahrouns assumem ao falar de dor, ao confirmar-lhe que os membros extras incomodavam muito e, sim, doíam ao serem cortados.

Shaira ganhara a simpatia dos dois. Não era habitual para os impuros serem aceitos, quanto mais terem sua auto-estima reforçada por outros garous sem ser por escárnio.

Quanto a ela, dera um passo mais na integração com a tribo. Um passo grande: estivera no maior caern dos Peregrinos Silenciosos e agora sabia como acessar seu principal ponto de encontros, a taverna Casa Quieta.

A lembrança de Cristina veio a sua mente. E outra mais: Shaira lembrou-se do olhar de Ahmed enquanto ela fechava lentamente a porta do quarto, após dar-lhe boa noite. Era o mesmo olhar que ele lançara a Cristina, na Toca Verde. A mesma nuvem negra de tristeza e renúncia. Shaira percebeu que, se pudesse, Ahmed gostaria de ter entrado em seu quarto.


Off:
Shaira ganhou a taverna Casa Quieta como contato. Sempre que estiver em Casablanca, poderá acessá-la como faria com um contato comum,  usando a senha “O caminho das areias é nossa estrada”, e ter acesso a informações e fofocas trazidas por peregrinos silenciosos do mundo inteiro. Também poderá levar alguém de outra tribo com ela, desde que se responsabilize pela pessoa. As informações na taverna devem ser obtidas com moderação. Devido a um poderoso espírito do sigilo, quem escutar demais dentro poderá ter dificuldades em recordar depois (o narrador pode aumentar a dificuldade de lembrança em 2). Caerns Place of Power, pags 97/98.

Virgínia:
-
Não sei se já enfrentei desafios piores, tenho que passar pelo desafio para avaliar, mas adoraria aprender o ritual e com certeza participarei e apoiarei vocês.


- Assim que se fala! – comemorou a fúria negra.

Elas eram as únicas que não sabiam o ritual, assim que o theurge afastou-se com elas para ensiná-lo.

Rolagens :

Virgínia rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 9 4 2 7 10 3 7 10
Virgínia obteve 5 sucessos!

Leyda rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Manobra Especial e obteve: 8 10 7 3 1
Leyda obteve 1 sucesso!

Virgínia impressionou o theurge com a facilidade com que aprendeu o ritual, ao contrário de Leyda, que era forte e valente mas não exatamente um gênio.

Ambas aprenderam, porém. Agora tinham a capacidade de acessar o poder de um caern e utilizá-lo. Nada mal, mas o theurge já reunia os cinco garous para desafiar o Incarna, Ptah.

Rolagens:

Theurge líder rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Manobra Especial e obteve: 6 10 9 2 10 6 10 4 1 10
Theurge líder obteve 4 sucessos!

Virgínia rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Manobra Especial e obteve: 8 9 3 5 5 9
Virgínia obteve 3 sucessos!

Leyda rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Manobra Especial e obteve: 1 10 3 5 5 4 7
Leyda obteve 1 sucesso!

Garou 1 rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Manobra Especial e obteve: 3 8 3 8 2
Garou 1 obteve 2 sucessos!

Garou 2 rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Manobra Especial e obteve: 8 1 3 6 2
Que pena, Garou 2 não obteve sucesso!

Sucessos necessários: 7
Total de sucessos alcançado: 10

Espíritos rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 10 para Manobra Especial e obteve: 1 4 2 1 4 9 6
Espíritos obteve -2 crítico!

Espíritos rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 1 3 2 3 5 7 1
Espíritos obteve -1 negativo!

Espíritos rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 3 para Manobra Especial e obteve: 8 2 7 9 5 2 5
Espíritos obteve 5 sucessos!

Espíritos rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Manobra Especial e obteve: 9 1 6 5 3 3 7
Espíritos obteve 3 sucessos!

Espíritos rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Manobra Especial e obteve: 1 6 7 8 8 6 6
Espíritos obteve 5 sucessos!

Sucessos necessários: 30
Total de sucessos alcançado: 10

Ptah, o Abridor de Caminhos estava reforçado com a ajuda de outros espíritos mas a força do grupo fez com que o ritual fosse existoso. O theurge fez sua pergunta, que Virgínia na hora entendeu mas depois não saberia repetir. Leyda muito menos. A resposta foi ainda mais enigmática, mas o theurge que liderava o grupo saiu satisfeito.

Virgínia e Leyda não se feriram mas estavam cansadas. Retornaram ao Hotel du Jasmim, despediram-se e cada qual foi para seu quarto, repousar antes da guerra que viria.


Off: Virgínia ganhou o Ritual de Abertura de Caern e 3 pontos de sabedoria



Alain, Klauss, Shaira e Virgínia:
Quando Lorcan e Alain chegaram ao hotel, um parente berbere entregou-lhes uma mensagem.

- Ah, o reforço que esperávamos desistiu. - disse Lorcan após lê-la - Humpf, cliaths… Bem, eu já previa, assim que deixei o Vigia do Portão de Roda de Ptah de sobreaviso; podemos partir imediatamente.

Chamaram os demais em seus quartos e rumaram para a mesquita novamente. Um jovem theurge abriu-lhes uma ponte de lua e, através dela, chegaram ao Caern Pedra da Baba Yaga, no Cazaquistão. Um senhor das sombras com cara de poucos amigos recebeu-os e, após um breve cumprimento, levou-os a uma cabana.

Não tardou muito e amanheceu. Então puderam ver a paisagem do Parque Nacional Bayanaul, onde ficava o caern.

Spoiler:

Um homem esperava-os.

Spoiler:

- Bem-vindos ao Cazaquistão! Sou Oleg Brado dos Justos, galliard dos presas de prata, adren e líder do batalhão do qual farão parte. Quero agradecer a presença de todos aqui. Leyda, Triunfo de Gaia, estou contente em revê-los! Em breve seguiremos até o acampamento onde conhecerão os demais. Por ora, gostaria que se apresentassem para mim.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Sex 5 Ago 2016 - 12:42

- Ah, o reforço que esperávamos desistiu. - disse Lorcan após lê-la - Humpf, cliaths… Bem, eu já previa, assim que deixei o Vigia do Portão de Roda de Ptah de sobreaviso; podemos partir imediatamente.

"Estaremos sem...reforço...isso não é bom..."
Shaíra olhava para os demais, alguns garou ela conhecia e sabia que eram fortes e experientes, diferente dela que estaria participando de sua primeira missão de combate, ela estava tensa e um pouco assustada, ela buscava algum olhar amigável que lhe desse forças.

- Bem-vindos ao Cazaquistão! Sou Oleg Brado dos Justos, galliard dos presas de prata, adren e líder do batalhão do qual farão parte. Quero agradecer a presença de todos aqui. Leyda, Triunfo de Gaia, estou contente em revê-los! Em breve seguiremos até o acampamento onde conhecerão os demais. Por ora, gostaria que se apresentassem para mim.

A jovem olhava para os demais e logo tomava a frente, era a mais nova e sentia que seria uma perda de tempo para Oleg ouvir os mais fracos depois de que os mais experientes se manifestarem... ao menos assim ela imaginava...

-- Sou Shaíra Menefer, também chamada de Passos sobre Areia, nascida sob a lua dos Ragabash. Sou uma cliath dos Peregrinos Silenciosos. Acho que sou a única cliath do grupo....


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Seg 8 Ago 2016 - 15:05

O peregrino silencioso não se surpreendera ao saber que Julián pertencia à sua tribo. Dissera-lhe que, além de integrar o Ahadi, os peregrinos também tinham certo contato com os metamorfos do oriente; era uma espécie de vocação tribal. E acrescentou que o relacionamento com as feras era assim mesmo: sempre pendente de um fio.

Max prometeu que mandaria um mensageiro atrás de Julián para alertá-lo sobre a presença de simbas no Brasil.

*Ainda olhava para o teto enquanto tentava pegar no sono, a falta de treino o deixava sem sono.*

Chamaram os demais em seus quartos e rumaram para a mesquita novamente. Um jovem theurge abriu-lhes uma ponte de lua e, através dela, chegaram ao Caern Pedra da Baba Yaga, no Cazaquistão. Um senhor das sombras com cara de poucos amigos recebeu-os e, após um breve cumprimento, levou-os a uma cabana.

(Tipico comportamento dos senhores das sombras...)

"Estaremos sem...reforço...isso não é bom..."
Shaíra olhava para os demais, alguns garou ela conhecia e sabia que eram fortes e experientes, diferente dela que estaria participando de sua primeira missão de combate, ela estava tensa e um pouco assustada, ela buscava algum olhar amigável que lhe desse forças.

*Klauss se pega olhando para Shaira e não teve como deixar de lembrar de Gabriela, como uma parente conseguia ser tão mais guerreira que uma garou, espero nossos olhares se cruzarem pisco para ela e sorrio tentando demonstrar que nãos e preocupe e que no fim tudo dará certo.*

- Bem-vindos ao Cazaquistão! Sou Oleg Brado dos Justos, galliard dos presas de prata, adren e líder do batalhão do qual farão parte. Quero agradecer a presença de todos aqui. Leyda, Triunfo de Gaia, estou contente em revê-los! Em breve seguiremos até o acampamento onde conhecerão os demais. Por ora, gostaria que se apresentassem para mim.


