Yuri Brachiev - Sangue do Dragão:Hominídeo Ahroun dos Presas de Prata

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Yuri Brachiev - Sangue do Dragão:Hominídeo Ahroun dos Presas de Prata

Mensagem  Zayrus em Qua 31 Ago 2016 - 16:50

Nome do Personagem: Yuri Brachiev
Nome Garou: Sangue do Dragão
Nome do Jogador: Zayrus
Raça: Hominídeo
Augúrio: Ahroun - Lua Cheia Crescente
Tribo: Presas de Prata
Natureza: Celebrante - Combater a Wyrm
Comportamento: Mártir
Conceito: Nobre Revolucionário

Características:
Idade: 18 anos
Nacionalidade: Russo
Etnia: Caucasiano
Cabelos: Brancos
Olhos: Azul escuros
Sexo: Masculino

Descrição:

Yuri tem um porte nobre, alto e razoavelmente forte, sem chegar a ser robusto. Seus cabelos são brancos e volumosos, seus olhos atentos e inquietos. Sua postura varia de acordo com a situação, mas geralmente tende a estar  ereto, com o queixo erguido, como se estivesse sempre alerta. Sua pele clara na forma hominídea reflete em parte a cor dos pelos nas formas Crinos, Hispo e Lupus, os quais são de um branco prateado profundo, reflexo de sua alta Raça Pura. Também em virtude da mesma, suas formas além da racial são consideravelmente maiores que a média.

É um homem de atos, regendo pelo exemplo acima de tudo. Apesar de ser comedido quanto aos momentos os quais falar, geralmente todos tendem à dar-lhe atenção quando se dispõe a falar. Sua beleza e voz arrebatadoras mostram traços de uma pedra bruta à ser lapidada: traços rústicos que velam seu grande potencial social. Sua personalidade é tão forte quanto poderia se esperar de um Ahroun dos Presas de Prata, no entanto sua sinceridade beira a ingenuidade para o mundo fora do deserto gelado no qual foi treinado. Suas emoções sempre são transparecidas sem pesar, e sua fome por lutar deverá ser comumente evidenciada.

.......................................Altura:...............................Peso:
Hominídeo:.................1,85m.................................80kg
Glabro:.........................2,05m.................................190kg
Crinos:..........................3,15m.................................395kg
Hispo:...........................1,75m.................................375kg
Lupus:..........................0,95m..................................45kg

Atributos

Físicos (7)
- Força: 5 -  Braços Poderosos,  Punhos de Ferro
- Destreza: 5 - Atletismo, Reflexos Felinos
- Vigor: 2

Sociais (5)
- Carisma: 2
- Manipulação: 1
- Aparência: 5 - Encantamento, Beleza

Mentais (3)
- Percepção: 2
- Inteligência: 2
- Raciocínio: 2

Habilidades

Talentos (13)
Prontidão: 3
Esporte: 1
Briga: 4 - Estilo de Luta selvagem
Esquiva: 1
Empatia: 1
Expressão:
Intimidação: 1
Instinto Primitivo: 3
Manha:
Lábia:

Perícias (9)
Emp. c/Animais: 1
Ofícios:
Condução:
Etiqueta:
Armas Fogo:
Armas Brancas: 1
Liderança: 3
Performance:
Furtividade: 1
Sobrevivência: 3

Conhecimentos (5)
Computador: 1
Enigmas:
Investigação: 1
Direito:
Lingüística: 1 (Inglês Britânico)
Medicina:
Ocultismo: 1
Política: 1
Rituais:
Ciências:


Antecedentes (5 pontos)
Raça Pura: 5
Favor: 3 (Oleg)
Contatos: Boiak e sua tropa (Lorde Yuri, Julius, Daria, Igor, Sanjar, Nicolai)

Detalhes sobre Antecedentes:
Raça Pura: Yuri nasceu de um casamento arranjado entre Parentes de duas famílias nobres da Casa Lua Crescente, herdando um Pedigree de rara felicidade nos tempos de hoje, mesmo para os Presas de Prata. A junção das duas famílias deu início a uma nova linhagem, denominada Brachi.


Dons:
- Raça
Persuasão
- Augúrio
Despertar a Raiva
Garras Afiadas
- Tribo
Mordida de Prata
Olhos do Mundo


Ritos:

Manobra Especial:
Incapacitar:
Com este ataque violento, o lobisomem enterra as presas na parte inferior da perna de seu alvo e arranca os tendões. Se tiver sucesso, o ataque tolherá severamente os adversários quadrúpedes e aleijara os bípedes (diminua pela metade as taxas de movimentação dos adversários quadrúpedes). Também é possível executar este ataque com as garras, embora isso pareça menos natural. Dano provocado por este ataque é agravado, em geral, um lobisomem solitário usa esta manobra para retardar o oponente até que sua matilha possa se juntar à batalha.

Empregável por: Crinos, Hispo e Lupinos
Teste: Destreza + Briga
Dificuldade: 8
Danos: Força + Aleijamento
Ações: 1

FÚRIA: 8
GNOSE: 4
FORÇA DE VONTADE: 8
POSTO: Cliath - 1

RENOME
- Glória
Permanente: 5
Temporária: 6
- Honra
Permanente: 1
Temporária: 0
- Sabedoria
Permanente: 0
Temporária: 0

Vantagem de Tribo - Direito Inato:
Por causa do papel tradicional dele como um líder e chefe, um Presas de Prata pode retestar uma vez qualquer Desafio Social, o melhor resultado é que conta.

