Renascer no Inverno

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Renascer no Inverno

Mensagem  Lua em Qui 2 Fev 2017 - 14:01

RENASCER NO INVERNO


O frio era extremo.

Lá fora, uma grossa camada de neve cobria uma planície que parecia infinita e a única presença constante era o vento que uivava e agitava as paredes da tenda até parecer que ia desarmá-la.

Chamava-se yurt, a tenda. Foi a primeira palavra local que aprenderam. A única até aquele momento, para dizer a verdade.

yurt:

No interior do yurt todos estavam entediados. Haviam dito que se preparassem espiritualmente para a experiência mas não explicaram como fazê-lo. Assim que estavam quietos, imersos em seus pensamento e vagabundeando o olhar pelo interior da tenda, observando-se uns aos outros sem terem ainda estabelecido contato.

Ali estavam reunidos alguns jovens na casa dos vinte anos e um lobo.

Um deles de aparência nórdica, loiro e com cabelos castanhos claros, vestido com roupas escuras.

Outro, um mestiço indígena, forte, de cabelos compridos e uma barba cheia e aparada.

Ao lado deste estava um grande lobo de pelagem branca e castanho-arroxeado

Mais adiante um rapaz negro, bem vestido e com dreadlocks.

Finalmente um rapaz igualmente bem vestido, só que trajes de um estilo mais clássico e um porte atlético e nobre.

Todos estavam imersos nas lembranças de sua vida anterior e na expectativa de como seria o tal Ritual de Passagem.

lembranças:
Ulrich:
Ulrich se lembrava de como Karen e Niels o apresentaram a um emissário da seita alemã Punhos de Sangue, que explicou-lhe que a tribo soubera que alguns caerns estavam intercambiando filhotes com uma seita de presas de prata no Cazaquistão, com fins diplomáticos. E que viram nisso uma excelente oportunidade de Ulrich fazer seu Ritual de Passagem sob condições muito mais duras do que as que a Europa podia oferecer, Um árduo ritual de passagem era a filosofia da tribo.
Luke e Khamaseen:
Luke havia sido descoberto pela seita Fonte Fria quando comercializava sua madeira com artesãos da pequena cidade de Pedra Lisa, em São Paulo. A seita tinha poucos integrantes e havia necessitado enviá-lo em missão antes mesmo de que tivesse feito seu ritual de passagem. Nesta missão ele havia conhecido Khamaseen, um senhor das sombras lupino cujos caprichos da sorte o haviam levado até o Brasil.

Khamaseen foi levado até a Seita Fonte Fria e, graças ao fato de falar russo, rapidamente ganhou a simpatia do líder Anton Uivo do Vento, um presa de prata nascido em Moscou.

Anton decidiu mandar os dois filhotes a seus aliados russos e cazaques para que fizessem seu ritual de passagem por lá, recebendo, em troca, filhotes destas seitas para fazer o ritual no Brasil, como forma de consolidar os vínculos diplomáticos. Foi assim que eles chegaram até lá.
Gatsby:
Gatsby recém havia sido apresentado por Joana à seita do caern de cura Grande Urso Pardo, nas proximidades de Vancouver, quando os líderes lhe informaram que ele seria enviado ao Cazaquistão como parte de um acordo de troca de filhotes em vias de fazer o ritual de passagem. O objetivo era criar laços de amizade entre as seitas, fortalecendo a união entre lobisomens do mundo inteiro,. E ele deveria considerar isso uma honra.
Lucian:
Lucian havia sido chamado por seu mentor. Sem muitas explicações adicionais, este informou-o que a tribo soubera que um grupo de seitas dos presas de prata andava obtendo muito poder no Cazaquistão, tradicional área de influência dos senhores das sombras, junto com garras vermelhas.

Os senhores das sombras também haviam descoberto que alguns caerns ocidentais estavam enviando filhotes para fazerem seu ritual de passagem nas seitas cazaques, como forma de estabelecerem alianças com este grupo de poder ascendente. Em troca receberiam filhotes dos caerns da região para fazerem o rito em seus próprios caerns.

Era hora da tribo cuidar de seus interesses. E como Lucian ainda não havia feito seu ritual de passagem, tinha sido escolhido para a missão. Deveria fazer o ritual de passagem normalmente no Cazaquistão mas ao mesmo tempo obter informações sobre os presas de prata locais.

Off:
Apresentem-se entre si, sem usar os nomes garous e dando a referência de quem são. Ex. - Olá. - disse Ulrich, o jovem nórdico. Não se preocupem com o idioma, todos falam a língua garou a partir da primeira mudança. Também está aberto para conversas e interações. Vocês farão o ritual juntos, é bom que se conheçam Smile .

De repente a porta do yurt se abriu e entrou um garou, que observou-os com evidente desagrado.

Oleg:

- Que maravilha! - disse ele com sarcasmo - Enviamos para as seitas de vocês nossos melhores filhotes e o que nos mandam em troca? Marmanjos de vinte anos que ainda não fizerem o ritual de passagem! Refugos! Ouçam, eu não sei o que vocês fizeram de errado até aqui ou se fracassaram em seu ritual e estão começando de novo mas se estão precisando de uma "ajudinha" vieram para o lugar errado! O mais provável é que não sobrevivam e, se isso ocorrer, será o melhor para Gaia, pois tudo o que Ela não necessita são defensores débeis. Bem, meu nome é Oleg Brado dos Justos, sou galliard e adren dos presas de prata. Vim avisá-los de que os mandaremos por ponte de lua até a seita Gardiã das Estepes, onde enfrentarão o desafio que fará de vocês garous de verdade ou fracassados mortos. Boa sorte. E se algum de vocês está achando que sou duro, esperem até conhecerem Boaik, o Vigia de lá. Alguém tem alguma pergunta? Senão, podemos partir.


Off:
Primeiro post sem muita ação mais para vocês se conhecerem e se ambientarem na história. Não se assustem com a "simpática" recepção do Oleg, é de personagem para personagem. Como narradora, vocês são mais que bem-vindos e meu estilo não é o de narrador-carrasco, ao contrário. Qualquer dúvida ou comentário que tiverem, me mandem uma mp. E bom jogo! Esperam que se divirtam!


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Sköll em Qui 2 Fev 2017 - 21:36

”Isso é tudo o que eu precisava agora: um mauricinho engomado muito provavelmente criado com a avó em algum apartamento luxuoso... Um índio de barba? Nunca tinha visto algo assim, de onde será que este sujeito é? Apesar que tem tanta coisa estranha acontecendo nos últimos tempos que não me surpreendo tão facilmente mais... E este outro tipo? Um metrossexual dreadlock que parece mais preocupado em não amassar sua roupa do que com as palavras desse Oleg... E ainda tem esse lobo... Eles estão em todos os lugares...”

Stefán balançou a cabeça tentando apagar aqueles pensamentos de sua cabeça. Não era de sua natureza sair julgando as pessoas por sua aparência. A essência era o que importava para ele. Passou os olhos uma vez mais ao redor daquela tenda estranha e tentou extrair dessa vez o que lhe agradava em cada uma das personagens ali presentes. Voltou aos seus pensamentos...

”Tudo bem, este pode até ter uma pinta de mauricinho, mas digamos que seu rosto liso como a bunda de um bebê transmite alguma serenidade maliciosa... É melhor ficar de olho nesta figura...” Pensou quando pouso os olhos naquele homem de terno e gravata. Em seguida seus olhos caíram no dreadlock. ”Uhm... O que temos aqui? Um verdadeiro galanteador, me parece... Este tipo possui um encantamento respeitável, mas um tanto quanto inútil agora.” Voltou o seu olhar para o índio de barbas que tanto o intrigava... ”Um punhado de músculos que poderá ser útil daqui para frente... Acho que daria uma boa briga. Mas este índio barbudo está exalando fúria: gosto disso...“ Stefán acariciou a sua pistola CZ 75 SP-01 e sentiu um calafrio ao sentir a fúria que aquele índio emanava das profundezas de seu coração... Em seguida passou rapidamente os olhos pelo lobo de pelugem esbranquiçada sem muito interesse... ”Ainda não estou acostumado a esses lobos...”

As novas considerações sobre os personagens ali instalados pareceram mais apropriadas ao raciocínio de Stefán naquele momento.  Finalmente se atentou ao homem que falava de maneira sarcástica. Já não era uma boa impressão para o Cria: ele não gostava de falas serpenteadas. Depois que Oleg parou de falar Stéfan olhou para um lado e para outro, esperando alguma manifestação... Como ninguém falou, ele se levantou e com alguma dificuldade proferiu as seguintes palavras:

- Bom, perguntas eu tenho milhares, mas eu me contento em saber se poderei levar minha arma comigo nessa... Ponde da Lua... Que seja... Não estou disposto a deixa-la aqui ou perde-la no meio do caminho... Olhou para os lados e encarou todos. - Aliás, sou Stefán... Stefán Ulrich, Meia Lua dos Cria de Fenris... Ou ao menos foi assim que me ensinaram a me apresentar dentre nós... Sentou-se novamente e aguardou a sua resposta e o pronunciamento dos outros integrantes daquela estranha reunião.
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Luke Duran em Sex 3 Fev 2017 - 2:42

Luke estava ficando sem paciência, o tédio tornava sua fúria interior um pouco mais evidente, e já atraia novos olhares. Ao retribuir de volta, os outros garous pareciam desconfortáveis, já Luke continuava com uma expressão de desdem, não via a hora de algo acontecer.

Em meio a todo o silêncio Luke pensava:
" O que estou fazendo nesse lugar ? Arrgh, ouvi falar que temos muito para fazer por aqui, ficar com um monte de marmanjo dentro de uma tenda, não parece ser a prioridade, esses sujeitos, não sei quem são, mas estou ansioso para ver a real capacidade deles...espero que se dediquem tanto quanto eu,  alguns aqui parecem fracos, vamos ver se me provam o contrário"

Após Ulrich se sentar Luke acenou com a cabeça a ele, em sinal de aprovação.
E pensou " Hmm, fez bem Cria! Embora tenham me ensinado que Crias de Fenris preferissem batalhas com os próprio punhos, esse cara parece não fazer parte desse estereotipo, que segredos ele esconde? Essa pistola... Mas enfim, minha vez, já é hora de saberem quem sou, e a que vim"

Levantando-se prontamente diz em alto e bom som:

-- Me chamo Luke Duran, Ahroun Filho de Gaia, fui enviado pela seita Fonte Fria junto ao Khama para nosso ritual de passagem!

--Percebo que alguns de vocês me olham com um certo receio, fiquem tranquilos, eu não mordo... quando não preciso *sorri sarcasticamente*.

*teu sorriso se fecha lentamente* e ele continua

-- Sou branco, mas o sangue indígena corre em minhas veias, e não escondo minha sede de batalha, o mundo está corrompido e qualquer um que não lute pelo bem, consente com o mal, não sei quem vocês são, mas saibam que se lutarem pela honra e pelos justos, eu estarei com vocês!

Virando-se ao Oleg diz:
--Não tenho pergunta alguma Oleg-rhya, quando chegarmos a essa ponte, só preciso que me digam quem preciso enfrentar, e onde ele está, o resto é por minha conta, não vejo a hora de acabar logo com isso.
Luke Reverencia com a cabeça, e senta-se novamente.

--


Última edição por Luke Duran em Sex 3 Fev 2017 - 11:33, editado 1 vez(es)
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Kurosatsunomori em Sex 3 Fev 2017 - 3:42

Olha para Stefán:
"Essa pistola deve ter um grande valor pra ele"

Ao ouvir ser citado, mostrando pouca vontade de falar dá dois passos à frente para que todos possam vê-lo:
-- Sou Khamaseen, Ragabash dos Senhores das Sombras. Parte da minha história já foi contada por Luke, o resto eu conto depois à quem se interessar..

Para Oleg:
-- Estou pronto.
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Lucian Lycan em Sex 3 Fev 2017 - 4:55

Lucian pensava imaginando a futilidade humana, eles tinham uma missão, e deveriam cumprir, sem exitar, ou reclamar, aprenderá a morrer por Gaia, porém tinha a visão de que o melhor para Gaia, e garous vivos, não mortos, todos se apresentavam, e decidirá finalmente falar, se apresentando a todos, olhando cada um ali diretamente no olho.

"Todos parecem achar que sabem alguma coisa, observam uns aos outros achando que o olhar descreve o ser que ali reside, fúteis."

- Sou Lucian Laycan, Ragabash dos Senhores das Sombras..

Dizia calmo e calculado, assim como aprenderá que ficar calado, evita uma morte desnecessária, aprenderá a desviar a atenção dele para os outros, sendo simples em suas palavras, olhava a Oleg.

- A seu serviço senhor.

Logo evitava os olhares, segurando em sua Klavie por cima da roupa, desde o treino com seu mentor Nêmesis, sempre carregará a Klavie contigo, em sua cintura numa pequena bainha.