-- Sou Shaíra Menefer, também chamada de Passos sobre Areia, nascida sob a lua dos Ragabash. Sou uma cliath dos Peregrinos Silenciosos. Acho que sou a única cliath do grupo....

*Me aproximo de Oleg e estendo a mão para cumprimenta-lo.*

-- Sou Klauss Krugger, chamado Justiça de Prata, ahroun dos Crias de Fenris e é um prazer me juntar a seu batalhão.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Seg 8 Ago 2016 - 21:27

Alain despertou na câmara subterrânea. Olhou ao redor e viu Lorcan sentando com a cabeça calva entre as mãos. Este deu um suspiro profundo e levantou. Tinha um olhar indecifrável.

A visão não tinha sido particularmente agradável. Não informara nada do que Alaín queria saber e ainda levantava novos mistérios.

"Mais uma razão porquê eu odeio coisas místicas..."

- Você está bem? – perguntou a Alain.

Alaín apenas assentiu com a cabeça. Ele não ficaria no chão se lamentando ou demonstrando fraqueza. Mesmo que sua mente estivesse confusa, ele manteria seu comportamento perfeitamente adequado, agarrando-se à sua normalidade para reencontrar o equilíbrio. Seria perfeito.

Após a resposta, seguiram pelo corredor e chegaram à escada em espiral, onde Bes-por-Numim esperava-os. Levou-os por outro corredor até uma espécie de escritório com aspecto muito antigo, onde relatariam suas visões ao arquivista. Lorcan pediu privacidade e novamente Alain esperou por sua vez.

Alaín demonstrou a deferência adequada a alguém de posto superior, esperando sua vez para relatar a visão. Aproveitou para recordá-la e formatar sua narrativa para a melhor possível.

Quando chegou a sua vez, ele cumprimentou o arquivista, esperou que ele estivesse preparado para começar e então iniciou seu relato:

- Eu corri pelos campos, seguido por algo que eu desconhecia. Então alcei vôo, preparando minhas garras, e eu era um falcão. Havia ratos no campo, e eu e outros falcões atacamos e despedaçamos seus corpos. Mas dos corpos deles caíam sementes, e mais e mais ratos nasciam das sementes. Os falcões cansaram-se e caíram ao chão, e os ratos os atacaram. Os falcões lutaram com ferocidade, mas eram inferiores em número. E então vi uma luz, e uma mulher branca e velha passou por mim, a anciã ratkin chamada Mãe Branca. Ela subiu uma escada e ergueu um bebê impuro e albino, e outros ratkins o aclamaram. Atrás dela, observava tudo o odiado Alamande. A luz mudou e eu vi o albino infante, e Alamande o ensinava a combater. O garoto me viu e atacou. E foi tudo.

De volta ao hotel, Alaín e Lorcan se reuniram com os outros.

Quando Lorcan e Alain chegaram ao hotel, um parente berbere entregou-lhes uma mensagem.

- Ah, o reforço que esperávamos desistiu. - disse Lorcan após lê-la - Humpf, cliaths… Bem, eu já previa, assim que deixei o Vigia do Portão de Roda de Ptah de sobreaviso; podemos partir imediatamente.

Alaín não ficou desapontado. Seria bom ter mais reforços, mas isso envolveria ajustar-se a novos parceiros e ainda atrasar um pouco mais a partida. Ele estava ansioso para partir logo, e ficou feliz em convocar os outros para partir.

No Caern Pedra da Baba Yaga (quem teria batizado o caern assim?), eles encontraram um senhor das sombras pouco amigável. Alaín o observou atentamente, procurando pistas da situação local em seus modos e aparência.

- Bem-vindos ao Cazaquistão! Sou Oleg Brado dos Justos, galliard dos presas de prata, adren e líder do batalhão do qual farão parte. Quero agradecer a presença de todos aqui. Leyda, Triunfo de Gaia, estou contente em revê-los! Em breve seguiremos até o acampamento onde conhecerão os demais. Por ora, gostaria que se apresentassem para mim.

O sorriso de Triunfo-de-Gaia foi grandioso e genuíno em sua alegria. Ele gostava de reencontrar antigos aliados, e os de sua tribo eram seus favoritos, porque seus iguais.

- Estou verdadeiramente feliz de reencontrá-lo em plena forma, velho amigo! Estou ansioso por ajudá-lo em tudo que puder!
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Natalie em Qua 10 Ago 2016 - 19:07

Virgínia voltou cansada, mas satisfeita por ter aprendido rapidinho o ritual e ainda ter derrotado o espírito junto com os garous.

Ela logo foi chamada pelos outros, que estavam prontos para partir.

Depois de pegar as pontes da Lua, Aurora da Esperança estava ansiosa para explorar os arredores daquela nova região.

Mas o ancião presa de prata veio recepcioná-los e queria conversar.

- Meu nome é Virgínia Dawn Hope. Meu nome garou é Aurora da Esperança. Sou lupina, theurge, filha de Gaia, beta da matilha dos Novos Falcões.

Ela sempre achava muita coisa para falar, mas os presas de prata gostavam de formalidades compridas.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Ter 16 Ago 2016 - 13:46

Oleg sorriu satisfeito às apresentações. Tranquilizou Shaira dizendo que no batalhão havia muitos outros cliaths, apertou calorosamente a mão de Klauss, retribuiu a cordialidade de Alain e, como bom presa de prata, apreciou a apresentação completa de Virgínia.

Em seguida, pediu que todos passassem a lupino e assim rumaram ao acampamento dos presas de prata A estepe era uma paisagem quase plana e sem obstáculos, tornando a corrida fluida e prazerosa. O ambiente selvagem reconectava os garous à sua natureza animal.

No final da tarde divisaram as tendas típicas da Ásia Central, que no Cazaquistão se chamavam yurt, aos pés de uma montanha. Chegavam ao acampamento.

Acampamento:

Oleg foi recebido com cumprimentos em russo e garou. Só seu batalhão deveria ter uns trinta garous, de várias tribos e etnias diferentes, a maioria com aspecto eslavo ou asiático. Ao fim entraram em um dos yurt, no centro do qual havia uma mesa posta com chá e uma bebida branca.

yurt:

Oleg pediu que se acomodassem e que se servissem de chá ou leite de camela, conforme a preferência. O leite tinha um sabor parecido a yogurt. Após as formalidades, começou a falar sobre a missão:

Fala de Oleg:
- Em 2013, pouco depois do Ritual dos Ventos Frios nossa pequena seita foi atacada por dançarinos da espiral negra. Eles tomaram o caern e dizimaram a vila em que viviam nossos parentes. Além disso sequestraram um grupo de parentes, quase todos mulheres jovens. Com ajuda de Anton Uivo do Vento e Lorcan organizamos uma campanha de resgate, da qual participou nosso valaente Triunfo de Gaia, invadimos a colméia, situada na caverna onde ficava o centro de nosso caern, recuperamos as reféns e matamos os dançarinos. No entanto houve muitas baixas e o pouco apoio que tínhamos de nossos suseranos, o caern Lua Crescente, foi perdido.
Aos poucos rearmamos a seita mas os dançarinos sempre reapareciam, de um modo ou de outro.
Por fim descobrimos que a base deles está aqui, no Casaquistão, nos arredores de uma cidade chamada Semey, antes Semipalatinski, antiga base de testes nucleares da extinta União Soviética. Se vocês conhecem um pouco sobre os espirais negras, já devem imaginar que o local tornou-se um paraíso para eles.
Pois bem, esta era a origem dos dançarinos que invadiram nosso caern. Não diretamente da cidade, mas de uma "mestástase" que se instalou em Vaki, uma aldeia na área de influência dos presas de prata, mais precisamente, do rei Vladi.
Os dançarinos estiveram tempo suficiente para transformar a cidade em um covil de seus parentes, que os apoiam e mantém. Sendo assim, em vez de combater os dançarinos que insistem em invadir nosso caern, ameaçando sua completa purificação, decidimos reunir uma grande quantidade de garous, não só presas de prata mas inclusive um bom contingente de roedores de ossos e outros mercenários, e fazer um único e esmagador ataque a Vaki. O objetivo é retomá-la, exterminar todo rastro de dançarinos e seus parentes e restabelecer o território como do rei Vladi.
Nos próximos días levantaremos acampamiento, nos reuniremos às tropas do rei e faremos o ataque à Vaki. Sei que vocês devem estar cheios de questões, portanto abro a perguntas, questionamentos e sugestões. Fiquem à vontade.

Oleg ficou olhando para os presentes, esperando que se manifestassem.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Ter 16 Ago 2016 - 19:45

Alaín gostou da corrida na forma de lobo pelas paragens locais, dando uma oportunidade de todos se ajustarem à natureza da região.

No rústico acampamento, percebeu a mistura do batalhão que Oleg reunira.

"Que coisa incrível! É assim que a Nação Garou deveria estar sempre, unida, bem liderada, e com um propósito claro para se empenhar! Quem sabe consigamos manter isso após as batalhas?"

Na cabana de Oleg, Alaín aceitou um pouco de chá. Queria evitar qualquer coisa que pudesse tirar seu foco dos assuntos importantes, e aquele leite de camela era exótico demais para provar sem prestar a devida atenção.

Ouviu o relato do ancião bastante concentrado, preenchendo os vazios que ainda tinha na mente sobre o que ocorrera desde a sua partida.