Fraqueza Tribal - Perturbação: Crises de Megalomania
O afastamento de Yuri dos Puros fez com que o mesmo sofresse com a maldição de sua Tribo. Ela se manifesta sem aviso prévio (ficando completamente a cargo do narrador) e enquanto sob tal efeito, Yuri sente como se todos seus antepassados, que lhe conferem sua potência sanguínea, estivessem vivos nele. Nesse estado, Yuri é temerário e imprudente em combate, e irá sempre  mostrar confiança exagerada em si mesmo em atos sociais, deixando claro a força de sua linhagem, sem medir esforços para provar a todos seu valor.


Qualidades:
Herança Notável - Sociedade Garou (2 Pontos):
Sua linhagem familiar direta é particularmente conhecida, tanto na sociedade Garou ou no mundo humano. Você deve escolher (com a aprovação do seu Narrador) o mundo em que sua herança se relaciona, e detalhes de sua linha de família em de acordo. Você tem dificuldade -1 em todos os testes Sociais quando se trabalha na sociedade apropriada (com Garou e Parentes que estão consciente da sociedade lobisomem, ou quando ao lidar com seres humanos que estão conscientes de sua herança). Está prevista viver de acordo com a reputação da sua linhagem. Se você não conseguir fazer isso, você pode encontrar essa Qualidade diminuindo ao longo do tempo como histórias de sua próprias falhas começam a corromper a alta consideração que sua família recebe. Esta Qualidade não pode ser possuída pelos Roedores de Ossos.

Voz Encantadora (2 Pontos):
Existe algo em sua voz que os outros simplesmente não conseguem ignorar. Quando você dá ordens, eles se encolhem. Quando seduz, eles se desmancham. Seja trovejante, gentil, persuasiva ou simplesmente ao conversar, sua voz chama a atenção. As dificuldades de todos os testes que envolvam o uso da voz para persuadir, enfeitiçar ou comandar são diminuídas em dois pontos.

Defeitos:
Mácula do Apodrecimento (7 Pontos):
De algum modo, a Wyrm tocou você e deixou sua mácula em seu espírito. Quando outro Garou invoca o Dom: Sentir a Wyrm, você indica fortemente como um ser maculado pela Wyrm. A mácula é inata e não pode ser removida pelo Ritual de Purificação (que apenas causa dor e sofrimento a você). Servos da Wyrm perturbam seu sono, tentando seduzí-lo para servir à Destruidora. Você recebe +2 em todas as dificuldades para resistir aos poderes de seus “colegas” servos da Wyrm — poderes Fomori, Dons dos Dançarinos da Espiral Negra, Encantos dos Malditos, Disciplinas vampíricas e afins. Apenas sua matilha pode preservar você de sucumbir a Wyrm, lhe proporcionando apoio e auxílio. Libertar-se desse Defeito exige uma grande demanda e pode proporcionar o cerne de uma crônica solo.

Equipamento e Bens Possuídos:
Mudas de roupas diversas (seus bens foram trancados, até segunda ordem, a mando da Tribo como castigo pela decisão de Yuri em abandonar a Mãe Rússia contra o desejo dos Monarquistas)

Pontos Bônus 22

Prelúdio/Historia:
Hoje sabe-se que a Casa Topete-Vermelho-Sangue encontra-se sob um dilema terrível. Seu fim parece aproximar-se a passo de carga, um futuro próximo, é o que mesmo os Presas reconhecem. Essa queda se deve a safra ruim de Filhotes, há anos que não ocorre um Ritual de Passagem na Casa, e isso tem feito o Harano tomar conta daqueles que repousam sob seu teto. Os boatos são muitos, e alguns deles dizem que existem Filhotes despertando sim, mas estes são abatidos antes que possam ser abraçados pela Nação por um culto à Wyrm existente dentre seus Parentes. Quanto desses boatos são mentira não se sabe, mas o fato é que os sussurros dessa desgraça chegaram as portas de uma família muito além dos domínios da Topete-Vermelho-Sangue. Uma mancha negra foi posta sobre o coração prateado da Casa Lua Crescente.

Um garoto de cabelos brancos. Um lindo garoto de cabelos brancos. Os presas estavam preocupados já haviam alguns invernos, aquela escolha de linhagem havia demandado muito tempo e esforço, não eram duas famílias qualquer, afinal, Garous ardilosos em campo e Parentes exímios na política e economia figuravam em ambas, ainda assim parecia tudo ter sido em vão. Há um século atrás arranjar casamentos era uma tarefa muito mais simples, mas estamos falando dos Presas de Prata, dentro da Tribo sabe-se que essa prática, ainda nos dias de hoje, não é tão incomum, muito menos mal vista diante do mundo decadente e dos Garous de sangue cada vez mais ralo que integram a flagelada Nação. Esperava-se um bom novo grupo de Parentes surgindo da tão cuidadosamente moldada união de árvores genealógicas nobres da Casa Lua Crescente e, quem sabe, até mesmo um novo guerreiro de Gaia, nossas fileiras estão repletas de buracos à serem preenchidos. Mas por mais que tal intensão fosse do conhecimento pleno dos "amantes", longos sete anos se passaram após o casamento e filhos não vieram. As famílias trocavam acusações quanto a quem era o responsável, mas nada de prole até que, finalmente, um garoto de cabelos brancos veio ao mundo após um parto difícil. Aquele era o primeiro e o último filho que o frágil útero de Nádia Brachieva poderia gerar, talvez não tanto quanto se esperava, mas multiplique zero por milhares e, ainda assim, você não terá um. Muito menos um garoto de cabelos brancos.

