ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Qui 25 Ago 2016 - 18:52

- Bem observado, philodox. E a estratégia para tomar a cidade é justamente essa: fogo. Vaki está cercada por uma imensa paliçada. Não de madeira comum, já sabemos que está protegida por espíritos malignos e é ainda mais forte na umbra. Por fora parece uma bucólica homenagem aos tempos medievais mas por dentro, segundo nossos informantes, tem estacas onde regularmente se fazem empalamentos que alimentam sua energia da Wyrm.

Mas em última análise é madeira. Alguns de nós têm dons de controle do fogo e contamos com um grupo de arqueiros que lançarão flechas incandescentes nas casas ao redor e, sobretudo, dentro da paliçada, forçando os defensores a lidar com incêndios e distraindo-os. Ao mesmo tempo, outros grupos abrirão caminho através da paliçada.  A idéia é acuar o rebanho de parentes e seus guardiões e proceder à matança, deixando que o fogo termine o trabalho.

Quanto ao Véu, nossa situação é particular. O Cazaquistão é um país com baixa densidade demográfica. Metade da população está nas cidades e o resto desperso em estepes sem fim. Vaki e as outras seis cidades do reino são povoadas por rebanhos de parentes - versões maiores da vila que tínhamos em Casa de Pedra, está lembrado? E os anos de assédio pelos dançarinos tanto corrompeu os fracos quanto afastou as pessoas decentes. As cidades humanas mais próximas saberão apenas que Vaki foi arrasada por um incêndio; estarão tão distantes e ignorantes de sua purificação quanto estiveram de sua queda para a Wyrm.

Alaín assentiu, com ar de bom entendedor.

Spoiler:

"Como eu pensei, num país pouco urbanizado e uma cidade em local ermo, vai ser fácil passar despercebido com esse massacre. Que bom que já pensaram em tudo, não preciso dar aula pra ahrouns experientes. Posso me concentrar em manter as forças de ataque coesas e harmônicas."

- Não, Shaira. A cidade onde se fizeram testes nucleares foi Semey. Vaki só deu guarita para os monstruosos dançarinos e parentes que Semey criou. Não é difícil que haja alguma contaminação radioativa residual mas não é do conhecimento humano como para justificar a destruição da cidade.

"Está aí uma coisa para tomar cuidado, não queremos que algum espiral negra com poderes radioativos faça estragos demais nas nossas fileiras..."


ACAMPAMENTO

Alaín estendeu a mão para cumprimentar formalmente cada um dos presas de prata que lhe eram apresentados, julgando mentalmente cada um segundo suas primeiras impressões.

"Lenhador, Maksin? espero que esse machado seja algum tipo de fetiche... Dalebor, massivo e resistente, um paredão, quase certamente um ahroun... Fiodor, muito bem protegido com armadura, o que é bom, pois não quero que Britany fique sem seu prometido, de grande raça pura também, o que é cada vez mais raro mesmo em nossa tribo...  Karol é cunhado de Anton? Esse laços familiares sempre me surpreendem, Aleksander com certeza conheceria melhor essa árvore genealógica... Hirson, americano até a raiz do cabelo, ops, ele não tem cabelo, mas parece competente mesmo assim... Um grupo impressionante, rei Vladi!"

- É um prazer conhecê-los, senhores! Espero que minha atuação nessa campanha esteja à altura de suas habilidades!

Ele também foi saudar os demais garous do yurt onde Klauss ia ficar e formou opiniões sobre eles também.

"Lorcan, Leyda, rostos bem conhecidos já, não preciso me preocupar com eles...Obaim e Pakomi, dois presas de prata bastante capazes de se virar em combate ao que parece... Ahmed, eu me lembro dele, nos recepcionou no Marrocos da outras vez... bons aliados de modo geral..."

Um pouco mais tarde chegou Nádia.

Não lembrava nem um pouco a galliard travessa que fazia brincadeiras com a moto. De seu antigo caráter conservava só a rebeldia, agora somada a uma amargura e um cinismo incomuns em cliaths. Por um segundo seus olhos brilharam ao vê-los, traindo uma certa alegria pelo reencontro. Mas rapidamente ela assumiu uma atitude agressiva.

- Que foi? Meu tio mandou vocês aqui para saber se eu já morri?

-- Eu pareço alguém que veio aqui para ser babá de alguém Nadia??? Estou aqui pela guerra e para matar a maior quantidade daqueles vermes bastardos que eu puder....

Alaín saudou Nádia formalmente, com apenas um aceno de cabeça.

- Na verdade, viemos morrer ao seu lado, mas antes queremos matar todos os espirais que cruzarem nosso caminho. Portanto, não se apresse em morrer.

- Não… chega de apelidos. – disse ela, pensativa – Bah… você vai acabar sabendo…. Aqui tenho um apelido. Basta que eu comece a questionar as coisas ou me rebele para que me chamem de Lua Errada. Os idiotas dizem que eu quero ser ragabash em vez de galliard. Isso é porque minha tribo é uma reunião de bestas descerebradas que seguem piamente qualquer idiota com posto alto e raça pura, em vez de usar a cabeça. Mas vamos deixar essa m*erda toda de lado, Klauss. Estou contente de ver você…

Alaín falou por cima do ombro de Klauss:
Spoiler:
- Como é? Vocês dois têm apelidos? Não se preocupe, não vou chamá-la assim, você tem um nome garou e deve fazer jus a ele. Aprender o momento certo de questionar é complicado até para os mais bem treinados de nossa tribo, mas lembre-se de respeitar aqueles de posto maior e com paciência encontrará o jeito certo de lidar com cada um. Não se envergonhe de quem você é, Nádia!


DIA SEGUINTE
Na manhã seguinte, Alain, Klauss, Shaíra e Virgínia despertaram em suas tendas e começaram o os afazeres do dia junto a seus respectivos companheiros. Assearam-se, reavivaram o fogo, prepararam algo para comer, limparam a pouca louça e já estavam dando início à tarefa de levantar acampamento quando foram avisados de que deveriam reunir-se no centro do acampamento.

Alaín não se importava de acampar, mas com certeza era a parte mais anticlimática de ir para a guerra. Depois de fazer metodicamente e com perfeição todos os deveres que lhe eram cabíveis, ele já se preparava para desmontar o acampamento quando foram convocados ao centro do campo. Triunfo-de-Gaiua agradeceu a Gaia e ao Falcão por aquela bem-vinda interrupção na rotina maçante.

Ao ver alguns dos outros, Alaín agradeceu novamente por ter ficado entre os presas de prata e os garous mais ocidentais, poupando-lhe do desafio de conflitos culturais.

- Há algumas semanas nosso maior theurge, Fiodor, me disse que tinha sonhado que Gaia nos entregava um precioso filhote de lobo. Não um lobo comum mas uma cria do Grande Fenrir. Cheguei a pensar que o que previa era a vinda de Klauss Krugger mas eis que a Mãe foi generosa e nos mandou também um filhote recém-transformado dos crias de fenris. Estamos muito gratos por esse novo guerreiro que emerge do sono de criança humana para a salvação de Gaia, nossa Terra, tão ameaçada quando querida.

É nossa honrosa missão, pois, acolher este filhote, ensiná-lo, orientá-lo e protegê-lo enquanto o preparamos para o desafio que o tranformará em adulto para nossa gente: o Rito de Passagem.

Façamos isso com todo o empenho. Cada um de nós tem algo a ensinar-lhe sobre nossa cosmogonia, nossas lendas, nosso modo de vida, nosso poderes e deveres, nossa raças, augúrios e tribos. Klauss, em particular, sobre sua tribo.

Este é um momento de júbilo.

Volg Havart, este é seu povo. Seja bem-vindo ao primeiro passo no caminho de um guerreiro garou!

Garous de todas as raças, augúrios e tribos, recebem Volg Havart!

Triunfo-de-Gaia bateu palmas estrondosas e ate deu uns gritos de aclamação, mas manteve a compostura, pensando que fazia muito tempo que não via um novo filhote.

Esperou que pudesse ter a oportunidade de aproximar-se para cumprimentar Volg com a mão estendida, sorrindo ao dizer:

- É um prazer acolhê-lo como irmão de nosso povo, Volg Havart! Espero ouvir muito de seus feitos de bravura dentro em breve! Lutaremos juntos!
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Sex 26 Ago 2016 - 8:54

*Tendo sucesso em motivar os mais jovens recebendo a aprovação dos mais velhos volto-me para meu Yurt.*

- Não… chega de apelidos. – disse ela, pensativa – Bah… você vai acabar sabendo…. Aqui tenho um apelido. Basta que eu comece a questionar as coisas ou me rebele para que me chamem de Lua Errada. Os idiotas dizem que eu quero ser ragabash em vez de galliard. Isso é porque minha tribo é uma reunião de bestas descerebradas que seguem piamente qualquer idiota com posto alto e raça pura, em vez de usar a cabeça. Mas vamos deixar essa m*erda toda de lado, Klauss. Estou contente de ver você…

- Como é? Vocês dois têm apelidos? Não se preocupe, não vou chamá-la assim, você tem um nome garou e deve fazer jus a ele. Aprender o momento certo de questionar é complicado até para os mais bem treinados de nossa tribo, mas lembre-se de respeitar aqueles de posto maior e com paciência encontrará o jeito certo de lidar com cada um. Não se envergonhe de quem você é, Nádia!

*Olho para Alain e volto a falar com Nádia.*

-- Se você está dizendo que sua tribo é uma reunião de bestas descerebradas quem sou eu para contrariar isso... mas há alguns poucos que valem a pena, e com certeza Nádia você é um desses, os mais velhos as vezes tomam atitudes que para nós parecem impensadas e mesmo idiotas, mas considere que eles tem a experiência do lado deles, questione sim, mas espere a hora e o lugar para fazer isso, agir precipitadamente sempre faz com que metamos os pés pelas mãos.

Partiu pouco tempo depois. Os companheiros de Klauss chegaram e todos se recolheram para dormir.

Na manhã seguinte, Alain, Klauss, Shaíra e Virgínia despertaram em suas tendas e começaram o os afazeres do dia junto a seus respectivos companheiros. Assearam-se, reavivaram o fogo, prepararam algo para comer, limparam a pouca louça e já estavam dando início à tarefa de levantar acampamento quando foram avisados de que deveriam reunir-se no centro do acampamento.

*Após os afazeres diarios se junta aos demais no centro do acampamento.*

- Há algumas semanas nosso maior theurge, Fiodor, me disse que tinha sonhado que Gaia nos entregava um precioso filhote de lobo. Não um lobo comum mas uma cria do Grande Fenrir. Cheguei a pensar que o que previa era a vinda de Klauss Krugger mas eis que a Mãe foi generosa e nos mandou também um filhote recém-transformado dos crias de fenris. Estamos muito gratos por esse novo guerreiro que emerge do sono de criança humana para a salvação de Gaia, nossa Terra, tão ameaçada quando querida.

É nossa honrosa missão, pois, acolher este filhote, ensiná-lo, orientá-lo e protegê-lo enquanto o preparamos para o desafio que o tranformará em adulto para nossa gente: o Rito de Passagem.

Façamos isso com todo o empenho. Cada um de nós tem algo a ensinar-lhe sobre nossa cosmogonia, nossas lendas, nosso modo de vida, nosso poderes e deveres, nossa raças, augúrios e tribos. Klauss, em particular, sobre sua tribo.

Este é um momento de júbilo.

Volg Havart, este é seu povo. Seja bem-vindo ao primeiro passo no caminho de um guerreiro garou!

Garous de todas as raças, augúrios e tribos, recebem Volg Havart!

*Após as palavras de Oleg Klauss é o primeiro a se levantar e a começar a uivar em saudação ao filhote.*

- É um prazer acolhê-lo como irmão de nosso povo, Volg Havart! Espero ouvir muito de seus feitos de bravura dentro em breve! Lutaremos juntos!

*Extendo a mão cumprimentando o jovem cria.*

-- Bem vindo irmão, após todos falarem com você, me procure... tenho algumas coisas a lhe falar.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Sex 26 Ago 2016 - 10:40

Ieraks ficou contente com a deferência e até esboçou um leve sorriso, devolvendo a saudação com a cabeça. Os outros também cumprimentaram-na.

Então Shaíra se aproximou de Glinka.
- Ajudará mais do que imagina! – disse Glinka com um sorriso malandro.

Tinha um riso contagiante e uma simpatia que deixava qualquer um à vontade imediatamente. Mostrou a Shaíra como terminar de colocar a armação de madeira e cobrir a tenda, o que não pareceu difícil para a jovem. Em pouco tempo o yurt estava montado e todos entraram.

Agai acendeu o fogo e uma fumaça clara começou a subir até o orifício que ficava no centro do yurt. Ierakis guardou a águia em uma grande jaula, que cobriu com uma manta. Em seguida jantaram carne, acompanhada por um chá.

Shaíra ficava bem mais à vontade com Glinka devido ao seu sorriso mais natural, Shaíra vivera com humanos bem mais do com garou, a jovem apreciava bem mais a companhia de quem era mais natural do que de algum Presa de Prata metido ou de um Senhor das Sombras manipulador. Mas Agai não parecia ser o típico chato Senhor das Sombras e pensava que devia dar-lhe uma chance, Shaíra fazia questão de servir seu companheiros de Yurt, era um costume muito fortemente enraizado nela.

- Agai, Ieraks e eu normalmente vamos antes dos demais para analisar o campo de batalha e espiar o inimigo. No caso de Vaki, a cidade que vamos tomar, nós estivemos antes na cidade de parentes mais próxima a ela, Dazil, e obtivemos informações sobre a sua corrupção. Depois nos aproximamos o mais que pudemos da paliçada, pela umbra e almas sem descanço nos contaram sobre os espíritos da Wyrm que a protegem. Esse é o nosso trabalho. Usamos mais a cabeça que as garras mas eu lhe direi uma coisa, somos garous acima de tudo, você tem que aprender a lutar…

A jovem notava que estava no grupo certo, preferia rastrear e espionar do que a lutar contra inimigos. Ficar na inteligência lhe era mais confortável e também fazia mais jus as suas habilidades. Porém sabia que era uma guerreira e como tal lutas, mesmo que raras iriam acorrer... e ela precisa estar preparada.
-- Sim, eu prefiro usar a cabeça do que as garras e infelizmente não sou uma boa lutadora e reconheço essa fraqueza, não quero ser um peso morto quando precisar lutar... Agai, eu vi você preparando algumas flechas quando cheguei, poderia me ensinar a usar o arco? Acho o arco uma ótima arma para infiltrações, rápida e silenciosa.

Na manhã seguinte, Alain, Klauss, Shaíra e Virgínia despertaram em suas tendas e começaram o os afazeres do dia junto a seus respectivos companheiros. Assearam-se, reavivaram o fogo, prepararam algo para comer, limparam a pouca louça e já estavam dando início à tarefa de levantar acampamento quando foram avisados de que deveriam reunir-se no centro do acampamento.

O ar frio da manhã ainda lhes queimava os narizes. Os garous foram chegando rapidamente e em pouco tempo estavam reunidos cerca de trinta garous, entre homens e mulheres, no local indicado.

Ao lado de Fiodor, Volg esperava para ser apresentado ao que diziam ser seu povo. Observava os rostos mais emblemáticos

As atividade caseiras não eram complicadas e nem enfadonhas para Shaíra, desde pequena fora educada à ser uma ‘boa esposa’ para seu futuro marido, Justamente por isso não era uma guerreira... mas sim apenas uma jovem com garras que sobrevivera uma guerra. Terminado os afazeres, Shaíra e assim como os outros foram até o centro do acampamento, onde um filhotinho estava sendo apresentado à todos, por um momento a jovem ficava curiosa sobre o pequeno que ali estava. Shaíra via alguns poucos rostos conhecidos, o de Ahmed logo se destacava para ela e a preenchia de alegria ao vê-lo, a jovem acenava levemente para ele dando um pequeno sorriso discreto.

Os garous se levantaram e uma estridente aclamação de palmas, uivos, assobios e gritos soou para o filhote recém-chegado.

O frio se dissipava, dando lugar a um belo dia. No céu, porém, ainda podia ser vista uma lua cheia já começando a minguar. Era a mesma que brilhava quando Volg nasceu e que agora parecia recusar-se a ir embora, orgulhosa do renascimento de seu protegido para uma nova vida, regida por ela..

‘ Por Gaia, olhe... é apenas um filhotinho... coitado, uma guerra não é lugar para uma criança...será que ele ficou órfã? ”
Shaíra sentia pena do pequeno, ela que vira de perto a guerra que manchara para sempre seus olhos infantes, sabia que ali não era lugar para ele. Shaíra aplaudia, com o seu jeito recatado de ser, o novo lobo recém chegado. Ela já sabia o que ensinar ele e se aproximava do pequeno para dar-lhes as boas vindas e lhe falava num tom mais baixo.

-- Seja bem vindo pequeno Volg, eu me chamo Passos sob Areia. Imagino que sonha em ser um grande guerreiro... bem eu posso ajudá-lo a se manter vivo nesse confronto... Se quiser pode me procurar depois que eu ensino a como passar despercebido..


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Sex 26 Ago 2016 - 12:06

Volg viu que um homem vinha em sua direção sem aparentar surpresa por sua presença. Ao chegar perto de Volg, ele sorriu e disse:

- Os espíritos me avisaram de que você estava vindo.

Spoiler:

Mesmo estando usando uma armadura e tendo o  rosto rasgado por uma feia cicatriz, aquele homem inspirava uma confiança instintiva em Volg. Era como se fosse a representação de heróis míticos do passado, cheios de nobreza e honra.*

O homem cobriu Volg com um manto e levou-o até uma das tendas, onde entregou-lhe algumas roupas de seu tamanho. Quando Volg estava completamente vestido, o homem fez uma espécie de prece e falou:

Volg depois de se vestir e tudo mais, apenas observou o homem fazendo um tipo de  oração e apenas ficou quieto.

- Agora suas roupas estão “dedicadas” e lhe acompanharão nas mudanças de forma e nas entradas ao mundo espiritual.Não se assuste, você é um ser sobrenatural,  é matéria e também espírito  e pode acessar os dois mundos, material e espiritual, desde que sua Primeira Mudança ocorreu. Conosco aprenderá a controlar sua fúria e usá-la para nobres fins. Somos todos como você aqui. Somos lobisomens e nos chamamos garous.

Depois que o homem terminou a oração perguntou seu nome.

Me chamo Volg Havart.

“E se apresentou como Fiodor Guerreiro da Sombra de Veludo.”