Quando Oleg permitiu que se fizesse perguntas, Alaín foi o primeiro a interpelar:

- O Rei Vladi é da Casa da Lua Crescente, certo? Nós temos algum apoio da Casa, ou ele está só para retomar seu território?
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Qua 17 Ago 2016 - 11:24

Em seguida, pediu que todos passassem a lupino e assim rumaram ao acampamento dos presas de prata A estepe era uma paisagem quase plana e sem obstáculos, tornando a corrida fluida e prazerosa. O ambiente selvagem reconectava os garous à sua natureza animal.

Shaíra sentia-se muito à vontade correndo em sua forma lupina, correr para ela significava remeter à Sirius, a estrela canina. Mesmo que não liderasse aquela corrida ela faria questão de se esforçar para isso, era uma questão de devoção e homenagem para ela. Ao final da corrida Shaíra pode observar as pequenas tentas , ela se lembrava de imediato dos Beduínos do Deserto, era uma boa recordação de uma época onde ela fora feliz, mas agora tudo havia mudado. Ela estava longe de casa em uma guerra em nome de Gaia.

Oleg foi recebido com cumprimentos em russo e garou. Só seu batalhão deveria ter uns trinta garous, de várias tribos e etnias diferentes, a maioria com aspecto eslavo ou asiático. Ao fim entraram em um dos yurt, no centro do qual havia uma mesa posta com chá e uma bebida branca.

Shaíra sorria ao ver o leite de camela, sentia falta dessa iguaria que o povo de sua terra também desfrutava, a jovem sentava-se numa das almofadas e se servia com o leite de camela, ela também serviria a quem quisesse provar de tal iguaria. Shaíra escutava Oleg falar, não entendia muito da política garou, vivera no deserto durante sua iniciação como garou. Ela olhava para Triunfo de Gaia, não esperava que ele fosse um Grande Herói como das histórias que escutava.

" Não sabia que Alaín era alguém que fazia...tais coisas...geralmente não se escuta boas coisas dos Presas de Prata..."

Por fim descobrimos que a base deles está aqui, no Casaquistão, nos arredores de uma cidade chamada Semey, antes Semipalatinski, antiga base de testes nucleares da extinta União Soviética. Se vocês conhecem um pouco sobre os espirais negras, já devem imaginar que o local tornou-se um paraíso para eles.

-- Hãa... como assim?

Shaíra soltava uma pergunta um tanto idiota, mas ela nunca vira um dançarino antes e não fazia ideia que tipo de horrores eles eram.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Natalie em Qua 17 Ago 2016 - 19:31

Virgínia ficou feliz de correr na forma lupina em espaços abertos. Ela nunca tinha feito isso antes da primeira mudança, e aproveitava cada momento agora para curtir essas sensações.

Ela tinha gostado do presa de prata Oleg, ele era simples e objetivo sem deixar de ser acolhedor.

No acampamento, ela gostou de ver os garous falando aquela língua estranha, mas preferia quando falavam em garou. Na cabana, ela aceitou quando Shaira serviu um pouco do tal leite de camela e ficou escutando a história.

"Invadiram uma colmeia? Será que mataram mesmo todos? Os Espirais Negras continuam chegando, de onde estão vindo?"

O Alaín estava preocupado com politicagem dos presas de prata, e a Shaira estava mais perdida que lobo na chuva. Até uma lupina como Virgínia que não sabia nada de ciências sabia que a radição era um dos venenos da Wyrm que os humanos faiam e que matava as coisas de Gaia.

Pensando nisso, Aurora da Esperança perguntou:

- E como é a Umbra naquela região? Também está contaminada?


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Qui 18 Ago 2016 - 8:16

*Assim que assumem suas formas lupinas Klauss vai para a retaguarda, não por se colocar como omega, mas por acreditar ser o garou mais forte , assim Oleg ditaria a direção como alfa e Justiça de Prata protegeria a todos os demais, não que Triunfo de Gaia, Lorcan e a Fúria Negra não pudessem se defender sozinhos, apenas tinha duvidas se Aurora da Esperança e Passos sobre a Areia conseguiriam fazer o mesmo. Ao chegarem no acampamento um bom número de Garou cumprimentam Oleg em russo e linguagem garou, Klauss observa o contingente enquanto caminha junto aos demais para o yurt. Entrando senta-me sobre uma das almofadas.*

Shaira escreveu:Shaíra sorria ao ver o leite de camela, sentia falta dessa iguaria que o povo de sua terra também desfrutava, a jovem sentava-se numa das almofadas e se servia com o leite de camela, ela também serviria a quem quisesse provar de tal iguaria. Shaíra escutava Oleg falar, não entendia muito da política garou, vivera no deserto durante sua iniciação como garou. Ela olhava para Triunfo de Gaia, não esperava que ele fosse um Grande Herói como das histórias que escutava.

-- Eu aceito Shaira, muito obrigado.

Oleg escreveu: Em 2013, pouco depois do Ritual dos Ventos Frios nossa pequena seita foi atacada por dançarinos da espiral negra. Eles tomaram o caern e dizimaram a vila em que viviam nossos parentes. Além disso sequestraram um grupo de parentes, quase todos mulheres jovens. Com ajuda de Anton Uivo do Vento e Lorcan organizamos uma campanha de resgate, da qual participou nosso valaente Triunfo de Gaia, invadimos a colméia, situada na caverna onde ficava o centro de nosso caern, recuperamos as reféns e matamos os dançarinos. No entanto houve muitas baixas e o pouco apoio que tínhamos de nossos suseranos, o caern Lua Crescente, foi perdido.
Aos poucos rearmamos a seita mas os dançarinos sempre reapareciam, de um modo ou de outro.
Por fim descobrimos que a base deles está aqui, no Casaquistão, nos arredores de uma cidade chamada Semey, antes Semipalatinski, antiga base de testes nucleares da extinta União Soviética. Se vocês conhecem um pouco sobre os espirais negras, já devem imaginar que o local tornou-se um paraíso para eles.
Pois bem, esta era a origem dos dançarinos que invadiram nosso caern. Não diretamente da cidade, mas de uma "mestástase" que se instalou em Vaki, uma aldeia na área de influência dos presas de prata, mais precisamente, do rei Vladi.
Os dançarinos estiveram tempo suficiente para transformar a cidade em um covil de seus parentes, que os apoiam e mantém. Sendo assim, em vez de combater os dançarinos que insistem em invadir nosso caern, ameaçando sua completa purificação, decidimos reunir uma grande quantidade de garous, não só presas de prata mas inclusive um bom contingente de roedores de ossos e outros mercenários, e fazer um único e esmagador ataque a Vaki. O objetivo é retomá-la, exterminar todo rastro de dançarinos e seus parentes e restabelecer o território como do rei Vladi.
Nos próximos días levantaremos acampamiento, nos reuniremos às tropas do rei e faremos o ataque à Vaki. Sei que vocês devem estar cheios de questões, portanto abro a perguntas, questionamentos e sugestões. Fiquem à vontade.

Alain escreveu:- O Rei Vladi é da Casa da Lua Crescente, certo? Nós temos algum apoio da Casa, ou ele está só para retomar seu território?

Virginia escreveu:- E como é a Umbra naquela região? Também está contaminada?

Shaira escreveu:-- Hãa... como assim?

*Volto-me para Shaira.*

-- Já me deparei com esse tipo de coisa antes... os espirais usam a radiação para tudo, desde aprender seus dons, para deformar e dar poderes a parentes e fomori, até mesmo como arma contra nós...

*Volto-me para Oleg.*

-- Pudemos perceber que o senhor tem um bom contingente sob seu comando Oleg-rya, mas como você disse em breve nos uniremos ao Rei Vladi, para o ataque... *bebo um gole de leite de camela*... ja possuem uma estratégia de infiltração dentro da vila para termos uma noção do tamanho do ataque, ou será realizado um ataque massivo de fora para dentro por todos os lados maximizando as baixas... e mais uma questão... ainda existe algum refém com eles na vila, porque esses seriam prioridade?



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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Qui 18 Ago 2016 - 13:32

Todos:

Alain escreveu:- O Rei Vladi é da Casa da Lua Crescente, certo? Nós temos algum apoio da Casa, ou ele está só para retomar seu território?


- Vladi não é da Casa Lua Crescente, Alain. Ele é originário de Coração Sábio e está bem longe da política tribal russa. Na verdade, sua situação é bem particular. Para ser sucinto, ele herdou um “reino” próprio de seu pai, o grande Slovan. Este formidável presa de prata teve a sabedoria de unificar vários pequenos caerns que viviam brigando entre si e sofriam ameaça de drenagem por espirais negras. Slovan formou um poderoso exército e começou a proteger as seitas umas das outras e dos espirais e, assim, logrou uma área de influência no Cazaquistão que abrange sete caerns e suas respectivas cidades de parentes.

Agora seu filho Vladi perpetua o legado.

Quanto a Lua Crescente, eles nunca perdoaram a morte daquela matilha inteira de cliaths durante o resgate das reféns, você deve estar lembrado. Quando vi que não nos protegeriam mais, dei o vínculo de vassalagem por rompido  e aproximei-me de Vladi. É mais lógico. Casa de Pedra está na fronteira, sempre tivemos mais a ver com a Ásia Central do que com os Urais. Assim que juntei os garous que me eram fiéis, formei este batalhão e coloquei-o a serviço de Vladi, em troca de sua ajuda para arrasar a aldeia que protege nossos inimigos dançarinos. Todos ganham assim,  pois a aldeia pertence ao reino de Vladi e ele também quer limpá-la.