A herança proeminente do garoto chamou a atenção dos Presas de Prata da região. A possibilidade de um Garou de altíssimo Pedigree ter nascido era amplamente aceita, e cogitava-se a possibilidade do bebê ser posto sob o colo da Tribo antes mesmo que esse pudesse se colocar sobre seus próprios pés, ou tivessem a confirmação de que se trava de um Garou. Inevitavelmente, a objeção dos pais surgiu, e mesmo com a influência de ambos, o que são Parentes tentando contrariar o desejo dos Líderes da Nação Garou? Nada muito além de piada. No entanto, em um Conselho foi decidido que a família, por suas gerações honrosas, saberia criar adequadamente o filhote, ganhando o direito de permanecer com a criança até esta completar seu décimo quinto aniversário. A Tribo então o supervisionaria durante os três próximos anos, para poder acomodá-lo diante de uma possível mudança adequadamente. Caso a mudança não viesse, o garoto retornaria para a casa de seus pais. Parece um história absurda, mas os Presas de Prata têm algumas feridas para lamber, frutos do que se tornaram ao longo das eras, e uma delas é sua mania extrema de controle. Tudo e todos os pertencem. Bom, ao menos é o que eles reclamam.

Catorze anos após seu nascimento, Yuri encontrava-se alegre pelo que estava prestes a empreender: uma viajem a qual seu pai havia lhe contado em segredo. Dimitri Brachiov, este nome sempre vinha a sua mente quando se tratava de um bom exemplo, seja lá em que sentido fosse. Sua mãe costumava lhe contar histórias sobre seres tocados pela Lua, e elas eram de fato incríveis, mas seu pai era real, diferentemente dos Garou, ele podia tocá-lo, abraçá-lo e contemplá-lo em toda eficiência como chefe familiar, administrador empresarial formidável e, acima de tudo, pai. Qualquer um haveria de desconfiar daquilo: uma viajem ao extremo norte do país, em pleno inverno, para um "ritual tradicional de passagem familiar de seis gerações para a vida adulta", o garoto mal conseguia repetir toda a frase interpretando seu sentido, mas ainda assim, a ideia, como havia sido representada, parecia brilhante. Seu pai disse que seria devidamente instruído quando a hora chegasse -e estivessem bem longe de casa- até lá, deveriam manter segredo. E assim partiram numa madrugada fria, rumo ao norte, para o ritual. No final das contas, nem toda a história era mentira.

Yuri estava debilitado. Não havia sofrido mais do que o necessário, mas sua pele parecia aproximar-se cada vez mais do tom de seu cabelo. Seus pulsos ainda sangravam, mesmo que agora quase que a dor não importasse mais. Seu corpo estava gelado, anestesiado pela falta de sangue; sangue este que desenhava formas estranhas e grotescas por toda o chão da sala da grande cabana no meio do nada. Ele não gritava mais, parecia conformado que seu pai não viria a tempo de salvá-lo, e o homem encapuzado continuava recitando aquelas palavras estranhas com a voz estrondosa, como se fosse possuído por uma Legião. Subitamente, uma dor escruciante começou a tomar conta do menino, a dor parecia brotar de suas entranhas e rasgá-lo de dentro pra fora, ele urrava, e tudo teria acabado ali, com seu sacrifício completo, se o capuz não fosse posto a baixo. Em meio a visão turva por lágrimas, Yuri reconheceu o rosto de seu pai, banhado por um líquido negro que brotava insistentemente de seus olhos. Ele não podia acreditar, o amaldiçoou, praguejou seu sangue e desejou sua morte. Mais que tudo, mais que sua própria vida. Curiosamente, o fogo de sua alma que ardia por vingança foi o que lhe permitiu viver.

Os olhos do garoto se abriam com dificuldade. Sua cabeça parecia girar, ele sentia sua garganta queimar como se tivesse acabado de tomar sopa quente, ou vomitado muito mais do que poderia imaginar. A sua frente, um velho o olhava calmamente. Assim que Yuri pode perguntar a respeito, Sussurro da Neve explicou tudo o que havia acontecido naquela noite, o quão próximo o ritual chegou de ser concluído e o destino que o garoto havia dado a seu pai. O velho também explicou como os Siberakh haviam tomado conhecimento da cabana, uma construção extremamente incomum em terras tão desoladoras para os humanos, e como o garoto havia dado sorte da Tribo ter tomado partido naquela noite e se comprometido em salvá-lo. Ainda assim, o Ritual havia sido iniciado e, mesmo que inacabado, Yuri estava marcado pela Wyrm. Wyrm? Aquele nome lhe era familiar. Muitas de suas noites de pesadelos foram regidas após histórias sobre ela, contadas por sua mãe.