-Fala
[Detalhes de Atk/Dons.]
"Pensamento"
Narração/Ação
Off:

Ficha Garou Lucian/Lobo



"Caminhamos na sombra, para usurpar o poder de lideres fracos" LL
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  dereck09 em Sab 4 Fev 2017 - 20:19

Gatsby pensava em Joana, sua mentora e melhor amiga que ficara pra trás. Não fazia muito tempo que ele adentrou de fato na Nação Garou. E todos os seus passos foram amparados por Joana que sempre lhe fora um porto seguro para que ele desbravasse o mundo, sem medo. Dessa vez no entanto era tudo por conta dele. Ele estava cercado por estranhos, de outros lugares, outras tribos, talvez outros interesses que poderiam esmagar os seus. Gatsby sempre foi ansioso, apesar de conseguir se virar bem. Mas agora, do outro lado do mundo, há dias sem conversar com a sua mãe, ou mesmo com Joana. Ele pensa consigo, preciso cantar para acalmar meu espírito, mas antes tenho que arrumar meu cabelo, pois nesse clima frio ele não fica muito bem.

O turbilhão em sua mente atrapalhara sua concentração e ao redor as coisas pareciam ganhar significado. O homem sisudo que havia lhes recebidos com não tanta cordialidade, termina sua fala e ao perceber que os outros estão se apresentando. Ele não conhecia muito das outras tribos, exceto alguns poucos sujeitos que visitara o caern onde ele estava se reunindo e aprendendo com seus anciões e sua mentora. Alguns daqueles sujeitos cumpriam muito bem o estereótipo no qual aprendeu sobre eles, outros nem tanto. Eles parecem render uma boa história, no mínimo de comédia.  Ao final da fala de todos o jovem Uktena  toma a palavra, se levantando e jogando seus dreds para o seus ombros esquerdo.

- Bem... sempre falam que o Uktena é o último a falar, por causa de sua extrema curiosidade. Eu sou Gatsby JM Baptiste, enchenté (encantado)! – ele faz uma breve pausa e logo em seguida  joga o seus cabelos para o ombro oposto, arrumando o amassado de sua blusa enquanto estava sentado no chão. Gatsby modula sua voz que sai de forma meio rouca, demonstrando uma suavidade um tanto quanto blasé.

- Eu venho do caern Grande Urso Pardo em terras não tão geladas quanto aqui, presumo. Se precisarem de uma boa estória, contem comigo. Se precisarem de uma voz animada e vivaz contem comigo. Se precisarem  de porrada, contem comigo também. Monsieur Oleg, estou mais que pronto!
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Lua em Dom 5 Fev 2017 - 12:53

Freya:
Freya passou algum tempo em companhia apenas de Lobo-Cinzento. O resto da matilha que a encontrou regressou a sua seita enquanto Lobo-Cinzento encarregava-se de ensinar à filhote os rudimentos da vida garou.

No entanto chegou o momento em que ele considerou que já era ora de Freya interagir com outros lobisomens.

- Coloque o básico em uma mochila. - disse ele - Vamos viajar.

Saíram de Detroit e após um dia viajando e parando para descansar e apreciar a paisagem, chegaram ao Parque Nacional das Grandes Montanhas Fumegantes.



Karkarov explicou-lhe que aquele era o lar da seita Mudança das Estações.

Prepararam-se para uma trilha vigorosa e foram se afastando dos turistas em direção às montanhas mais difíceis. A todo momento Freya tinha a impressão de que eram observados mas Lobo-Cinzento não parecia importar-se. Até que se aproximaram de uma montanha que parecia coberta por uma manta de branco vapor. Um jovem se aproximou:

- Bem-vindo Lobo-Cizento-rhya. O líder os está esperando. Acompanhe-me.

- Obrigado, Fúria-das-Águas. - disse Karkarov com familiaridade.

Subiram a montanha até chegarem a uma lago rodeado por grossas moitas de rododendros. Uma sensação de bem-estar vinha tomando o corpo e a alma de Freya desde a entrada no parque. Aumentou paulatinamente, até atingir seu auge na beira do lago. Era uma sensação de comunhão que nenhuma experiência religiosa que porventura tivera antes jamais pudera dar-lhe. Uma sensação de fazer parte daquela natureza. De que cada folha estava em seu lugar e que ela era parte integrante de um todo perfeito. Por uns segundos teve a estranha sensação de que Valkyria lhe dava a mão e Priscilla dormia tranquila com a cabeça em seu colo.

- Freya, tudo bem? Te estou apresentando a William Banecrusher, o líder da seita.

Freya viu um homem forte e jovial, no final dos trinta ou começo dos quarenta, que sorria para ela.

- Não se preocupe. É normal os filhotes se sentirem assim quando chegam ao centro do caern pela primeira vez. Este é um caern de cura, Freya, se chama Mudança das Estações e nosso totem é a Salamandra. Somos abertos a todas as tribos, mas as lideranças são principalmente Presas de Prata, Fianna e Filhos de Gaia. Eu sou um presa de prata. - disse o garou, observando os cabelos brandos de Freya.

- Freya tem uma clara origem presa de prata, inclusive é capaz de falar russo. Mas isso é tudo o que sabemos sobre sua linhagem, pois ela perdeu sua memória. Pensei que lhe gostaria recebê-la aqui para o Ritual de Passagem.

- Ela é bem-vinda.. Mais que isso… - disse Banecrusher pensativo - De fato, creio que os espíritos a enviaram. Vou explicar-lhes porque…


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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Black Thief em Seg 6 Fev 2017 - 0:07


Desde aquela lamuriante noite Freya tentou viver sua vida sem  conseguir repousar a cabeça em tranquilidade de sono, mas o que era viver sua vida se ela nem sabia o que era essa "vida"? No meio da noite a jovem de cabelos prateados seguia até o espelho e na escuridão ela via Valkyria. Valkyria a olhava com reprovação, podia ver em seus olhos na escuridão, calada, em um julgamento decisivo, forte como o martelo de Thor e furiosa como a força de Odin. Freya tinha medo, tanto medo, de que Valkyria estivesse certa, de que a morte de Priscilla havia sido completamente culpa dela e só de pensar que Valkyria poderia mesmo estar certa a menina levava a mão ao peito, sentindo aquela dor emocional que assimilava-se à física poderia nunca cicatrizar.

- Que bom que não consegue dormir...

Disse o reflexo no espelho. Freya desviou o olhar dos de Valkyria, naquele espelho, que devia estar a acompanhando com os mesmos olhos acusadores a jovem voltar à cama. Será que ela sabia que isso poderia acontecer? Será que Freya já sabia que era uma... "Filha de Gaia" ? Um Lobisomem? Um Garou... Mas Afinal... O que era ser um "Garou"? Talvez não fosse hoje, nem amanhã, mas quem sabe, daqui a muitos anos que fosse realmente descobrir, mas tinha medo de que não tivesse todo esse tempo para tal, Freya tinha muitos medos, o mundo era sombrio e assustador demais e ela via pouca luz mostrando o caminho.

Freya despertou, a Matilha de Lobo-Cinzento já tinha partido a algum tempo, Mikhael tinha se oferecido para orientá-la, no momento ele era essa única luz nas sombras que Freya via. O que Lobo-Cinzento a ensinava eram só que o mundo era repleto dessas sombras e agora que ela tinha conhecimento consciente disso, os monstros saíriam delas. Freya teria medo, muitas vezes, mas enfrentar esses medos era o que os Garou faziam... Todos tinham medo e não devíamos ser julgados por isso, mas devíamos ser notados por quais de nós se rendiam ao medo e quais de nós os enfrentavam. Ter medo não era a verdadeira vergonha, fugir dele, é que era. Freya tentou manter isso em sua mente.

"Não são os nossos medos que nos prendem... Somos nós mesmos..."

Lobo-Cinzento ensinou muitas coisas, algumas delas Freya compreendeu, outras não entendia o que significavam, algumas Lobo-Cinzento tornou a explicar, mas outras... Ela só entenderia na hora certa. Freya não gostava de não estar entendendo as coisas, não gostava de "só entenderá na hora certa", mas ela era paciente e Lobo-Cinzento era a única pessoa que conhecia, e confiava. O mentor Presas de Prata então ensinou algo mais prático... Como se defender, ela então aprendeu a brigar, ela não gostava disso, não se sentia capaz de tentar ferir Mikhael, mesmo que a ideia fosse um ensinamento, e por isso Freya foi dominada várias e várias vezes, derrubada, socada, imobilizada, de várias formas podia ser morta, mas em momento algum Freya reclamou da dor, a única coisa que ela realmente tinha medo era de tentar ferir um amigo, não que fosse conseguir, mas levantar a mão para alguém que você se importava não era fácil, mesmo de faz-de-conta. Até que, irritada de tanto ser derrubada Valkyria ficou com raiva e partiu para cima de Lobo-Cinzento sem hesitar, e foi graças à Valkyria que elas finalmente conseguiram ao menos acertar Lobo-Cinzento com um golpe minimante decente.

Quando finalmente conseguiu, Lobo-Cinzento disse:

- Coloque o básico em uma mochila, vamos viajar.

Valkyria estava com o corpo em alguns hematomas e ralada de quedas no chão, mas ela não se importava, havia acertado Lobo-Cinzento no rosto, um golpe cheio e depois disso viu um sorriso brotar na face do mentor, se fosse a fraca da Freya, nunca teriam passado para a próxima etapa, e Freya sentiu por isso.

Freya pos o básico em mochila, algumas roupas, água, comida, suprimentos no geral, um espelho portátil e celular. A viagem fora longa para Freya que não lembrava-se de como grande era o mundo em que vivia. Viu coisas bonitas, viu coisas feias, mas tentava manter as bonitas em sua mente e usá-las como fonte de força, como uma motivação do porque lutar, para preservar as coisas que ela gostava naquele mundo, mas eles finalmente chegaram no Parque Nacional de Montanhas Fumegantes. Freya acordou com a grande beleza da entrada do parque, ficou fascinada pela beleza do lugar e acabara de entrar para a sua lista das mais belas coisas que já tinha visto. Lobo-Cinzento explicava o que era aquele lugar, era um lugar dos nossos, uma de nossas casas. Quando falou do nome, Freya sorriu, havia gostado e expressou o como tinha achado o nome muito bonito, para um lugar que era tão bonito quanto. Eles seguiam pelo caminho da trilha, a jovem não era acostumada a fazer caminhadas assim, eram cansativas e ela não durava muito mas ainda assim não havia reclamado em momento algum da dificuldade que era fazer a trilha ainda mais em áreas mais montanhosas. Foi quando, ainda arfando com o cansaço, notou que poderiam estar sendo observados, ela olhou nos arredores mas nada viu e então comentou como Mikhael, se ele estava sentindo isso também, mas ele dizia que não era para se preocupar, estava tudo bem, por um momento Freya imaginou se não eram esses espíritos que apoiavam os Garou que estariam os observando e então ela sorriu com a ideia e logo tornou a apertar o passo novamente, mesmo que estivesse cansando não abria a boca para reclamar, apenas seguia em frente, se esforçando para acompanhar o ritmo de Lobo-Cinzento.

Finalmente chegavam ao que parecia ser o destino, Freya estava encharcada de suor e suspirando bastante, mas tentava manter a compostura na frente do amigo de Lobo-Cinzento, ela pensara que seria apresentada a quem era o tal Fúria-das-Águas mas não, eles apenas seguiram sem apresentação nenhuma. O trio adentrava em um ambiente em que só agora Freya podia notar que toda aquela graça natural que estava sentindo vinha desde o inicio do parque, por mais que estivesse se cansando daquela trilha e subir em rochedos, cruzandos lagos, ela ainda sentia-se bem a um nível quase espiritual, a natureza era bela e organizada, ou talvez fosse todo um caos que seria a verdadeira ordem daquele lugar, parecia que tudo estava conectado, tudo fazia sentido de alguma forma, tudo estava certo e tudo estava bem. Ela olhou para o reflexo de um lago que era aonde sentia o auge de toda aquela energia e no momento pareceu ter visto algo reconfortante, algo que não pensou que veria, ou talvez, fosse só a sensação, era como se visse Valkyria no reflexo do lago e pela primeira vez seus olhos não denotavam algo semelhante ao desprezo e sim como se pela primeira vez fossem amigas, de mãos dadas como se nada estivesse intervindo entre a estima das duas. Olhou para o céu e era como se pudesse sentir Priscila ali junta das duas, e seu amor por ela voltar a ser predominante, sentiu um ecstase tomar posse do fluxo de sua vida e era a melhor e maior sensação que ela conseguia se lembrar de ter passado, mesmo que alguma vez já tivesse tido alguma experiencia boa duvidava que chegaria perto à dessa, ficou imaginando se estava sendo tola e imaginando tudo aquilo mas antes que conseguisse pensar resposta alguém chamou sua atenção.