Shaira escreveu:-- Hãa... como assim?

Klauss escreveu:*Volto-me para Shaira.*

-- Já me deparei com esse tipo de coisa antes... os espirais usam a radiação para tudo, desde aprender seus dons, para deformar e dar poderes a parentes e fomori, até mesmo como arma contra nós...


- Exatamente. Os testes nucleares em Semipalatinski, Cazaquistão, atraíram e fortaleceram os dançarinos da espiral negra. Então eles fizeram túneis subterrâneos de milhares de kilômetros em direção à Rússia.

Ao mesmo tempo tomaram nosso caern e o transformaram em uma colméia. Após recuperá-lo, descobrimos que a rede de túneis estava chegando até o fundo da caverna onde ficava o caern. É claro que o plano era formar uma base avançada de onde mandar hordas invasoras ao maior caern dos presas de prata, Lua Crescente, que o caern mais próximo ao nosso.

Conseguimos anular seus planos com ajuda dos garous do Cazaquistão, mas ainda continuavam chegando dançarinos ao nosso caern. Não pelos túneis, que foram destruídos, mas de algum lugar próximo. Investigamos e descobrimos que vinham de Vaki, a aldeia que vamos tomar.

Portanto estamos longe do foco da radiação mas lidamos com os monstros que ela criou.


Virgínia escreveu:- E como é a Umbra naquela região? Também está contaminada


- A umbra de Semipalatinski só está contaminada na área de testes, mas os garous cazaques estão tendo sucesso em controlá-la. E está bem longe.
Quanto a umbra de Vaki, temos fortes indícios de que está corrompida. A Ásia Central é uma região profunda e tradicional, onde a racionalidade e a descrença têm dificuldade em chegar. Portanto, para o bem e para o mal, os espíritos são fortes e numerosos e provavelmente nos darão trabalho em Vaki.


Klauss escreveu:-- Pudemos perceber que o senhor tem um bom contingente sob seu comando Oleg-rya, mas como você disse em breve nos uniremos ao Rei Vladi, para o ataque... *bebo um gole de leite de camela*... ja possuem uma estratégia de infiltração dentro da vila para termos uma noção do tamanho do ataque, ou será realizado um ataque massivo de fora para dentro por todos os lados maximizando as baixas... e mais uma questão... ainda existe algum refém com eles na vila, porque esses seriam prioridade?


- Não há reféns em Vaki. Os reféns estavam em nosso caern na Rússia e foram libertados há dois anos. Em Vaki há uma população corrompida pelos dançarinos da espiral negra.

Nosso ataque, portanto, será massivo e maximizando as baixas. A prioridade é o extermínio dos espirais e seus parentes e a recuperação do território para os garous.

Talvez sentindo que havia sido muito direto, Oleg fez uma pausa, coçou a cabeça e acrescentou em um tom mais brando:

- Eu sei que vocês estão acostumados com Uivo do Vento, Julián…. mas aqui a realidade é mais dura. Provavelmente o que encontraremos em Vaki serão farrapos humanos deformados por fora e ainda mais feios por dentro. É claro que se houver algum inocente e for possível salvá-lo, o faremos. Temos filhos de Gaia e fúrias negras entre nós… e …. eu recomendo que você deixe isso com eles, Klauss. A prioridade é o território, eu lamento…

Oleg deu um suspiro, bateu as mãos nos joelhos e se levantou.

- Bem, se vocês tiverem mais alguma pergunta, conversaremos no caminho, vou levá-los às suas tendas. - disse ele -  Amanhã cedo partimos, nos reunimos com Vlad e… a guerra vai começar!


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Qui 18 Ago 2016 - 16:42

Alaín nunca tiveram contato com a Coração Sábio, mas aprovava a iniciativa de Oleg em não manter vínculos infrutíferos com a Lua Crescente e encontrar novos suseranos. Fazia muito sentido para Triunfo-de-Gaia. Ele lamentava não estreitar relações com a corte da rainha Tamara Tvarivich, mas aquela confluência de garous de todas as tribos trabalhando juntos na Ásia Central eram um resultado notável das manobras políticas de Oleg.

Aquela operação nos túneis dos Espirais Negras era algo grande, e a tomada de Vaki seria apenas o primeiro passo de uma grande campanha. Talvez ele precisasse ficar por ali depois de exterminar os corrompidos, pelo menos por algum tempo.

Enquanto Oleg os despedia, Alaín ainda faria outra pergunta:

- E sobre as estruturas físicas? Se pudermos destruir tudo e fazer parecer um incêndio, poderíamos economizar problemas com o Véu...

Mesmo numa situação tensa como aquela, Alaín ainda se importava em lutar do jeito certo, respeitando a Litania.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Sex 19 Ago 2016 - 8:38

Não há reféns em Vaki. Os reféns estavam em nosso caern na Rússia e foram libertados há dois anos. Em Vaki há uma população corrompida pelos dançarinos da espiral negra.

Nosso ataque, portanto, será massivo e maximizando as baixas. A prioridade é o extermínio dos espirais e seus parentes e a recuperação do território para os garous.

-- Ótimo, assim não precisamos perder tempo resgatando ninguém... puro e simples exterminio...


- Eu sei que vocês estão acostumados com Uivo do Vento, Julián…. mas aqui a realidade é mais dura. Provavelmente o que encontraremos em Vaki serão farrapos humanos deformados por fora e ainda mais feios por dentro. É claro que se houver algum inocente e for possível salvá-lo, o faremos. Temos filhos de Gaia e fúrias negras entre nós… e …. eu recomendo que você deixe isso com eles, Klauss. A prioridade é o território, eu lamento…

*Aceno positivamente com a cabeça.*

-- Não muito diferente do quehavia em Babel, com a diferença que não vou perder tempo tentando salvar quem não precisa ser salvo.

- Bem, se vocês tiverem mais alguma pergunta, conversaremos no caminho, vou levá-los às suas tendas. - disse ele - Amanhã cedo partimos, nos reunimos com Vlad e… a guerra vai começar!

*Levanto-me para acompanhar Oleg, esvazio o leite de camela devolvendo a caneca, e faço questão de ficar por ultimo para falar com Oleg longe dos demais.*

-- Desculpe se pareço intrometido Oleg-rya, mas pelo que pude perceber nem todos os garou daqui ja estiveram numa batalha deste nivel antes... nem sequer estiveram em uma batalha um contra um pelo que pude perceber em sua tenda, sei que o senhor ja deve ter sua estrategia, mas se puder deixar que esses inexperientes lutem contra os parentes deixado os espirais para garou mais fortes, sei que no campo de batalha é bem dificil diferenciar... mas o motivo por ter ficado para trás para falar com o senhor é que Anton pediu que desse uma olhada em Nádia, pois acredita que com o temperamento que possui ela arrumara encrenca facil por aqui.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Sex 19 Ago 2016 - 10:29

Shaíra escutava atentamente a conversa entre os 'grandes garou, ela era uma novata e tinha tanta experiencia quanto um filhote ainda em treinamento. Aquela campanha seria seu batismo de fogo e faria de tudo para impressionar os garou mais velhos. A jovem estava ansiosa tanto para mostrar seu valou à causo dos garou, porém ao mesmo tempo sentia um pouco de medo, bastante comum de alguém que vivenciou à guerra de perto. Ela escutava a ideia de Alaín e sem conseguir manter sua boquinha fechada se intrometia na conversa dos garou mais experientes.

- E sobre as estruturas físicas? Se pudermos destruir tudo e fazer parecer um incêndio, poderíamos economizar problemas com o Véu...

-- Um incêndio?... Como a cidade serviu de área de teste nucleares, talvez se simularmos algum vazamento ou coisa do tipo... apesar do quê..seriam muitas mortes não é?

Após ouvir as explicações de Alain e as indagações dos demais garou, Shaíra se dirigiria até sua tenda para descansar. Em sua mente ela pensava naquele conflito iminente, estava ansiosa e ao mesmo tempo receosa, sentia falta de alguém como ela... alguém que também sentisse medo como Ahmed. Ela pensava em seus companheiros de grupo, que pareciam tão confiantes e corajosos... em sua mente Shaíra pensava se realmente estava ali como um guerreira de Gaia como os outros.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Seg 22 Ago 2016 - 10:37

Alain, Klauss, Shaira e Virgínia - YURT:

Alain escreveu:- E sobre as estruturas físicas? Se pudermos destruir tudo e fazer parecer um incêndio, poderíamos economizar problemas com o Véu...


- Bem observado, philodox. E a estratégia para tomar a cidade é justamente essa: fogo. Vaki está cercada por uma imensa paliçada. Não de madeira comum, já sabemos que está protegida por espíritos malignos e é ainda mais forte na umbra. Por fora parece uma bucólica homenagem aos tempos medievais mas por dentro, segundo nossos informantes, tem estacas onde regularmente se fazem empalamentos que alimentam sua energia da Wyrm.