O Conselho de adoção de Yuri foi calorosa. O garoto mal havia se convencido de que tudo o que estava a sua volta era real e ainda assim via-se diante de acusações de sangue impuro e coisas ainda mais bizarras. Ele ainda não podia acreditar que havia sido responsável pela morte de seu próprio pai, mas após conseguir transformar-se espontaneamente, a ideia parecia cada vez mais plausível. Alheio a isso, o Conselho seguia, até Sussuro da Neve tomar partido. O Ancião da Seita deu sua palavra final: o garoto seria submetido ao Ritual de Passagem -isso trouxe memórias desconfortáveis ao menino- e então, caso provasse ser merecedor, seria integrado a Tribo. No entanto, sua Mácula era um assunto muito mais profundo. Diante disso, em qualquer matilha que fosse integrado, Yuri seria tido como Ômega , e suas ações deveriam provar se ele era merecedor ou não de ser aceito pela Tribo. Sendo assim, nos próximos quatro anos Yuri deveria mostrar um temperamento impecável e, acima de tudo, respeito absoluto à Litania para receber a absolvição de sua Mácula e, consequentemente, o aceitamento definitivo da Tribo. Seus feitos, no entanto, haveriam de ser reconhecidos, pois Yuri seria um Siberakh, apesar de tudo.

O menino sentia falta de casa. Mas como voltar? Como encarar o olhar de sua mãe após contá-la sobre tudo o que havia acontecido? Ela provavelmente saberia da existência dos Garou por todas aquelas histórias, uma Parente, certamente, mas dai a matar seu próprio pai? Um crime imperdoável. Era demais para uma criança suportar. Yuri decidiu ficar, e agarrar com todas as forças seu novo, denso e frio mundo. Era apenas o segundo dia largado ao relento, seu Ritual de Passagem exigia mais vinte e oito até que ele, finalmente, pudesse voltar à Tribo, se conseguisse. Ele imaginava se não haveriam instrutores ou qualquer coisa assim o vigiando, esperando que ele demonstrasse fraqueza e trouxessem-no de volta ao conforto, ou ao menos ao calor, das cabanas, mas aquele não era o jeito Garou, se Yuri falhasse, aquele seria seu túmulo. Ele lembrou de seu pai, imaginou quantos mais como ele se escondiam pelo mundo afora, se levantou, assumiu sua forma Lupus e partiu em busca de alimento.

Yuri logo descobriu que a neve era nada menos que água fora de seu estado líquido, sendo assim, sede não lhe foi um problema. No entanto alimentar-se era outra história. Acostumado com os pratos de sua casa rica, comer carne selvagem parecia aterrador... Ou deveria parecer. O cheiro das presas parecia muitíssimo atrativo, suas formas alteravam seus sentidos e percepção de mundo, e logo ele concluiu que poderia suportar sem maiores problemas uma dieta fora do que estava habituado. Contudo, achar animais naquele clima parecia impossível. Achar cheiros perdidos já era complicado, encontrar comida fresca era uma tarefa árdual. Até seu quinto dia Yuri viveu de pequenos roedores os quais conseguia desenterrar a muito custo por pouco resultado, parecia que seu gasto em energia para capturá-los não compensava a nutrição que recebia em troca. Seu fim parecia inevitável, até encontrar uma matilha de lobos. O Alfa havia vindo reclamar o território que lhe era de direito e dar cabo do invasor com seus companheiros. Yuri raramente largava sua forma Lupus, ela era apropriada para caçar, resistir ao frio e, caso fosse necessário, se defender. No entanto eles eram bem mais que um lobo, toda uma matilha estava reunida, e não pareciam amigáveis. Yuri normalmente teria fugido, mas ele sabia que os Garou governavam sobre os lobos, e fez valer sua autoridade.

Um desafio limpo, ainda que injusto. Yuri era pequeno em sua forma Lupus para afrontar todos eles, mas o mesmo não podia se dizer estando em Hispo. A batalha não demorou muito, logo Yuri estava com a mandíbula ameaçadoramente presa ao pescoço do Alfa, mais alguns centímetros e sua vida seria retirada. Os lobos cederam. Yuri era o novo líder. Estranhamente sua maior fonte de problemas até então, além do próprio lugar, fora o que, muito provavelmente, o salvou da morte. A matilha conhecia os territórios de caça viáveis, mesmo naquela época do ano. Yuri sempre caçava em Lupus, era difícil conseguir acessar outras formas além dessa e da hominídea, e isso fazia com que o garoto pudesse se sentir mais próximo dos lobos da matilha a qual agora liderava. Um mês se passou e o pequeno Ahroun voltou pra casa. Ao menos era o lugar o qual ele tinha para atribuir esse nome agora, seu lar era ali, dentre os Puros. Naquela noite, um Bardo contou a história de seu Ritual de Passagem: como o garoto havia resistido as privações naquele Ritual que muitos consideravam impossível para um forasteiro, e de como seu ímpeto havia lhe levado a liderar uma alcateia de Parentes durante um mês do inverno siberiano. Alguém estava olhando, afinal.