-  Freya, tudo bem? Te estou apresentando a William Banecrusher, o líder da seita.

Freya se tocou e então imediatamente repos a compostura e cumprimentou o líder com um aperto de mão.

- Ah! Me desculpe, eu... Eu... Não sei onde estava com a cabeça. É um prazer, senhor Banecrusher.

Então após o cumprimento ele continuava a falar:

-  Não se preocupe. É normal os filhotes se sentirem assim quando chegam ao centro do caern pela primeira vez. Este é um caern de cura, Freya, se chama Mudança das Estações e nosso totem é a Salamandra. Somos abertos a todas as tribos, mas as lideranças são principalmente Presas de Prata, Fianna e Filhos de Gaia. Eu sou um presa de prata. - disse o garou, observando os cabelos brandos de Freya.

Freya reparou que ele também reparava nos cabelos incomuns dela mas nada disse quanto a isso. A conversa continuava e Freya levantava as orelhas e tinha preferencia por entender bem as coisas antes de sair falando.

- Freya tem uma clara origem presa de prata, inclusive é capaz de falar russo. Mas isso é tudo o que sabemos sobre sua linhagem, pois ela perdeu sua memória. Pensei que lhe gostaria recebê-la aqui para o Ritual de Passagem.

- Ela é bem-vinda.. Mais que isso… - disse Banecrusher pensativo - De fato, creio que os espíritos a enviaram. Vou explicar-lhes porque.

Freya então "levantava suas orelhas mais ainda, pelo que estava entendendo o Ritual de Passagem que faria seria para os Presas de Prata mesmo, ela tinha muitos traços dessa Tribo então as expectativas maiores seriam essas mas também estava muito interessada em saber o porque exatamente os espíritos teriam-na enviado para lá, qual o motivo específico disso?"
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Lua em Qua 8 Fev 2017 - 17:56

Freya:
Embora Freya pusesse toda sua atenção em Banecrusher, era a Lobo-Cinzento que ele se dirigia.

- Algo ocorre na Ásia Central. – disse - Aquela nunca foi uma região importante do ponto de vista garou. Está povoada por senhores das sombras e garras vermelhas que, bem ou mal, têm conseguido de lidar com os desatres ecológicos e ataques da Wyrm em seu território. O Clã Lua Crescente, na vizinha Rússia, os mantém vigiados.

- Lembre-se que nossa tribo descende dos 13 lobos originais a quem Luna entregou a liderança de toda a nação garou. – disse Lobo-Cinzento a Freya – Por isso nos estruturamos em Casas, cada uma vinda de um desses lobos originais. Hoje há sete restantes e Lua Crescente é a que governa a Rússia, através de sua rainha Tamara Tvarevich.

- Sim, e eles sempre aceitaram e colaboraram com o comando da Inimigos da Wyrm sobre as demais casas. Mas a Rússia é a Rússia, você sabe Karkarov, nós nunca sabemos inteiramente o que ocorre por lá e se, de verdade, aceitam seu papel na ordem das coisas. Pois bem, não é segredo para ninguém que Lua Crescente está envelhecendo…

- Aquilo parece um asilo. – sorriu Karkarov para Freya.

- … e perdendo influência. – continuou Banecrusher – Agora surgiu um fato estranho. Um andarilho do asfalto americano que vive no Casaquistão andou falando demais com parentes e soubemos que tinha lutado em uma batalha que reuniu centenas de garous para tomar uma cidade cazaque. Centenas, nos dias de hoje! E sob a liderança de um presa de prata chamado Rei Vladi. Rei? Esse rei não é de nenhuma das sete casas atuais e, segundo Lua Crescente, não tem ligação com eles. Mas ainda assim, foi capaz de mobilizar esse número de garous.

- Isso é preocupante.

- Sim. E não só para nós. Recentemente soubemos que seitas de outras tribos se aproximam deste suposto rei. Não sei de quem foi a idéia, mas estão fazendo uma troca de filhotes para realizarem o ritual de passagem nos caerns uns dos outros. Até mesmo um senhor das sombras foi mandado para lá. E você acha que eles fazem algo gratuito? Nós aqui ardíamos por mandar um filhote também mas, infelizmente, não temos nenhum. Chegou-se a propor um cliath encoberto para fazer o rito por lá. Mas isso seria zombar de um dos nossos rituais mais sagrados e eu vetei. Estávamos de fora. E agora chega você com um filhote, ainda em tempo de participar do rito. E que entende russo… É perfeito! Isso só pode ser coisa dos espíritos ou de Gaia.

Banecrusher olhou convidativamente para Freya. Karkarov mostrou-se reticente.

- Eu entendo. – disse ele - Mas o ritual de passagem é um teste duro para um filhote. Não sei se conciliá-lo com uma missão seria prudente.

- Não peço que Freya espione. Apenas que esteja de olhos e ouvidos alertas ao que passa ao redor. Não seja ingênuo, é o que as outras seitas estão fazendo. Se outros filhotes podem, se um senhor das sombras pode…

- Ah, esse pode ser um cliath fingindo. – riu Karkarov – Eles, sim, não teriam escrúpulos.

- Seja o que for, nós presas de prata não podemos ficar para trás. E Freya já deve aprender que nossas obrigações são maiores que as dos demais garous. Ela fará o ritual no Cazaquistão e ficará de olho no que ocorre com nossa tribo por lá. Não é uma sugestão. É uma ordem. Vou pedir para que mandem um mensageiro a Lua Crescente. Abriremos uma ponte de lua até lá e eles abrirão outra ao Cazaquistão. E você prestará atenção a tudo o que fizerem, Freya.

Banecrusher levantou-se e saiu em busca do mensageiro. Karkarov olhou para Freya e disse em um tom paternal.

- Ele tem razão em tudo o que disse, Freya. Mostre seu valor. Mas… por favor, volte.

***

A oval azul tremulava diante de Freya. Era a ponte de lua. Abriu-se como uma fenda na realidade circundante, revelando um caminho que ela mal podia ver através da ofuscante luz prateada. Lobo-Cinzente o Banecrusher a olhavam,  Freya deveria entrar. Aquele era  o caminho que a levaria a seu primordial desafio. Tornar-se uma garou adulta, ser uma presa de prata digna. E talvez, reencontrar-se com seu passado perdido.

Stefán, Luke,Gatsby, Khamaseen e Lucián:

Lua escreveu:. Alguém tem alguma pergunta? Senão, podemos partir.

Sköll escreveu:- Bom, perguntas eu tenho milhares, mas eu me contento em saber se poderei levar minha arma comigo nessa... Ponde da Lua... Que seja... Não estou disposto a deixa-la aqui ou perde-la no meio do caminho…


- Por Gaia. - suspirou Oleg - Aposto que vocês não tem as roupas e armas dedicadas, não é mesmo? Não ensinararm p**** nenhuma a vocês. Venham aqui, vou dedicar seus objetos e roupas, ou seja, integrá-los espiritualmente a seus corpos para que acompanhem as mudanças. Senão vão acabar andando pelados por aí.

off:
Quem quiser pode dedicar roupas e objetos necessários, na mesma quantidade que os pontos de gnose que o personagem tem. Vou considerar que uma muda simples de roupa ocupa 1 ponto de gnose.


Luke Duran escreveu:--Não tenho pergunta alguma Oleg-rhya, quando chegarmos a essa ponte, só preciso que me digam quem preciso enfrentar, e onde ele está, o resto é por minha conta, não vejo a hora de acabar logo com isso.


- Você não tem que ver a hora de "acabar logo com isso". - respondeu Oleg com severidade - Esse é o ritual mais importante de sua vida pois sem ele você é lixo para nossa sociedade. Com sorte ele não acabará logo com você.


Kurosatsunomori escreveu:-- Estou pronto.

Lucian Lycan escreveu:- A seu serviço senhor.


Oleg balançou a cabeça satisfeito.


dereck09 escreveu:Monsieur Oleg, estou mais que pronto!


- Oleg-rhya ou Brado-dos-Justos-rhya. Assim você se dirige corretamente a um garou de posto mais alto. - respondeu Oleg em um tom que mostrava mais desejo de ensinar do que arrogância.

***

A ponte de lua estava aberta. Parecia como uma fenda que rasgasse o mundo que viam, revelando por baixo uma luz prateada. Quer já tivessem percorrido uma delas ou não, a experiência ainda era suficientemente nova para ser fascinante. Ao entrarem, perceberam que o túnel prateado ascendia suavemente. Não demorou quase nada e já estavam saindo. A paisagem era a mesma de antes, uma planície infinita e gelada, estendendo-se até onde a vista alcançava. Diante deles, porém, estava outro garou, muito alto e musculoso, com leves traços orientais. Era Boiak. E parecia furioso.

- Foi tudo uma armadilha, Oleg! - ronsou ele com os olhos lançando chispas de ódio contra os garotos recém-chegados.

- Como assim?… - murmurou Oleg confuso.

- Assassinaram os filhotes que mandamos, idiota! Todos! - vociferou o gigante - Foi uma armadilha! Mandamos o que tínhamos de mais precioso e o que restou deles foi tripas e sangue! Nosso sangue!

- Gaia minha…. - sussurrou Oleg. Depois acrescentou em uma voz mais forte - Só pode ser um engano… Para que matariam os filhotes? Não tem sentido.

- ENGANO? - gritou Boiak tão perto que sua saliva espirrou sobre eles - DESPREZO! DESLEIXO! Ou melhor… uma declaração de guerra! MANDEI MEU SOBRINHO, OLEG! ESTÁ MORTO. ISSO É UMA DECLARAÇÃO DE GUERRA, seja o que foi que aconteceu. É o que todos pensam. Só estávamos esperando você chegar. O rei deu ordem de selar as pontes de lua e mandar espíritos protetores à estepe. A morte dos filhotes foi um aviso, um novo rei tão forte os ameaça, eles nos irão atacar.

- Mas alguém já falou com as seitas? - disse Oleg -Deixe-me falar com Anton em Fonte Fria. Isso é obra da Wyrm, de nossos inimigos em comum.

- Claro que foi! - urrou Boiak - DE TODOS NOSSOS INIMIGOS EM COMUM. Foram os BASTET que mataram os filhotes que mandamos à Fonte Fria!! Essa merda de seita vendida às feras deixou que os homens-gatos matassem os filhotes! Você é idiota ou o que? Acha que os filhotes serem mortos em cada uma das seitas foi uma coincidência? Que todas são tão imbecis a ponto de… "ups! um bastet matou os meninos, que pena?", "ahhh, nossos amiguinhos vampiros nos livraram de um rival presa de prata! . Acha que todos nossos inimigos se reuniram em um complô inédito? Seja realista, Oleg, foram as seitas. Foi uma armadilha! Um gesto de intimidação porque somos capazes de reunir centenas de lobisomens sob a ordem de nosso rei e isso os assusta. Inclusive nossa própria tribo. O líder de Fonte Fria é presas de prata…

Oleg voltou-se aos filhotes com um olhar desconfiado.

- Isso explicaria suas idades… Já são cliaths, é uma fraude… Mas ainda assim, matar filhotes…

- Olha, se você quiser, vem comigo.- cortou Boiak - Sua seita já foi avisada. Todas as nossas estão selando as pontes de lua e reforçando as proteções das divisas. Quanto a vocês, filhotes, nossos philodox acharam prudente não atacá-los nem fazê-los reféns. Se é que são filhotes, ainda não estão sujeitos à Litania. E não queremos responder à agressão. Não ainda. Mas vocês não são bem-vindos aqui e não temos mais a obrigação de protegê-los já que não protegeram nossos próprios filhotes.Vão para casa. O metrô é logo ali, senhoritas bem-vestidas, HAHHAHA.

- Encontrem abrigo. As temperaturas se tornarão congelantes. - disse-lhes Oleg - E cuidado com os espíritos, muitos são traiçoeiros…

- Ahhh, deixa eles que se fodam! - sentenciou Boiak. Instantes depois, ambos desapareceram na umbra.


Off:
Não importa o que vocês tenham dito, os dois garous não deram ouvidos. Vocês estão por si mesmos agora e a primeira providência é manterem-se vivos. Vocês devem escolher uma direção para ir: Norte, Sul, Leste ou Oeste (deixem claro) e procurarem abrigo. O bom-senso diz que não se separem, mas a decisão é de vocês. Se quiserem, podem pedir rolagens ocultas de sobrevivência ou instinto primitivo para localizar onde estão os pontos cardeais ou coisas como a direção do vento, bosques, rios, etc. Boa sorte.