Mas em última análise é madeira. Alguns de nós têm dons de controle do fogo e contamos com um grupo de arqueiros que lançarão flechas incandescentes nas casas ao redor e, sobretudo, dentro da paliçada, forçando os defensores a lidar com incêndios e distraindo-os. Ao mesmo tempo, outros grupos abrirão caminho através da paliçada.  A idéia é acuar o rebanho de parentes e seus guardiões e proceder à matança, deixando que o fogo termine o trabalho.

Quanto ao Véu, nossa situação é particular. O Cazaquistão é um país com baixa densidade demográfica. Metade da população está nas cidades e o resto desperso em estepes sem fim. Vaki e as outras seis cidades do reino são povoadas por rebanhos de parentes - versões maiores da vila que tínhamos em Casa de Pedra, está lembrado? E os anos de assédio pelos dançarinos tanto corrompeu os fracos quanto afastou as pessoas decentes. As cidades humanas mais próximas saberão apenas que Vaki foi arrasada por um incêndio; estarão tão distantes e ignorantes de sua purificação quanto estiveram de sua queda para a Wyrm.


Shaira escreveu:-- Um incêndio?... Como a cidade serviu de área de teste nucleares, talvez se simularmos algum vazamento ou coisa do tipo... apesar do quê..seriam muitas mortes não é?


- Não, Shaira. A cidade onde se fizeram testes nucleares foi Semey. Vaki só deu guarita para os monstruosos dançarinos e parentes que Semey criou. Não é difícil que haja alguma contaminação radioativa residual mas não é do conhecimento humano como para justificar a destruição da cidade.


KLAUSS escreveu:-- Não muito diferente do que havia em Babel, com a diferença que não vou perder tempo tentando salvar quem não precisa ser salvo.


- Sim, Klauss. Aqui você deverá se preocupar apenas o que sua tribo faz melhor: lutar. Quem se preocupará em vigiar excessos e salvar algum eventual inocente é Virgínia.

Klauss - YURT:

-- Desculpe se pareço intrometido Oleg-rya, mas pelo que pude perceber nem todos os garou daqui ja estiveram numa batalha deste nivel antes... nem sequer estiveram em uma batalha um contra um pelo que pude perceber em sua tenda, sei que o senhor ja deve ter sua estrategia, mas se puder deixar que esses inexperientes lutem contra os parentes deixado os espirais para garou mais fortes, sei que no campo de batalha é bem dificil diferenciar... mas o motivo por ter ficado para trás para falar com o senhor é que Anton pediu que desse uma olhada em Nádia, pois acredita que com o temperamento que possui ela arrumara encrenca facil por aqui.

Oleg ouviu com atenção, não escondendo seu desagrado ao ouvir o nome de Nádia.

- O campo de batalhas é uma confusão onde você mata, se defende, mata de novo e, com sorte, não atinge um dos seus. Impossível escolher inimigos. Aos inexperientes serão dadas missões condizentes, mas eu não posso garantir a vida de ninguém. Isto é uma guerra.

Quanto a Nadia, eu lhe direi uma coisa. Anton é um garou inteligente, foi líder de nossa matiha e eu o respeito muito mas é um coração mole e está mais latino que um mexicano dormindo debaixo do sombreiro. Ele me mandou Nádia para eu fazer dela uma presa de prata digna da tribo e isso eu farei. Não quero que você perca seu tempo com ela, entendido? É uma ordem. Eu me entenderei com Anton depois
.

*****

Volg:
Volg sentiu que alguém levantava seu braço.

Era o árbitro, lembrou-se. Havia vencido outra luta.

Em meio à vertigem de imagens confusas em tons de vermelho que fazia rodar sua cabeça, conseguiu fixar a imagem do outro menino estendido no chão, inconsciente. Havia sido um nocaute. Aos 13 anos, mesmo o adversário usando capacete. Começou perceber um urro ao seu redor: a torcida gritava, violenta e extasiada. O árbitro ainda segurava sua mão, como a temer que desse mais um soco no adversário caído.

Olhou em direção ao técnico. Zangief tinha os olhos arregalados com uma estranha expressão de alegria e horror.

Volg sentia seu peito subir e baixar com a respiração. Não entendia mais um daqueles acessos de fúria que se tornavam frequentes. Dava pena o menino caído no ringue.  Era só um adversário, não um inimigo mas naqueles segundos em que tudo tinha ficado escuro, Volg quisera matá-lo. De verdade.

Era tudo muito estranho. E o mais estranho era que algo dentro de si ainda estava furioso.

Atordoado, Volg lembrou-se um instnte dos pesadelos que vinha tendo com lobos, florestas geladas e sangue escorrendo. Sentia o cheiro do sangue que brotava do supercílio e dos lábios do garoto, empapando sua face. O sangue o atordoava mais. E aumentava seu ódio.

Então o garoto gemeu. “Ainda está vivo!” pensou Volg segundos antes de outra onda irracional de fúria atingi-lo. Não queria sentir ódio, não tinha lógica, mas algo mas forte que ele gritava-lhe internamente que não deixasse feridos, que matasse o… inimigo.  Volg resistia, enquanto ao seu redor tudo girava: a torcida ruidosa, os olhos de Zangief, o árbitro, o garoto ensanguentado, o sangue… o sangue…

O menino tentou levantar-se  e foi então que o corpo de Volg explodiu em uma dor lancinante, que estirava seus ossos e músculos. Sentiu a roupa rasgando-se sobre sua pele a sua cabeça elevar-se até quase o dobro de sua altura.

Era forte, imenso, o ódio em estado puro. Com o canto dos olhos viu Zangief arrastando o menino para fora do ring. Deu um golpe que rasgou o tablado em tiras mas alguma força divina ajudou o treinador a escapar com o garoto. Volg urrou de frustração. E de ódio e desprezo ao lembrar-se do pânico estampado nos olhos de Zangief.

Estavam todos enlouquecidos, sobretudo Volg. Partiu as cordas, derrubando os postes  e saltou para o público. Muitos corriam aos gritos mas alguns ficaram paralizados de medo. Estes, Volg afastou-os com golpes que lhes partiam os ossos.  Depois alcançou os que corriam e sentiu sua carne rasgar-se facilmente sob suas garras afiadas. Porque, sim, tinha garras enormes e também podia sentir o interior de focinho comprido e presas pontudas ao tocá-los com a língua

Urrou novamente, estremecendo o ginásio, e saiu quebrando tudo o que estava no caminho.

Lá fora a planície sem fim, banhada pela lua, convidava a correr. E Volg correu a noite inteira.


***

O sol queimava suas costas mas, ao mesmo tempo, ele sentia frio por causa do vento. Estava nu sobre a vegetação meio seca da estepe. Levantou-se e a paisagem que viu foi um céu profundamente azul sobre um pasto plano e amarelado estendendo-se até o horizonte, não importava para onde se olhasse.

Estava no Cazaquistão para uma luta de exibição, recordou-se. As imagens da noite anterior vieram-lhe à mente e pareciam irreais. Mas ali estava ele, nu e no meio do nada.

Então notou uma colinas ao longe. No topo delas pequenas tendas brancas, como se fosse uma feira medieval. De algum modo sentiu que a fera em que se transformara na noite anterior o levara até ali.

Mas o que seriam aquelas barracas? Quem seria aquela gente? E como abordá-las naquele estado em que estava?

Que faria Volg?

Alain e Klauss:
Alain e Klauss ficaram em yurts vizinhos, ao lado do yurt individual de Oleg, no que seria a “ala nobre” do acampamento.

Os companheiros de Alain eram Maksin, o Lenhador; Dalebor, um veterano austero e correto; Fiodor, o noivo de Britany,  um theurge de raça puríssima com uma cicatriz de batalha; Karol, cujo irmão era casado com a irmã mais nova de Anton e um ragabash dos EUA chamado Hirson, o audaz. Todos eram presas de prata.

Spoiler:

Klauss uniu-se ao grupo de elite formado por membros de outras tribos. Só havia dois presas de prata nele – Obaim, Urso Gordo e Pakomi, Braços de Ferro - os demais eram Leyda, Lorcan e Ahmed.

Spoiler:

Oleg circulava entre os dois grupos. Para Klauss e Alain era uma oportunidade de indagar sobre detalhes do plano de invasão, inteirar-se da política garou local, conhecer presas de prata de outras casas ou simplesmente trocar informações.

Um pouco mais tarde chegou Nádia.

Não lembrava nem um pouco a galliard travessa que fazia brincadeiras com a moto. De seu antigo caráter conservava só a rebeldia, agora somada a uma amargura e um cinismo incomuns em cliaths. Por um segundo seus olhos brilharam ao vê-los, traindo uma certa alegria pelo reencontro. Mas rapidamente ela assumiu uma atitude agressiva.

Spoiler:

- Que foi? Meu tio mandou vocês aqui para saber se eu já morri?


Shaira:
Shaira foi levada até um yurt onde a maiora era de peregrinos silenciosos. Segundo Oleg eles atuavam principalmente como batedores, espiões e especialistas na umbra muitas vezes traiçoeira daquelas estepes.

Contrariando as espectativas, Ahmed não fazia parte desse grupo.

Shaira foi apresentada aos homens. Eram Ieraks, um cazaque calado e arisco mas bastante respeitado entre companheiros de batalhão; Agai, um senhor das sombras letão de cabelos compridos, que portava um arco e flecha e um jovem mestiço risonho e simpático chamado Glinka.