Mesmo que realizado por ter sobrevivido e aprendido tanto naquele mês, Yuri ainda se perguntava sobre o mal que se escondia lá fora. Até onde estava entendendo, os Siberakh não se envolviam com o mundo externo além do que fosse criticamente necessário, a Tribo era composta por uma larga maioria de Lupinos, e alegava que para se manter pura precisava manter distância das tramas da  auto-intitulada Nação Garou e, consequentemente, de suas batalhas. No entanto haviam assuntos mais urgentes à serem tratados: Yuri precisava se integrar em uma matilha. Isso parecia algo bem complexo e imprevisível para ele, mas todos os integrantes da Seita, inclusive seus futuros companheiros, tinham conhecimento de seu futuro. Uma matilha com quatro Garous, carecendo de um Ahroun, denominada Os Renegados. Tudo parecia ter sido até mesmo orquestrado, mas Yuri não era nenhum exemplo de genialidade para se dar conta de uma possível trama sob tudo isso, ele nem mesmo conseguia se lembrar do nome dos outros Augúrios que não fossem o seu.

Língua de Cobra: Ragabash dos Siberakh. Um dos poucos hominídeos na Seita do Lobo Invernal. Em outros tempos ele detinha outro nome Garou, mas certa vez sua ações arrogantes o levaram a cair em desgraça. Confiante de que o raciocínio humano lhe conferia vantagem sobre a maioria de seus irmãos lupinos, tentou usar de mentiras para conseguir benefícios na Seita, pagou com a bifurcação de sua própria língua e seu nome em desgraça. Lágrimas de Sangue: Theurge dos Siberakh. A única Impura viva na Seita havia recebido esse nome por seus pais, que concordaram em serem punidos com a morte pela vida da filha, essa é a única história permitida na Seita sobre eles desde então, e lidar com ela foi parte do Ritual de Passagem dela, que após saber disso foi batizada, protagonizando um horripilante espetáculo de drama. Suporta a Vergonha: Philodox dos Siberakh. Um lupino que já não vivia seus melhores dias, o Alfa da matilha havia fracassado em um número consecutivo de missões com sua antiga matilha, até ser expulso dela. Passou anos sob o Harano, e por pouco não foi sacrificado pela Seita. Foi posto em sua nova matilha para viver seus últimos dias inglórios. Filho do Vento Sul: Galliard renegado dos Presas de Prata. A loucura deste hominídeo o acometeu de forma incomum, mesmo entre os Presas de Prata, com uma força descomunal e de forma incrivelmente desconfortável. Após mostrar, por algumas vezes, que não tinha controle sobre sua Fúria e causar problemas para a Tribo, foi exilado e partiu para o norte, onde foi aceito pelos Siberakh, que lhe curaram de seu mal. Mas sua cura era recente demais para ele ao menos pensar em outra matilha além daquela. Eram histórias trágicas, mas o mundo está repleto delas, e poderiam ter sido ainda piores. O Caern das Presas Renovadas, situado nos domínios da Seita, era um Caern de Cura, e não por muito além disso essa estranha matilha havia sido formada, aparentemente, os Siberakh não costumam ser tão benevolentes, em nenhum dos casos que figurava no grupo, sendo assim, por pior que pudesse parecer, aquela matilha dava uma chance à todos de se provarem, e de provarem seu valor à Tribo. Com a integração de Yuri a matilha, ela se encontrava finalmente completa, o que significava poder ir em busca de seu Totem. Aquela seria a primeira missão de Yuri e antes mesmo das buscas começarem, o pesado fardo de seu nome já o acometia: Sangue do Dragão. Sua mácula seria seu legado, enquanto ele não a superasse.

O jovem frupo acabou sendo jogado a própria sorte: foi decidido que se eles não tivessem capacidade para conseguir a bênção de seu próprio Totem, não seriam dignos de ostentarem o nome da Tribo. As buscas foram árduas, tanto pelo mundo físico quanto na Umbra, mas nenhum espírito respondia aos chamados da matilha. Todos se sentiam reprimidos pela mácula impregnada em Yuri, e isso tornava o caminho cada vez mais sofrido. No fundo todos reconheciam isso, até mesmo o menino, mas eles permanecera unidos apesar de tudo, mesmo que Yuri sempre fosse lembrado de seu lugar como Ômega na matilha, todos ali tiveram um passado difícil, sua culpa era compartilhada e abraçada por todos, eles eram uma família agora, e a vida de um dependia do outro. Mas o jovem lua cheia sentia o desgaste sobre seu corpo ampliado em duas vezes mais por cada um dos seus companheiros que definhava ao seu lado naquele deserto de gelo, por sua culpa. Então, em uma noite de lua cheia, Yuri uivou. Um uivo desesperado, de dor, sofrimento, angústia, culpa, fúria... E ainda assim, um uivo maculado. Sua intensão fora apenas gritar a Gaia por sua própria angústia, não bastara seu pai, agora levaria todos aqueles que haviam se disposto a ficar com ele para a cova? Ele não podia aceitar. Mas tudo o que seu uivo pareceu ter trazido fora problemas: dois ursos irromperam das florestas de pinheiros, criaturas de um fedor repulsivo, sua pelagem dava a entender que haviam sido banhados em ácido não muito antes de estarem ali, seus olhos repletos de ódio almejavam seu alvo, mas Yuri não recuou. Sem abandonar sua forma Crinos, avançou com garras e presas contra as criaturas profanadas, os golpes pesados caiam sobre ele, um após o outro, mas devidamente revidados. Os números, no entanto, estavam contra o garoto. Ainda assim, o Ahroun se mantinha de pé, lutando com uma ferocidade singular, viu a primeira besta cair sob sua Fúria, estava prestes a sucumbir ao Frenesi, suas feridas o debilitavam e o outro urso estava notavelmente em melhores condições físicas. Os dois se entreolharam por um instante, e no outro estava avançando para se engalfinharem pela última vez, Yuri abraçaria a morte lutando, se fosse necessário para combater a Wyrm. Foi então que sua matilha apareceu sob o brilho de Luna, dilacerando o maldito antes que Yuri pudesse sentir o gosto de seu sangue uma vez mais.