Viu Fiodor preparando o que parecia ser um pastel e um chá, o cherio estava muito bom e Volg estava com muita fome, parecia que fazia dias que estava sem comer.
Enquanto isso Volg apenas escutava Fiodor dando informações sobre garous e tudo mais, afinal de contas depois do que aconteceu ontem não duvidava de mais nada.Volg comeu seu pastel e bebeu seu chá, apesar do gosto estranho não disse nada.


“Quando saíram da tenda, havia um grupo de curiosos ao redor. Também estava o líder deles, Oleg, Brado dos Justos.”
 

Volg apenas observou aquela gente que estava na frente da tenda.

“Ao ser apresentado a Volg, Oleg fez uma careta e coçou a cabeça.

- Um filhote… Um exército em guerra não é lugar para um filhote…

- Um cria de fenris. – respondeu Fiodor - A guerra é seu elemento e ele aprenderá rápido. Ademais, é a vontade de Gaia, temos que respeitá-la.

Oleg não replicou. Em vez disso, mandou que reunissem os todos os garous do acampamento. Volg seria apresentado a sua gente.”

“O ar frio da manhã ainda lhes queimava os narizes. Os garous foram chegando rapidamente e em pouco tempo estavam reunidos cerca de trinta garous, entre homens e mulheres, no local indicado.

Ao lado de Fiodor, Volg esperava para ser apresentado ao que diziam ser seu povo. Observava os rostos mais emblemáticos

Reparou em um grupo que estavam junto, como se já se conhecesse há algum tempo.

Alaín, Klauss, Shaíra e Virgínia, por sua vez, viram um menino de uns treze anos, sentado entre Fiodor e Oleg.

Oleg tomou a palavra.

- Há algumas semanas nosso maior theurge, Fiodor, me disse que tinha sonhado que Gaia nos entregava um precioso filhote de lobo. Não um lobo comum mas uma cria do Grande Fenrir. Cheguei a pensar que o que previa era a vinda de Klauss Krugger mas eis que a Mãe foi generosa e nos mandou também um filhote recém-transformado dos crias de fenris. Estamos muito gratos por esse novo guerreiro que emerge do sono de criança humana para a salvação de Gaia, nossa Terra, tão ameaçada quando querida.

É nossa honrosa missão, pois, acolher este filhote, ensiná-lo, orientá-lo e protegê-lo enquanto o preparamos para o desafio que o tranformará em adulto para nossa gente: o Rito de Passagem.

Façamos isso com todo o empenho. Cada um de nós tem algo a ensinar-lhe sobre nossa cosmogonia, nossas lendas, nosso modo de vida, nosso poderes e deveres, nossa raças, augúrios e tribos. Klauss, em particular, sobre sua tribo.

Este é um momento de júbilo.

Volg Havart, este é seu povo. Seja bem-vindo ao primeiro passo no caminho de um guerreiro garou!

Garous de todas as raças, augúrios e tribos, recebem Volg Havart!

Os garous se levantaram e uma estridente aclamação de palmas, uivos, assobios e gritos soou para  o filhote recém-chegado.

O frio se dissipava, dando lugar a um belo dia. No céu, porém, ainda podia ser vista uma lua cheia já começando a minguar. Era a mesma que brilhava quando Volg nasceu e que agora parecia recusar-se a ir embora, orgulhosa do renascimento de seu protegido para uma nova vida, regida por ela..


Volg viu toda aquela gente comemorando sua chegada, todos juntos como se fossem uma grande família que comemorava a chegada de um novo irmão.Volg continuou sério, só passava na sua cabeça a matança da noite anterior e o problema, ele não consegue lembrar dos rostos que matou.

“- É um prazer acolhê-lo como irmão de nosso povo, Volg Havart! Espero ouvir muito de seus feitos de bravura dentro em breve! Lutaremos juntos!

*Extendo a mão cumprimentando o jovem cria.*

-- Bem vindo irmão, após todos falarem com você, me procure... tenho algumas coisas a lhe falar.”
   

Volg tambem estendeu a mão e acenou com a cabeça concordando, mas não disse nada.

‘ Por Gaia, olhe... é apenas um filhotinho... coitado, uma guerra não é lugar para uma criança...será que ele ficou órfã? ”
Shaíra sentia pena do pequeno, ela que vira de perto a guerra que manchara para sempre seus olhos infantes, sabia que ali não era lugar para ele. Shaíra aplaudia, com o seu jeito recatado de ser, o novo lobo recém chegado. Ela já sabia o que ensinar ele e se aproximava do pequeno para dar-lhes as boas vindas e lhe falava num tom mais baixo.

-- Seja bem vindo pequeno Volg, eu me chamo Passos sob Areia. Imagino que sonha em ser um grande guerreiro... bem eu posso ajudá-lo a se manter vivo nesse confronto... Se quiser pode me procurar depois que eu ensino a como passar despercebido..

Obrigado


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Sex 26 Ago 2016 - 12:37

Triunfo-de-Gaia continuou tentando ajudar Klauss a orientar Nádia:

- Nenhuma das tribos é o que já foi um dia, Nádia, nem a Cria de Fenris se equipara mais ao que as lendas contam, mas a tribo alfa sofre mais esse desgaste. Sempre foi duro ser um Presa de Prata, mas agora as coisas estão cada vez piores. Os outros garous nos questionam por não concordar mais com nossa liderança, e mesmo que não haja nenhum líder melhor, ainda somos os únicos que a Nação Garou se vira para quando precisa unir as tribos. A hierarquia inflexível não é boa, poucos dos atuais presas são merecedores da herança dos heróis do passado, e há muito que podemos aprender das outras tribos. Mas você pode mudar isso! Cada um de nós pode agir e dar o exemplo para os outros garous! E o respeito pelos outros é apenas o primeiro requisito de um verdadeiro líder...

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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Seg 29 Ago 2016 - 10:34

Todos:

“Bláááh, blááh, blááááh” foi a resposta de Nádia às palavras sábias de Alain e Klauss. Colocar um pouco de juízo naquela cabecinha rebelde seria uma tarefa digna de renome.

Shaíra teve mais sucesso quanto ao pedido de que Agai lhe ensinasse a usar o arco e flecha. O senhor das sombras a observara em silêncio por alguns segundos, analisando cada detalhe da situação como um computador. Depois balançara a cabeça afirmativamente.

Após a recepção a Volg, os garous levantaram acampamento. Era incrível como toda aquela parafernália de tendas e utensílios era desarmada rapidamente e acondicionada de modo a ser transportada facilmente pelos garous. Somente um país de povos nômadas poderia ter tanto conhecimento no assunto. Aquilo que não era mais útil foi queimado em uma fogueira e as cinzas esparcidas sobre a estepe.

Caminharam a passo rápido o resto do dia e boa parte da noite. Enquanto houve sol, Caça-lobos, a águia dourada de Ierakis acompanhou-os do céu, com uma docilidade sobrenatural. À noite Ierakis cobriu seus olhos, acondicionou-a em uma espécie de cesto às suas costas e carregou-a como seu bem mais precioso.

O outono se aproximava e o frio à noite já era intenso. Ao lado de Volg, os cliaths dos presas de prata iam agasalhados como para uma excursão na neve. Fiodor entregou um belo manto com capuz para Volg.  Ahmed também abrigou Shaíra e, ademais, a proximidade com a enorme massa muscular de seu corpo em crinos fornecia calor adicional à jovem. Os roedores de ossos só podiam oferecer um gole de vodka barata para aquecer Virgínia mas a lupina poderia ir em sua forma natural se desejasse. Era o que fazia a maioria dos garous sem bagagem, iam em lupus ou hispo. A imensa estepe selvagem protegia o grupo de olhares curiosos.

Todos retomaram a forma humana ao aproximar-se de Dazil, uma bela e barulhenta cidade esparramada às margens do rio Duin. Embora o respeito pela natureza evidenciasse uma cidade dominada por parentes garou, Dazil oferecia todas as comodidades básicas de um centro urbano. Ali se encontrariam com o rei Vladi.

Oleg foi a uma reunião com o rei, os anciões aliados e demais capitães para acertar os detalhes da tomada de Vaki. As tropas foram liberadas para descansar.

(livre para interação entre si e com npcs, se quiserem)

Após a reunião, Oleg reuniu o batalhão e explicou-lhes:

Detalhes do Plano:
- Vaki está em uma colina que se eleva em um vale entre duas montanhas. A cidade, como eu havia dito, está protegida por uma paliçada de troncos de madeira protegida por espíritos da Wyrm.

Nossa estratégia será um múltiplo ataque. Primeiro partem os garras vermelhas de posto baixo portando tochas para incendiar a estepe em frente à entrada da cidade. Em meio à confusão que criarem, eu, o ancião dos garras – Volovan – e Ahmed nos posicionaremos próximos à paliçada mas ocultos pela colina. Um adren dos garras tratará de entrar nas casas de alvenaria ao redor, usando um dom, e incendiá-as por dentro.

Saindo os garras vermelhas, nós três incendiaremos a base da paliçada. Ao mesmo tempo os arqueiros dos senhores das sombras lançarão flechas incendiárias no topo da paliçada e no que resta sem queimar dos arredores da entrada. Tudo isso deve atrarir os guardiões para essa área.

Enquanto isso, nossos guerreiros mais fortes, os roedores de ossos e demais garous estarão rodeando a paliçada e posicionando-se em suas laterais e na parte de trás. Quando todas as forças de defesa da cidade estiverem concentradas na entrada, debelando o fogo, a tropa de fortes se lançará à paliçada, procurando abrir buracos. É quase certo que os espíritos os ataquem e, enquanto essa luta se desenrola, os roedores e garous mais leves penetrarão pelas brechas e invadirão a cidade. A essa altura, com sorte, estaremos entrando também pela parte da frente. A tropa dos fortes nos seguirá, uma vez derrotados os espíritos.

Tudo isso será coordenado por uivos mentais.

Aí começa a matança. Nada tocado pela wyrm ou deforme deve sobreviver. Na dúvida, matem. Eventuais inocentes, animais domésticos e dúvidas razoáveis devem ser deixados a cargo dos filhos de Gaia e fúrias negras. Dúvidas razoáveis querem dizer: grandes chances de serem inocentes. Só isso! Não mandem problemas para os filhos de Gaia e as fúrias, eles são poucos e estarão aí para salvar inocentes não para resolver os dilemas de quem não quer se comprometer. Na dúvida, matem, repito. Melhor matar um parente ou humano inocente que perder um garou por ter poupado um inimigo por engano, entenderam?

Bem, será isso. Se têm alguma dúvida, perguntem.


Off.  tudo isso será nos dados. Façam seu melhor e cruzem os dedos, pois a vitória não está garantida.

Após as explicações de Oleg, restava cruzar o rio Duin em direção à Vaki, o que era feito através de três balsas diárias.

Dazil era capaz de ocultar muitos garous mas o mesmo não ocorreria do outro lado do rio e o rei Vladi não desejava chamar a atenção com o movimento de tropas. Assim, ficou determinado que a travessia seria feita aos poucos, com base na hierarquia.

Na balsa daquela manhã foi o rei Vladi e seus garous mais leais.  Na seguinte, à tarde, iriam Oleg, Volovan, ancião dos garras vermelhas, e Mordvin, ancião dos senhores das sombras. Oleg incluiu os philodox Karol, Lorcan e Ieraks. Por sua raça pura, Klauss e Alain foram convidados, mas não era um convite formal e inapelável, eles eram livres para tomar outras decisões.

A balsa da noite, ninguém sabe como, ficou com os senhores das sombras de Mordvin.

Na balsa da manhã seguinte iriam os presas de prata Hirson, Obaim e Pakomi e Glinka, protegido de Oleg. Nenhum deles ficou descontente em ter que esperar um dia inteiro, pois pretendiam aproveitar para conhecer Dazil.

Outros garous, independente de tribo e posto, tomaram decisões diferentes:

Fortes e habilidosos, Maksin, Dalebor e Leyda preferiram afastar-se da cidade e construir eles mesmos uma embarcação para cruzar o rio. De bom grado receberiam ajuda.

Fiodor e outros theurges, os garras vermelhas e Ahmed preferiram arriscar-se a fazer a travessia pela penumbra, que refletia o rio como um aparentemente tranquilo lençol de prata. Também eles desejavam companhia.

Nádia, Volg e os cliaths presas de prata iriam na tarde seguinte, com a bagagem do acampamento.

Por último, na balsa noturna do dia seguinte, iriam os roedores de ossos. Não se inocomodaram nada em serem os últimos, um pouco por estarem acostumados ao destino de tribo ômega mas, sobretudo, porque isso significaria um bom tempo livre para divertir-se em todas as espeluncas baratas que a cidade pudesse oferecer-lhes.

Embora os roteiros dos dois grupos que ficariam para conhecer Dazil seguramente incluíssem um tour por tavernas e bordéis, nenhum deles parecia avesso a levar mulheres ou quem não estivesse interessado em orgias. Haveria diversão para todos.

off:
* Exceto Volg, seus personagens são livres para unirem-se aos grupos que desejarem, podendo, inclusive, ir mais de um no mesmo grupo.

Shaíra:

Agai não quis ir com nenhum dos grupos. Aproximou-se de Shaíra e disse-lhe:

- Shaíra, se você quiser, podemos aproveitar o tempo para que eu lhe ensinar arqueirismo. Se aprender bem, você poderá unir-se aos arqueiros que incendiarão a cidade. É a melhor maneira de contribuir sem se arriscar demasiado, entraremos junto com os anciões em Vaki. Agora podemos levar o tempo necessário para você aprender e iremos na balsa que estiver disponível em seguida, o que lhe parece?.

Shaíra sentiu, ao longe, o olhar de reprovação de Ahmed. Ela teve até a impressão de que ele balançava a cabeça negativamente. Podia ser um condenável ciúme por ela estar recebendo a atenção de outro garou macho mas também podia ser que Ahmed tivesse razão para não confiar em Agai. Era impossível saber e não dava para esclarecer antes, pois Ahmed já estava saindo com o grupo que iria pela umbra.

Agai esperava uma resposta. Que faria ela? Aceitaria a proposta tentadora do senhor das sombras ou obedeceria Ahmed, unindo-se a ele na umbra ou a qualquer outro grupo?

Off:
Caso decida aprender com Agai o esquema é manipulação + instrução do professor  contra 11- a inteligência do aluno. Se você obtiver 3 sucessos ou mais ganha a perícia arqueirismo sem gasto posterior de xp  e já pode usá-la no jogo.  De 0 a 2 sucessos, poderá comprá-la mais tarde com xp. Falha crítica significa que  não leva jeito para a coisa.

Volg:
Os garous adultos rapidamente desapareceram após a conversa com Oleg. Sobrou para os cliaths mais jovens armar um novo acampamento, acender o fogo e preparar algo para comerem.

Ao todo eles eram dez e, com exceção de uma fúria negra e de um andarilho do asfalto, todos eram presas de prata. O líder era um rapazinho russo chamado Piotr que, naquele exato momento, aproximava-se do fogo com umas latas na mão.

- É o que tem para comer… – disse com uma cara de nojo.

- Ahhhh, não, carne de cavalo de novo, não! – exasperou-se Nádia – Eu cresci em um haras, os cavalos tinham nomes, certidão de nascimento, a gente até sabia seus aniversários; para mim comer cavalos é igual comer cachorros, humanos… Aliás, comer carne humana vai contra nossas leis, viu Volg, nem tente… ou pare… sei lá.

Os meninos riram com a provocação ao filhote.

Piotr aproveitou e ensinou a Volg as leis básicas dos garous, que se chamavam Litania e, de fato, incluiam a proibição de comer carne humana.

Litania:

Não te Acasalarás Com Outro Garou
Combate a Wyrm Onde Ela Estiver e Sempre Que Proliferar
Respeita o Território do Próximo
Aceita uma Rendição Honrosa
Submete-te aos Garou de Posto Mais Elevado
Oferece o Primeiro Quinhão da Matança aos de Posto Mais Elevado
Não Provarás da Carne Humana
Respeita Aqueles Inferiores a Ti: Todos Pertencem a Gaia
Não Erguerás o Véu
Não Serás um Fardo Para Teu Povo
Não Desafiaras o Líder em Tempos de Guerra
Pode-se Desafiar o Líder em Tempos de Paz
Não Tomarás Qualquer Atitude Que Provoque a Violação de um Caern

- Você tem que seguir isso religiosamente, Volg! – advertiu Piotr - A punição para quem quebra a Litania muitas vezes é a morte.

- Hey! – interrompeu Nádia – A gente podia ir caçar como lobos! Aposto que o filhote ainda não correu, muito menos caçou como lobo. Iríamos comer algo bom, como um cervo ou uma lebre, honrosamente caçados e não um pobre cavalo velho “aposentado” em um matadouro e ainda ensinaríamos o pequeno a usar a forma lupina. Quem sabe não o deixariam tacar fogo em Vaki junto com os garras vermelhas!!!

- Nós não entraremos no combate. – respondeu Piotr – Oleg já falou.

- Vocês com certeza não, seus bundões. Mas olha a cara do Volg! Você é ahroun, não Volg? Nasceu em uma lua cheia, não foi? Vejam só esse olhar, esse jeito calado. Ele é um cria de fenris!!! Nasceu para matar! Volg, você quer aprender a caçar como lobo comigo?

- Nossas ordens são para cuidar do acampamento, Nádia. – insistiu Piotr.

- Ahhhh, você só podia ser um chato philodox, Piotr. Os guardiõs das leis e blá blá blá. Que preguiça de vocês. – disse Nádia.

- Nós mantemos as coisas em ordem. - retrucou Piotr - E você quer ser contestadora mas não é ragabash. Depois se queixa se te chamam de Lua Errada.

- Não, tonto! Eu nasci na lua certa, a lua corcunda dos galliard. Nós somos os contadores de histórias! E histórias só se consegue vivendo, fazendo coisas, correndo riscos. O Volg pode ficar aqui morrendo de tédio e comendo cavalo enlatado em sua companhia ou pode vir comigo caçar uma presa apetitosa e ainda aprender coisas novas.

- Você está induzindo o filhote a desobedecer ordens. – sentenciou o philodox Piotr.

- Não, estou propondo a Volg viver uma pequena aventura que não fará mal a ninguém e, ao fim do dia, ter algo divertido para contar. Só isso. – rebateu Nádia - Eu assumo a bronca se der merda, Volg. Tenho mais colhões que esses filhinhos de papai todos.

Eram duas posições antagônicas, fiéis às luas de seus defensores, ainda que um tanto quanto ardorosas na voz da rebelde Nádia. Com quem ficaria o ahroun Volg afinal?