Spoiler:

Ieraks tinha uma água dourada, tradicional animal de caça no Cazaquistão e, naquele momento, a alimentava com pedaços de carne. Agai testava novas setas para seu arco e flecha e Glinka se encarregava de armar um yurt.

- Bem, você fica com eles, Shaira. Estão todos ocupados, você poderia começar dando uma mãozinha a eles. – disse Oleg ao despedir-se, sem especificar a quem ela deveria ajudar.

Apesar dos temperamentos diversos, todos pareciam receptíveis. A quem ajudaria Shaira?


Virgínia:
Enquanto caminhavam em direção ao yurt onde ficaria Virgínia, Oleg falou-lhe:

- Virgínia, vou colocá-la no grupo mais heterogêneo e difícil do batalhão e há razões para isso. A primeira é que nele temos uma filha de Gaia e um garra vermelha e acho que isso lhe deixaria mais à vontade. O mais importante porém, é que eu preciso que você se junte à sua companheira de tribo para dar uma olhada nesses garous.

Somos poucos presas de prata e tivemos que fazer as alianças possíveis para formar esse batalhão. Uma delas foi com roedores de ossos do campo do Enxame – e eles lutam sujo. Quero que vocês discretamente os vigiem e me relatem se há algum excesso, está bem? Também estarão encarregadas de manter a harmonia na parte mais encrenqueira do batalhão. Conto com as duas.


No entanto, ao chegarem não viram nada mais que roedores de ossos preguiçosamente armando um yurt.

- Onde estão os outros? – perguntou Oleg.

- Na colina. – indicou um homem de longos cabelos que parecia ser uma espécie de líder – Mandei-os buscar uns paus para consertar a armação do yurt.

- Bem… - disse Oleg olhando em direção às colinas, depois fez as apresentações.

O homem de cabelos compridos era Turiak e o que estava a seu lado se chamava Tumanco, o Sinistro, uma espécie de braço direito de Turiak.

Spoiler:

Oleg deixou Virgínia com eles e partiu. Tão logo afastou-se, Turiak comentou com Tumanco, como se Virgínia não estivesse ali:

- Então esse é o nosso “reforço”: outra maldita filha de Gaia e lupina, ainda por cima.

- Pelo menos é gostosa. – rosnou Tumanco, olhando Virgínia como a um pedaço de carne.

- Se era para mandar uma gostosa que anda de quatro, melhor que fosse parente!

Os homens explodiram em uma gargalhada.

Que faria Virgínia?



Última edição por Lua em Qua 24 Ago 2016 - 11:09, editado 1 vez(es) (Razão : Inclusão de imagem do grupo de Klauss)


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


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Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Natalie em Ter 23 Ago 2016 - 19:44

- Virgínia, vou colocá-la no grupo mais heterogêneo e difícil do batalhão e há razões para isso. A primeira é que nele temos uma filha de Gaia e um garra vermelha e acho que isso lhe deixaria mais à vontade. O mais importante porém, é que eu preciso que você se junte à sua companheira de tribo para dar uma olhada nesses garous.

Somos poucos presas de prata e tivemos que fazer as alianças possíveis para formar esse batalhão. Uma delas foi com roedores de ossos do campo do Enxame – e eles lutam sujo. Quero que vocês discretamente os vigiem e me relatem se há algum excesso, está bem? Também estarão encarregadas de manter a harmonia na parte mais encrenqueira do batalhão. Conto com as duas.

Virgínia acompanhou o ancião ouvindo tudo que ele falava. Aquilo explicava a necessidade dela ali.

- Pode contar comigo, Oleg. Vou fazer o meu melhor!

Quando encontraram dois dos roedores de ossos, parecia que até o Oleg tinha dificuldade para falar com eles.

"Isso vai ser bem complicado..."

Oleg deixou Virgínia com eles e partiu. Tão logo afastou-se, Turiak comentou com Tumanco, como se Virgínia não estivesse ali:

- Então esse é o nosso “reforço”: outra maldita filha de Gaia e lupina, ainda por cima.

- Pelo menos é gostosa. – rosnou Tumanco, olhando Virgínia como a um pedaço de carne.

- Se era para mandar uma gostosa que anda de quatro, melhor que fosse parente!

Os homens explodiram em uma gargalhada.

Que faria Virgínia?

Virgínia sorriu.

Não se incomodou com eles ignorando-a, ela já tinha visto bastante daquilo quando estava no zoológico. Os humanos raras vezes brincavam diretamente com ela, preferindo falar entre si como se ela fosse mera paisagem. Isso não a incomodava, ela tinha aprendido bastante só com observação.

Falou com eles num tom brincalhão:

- Não tem fêmeas nas matilhas de vocês?

Ela foi olhar o que eles estavam fazendo e disse:

- Então, como eu posso ajudar vocês? Nunca armei um desses yurts antes, como se faz?

Spoiler:

Assim que conseguisse permissão pra trabalhar ao lado deles, ela ia puxar conversa até conseguir fazer ela fluir:

- Então, Turiak e Tumanco, de onde vieram esses nomes?  É da terra de vocês?

- E essas tatuagens, têm alguma história por trás delas?

- Como foi a Primeira Mudança de vocês?

- Como são os outros roedores que foram lá pras colinas?


*Ações*
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Qua 24 Ago 2016 - 8:05

Yurt

- O campo de batalhas é uma confusão onde você mata, se defende, mata de novo e, com sorte, não atinge um dos seus. Impossível escolher inimigos. Aos inexperientes serão dadas missões condizentes, mas eu não posso garantir a vida de ninguém. Isto é uma guerra.

Quanto a Nadia, eu lhe direi uma coisa. Anton é um garou inteligente, foi líder de nossa matiha e eu o respeito muito mas é um coração mole e está mais latino que um mexicano dormindo debaixo do sombreiro. Ele me mandou Nádia para eu fazer dela uma presa de prata digna da tribo e isso eu farei. Não quero que você perca seu tempo com ela, entendido? É uma ordem. Eu me entenderei com Anton depois.

-- Sei que o senhor deve estar estranhando a preocupação de um Cria de Fenris para com os inexperientes, mas aprendi que Gaia nos fez fortes para protegermos os mais fracos e sei que se trata de uma guerra por isso de minha preocupação para com os mais fracos... quero que entenda que não estou questionando sua autoridade e sua estratégia, estou aqui para ajudar e não farei mais nada sem a sua autoridade. Quanto a Nádia estava apenas atendendo ao pedido de um amigo, não queria ser desrespeitoso para com o senhor Oleg-rya, assim como Anton-rya também confia plenamente no senhor e em seu julgamento por isso enviou Nádia, e farei como o senhor está ordenando. Desculpe por tomar seu tempo.


Convívio no acampamento

*Klauss até poderia estar na ala nobre do acampamento, mas nem de longe a ala nobre fazia seu estilo, então assim que acabou os afazeres dentro do yurt, saiu andando pelo acampamento auxiliando os que precisavam de ajuda a montar yurts e procuraria o local onde estariam treinando, observa por algum tempo e espera ser convidado para se juntar a eles nos treinos, mostraria pontos fracos em combates individuais e mostraria táticas de combate para oponentes múltiplos.*

-- No campo de batalha todos seremos uma única e grande matilha e precisaremos acima de tudo uns dos outros... sabem como se mede a força de uma corrente?? De acordo com a força de seu elo mais fraco, mas nós como matilha não podemos ter elos fracos, devemos conhecer os garou que lutam a nosso lado tão bem quanto a nós mesmos... e devemos proteger quem está a nosso lado como eles devem nos proteger... seremos uma nova Matilha de Prata, todos temos objetivos diferentes, temos augurios diferentes, tribos diferentes, mas no campo de batalha isso deixa de existir... todos seremos guerreiros de Gaia.

*Ao voltar para a ala nobre encontro com Nádia.*

- Que foi? Meu tio mandou vocês aqui para saber se eu já morri?

*Encaro Nádia de volta.*

-- Eu pareço alguém que veio aqui para ser babá de alguém Nadia??? Estou aqui pela guerra e para matar a maior quantidade daqueles vermes bastardos que eu puder....

*Chego próximo dela puxo e a abraço e cochicho junto a seu ouvido.*

--É bom ve-la inteira... e se me chamar de Blue aqui juro que arranco seu fígado...

*Me afasto um pouco e pisco para ela e esboço um sorriso.*



Última edição por Klauss Krugger em Qua 24 Ago 2016 - 12:42, editado 1 vez(es)


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Qua 24 Ago 2016 - 10:36


O sol queimava suas costas mas, ao mesmo tempo, ele sentia frio por causa do vento. Estava nu sobre a vegetação meio seca da estepe. Levantou-se e a paisagem que viu foi um céu profundamente azul sobre um pasto plano e amarelado estendendo-se até o horizonte, não importava para onde se olhasse.

Estava no Cazaquistão para uma luta de exibição, recordou-se. As imagens da noite anterior vieram-lhe à mente e pareciam irreais. Mas ali estava ele, nu e no meio do nada.

Então notou uma colinas ao longe. No topo delas pequenas tendas brancas, como se fosse uma feira medieval. De algum modo sentiu que a fera em que se transformara na noite anterior o levara até ali.

Mas o que seriam aquelas barracas? Quem seria aquela gente? E como abordá-las naquele estado em que estava?

Que faria Volg?



