Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

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Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Black Thief em Dom 19 Fev 2017 - 15:22



Katerine sentia calor... Estava em um lugar horrível. Passava por uma ponte enferrujada. Olhando para baixo ela via um rio de fogo e lava. Olhando para cima ela apenas via o teto apodrecido de ferro e a sujeira, um lugar estreito, escuro e quente, uma sensação claustrofóbica horripilante.  Estava no que parecia ser uma fábrica abandonada e que agora servia como uma espécie de fornalha para os condenados. Katerine nunca esteve em uma situação assim, nunca esteve em um lugar assim... E havia alguma... Coisa... Atrás dela... Ela sabia disso, algo monstruoso e além dos seus poderes de Garou, que por algum motivo perturbador, não sofriam efeito naquele lugar. Ela tinha de continuar correndo, precisava chegar do outro lado da ponte, tinha que atravessar aquele rio de lava através dela  mas então Katerine tropeçava e a ponte que já era podre cedia de uma forma brusca ao chocar-se com o peso de corpo da Uktena, mas não o suficiente para despencá-la de uma vez. Ela logo se levantava, embora tivesse cuidado para que aquela ponte não cedesse de uma vez ainda era possível ver a urgência exalada de ter que fugir daquela coisa...

Ela seguia cuidadosamente pela ponte, a cada passo que ela dava parecia que era apenas mais um reforço para a sua queda iminente. A cada passo o horror de sentir que não ia conseguir a infestava, mas ela tinha que continua, chegar do outro lado e cruzar um novo corredor estreito e escuro em rumo ao desconhecido.

Ela ouvia Ele chegando... Estava próximo, conseguia ouvir o seu rastejar... Ela não sabia como exatamente Ele era, mas sabia que seria capaz de fazer as piores atrocidades com seu corpo e só de pensar que ele estava se aproximando a Uktena entrava em completo pânico. Ela ouvia o som estranho e indescritível que Ele emitia, ela se apressava e cada passo dado parecia ser uma nova chance de despencar com a ponte enferrujada naquele rio de lava. Mas ela não conseguia pensar em como cair num rio de lava poderia ser pior que cair nos horrores Daquilo... Ela olhava para traz a cada passo cuidadoso e apressado, ela via uma sombra grandiosa, tão grandiosa quanto um Crinos, talvez até mais... Mas ela então conseguia... Havia atravessado a ponte completamente e desesperada, dessa vez sem precisar ter medo da queda ela corria em direção ao corredor e ao cruzar o mesmo se deparava com Aquilo.

Spoiler:




Katerinne despertava como se tivesse emergido de profundas e sufocantes águas negras. Ela estava suada e olhava ao seu redor e estava no sofá da sua mansão de férias em uma áreal do subúrbio na Carolina do Norte junto de sua mãe que naquele momento não se encontrava no recinto. Katerine podia ouvir a chuva de verão caindo da janela aberta com vasos floridos decorando o belo e natural local. Estava claro, a chuva parecia prata ao cair na terra, a casa estava bela e organizada com a brisa entrando e varrendo a casa trazendo harmonia e o cheiro agradável de terra molhada. Havia um livro que estava em seu colo, o mesmo que ela lembrava-se que havia começado a ler até que acidentalmente pegara no sono. Por mais que fosse tão real, Katerine ficava satisfeita que fosse apenas um pesadelo, até ver que suas mãos estavam sujas de ferrugem.


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Crios em Seg 20 Fev 2017 - 14:26




Katerine acordava com um susto. Levantava do sofá com um pulo, enquanto despertava de seu profundo sono já em estado de total alerta. Colocava os pés descalços no chão com o pulo, e o livro caia do seu colo, para o chão. O som do impacto somado a chuva era o único som no local. Katerine olhava atentamente ao seu redor, a busca de ameaças, ou de...seja la oque foi aquilo em seu sonho. A sua esquerda, o corredor que dava para fora daquela sala, e a sua direita, uma janela aberta, com a cortina mexendo com o vento da chuva. Em seus pés, um belo livro. Estava tudo bem.

Sala:

Após alguns segundos de tensão, a Theurge sentia o ar de paz do local, e soltava um bocejo pesado. Ela se agachava para pegar seu livro, mas, antes de encostar na capa, notou que sua mão estava um pouco suja. No instante que virou sua mão para avaliar a sujeira, notou as ferrugens. Uma corrente fria invadia o local. Como uma lamina, o vento ceifava o ar de silencio e  sensação de paz. As pupilas de Katerine se dilatam e era visível pela sua perna, que ela estava muito arrepiada. Em sua coxa era visível a sensação de medo, seus ombros e braços levantados, mãos proximas ao peito, com os punhos fechados. Seu corpo estava em alerta, mas sua mente confusa. Estava tentando decifrar oque estava acontecendo.