*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Seg 29 Ago 2016 - 16:52

Alaín tinha paciência mínima para as criancices de Nádia. Até suas hiperativas irmãs sabiam o privilégio que tinham de estar entre os presas de prata. Parecia-lhe que quem não valorizava isso não faria falta à tribo se desertasse e escolhesse alguma outra tribo de sua preferência, talvez os roedores de ossos. Assim, ele não se preocupou mais com ela durante algum tempo.

As migrações nômades daquela terra eram uma estranha tradição para um presa de prata urbano como Triunfo-de-Gaia. Não tendo grande bagagem que precisasse ser carregada, ele sentiu-se à vontade para assumir sua forma lupina e andar confortavelmente com seus pêlos espessos. Chegou a lamentar quando teve que reassumir a forma humana ao se aproximarem da cidade.

A cidade despertou alguma curiosidade em Alaín, mas a reunião dos cabeças ocorrendo provocava ainda mais. Ele gostaria de estar sentado à mesa de negociações, no conselho de guerra, informado de tudo que estava em movimento. Mas ainda não tinha todo esse prestígio. Então teve de conformar-se em ficar para trás com os que descansavam. A paisagem pitoresca lembrou-lhe de Maysa, na verdade qualquer coisa exótica lembrava-o dela, fosse por que tivesse uma mínima conexão com a cultura brasileira/libanesa/miscigenada dela, fosse porque ele gostaria de ver as reações dela àquelas excentricidades de povos desconhecidos.

Quando finalmente Oleg retornou, ele estava ansioso por ouvir as decisões tomadas. Alaín concordou com a estratégia de ataque, tranquilizado pelo fato de estariam em contato mental todo o tempo. O plano dependia muito de sincronia entre cada segmento da força de ataque e os uivos telepáticos eram a melhor forma de combinarem as ações de cada grupo. Quando Oleg permitiu perguntas, Alaín interpôs uma:

- No caso de haver alguém que pareça ser um refém, por exemplo, este seria um caso para deixar às fúrias negras e filhos de Gaia, correto? Para determinarem o grau de corrupção deles? Não que eu ache provável encontrarmos muitos por lá...

Esclarecidos todos os pontos, começou a grande travessia do rio Duin. E Alaín pensou que até nisso a política das tribos influenciava, uma decisão aparentemente pequena, mas recheada de mensagens implícitas.

Tendo recebido um convite da elite para acompanhá-los logo na primeira viagem, Triunmfo-de-Gaia não titubeou e aceitou humildemente a posição que lhe era oferecida. Esperava que a convivência de perto com os mais proeminentes da armada garou lhe rendesse algumas informações e contatos úteis.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Ter 30 Ago 2016 - 7:52

Shaíra teve mais sucesso quanto ao pedido de que Agai lhe ensinasse a usar o arco e flecha. O senhor das sombras a observara em silêncio por alguns segundos, analisando cada detalhe da situação como um computador. Depois balançara a cabeça afirmativamente.

Shaíra ficava animada com o fato de Agai lhe ensinaria a usar o arco, dessa forma se sentia menos inútil. Ser observada por Agai em meio ao seu silêncio era desconcertante para a jovem, que de tão sem graça não sabia para onde olhar.

-- Obrigada... Agai.

Após a recepção a Volg, os garous levantaram acampamento. Era incrível como toda aquela parafernália de tendas e utensílios era desarmada rapidamente e acondicionada de modo a ser transportada facilmente pelos garous. Somente um país de povos nômadas poderia ter tanto conhecimento no assunto. Aquilo que não era mais útil foi queimado em uma fogueira e as cinzas esparcidas sobre a estepe

Não era complicado para Shaíra arrumar suas coisas, passara boa parte de sua vida como uma nômade e estava acostumada a não trazer muitas coisas consigo. Para uma peregrina bastasse algumas peças de roupas, bons sapatos de viagem e um livro como companhia. Correr na forma lupina era uma sensação maravilhosa, adepta à estrela Sirius e correr era uma forma de homenagear esse incarna tão importante para os Peregrinos.

Ahmed também abrigou Shaíra e, ademais, a proximidade com a enorme massa muscular de seu corpo em crinos fornecia calor adicional à jovem. Era o que fazia a maioria dos garous sem bagagem, iam em lupus ou hispo. A imensa estepe selvagem protegia o grupo de olhares curiosos.

Frio das estepes castigava a jovem, aquele tempo gelado a fazia se lembrar do frio do deserto da Tunísia. Shaíra se abrigava do frio junto à Ahmed, a jovem encostava sua cabeça no peito de Ahmed, a jovem sentia-se quente e segura em seus braços do impuro. Enquanto seguiam juntos, a jovem segurava a mão de Ahmed e a levava até seu corpo enquanto se afundava mais e mais em seu corpo avantajado.

-- Ahmed, senti a sua falta... parece que a iminência de um conflito... causa essas coisas... Haa... o Agai vai me ensinar a usar arco e flecha... acho que desse jeito posso combater se me expor tanto...

Todos retomaram a forma humana ao aproximar-se de Dazil, uma bela e barulhenta cidade esparramada às margens do rio Duin. Embora o respeito pela natureza evidenciasse uma cidade dominada por parentes garou, Dazil oferecia todas as comodidades básicas de um centro urbano. Ali se encontrariam com o rei Vladi.
(livre para interação entre si e com npcs, se quiserem)

Voltar a forma humana marcava o fim daquele momento todo especial ao lado Ahmed, ao chegarem a Dazil, como toda boa Peregrina, Ragabash e curiosa, ela sentia curiosidade acerca da cidade e seus supostos costumes exóticos. Com um sorriso no rosto e um doce ar de curiosidade ela convidava Ahmed para explorarem a cidade de Dazil.

-- Ahmed, pode me acompanhar até Dazil?... Quem sabe consigamos algo mais sobre Vaki... e... gostaria de ficar um tempo com você... antes do conflito, acho que temos um tempinho até a reunião acabar...

Pós Reunião

Aí começa a matança. Nada tocado pela wyrm ou deforme deve sobreviver. Na dúvida, matem. Eventuais inocentes, animais domésticos e dúvidas razoáveis devem ser deixados a cargo dos filhos de Gaia e fúrias negras. Dúvidas razoáveis querem dizer: grandes chances de serem inocentes. Só isso! Não mandem problemas para os filhos de Gaia e as fúrias, eles são poucos e estarão aí para salvar inocentes não para resolver os dilemas de quem não quer se comprometer. Na dúvida, matem, repito. Melhor matar um parente ou humano inocente que perder um garou por ter poupado um inimigo por engano, entenderam?

Bem, será isso. Se têm alguma dúvida, perguntem.

Shaíra sentia seu estômago revirar um pouco, nunca matara alguém antes e vira muitas mortes em sua tenra vida e temia que talvez não tivesse o desejo de ter sangue inocente em suas garras. Mas não hesitaria em defender um companheiro que estaria ao seu lado.

-- Bem dito Alaín, mas como procederemos no caso de crianças, mesmo que apresentem algum grau de corrupção... mesmo que mínimo. Elas devem ser mortas...

Agai não quis ir com nenhum dos grupos. Aproximou-se de Shaíra e disse-lhe:

- Shaíra, se você quiser, podemos aproveitar o tempo para que eu lhe ensinar arqueirismo. Se aprender bem, você poderá unir-se aos arqueiros que incendiarão a cidade. É a melhor maneira de contribuir sem se arriscar demasiado, entraremos junto com os anciões em Vaki. Agora podemos levar o tempo necessário para você aprender e iremos na balsa que estiver disponível em seguida, o que lhe parece?.
Shaíra sentiu, ao longe, o olhar de reprovação de Ahmed. Ela teve até a impressão de que ele balançava a cabeça negativamente. Podia ser um condenável ciúme por ela estar recebendo a atenção de outro garou macho mas também podia ser que Ahmed tivesse razão para não confiar em Agai. Era impossível saber e não dava para esclarecer antes, pois Ahmed já estava saindo com o grupo que iria pela umbra.

Shaíra esboçava um grande sorriso, estava ansiosa por aprender algo novo e útil naquela guerra. Usar o arco ajudaria a se manter longe dos conflitos e claro de olhar nos olhos de algum inocente pego nele. A jovem arrumava o seu véu enquanto olhava para Ahmed, imaginava que seu olhar de reprovação era puro ciúme... e de alguma forma isso a deixava feliz.

-- Quero sim e... muito abrigada por me ensinar Agai. Assim espero, não estou preparada para um confronto direto, essa será minha primeira batalha em prol de Gaia e estou um pouco nervosa... Os Roedores serão os últimos... podemos ir com eles... teríamos mais tempo para treinarmos, o que acha?


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Natalie em Qua 31 Ago 2016 - 0:01

Virgínia ficou contente com a chegada do filhote fenrir. Ficou mais ainda quando partiram para se reunir com os outros garous. Ela preferia correr ao lado dos garous na forma lupina, observando os roedores de ossos e os garras vermelhas.

Quando tiveram que encarar a travessia do rio, Virgínia teve que escolher de novo com quem iria. Ela não se importaria de ficar por último com os roedores de ossos, mas quando desco riu que os garras e outros garous iriam pela umbra, aquilo era bem mais lógico pra ela.

Como era natural para uma theurge, ela preferia procurar soluções espirituais para os obstaculos e fez questâo de acompanhar os atravessantes da Umbra.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Qua 31 Ago 2016 - 22:03


Volg acompanhou o grupo, sentia dentro dele que esses seriam seus novos companheiros.
Olhava para os lados e via as pessoas que tinham se transformado em lobos correndo ao ar livre, uns de tamanho de lobos normais e outros com tamanho maior mas ainda assim corriam sobre quatro patas.
E gostou daquilo, queria fazer aquilo tambem, algo dentro dele o chamava para correr ao ar livre nem que fosse por um curto periodo de tempo.

Depois da longa caminhada chegaram a margem de um rio.
Volg ficou com um grupo que era aparentemente de lobisomens novos.Ajudou a armar a barraca e a acender o fogo para preparem a comida.


- É o que tem para comer… – disse com uma cara de nojo.

- Ahhhh, não, carne de cavalo de novo, não! – exasperou-se Nádia – Eu cresci em um haras, os cavalos tinham nomes, certidão de nascimento, a gente até sabia seus aniversários; para mim comer cavalos é igual comer cachorros, humanos… Aliás, comer carne humana vai contra nossas leis, viu Volg, nem tente… ou pare… sei lá.

Os meninos riram com a provocação ao filhote.

Piotr aproveitou e ensinou a Volg as leis básicas dos garous, que se chamavam Litania e, de fato, incluiam a proibição de comer carne humana.
LITANIA:

- Você tem que seguir isso religiosamente, Volg! – advertiu Piotr - A punição para quem quebra a Litania muitas vezes é a morte.


Volg escutou em silencio até Piotr acabar de falar.
E ao final que escutou que se desobede-se era a penalidade era a morte, olhou com uma cara um pouco assustada para Piotr e respondeu:

Não vou quebrar nenhum desses.



- Hey! – interrompeu Nádia – A gente podia ir caçar como lobos! Aposto que o filhote ainda não correu, muito menos caçou como lobo. Iríamos comer algo bom, como um cervo ou uma lebre, honrosamente caçados e não um pobre cavalo velho “aposentado” em um matadouro e ainda ensinaríamos o pequeno a usar a forma lupina. Quem sabe não o deixariam tacar fogo em Vaki junto com os garras vermelhas!!!

- Nós não entraremos no combate. – respondeu Piotr – Oleg já falou.

- Vocês com certeza não, seus bundões. Mas olha a cara do Volg! Você é ahroun, não Volg? Nasceu em uma lua cheia, não foi? Vejam só esse olhar, esse jeito calado. Ele é um cria de fenris!!! Nasceu para matar! Volg, você quer aprender a caçar como lobo comigo?

- Nossas ordens são para cuidar do acampamento, Nádia. – insistiu Piotr.

- Ahhhh, você só podia ser um chato philodox, Piotr. Os guardiõs das leis e blá blá blá. Que preguiça de vocês. – disse Nádia.

- Nós mantemos as coisas em ordem. - retrucou Piotr - E você quer ser contestadora mas não é ragabash. Depois se queixa se te chamam de Lua Errada.

- Não, tonto! Eu nasci na lua certa, a lua corcunda dos galliard. Nós somos os contadores de histórias! E histórias só se consegue vivendo, fazendo coisas, correndo riscos. O Volg pode ficar aqui morrendo de tédio e comendo cavalo enlatado em sua companhia ou pode vir comigo caçar uma presa apetitosa e ainda aprender coisas novas.

- Você está induzindo o filhote a desobedecer ordens. – sentenciou o philodox Piotr.

- Não, estou propondo a Volg viver uma pequena aventura que não fará mal a ninguém e, ao fim do dia, ter algo divertido para contar. Só isso. – rebateu Nádia - Eu assumo a bronca se der merda, Volg. Tenho mais colhões que esses filhinhos de papai todos.


Depois de ver a discussão de Nadia e Piotr, lembrou da sensação de ver os lobos correndo como se aquilo fosse a melhor coisa do mundo.
E tambem pensou no que Nadia falou de correr e sair para caçar, afinal era isso que fazia em cima do ringue durante uma luta.Quando lutava a pessoa do outro lado nunca foi um oponente, ele sempre o via como uma presa só esperando para ser capturada e abatida com o maximo de socos que Volg podia acertar.


Então com a cabeça concordou em ir com Nadia e disse:

Vamos quero aprender a me transformar em lobo.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Qui 1 Set 2016 - 7:33

*Após o bla bla bla de Nádia, Klauss da de ombros e da as costas a ela e Alain, e caminha tranquilamente antes ainda olha para trás.*

-- Nenhum de nós está fazendo isso pra te sacanear ou porque seu tio pediu estamos lhe falando essas coisas porque gostamos de você e nos preocupamos com você, você gostando disso ou não... sabe que quando precisar conversar Alain e eu estamos a disposição.

*Embora soubesse do perfeccionismo de Alain, sabia que ele jamais iria viriar as costas para uma irmã de tribo.*

*Como não levava bagagem alguma a não ser a roupa do corpo, Klauss assume sua forma lupina, e aproveitava a caminhada, após a reunião de Oleg com o rei.*


Spoiler:
- Vaki está em uma colina que se eleva em um vale entre duas montanhas. A cidade, como eu havia dito, está protegida por uma paliçada de troncos de madeira protegida por espíritos da Wyrm.

Nossa estratégia será um múltiplo ataque. Primeiro partem os garras vermelhas de posto baixo portando tochas para incendiar a estepe em frente à entrada da cidade. Em meio à confusão que criarem, eu, o ancião dos garras – Volovan – e Ahmed nos posicionaremos próximos à paliçada mas ocultos pela colina. Um adren dos garras tratará de entrar nas casas de alvenaria ao redor, usando um dom, e incendiá-as por dentro.

Saindo os garras vermelhas, nós três incendiaremos a base da paliçada. Ao mesmo tempo os arqueiros dos senhores das sombras lançarão flechas incendiárias no topo da paliçada e no que resta sem queimar dos arredores da entrada. Tudo isso deve atrarir os guardiões para essa área.

Enquanto isso, nossos guerreiros mais fortes, os roedores de ossos e demais garous estarão rodeando a paliçada e posicionando-se em suas laterais e na parte de trás. Quando todas as forças de defesa da cidade estiverem concentradas na entrada, debelando o fogo, a tropa de fortes se lançará à paliçada, procurando abrir buracos. É quase certo que os espíritos os ataquem e, enquanto essa luta se desenrola, os roedores e garous mais leves penetrarão pelas brechas e invadirão a cidade. A essa altura, com sorte, estaremos entrando também pela parte da frente. A tropa dos fortes nos seguirá, uma vez derrotados os espíritos.

Tudo isso será coordenado por uivos mentais.

Aí começa a matança. Nada tocado pela wyrm ou deforme deve sobreviver. Na dúvida, matem. Eventuais inocentes, animais domésticos e dúvidas razoáveis devem ser deixados a cargo dos filhos de Gaia e fúrias negras. Dúvidas razoáveis querem dizer: grandes chances de serem inocentes. Só isso! Não mandem problemas para os filhos de Gaia e as fúrias, eles são poucos e estarão aí para salvar inocentes não para resolver os dilemas de quem não quer se comprometer. Na dúvida, matem, repito. Melhor matar um parente ou humano inocente que perder um garou por ter poupado um inimigo por engano, entenderam?

Bem, será isso. Se têm alguma dúvida, perguntem.

Alain escreveu:- No caso de haver alguém que pareça ser um refém, por exemplo, este seria um caso para deixar às fúrias negras e filhos de Gaia, correto? Para determinarem o grau de corrupção deles? Não que eu ache provável encontrarmos muitos por lá...

Shaira escreveu:-- Bem dito Alaín, mas como procederemos no caso de crianças, mesmo que apresentem algum grau de corrupção... mesmo que mínimo. Elas devem ser mortas...

*Klauss sacode a cabeça negativamente e então prossegue.*

-- Já temos nossas ordens e elas foram bem especificas, tudo tocado pela wyrm deve ser morto, mesmo o menor grau de corrupção, em caso de duvida matem, e apenas tomem cuidado para não matar um dos seus.

*Ao ser convidado para ir na segunda balsa Klauss respondeu.*

-- Não obrigado, irei junto com os cliaths, ainda não tive tempo de falar com o filhote de minha tribo e vou aproveitar o tempo para isso.

*Após ajudar no que fosse necessário iria procurar o garoto para falar algo mais especifico sobre a tribo.*


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Sex 2 Set 2016 - 8:05

Todos - reunião:

Alain escreveu:- No caso de haver alguém que pareça ser um refém, por exemplo, este seria um caso para deixar às fúrias negras e filhos de Gaia, correto? Para determinarem o grau de corrupção deles? Não que eu ache provável encontrarmos muitos por lá...

Shaira escreveu:-- Bem dito Alaín, mas como procederemos no caso de crianças, mesmo que apresentem algum grau de corrupção... mesmo que mínimo. Elas devem ser mortas…

Oleg ouviu as palavras de Alain e Shaira com evidente impaciência.

Klauss escreveu:*Klauss sacode a cabeça negativamente e então prossegue.*

-- Já temos nossas ordens e elas foram bem especificas, tudo tocado pela wyrm deve ser morto, mesmo o menor grau de corrupção, em caso de duvida matem, e apenas tomem cuidado para não matar um dos seus.

Oleg estendeu a mão indicando Klauss e falou:

- É isso, entenderam?! Ainda voltaremos ao assunto, pois, de verdade, vocês me estão preocupando. Por ora, Klauss disse tudo.