Volg continuou deitado por um tempo, pensando no que aconteceu na noite passada.
Ainda não acreditava que tinha se transformado naquilo e matado aquelas pessoas, estava confuso e apavorado mas ao mesmo tempo gostou daquilo.Lembrou quando ele e sua maẽ foram assaltados, se na época tivesse esse poder poderia ter protegido sua mãe.

Parou de pensar no assunto.Tinha que conseguir uma roupas e encontrar seu treinador.Pensou em pedir ajuda para as pessoas no topo da colina.

Levantou e começou a andar um pouco agaichado, olhou ao seu redor e  naõ encontrou nada ao redor para cobrir suas partes intimas.Chegando perto das barracas e daquelas pessoas, ficou pensando em como abordar alguém e pedir ajuda.

Chegou bem perto do acampamento e permaneceu escondido entre a vegetação seca, olhou para os lados do acampamento e não viu nenhum jeito de entrar escondido em alguma barraca.Pensou em esperar anoitecer, mas não tinha nenhum lugar para passar até a lua cair, então resolveu ir até la mesmo assim e pedir ajudar.Levantou com a mão nas partes intimas e foi até la.


Ola, alguém poderia me ajudar ???


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Qua 24 Ago 2016 - 10:45

Shaíra ouvia quieta, não sabia muito sobre a situação dos garou no Cazaquistão. Ela ficava imaginando o quanto perdera estando no Brasil e se sentia aliviada por Ahmed procura-la e tira-la daquele lugar, sentia-se mal por ser um peregrina que desconhecia tanto do universo dos garou. Ela decidiria ouvir mais os garou experientes no lugar de confronta-los.

- Bem, você fica com eles, Shaira. Estão todos ocupados, você poderia começar dando uma mãozinha a eles. – disse Oleg ao despedir-se, sem especificar a quem ela deveria ajudar. Apesar dos temperamentos diversos, todos pareciam receptíveis. A quem ajudaria Shaira?.

Shaíra se aproximava do grupo, Ieraks parecia um guerreiro calejado de antigos confrontos e por isso era respeitado. A jovem saudava primeiramente o senhor, ela inclinava-se suavemente diante de Ieraks e depois com um leve menear de cabeça para os dois ali presentes.

-- Assalamu alaikum, Ieraks não é? Me chamo Shaíra Passos sobre Areia, cliath dos Peregrinos. Oleg me disse informou que são vocês atuam como batedores e espiões. Espero puder ser útil...

- Bem, você fica com eles, Shaira. Estão todos ocupados, você poderia começar dando uma mãozinha a eles. – disse Oleg ao despedir-se, sem especificar a quem ela deveria ajudar.

Apesar dos temperamentos diversos, todos pareciam receptíveis. A quem ajudaria Shaira?

A jovem não ia com os 'focinho' dos Senhores das Sombras, do pouco que sabia da história dos garou sabia que eles, assim como os Pressas de Prata, foram responsáveis por várias desgraças no mundo e para Gaia. Ela não era uma combatente e por isso o uso do arco não lhe interessava, ela se aproximava de Glinka, achava o nome engraçado e bastante sonoro, como sabia um pouco sobre como armar tendas ela decidira dar uma forcinha para ele e claro não parecer uma inútil.

-- Olá, você deve ser o Glinka não é? Posso ajuda-lo a armar o yurt, eu passei muito tempo no deserto e acho que isso deve contar para montar um desses yurts

Shaíra falava jocosamente tentando ser amigável, sabia que era importante se familiarizar com eles já que contaria com eles no campo de batalha. A jovem tentava ajudar Glinka na montagem do yurt mesmo não sabendo muito sobre aquelas casas cazaques, ela olhava Glinka e tentava imita-lo

-- É...Assim... é difícil quando se é a primeira vez... Glinka, como são as atividades de você e do Agai? Devo ressaltar que a luta não é meu forte....


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Qui 25 Ago 2016 - 16:17

Alain – post anterior:

YURT

Alain escreveu:- E sobre as estruturas físicas? Se pudermos destruir tudo e fazer parecer um incêndio, poderíamos economizar problemas com o Véu...


- Bem observado, philodox. E a estratégia para tomar a cidade é justamente essa: fogo. Vaki está cercada por uma imensa paliçada. Não de madeira comum, já sabemos que está protegida por espíritos malignos e é ainda mais forte na umbra. Por fora parece uma bucólica homenagem aos tempos medievais mas por dentro, segundo nossos informantes, tem estacas onde regularmente se fazem empalamentos que alimentam sua energia da Wyrm.

Mas em última análise é madeira. Alguns de nós têm dons de controle do fogo e contamos com um grupo de arqueiros que lançarão flechas incandescentes nas casas ao redor e, sobretudo, dentro da paliçada, forçando os defensores a lidar com incêndios e distraindo-os. Ao mesmo tempo, outros grupos abrirão caminho através da paliçada.  A idéia é acuar o rebanho de parentes e seus guardiões e proceder à matança, deixando que o fogo termine o trabalho.

Quanto ao Véu, nossa situação é particular. O Cazaquistão é um país com baixa densidade demográfica. Metade da população está nas cidades e o resto desperso em estepes sem fim. Vaki e as outras seis cidades do reino são povoadas por rebanhos de parentes - versões maiores da vila que tínhamos em Casa de Pedra, está lembrado? E os anos de assédio pelos dançarinos tanto corrompeu os fracos quanto afastou as pessoas decentes. As cidades humanas mais próximas saberão apenas que Vaki foi arrasada por um incêndio; estarão tão distantes e ignorantes de sua purificação quanto estiveram de sua queda para a Wyrm.


Shaira escreveu:-- Um incêndio?... Como a cidade serviu de área de teste nucleares, talvez se simularmos algum vazamento ou coisa do tipo... apesar do quê..seriam muitas mortes não é?


- Não, Shaira. A cidade onde se fizeram testes nucleares foi Semey. Vaki só deu guarita para os monstruosos dançarinos e parentes que Semey criou. Não é difícil que haja alguma contaminação radioativa residual mas não é do conhecimento humano como para justificar a destruição da cidade.


ACAMPAMENTO

Alain e Klauss ficaram em yurts vizinhos, ao lado do yurt individual de Oleg, no que seria a “ala nobre” do acampamento.

Os companheiros de Alain eram Maksin, o Lenhador; Dalebor, um veterano austero e correto; Fiodor, o noivo de Britany,  um theurge de raça puríssima com uma cicatriz de batalha; Karol, cujo irmão era casado com a irmã mais nova de Anton e um ragabash dos EUA chamado Hirson, o audaz. Todos eram presas de prata.

Spoiler:

Klauss uniu-se ao grupo de elite formado por membros de outras tribos. Só havia dois presas de prata nele – Obaim, Urso Gordo e Pakomi, Braços de Ferro - os demais eram Leyda, Lorcan e Ahmed.

Spoiler:

Oleg circulava entre os dois grupos. Para Klauss e Alain era uma oportunidade de indagar sobre detalhes do plano de invasão, inteirar-se da política garou local, conhecer presas de prata de outras casas ou simplesmente trocar informações.

Um pouco mais tarde chegou Nádia.

Não lembrava nem um pouco a galliard travessa que fazia brincadeiras com a moto. De seu antigo caráter conservava só a rebeldia, agora somada a uma amargura e um cinismo incomuns em cliaths. Por um segundo seus olhos brilharam ao vê-los, traindo uma certa alegria pelo reencontro. Mas rapidamente ela assumiu uma atitude agressiva.

Spoiler:

- Que foi? Meu tio mandou vocês aqui para saber se eu já morri?


Klauss:
Klauss circulou pelo acampamento, oferecendo sua ajuda a quem precisasse. Os yurts já estavam montados, porém, e a maioria dos guerreiros já tinha terminado seus treinos e afazeres e agora comiam e se preparavam para a noite, que se anunciava com um vento cada vez mais gélido.  Um grupo convidou Klauss para jantar com eles.

As palavras de Klauss receberam uma aprovação silenciosa dos garous mais velhos mas foi sobretudo entre os jovens cliaths que elas caíram com força. De repente ele viu quase uma dezena de pares de olhos adolescentes fixados nele e balançando a cabeça afirmativamente com entusiasmo.  Seu pequeno discurso tinha sido inspirador.

Quando voltou à sua tenda encontrou Nádia, com uma atitude provocativa.


- Que foi? Meu tio mandou vocês aqui para saber se eu já morri?

*Encaro Nádia de volta.*

-- Eu pareço alguém que veio aqui para ser babá de alguém Nadia??? Estou aqui pela guerra e para matar a maior quantidade daqueles vermes bastardos que eu puder....

*Chego próximo dela puxo e a abraço e cochicho junto a seu ouvido.*

--É bom ve-la inteira... e se me chamar de Blue aqui juro que arranco seu fígado...

*Me afasto um pouco e pisco para ela e esboço um sorriso.*


Nádia deu um sorriso encabulado. Havia uma profunda tristeza em seu olhar.

- Não… chega de apelidos. – disse ela, pensativa – Bah… você vai acabar sabendo…. Aqui tenho um apelido. Basta que eu comece a questionar as coisas ou me rebele para que me chamem de Lua Errada. Os idiotas dizem que eu quero ser ragabash em vez de galliard. Isso é porque minha tribo é uma reunião de bestas descerebradas que seguem piamente qualquer idiota com posto alto e raça pura, em vez de usar a cabeça. Mas vamos deixar essa m*erda toda de lado, Klauss. Estou contente de ver você…

Partiu pouco tempo depois. Os companheiros de Klauss chegaram e todos se recolheram para dormir.