Seus pés se moviam. Katerine dava os primeiros passos largos até o banheiro. Seus dedos tremulavam. O que sera que poderia estar acontecendo? Pesadelo, ou realidade? E sera que aquela coisa estava a solta? A Uktena se trancava no banheiro a algumas portas naquele corredor do segundo andar. Sentia um certo medo, mas tentava manter a compostura. Não queria demonstrar (nem aceitar) que estava com medo. Lavou sua mãos. Molhou o rosto, e fitou os próprios olhos esverdeados no espelho que ficava acima da pia.




-Certo. Não há do que ter medo. Tudo bem.

Ela se virou, deu dois passos para o lado, e se olhou em um espelho maior que ficava encostado na parede. Ele ia do chão até a sua cabeça. Perfeito para atravessar a pelicula. Podia ver seu corpo como um todo. Estava mais calma ao ver que não havia nenhum demonio atras dela como na maioria dos filmes de terror, quando alguem olhava para o espelho. Apesar disso, suas indagações continuavam.




-Eu podria ir até a umbra daqui a pouco. Ver se esta tudo bem. Mas, preciso saber se algo aconteceu por aqui e como essa ferrugem apareceu na minha mão. Eu sei quem talvez saiba. Syl...


A Rosenstock se preparava para chamar seu espirito protetor. Começava a cantar a canção preferida de Sylvanndis enquanto destrancava a porta. Colocava uma mão no bolso de seu shortinho buscando um pequeno pingente com formato de lua, e saia a andar pela casa. Sabia que o espirito elfico gostava da chuva, e do clima que trazia. Portanto, não deveria estar longe. Ja muito mais calma, a Uktena caminhava descalça pela casa, dessa vez, sem temer. Passos leves. pés pisando delicadamente no chão, e seu corpo acompanhando o ritmo e timbre da voz. Passava por um corredor qualquer da enorme casa de seu falecido pai. Andava devagar. As paredes eram tão brancas quanto sua blusa. tocava as paredes dos corredores, enquanto voltava a sala. Olhava para o vazio, esperando Sylvanndis aparecer.

"Certo. Logo ela aparece, e perguntarei a ela se ela viu algo dentro de casa enquanto eu dormia. Ferrugens não aparecem na mãos das pessoas do nada. Talvez ela saiba de algo"

Por fim. A moça volta a sala, mas vai em direção a janela. Alguns vasos com rosas coloriam o local. Katerine passa reto pelo sofá com o livro, e deposita seus cotovelos ali, encarando a chuva, sentindo a gostosa brisa que parecia acariciar seu rosto. Mas, mesmo que Sylvanndis não se revela-se, ela sabia que os espíritos estavam com ela. E gaia olha por sua filha. Sabia também que ela jamais ficaria sozinha.

Agora, se essa compania é boa ou má, ja outra questão que não saia da mente de Katerine Regan Rosentock
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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Black Thief em Qua 1 Mar 2017 - 14:22



Katerinne estava assustada. Nunca em sua vida como Garou tinha passado por situação semelhante. Será que passara por uma viagem involuntária à Umbra? Uma viagem involuntária para um reino semelhante ao Inferno citado da Bíblia Judaíco-Cristã? Ela não sabia, olhou no espelho e ponderou se era certo buscar informações diretamente na fonte de seu breve momento de terror mas uma abordagem tão direta seria realmente o sábio a se fazer? Katerine tinha perguntas sobre quais das suas atitudes poderia ser a menos perigosa pois tinha em vista que aquele não era um momento de paz interior, e talvez nem mesmo espiritual.

Resolvera... Era melhor verificar de uma forma indireta primeiro, descobrir se o que houve naquela sala, de fato aconteceu. Assim, percorrendo de volta ao cinzento e belo mar de lazer que era a sua sala uniu a graça da natureza envolta da construção, o clima de paz e serenidade que havia no ambiente (e não o de si mesma) para cantarolar a graça de invocação de sua Guardiã, irmã e amiga Sylvandis. Katerine não era nenhuma cantonra, no máximo sabia algumas poucas coisas de escala músical, sabia tocar alguns acordes no violão ou até mesmo poucas melodias simples no piano e apenas as técnicas básicas de canto, tal como se apoiar em sua diafragma e assim a sua voz ecoava pelo ambiente, e por ter uma bela voz algo mais semelhante um praticante da música podia ser soado mas ainda era claro que Katerine precisava de prática a mais para realmente entender a habilidade do canto.