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Luke Duran em Qua 8 Fev 2017 - 19:03

Após a fala de Oleg, continua o olhando enquanto pensa: "Hmm, esse ritual de iniciação parece ter uma grande importância afinal"

*Gasto 2 pontos de gnose para dedicar os itens*:  
- Muda de roupas que está vestindo: regata branca ,calça jeans, jaqueta de couro, (óculos escuro, corrente?)
- Mochila com machado e faca dentro
OFF:
Se não puder dedicar o óculos escuro e a corrente com a muda de roupa, deixo-os dentro da mochila também.

Luke permaneceu em silêncio diante de toda situação, e observava tudo pensativo
"O que diabos está acontecendo por aqui ?É... parece que estamos por conta própria agora, preciso achar um jeito de falar com Anton, mas como?"

Embora a brisa gelada pairava no ar, Luke se esforça para conseguir farejar árvores e o frescor da água, como se estivesse procurando por um bosque (instinto primitivo)

E virando-se a todos os demais filhotes, diz em tom de seriedade:
-- Estou tentando farejar um bosque pelas redondezas, ficar aqui já não é uma opção para nós, precisamos de um local com água e lenha para uma fogueira, o que me dizem?



Narração/ *Ação*
"Pensamento"
-- Fala



"Morra como homem, mas não viva como um covarde." - Luke Duran


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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Kurosatsunomori em Qui 9 Fev 2017 - 4:23

Oleg escreveu:- Por Gaia. - suspirou Oleg - Aposto que vocês não tem as roupas e armas dedicadas, não é mesmo? Não ensinararm p**** nenhuma a vocês. Venham aqui, vou dedicar seus objetos e roupas, ou seja, integrá-los espiritualmente a seus corpos para que acompanhem as mudanças. Senão vão acabar andando pelados por aí.
*Dedico roupas leves(1) e mochila(1).*

Ao ser abandonado junto com um pequeno grupo pelos seus superiores  teve um flashback de seu passado.
"Ao menos dessa vez tenho companhia."

Para Luke:
--Antes da fogueira temos saber se estaremos abrigados ou se ela irá resistir à uma mudança no tempo, Enquanto isso podemos procurar uma trilha.

--Recomendo à todos a forma Lupina, além de ajudar no frio favorece os sentidos e andar na neve.


Atentando-se ao céu e variação de temperatura e umidade do vento
*previsão do tempo*(Percepção, caso não seja possível, Instinto Primitivo).
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Lucian Lycan em Qui 9 Fev 2017 - 7:51

- Por Gaia. - suspirou Oleg - Aposto que vocês não tem as roupas e armas dedicadas, não é mesmo? Não ensinararm p**** nenhuma a vocês. Venham aqui, vou dedicar seus objetos e roupas, ou seja, integrá-los espiritualmente a seus corpos para que acompanhem as mudanças. Senão vão acabar andando pelados por aí.

    Escutava as palavras de Oleg, com serenidade, não se preocupava com o que ele falava, observava os outros garous, e pensava coisas idiotas, pois Lucian havia treinado com o grande Nêmesis da Wyld, estava acostumado de certa forma a ser hostilizado.

-- Somente essas senhor... Dizia entregando os pertence

"Entregue a Oleg":
-Roupas.


A ponte de lua estava aberta. Parecia como uma fenda que rasgasse o mundo que viam, revelando por baixo uma luz prateada. Quer já tivessem percorrido uma delas ou não, a experiência ainda era suficientemente nova para ser fascinante. Ao entrarem, perceberam que o túnel prateado ascendia suavemente. Não demorou quase nada e já estavam saindo. A paisagem era a mesma de antes, uma planície infinita e gelada, estendendo-se até onde a vista alcançava. Diante deles, porém, estava outro garou, muito alto e musculoso, com leves traços orientais. Era Boiak. E parecia furioso.

- Foi tudo uma armadilha, Oleg! - ronsou ele com os olhos lançando chispas de ódio contra os garotos recém-chegados.

- Como assim?… - murmurou Oleg confuso.

- Assassinaram os filhotes que mandamos, idiota! Todos! - vociferou o gigante - Foi uma armadilha! Mandamos o que tínhamos de mais precioso e o que restou deles foi tripas e sangue! Nosso sangue!

    Após atravessar a ponte, chegará em outro local frio, a roupa de Lucian não era adequada, por isso cruzava os braços se abraçando, quando perceberá o garou "furioso", observava afastado, tentando não chamar a atenção para os olhares.

"Assassinaram? Impossível!!"

    Lucian pensava em tudo que o garou dizia, era impossível terem deixado filhotes morrerem por capricho, certamente eles eram mais valiosos vivos, isso era inconcebível, nenhum caern permitiria assassinato em massa de filhotes.

"Devo ficar atento, pelo jeito o ritual já tinha se iniciado."

    Lucian pensava, quando o Oleg contínuo...

- Gaia minha…. - sussurrou Oleg. Depois acrescentou em uma voz mais forte - Só pode ser um engano… Para que matariam os filhotes? Não tem sentido.

- ENGANO? - gritou Boiak tão perto que sua saliva espirrou sobre eles - DESPREZO! DESLEIXO! Ou melhor… uma declaração de guerra! MANDEI MEU SOBRINHO, OLEG! ESTÁ MORTO. ISSO É UMA DECLARAÇÃO DE GUERRA, seja o que foi que aconteceu. É o que todos pensam. Só estávamos esperando você chegar. O rei deu ordem de selar as pontes de lua e mandar espíritos protetores à estepe. A morte dos filhotes foi um aviso, um novo rei tão forte os ameaça, eles nos irão atacar.

- Mas alguém já falou com as seitas? - disse Oleg -Deixe-me falar com Anton em Fonte Fria. Isso é obra da Wyrm, de nossos inimigos em comum.

- Claro que foi! - urrou Boiak - DE TODOS NOSSOS INIMIGOS EM COMUM. Foram os BASTET que mataram os filhotes que mandamos à Fonte Fria!! Essa merda de seita vendida às feras deixou que os homens-gatos matassem os filhotes! Você é idiota ou o que? Acha que os filhotes serem mortos em cada uma das seitas foi uma coincidência? Que todas são tão imbecis a ponto de… "ups! um bastet matou os meninos, que pena?", "ahhh, nossos amiguinhos vampiros nos livraram de um rival presa de prata! . Acha que todos nossos inimigos se reuniram em um complô inédito? Seja realista, Oleg, foram as seitas. Foi uma armadilha! Um gesto de intimidação porque somos capazes de reunir centenas de lobisomens sob a ordem de nosso rei e isso os assusta. Inclusive nossa própria tribo. O líder de Fonte Fria é presas de prata…

Oleg voltou-se aos filhotes com um olhar desconfiado.

- Isso explicaria suas idades… Já são cliaths, é uma fraude… Mas ainda assim, matar filhotes…

- Olha, se você quiser, vem comigo.- cortou Boiak - Sua seita já foi avisada. Todas as nossas estão selando as pontes de lua e reforçando as proteções das divisas. Quanto a vocês, filhotes, nossos philodox acharam prudente não atacá-los nem fazê-los reféns. Se é que são filhotes, ainda não estão sujeitos à Litania. E não queremos responder à agressão. Não ainda. Mas vocês não são bem-vindos aqui e não temos mais a obrigação de protegê-los já que não protegeram nossos próprios filhotes.Vão para casa. O metrô é logo ali, senhoritas bem-vestidas, HAHHAHA.

- Encontrem abrigo. As temperaturas se tornarão congelantes. - disse-lhes Oleg - E cuidado com os espíritos, muitos são traiçoeiros…

- Ahhh, deixa eles que se fodam! - sentenciou Boiak. Instantes depois, ambos desapareceram na umbra.

    Após os homens partirem, Lucian mergulhava em seus próprios pensamentos.

"Jamais deixariam filhotes a mercês de inimigos, ou e um engano ou tudo faz parte do ritual, Nêmesis não me enviará ali se soubesse que aconteceria algo do tipo, de qualquer forma devo tentar o contatar, mas como?"

    Lucian seguia sua própria linha de raciocínio, até um dos filhotes se manifestarem.

E virando-se a todos os demais filhotes, diz em tom de seriedade:
-- Estou tentando farejar um bosque pelas redondezas, ficar aqui já não é uma opção para nós, precisamos de um local com água e lenha para uma fogueira, o que me dizem?

    Sorria diante do que o filhote dizia, e prefiria não comentar nada.

"Um filho de Gaia querendo assumir a liderança, hilario..."

    Quando observava as opções em sua cabeça, se seguia o grupo, ou me afastava para ir atrás de sua missão.

Para Luke:
--Antes da fogueira temos saber se estaremos abrigados ou se ela irá resistir à uma mudança no tempo, Enquanto isso podemos procurar uma trilha.

-- Recomendo à todos a forma Lupina, além de ajudar no frio favorece os sentidos e andar na neve.

    Quando o senhor da sombra se adianta para falar, escuta um pouco atento.

"Pelo menos agora e um senhor da sombra, por enquanto me serve estar junto dele."
   
    Pensava, agora dizendo algumas palavras.

-- De acordo...

    Dizia o suficiente alto para todos escutarem, e se aproximava do senhor da sombra, dizendo algumas palavras.

-- Devemos ficar de olho, e liderar o grupo, irei ajudá-lo por baixo dos panos, nem tudo que nós disseram pode ser verdade..

    Dizia baixo, para somente Khamaseen escutar, revelando suas dúvidas sobre tudo aquilo.

Off: Não deu tempo de fazer revisão, sorry qualquer erro ortográfico, outra coisa não sei como atuaria com um lupino, por isso não detalhei muito a aproximação.


Última edição por Lucian Lycan em Qua 15 Fev 2017 - 2:34, editado 1 vez(es) (Razão : Edit: Retirando a Klavie dos pertences entregues a oleg.)


-Fala
[Detalhes de Atk/Dons.]
"Pensamento"
Narração/Ação
Off:

Ficha Garou Lucian/Lobo



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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  dereck09 em Qui 9 Fev 2017 - 20:14

- Por Gaia. - suspirou Oleg - Aposto que vocês não tem as roupas e armas dedicadas, não é mesmo? Não ensinararm p**** nenhuma a vocês. Venham aqui, vou dedicar seus objetos e roupas, ou seja, integrá-los espiritualmente a seus corpos para que acompanhem as mudanças. Senão vão acabar andando pelados por aí.
Oleg-rhya, eu gostaria de dedicar esta calça jeans Saruel, e esta camiseta Calvin Klein de manga longa,  por favor cuidado para não prejudicar,muito o material pois ele  é muito sensível (1 pt de Gnose) . Queria também esta mochila da Puma com meus tênis Jordans se possível ( 1 pt gnose).


Após ter suas coisas dedicadas eles por fim partem para a ação. Eles atravessam a Ponte dum modo  que Gatsby havia apenas ouvido falar de sua mentora, de modo que ele fica boquiaberto ao ter tal experiência vívida dessa maneira.

- Foi tudo uma armadilha, Oleg! - ronsou ele com os olhos lançando chispas de ódio contra os garotos recém-chegados.

- Como assim?… - murmurou Oleg confuso.

- Assassinaram os filhotes que mandamos, idiota! Todos! - vociferou o gigante - Foi uma armadilha! Mandamos o que tínhamos de mais precioso e o que restou deles foi tripas e sangue! Nosso sangue!

- Gaia minha…. - sussurrou Oleg. Depois acrescentou em uma voz mais forte - Só pode ser um engano… Para que matariam os filhotes? Não tem sentido.

- ENGANO? - gritou Boiak tão perto que sua saliva espirrou sobre eles - DESPREZO! DESLEIXO! Ou melhor… uma declaração de guerra! MANDEI MEU SOBRINHO, OLEG! ESTÁ MORTO. ISSO É UMA DECLARAÇÃO DE GUERRA, seja o que foi que aconteceu. É o que todos pensam. Só estávamos esperando você chegar. O rei deu ordem de selar as pontes de lua e mandar espíritos protetores à estepe. A morte dos filhotes foi um aviso, um novo rei tão forte os ameaça, eles nos irão atacar.

- Mas alguém já falou com as seitas? - disse Oleg -Deixe-me falar com Anton em Fonte Fria. Isso é obra da Wyrm, de nossos inimigos em comum.

- Claro que foi! - urrou Boiak - DE TODOS NOSSOS INIMIGOS EM COMUM. Foram os BASTET que mataram os filhotes que mandamos à Fonte Fria!! Essa merda de seita vendida às feras deixou que os homens-gatos matassem os filhotes! Você é idiota ou o que? Acha que os filhotes serem mortos em cada uma das seitas foi uma coincidência? Que todas são tão imbecis a ponto de… "ups! um bastet matou os meninos, que pena?", "ahhh, nossos amiguinhos vampiros nos livraram de um rival presa de prata! . Acha que todos nossos inimigos se reuniram em um complô inédito? Seja realista, Oleg, foram as seitas. Foi uma armadilha! Um gesto de intimidação porque somos capazes de reunir centenas de lobisomens sob a ordem de nosso rei e isso os assusta. Inclusive nossa própria tribo. O líder de Fonte Fria é presas de prata…
Toda aquela situação estava muito estranha. Como assim haveria uma chacina de filhotes dessa maneira gratuita? Isso não fazia sentido, pelo menos para seu caern, eles não ganhariam nada com isso. Joana nunca lhe envolveria em uma tramoia dessas que basicamente seria seu fim, pois ao contrário da maior parte de sua matilha, ele ainda é muito inexperiente e impregnado pelo cheiro urbano da Weaver. Além do mais, eles não sairiam tão impunes daquela maneira, se os filhotes deles tivessem sofrido um ato de covardia tão grande. Estou muito confuso, preciso acalmar, pensa ele.