Alain:
A balsa da tarde aproximou-se e Alain embarcou junto aos demais garous e à gente comum. Havia homens e mulheres a trabalho, famílias com crianças, idosas em trajes muçulmanos e um grupo de jovens parentes levando bicicletas. A balsa refletia a grande diversidade étnica e cultural do país.

Em meio a tanta gente,  não era possível falar de assuntos garous mas a comunicação não verbal dava pistas importantes.

Alain pôde observar Mordvin e Volovan.

O senhor das sombras encarnava a sinistra tribo do leste europeu. Ocupou um bom lugar na balsa cheia e, de seu posto, observava a tudo e a todos com um olhar calculista e malévolo. Não parecia alguém que cedesse fácil. De fato, sua alcunha era Mordvin, o Implacável.

De outro lado estava Volovan. O ancião dos garras vermelhas conservava uma aura selvagem na forma hominídea. Os humanos e mesmo os parentes garous inconscientemente procuraram não aproximar-se dele e isso o agradava. Volovan estava tão incomodado de viajar entre seres humanos quanto uma pessoa comum estaria em cruzar o rio num compartimento com animais.

Além disso, Mordvin e Volovan não eram só anciões de tribos rivais, eles se detestavam entre si. Era algo pessoal.

Outra coisa que Alain notou foi que Ieraks provavelmente não seria muito útil na busca de um acordo. Volovan olhava-o com desconfiança e Ieraks mantinha-se fechado em seu hermetismo oriental. Alain não sabia se o garra vermelha tinha conhecimento do nome da águia de Ieraks - Caça-lobos - mas este sugeria antigas rivalidades entre a tribo nômade de Ieraks e a lupina de Volovan.

Lorcan também observava tudo atentamente e seu olhar se cruzou com o de Alain mais de uma vez, como a confirmar seus pensamentos.

Oleg e Karol foram muito simpáticos. Ambos eram ucranianos e de famílias emparentadas por matrimônio. Karol recitou sua linhagem, que remontava aos tempos do Principado de Kiev, e se interessou pela história dos Bourbon D´Orleans. A certa altura perguntou se Alain tinha irmãs em idade de casamento, pois, em suas palavras, “começava a pensar em deixar descendentes”. Disse-o com a naturalidade de quem vem de um meio habituado às uniões arranjadas.

Um pouco mais conhecedor do ocidente, Oleg piscou um olho a Alain e sorriu divertido.

Shaira:
PASSEIO A DAZIL

-- Ahmed, pode me acompanhar até Dazil?... Quem sabe consigamos algo mais sobre Vaki... e... gostaria de ficar um tempo com você... antes do conflito, acho que temos um tempinho até a reunião acabar...

Ahmed surpreendeu-se com as palavras de Shaíra mas aceitou acompanhá-la a Dazil.

Não foram muito longe mais ainda assim o passeio foi agradável. Dazil era conhecida como “a próspera” por sua riqueza e estava belamente integrada à paisagem da orla do rio Duin. Muitos prédios eram novos e a ausência de árvores era compensada por jardins bem cuidados.

Caminhando por suas ruas, Ahmed e Shaira encontraram a lojinha de um velho antiquario afegão. Estava cheia de velhos livros em russo, utensílios antigos, velhas câmeras fotográficas, tapetes empoeirados e lindas caixinhas e frascos decorados, como saídos dos contos de Simbad, o marujo.

Também tinha uma coleção de jóias tradicionais da região.

Seguramente o velho reconheceu os biotipos egípcios de Shaira e Ahmed, pois dirigiu-se a ele em árabe:

- Lindas jóias antigas! Senhor, por que não escolhe uma jóia para sua esposa? Sempre é bom dar-lhes ouro às mulheres.

Ahmed não desfez o engano:

- E o que tem a oferecer à minha bela esposa?

O homem mostrou-lhe suas jóias. Era de enlouquecer qualquer mulher, sobretudo uma artesã como Shaira. Havia anéis, braceletes, adornos para mão que começavam com um anel e fluíam, cheios de pedras e filigranas, até formar uma pulseira, adornos semelhantes para o tornozelo e dedos dos pés, aros para o nariz com uma correntinha para uni-los a um brinco, tiaras, gargantilhas, gigantescos brincos cazaques que chegam aos ombros até mesmo uma jóia tradicional semelhante a uma touca enfeitada de gemas, com pingentes de pedras preciosas na região da testa e uma cascata de pequenos cristais e prata na parte de tras, caindo como uma formosa cabeleira.

Ahmed insistia para que Shaíra provasse aquelas extravagâncias todas e deleitava-se com o resultado: combinavam maravilhosamente bem com sua pele morena e olhos negros.

Ahmed separou as que não eram de prata e que se adequavam à vida nômade e guerreira de Shaira e então deram início à tradicional arte da pechincha. Como o afegão só se dirigia a Ahmed, para incluí-la na diversão e burlar-se do velho passando por um esposo obediente, a todo momente Ahmed perguntava a Shaira: “ está justo o preço, esposa?”, “o que você acha, cara esposa?”, “podemos levar mais um desses… meu amor?”.

O tempo passou voando e quando perceberam, tiveram que fechar negócio e voltar correndo ao acampamento. Felizmente, Oleg acabava de sair da reunião com o rei.

TREINAMENTO DE ARQUEIRISMO

Agai concordou em ir no último barco para treinar arco e flecha com Shaira.

Teriam um dia e meio para deixá-la pronta para lutar com os arqueiros, assim que não perderam tempo. Enquanto Shaira arrumou um pequeno lanche e água, Agai reuniu objetos para usar de alvo e preparou um segundo conjunto de arco e flechas para ela. Então procuraram para um lugar afastado, ao pé de uma colina, e começaram o treinamento.

Rolagem:
manipulação + instrução do professor  contra 11- a inteligência do aluno.

Agai/Shaira rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Manobra Especial e obteve: 10 8 7 8 7 6 2 
Agai/Shaira obteve 3 sucessos!

Agai era um bom professor e Shaira, uma aluna inteligente, o treino deu resultado.

Ao final do segundo dia, Shaíra já estava em condições de unir-se aos arqueiros no ataque a Vaki.

A tarde avançava e o frio já era intenso mas antes de dar o treinamento por finalizado, Agai disse que subissem um pouco mais na colina para um exercício final. Ali o vento, a pouca luminosidade e a distancia do alvo se aproximariam mais das condições reais que Shaíra enfrentaria durante a batalha.

Assim fizeram.

Agai então mostrou uma árvore seca, alta e solitária e pediu para Shaira apontar para o maior dos galhos. O alvo balançava ao sabor do vento e, na visão em branco e negro de Shaíra, pouco se distinguia do céu acinzentado.

- Ah! Um detalhe mais: fogo! Lembre-se que usaremos flechas incendiárias. – disse Agai, retirando uma delas do alforje. Tinha um compartimento na parte da frente, onde se colocava estopa e um líquido inflamável.

- Shaíra, o segredo do arqueirismo é tornar-se uno com cinco elementos: o alvo, o arco, a corda, a flecha… e o tempo. – disse ele enquanto acentia a flecha – Sim, o tempo! O momento de disparar é decisivo: nem uma fração de segundo antes, nem uma fração de segundo depois, pois as condições do disparo mudam.

Entregou-a seta flamejante a Shaira, dizendo que a colocasse no arco e apontasse para o alvo. Observou-a um instante.

- Você pode esticar mais essa corda. – corrigiu – Deixe-me ajudá-la.

Agai aproximou-se de Shaíra e envolveu-a com os braços, cobrindo-lhe a mão que segurava o arco com a sua própria e ajudando-a a segurar a flecha e esticar a corda com a outra. Shaíra sentiu a corda retesar-se com a força de Agai, estirando-se muito mais do que ela havia conseguido.

- O alvo, o arco, a corda, a flecha e o tempo. – repetiu Agai. Estava tão próximo que ela podia sentir seu hálito, o calor de seu corpo e a respiração compassada. Sentia também o ardor da flecha: conforme haviam esticado mais a corda, a ponta da seta em chamas aproximara-se demais de suas mãos na empunhadura do arco e ameaçava queimá-las. Agai mantinha-a bem sujeitada, porém. Era como se Shaíra não pudesse resistir ao senhor das sombras.

- Nós ragabashs gostamos de brincar com fogo, não é mesmo? – sussurrou ele em seu ouvido – Estender os limites ao máximo, como essa corda.

O fogo chamuscou os pêlos dos dedos de Agai. Iam queimar-se.

- Mas o segredo, insisto… é o tempo!

De súbito ele afrouxou a mão e, por reflexo, Shaira soltou a flecha, que foi espetar-se com exatidão no galho, incendiando-o. Um excelente disparo!

Agai imediatamente afastou-se e, olhando-a com seriedade, falou:

- Shaira, os philodox estão todos de olho em você e Ahmed! Não se esqueça: o segredo é o tempo. Divirta-se,  mas não vá destruir sua vida e a dele por não saber o momento certo de parar, está bem?

Olhou-a de um modo mais carinhoso e completou:

- E agora vamos, cliath, que se perdermos a última balsa atrasaremos a todos.


Virgínia:
Ao cruzar a película, Virgínia não se arrependeu de seguir seu instinto e ir pela umbra. A paisagem umbral confirmava que aquele  era o mais belo modo de fazer a travessia.

Mergulharam nas águas prateadas do rio umbral, que cintilavam à luz dos astros da Sombra de Veludo como um manto cravejado de diamantes.

Rolagem:
Virgínia rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 6 para nadar e obteve: 4 6 1 5 3 5 
Que pena, Virgínia não obteve sucesso!

Na região das margens as águas eram tranquilas e a sensação de impulsioná-las com as patas era bem agradável. Diante de si, Virgínia via apenas os dorsos e as cabeças dos garras vermelhas, com suas orelhas voltadas para trás e as caudas submersas.

Fiodor acompanhava-os em lupino e sua pelagem prateada quase não se distinguia das águas. Estava ali, porém, atento a tudo.

Quando alcançaram o meio do rio, a princípio foi agradável sentir a força das águas. Depois tornou-se difícil. Embora Virgína só sentisse que nadava em um rio, havia mais forças envolvidas ali. Talvez a própria Wyld tomasse conta momentaneamente das águas, brincando de embaralhar a correnteza em ilógicas curvas e redemoinhos. Alguns dos lobos tiveram dificuldade em seguir nadando, entre eles Virgínia.  Ahmed pressentiu o perigo e  rapidamente ajudou os garras vermelhas próximos a ele. Fiodor voltou à sua forma racial e diligentemente orientou-os na direção correta. Virgínia lutou com as águas até que sentiu o braço de Fiodor enlaçando-a e levando-a  por alguns metros, até livrá-la do pior da correnteza. Depois ela foi sozinha.

Chegaram sãos e salvos na outra margem. De volta ao mundo material, sentaram-se diante do rio para esperar os outros, sem más recordações do pequeno incidente. Como sábios animais que eram, os lupinos não se ressentiam com as forças da natureza física ou espiritual; apenas sacudiram o pêlo instintivamente e deitaram-se ao calor do sol, apreciando a vida e felizes por continuar existindo.


Klauss e Volg:
Klauss agradeceu o convite para ir na primeira balsa mas preferiu acompanhar os cliaths na tarde seguinte.

Ajudou em algumas coisas no acampamento mas, quando voltou a reunir-se com eles, encontrou-os muito preocupados. Nadia havia ido saído sozinha com Volg para ensiná-lo a caçar como lobo.

O líder dos cliaths era um philodox de dezoito anos chamado Piotr. Estava evidentemente constrangido por não haver impedido Nádia e, ao conversar um pouco mais com ele, Klauss entendeu a razão. Piotr estava comandando pela primeira vez, enquanto Nádia era líder de matilha em seu país. Mais experiente que ele, a rebelde galliard não só não se submetia à sua liderança como ainda ganhara ascendência sobre os demais garotos e agora começava a conquistar o filhote.

piotr:

Piotr não tinham a menor idéia de onde ela e Volg podiam haver ido e achou melhor não ir atrás dos dois. Em vez disso, pediu a Klauss que ficasse conversando com eles. Eram os mesmos garotos que tinham ouvido suas palavras e ânimo e agora queriam saber sobre aquele cria de fenris tão jovem e, ao mesmo tempo, tão maduro.

Inexperiente mas já um philodox, Piotr preferiu combater a influência de Nádia com o bom exemplo de Klauss em vez de dar-lhe a oportunidade para mais um de seus showzinhos de rebeldia ao buscá-la para uma advertência.

(livre para interação com os cliaths)

Caçada:
Ao longe, Nádia e Volg caminhavam lado a lado pela estepe. O filhote tinha muito a aprender e havia preferido caçar com ela a ficar sentado com os cliaths.

Distanciavam-se cada vez mais do acampamento.

Quando Nádia decidiu que já estavam em um lugar selvagem, falou:

- Bem, antes de caçar, você tem que dominar as transformações. Para isso terá que conectar-se com muita tenacidade à sua natureza animal e “chamar” seu lobo.

Era uma instrução bastante vaga mas tenacidade era o que não faltava a Volg e ele podia recorrer justamente àquela sensação conhecida de que seu oponente no ringue era uma presa. Tentou uns segundos.

Rolagem:
Volg rolou 7 dados (vitalidade + instinto primitivo) de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 1 9 2 9 3 6 1 
Volg obteve 1 sucesso!

Volg sentiu que algo lhe estava acontecendo: uma sensação estranha e completamente desconhecida dominava seu corpo! Ele começou a contorcer-se e… parou por aí. Algo dera errado, ele continuava em sua forma humana.

- Vai, tenta de novo! – animou-o Nádia.

Rolagem:
Volg rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 7 4 1 8 7 8 6 
Volg obteve 4 sucessos!

Novamente a sensação estranha tomou Volg e dessa vez ela prosseguiu até ele cair em quatro patas, sentindo seu corpo absorver as roupas e cobri-se de pêlos, enquanto sua mandíbula expandia-se dolorosamente até ficar enorme e, ainda assim, parecer pequena para tantos dentes..

- Hispo! – murmurou Nádia, que parecia um pouco mais alta, pois ele estava de quatro– Falta uma ainda.

Volg estava em meio a um milhão de sensações novas, pois todos os seus sentidos estavam aguçados. Sentia cheiros inesperados na brisa e ouvia o caminhar de animais distantes.

- Vai! Um pouco mais! – insistiu Nádia.

Rolagem:
Volg rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Manobra Especial e obteve: 7 1 8 1 7 2 10 
Volg obteve 2 sucessos!

Volg conseguiu o impulso que necessitava para uma nova transformação. Uma vez mais sentiu seu corpo mover-se, os músculos realinhare e os ossos estalarem, só que agora diminuindo de tamanho. Os sentidos, ao contrário, estavam ainda mais apurados. Havia conseguido, estava na forma de um lobo!

Nádia também passou à forma lupina.

- Vamos caçar. – grunhiu ela em garou.

Era desnecessário e até incômodo. A mente instintiva da forma lupina de Volg já a havia compreendido só pela linguagem corporal. A sensação era incrível! Volg conservava a capacidade de raciocínio humana mas pensava de um modo mais puro, livre dos artifícios da linguagem e sem preocupações desnecessárias.

Naquele momento, tudo o que sabia é que sentia cheiro de animais e queria matá-los.

Procuraram entre a relva da estepe e, ao fim de algum tempo, avistaram uma espécie de cervo pequeno. Nádia tomou a dianteira. Correu até ele e tentou derrubá-lo mordendo-lhe as patas.

Rolagem:
Nadia rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 4 para Manobra Especial e obteve: 1 2 1 3 
Nadia obteve -2 crítico!

O animal deu-lhe um coice feio na cara e a galliard rolou para tras, derrubando Volg, que a acompanhava de perto. A mandíbula de Nádia rapidamente inchou e ela deitou-se na relva, ganindo.

Enquanto ela gemia, Volg ergueu-se e correu, aventurou-se a um novo ataque.

Volg:
Volg rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 4 para Manobra Especial e obteve: 1 10 5 7 6 
Volg obteve 3 sucessos!

Volg derrubou o animal. Seus dentes enterraram-se no pescoço da presa e o sangue quente e aromático borbotou. Desejava devorá-lo ali mesmo mas um instinto primitivo ia de encontro a sua fome, lembrando-lhe de que havia mais “lobos” que alimentar no acampamento.

Esperou por Nádia ao lado do cervo abatido. Não podia mais vê-la mas o vento trazia seu cheiro, sabia que não estava longe. Ao fim a menina voltou, já em hominídeo e segurando o queixo, com uma luxação enorme, como se houvesse perdido uma luta de boxe.

-Você ser vira bem na natureza! - disse ela com dificuldade e sem o menor sinal de despeito pelo sucesso de Volg.

Deixaram a forma lupina. Volg notou que voltava a sua forma humana automaticamente, sem nenhum esforço. Nádia deteve sua transformação em uma forma parecida a humana, porém mais forte e de aspecto mais primitivo, chamada glabro.

Conforme caminhavam, Volg percebeu que o queixo de Nádia se recuperava de uma maneira extraordinária. Eles deveriam ter alguma forma de regeneração acelerada, ao menos em suas formas de lobisomem.

Estava custando um pouco encontrarem o caminho ao acampamento, então Nádia falou:

- Volg, volta a lupino para farejar nossos rastros de volta. Eu vou te ensinar um jeito mais fácil de se transformar. Sabe com é, né, todo professor faz essa filhadaputada: ensina o caminho mais difícil, deixa o aluno se ferrar e depois conta que tem uma manha! Eu fiz igual e a manha é usar sua fúria para transformar-se. Não falha nunca, mas você  não pode abusar porque, como tudo na vida, a fúria acaba se esgotando. Agora vai. Lembra daquela fúria que te fez transformar-se pela primeira vez e chama seu lobo!

Volg tentou e imediatamente sentiu se corpo percorrer todas as formas intermediárias até alcançar a lupina. Então começou a farejar o caminho e  levou-os até os limites da cidade, onde voltaram de novo a hominideo e rumaram ao acampamento. O queixo de Nádia já se havia curado.

Os cliaths ficaram aliviados com seu regresso e Volg viu que entre eles estava Klauss Krugger, o único outro garou de sua tribo no batalhão.

(livre para cumprimentarem-se)

Enquanto os demais cliaths esfolavam, esquartejavam e dedicavam-se a preparar o cervo, Nádia desapareceu, voltando pouco tempo depois com duas garrafas.

- De onde você tirou essa bebida? – perguntou-lhe Piotr.

- De Hirson e Obaim. Ahhh, vamos, não faça essa cara! Que tipo de alcoolatra leva bebidas a uma batalha? Vamos fazer um favor à capacidade combativa desse batalhão e acabar com essa porcaria antes que eles cheguem bêbados à Vaki.