Felizmente, a Wyrm não fora a única a ouvir o uivo do garoto. Um espírito carcaju fora atraído por aquela demonstração genuína de Fúria, e acompanhara todo o combate que havia se estendido após ele pacientemente. Decidiu adotar a matilha, sabendo que seu membro maculado era um leal guerreiro da Mãe, ainda que desafortunado. Não foi necessário barganha, de bom grado o espírito havia se disposto a abençoá-los, eram párias para sua Tribo, o tipo de Garous que os espíritos da ninhada do carcaju costumam proteger. No entanto, parte da sua bênção exige que seus afilhados vislumbrem o coração da própria Wyrm, e o que fora uma visão horrorosa para todos os membros, para Yuri foi o inferno. A escuridão parecia abraçá-lo, sussurrando em mil vozes coisas insanas, absurdas; um vazio interminável de sofrimento tentava se apoderar de seu corpo, mas Yuri lutou, resistiu, encarou o mal dentro de si que o atraia para aquela escuridão, e jurou erradicá-lo de si, juntamente com o resto mundo. Ele treinaria, se tornaria mais forte, mais rápido, mais resistente... E os pesadelos que lhes tiravam o sono seriam protagonizados por ele, nos sonhos daqueles malditos que ouvissem seu nome.

A matilha foi rebatizada quando recebeu seu propósito: Vingança Sobre a Wyrm. Um nome adequado a missão que foram designados, de identificar a fonte que havia corrompido aquelas criaturas e abater cada uma das demais que estivessem envolvidas com tal desgraça. Eles podiam não ser, individualmente, orgulhos, inspirações, exemplos... Mas juntos seriam maiores, cada um deles estava disposto a isso. Receberam o posto de Guardiões do Caern, posição apropriada para uma jovem matilha ligada a um Totem da guerra. E assim o tempo passou. A matilha se envolvia nas missões mais perigosas da Seita, muitos provavelmente o viam somente como bucha de canhão, mas em uma investida suicida após a outra, eles voltavam, e os Bardos começaram a cantar seus feitos. Yuri se sentia apropriadamente ligado com cada um da matilha: Língua de Cobra sempre fora mais amigável com ele do que com os demais, ele foi o primeiro na matilha que lhe dirigiu a palavra, e Yuri era um dos poucos que o escutava na Seita quando a matilha se formou, era uma amizade estranha, mas valorizada por ambos. Seu melhor amigo, no entanto, era Filho do Vento Sul, ele conhecia mais proximamente o passado de Yuri, era o único com o qual podia falar do mundo lá fora, era o que mais próximo chegava de entendê-lo, o que havia ajudado em maior grau em sua adequação aquela nova sociedade. Suporta a Vergonha não demonstrava, felizmente, ser nem a sombra do Garou que a Tribo havia jogado no meio daquela mistura caótica; suas decisões eram sábias e seu posto como Alfa extremamente merecido, sempre mantendo todos unidos nas adversidades, zelando pela união da matilha por seu objetivo, fora quem transmitira maior sabedoria para o pequeno Ahroun. Por último, não por ordem de importância, havia Lágrimas de Sangue, ele a amava. Ela havia o acolhido como nenhum outro ali, todos eles estavam dispostos a aceitar Yuri por sua desgraça, por se sentirem iguais a ele. Mas ela simplesmente o amava, desde o princípio, sendo companheira, o auxiliando em tudo o que pudia, sempre com um sorriso no rosto, sem nunca se queixar ou tocar nas feridas do passado de Yuri. O sentimento dos dois era puro, e ao mesmo tempo profano. A Litania proibia um envolvimento físico entre ambos, aquele seria um pecado passivo de morte para os dois, e Yuri resistia a tentação, mesmo com os intermináveis sonhos onde ele a tomava como sua e fugia, para abraçar junto a ela a escuridão, onde poderiam estar juntos pelo resto de suas vidas.