Quando os dois Garous abandonaram os filhotes a sua própria mercê, então o jovem Gatsby começa a ter uma desconfiança cada vez maior de que aquilo sim poderia significar  uma encenação e que possivelmente poderia significar  o início oculto doRito de Passagem. Ele sempre desconfiou que as coisas começariam de maneira muito turva. Ele decidiu ficar calado e observar como os outros filhotes reagiriam. Logo ele percebeu algumas certas tensões mas uma disposição do que parece permanecer em grupo. Era o que Gatsby queria. Ele decide deixar estes cabeças ardilosas e brutamontes brigarem pela liderança. Ninguém briga para ser o braço direito.

Pessoal! Creio que pelo menos em alguma coisa coisa concordamos, precisamos permanecer em grupo. Também acho mais prudente a procura de um abrigo na forma Lupina para não sofrermos as mazelas do tempo e lá planejamos algo melhor.

Logo após tenta perceber pela paisagem, cheiros e ventos ao redor o melhor lugar que indicava isto. (rolar Instinto Primitivo).


Uma proposta conciliadora,
pensa Gatsby.


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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Black Thief em Sex 10 Fev 2017 - 1:34

Freya não tinha o que falar, como uma... Como eles dizem... "Filhote", ela tinha como sua melhor opção ficar quieta e prestar atenção para aprender mais, e também era melhor do que arriscar um palpite sem muita base de conhecimento do que diziam.

Lua escreveu:- Algo ocorre na Ásia Central.– disse - Aquela nunca foi uma região importante do ponto de vista garou. Está povoada por senhores das sombras e garras vermelhas que, bem ou mal, têm conseguido de lidar com os desatres ecológicos e ataques da Wyrm em seu território. O Clã Lua Crescente, na vizinha Rússia, os mantém vigiados.


Senhores das Sombras... Freya lembrava-se da breve explicação de Mikhail sobre eles, pareciam que eram como negociadores, bem materialistas, viam muito poder na manipulação e era até bem efetivo, mas parecia contradizer um pouco com a ideia de que precisávamos combater o excesso dessas coisas que causavam o desequilíbrio, ao menos foi o que tinha entendido, ainda poderia estar errada, e pelo que ouvia também haviam os Garras Vermelhas que eram o extremo oposto destes Senhores das Sombras e pelo que aprendeu também esta era uma tribo... Racista... Pois não permitiam que Garous de origem humama ingressassem e também não gostavam deles, e a região da Ásia Central não parece ser muito valorizada então talvez fosse tudo uma questão de evitar que os inimigos conquistassem território. Não havia entendido muito bem também se o que eram vigiados pelos Lua-Crescentes era o território ou os Senhores das Sombras e os Garras Vermelhas de lá, pois se forem os companheiros Garou, significava que não eram confiaveis? Ou por serem tão opostos precisavam ser vigiados para evitar que arrumassem briga entre si?


Lobo Cinzento escreveu:- Lembre-se que nossa tribo descende dos 13 lobos originais a quem Luna entregou a liderança de toda a nação garou. – disse Lobo-Cinzento a Freya – Por isso nos estruturamos em Casas, cada uma vinda de um desses lobos originais. Hoje há sete restantes e Lua Crescente é a que governa a Rússia, através de sua rainha Tamara Tvarevich.


Freya notava que Lobo-Cinzento já a considerava da Tribo, mesmo sem antes ter passado no tal Ritual de Passagem, e isso causava em Freya ansiedade e essa ansiedade também a deixava um pouco assustada pelo fato de alguém estar apostando nela e a possibilidade de falhar ainda existir, não queria decepcioná-lo, por tanto teria que dar o seu melhor para passar nesse ritual e garantir ser a Presas de Prata que possa ser que nasceu para ser, segundo o que diziam. Todavia Freya ficou um pouco confusa, não entendeu bem essa ideia de Casas e Clã, até onde pensou ter entendido só haviam as classificações por Augurio, Tribo e Raça, e então tinham as Seitas, mas ideia de Casas e clãs ainda eram confusas, talvez Casa e Clã fossem a mesma coisa pois haviam se referido ao Lua Crescente como um clã, agora como uma Casa.... Talvez para entender um pouco melhor precisaria aprender mais sobre a história dos Garou, mas depois raciocinando um pouco ela pensou ter entendido mas antes de poder manifestar para confirmar se havia entendido a conversa continuava e ela não via a brecha certa para interromper.


Banecrusher escreveu:- Sim, e eles sempre aceitaram e colaboraram com o comando da Inimigos da Wyrm sobre as demais casas. Mas a Rússia é a Rússia, você sabe Karkarov, nós nunca sabemos inteiramente o que ocorre por lá e se, de verdade, aceitam seu papel na ordem das coisas. Pois bem, não é segredo para ninguém que Lua Crescente está envelhecendo…

Lobo-Cinzento escreveu:- Aquilo parece um asilo. – sorriu Karkarov para Freya


Não havia entendido também se Inimigos da Wyrm seriam uma Casa/Clã ou uma Seita, mas estava levando em consideração que era mais uma Casa/Clã dentro da Tribo dos Presas de Prata e se um clã inteiro dentro da Tribo envelhecer eram realmente algum motivo de alegria para Lobo-Cinzento sorrir assim, talvez fosse humor negro o que deixava Freya um tanto receosa, não via graça em ver uma fase de debilitação das pessoas além do mais se estavam mesmo muito velhos deveriam ter mais respeito, ao menos é o que Freya pensava mas logicamente não iria manifestar sua discordância daquele sorriso, seja por qual intenção for mas também não ia fingir sorrisos, apenas concordou com a cabeça demonstrando entender o que diziam.


Lua escreveu:- … e perdendo influência. – continuou Banecrusher – Agora surgiu um fato estranho. Um andarilho do asfalto americano que vive no Casaquistão andou falando demais com parentes e soubemos que tinha lutado em uma batalha que reuniu centenas de garous para tomar uma cidade cazaque. Centenas, nos dias de hoje! E sob a liderança de um presa de prata chamado Rei Vladi. Rei? Esse rei não é de nenhuma das sete casas atuais e, segundo Lua Crescente, não tem ligação com eles. Mas ainda assim, foi capaz de mobilizar esse número de garous.

- Isso é preocupante.

- Sim. E não só para nós. Recentemente soubemos que seitas de outras tribos se aproximam deste suposto rei. Não sei de quem foi a idéia, mas estão fazendo uma troca de filhotes para realizarem o ritual de passagem nos caerns uns dos outros. Até mesmo um senhor das sombras foi mandado para lá. E você acha que eles fazem algo gratuito? Nós aqui ardíamos por mandar um filhote também mas, infelizmente, não temos nenhum. Chegou-se a propor um cliath encoberto para fazer o rito por lá. Mas isso seria zombar de um dos nossos rituais mais sagrados e eu vetei. Estávamos de fora. E agora chega você com um filhote, ainda em tempo de participar do rito. E que entende russo… É perfeito! Isso só pode ser coisa dos espíritos ou de Gaia.


Banecrusher olhou convidativamente para Freya. Karkarov mostrou-se reticente.


Freya observou tudo aquilo, sua preocupação veio com um possível impostor, esse tal de Rei Vlad que aparentemente não era reconhecido como Rei em lugar algum além do que eles mesmo conquistou, isso poderia significar um golpe? Usando um nome real para conseguir uma posição de liderança inicial e quando for tarde demais já terá se tornado um Rei de verdade? Depois veio a questão de que Freya ia ser usada como moeda de troca, quando ambos olharam para ela, ela não tinha muita escolha além de falar:

- Bem... Então, vamos lá!

Um pequeno e falso entusiasmo que ela queria entender bem o motivo daquela troca de filhotes, era tudo muito incerto e uma ideia que ninguém sabe de onde veio que tem muito haver com um suposto Rei sem Fama alguma, que nem Rei mesmo poderia ser, a Mudança de Estações parecia ter entrado de cabeça nessa sem muitas confirmações de informações, não sabia mesmo se isso era comum, parecia ser muito sensato investigar tudo antes de dar um prosseguimento seguindo o "Rebanho todo", mas eles eram experientes, deviam saber o que estavam fazendo, ao menos tinham palavra sincera uma vez que decidiram por não burlar uma cerimonia importante.


Lua escreveu:- Eu entendo. – disse ele - Mas o ritual de passagem é um teste duro para um filhote. Não sei se conciliá-lo com uma missão seria prudente.

- Não peço que Freya espione. Apenas que esteja de olhos e ouvidos alertas ao que passa ao redor. Não seja ingênuo, é o que as outras seitas estão fazendo. Se outros filhotes podem, se um senhor das sombras pode…

- Ah, esse pode ser um cliath fingindo. – riu Karkarov – Eles, sim, não teriam escrúpulos.


Bem, pelo que entendia estava quase se precipitando, eles não pensavam em simplesmente mergulhar de cabeça nisso, eles queriam averiguar as coisas e por mais que Banecrusher estivesse dizendo que não queria que Freya espionasse, na verdade era isso mesmo que ele queria que ela fizesse, afinal levantar olhos e ouvidos era isso e mais informações parecia ser o que queriam, e se não fosse pelo desrespeito em boicotar o ritual, certamente eles mandariam alguém mais velho e mais experiente para uma espionagem, mas como estavam mandando alguém inexperiente eles não estavam exigindo algo tão ativo, bastava ter algum olho e ouvido lá, evitar que ficassem completamente às cegas parecia ser o minimo que precisavam fazer. Freya sentia medo e ansiedade sim, era a primeira vez que estaria sozinha em algum lugar, sem a ajuda e os conselhos de Lobo-Cinzento mas ela tinha de ser forte e enfrentar mesmo com o medo, suas mãos estavam um pouco frias e ela não sabia dizer se estava conseguindo segurar a leve tremedeira de sua mão, o suor que sentia brotar... Bem, esteve fazendo uma poderosa trilha a pouco, era bem compreensível o suor.


Banecrusher escreveu:- Seja o que for, nós presas de prata não podemos ficar para trás. E Freya já deve aprender que nossas obrigações são maiores que as dos demais garous. Ela fará o ritual no Cazaquistão e ficará de olho no que ocorre com nossa tribo por lá. Não é uma sugestão. É uma ordem. Vou pedir para que mandem um mensageiro a Lua Crescente. Abriremos uma ponte de lua até lá e eles abrirão outra ao Cazaquistão. E você prestará atenção a tudo o que fizerem, Freya.


Aquela situação ficava cada vez mais tensa para Freya, sentia-se atirada ao leões assim, estava recebendo uma ordem já como se fosse considerada parte da Tribo, isso realmente a assustava mas ela tentava manter-se firme e não demonstrar o medo e a insegurança que sentia, tinha de ser mais responsável de todos os Garou, era o que diziam, o que se esperava de uma futura Presas de Prata era evidenciar esse porte de lidar com as responsabilidades. Quando Banecrusher se dirigiu à Freya, ela o olhou fundamente em seus olhos, engoliu a seco e apertou suas mãos suadas e disse:

- S-Sim, senhor! Farei o meu melhor!

Tentava verdadeiramente encarar a situação com esforço e coragem, o medo não podia ser uma barreira nem a insegurança, precisava tentar manter a calma e não se desesperar principalmente nos momentos de aperto que viriam e que ela estaria sozinha, ao menos sozinha até conseguir amigos em quem pudesse confiar, mas com essa situação em que ela estava sendo mandada como reconhecimento era mesmo sábio confiar em "amigos"? Ela queria poder acreditar que sim, pois sozinha não sabia se conseguiria... Os Garou andavam em Matilhas pelo que entendeu, significava que até mesmo a raça dos Lobisomens entendia e apoiava trabalho em equipe.


Lua escreveu:Banecrusher levantou-se e saiu em busca do mensageiro. Karkarov olhou para Freya e disse em um tom paternal.

- Ele tem razão em tudo o que disse, Freya. Mostre seu valor. Mas… por favor, volte.


Quando Mikhail disse aquelas palavras para Freya a mesma ficou em júbilo por dentro, não pode deixar de sorrir diante a preocupação e o carinho daquele homem que estava sendo como um pai, um tio, um irmão bem mais velho que se preocupava com ela e a queria tudo de bom. Freya abraçou Mikhail com carinho e disse:

- Eu vou voltar, e com as nossas informações.