Piotr nem tentou dissuadi-la. Os outros cliaths já se havia asenhorado das garrafas e as passavam entre si, dando goles na vodka e no whisky direto da garrafa. Obviamente elas chegaram às mãos de Klauss e Volg, que eram livres para decidir se beberiam também.

A carne tenra do cervo se assou rapidamente e todos comeram à saciedade. Nádia e os cliaths embriagaram-se e, rindo e tropeçando, caíram dentro de seu yurt, onde dormiram felizes e amontoados como cachorrinhos.

Então finalmente Klauss teve a chance de falar com Volg em particular.


(livre para interação entre os dois).


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Sab 3 Set 2016 - 9:08



Caçada:
   Ao longe, Nádia e Volg caminhavam lado a lado pela estepe. O filhote tinha muito a aprender e havia preferido caçar com ela a ficar sentado com os cliaths.

   Distanciavam-se cada vez mais do acampamento.

   Quando Nádia decidiu que já estavam em um lugar selvagem, falou:

   - Bem, antes de caçar, você tem que dominar as transformações. Para isso terá que conectar-se com muita tenacidade à sua natureza animal e “chamar” seu lobo.

   Era uma instrução bastante vaga mas tenacidade era o que não faltava a Volg e ele podia recorrer justamente àquela sensação conhecida de que seu oponente no ringue era uma presa. Tentou uns segundos.

   Rolagem:
       Volg rolou 7 dados (vitalidade + instinto primitivo) de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 1 9 2 9 3 6 1 
Volg obteve 1 sucesso!


   Volg sentiu que algo lhe estava acontecendo: uma sensação estranha e completamente desconhecida dominava seu corpo! Ele começou a contorcer-se e… parou por aí. Algo dera errado, ele continuava em sua forma humana.

   - Vai, tenta de novo! – animou-o Nádia.

   Rolagem:
       Volg rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 7 4 1 8 7 8 6 
Volg obteve 4 sucessos!


   Novamente a sensação estranha tomou Volg e dessa vez ela prosseguiu até ele cair em quatro patas, sentindo seu corpo absorver as roupas e cobri-se de pêlos, enquanto sua mandíbula expandia-se dolorosamente até ficar enorme e, ainda assim, parecer pequena para tantos dentes..

   - Hispo! – murmurou Nádia, que parecia um pouco mais alta, pois ele estava de quatro– Falta uma ainda.

   Volg estava em meio a um milhão de sensações novas, pois todos os seus sentidos estavam aguçados. Sentia cheiros inesperados na brisa e ouvia o caminhar de animais distantes.

   - Vai! Um pouco mais! – insistiu Nádia.

   Rolagem:
       Volg rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Manobra Especial e obteve: 7 1 8 1 7 2 10 
Volg obteve 2 sucessos!


   Volg conseguiu o impulso que necessitava para uma nova transformação. Uma vez mais sentiu seu corpo mover-se, os músculos realinhare e os ossos estalarem, só que agora diminuindo de tamanho. Os sentidos, ao contrário, estavam ainda mais apurados. Havia conseguido, estava na forma de um lobo!

   Nádia também passou à forma lupina.

   - Vamos caçar. – grunhiu ela em garou.

   Era desnecessário e até incômodo. A mente instintiva da forma lupina de Volg já a havia compreendido só pela linguagem corporal. A sensação era incrível! Volg conservava a capacidade de raciocínio humana mas pensava de um modo mais puro, livre dos artifícios da linguagem e sem preocupações desnecessárias.

   Naquele momento, tudo o que sabia é que sentia cheiro de animais e queria matá-los.

   Procuraram entre a relva da estepe e, ao fim de algum tempo, avistaram uma espécie de cervo pequeno. Nádia tomou a dianteira. Correu até ele e tentou derrubá-lo mordendo-lhe as patas.

   Rolagem:
       Nadia rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 4 para Manobra Especial e obteve: 1 2 1 3 
Nadia obteve -2 crítico!


   O animal deu-lhe um coice feio na cara e a galliard rolou para tras, derrubando Volg, que a acompanhava de perto. A mandíbula de Nádia rapidamente inchou e ela deitou-se na relva, ganindo.

   Enquanto ela gemia, Volg ergueu-se e correu, aventurou-se a um novo ataque.

   Volg:
       Volg rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 4 para Manobra Especial e obteve: 1 10 5 7 6 
Volg obteve 3 sucessos!


   Volg derrubou o animal. Seus dentes enterraram-se no pescoço da presa e o sangue quente e aromático borbotou. Desejava devorá-lo ali mesmo mas um instinto primitivo ia de encontro a sua fome, lembrando-lhe de que havia mais “lobos” que alimentar no acampamento.

   Esperou por Nádia ao lado do cervo abatido. Não podia mais vê-la mas o vento trazia seu cheiro, sabia que não estava longe. Ao fim a menina voltou, já em hominídeo e segurando o queixo, com uma luxação enorme, como se houvesse perdido uma luta de boxe.

   -Você ser vira bem na natureza! - disse ela com dificuldade e sem o menor sinal de despeito pelo sucesso de Volg.

   Deixaram a forma lupina. Volg notou que voltava a sua forma humana automaticamente, sem nenhum esforço. Nádia deteve sua transformação em uma forma parecida a humana, porém mais forte e de aspecto mais primitivo, chamada glabro.

   Conforme caminhavam, Volg percebeu que o queixo de Nádia se recuperava de uma maneira extraordinária. Eles deveriam ter alguma forma de regeneração acelerada, ao menos em suas formas de lobisomem.

   Estava custando um pouco encontrarem o caminho ao acampamento, então Nádia falou:

   - Volg, volta a lupino para farejar nossos rastros de volta. Eu vou te ensinar um jeito mais fácil de se transformar. Sabe com é, né, todo professor faz essa filhadaputada: ensina o caminho mais difícil, deixa o aluno se ferrar e depois conta que tem uma manha! Eu fiz igual e a manha é usar sua fúria para transformar-se. Não falha nunca, mas você  não pode abusar porque, como tudo na vida, a fúria acaba se esgotando. Agora vai. Lembra daquela fúria que te fez transformar-se pela primeira vez e chama seu lobo!

   Volg tentou e imediatamente sentiu se corpo percorrer todas as formas intermediárias até alcançar a lupina. Então começou a farejar o caminho e  levou-os até os limites da cidade, onde voltaram de novo a hominideo e rumaram ao acampamento. O queixo de Nádia já se havia curado.

Os cliaths ficaram aliviados com seu regresso e Volg viu que entre eles estava Klauss Krugger, o único outro garou de sua tribo no batalhão.


Olá Klauss, tudo bem ?
Estendeu a mão para comprimentar o garou.


Enquanto os demais cliaths esfolavam, esquartejavam e dedicavam-se a preparar o cervo, Nádia desapareceu, voltando pouco tempo depois com duas garrafas.

- De onde você tirou essa bebida? – perguntou-lhe Piotr.

- De Hirson e Obaim. Ahhh, vamos, não faça essa cara! Que tipo de alcoolatra leva bebidas a uma batalha? Vamos fazer um favor à capacidade combativa desse batalhão e acabar com essa porcaria antes que eles cheguem bêbados à Vaki.

Piotr nem tentou dissuadi-la. Os outros cliaths já se havia asenhorado das garrafas e as passavam entre si, dando goles na vodka e no whisky direto da garrafa. Obviamente elas chegaram às mãos de Klauss e Volg, que eram livres para decidir se beberiam também.
A garrafa chegou na mão de Volg, era o mais novo entre eles e nunca tinha bebido.Decidiu dar um gole no whiskey só para experimentar.A bebida desceu pela sua garganta queimando tudo e decidiu passar a garrafa para frente, achou que por aquele dia estava bom de experimentar coisas novas.E pensou que o mais gostou naquele dia foi caçar e poder matar uma presa.Encravar os dentes na garganta daquele cervo tinha sido bom demais.Não precisava se conter igual era em cima do ringue.

A carne tenra do cervo se assou rapidamente e todos comeram à saciedade. Nádia e os cliaths embriagaram-se e, rindo e tropeçando, caíram dentro de seu yurt, onde dormiram felizes e amontoados como cachorrinhos.

Então finalmente Klauss teve a chance de falar com Volg em particular.
Klauss, dizem que sou um cria de fenris por causa da lua da minha primeira transformação.E você disse quando fui apresentando que você teria algumas coisas para me ensinar, o que seria ?
E também Piotr me ensinou a Litania e que se quebrasse algumas daquelas regras na maioria das vezes a punição é a morte.E me desculpe por desobeder ele, eu queria muito aprender a me transformar.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Natalie em Sab 3 Set 2016 - 21:40

Virgínia se jogou na água, nadando pela primeira vez num rio de verdade. Era bem diferente dos tanques do zoo, a correnteza era mais difícil de aguentar, mas ela estava indo bem até sentir alguma coisa mudando.

As forças da Wyld ali estavam no estado bruto, mudando de repente, e mesmo que nãoi sentisse nenhuma perturbação da Weaver ou da Wyrm, Aurora da Esperança sentiu dificuldades para se segurar. Com água nos olhos, ela viu que não era a única, até os lupinos mais selvagens estavam com dificuldades, mas os mais fortes estavam ajudando os enrascados.

Virgínia continuou lutando até que Ahmed veio ajudá-la a passar pelo trecho mais difícil do rio.

Quando chegaram na outra margem, com os lupinos descansando após vencer um obstáculo natural e espiritual, Virgínia fez um gesto com a cauda para Ahmed que era um agradecimento na língua gestual/olfativa dos lobos.

Aproveitou para observar a penumbra do local e comparar com a paisagem que tinha visto.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Dom 4 Set 2016 - 10:01

REUNIÃO:
Oleg ouviu as palavras de Alain e Shaira com evidente impaciência
Oleg estendeu a mão indicando Klauss e falou:

- É isso, entenderam?! Ainda voltaremos ao assunto, pois, de verdade, vocês me estão preocupando. Por ora, Klauss disse tudo.

* Shaíra ficava levemente perturbada com a posição de Oleg e de Klauss, a jovem se sentia incapaz de fazer mal a uma criança e seria difícil para ela realizar tal missão sem perder de vista quem era ela.. Shaíra permanecia calada, a ordem já havia sido dada... mas se ela a cumpriria seria outra coisa.*

PASSEIO À DAZIL:
Não foram muito longe mais ainda assim o passeio foi agradável. Dazil era conhecida como “a próspera” por sua riqueza e estava belamente integrada à paisagem da orla do rio Duin. Muitos prédios eram novos e a ausência de árvores era compensada por jardins bem cuidados.

* Shaíra caminhava pelas adoráveis ruas de Dazil, aproveitando que estavam sozinhos ela fazia questão de andar coladinho com Ahmed segurando em sua mão como se fossem um casal em férias. A jovem ficava encantada com as belezas do lugar, imaginando-se por um momentos uma vida comum ao lado de Ahmed naquela paisagem tão bucólica*
-- É tão lindo...esse momento podia durar para sempre...

Caminhando por suas ruas, Ahmed e Shaira encontraram a lojinha de um velho antiquario afegão. Estava cheia de velhos livros em russo, utensílios antigos, velhas câmeras fotográficas, tapetes empoeirados e lindas caixinhas e frascos decorados, como saídos dos contos de Simbad, o marujo.
Também tinha uma coleção de jóias tradicionais da região.
Seguramente o velho reconheceu os biotipos egípcios de Shaira e Ahmed, pois dirigiu-se a ele em árabe:
- Lindas jóias antigas! Senhor, por que não escolhe uma jóia para sua esposa? Sempre é bom dar-lhes ouro às mulheres.
Ahmed não desfez o engano:
- E o que tem a oferecer à minha bela esposa

*Shaíra se encantava com a pequena lojinha que fazia a jovem se lembrar da antiga loja dos seus pais, a jovem se encantava com as joias antigas ficando instantaneamente fascinada por elas. Shaíra gostava daquela brincadeira que Ahmed criara com o vendedor sobre eles serem um casal e também entrava naquele deliciosos jogo... *
-- São lindas mesmo, não é meu amor...eu amei todas elas... Posso experimenta-las?

Ahmed separou as que não eram de prata e que se adequavam à vida nômade e guerreira de Shaira e então deram início à tradicional arte da pechincha. Como o afegão só se dirigia a Ahmed, para incluí-la na diversão e burlar-se do velho passando por um esposo obediente, a todo momente Ahmed perguntava a Shaira: “ está justo o preço, esposa?”, “o que você acha, cara esposa?”, “podemos levar mais um desses… meu amor?”.

* Shaíra provava cada joia com gosto, colocando e tirando várias peças entre anéis, braceletes e brincos enquanto se mostrava para Ahmed exibindo as mãos e o pescoço para que ele a visse como estava. A jovem gesticulava com as mãos somente para mostrar os anéis e ouvir o tilintar dos braceletes no ante-braço.*

-- Meu amor, como estou?... e...eu escolheria todas... mas estão tão caras... você podia fazer um precinho... bem especial...sabe, estamos em lua de mel...e... Nossa amei esses anéis...

TREINAMENTO DE ARQUEIRISMO:
Teriam um dia e meio para deixá-la pronta para lutar com os arqueiros, assim que não perderam tempo. Enquanto Shaira arrumou um pequeno lanche e água, Agai reuniu objetos para usar de alvo e preparou um segundo conjunto de arco e flechas para ela. Então procuraram para um lugar afastado, ao pé de uma colina, e começaram o treinamento
* Shaíra acordava cedo para treinar com Agai, ainda em sua mente sonolenta ela mantinha as memórias do passeio que tiveram com Ahmed em Dazil. Shaíra aprontava um lanche e uma botelha de água para ela e Agai, provavelmente seriam as únicas coisas que iriam comer e beber naquele dia então a jovem tentava se concentrar ao máximo para não desperdiçar aquela oportunidade de ouro com Agai. A jovem era esperta e aprendia facilmente as instruções dadas por seu mentor naquela tarde. Ao fim do primeiro dia a jovem já estava em condições de seguir com o grupo de arqueiros, mas não sem antes um exercício final...*

A tarde avançava e o frio já era intenso mas antes de dar o treinamento por finalizado, Agai disse que subissem um pouco mais na colina para um exercício final. Ali o vento, a pouca luminosidade e a distancia do alvo se aproximariam mais das condições reais que Shaíra enfrentaria durante a batalha.
- Ah! Um detalhe mais: fogo! Lembre-se que usaremos flechas incendiárias. – disse Agai, retirando uma delas do alforje. Tinha um compartimento na parte da frente, onde se colocava estopa e um líquido inflamável.

* Mirar aquele galho em movimento era bem difícil ainda mais quando pouco se podia ver, Shaíra nunca se sentiu tão incomodada com seu problema como naquele momento. Quando ele falava em fogo, sua respiração acelerava já que em sua mente temia queimar acidentalmente alguém ou mesmo um yurt...*
--...Acha... que é seguro?... e seu eu queimar algo?

- Você pode esticar mais essa corda. – corrigiu – Deixe-me ajudá-la.

Agai aproximou-se de Shaíra e envolveu-a com os braços, cobrindo-lhe a mão que segurava o arco com a sua própria e ajudando-a a segurar a flecha e esticar a corda com a outra. Shaíra sentiu a corda retesar-se com a força de Agai, estirando-se muito mais do que ela havia conseguido.
- O alvo, o arco, a corda, a flecha e o tempo. – repetiu Agai. Estava tão próximo que ela podia sentir seu hálito, o calor de seu corpo e a respiração compassada. Sentia também o ardor da flecha: conforme haviam esticado mais a corda, a ponta da seta em chamas aproximara-se demais de suas mãos na empunhadura do arco e ameaçava queimá-las. Agai mantinha-a bem sujeitada, porém. Era como se Shaíra não pudesse resistir ao senhor das sombras.

“ Estou puxando com toda a minha força já... eu não sou tão forte asism...Quê... Agai... assim...eu...não..me concentro...”

* Pensamentos de Shaíra se perderam no tempo quando a jovem sentira o corpo de Agai atrás do seu e com os seus braços evolvendo-lhes. As palavras de Agai era quase que hipnóticas, a jovem sentia o hálito de Agai bem próximo de seu pescoço... As palavras do instrutor eram quase que delirantes, a jovem cada vez mais se deixava levar por elas. A flecha em chamas servia não deixava a mente da jovem se perder por completo em meio ao fascínio do Senhor das Sombras.

-- Nós ragabashs gostamos de brincar com fogo, não é mesmo? – sussurrou ele em seu ouvido – Estender os limites ao máximo, como essa corda.
O fogo chamuscou os pêlos dos dedos de Agai. Iam queimar-se.

* Shaíra chegava a suspirar enquanto um choque percorria sua coluna debaixo para cima. No tempo certo a jovem soltava a flecha acertando o alvo perfeitamente. Shaíra respirava ofegante, como se estivesse exausta, suas pernas tremiam como se fossem incapaz de sustenta-la de pé, a voz da ragabash surgia como um suspiro trêmulo...*

--... A... Agai...

Agai imediatamente afastou-se e, olhando-a com seriedade, falou:
- Shaira, os philodox estão todos de olho em você e Ahmed! Não se esqueça: o segredo é o tempo. Divirta-se, mas não vá destruir sua vida e a dele por não saber o momento certo de parar, está bem?
Olhou-a de um modo mais carinhoso e completou:
- E agora vamos, cliath, que se perdermos a última balsa atrasaremos a todos.

* As palavras finais de Agai foram mais afiadas e perigosas do que uma lâmina de prata em seu coração, ela tremia de medo ao ouvi-lo falar sobre Ahmed e as possíveis punições que eles receberiam, de certa forma ela ficara feliz com o aviso de Agai.*

-- Agai.. obrigada pelo aviso... ficarei mais atenta aos philodox... e...obrigada pelo treino também...


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Dom 4 Set 2016 - 15:21

REUNIÃO

Alaín não se importou com as preocupações de Oleg. ele tinha quase certeza de que haveria intercorrências.

"Numa tropa tão grande, é difícil manter a uniformidade. Mesmo que a gente controle a maioria, sempre pode haver algum cliath ou filhote estúpido que meta os pés pelas mãos. O melhor a fazer é nos preparar para avaliar o pós-combate com justiça e imparcialidade..."

BALSA

Alaín ficou incomodado com a multiplicidade de tipos pitorescos que se espremiam na balsa. Não estava acostumado a se misturar tão de perto com gente de todo o tipo de uma vez só. Mas mesmo nessa situação, sua mente permanecia afiada, avaliando os outros garous. Não podia conversar com eles, mas seus poderes de observação não eram prejudicados pelos cheiros ou empurrões da turba de indigentes ao seu redor.