Shaira:

A jovem saudava primeiramente o senhor, ela inclinava-se suavemente diante de Ieraks e depois com um leve menear de cabeça para os dois ali presentes.

-- Assalamu alaikum, Ieraks não é? Me chamo Shaíra Passos sobre Areia, cliath dos Peregrinos. Oleg me disse informou que são vocês atuam como batedores e espiões. Espero puder ser útil...



Ieraks ficou contente com a deferência e até esboçou um leve sorriso, devolvendo a saudação com a cabeça. Os outros também cumprimentaram-na.

Então Shaíra se aproximou de Glinka.



-- Olá, você deve ser o Glinka não é? Posso ajuda-lo a armar o yurt, eu passei muito tempo no deserto e acho que isso deve contar para montar um desses yurts



- Ajudará mais do que imagina! – disse Glinka com um sorriso malandro.

Tinha um riso contagiante e uma simpatia que deixava qualquer um à vontade imediatamente. Mostrou a Shaíra como terminar de colocar a armação de madeira e cobrir a tenda, o que não pareceu difícil para a jovem. Em pouco tempo o yurt estava montado e todos entraram.

Agai acendeu o fogo e uma fumaça clara começou a subir até o orifício que ficava no centro do yurt. Ierakis guardou a águia em uma grande jaula, que cobriu com uma manta. Em seguida jantaram carne, acompanhada por um chá.



Glinka, como são as atividades de você e do Agai? Devo ressaltar que a luta não é meu forte....



- Agai, Ieraks e eu normalmente vamos antes dos demais para analisar o campo de batalha e espiar o inimigo. No caso de Vaki, a cidade que vamos tomar, nós estivemos antes na cidade de parentes mais próxima a ela, Dazil, e obtivemos informações sobre a sua corrupção. Depois nos aproximamos o mais que pudemos da paliçada, pela umbra e almas sem descanço nos contaram sobre os espíritos da Wyrm que a protegem. Esse é o nosso trabalho. Usamos mais a cabeça que as garras mas eu lhe direi uma coisa, somos garous acima de tudo, você tem que aprender a lutar…

A conversa seguiu um pouco mais porém todos já estavam cansado. O frio do lado de fora, a calidez no interior do yurt e a sensação de dormir novamente em uma tenda eram tão relaxantes que Shaíra adormeceu imediatamente.

Virgínia:

- Não tem fêmeas nas matilhas de vocês?

Ela foi olhar o que eles estavam fazendo e disse:

- Então, como eu posso ajudar vocês? Nunca armei um desses yurts antes, como se faz?


As frases diretas e o olhar de Virgínia desconcertaram os dois valentões, que ficaram sem ação por uns segundos. O queixo de Turiak chegou a cair um pouquinho.

- Ãhhh… - disse ele recuperando a compostura – Bonita desse jeito, não!

Em seguida mostraram a Virgínia como armar o yurt, que ela não achou difícil, e os três foram conversando enquanto faziam o trabalho.

Em pouco tempo já estavam tagarelando e exibindo-se como os homens costumam fazer quando estão com uma mulher bonita. Disseram que seus nomes não eram comuns em nenhum lugar.  “Nossas mães foram criativas”, brincou Turiak. Contaram em detalhes todas as histórias por tras das tatuagens, nas quais, invariavelmente, eles haviam sido heróis;  relataram suas terríveis primeiras mudanças e se pavonearam sobre seus rituais de passagens dificilimos.

Ao sem perguntados sobre os outros roedores, Turiak disse que eram “razoáveis” com um gesto de indiferença que queria dizer que nenhum deles era tão bom quanto eles dois. Ao que Tumanko assentiu com um sorriso de dentes podres.

Em seguida esquentaram três latas com carne de cavalo e fizeram chá de ervas para acompanhar.

Os outros roedores e membros daquele grupo só chegaram bem mais tarde, quando Virgínia já estava deitada. Fizeram um estardalhaço jogando os pedaços de madeira em um canto e dando risadas. Parecia que alguns estavam bêbados.  No fim tudo silenciou.

Virgínia adormeceu tranquilamente, com a certeza reconfortante de haver posto os chefões dos roedores de ossos no bolso.


Volg:



Ola, alguém poderia me ajudar ???




Volg viu que um homem vinha em sua direção sem aparentar surpresa por sua presença. Ao chegar perto de Volg, ele sorriu e disse:

- Os espíritos me avisaram de que você estava vindo.

Spoiler:

Mesmo estando usando uma armadura e tendo o  rosto rasgado por uma feia cicatriz, aquele homem inspirava uma confiança instintiva em Volg. Era como se fosse a representação de heróis míticos do passado, cheios de nobreza e honra.*

O homem cobriu Volg com um manto e levou-o até uma das tendas, onde entregou-lhe algumas roupas de seu tamanho. Quando Volg estava completamente vestido, o homem fez uma espécie de prece e falou:

- Agora suas roupas estão “dedicadas” e lhe acompanharão nas mudanças de forma e nas entradas ao mundo espiritual. Não se assuste, você é um ser sobrenatural,  é matéria e também espírito  e pode acessar os dois mundos, material e espiritual, desde que sua Primeira Mudança ocorreu. Conosco aprenderá a controlar sua fúria e usá-la para nobres fins. Somos todos como você aqui. Somos lobisomens e nos chamamos garous.

Em seguida o homem perguntou o nome de Volg e se apresentou como Fiodor Guerreiro da Sombra de Veludo.

Enquanto preparava para Volg uma espécie de pastel assado e chá, Fiodor lhe deu algumas breves informações adicionais sobre a vida garou, ressaltando que ele esquecesse tudo o que pensava saber sobre lobisomens. Que os garous eram reais e algo muito mais sofisticado e honroso que um monstro.

Quando saíram da tenda, havia um grupo de curiosos ao redor. Também estava o líder deles, Oleg, Brado dos Justos.

Spoiler:

Ao ser apresentado a Volg, Oleg fez uma careta e coçou a cabeça.

- Um filhote… Um exército em guerra não é lugar para um filhote…

- Um cria de fenris. – respondeu Fiodor - A guerra é seu elemento e ele aprenderá rápido. Ademais, é a vontade de Gaia, temos que respeitá-la.

Oleg não replicou. Em vez disso, mandou que reunissem os todos os garous do acampamento. Volg seria apresentado a sua gente.


*Fiodor tem 5 pontos em Raça Pura

Todos:
Na manhã seguinte, Alain, Klauss, Shaíra e Virgínia despertaram em suas tendas e começaram o os afazeres do dia junto a seus respectivos companheiros. Assearam-se, reavivaram o fogo, prepararam algo para comer, limparam a pouca louça e já estavam dando início à tarefa de levantar acampamento quando foram avisados de que deveriam reunir-se no centro do acampamento.

O ar frio da manhã ainda lhes queimava os narizes. Os garous foram chegando rapidamente e em pouco tempo estavam reunidos cerca de trinta garous, entre homens e mulheres, no local indicado.

Ao lado de Fiodor, Volg esperava para ser apresentado ao que diziam ser seu povo. Observava os rostos mais emblemáticos

Spoiler:




Reparou em um grupo que estavam junto, como se já se conhecesse há algum tempo.

Spoiler:

Alaín, Klauss, Shaíra e Virgínia, por sua vez, viram um menino de uns treze anos, sentado entre Fiodor e Oleg.

Volg:

Oleg tomou a palavra.

- Há algumas semanas nosso maior theurge, Fiodor, me disse que tinha sonhado que Gaia nos entregava um precioso filhote de lobo. Não um lobo comum mas uma cria do Grande Fenrir. Cheguei a pensar que o que previa era a vinda de Klauss Krugger mas eis que a Mãe foi generosa e nos mandou também um filhote recém-transformado dos crias de fenris. Estamos muito gratos por esse novo guerreiro que emerge do sono de criança humana para a salvação de Gaia, nossa Terra, tão ameaçada quando querida.

É nossa honrosa missão, pois, acolher este filhote, ensiná-lo, orientá-lo e protegê-lo enquanto o preparamos para o desafio que o tranformará em adulto para nossa gente: o Rito de Passagem.

Façamos isso com todo o empenho. Cada um de nós tem algo a ensinar-lhe sobre nossa cosmogonia, nossas lendas, nosso modo de vida, nosso poderes e deveres, nossa raças, augúrios e tribos. Klauss, em particular, sobre sua tribo.

Este é um momento de júbilo.

Volg Havart, este é seu povo. Seja bem-vindo ao primeiro passo no caminho de um guerreiro garou!

Garous de todas as raças, augúrios e tribos, recebem Volg Havart!


Os garous se levantaram e uma estridente aclamação de palmas, uivos, assobios e gritos soou para  o filhote recém-chegado.

O frio se dissipava, dando lugar a um belo dia. No céu, porém, ainda podia ser vista uma lua cheia já começando a minguar. Era a mesma que brilhava quando Volg nasceu e que agora parecia recusar-se a ir embora, orgulhosa do renascimento de seu protegido para uma nova vida, regida por ela..



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