Disse em afirmação. De alguma forma a demonstração de preocupação de Mikhail com apoio fraternal deram a Freya um pouco mais de coragem e confiança de que era capaz de fazer aquilo, deram um porto seguro e até mesmo uma motivação a maior para ser forte e conseguir retornar em segurança, ficar sozinha era o que mais assustava Freya mas aquele gesto fizera Freya entender que apesar da distância, não estaria sozinha.

Era hora de ir, Freya então interrompeu o abraço e então viu uma ova tremulante linda e misteriosa, aquilo era um portal, era um tanto assustador não ver para onde você estava indo, quase como se fosse dar de cara com a parede e machucar o rosto, era um tanto estranho... Freya engoliu a seco, olhou para Banecrusher e Lobo-Cinzento, estava um pouco assustada mas vendo Lobo-Cinzento ela fez um olhar menos assustado e mais determinado e então assentiu para ele, confiava nele. Olhou para sua frente onde deu o primeiro passo antes de uma hesitação de um segundo e deu o segundo adentrando por completamente naquele transporte, agora sua saga começaria de verdade, um mundo inteiro de perigos estava esperando por ela e para enfrentar tudo Freya teria que seguir com determinação e garra para mostrar não só para seus aliados que poderia era uma Garou, mas que era muito digna de ser chamada de "Presas de Prata".
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Luke Duran em Dom 12 Fev 2017 - 0:33

Luke Duran escreveu:  
-- Estou tentando farejar um bosque pelas redondezas, ficar aqui já não é uma opção para nós, precisamos de um local com água e lenha para uma fogueira, o que me dizem?

Lucian Lycan escreveu: Sorria diante do que o filhote dizia, e prefiria não comentar nada.

Após sua fala, observou um sorriso que o irritou e encarou o outro filhote de forma explicita:
-- É melhor demonstrar algum respeito à quem você não conhece mauricinho, caso contrário vai acabar com uma bela cicatriz no rosto.

"Eu não sei porque ele está rindo, mas esse engomadinho parece não saber que filhos de gaia não fazem diplomacia a todo tempo, talvez ele nunca tenha conhecido um nascido em Lua cheia, mas se sua petulância continuar, irei lhe dar uma breve demonstração de como um Ahroun age quando confrontado"

Por ter passado parte de sua vida sozinho nas ruas, lutando em subúrbios por dinheiro após sua primeira transformação, ele não era tão simpático quanto se esperava de um Filho de Gaia, sua vida difícil o tornou arisco e valentão, assim que ele havia conseguido sobreviver, mas era a importância que dava a vidas inocentes que trazia sentido a quem ele realmente era.

Em seguida, *ouve atentamente o que os outros tem a dizer*:

Khamaseen escreveu:
--Antes da fogueira temos saber se estaremos abrigados ou se ela irá resistir à uma mudança no tempo, Enquanto isso podemos procurar uma trilha.

--Recomendo à todos a forma Lupina, além de ajudar no frio favorece os sentidos e andar na neve.


Lucian Lycan escreveu:
-- De acordo...


dereck09 escreveu:Pessoal! Creio que pelo menos em alguma coisa coisa concordamos, precisamos permanecer em grupo. Também acho mais prudente a procura de um abrigo na forma Lupina para não sofrermos as mazelas do tempo e lá planejamos algo melhor.  

Luke não estava preocupado em liderar, mas sem dúvidas não estava disposto a seguir atitudes desesperadas.

"Do que adianta encontrarmos um abrigo se não houver água potável para bebermos, comida para nos saciarmos ou fogo para nos aquecermos ?! Estão agindo como criancinhas assustadas querendo apenas um lugar para se esconder, não se trata de brincar de esconde-esconde em uma caverna, estamos em uma situação de sobrevivência, não ficarei conformado em um abrigo com fome, sede e frio. Nossos objetivos são outros, por enquanto só os acompanharei até que seja possível encontrar o que procuro"

*Franze as sobrancelhas, e acena com a cabeça pra baixo uma só vez em sinal de positivo*
-- Assim sendo, viajarei com vocês somente até certo ponto.

Lucian Lycan escreveu: se aproximava do senhor da sombra

*Foca seu olhar em Lucian*

"Hmm, parece que o senhor das sombras simpatizou com o Kham, afinal pertencem a mesma tribo, espero que não esteja tramando nada, não me parece muito confiável"

Embora fora ensinado que presas de prata e senhores das sombras possuem características de bons líderes, Luke aprendeu muito tarde para faze-lo sem questionar , julga bons lideres e bons garous por suas personalidades, sua raça e tribo em particulares, não lhe causam admiração.



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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Lucian Lycan em Seg 13 Fev 2017 - 23:55


Após sua fala, observou um sorriso que o irritou e encarou o outro filhote de forma explicita:
-- É melhor demonstrar algum respeito à quem você não conhece mauricinho, caso contrário vai acabar com uma bela cicatriz no rosto.

   Escutava as palavras de Luke o Filho de Gaia, e ignorava as mesma, logo voltando a atenção pro Kham, após dizer as palavras para ele...


-- Devemos ficar de olho, e liderar o grupo, irei ajudá-lo por baixo dos panos, nem tudo que nós disseram pode ser verdade..

   Dizia baixo, para somente Khamaseen escutar, revelando suas dúvidas sobre tudo aquilo.

    Após dizer, volto a atenção para o Luke, sorrindo.

    "O cara diz que vai acabar comigo por um sorriso, esses filhos de gaia, cada vez mais inúteis."

-- "Mauricinho" você diz, mas quem está faltando com respeito e você, e além disso está julgando quem não conhece.

    Logo virava os olhos para Kham, ignorando o Luke.


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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Kurosatsunomori em Ter 14 Fev 2017 - 5:41

Lucian Lycan escreveu:-- Devemos ficar de olho, e liderar o grupo, irei ajudá-lo por baixo dos panos, nem tudo que nós disseram pode ser verdade..

   Dizia baixo, para somente Khamaseen escutar, revelando suas dúvidas sobre tudo aquilo.
   Após dizer, volto a atenção para o Luke, sorrindo.

-- "Mauricinho" você diz, mas quem está faltando com respeito e você, e além disso está julgando quem não conhece.

   Logo virava os olhos para Kham, ignorando o Luke.
Mostrando pouca vontade em lidera:
-- Não é a matilha que eu pedi a Gaia mas alguém tem que assumir o papel da liderança. Se ninguém se mostrar capaz eu vou acabar carregando essa cruz, e se vocês se balançarem demais as minhas chagas vão começar a sangrar.

"também tenho algumas duvidas sobre a situação estranha que aconteceu... é normal um humano rir de deboche pouco tempo depois de saber que o sobrinho foi assassinado??"
Ainda falando no mesmo tom de Lucian:

-- Então ajude com o que puder, a prioridade nesse momento é nos localizarmos em um local estável, não sabemos o que pode acontecer até la. Pode tentar rastrear algo a menos que tenha alguma ideia melhor.

Aumentando a voz para que Luke escute também:
-- Caso queiram resolver algo entre vocês, se vamos andar juntos é melhor guardarem isso pra quando estiverem seguros. Alguém encontrou alguma coisa?


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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Luke Duran em Ter 14 Fev 2017 - 18:13

Lucian Lycan escreveu:Após dizer, volto a atenção para o Luke, sorrindo.

-- "Mauricinho" você diz, mas quem está faltando com respeito e você, e além disso está julgando quem não conhece.

" Outra vez, o mesmo sorriso debochado de antes enquanto me olha, acho que ele não aprendeu a lição, enfim... eu avisei"

Khamaseen escreveu:Aumentando a voz para que Luke escute também:
-- Caso queiram resolver algo entre vocês, se vamos andar juntos é melhor guardarem isso pra quando estiverem seguros. Alguém encontrou alguma coisa?

* Anda na direção de Lucian Lycan* O senhor das sombras, engravatado. *Enquanto fala em alto e bom som para todos ouvirem*
-- Desculpe Kham, mas não vou aturar esse desrespeito, se ele fosse prudente, isso não teria chegado a esse ponto.

* Pega-o pelo colarinho e o levanta com uma só mão, erguendo seus pés do chão"
OFF:
Minha força é 4 em hominídeo, pelo livro básico levanto 200kg pg.107, com uma mão só creio que seja metade. Mas, se precisar testar, eu testo.

*O olha diretamente nos olhos enquanto fala em uma voz grave e intensa, demonstrando um pouco de sua fúria contida"

-- Me mostre esse seu sorriso debochado só mais uma vez , e eu mesmo faço com que você não tenha mais tanta coragem
-- Não quero ouvir mais nenhuma palavra de você, coloque seu rabinho entre as pernas e fique na sua, é meu ultimo aviso senhor das sombras.

OFF 2:
Se possível for , quero testar intimidação nessa cena


*Solta-o em um movimento brusco e permanece parado em sua frente, o encarando e esperando sua reação*



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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Lucian Lycan em Qua 15 Fev 2017 - 3:34

Mostrando pouca vontade em lidera:
-- Não é a matilha que eu pedi a Gaia mas alguém tem que assumir o papel da liderança. Se ninguém se mostrar capaz eu vou acabar carregando essa cruz, e se vocês se balançarem demais as minhas chagas vão começar a sangrar.

"também tenho algumas duvidas sobre a situação estranha que aconteceu... é normal um humano rir de deboche pouco tempo depois de saber que o sobrinho foi assassinado??"
Ainda falando no mesmo tom de Lucian:

-- Então ajude com o que puder, a prioridade nesse momento é nos localizarmos em um local estável, não sabemos o que pode acontecer até la. Pode tentar rastrear algo a menos que tenha alguma ideia melhor.

Aumentando a voz para que Luke escute também:
-- Caso queiram resolver algo entre vocês, se vamos andar juntos é melhor guardarem isso pra quando estiverem seguros. Alguém encontrou alguma coisa?

    Após as palavras de Kahm, o respondia no mesmo tom.

-- Apoiarei suas decisões para com o grupo...

    Dizia o olhando, percebia que ele tinha uma grande liderança, e séria vantajoso para todos inclusive a mim, logo o Luke se aproxima...


* Anda na direção de Lucian Lycan* O senhor das sombras, engravatado. *Enquanto fala em alto e bom som para todos ouvirem*
-- Desculpe Kham, mas não vou aturar esse desrespeito, se ele fosse prudente, isso não teria chegado a esse ponto.

* Pega-o pelo colarinho e o levanta com uma só mão, erguendo seus pés do chão"
OFF:

*O olha diretamente nos olhos enquanto fala em uma voz grave e intensa, demonstrando um pouco de sua fúria contida"

-- Me mostre esse seu sorriso debochado só mais uma vez , e eu mesmo faço com que você não tenha mais tanta coragem
-- Não quero ouvir mais nenhuma palavra de você, coloque seu rabinho entre as pernas e fique na sua, é meu ultimo aviso senhor das sombras.
OFF 2:

*Solta-o em um movimento brusco e permanece parado em sua frente, o encarando e esperando sua reação*

    Quando se aproxima sorrio de imediato como uma reação, quando diz as suas palavras sorrio de forma gentil e agradecido por ter me soltado, digo umas palavras rápidas.

-- Somos todos filhos de Gaia, e não devemos lutar entre si, minha prioridade agora e sobreviver, mesmo que eu tenha dúvidas sobre o que estão nós submetendo...Se quiser acreditar em minhas sinceras desculpas... [Lábia+Manipulação]

    Me afasto (Cerca de dois passos) do mesmo, sorrindo de forma gentil, Lucian era mestre em fazer "caras e bocas", podia mudar seu rosto de bom grado, de acordo com suas necessidades, o que fazia do mesmo um ótimo manipulador, me afasto novamente para um canto (Cerca de 5 passos), e seguro o cabo da minha Klavie.

    "Logo após sua primeira reação inútil ele me vêm com a segunda reação inútil, de qualquer modo ele aparenta ser forte, o que demonstra maiores chances de nossa sobrevivência, e melhor deixar ele pronto a se defender do que deve."

-- Entendi que nossa situação imediata e sobreviver?

    Dizia olhando em uma direção fixa, algo o preocupava e não era a matilha recém formada, era a situação que os haviam imposto, tentava farejar animais, e inimigos nas regiões. [1 Ponto de Força de Vontade].

    "Largados para sobreviver por conta? Esse jogo será interessante..."
   
    Segurando ainda o cabo da Klavie [1 Ponto de Gnose].

Off:
-No lábia mais manipulação rolagem para fazer o mesmo confiar em mim, e acreditar na minha forma de desculpas.

- 1 Ponto de Gnose, pra usar a habilidade da minha Klavie de Silêncio absoluto.