"Mordvin, o senhor das sombras. Implacável, sem dúvida. Olhares atentos para ganhar vantagem dos outros e derrubá-los se preciso ou possível. Muito consciente do próprio posto e importância. Diferente de mim, não avalia os demais procurando o bem da Nação, mas sim o seu próprio bem. Talvez eu possa usar essa vaidade contra ele. Só preciso descobrir como....

Volovan, o garra vermelha. Completamente avesso ao contato humano e obviamente desconfortável com essa situação, até mais do que eu. A animosidade entre ele e Mordvin é mais que evidente, é quase palpável. Se reunirmos esses dois, precisamos de um mediador forte, que fale mais e permita que eles se expressem apenas o necessário para avançar nas negociações, senão vai virar uma troca de insultos e desafios.

E temos Ieraks, que não colabora em nada. Eu só não o descarto porque qualquer fator pode afetar o todo, mas seria melhor para a pacificação geral que ele se mantivesse afastado das negociações. Ele não parece ter potencial para influenciar positivamente nenhuma das duas partes, somente o contrário. Teremos que dar um jeito de mantê-lo longe de onde possa causar estragos...

E parece que Lorcan também está meditando nisso, ele entende bem a situação, gosto e trabalhar com ele, mas isso vai ser complicado até pra nós dois juntos..."


Oleg e Karol foram muito simpáticos. Ambos eram ucranianos e de famílias emparentadas por matrimônio. Karol recitou sua linhagem, que remontava aos tempos do Principado de Kiev, e se interessou pela história dos Bourbon D´Orleans. A certa altura perguntou se Alain tinha irmãs em idade de casamento, pois, em suas palavras, “começava a pensar em deixar descendentes”. Disse-o com a naturalidade de quem vem de um meio habituado às uniões arranjadas.

Alaín não era tão enfunado sobre a importância da própria família, mas sabia o suficiente para responder apropriadamente a qualquer pergunta.

- Os Bourbons eram uma família proeminente no principado da Borgonha desde a queda de Roma, onde tinham sido cidadãos com influência no Senado. Muitos monarcas daquela região fizeram parte de nossa linhagem. Os Órleans por sua vez eram da principal vertente monárquica da Europa Ocidental, gerando nobres na França, Espanha e Portugal. As famílias se unificaram definitivamente pouco antes do início das Grandes Navegações, e foram para a América no início de 1700, sendo precursores da Casa Coração Irrompível naquele continente. No início do século 19, a casa transferiu-se inteiramente para o Canadá e norte dos Estados Unidos, firmando tréguas e alianças com os Wendigos, Fúrias Negras, Fiannas, Filhos de Gaia e Andarilhos do Asfalto. Reconhecida como umas das famílias pioneiras no povoamento e civilização do extremo norte da América, os Bourbon D´Orleans sempre mantiveram grande influência na política local e têm grandes empreendimentos sustentáveis nas áreas de produção de alimento e turismo ecológico. Desde o banimento da Devoradora de Tempestades, também temos alguma presença no noroeste dos EUA, mas ainda há muito que avançar. Na atual geração, apenas eu fui agraciado com a benção de Gaia e o beijo de Luna, mas espero que isso mude futuramente.

Quando Karol mencionou a possibilidade de casamento, Alaín deu um sorriso que espelhou o de Oleg, respondendo humoradamente:

- Em verdade, tenho duas irmãs gêmeas que completaram 19 anos, mas temo que não sejam adequadas a você, Karolrhya. Elas cresceram no espírito ocidental, cheias de iniciativa e livre-arbítrio, e já recusaram três ou quatro parentes além de dois garous que eu aprovaria. Ariana e Adele estão na universidade, estudando e praticando habilidades úteis para ajudar os garous. Adele está se aprofundando nos estudos de mistérios culturais que provavelmente foram inspirados por fenômenos conhecidos pelos garous, enquanto Ariana está ficando tão combativa e destemida que já encarou até o Justiça de Prata de frente durante uma missão no Brasil. Receio que você teria muito trabalho para ganhar a afeição de qualquer uma das duas, embora sejam garotas excelentes sobre todos os os outros aspectos. Se eu mesmo não gerar cria logo, posso ser o último com a raça pura da família preservada...

Alaín disse aquilo com um sorriso, mas sentiu-se triste por dentro. Maysa era especial, mas para os presas de prata seria um ponto menor na genética da dinastia de sua família. Claro que ele podia gerar filhotes sem ela, mas as nobres presas de prata exigiram um compromisso mais formal, e Alaín não tinha certeza de que Maysa aceitaria um casamento morganático, dividindo-o com outra que se intitulasse sua verdadeira esposa. Se Ariana e Adele não encontrassem um bom presa de prata para se reproduzir, restaria apenas Abel, mas ele era um caso ainda mais difícil.

"Duvido que eu consiga fazer uma presa de prata se interessar por Abel... Mas talvez eu deva trabalhar melhor nessas questões... Talvez aproveitar a proximidade da Casa da Lua Crescente e pesquisar nesse sentido... Uma esposa russa não seria nada mal para o Abel, e eu teria uma aliada no Canadá com quem trabalhar...pode funcionar..."
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Seg 5 Set 2016 - 7:10

Reunião

*Após a chamada de atenção que Alain e Shaira sofreram, Klauss apenas os encara, ambos conheciam a posição de Justiça de Prata a respeito de proteger os mais fracos e indefesos, mas as vezes os Presas de Prata precisam ouvir o que eles querem ouvir, não que ele fosse a favor de manter alguém com a corruptora dentro si vivo, mas ao contrario dos demais ele sabia o que era estar em um campo de batalha de verdade, onde se mata ou se morre.*

----------


O líder dos cliaths era um philodox de dezoito anos chamado Piotr. Estava evidentemente constrangido por não haver impedido Nádia e, ao conversar um pouco mais com ele, Klauss entendeu a razão. Piotr estava comandando pela primeira vez, enquanto Nádia era líder de matilha em seu país. Mais experiente que ele, a rebelde galliard não só não se submetia à sua liderança como ainda ganhara ascendência sobre os demais garotos e agora começava a conquistar o filhote.

Piotr não tinham a menor idéia de onde ela e Volg podiam haver ido e achou melhor não ir atrás dos dois. Em vez disso, pediu a Klauss que ficasse conversando com eles. Eram os mesmos garotos que tinham ouvido suas palavras e ânimo e agora queriam saber sobre aquele cria de fenris tão jovem e, ao mesmo tempo, tão maduro.

Inexperiente mas já um philodox, Piotr preferiu combater a influência de Nádia com o bom exemplo de Klauss em vez de dar-lhe a oportunidade para mais um de seus showzinhos de rebeldia ao buscá-la para uma advertência.

*Falo primeiro a Piotr.*

-- Agiu bem em não sair desesperado atrás dos dois, Nádia é teimosa e rebelde por natureza, uma chamada de atenção apenas a faria ter mais um pitizinho que estão que está sendo oprimida e tal e Volg é um cria de Fenris se algo acontecer ele saberá se defender... mas vamos motivar a tropa...

*Chego junto a roda onde os cliats estavam sentados e me sento ao lado deles e não numa posição de destaque como faria qualquer outro de posto superior.*

-- Bem...quantos de vocês já estiveram num campo de batalha? *espero que eles se falem algumas de suas experiências, então prossigo* olhem para os garou a seu lado, as vidas deles estão em suas mãos assim como as suas estão nas mãos deles, em uma batalha deste porte você depende inteiramente de quem está a seu lado, em algumas situações como está por exemplo o sucesso depende inteiramente do trabalho em matilha, sigam seus alfas e não os questionem em campo de batalha, eles sabem o que estão fazendo e o melhor para que todos saiam com vida.

Os cliaths ficaram aliviados com seu regresso e Volg viu que entre eles estava Klauss Krugger, o único outro garou de sua tribo no batalhão.

Olá Klauss, tudo bem ?
Estendeu a mão para comprimentar o garou.

*Aperto a mão de Volg.*

-- Como foi a caçada? Vejo que tiveram sucesso...

Enquanto os demais cliaths esfolavam, esquartejavam e dedicavam-se a preparar o cervo, Nádia desapareceu, voltando pouco tempo depois com duas garrafas.

- De onde você tirou essa bebida? – perguntou-lhe Piotr.

- De Hirson e Obaim. Ahhh, vamos, não faça essa cara! Que tipo de alcoolatra leva bebidas a uma batalha? Vamos fazer um favor à capacidade combativa desse batalhão e acabar com essa porcaria antes que eles cheguem bêbados à Vaki.

*Aceno positivamente para Piotr.*

-- Duas garrafas não vão deixar todos bêbados, a não ser que seja bebida fianna...

A garrafa chegou na mão de Volg, era o mais novo entre eles e nunca tinha bebido.Decidiu dar um gole no whiskey só para experimentar.A bebida desceu pela sua garganta queimando tudo e decidiu passar a garrafa para frente, achou que por aquele dia estava bom de experimentar coisas novas.E pensou que o mais gostou naquele dia foi caçar e poder matar uma presa.Encravar os dentes na garganta daquele cervo tinha sido bom demais.Não precisava se conter igual era em cima do ringue.

*Klauss pega a garrafa e finge que bebe e então passa a garrafa a frente, ao contrário dos cliaths ele não precisava de alcool para encarar a morte e sai andando lado a lado com Volg*

Klauss, dizem que sou um cria de fenris por causa da lua da minha primeira transformação.E você disse quando fui apresentando que você teria algumas coisas para me ensinar, o que seria ?
E também Piotr me ensinou a Litania e que se quebrasse algumas daquelas regras na maioria das vezes a punição é a morte.E me desculpe por desobeder ele, eu queria muito aprender a me transformar.

-- A Luna não vai dizer a qual tribo pertence, mas Luna vai dizer seu augurio, pela lua cheia no céu posso dizer que você é um ahroun, um guerreiro como eu... mas você quer saber sobre nossa tribo vamos la... Muitos Garou consideram os s Cria de Fenris como o arsenal de Gaia. Somos mais violentos e imunes ao remorso,nós Cria abraçamos os ideais dos guerreiros antigos nórdicos e buscamos nosso lugar no Valhalla. Dizem que somos monstros de sangue-frio. A ferocidade de nossa tribo é lendária, mesmo entre os Garou. Raro é o Cria que recua de uma luta; ainda mais raro é aquele que demonstra piedade. Para um Cria de Fenris a força é nossa maior virtude, e o sacrifício a dádiva suprema, . Nossos Ritos de Passagem são sangrentos, freqüentemente mortais. Até mesmo depois de serem aceitos na tribo, os Crias de Fenris são constantemente testados e desafiados. Os jogos que praticamos afiam nossas habilidades de combate. Recusar qualquer desafio é considerado sinal de fraqueza, e fraqueza é algo que não pode ser tolerado. Isso é como os demais nos veem e muitos de nós realmente ainda são dessa maneira, mas eu vejo nossa tribo de outra maneira Volg, Gaia e o Grande Fenris nos fizeram fortes para um motivo para direcionarmos nossa força contra quem realmente merece, além de protegermos quem precisa todos nós somos filhos de Gaia, mas somente os Crias possuem a força e a ferocidade do grande Fenris. Então por mais que queiram lhe ensinar a extravasar sua furia eu lhe dou uma palavra para usar quando isso for acontecer... controle, nossos ataques de fúria são letais, por isso devemos ter o controle sobre ela para direciona-la da melhor maneira possivel.

-- Sobre desobedecer os Presas de Prata são os reis da nação garou... *sorrio* mas convenhamos quem ainda vive em monarquia? Ao contrario de nós hoje eles não são a sombra dos reis que foram outrora, fora do campo de batalha, questione suas ordens e não obedeça cegamente, no campo de batalha obedeça aos de posto mais elevado pois não chegaram onde estão a toa... os Presas ja fizeram seu ritual de passagem?





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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Seg 5 Set 2016 - 18:50

Alain, Klauss, Shaíra, Virgínia e Volg:
Os garous foram chegando aos poucos.

Apesar dos percalços na travessia do rio, o grupo de Virgínia foi o primeiro a chegar. Enquanto os garras vermelhas dormitavam ao sol e Fiodor e Ahmed conversavam, a filha de Gaia foi dar uma olhada na penumbra.

Na parte próxima ao pequeno porto fluvial tudo era tranquilo e vazio. A construções humana não se refletiam, o que dominava a paisagem era a presença imponente do rio. Porém, ao olhar na outra direção, Virgínia não teve dúvidas de onde ficava Vaki. Ao longe, acima de umas poucas montanhas, um grupo de nuvens escuras se amontoava, criando um céu de pesadelo. Ali estava a cidade caída.

Em seguida chegou a balsa de Alain. Atracou no pequeno cais e os passageiros desceram tranquilamente, alheios à repulsa que inspiravam em Mordvin, Volovan e Alain.

Karol tinha ouvido com muito interesse a história da família de Alain. Quando este descreveu suas irmãs, porém, Karol perdeu a fleuma de philodox e fez uma expressão tal que parecia que Alain estava contando que as gêmeas eram siamesas com um olho só cada uma. Evidentemente Karol buscava uma esposa apagada e obediente. Oleg sugeriu a ele que procurasse Anatoli, o pai de Anton, famoso por alinhavar as mais insuspeitas, felizes e mutuamente vantajosas uniões entre os presas de prata russos.

Volovan deixou-os para unir-se aos garras vermelhas e Mordvin desapareceu nas sombras até a chegada de seus companheiros de tribos, na balsa da noite. Mais tarde chegou a balsa construída por Maksin, Dalebor e Leyda.

Karol, Oleg, Alain, Lorcan e Ahmed hospedaram-se no único hotel do lugar. Na manhã seguinte encontraram-se com Hirson, Obaim, Pakomi e Glinka. Os dois primeiros vieram reclamando que Nádia “Lua Errada” havia levado o filhote para caçar e depois roubado as bebidas deles, embriagando os cliaths.

De tarde chegaram Nádia, Volg, Klauss e os cliaths, que tinham vomitado na balsa e estavam abatidos. Hirson e Obaim esbravejavam atrás de Oleg, pedindo para castigasse Nádia, mas a galliard contou com tantos detalhes a heróica caçada de Volg e suas habilidades inatas, que ninguém havia se preocupado em polir, que Oleg a perdoou. Glinka riu-se de Hirson, por ser um ragabash que se deixava roubar.

Rolagem:
Klauss rolou 9 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Manobra Especial e obteve: 3 2 10 6 2 1 1 3 9 
Klauss obteve 1 sucesso!

Klauss tivera pouco êxito em conversar com os cliaths. Eles o ouviram com atenção e assentiram em silêncio. Algo absorveram de sua fala mas Klauss sentiu que, no íntimo, estavam com inveja da audácia de Nádia e Volg. Mais tarde, o fato dela conseguir o perdão de Oleg só fez aumentar sua fama entre os pequenos.

Por fim, chegou a última barca com os roedores de ossos, que vinham ainda mais rasgados e desalinhados depois de dois dias de farra. Nela chegaram Shaíra e Agai. Se a jovem havia sentido as palavras de Agai como um lâmina de prata, não menos cortante foi o olhar Ahmed para ambos. Os roedores de ossos desembarcaram rindo e quando Turiak deu dois tapinhas no ombro de Ahmed, como consolando-o, Shaira sentiu que o peregrino usava toda sua força de vontade para conter um frenesi. Os olhares de Lorcan, Karol e Ieraks não foram menos afiados diante da cena.

Uma vez reunido o batalhão, na manhã seguinte rumaram até o acampamento do rei.


Todos:
O rei Vladi havia plantado seu acampamento militar a pouca distancia de Vaki. A cidade se elevava em uma colina isolada no centro de um vale pedregoso e acidentado. A base de operações de Vladi ficava escondida em uma das montanhas laterais e dela era possível vigiar Vaki à perfeição.

A cidade não era extensa como Dazil, ao contrário, apertava-se dentro da alta paliçada de troncos de madeira, com extremidades afiadas e duras. À distância pareciam casinhas de brinquedo rodeadas por lápis bem apontados. Mas sua inocência terminava aí. Todos sabiam que a luta seria dura.

Ao chegar ao acampamento, os garous sentiram a fúria dos guerreiros acampados de um modo quase palpável. Havia ânsia por sangue, lutas e glória por toda parte.

Alain rapidamente compreendeu que a ajuda à pequena seita de Oleg era também uma demonstração de poderio do rei a seus inimigos e aliados

Além de Oleg, havia mais três capitães com seus batalhões: Boris, garou de confiança do rei e seu capitão imediato, tinha fama de justo e incorruptível; Kader, um líder seco e disciplinado que fazia sua tropa funcionar como um relógio e Boiak, um garou excepcionalmente alto e musculoso, tão arrojado e imbatível quanto sanguinário. Dizia-se que os garous de Boiak não retrocediam por nada, pois se o fizessem eram duramente castigados. Três ahrouns presas de prata de estilos bem diferentes.

(Zayrus, escolha na tropa de qual desses três líderes o Yuri estará)

Boris, Kader e Boiak vinham com tropas menores, formadas por duas ou três matilhas cada, porém quase não tinham cliaths. Ao todo, o exército do rei Vladi reunia cerca de uma centena de garous de garous experimentados, um número bastante incomum nos dias de hoje.

Vladi representava o melhor dos presas de prata. Assim como seu pai, Slovan, governava com base em sua capacidade de administrar os conflitos entre senhores das sombras, garras vermelhas e parentes nômades dos peregrinos silenciosos, protegendo-os uns dos outros com ajuda de seu exército e mantendo a paz graças a sua autoridade moral.

Oleg tomou a palavra:

Discurso de Oleg:
- Primeiro quero agradecer a todos aqui presentes. Hoje, quando caia a noite e a lua dos ahrouns reine no firmamento, daremos um passo importante para limpar esta terra dos dançarinos da espiral negra.

Vamos invadir Vaki, a cidade dominada pelos parentes dos dançarinos e por eles próprios, vindos como metástases a partir de Semey, onde os testes nucleares impostos pelos soviéticos fizeram com que a tribo caída prosperasse.

Assim como há dois anos conseguimos recuperar nosso caern, agora, com a ajuda de vocês, impediremos que continuem nos atacando e espalhando-se através de seus túneis. Nesta noite, vamos cortar a artéria que alimenta este tumor: vamos tomar Vaki e ela e sua gente nunca mais voltarão a dar apoio aos dançarinos da espiral negra. A partir desta noite, o reino de vossa majestade, o rei Vlaid, se estenderá para além do rio Duin graças aos guerreiros que aqui estão!