Após três anos, a matilha, e mesmo seus integrantes, eram vistos de forma muito melhor pela Seita. Seu comportamento temerário e a incrível eficácia, ou sorte, em suas missões fez com que fossem cada vez mais bem quistos. No entanto, o mal ainda espreitava. Por mais que os combates contra os malditos fossem regulares, nunca se descobria a origem dele, até que um dia um Dançarino da Espiral Negra foi capturado pela matilha, e eles conseguiram informações valiosas antes das torturas impostas ao maldito levarem-no a morte. A Seita seria atacada, e mesmo que ainda não houvessem descoberto o lugar o qual deveriam ir para dar cabo de sua missão, aquilo poderia salvar muitas vidas, como de fato fez. O Ataque veio em uma noite sem luar, os malditos aglomeravam-se aos montes nas fronteiras da Seita, mas graças aos preparativos antecipados para o combate, os Guerreiros de Gaia saíram vitoriosos naquela noite, mesmo que a muito custo. No entanto, uma visão de Sussurro da Neve alertou a todos: aquele ataque servira somente para enfraquecer o Caern, pois os lacaios da Wyrm invocariam uma besta para terminar com o serviço. O monstro se alimentaria do sangue dos Garou que devorasse, e ficaria mais forte com isso, aquele seria o primeiro local para que ele pudesse se banquetear e então prosseguir com seu rastro de dor e sofrimento. O único jeito de impedir tamanha desgraça era combater a besta durante sua invocação, e para isso deveria-se encontrar o esconderijo dos malditos.

Os Garous da Seita se uniram emergencialmente para definir aqueles que deveriam partir: as forças do Caern necessitavam ser revitalizadas, os feridos precisavam de cuidados e os mortos de uma partida digna. Um destacamento pequeno era tudo o que poderia ser enviado, uma matilha. Yuri tomou a voz quando os fatos foram esclarecidos, reclamando o direito da matilha de por fim a sua missão. Aquele não era o papel dele, nem mesmo direito, seu Alfa deveria se pronunciar, ainda que o posto de Ômega não lhe fosse mais atribuído, tal atitude poderia ser muito mal vista. Mas não foi. Sua voz inflamada e seu corpo, ainda banhado por sangue inimigo, estremeceram o Caern. Yuri havia se demonstrado um guerreiro implacável na batalha daquela noite, um verdadeiro herói enquanto defendia seu povo, as memórias frescas de seus atos o impulsionaram a conseguir não só o que queria como ir além. Sua matilha partiria para destruir a criatura, e ele seria o portador do manto de Alfa naquela jornada. E assim eles partiram, com os pensamentos de Yuri fixos nos dias: dentro de uma semana acabaria sua provação, ele seria rebatizado e a consagração viria com a vitória sobre um inimigo mortal. Tudo estava perfeito.

Seguir a trilha feita pelos malditos até o Carn não fora difícil, a matilha havia se tornado exímia na caça daquelas criaturas. No entanto os rastros eram dispersos, pareciam surgir de todos os lugares; demoraram dois dias e uma noite até finalmente alcançarem o rumo certo, muito menos do que todos aqueles anos de procura. Na noite do segundo dia, todos sabiam que o mal estava próximo e decidiram por descansar antes da batalha final, precisariam estar em sua plenitude física quando a hora chegasse. No meio do turno de guarda de Yuri, a Philodox da matilha se aproximou: um sorriso figurava em seus lábios, e de sua molhada venda escorria sangue, ela estava chorando. Lágrimas de Sangue contou que havia recebido uma visão: A matilha teria êxito em sua campanha, mas aquilo custaria a vida de cada um deles. Tomado pela comoção do momento, vendo a mulher que amara se dispor a dar sua própria vida pela causa que ela havia clamado por seguir, o jovem decidiu tomá-la antes de seu combate final. Ela não relutou, mas o avisou: havia esperança para ele, caso permanecesse puro e cumprisse com seu juramento, Yuri teria uma longa vida como herói pela frente, do contrário morreria junto aos outros. E ele pecou. Sua vida era um preço justo a pagar por aqueles que estavam dispostos a fazer o mesmo por ele.

Ao amanhecer a matilha partiu para seu destino final: uma rede de cavernas que abrigava uma série de nascentes d'água as quais formavam um rio a partir dali. O rio estava maculado, e aquele era o covil dos malditos. Ante do combate, Yuri contou sobre a visão da Theurge da matilha, mas ninguém recuou, todos uivaram em resposta ao chamado de guerra entoado por seu Ahroun, e se jogaram na batalha. A primeira luta fora contra a matilha de Dançarinos da Espiral Negra que defendia o Poço, dilacerados sem piedade pela Vingança sobre a Wyrm. Posteriormente os Xamãs que entoavam o Ritual de conjuração foram alvejados, abatidos com igual ferocidade. Por último, a besta foi enfrentada. A luta foi longa, árdua e sangrenta. Um a um os membros da matilha caíram sem vida enquanto o mostro aos poucos definhava sob suas garras. Após apenas Yuri permanecer de pé, este sentiu a essência do Totem da matilha, que enfraquecia a criatura na  lutando na Umbra, se esvaindo, e ele se entregou ao Frenesi, pronto para dar sua vida para limpar aquele mal da face de Gaia.

O cheiro de ferro e podridão invadia indecentemente suas narinas. Seu corpo latejava gritantemente, em cada centímetro de sua extensão, seus músculos doíam e não demonstravam interesse em reagir. Mas a dor era um sinal: um sinal de que ele estava vivo. Yuri não entendia como nem o porque. A ideia de que a advertência de Lágrimas de Sangue fora distorcida para que ele não tivesse se entregado a suas paixões naquela noite não fosse de coração não o ocorrera no momento. Ao finalmente conseguir se movimentar, viu os corpos de seus companheiros mutilados ao redor da carcaça da besta a qual haviam tão bravamente derrotado. Mas o custo parecia alto demais.