- 1 Ponto de FV, para sucesso automático em sobrevivência.

Ps: Se tiver dúvida lua pergunta pm ou off.


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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Lua em Qua 15 Fev 2017 - 14:28

Stefán, Luke,Gatsby, Khamaseen e Lucián:
Dedicação de objetos:
Luke: muda de roupas, faca e machado.
Khama: muda de roupas, mochila canina.
Lucian: muda de roupas.
Gatsby: muda de roupas (incluindo tênis), mochila Puma.

Modificadores:
Formas: Khamaseen em lupino, demais em hominídeo.

Os filhotes estavam sós. A seu redor, a imensa planície nevada parecia estender-se até o infinito.

Spoiler:

Luke disse aos demais, em um tom sério:


-- Estou tentando farejar um bosque pelas redondezas, ficar aqui já não é uma opção para nós, precisamos de um local com água e lenha para uma fogueira, o que me dizem?


O nariz humano de Luke não conseguiu perceber nada além de que o ar que o cercava era gelado e muito puro. No entanto, seus olhos treinados de lenhador notaram ao longe algo parecido a um bosque, na direção oeste.

Enquanto tentava farejar, notou Lucian sorrindo diante de suas palavras, sem comentar nada. Isso irritou Luke, que encarou Lucian de forma explícita e disse:


-- É melhor demonstrar algum respeito à quem você não conhece mauricinho, caso contrário vai acabar com uma bela cicatriz no rosto.


Lucian ignorou-o, voltando sua atenção para Khamaseen, que respondia a Luke:


--Antes da fogueira temos saber se estaremos abrigados ou se ela irá resistir à uma mudança no tempo, Enquanto isso podemos procurar uma trilha. Recomendo à todos a forma Lupina, além de ajudar no frio favorece os sentidos e andar na neve.


Khamaseen concentrou-se no clima e inquietou-se. Sentiu que a neve que caía era seca e que o que parecia ser uma brisa, na verdade eram fortes ventos que se aproximavam. O instinto de procurar abrigo dominou-o. Em poucas horas teriam uma tempestade de neve!

Lucian escutou Khamassen e disse:


-- De acordo...


Em seguida aproximou-se do lupino e falou em voz baixa:


-- Devemos ficar de olho, e liderar o grupo, irei ajudá-lo por baixo dos panos, nem tudo que nós disseram pode ser verdade..


Gatsby percebia as tensões no grupo mas preferiu não envolver-se na disputa por liderança, salientado outras coisas:


- Pessoal! Creio que pelo menos em alguma coisa coisa concordamos, precisamos permanecer em grupo. Também acho mais prudente a procura de um abrigo na forma Lupina para não sofrermos as mazelas do tempo e lá planejamos algo melhor.  


Gatsby não conseguiu farejar nada, contudo viu algo similar ao contorno de um bosque na direção oeste.

Luke franziu as sobrancelhas e assentiu positivamente. Como quem dá continuidade a seus pensamentos, disse:


-- Assim sendo, viajarei com vocês somente até certo ponto.


Lucian voltou sua atenção para Luke e disse, sorrindo:


-- "Mauricinho" você diz, mas quem está faltando com respeito e você, e além disso está julgando quem não conhece.


Em seguida, virou os olhos de volta a Kham, ignorando Luke novamente.

Kham respondeu à proposta de Lucian no mesmo tom baixo e mostrando pouca vontade de liderar:


-- Não é a matilha que eu pedi a Gaia mas alguém tem que assumir o papel da liderança. Se ninguém se mostrar capaz eu vou acabar carregando essa cruz, e se vocês se balançarem demais as minhas chagas vão começar a sangrar. Então ajude com o que puder, a prioridade nesse momento é nos localizarmos em um local estável, não sabemos o que pode acontecer até la. Pode tentar rastrear algo a menos que tenha alguma ideia melhor.


Depois, aumentando a voz, disse a Luke:


-- Caso queiram resolver algo entre vocês, se vamos andar juntos é melhor guardarem isso pra quando estiverem seguros. Alguém encontrou alguma coisa?


Enquanto tentava farejar anmais ou inimigos na região, Lucian respondeu:


-- Apoiarei suas decisões para com o grupo...


Tentar farejar na forma humana não era uma tarefa grata mas, mesmo assim, Lucian se esforçou tanto que conseguiu discernir um cheiro almiscarado de urina animal no vento que vinha do oeste.

Antes que pudesse comentar qualquer coisa, porém, Lucian viu que Luke avançava em sua direção, falando em um tom para que todos ouvissem:


-- Desculpe Kham, mas não vou aturar esse desrespeito, se ele fosse prudente, isso não teria chegado a esse ponto.


Luke foi para cima de Lucian, tentando levantá-lo pelo pescoço para intimidá-lo.

Rolagem:
Lua rolou 7d10 para Luke erguer intimidando e obteve 6 2 3 6 1 1 6
O Jogador obteve 0 sucesso(s) e 2 anulado(s) >>> Resultado: FALHA CRÍTICA
Rolagens de Especialização: 0 [Dificuldade: 8 ]

Luke levou a mão ao pescoço de Lucian, tentando levantá-lo, mas seus dedos escorregaram no tecido liso da gravata e perderam a força. Tudo o que consegiu foi torcer um dedo, retirando a mão como reflexo. O colarinho de Lucian ficou um pouco amassado e a gravata frouxa mas ele nem chegou perto de sair do chão.

Ao redor, a paisagem nevada testemunhava os conflitos dos filhotes.

Apesar do sol evitar que a temperatura se tornasse imediatamente intolerável, com exceção de Khamaseen, todos já sentiam demasiado frio. Tremiam e seus dentes começavam a bater sozinhos. Algo deveria ser feito.

Freya:
Freya dirigia pela estepe nevada, uma paisagem extremamente monótona que não mudava há horas. Levava dedicados no corpo uma muda de roupas de neve e uma maleta de primeiros socorros, além de dois amuletos naturalmente incorporados a ela. No banco de trás estava uma mochila com um saco de dormir para neve, muito leve e eficiente. Brinde dos Andarilhos do Asfalto.

Tudo acontecera muito rápido, naquele ritmo que fazia um filhote sentir que não era dono do seu destino.

Enquanto sua mão quase adormecia sobre o volante naquela longa estrada sem curvas, Freya relembrava o passado recente.

Ao chegar a Lua Crescente tinha sido recebida por um garou com sorriso simpático.

Oleg:

Chamava-se Oleg Brado dos Justos, ou algo assim. Ele a levara a uma cabana com a lareira acesa e, durante vários minutos falara sobre um ritual de passagem abortado: aquele em que ela deveria participar.

Segundo o que contara Oleg, os filhotes que os presas de prata russos tinham enviado a diversas seitas ocidentais em troca de outros filhotes, que cumpririam o ritual de passagem em seu caern, haviam sido todos mortos. Em represália, os presas russos do tal rei Vladi tinham cancelado o ritual de passagem dos filhotes recebidos e abandonado-os próximo às divisas do caern Guardião da Estepe, lavando as mãos quanto a sua segurança.

Discordando do que havia sido feito e considerando-o algo indigno dos presas de prata, Oleg partira em direção a Lua Crescente para obter mais informações e tentar organizar um resgate para os filhotes.

Tudo ainda era muito recente quando ela, Freya, chegara. Oleg, no entanto, já tinha pensado em um plano, o qual a incluiria.

Aproveitando-se de sua condição de filhote, Oleg queria mandá-la até a proximidade do caern Guardião da Estepe para encontrar os filhotes. Segundo ele, os garous não a castigariam tão duramente quanto a um adulto, se a encontrassem. E, na forma de ver de Oleg, ele não estaria descumprindo as ordens de deixar os filhotes por sua própria conta ao enviá-la em seu auxílio, ele apenas estaria abandonando um outro filhote. Freya lembrou-se de Lobo Cinzento contando que galliards eram mestres em jogos de palavras…

Então Freya entendeu que aquele seria o desafio de seu própro ritual de passagem. Ela deveria achar os filhotes, tranquliza-los, ajudá-los e guiá-los de volta à nação garou. Segundo Oleg, uma tarefa bem a propósito para um presa de prata. Novamente aquela conversa de que eles eram especiais e por isso a tarefa deles era mais dura.

Para ajudar na tarefa, dois amuletos tinham sido entregues a Freya.

descrição dos amuletos:
Um deles se parecia a uma pequena cabaça e seria para o caso dela ter que cuidar de algum ferimento grave demais para o kit de primeiros socorros. Neste caso, deveria moer a cabaça e colocar o pó na ferida. O pó de meia cabaça já seria suficiente para reanimar um garou às portas da morte ou para fazer um temporariamente aleijado caminhar (cura de dois níveis de vitalidade). A cabaça inteira era quase milagrosa (quatro níveis de vitalidade). Mas ela só podia ser moída inteira de uma vez e o pó obtido deveria ser usado imediatamente.

O outro amuleto era um simples espinho. Quando Freya chegasse a seu destino, a cidade de Sarlov, deveria encontrar um lugar seguro para espetá-lo. Em seguida, ela deixaria a cidade em direção à estepe, pois Sarlov era a cidade mais próxima ao caern em cujos arredores os filhotes tinham sido abandonados. Uma vez que encontrasse os filhotes, ela deveria ativar o amuleto à distância (teste de gnose) e então surgiria um espírito-pombo, que a guiaria pela estepe de volta à cidade.

O detalhe era que Freya não poderia usar nenhum dos amuletos sem ajuda, pois não tinha gnose suficiente. Não poderia usar a cabaça para curar-se, nem o espinho para sair da estepe sozinha. Tinha que achar ao menos um dos filhotes - e vivo - para ativarem os amuletos juntos.

Freya voltou sua atenção à estrada. O gps do carro alugado indicava a aproximação da fronteira. Depois de cruzá-la, ainda faltariam várias horas para chegar a Sarlov.

Sarlov era uma cidade praticamente dominada por parentes presas de prata o que tanto poderia ajudar quanto prejudicar os planos de Freya. Também não seria nada fácil achar o rastro de garous desconhecidos no meio da estepe gelada circundante. Uma saída poderia ser buscar pela umbra, dissera Oleg. Como os filhotes estava próximos a divida do caern e Guardião das Estepes era um caern de enigmas, a presença na umbra de espíritos de aspecto misterioso ou em permanente transformação poderia indicar a proximidade do caern e, por conseqüência, dos filhotes. Como reagiriam esses espíritos, era o que sabia.

Mas Sarlov ainda estava longe. Naquele momento, Freya chegava ao controle fronteiriço entre Rússia e Cazaquistão.

Spoiler:

Freya olhou para os papéis no banco do carona. Os andarilhos do asfalto de Ecaterimburgo lhe haviam dado passaporte russo,  carteira de habilitação e permissão de conduzir no Cazaquistão falsos mas, devido à pressa, não havia nenhuma garantia de que estivessem bem feitos. Se algo desse errado, Freya teria que pensar em um plano B para entrar no país, de preferência com o carro, pois Sarlov ainda estava muito, muito distante dali.


Última edição por Lua em Qui 16 Fev 2017 - 18:59, editado 1 vez(es) (Razão : inclusão de atualização para Freya)


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Sköll em Qua 15 Fev 2017 - 17:18

Stefán acenou positivamente com a cabeça ao receber a resposta de Oleg. Tinha um apresso muito alto por aquela arma. Além da arma, dedicou as roupas que vestia (calça jeans, tênis, blusa e uma jaqueta preta) e uma faca de caça que carregava em uma bainha presa ao tornozelo. Começaram a andar...
Passar pela ponte da Lua foi algo mágico para Stefán. Poucas vezes sentia-se tão conectado a tudo o que estava à sua volta. Até o ar que respirava era diferente. Sentia cheiros e sabores que nunca havia experimentado em qualquer tipo de experiência mundana. Gostava daquela nova sensação...
Primeiro escutou o que os garou mais antigo discutiam. Parecia absurdo para ele o que estavam dizendo. Só conseguia pensar que talvez o seu fim seria a morte em seu Rito de Passagem também, assim como foi o fim daqueles outros filhotes. Não parava de pensar nisso... Deu alguns passos para trás quando os mais velhos partiram, deixando ele e os demais iniciantes à deriva. Estavam todos perdidos, inclusive ele próprio.
Escutava agora os outros filhotes. Todos cheios de dúvidas e cheios de medo. Viu a cena entre o Filho de Gaia e o Senhor da Sombra e se divertiu. Não esboçou nenhuma reação, pois não era de seu caráter. Era frio. Sabia observar sem se meter no que não lhe convinha. Até que as coisas começassem a influenciar a sua vida, não era o caso até então...
Deu mais alguns passos para trás, até se afastar o suficiente de seus companheiros e se isolar em seus pensamentos. Deu algumas voltas sobres os pés e, sem dizer palavra alguma, começou a caminhar em direção ao Norte. Era sempre agradável caminhar para Norte. Parecia que estava indo para casa... Gostava de se virar sozinho, ou esperar para que alguém venha procurá-lo.
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Lucian Lycan em Qua 15 Fev 2017 - 21:59


Tentar farejar na forma humana não era uma tarefa grata mas, mesmo assim, Lucian se esforçou tanto que conseguiu discernir um cheiro almiscarado de urina animal no vento que vinha do oeste.