Eu nunca esperei ver tantos de nós reunidos! É um sopro de esperança ver todos vocês juntos!

Nesta terra distante há um fôlego novo para nosso povo.

Aqui, repousados nas patas do ancião Volovan, os garras vermelhas prosperam. O Cazaquistão é um dos poucos lugares no mundo onde o número de lobos aumenta e nós sabemos que isso não é só pela baixa demografia humana. Guiados pelo ancião Mordvin, os senhores das sombras têm mantido os vampiros à distância. E os peregrinos silenciosos que adotaram a Ásia Central como terra de seus parentes não têm sido menos valiosos no controle dos sanguessugas. E, unindo a todos sob uma liderança justa, sábia e equilibrada, está minha tribo, os presas de prata.

Nunca esperei ver tantos de nós reunidos, eu disse. Porque somos poucos.

Eu vejo cliaths preocupados sobretudo com os humanos tocados pela Wyrm que perecerão na batalha. Louvo seu bom coração mas lembro-lhes que esta não é uma luta ganha, em que só tenhamos que nos preocupar em sermos magnânimos com o inimigo para nos sentirmos bem com nós mesmos.  

A vocês, tenho que dar-lhes uma má notícia. A batalha não está decidida. Pior, estamos em meio a uma guerra que estamos perdendo. Sinto muito, Volg, nosso filhote, pela revelação tão abrupta. Mas as forças do Mal – da Wyrm – nos estão derrotando.

Há um apocalipse em curso e só nós, os guerreiros de Gaia, podemos detê-lo mas nossos números diminuem ano a ano. Nascemos em pequena quantidade, levamos treze ou anos mais para nos transformarmos e outros tantos para sermos guerreiros plenos. Cada um de nós é sumamente valioso. E não por nossa vida em si mesma e sim porque somos a última esperança deste planeta.

Cada um de nós é uma batida mais no coração de Gaia, é um minuto atrasado no relógio do Apocalipse. Por isso, nossa vida não pertence só a nós mesmos. Nossa vida está a serviço de Gaia. Então eu os exorto a proteger suas próprias vidas como se fossem mães com um filho no ventre, como se fossem pais, com uma família a defender. Como se fossem filhos lutando por sua Mãe indefesa. Protejam a si mesmos a seus companheiros. Que velem pelo garou que está a seu lado, que não ponham as vidas deles em risco, que não deixem nossos feridos no campo de batalha, que os resgatem prioritariamente, que os amem com sua própria carne. Que entreguem os caídos para a Wyrm ao julgamento e poder reciclador de Gaia.

Que Ela não seja uma abstração. Que lutemos todos como uma só matilha. Porque no amor a Gaia e a nossos irmãos garous é que está nossa força.

Se corrupção se propaga ao ritmo dos humanos, se os dançarinos se multiplicam por cruzamentos impuros, estupros e depravação dos nossos, se as forças da  Wyrm só aumentam, que as nossas forças dominem por serem coesas! Porque somos um tecido saudável e o deles está enfermo. Nós não nos desmancharemos como eles!

Então que esta noite lutemos como um único corpo e com a cabeça e o coração em Gaia.

Tomaremos a Vaki e à força de nossos dentes, fetiches e garras a livremos da degeneração que a domina. Que a purifiquemos com fogo. Que hoje o sangue do inimigo corra pelas calçadas e amanhã nossas taças se ergam num brinde pela vitória!


Rolagem:
Oleg rolou 9 dados de 10 lados com dificuldade 8 para dom O Gosto da Marcha e obteve: 2 10 7 8 9 7 10 10 2 
Oleg obteve 5 sucessos!

(Cada um de vocês ganhou 5 dados a mais jogadas que envolvam Força, Briga e Armas Brancas durante a cena da batalha. A Iniciativa também é aumentada em +1)
.
Em seguida o plano foi recapitulado e detalhado.

plano:
- Como vocês viram, Vaki está em uma colina que se eleva em um vale entre duas montanhas. - disse Boris - Essa paliçada que a protege já sabemos por nossos espiões que é protegida por espíritos da Wyrm, contentados através de sacrifícios por empalamento. Nossa estratégia será um múltiplo ataque. Primeiro um grupo de garras vermelhas portando tochas irá incendiar a estepe em frente à entrada da cidade, criando uma confusão e atraindo os defensores., Oleg, Volovan e Ahmed estarão escondidos próximos à paliçada mas ocultos pelas rochas e pelo desnível da colina. Ghrar, dos garras vermelhas, entrará nas casas de alvenaria ao redor, usando seu dom para incendiá-las por dentro.

O mencionado lobo balançou a cabeça.

- Saindo os garras vermelhas, Oleg, Volovan e Ahmed incendiarão a base da paliçada com dons relacionados ao fogo. - continuou Boris - Os arqueiros dos senhores das sombras darão cobertura a eles e lançarão flechas incendiárias no topo da paliçada e no que resta por queimar dos arredores da entrada. Os guardiões da cidade estarão rumando para conter o fogo e o ataque pela parte frontal da cidade. Enquanto isso, minhas tropas, as de Kader e as de Boiak estarão discretamente rodeando a paliçada e nos posicionando em suas laterais e parte de trás. Boiak irá pelo flanco esquerdo, ou seja, a sudoeste e Kader, pelo direito, ao sudeste. Minhas tropas estarão entre as deles, no que seria a parte de trás da cidade e da paliçada.

(Yuri estará em uma dessas tropas, com o capitão que você escolher, Zayrus)

- Klauss, Obaim, Dalebor, Pakomi e Maksin, vocês rodeiam a paliçada com essas tropas. - disse Oleg - a liderança do grupo de vocês é de Fiodor, ele decidirá se e quem atacará pela umbra ou pela matéria, de acordo com a reação dos espíritos que protegem a paliçada. Todos os comandos serão dados por uivos mentais meus. Estarei em contato com os galliard de cada grupo. A batalha depende estritamente da coordenação dos ataques, como uma coreografia. Não ajam sem esperar os uivos.

- Na entrada da cidade - prosseguiu Boris - quando todas as defesas estiverem concentradas, debelando o fogo, Oleg dará  um uivo e as tropas começarão a atacar a paliçada, procurando abrir buracos nela o mais rápido possível, pois o contra-ataque dos espíritos é certo. Guiados por Hirson e Leyda, Turiak e seus roedores de ossos, assim como Lorcan, Alain e Ieraks penetrarão pelas brechas e invadirão a cidade. A essa altura, Oleg, Volovan e Ahmed já terão invadindo a cidade pela frente. Atrás deles irão os arqueiros e Mordvin e os demais senhores das sombras. Pela parte de trás da paliçada estarão entrando minhas tropas, as de Kader, as de Boiak e os garous liderados por Fiodor. Isso se tivermos conseguido vencer os espíritos, é claro.

- Shaíra, você não entra com os arqueiros. - disse Oleg - Sei que é rápida, então você vai contornar a cidade o mais rápido que puder, em direção sudoeste e vai alcançar a parte de trás da paliçada, mas não vai entrar de imediato. Você e Virgínia estarão sob ordens da fúria negra Vikentia e, após seu trabalho como arqueira, deverá se juntar a eles. Durante a tarde de hoje vocês armarão um hospital de campanha escondido na montanha para os feridos e resgatados. Aliás, se algum cliath ou mesmo Volg tiverem algum conhecimento de medicina podem ajudar.

- Alguma dúvida? - perguntou Boris.


Mapa:


Última edição por Lua em Ter 6 Set 2016 - 13:43, editado 2 vez(es) (Razão : Correção de erros de português e orientação espacial)


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Natalie em Qua 7 Set 2016 - 11:24

Virginia soube pela observação da penumbra a exata localização de Vaki. Não tinha mais como se enganar.

Ela ficou alegre de ver tantos garous juntos no acampamento do rei com um mesmo objetivo, como filha de Gaia ela apoiava qualquer coisa que unisse tantos guerreiros de Gaia quanto aquela ocasião. Até a tensão antes do ataque que pesava no ar era uma coisa tolerável perto daquela irmandade garou tão rara.

Aurora da Esperança ouviu o discurso do Oleg e sentiu-se pronta para lutar. Mas as orientações dele eram para ela ficar no hospital.

''Eu não vou lutar? Eles pensam que por ser filha de Gaia eu sou inútil em combate? Posso não ser a melhor guerreira daqui, mas posso me virar no campo de batalha. Bom, impedir que irmãos garous morram também é importante, e eu devo ser uma das melhores curandeiras daqui. Vamos ver como vai ser, se as coisas derem errado, ainda posso precisar defender o hospital de inimigos ou espíritos Malditos. Vamos cumprir nosso papel!''

Virgínia foi procurar então a fúria negra Viketia que deveria comandá-la durante o ataque.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Qua 7 Set 2016 - 14:07

Hospedado no hotel, Alaín tentou relaxar enquanto esperava os demais chegarem. Os dois anciãos que precisava observar não estavam dispostos a socializar, então ele sentiu-se livre para apenas meditar. Gostaria de ter sua matilha consigo, mas ainda não havia notícias dos outros, à exceção de Virgínia, que estava em seu elemento, cercada de lupinos e theurges.

Quando Hirson e Obaim chegaram reclamando de Nádia, Alaín sentiu-se aliviado por não ser ele o responsável pela cliath.

"Eu não tenho jeito pra jovens rebeldes, felizmente Adele e Ariana sabem como se comportar... quando não estão tomando tiros por aí. Mas eu teria sido muito mais enérgico com Nádia. O que ela está pensando? Se uma centena de garous mudar pra a forma lupina e sair caçando por aqui, isso provocaria um desequilíbrio grave na cadeia alimentar do ecossistema local, talvez até de modo irreversível! Com tantos garous juntos para uma guerra sob uma trégua tensa, é fundamental mantermos a disciplina para evitar incidentes que possam indispor uma tribo contra outra...mais ainda! E o filhote não é "dela" para ela se incumbir de ensiná-lo. Como fenrir, é Klauss que deveria estar fazendo isso, já que não há mais ninguém da Cria de Fenris por aqui. Se eles não morrerem nessa batalha, talvez eu tenha que providenciar um jeito de arrumar as coisas por aqui..."

Mas não havia nada que Triunfo-de-Gaia se dispusesse a fazer no momento. Havia garous no comando e um objetivo maior do que disciplinar uma cliath irresponsável.

Felizmente, não teve que esperar muito mais para que o batalhão de Oleg estivesse reunido e pronto para rumar para o acampamento do rei Vladi. A primeira coisa que Alaín notou ao se aproximarem foi a geografia. O fato de Vaki estar numa colina não era uma coisa boa, e o vale ao redor não deixava espaço para aproximações furtivas. O acampamento do rei estava nas montanhas laterais, ideal para vigiar, mas não para atacar. No acampamento, Triunfo-de-Gaia ficou contente em ver tantos garous reunidos, era uma demonstração de quanto poder ainda restava para defender Gaia. Os outros capitães estavam à altura de Oleg, Alaín tinha grande apreço por Boris, tudo que um presa de prata deveria ser na opinião de Triunfo-de-Gaia; Kader era rigoroso, mas apesar da falta de diálogo, sua tropa era um exemplo de eficiência; Boiak era um ahroun páreo para os melhores fenrires do mundo, mas Alaín não gostava de seu estilo, mas era obviamente melhor ter um guerreiro como ele ao seu lado na hora da batalha. O orgulho pela própria tribo só fazia crescer em Triunfo-de-Gaia.

Alaín avaliou que o rei Vladi tinha feito uma manobra muito hábil ao apoiar Oleg.

"Se a autoridade de Vladi repousa no seu poderio militar para manter as outras tribos harmônicas e unidas, ele vai ficar extremamente satisfeito em ver o contingente que Oleg reuniu. Por mais que seja uma tropa temporária, esse ajuntamento de garous será lembrado por anos e ecoará pela Nação Garou em todo o mundo. Se vencermos, o poder de Vladi terá sido reafirmado em toda a região, e ele terá elementos para debelar quaisquer divergências rapidamente. E Oleg conseguiu um suserano para dar fim às ameaças do caen da Casa de Pedra e ainda apoiar a seita nascente. Um acordo ganha-ganha muito bem feito...."

Após a chegada, a tropa de Oleg se reuniu para receber suas instruções. Alaín ouviu o discurso de modo analítico, pesando seu efeito sobre a tropa.

"Não foram as melhores palavras, muito menos as que eu teria escolhido, mas motivaram a tropa. Até eu mesmo me sinto mais guerreiro. Ele deve ter usado algum dom pra isso. Não existiria hora melhor para isso. Muito bem, Oleg. Vamos matar uns servos da Wyrm!"

Quando recapitularam a estratégia, dessa vez com o alvo à vista, o plano ficou muito mais claro para Alaín. Embora ele tenha se esforçado para memorizar todas as manobras da tropa, sua concentração recaía em seu próprio papel. Lutar ao lado de Lorcan e Leyda era familiar, como uma valsa antiga; já os roedores de ossos, Turiak, Hirson e Ieraks eram aliados que ele teria de observar com cautela. estando designados para penetrar nas brechas da paliçada e invadir a cidade pela retaguarda, a missão deles não deveria encontrar grande oposição. Sua principal função era executar u grande, vasto e completo massacre.

Bastava esperar os uivos para agir.



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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Qua 7 Set 2016 - 15:15

-- Sobre desobedecer os Presas de Prata são os reis da nação garou... *sorrio* mas convenhamos quem ainda vive em monarquia? Ao contrario de nós hoje eles não são a sombra dos reis que foram outrora, fora do campo de batalha, questione suas ordens e não obedeça cegamente, no campo de batalha obedeça aos de posto mais elevado pois não chegaram onde estão a toa... os Presas ja fizeram seu ritual de passagem?

Obrigado pelos conselhos Klauss.
Não, ainda não.
E o que seria esse ritual de passagem ?


De tarde chegaram Nádia, Volg, Klauss e os cliaths, que tinham vomitado na balsa e estavam abatidos. Hirson e Obaim esbravejavam atrás de Oleg, pedindo para castigasse Nádia, mas a galliard contou com tantos detalhes a heróica caçada de Volg e suas habilidades inatas, que ninguém havia se preocupado em polir, que Oleg a perdoou. Glinka riu-se de Hirson, por ser um ragabash que se deixava roubar.

ROLAGEM:
Klauss rolou 9 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Manobra Especial e obteve: 3 2 10 6 2 1 1 3 9 
Klauss obteve 1 sucesso!

Klauss tivera pouco êxito em conversar com os cliaths. Eles o ouviram com atenção e assentiram em silêncio. Algo absorveram de sua fala mas Klauss sentiu que, no íntimo, estavam com inveja da audácia de Nádia e Volg. Mais tarde, o fato dela conseguir o perdão de Oleg só fez aumentar sua fama entre os peque

Volg apenas ficou observando tudo e apenas assentiu concordando com a cabeça depois que Klauss terminou de falar.

Uma vez reunido o batalhão, na manhã seguinte rumaram até o acampamento do rei.

Chegando no acampamento Volg viu todas aquelas pessoas, todas garous, e chegou a conclusão de que os garous iriam travar ali seria dficil e extensa.  

Discurso de Oleg

Depois do discurso de Oleg sentiu um calor dentro do peito, por incrivel que parece estava com vontade de lutar.Suas mãos coçavam, seu sangue fervia e  corria mais rapido dentro de suas veias, estava mesmo era com vontade de lutar.
Depois disso o plano foi recapitulado.


Plano
- Alguma dúvida? - perguntou Boris.

Volg iria ficar junto com os cliaths no hospital, parecia que nenhum deles iria batalhar e se mais alguem tivesse conhecimento em medicina, poderia ajudar. Depois Volg disse:


Eu ajudo com meus conhecimentos em medicina apesar de serem adquiridos treinando e lutando boxe, mas se precisar eu tambem vou lutar!!!


Citação
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Qua 7 Set 2016 - 15:21

Por fim, chegou a última barca com os roedores de ossos, que vinham ainda mais rasgados e desalinhados depois de dois dias de farra. Nela chegaram Shaíra e Agai. Se a jovem havia sentido as palavras de Agai como um lâmina de prata, não menos cortante foi o olhar Ahmed para ambos. Os roedores de ossos desembarcaram rindo e quando Turiak deu dois tapinhas no ombro de Ahmed, como consolando-o, Shaira sentiu que o peregrino usava toda sua força de vontade para conter um frenesi. Os olhares de Lorcan, Karol e Ieraks não foram menos afiados diante da cena.

Shaíra não gostava do jeito desleixado dos Roedores de Ossos, ela preferia se manter distante deles e consequentemente ficando ao lado de Agai e conversava sobre o treinamento que tiveram antes apenas para passar o tempo até chegarem ao seu destino. Ao chegarem perto do porto, Shaíra se debruçava na lateral da barcaça para observar a cidade de caída de Vaki, ela ficava levemente assustada ao vê-la rodeada por suas nuvens negras.

--Então... aquela é Vaki...

A jovem notava o olhar fulminante de Ahmed sobre ela, a jovem não entendia o motivo disso... pensando se tratar de um mero caso de ciúmes. Ela logo buscava se aproximar de Ahmed, mesmo diante das palavras de Agai de que os philodox estava de olho nela e em Ahmed. Sentindo que ele segurava sua fúria, a jovem se aproximava com cautela e segurava em sua mão gentilmente, ela se aproximava de seu ouvido para que assim ninguém lhe ouvisse.

- Ahmed...precisamos tomar cuidado... os philodox estão de olho em nós...infelizmente...não teremos um tempo antes da luta...espero que volte inteiro... Ahmed...

Ao chegar ao acampamento, os garous sentiram a fúria dos guerreiros acampados de um modo quase palpável. Havia ânsia por sangue, lutas e glória por toda parte.

Shaíra não se sentia bem, nuca participara de uma guerra e era tão inexperiente quanto o jovem Yuri e ver aqueles garous ali reunidos e inflamados de fúria e sede de sangue a faziam sentir mais insegura quanto a sua falta de habilidade.

DISCURSO DE OLEG

As palavras de Oleg inflamavam o coração de Shaíra, aquelas palavras eram mais do que belas, Shaíra finalmente compreendia sua função como guerreira de Gaia. Mesmo sabendo que inocentes podiam ser mortos ela estaria salvando inúmeros outros... não era justo mas era necessário.

PLANO

Shaíra olhava rapidamente para Virgínia, havia conhecido ela em São Paulo e ficava feliz de ter um rosto conhecido ao seu lado. De certa forma Shaíra ficava feliz por não ter que invadir a cidad, não estava preparada para os horrores dos espirais que ali viviam.