Yuri fora recebido como herói e seus ex-companheiros receberam novos nomes adequados a seus feitos. Quando contara para Sussurro da Neve o que havia acontecido, este ouviu toda a história com um sorriso de contentamento no rosto: ele havia recebido uma visão de tudo aquilo, mas guardara para si, afim de que seu cumprimento não fosse comprometido. Yuri havia sido usado como ferramenta, bem como a vida de seus companheiros. A perfeição estava agora de cabeça para baixo, a dor que lhe corroía por dentro era maior que qualquer uma que ele já havia experimentado. Todo seu mundo parecera desabar naqueles poucos dias, uma peça após a outra. E o ápice disso estava sendo preparado: seu Ritual de Purificação. Ele poderia esconder o que havia feito, receber os louros por suas justas glórias, e finalmente ter todo o reconhecimento que sentia merecer. Mas qual seria o preço? O Ahroun preferiu suportar o cume de seu fardo a viver sobre um legado construído no alicerce da omissão.

O jovem anunciou ser indigno do Ritual antes de seu início, sem mencionar exatamente o que havia feito contra a Litania, apenas assumindo ter pecado.  A comoção foi grande em torno de suas afirmações, ter o Ritual negado já seria uma punição severa, mas Yuri se dispôs a mais para não comprometer o nome de Lágrimas de Sangue: integraria os Presas de Prata ao sul, seu castigo seria levar o estandarte dos Siberakh em meio ao ramo da Tribo amaldiçoado pela loucura até conseguir se livrar de sua mácula, e provar ser digno de voltar a ter contato com os Puros. Yuri não se ressentia por seu futuro, o mal estava liquidado naquele local, mais criaturas aguardavam por sua Fúria longe dali, ele havia sido criado e forjado para lutar aquela Guerra, na linha de frente do combate, e seja lá onde fosse, aquele seria seu destino. Era hora de voltar para casa, e achar seu novo caminho.

Os Presas de Prata russos ficaram muito feliz em encontrar seu Filhote Sangue Puro perdido. Mesmo naqueles tempos difíceis, inúmeros grupos de busca fizeram expedições nos meses após o desaparecimento de Yuri em busca do garoto, obviamente sem êxito algum. Mesmo o assassinato do pai fora novidade para a Tribo. Logo ele constou que as relações entre os Presas de Prata e os Siberakh não iam muito além do sangue, e isso fez com que o modo como havia sobrevivido durante aqueles quatro anos fosse feito definitivamente seu segredo. A mania de controle da Tribo geralmente seriam implacável diante disso, mas o sangue do rapaz lhe concedia certas regalias. Fora muito bem recebido por sua mãe, que não pareceu nem um pouco desapontada em saber o fim que havia dado em seu pai, até mesmo pelo contrário, Yuri podia jurar ter visto orgulho nos olhos da mãe quando lhe contou a tragédia homérica, mas sua distância do mundo de concreto o havia mudado bastante: ele havia desenvolvido o guerreiro dentro de si, mas atrofiado muito mais coisas do que podia se dar conta.

Yuri precisaria redescobrir muito do que havia deixado adormecido, mas tempo não lhe parecia uma oferenda provável. Sua linhagem meticulosa logo mostrou-se um contratempo em sua sede por lutar: os Anciões estavam mais interessados em tentar proliferar o Sangue Puro de Yuri e usá-lo nos jogos sociais e políticos da corte real da Nação. Aquela ideia desagradava Yuri, e mesmo com a sedutora promessa de que, se colaborasse por alguns meses com o interesse dos Monarquistas, teria sua Mácula curada em alguns meses, tomou uma decisão de mártir: abandonaria a Mãe Rússia, contra a vontade dos conservadores da Tribo, para se arriscar em terras distantes. Aquele fora um insulto á muito dos Garous interessados no Pedigree de Yuri, submeter-se a um cambo de batalha fresco poderia significar a perda de sua linhagem, configurando assim um ato irresponsável e temerário. Mas ele não estava disposto a recuar. Mesmo tendo a fortuna que lhe era de direito sendo trancada como castigo por sua atitude, Yuri sabia que seu lugar era enfrentando as piores bestas que a Wyrm pudesse parir sobre o mundo, e ele as caçaria, onde quer que elas proliferassem.

XP ganho como Jogador = 30 acumulados (Gasto 24 / Sobrando 6)
XP ganho como Narrador = 0 acumulados (Gasto  0 / Sobrando 0 )

Histórico de Ganhos:
15 pontos por jogar a crônica Ásia Central II no 3e ciclo 2016
15 pontos por jogar a crônica Ásia Central II no 4º ciclo 2016

Gastos do 3° ciclo 2016:
6 Pontos para aumentar Briga de 3 para 4
3 Pontos para aprender o Dom de Tribo Olhos dos Mundos
3 Pontos para aprender o Dom de Augúrio Garras Afiadas

GASTOS DO 4° CICLO 2016:
12 Pontos para aumentar Gnose de 1 para 4


Última edição por Alexyus em Seg 23 Jan 2017 - 9:40, editado 7 vez(es) (Razão : Inclusão xp e renome segunda parte de Ásia Central II (4º ciclo 2016).)

Zayrus
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