Antes que pudesse comentar qualquer coisa, porém, Lucian viu que Luke avançava em sua direção, falando em um tom para que todos ouvissem:


-- Desculpe Kham, mas não vou aturar esse desrespeito, se ele fosse prudente, isso não teria chegado a esse ponto.



Luke foi para cima de Lucian, tentando levantá-lo pelo pescoço para intimidá-lo.

ROLAGEM:


Luke levou a mão ao pescoço de Lucian, tentando levantá-lo, mas seus dedos escorregaram no tecido liso da gravata e perderam a força. Tudo o que consegiu foi torcer um dedo, retirando a mão como reflexo. O colarinho de Lucian ficou um pouco amassado e a gravata frouxa mas ele nem chegou perto de sair do chão.

    Enquanto tentava farejar animais para se alimentarem, Lucian identifica um cheiro, e quando iria reportar o achado a Kham, percebe Luke vindo em minha direção, quando o mesmo segura meu colarinho, fecho a cara com uma certa raiva, quando o mesmo torce o próprio dedo no seu gesto inútil, o encaro nos olhos. [1 ponto de Gnose/Don Aura da Nobreza]

-- Estamos todos aqui tentando sobreviver, deveria focar na sobrevivência ao invés de brigar com seu irmão... -Aumentando o tom de voz para todos escutarem- Somos todos filhos de Gaia, brigar entre si e um tanto inútil, irei lhe respeitar para que isso de certo, mas faça o mesmo por mim sim -Tomava um fôlego e continuava- Acabo de farejar urina animal a oeste daqui, mais alguém acho algo? -Dizia por fim para todos ouvirem- [Carisma-Liderança]

    Após dizer essas palavras....

Deu algumas voltas sobres os pés e, sem dizer palavra alguma, começou a caminhar em direção ao Norte. Era sempre agradável caminhar para Norte. Parecia que estava indo para casa... Gostava de se virar sozinho, ou esperar para que alguém venha procurá-lo.


   Ao observa um dos filhotes se afastar do grupo, pensa algumas coisas consigo mesmo.

    "Ele irá sozinho, e ao norte, deixarei que ele se vá."

Off:
- Ponto de Gnose necessário para ativar o don que e automático usando Gnose, então espero que respondam conscientes da ativação.
Ps: Utilizado para fazerem os garous não me verem como provocador mas como vítima, os fazendo escutar melhor as palavras posteriores.
- [Carisma+Liderança] para fazer do discurso inspirador, para que concordem com o mesmo.
- Terei que transforma para crinos ou lupino na próxima, pois usei o turno de gnose, e as ações de rolagem, usei a Gnose como automática por isso considerei pedir a rolagem de dados,se carisma e liderança não puder usar junto, substituía carisma pra lábia Lua.


-Fala
[Detalhes de Atk/Dons.]
"Pensamento"
Narração/Ação
Off:

Ficha Garou Lucian/Lobo



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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Luke Duran em Qui 16 Fev 2017 - 15:51

-- Estou tentando farejar um bosque pelas redondezas, ficar aqui já não é uma opção para nós, precisamos de um local com água e lenha para uma fogueira, o que me dizem?


O nariz humano de Luke não conseguiu perceber nada além de que o ar que o cercava era gelado e muito puro. No entanto, seus olhos treinados de lenhador notaram ao longe algo parecido a um bosque, na direção oeste.

A sobrevivência na neve não o amedrontava, nas ruas já havia passado por situações similares sozinho, e sobreviveu. Além disso, Luke já sabia para que direção seguir, lá estava o bosque que procurava desde sua primeira fala, mas todo a situação que seguia, o tirou a oportunidade de dizer o que seus olhos o mostraram.

Luke levou a mão ao pescoço de Lucian, tentando levantá-lo, mas seus dedos escorregaram no tecido liso da gravata e perderam a força. Tudo o que conseguiu foi torcer um dedo, retirando a mão como reflexo. O colarinho de Lucian ficou um pouco amassado e a gravata frouxa mas ele nem chegou perto de sair do chão.

Luke em uma tentativa frustada de intimidar Lucian por não ter afinidade com roupas formais, se atrapalhou na tentativa de erguer-lo e escorregou o dedo por sua gravata, perdendo o apoio e torcendo o dedo por consequência, o que só contribuiu para que se irritasse ainda mais.

Lucian Lycan escreveu: quando o mesmo torce o próprio dedo no seu gesto inútil, o encaro nos olhos. [1 ponto de Gnose/Don Aura da Nobreza]
Retribuía o olhar e com a respiração ofegante de raiva, enquanto escutava as palavras de Lucian:

Lucian Lycan escreveu:-- Estamos todos aqui tentando sobreviver, deveria focar na sobrevivência ao invés de brigar com seu irmão... -Aumentando o tom de voz para todos escutarem- Somos todos filhos de Gaia, brigar entre si e um tanto inútil, irei lhe respeitar para que isso de certo, mas faça o mesmo por mim sim -Tomava um fôlego e continuava- Acabo de farejar urina animal a oeste daqui, mais alguém acho algo? -Dizia por fim para todos ouvirem- [Carisma-Liderança]

Então retruca com um intenso berro.
-- RESPEITAR? TUDO QUE FEZ ATÉ AGORA FOI O CONTRÁRIO!! SUAS PALAVRAS TRAIÇOEIRAS, NÃO VALEM DE NADA PARA MIM, ASSUMIRÁ A CONSEQUÊNCIA DE SEUS ATOS!!


Toda a situação elevou seu stresse a um nível que racionalizar sobre as palavras de Lucian não o importava.

*Retira a mochila das costas jogando no chão*
OFF:
A mochila não foi dedicada, nela estão a corrente e o óculos

E *transforma-se em Crinos em ato reflexo, ativando o dom Resistência a dor (Gasta 1FV e 1 de fúria pela transformação)*
OFF:
Ativei o dom para prevenir penalização nos dados, da torção e outras possíveis lesões durante a cena.

*Coloca o pé direito para tras como seu pé de apoio, e jogando seu braço direito pra trás pega impulso desferindo um monstruoso soco no peito de Lucian*

Da uma rápida olhada ao redor e por reflexo nota o Cria de Fenris caminhar pela neve, sozinho em direção ao norte!
"Cada um vive a sua própria maneira, parece suicídio, mas reconheço sua coragem"

Ainda enquanto olha ao seu redor percebe o olhar confuso dos outros filhotes e rapidamente volta sua atenção a Lucian.



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"Pensamento"
-- Fala



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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Kurosatsunomori em Sex 17 Fev 2017 - 2:21

Luke Duran escreveu:*Coloca o pé direito para tras como seu pé de apoio, e jogando seu braço direito pra trás pega impulso desferindo um monstruoso soco no peito de Lucian*

Na tentativa de impedir o golpe grita com toda sua força na direção de Luke:
--PARE IMEDIATAMENTE!! [Liderança + Carisma]

Luke Duran escreveu:Da uma rápida olhada ao redor e por reflexo nota o Cria de Fenris caminhar pela neve, sozinho em direção ao norte!
"Cada um vive a sua própria maneira, parece suicídio, mas reconheço sua coragem"

Ainda enquanto olha ao seu redor percebe o olhar confuso dos outros filhotes e rapidamente volta sua atenção a Lucian.

Encarando com um olhar fixo:
--Luke Duran!! Estamos em uma situação PERIGOSA e se você não aceitar meu comando então você NÃO me reconhece como líder!! Se você levantar a mão para esse garoto mais uma vez sem o meu consentimento estará automaticamente fora!

Virando-se na direção de Luke e ainda olhando diretamente nos olhos:
--E eu não vou permitir que alguém de fora ataque qualquer membro da minha matilha!

Aproveitar a Vantagem:
- Aproveitar a Vantagem (Nível Um).
Para os Senhores das Sombras, não existem disputas equilibradas. Se nenhum dos competidores vencer, ambos perderão. Este Dom permite ao Garou fazer pender a balança, mesmo que ligeiramente, em seu favor. Um espírito servo do Avô Trovão ensina este Dom

Sistema O jogador usa um ponto de Gnose. Durante o resto da cena, toda vez que o Senhor das Sombras se envolver em confronto direto com outro ser (e, mais especificamente, se o jogador de fazer um teste resistido), o empate favorecerá o Senhor das Sombras. Por exemplo, um Senhor das Sombras e seu rival Cria de Fenrir estão engajados em luta corporal. Amobs os jogadores devem lançar os dados para ver se o Fenrir consegue se livrar do abraço no qual o Senhor das Sombras o prendeu. Se os jogadores obtiverem o mesmo número de sucessos, o senhor das Sombras vencerá, e o Cria continuará imobilizado. Este Dom dura uma cena.

*ignora Stefán que vai embora sentido Norte*
Ainda atento nas ações de Luke:

--De qual lado você está!?


Narração/*Ação*
"Pensamento"
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem  Black Thief em Sab 18 Fev 2017 - 23:49


A jovem e talvez futura Presas de Prata rumava à sua primeira missão, um destino incerto, previsto quem sabe, por Gaia ou seus espíritos. A sensação de que sua vida estava totalmente fora de seu controle era iminente. A filhote havia deixado o rádio ligado para ouvir alguma música enquanto dirigia cuidadosamente na estrada, tendo como única paisagem um cenário mónotono, quase acinzentado de tão tedioso... Já começava a sentir falta do Caern de cura da Seita Mudança das Estações. Era um lugar bonito por lá, reconfortante, mas novamente... Sua vida estava fora de seu controle e ela agora tinha de dançar conforme a música, quer queira, quer não...

O que acontecera era... Freya não gostava nem de lembrar, quando Oleg tinha lhe contado da tragédia com essa história dos outros filhotes, e aquele tal de... Rei Vlad... Que Rei deixa pessoas aos seus cuidados à própria sorte? Pessoas que eram dependentes dele! Ele não passava de um covarde e Freya sentia raiva só de pensar nesse homem e torcia para que ele perdesse o poder, pois alguém que deixa os seus pra morrer  não merece coroa alguma.

Havia recebido auxilio, havia recebido presentes da tribo dos Andarilhos do Asfalto, e quando recebeu Freya fez questão de deixar muito claro seus agradecimentos à ajuda e a promessa à Oleg que faria de tudo para trazer aqueles filhotes à salvo e em segurança, para Freya aquilo começou a se tornar menos sobre se tornar uma Presas de Prata, e mais por ajudar pessoas que estavam perdidas e precisavam urgentemente de ajuda, deixara de pensar nos Presas de Prata quando Oleg contou à ela que haviam sido deixados para morrer e sua disposição para ajudá-los a achar o caminho de volta para casa fora verdadeira não dando importância para a questão de que "Presas de Prata tem mais responsabilidades". Freya faria aquilo quer fosse uma Presas de Prata ou não, mas mesmo toda essa disposição para ajudar não ofuscavam o medo que a filhote sentia por estar sozinha nessa e o pior, que poderia pegá-la e ainda castigá-la por aquilo. Tinha de confiar no jogo de palavras de Oleg, na prática era tudo simples, basta achar o ponto cego da contradição citada ou apontada, mas na prática seria assim tão fácil? Tinha preferência por não ser pega, conseguir achar os filhotes e ir embora com eles em segurança o mais rápido possível.

Assim... Freya já sentia o frio da Rússia, o que deveria ser sua terra Natal, felizmente falava o Russo e muito bem, com sotaque e tudo, talvez pudesse ser confundida facilmente com qualquer moradora, isso se realmente já não fosse de natureza russa. Isso lhe dava alguma esperança na hora de cruzar a fronteira, pois aqueles documentos falsos foram feitos com tanta pressa que a Garou tinha medo de que algo nele não estivesse certo e aquilo a pusesse em maus lençóis, mas não poderia reclamar disso, os Andarilhos já a ajudaram muito com os apetrechos e ainda com esses passaportes falsos, sozinha Freya não teria nem aquilo, então tudo o que tinha não podia ser de alguma forma criticado.

A jovem de cabelos brancos e olhos acinzentados tentava manter a calma, iria passar pela fronteira, tinha de ser positiva e confiar que mesmo na pressa os Andarilhos fizeram um passaporte de ótima qualidade, tinha que agir como se nada estivesse errado, era só entregar o passaporte e continuar olhando pra frente com o som do carro ligado, como se estivesse tranquila, sem nada a temer. Estava tentando ser positiva.


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Re: Renascer no Inverno

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