--Parece que darei uma boa volta pelo campo de batalha, poderei reportarei qualquer situação estranha que eu encontrar... acho que é o que posso fazer....


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Qui 8 Set 2016 - 10:11

Voug escreveu:Obrigado pelos conselhos Klauss.
Não, ainda não.
E o que seria esse ritual de passagem ?

-- É a forma que você será aceito na sociedade garou, cada tribo possui sua forma de executa-lo, normamente é uma missão que você deve realizar.

-----------------------------------

Discurso de Oleg

*Klauss observa a chegada de tantos garou diferentes unidos por um mesmo objetivo, apesar de não conhecer a nenhum deles, ja consegue ter ideia da proporção da batalha que teriam pela frente, com a chegada da hora se aproxima de Oleg para ouvir ao discurso, ao termino assim como o restante da tropa Klauss se sentia motivado e pronto para a batalha, recapitularam o plano apenas acenou com a cabeça concordando com o que deveria ser feito por ele, em seguida se separa do grupo vai até um local isolado e pinta os pictogramas de guerra que conhece pra em seguida se apresentar a Fiodor.*

-- Pronto para a batalha, aguardo suas ordens.





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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Zayrus em Sex 9 Set 2016 - 4:35

O ar parecia mais denso, o céu mais escuro, e tudo ao meu redor cheirava a morte. Eu conhecia aquela cena, o molde dela me era familiar, eu tinha lembranças vívidas do que um reunião como aquela significava. A terra estava prestes a ser lavada com sangue. Talvez essa seja a parte mais "democrática" da guerra, quando a morte chega, ela chega como igual irrevogabilidade a todos. E não importa se você é um rei glorioso ou um bastardo repugnante, quando ao chão, sangue é sangue, e não mais que isso. A única coisa que separa você de um número em meio a uma batalha é seu próximo passo, seu próximo ataque, a próxima esquiva. É você ainda ter mais sangue no corpo do que no chão, o suficiente pra continuar lutando. Talvez essa seja a bênção amaldiçoada dos Garous de Gaia contemporâneos: quando você se dispõe a lutar, não possuí muitas opções. Ou você cai, como mais um, ou luta e sobrevive o suficiente pra se tornar uma lenda. Eu não pretendia me tornar um número, e meu sangue era valioso demais para eu me dar ao luxo de sequer pensar em perdê-lo ali. Eu havia vindo para a batalha não apenas para lutar, mas sim para vencer.



Não era difícil de imaginar que Oleg houvesse inflamado o coração de todos ali. Em um momento como este todos estão ansiosos, e palavras certeiras como aquelas despertam sentimentos pulsantes. Sentia meu sangue correr mais depressa sobre minhas veias, meus músculos se retesavam... Eu mal podia ver a hora de entrar em combate, e o discurso de Oleg apenas me atiça ainda mais para esse fim. Olhei ao redor, sentindo um pouco melhor o clima que me rodeava, buscando enxergar as motivações e a determinação de cada um ali. Havia um exército sob a bandeira de Gaia reunido naquele local, afinal. E pensar que enfrentaríamos uma força à altura ou, muito possivelmente, superior a nossa. Aquela seria uma batalha memorável.

Ouvi atentamente ao plano, sem falar nada enquanto o mesmo era esclarecido. O final das explicações, me reuni novamente com o pelotão o qual eu integrava. Boiak talvez não fosse a criatura mais carismática do mundo, mas eu me sentia feliz em estar agindo sob seu comando. Não era que eu considerasse sua postura a mais adequada em meio a guerra, mas eu não podia mentir para mim mesmo. Eu queria sangue profano banhando meu corpo, eu queria atravessar um mar de cadáveres bastardos, e atravessar em busca de mais deles, frescos, recém-trespassados pelas minhas presas e garras. Era um bom destacamento para se integrar, sem dúvida. "Uma guerra perdida precisa de heróis". Eu não conhecia maneira melhor de o fazer do que a que Boiak defendia. Me prontifiquei às suas ordens para o início das ações, ansioso pelo momento do combate.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Sex 9 Set 2016 - 13:58

Era uma noite clara. No límpido céu cazaque, os astros pareciam mais próximos e a lua cheia atraía a fúria dos lobisomens como uma violenta maré. Os ahrouns mal podiam conter-se. Emitiam em voz baixa rugidos roucos de fera cativa, tentando extravasar, assim, um pouco da ansiedade. Mesmo o filhote Volg sentia os efeitos energizantes da lua.

Então um uivo soou como um corno de guerra dentro de suas cabeças. Oleg autorizara os garras vermelhas a começarem o ataque. Eles abririam a "dança", os demais ainda teriam que esperar.

Shaíra:
Escondidos entre as rochas das montanhas a pouco mais de cem metros da paliçada, os arqueiros ouviram o uivo anunciando o começo da invasão.

De sua posição privilegiada, Shaíra viu os garras vermelhas correrem pela estepe com tochas acesas na boca, tentando atear fogo à vegetação. O vento gélido do começo do outono apagou várias tochas, mas ainda assim eles conseguiram fazer o campo arder.

Então um brilho alaranjado surgiu nas janelas de algumas das casas em frente à entrada de Vaki. Shaíra viu guardas saindo delas em chamas e atirando-se ao solo, tentando apagar o fogo em suas roupas. Outras casas não chegaram a queimar-se mas expeliram grupos de defensores, que corriam aturdidos com o repentino incêndio nas casas e na estepe entre elas.

Shaíra viu três crinos correndo, um cinza e um branco-prateado e identificou Ahmed, negro e longilíneo em sua forma racial. Atravessaram por entre as chamas mais baixas e posicionaram-se a alguns metros da base da paliçada, em pontos equidistantes. Aí ativaram seus dons.

Oleg, o crinos prateado, não teve muita sorte e pouco fogo surgiu em suas mãos. No entanto foi tão hábil em lançá-lo, manejando-o como em um espetáculo pirotécnico, que o pasto seco embaixo da paliçada começou a queimar, propagando o fogo pela madeira.

Com um gesto elegante, Ahmed fez brotar chamas em seu trecho de paliçada. Shaíra viu que ele olhava em sua direção uns segundos. Viu seus gestos de satisfação, como um mágico após um truque exitoso.

O ataque mais espetacular, no entanto, foi de Volovan, que conjurou um elemental do fogo. O espírito surgiu como uma enorme labareda vivente, que encarregou-se de queimar a maior parte da base da paliçada e o resto da estepe.

As chamas subiam pela muralha de madeira e os espíritos que a protegiam materializaram-se. Eram como gigantescos homens de pele apergaminhada, como se fossem de madeira também. Tentaram desesperadamente apagar o fogo mas o elemental contra-atacou e eles começaram a queimar-se também.

Então um segundo uivo de Oleg invocou os arqueiros. Era a vez de Shaíra entrar na guerra!

Estirando com força as cordas de seus grandes arcos, os arqueiros lançaram suas flechas incandescentes em direção ao topo da paliçada. Muitas delas foram desviadas pelo vento, mas a enorme paliçada começou a queimar também em sua extremidade superior.

Shaíra também disparou.

Rolagem:
Shaíra rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Ataque com Arma e obteve: 6 3 2 8 6 
Shaíra obteve 1 sucesso!

Shaíra rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Ataque com Arma e obteve: 10 7 1 7 10 
Shaíra obteve 1 sucesso!

Shaíra rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Ataque com Arma e obteve: 4 2 4 7 1 
Shaíra obteve -1 crítico!

Shaíra rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Ataque com Arma e obteve: 9 7 3 9 1 
Shaíra obteve 1 sucesso!

Shaíra rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Ataque com Arma e obteve: 10 8 5 7 3 
Shaíra obteve 2 sucessos!

Os disparos de Shaíra não foram belos nem muito certeiros mas alcançaram seu alvo e fizeram a madeira da paliçada arder. A exceção foi um disparo acidental para baixo,  que acabou atingindo o braço de Oleg, que esperava ao pé da montanha que a muralha cedesse.

O ancião deu um salto e segurou o braço, olhando em direção à montanha. Agai acenou pedindo desculpas e depois piscou o olho para Shaíra. Ela viu que o ragabash continha o riso para não errar os disparos, enquanto Oleg, lá embaixo, arrancava a flecha, praguejando sem que eles pudessem ouvi-lo.

Então com um tremendo estrondo a paliçada caiu. Oleg, Ahmed e Volovan entraram na cidade, seguidos de Mordvin e sua tropa, que estavam esperando escondidos ao pé da colina. Os arqueiros começaram a descer com cuidado pelas rochas para unirem-se à invasão.

Shaíra deteve-se um instante. Agora ttinha que decidir como chegar ao hospital de campanha: correndo pelo caminho longo e pedregoso entre as montanhas ou tomando um atalho mais cômodo e rápido pela umbra, ainda que com o risco de encontrar um fantasma se algo desse errado. *


* em caso de falha crítica

Enquanto isso, nas montanhas atrás de Vaki, os demais garous esperavam a autorização para atacar.

Klauss:
Klauss tinha o rosto pintado com criptogramas de guerra e esperava junto a garous que começava a conhecer: Obaim Urso Gordo, que fazia jus ao nome garou, embora sua “gordura” na verdade fosse pura massa muscular; Dalebor, um grandalhão sério e confiável; Pakomi Braços de Ferro, que, apesar de galliard,  ainda não se manifestara muito; Lenhador Maksin, um ahroun com um estilo equilibrado semelhante ao de Klauss e que, pela semelhança, deveria ser pai ou parente de um dos cliaths com quem ele conversara e, finalmente,  Fiodor, o noivo de Britany, o qual, apesar da enorme diferença de idade, certamente atenderia a todas as expectativas da jovem, pois era um presa de prata modelo.

Yuri:
Yuri estava na tropa de Boiak, o impressionante ahroun de sangue tártaro, conhecido por sua valentia e impiedade.

Boiak:

Também fazia parte da tropa seu homônimo, Yuri Voldanovich, que era sobrinho do rei Vladi e estava sendo preparado para ser seu sucessor, já que o rei era pai somente de uma menina que não dava mostras de que seria garou.

Alain:
Alain esperava junto aos ragabashs. Já conhecia Leyda e Lorcan e um pouco de Ieraks. Hirson parecia ok, estava em silêncio, muito concentrado, a não ser pelo chiclete que mastigava nervosamente. Já os roedores de ossos poderiam ser um motivo para preocupar-se. Estavam excessivamente animados, até mesmo alegres, antecipando o festim. Se houvesse algum refém que salvar, provavelmente a tarefa incluiria protegê-lo da sanha da ralé dos garous.

Virgínia e Volg:
No hospital improvisado, Volg e Virgínia também esperavam.

Ao contrário de suas expectativas, a líder Vikentia não era theurge e sim uma decidida ahroun. Além disso, também estavam no grupo um wendigo forte o suficiente para haver estado em combate e um musculoso theurge uktena. Ambos assustadores.

A razão era simples: as criaturas da Wyrm não costumam seguir a Convenção de Genebra. Se os garous pretendiam salvar alguém ali, seria preciso resgatá-lo não só das garras da morte, mas também do próprio coração da batalha. Com isso em mente, Vikentia dividiu o grupo em curadores e resgatistas. Virgínia ficou no grupo dos resgatistas. Por sua tribo e augúrio Volg também teria ficado mas como ainda era filhote, Vikentia preferiu deixá-lo entre os curadores, a menos por enquanto.

Os garous do hospital de campanha estariam à margem da batalha mas não eram isentos de riscos e de heroísmo.


A espera se fazia longa para todos, até que os galliard começaram a gritar:

- Caiu a frente da paliçada!!! Estão invadindo Vaki pelo outro lado!!!

Urros de júbilo ainda ecoavam quando eles ouviram o uivo mental de Oleg, avisando que chegara a hora das tropas de Boris, Kader, Boiak e Fiodor entrarem em combate.


Klauss e Yuri:
Boiak flexionou o corpo, com os punhos fechados e o pescoço estendido em um urro de fúria. A sua tropa foi a primeira a lançar-se ao ataque.

Mal aproximaram-se da paliçada, uma horda de espíritos começou a materializar-se com expressões ameaçadoras.

Leshii:

Boiak deu ordem para atacá-los.

- São Lechii! – gritou Fiodor para seu grupo – Cuidado, são poderosos! Ataquem!

Os companheiros de Klauss e as tropas de Boris e Kader se lançaram também ao combate.

Em pouco tempo os garous de Boaik massacraram um grupo de Leshii. Então o mais alto da tropa, um garou ainda maior que o líder, lançou-se contra a paliçada, abrindo-lhe um rombo. Os garous de Boiak infiltraram-se. Yuri também dirigia-se à passagem quando um Leshi saltou em sua frente, interpondo-se entre ele e o desejado acesso à Vaki.

No chão ao redor de ambos, Yuri percebeu que jaziam os corpos de três companheiros de tropa. Ele nem chegara a aprender seus nomes e eles já haviam se transformado nos primeiros números dessa guerra! Sem pensar em ninguém, o Leshi investiu contra ele. Yuri teria que vencê-lo se não quisesse fazer parte daquela conta macabra!

Já para Klauss, as coisas foram um pouco diferentes. A tropa de Fiodor também havia vencido mas fora uma luta ainda mais difícil, na qual quatro guerreiros tombaram.  Antes de cair, Maksin havia conseguido abrir um vão na paliçada com seu machado mas quando Klauss e Fiodor ainda tentavam proteger seus companheiros agonizantes, dois Lechii os atacaram.

Fiodor posicinou-se diante de um dos Leshii, o outro era de Klauss.

Por um instante algo os distraiu: eram Obaim, Pakomi, Dalebor e Maksin que se erguiam, salvos da morte mas em frenesi. Em seguida, os quatro espalharam-se alucinadamente pelo campo de batalha. Loucos de ódio, os Lechii atacaram Fiodor e Klauss. Ambos sabiam que aquele era um momento decisivo: se não os matassem, os dois garous pereceriam sem nem ao menos ter entrado em Vaki.

Aquele horrível destino era testificado por seis corpos caídos no chão. As tropas de Boris e Kader haviam conseguido vencer os Leshii e entrar na cidade mas ao custo de dois guerreiros de Boris e quatro de Kader.

Alain:
Alain, ragabashs, roedores de ossos e demais garous concentrados escutaram o uivo mental de Oleg, ordenando sua vez de atuarem. Para a missão ter êxito, necessitariam passar pelo combate sangrento travado diante de seus olhos, evitar os quatro presas de prata em frenesi e atravessar a paliçada para invadir a cidade.

Não adiantava simplesmente correr, era preciso ser esperto. Os ragabashs, seguidos por Lorcan e Ieraks, foram os primeiros a tentar a empreitada mas não conseguiram. Ensandecido de fúria, um crinos branco-prateado cruzou seu caminho e atacou-os: era Pakomi Braços de Ferro.

Os roedores de ossos também tentavam entrar em Vaki mas os outros presas de prata em frenesi se interpuseram. Em sua loucura, eles viam todos como inimigos e, uma vez identificado seu intento, desejavam frustrá-lo atacando para matar. Bons combatentes, os roedores conseguiram afastar dois presas, mas não puderam repelir o forte e experiente Dalebor, que continuou enfrentando-os.

Alain também tentava chegar a Vaki.

Rolagem:
Alain rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 9 para Manobra Especial e obteve: 3 2 9 1 8 8 8 
Que pena, Alain não obteve sucesso!

Tampouco teve êxito. Na sua frente saltou Obaim Urso Gordo. O philodox teria que, de algum modo, vencer ou neutralizar o outro presa de prata se quisesse continuar lutando e participar da tomada de Vaki.

Virgínia e Volg:
Enquanto isso, Virgínia e os demais resgatistas procuravam cumprir as palavras de Oleg e não deixar os feridos abandonados. Mas, por mais que olhassem ao redor, não viam nenhum caído vivo.  Os que caíram da tropa de Fiodor levantaram-se em frenesi e os de Boiak eram um monte de ossos e carne torcidos em horrendas posições. O único sobrevivente entre os garous derrubados na tropa de Kader já estava sendo resgatado pelo wendigo.

Foi então que, na direção em que lutaram os homens de Boris, Virgínia viu que um dos corpos se movia. Era um rapaz musculoso e estava inconsciente, mas vivo. Ela olhou a seu lado e viu que a outra resgatista, uma galliard com jeito de durona, parecia sem saber se ia ou não buscá-lo. Não era para menos, ainda havia Leshii e garous lutando e Maksin corria enlouquecido no meio deles, brandindo seu machado a tudo o que se movia.

- Que faremos? - perguntou a galliard.

Era forte mas não tão esperta. A decisão caía nos ombros de Virgínia.

***

No hospital, Volg acompanhava a batalha através de um binóculo, que passava de mão em mão entre ele e duas meninas: uma presa de prata e uma fúria negra.

Estavam sozinhs, os resgatistas foram para a batalha e, dentre os curadores, o theurge uktena e a filha de Gaia lupina haviam ido à umbra para algum tipo de ritual preparatório.

Volg entregava o binóculo a Asel, a presa de prata, quando viu que o wendigo chegava com um corpo mutilado, que depositou diante deles:

- Dêem um jeito nele, eu vou voltar para ajudar os outros! - disse o garou. E voltou ao combate.

Volg e as meninas entreolharam-se. Não parecia haver jeito a dar naquele corpo destroçado.

Garous são seres muito resistentes e com grande capacidade de regeneração. O grau de ferimentos necessários para derrubá-los em combate tem que ser imenso - ou muito certeiro. O jovem se encontrava no primeiro caso. Seu rosto estava destruído, a mandíbula havia se partido ao meio e o osso de uma das metades rasgara a carne, expondo-se; o crânio perdera parte do couro cabeludo e estava afundado em uma das laterais; porções dos intestinos estavam para fora e os braços estavam simplesmente esmigalhados. Já não parecia haver sangue naquele corpo inanimado, restando apenas um tênue sopro de vida.

Volg sabia que as meninas tinham dons curativos, mas elas estavam paralisadas. O  plano delas de usar o hospital como um meio seguro de participar da batalha sem sofrer danos saíra pela culatra: o que viam diante de si ultrapassava seu limiar de terror. Volg sentiu que algo mau ia passar e passou!  De repente, elas começaram a transformar-se em lobas e então saíram correndo o mais veloz que ele já havia visto algo em quatro patas correr.

Agora Volg estava sozinho diante de um garou horrivelmente ferido e não havia ninguém para ajudá-lo. Que faria ele?


Última edição por Lua em Sex 9 Set 2016 - 19:50, editado 1 vez(es) (Razão : Correção de erros de português e falta de clareza)


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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