Sua mãe, Mia logo surgia na sala, tinha vindo do andar acima e tão logo encontrava-se com sua filha abria um sorriso:

Mia Regan:

- Oi querida... Viu passarinhos verdes?

Antes que Katerinne pudesse responder ela surgindo como uma espécie de névoa negra atrás de Mia, quase como um fantasma estivesse para se manifestar. Era Sylvandis que com olhos que por um segundo exibiram uma luz branca que beirava ao prateado dizia:

- Eu sei qual é a sua preocupação, Kat...

Sylvandis:

Logo, Mia dava um breve grito e virava-se para trás com os olhos arregalados, ela punha uma das mãos no coração, parecia ter visto um fantasma e para Mia era como se fosse exatamente aquilo. Não era a primeira vez que Mia via Sylvandis, mas ainda assim aquilo lhe causava arrepios como se fossem a primeira vez. Sylvandis, pelo seu lado não mexeu um músculo, sua seriedade e postura ereta não haviam sido afetadas pelo submisso susto de Mia, que dizia:

- Ai meu Deus... Me... Me desculpa... Eu não acostumei com...

Sylvandis já interrompia Mia, sabendo exatamente o que ela diria:

- Não tem problema, Sra Regan. Se importa de deixar a Kat e a mim a sós? Precisamos falar de algo importante.

Mia olha para Katerinne, um pouco indecisa, ela não parecia querer se posta de fora daquilo mas aquele era um mundo bem complicado para ela, ela sabia disso quando se casara e concordara com deixar assuntos "importantes" para os envolvidos, mas ainda assim o instinto de mãe dificilmente deixaria Mia satisfeita em não saber o que estava acontecendo e Katerinne bem sabia disso.


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Crios em Qua 1 Mar 2017 - 21:53


(achei a musica otima para dar o clima da cena. Então preferi mante-la)

Katerine se concentrava. Voltava para a sala de forma a tentar se tranquilizar. Talvez tentando se enganar. A sala estava com aquele ar de beleza e tranquilidade. Vasos de rosas exuberantes por ai. A Antiga casa de seu pai era de fato muito bonita, ele tinha bom gosto pras coisas.


- Oi querida... Viu passarinhos verdes?

Antes que Katerinne pudesse responder ela surgindo como uma espécie de névoa negra atrás de Mia, quase como um fantasma estivesse para se manifestar. Era Sylvandis que com olhos que por um segundo exibiram uma luz branca que beirava ao prateado dizia:

- Eu sei qual é a sua preocupação, Kat...

Katerine olha a cena com calma, sem demonstrar muita expressão ao espanto da mãe. A penas a visão de Sylvanndis e de Mia juntas, já davam uma sensação de segurança muito forte no espirito da Garou.

Logo, Mia dava um breve grito e virava-se para trás com os olhos arregalados, ela punha uma das mãos no coração, parecia ter visto um fantasma e para Mia era como se fosse exatamente aquilo. Não era a primeira vez que Mia via Sylvandis, mas ainda assim aquilo lhe causava arrepios como se fossem a primeira vez. Sylvandis, pelo seu lado não mexeu um músculo, sua seriedade e postura ereta não haviam sido afetadas pelo submisso susto de Mia, que dizia:

- Ai meu Deus... Me... Me desculpa... Eu não acostumei com...

Sylvandis já interrompia Mia, sabendo exatamente o que ela diria:

- Não tem problema, Sra Regan. Se importa de deixar a Kat e a mim a sós? Precisamos falar de algo importante.

Nesse momento, Katerine não se surpreende com a forma com que Syl apareceu. Dessa forma direta e pontual. Ja estava acostumada com Sylvanndis invandir o local como uma nevoa subita. No fundo sabia que a elfa gostava dessa forma. Mas se preocupa um pouco com sua mãe afinal...Ela quase infartou. Sylvanndis tinha acabado de aparecer em toda sua graça, com sua forma muito “sutil". Seu Encanto era muito útil e pratico para conversar com sua afilhada sem depender de outros meios. Mas ainda assim, sempre aparecia de forma a assustar as pessoas próximas. Especialmente Mia. Ela tinha aceitado essas coisas estranhas na vida. Mas ainda tinha dificuldade para se acostumar. Mesmo sendo apenas uma parente, ela ainda assim se importava com Katerine, e como mãe, garou ou não, era de seu instinto animal e materno, proteção e cuidados da cria. Mãe é mãe. Seu olhar de duvida sobre ficar ou não era visível, e Desabrochar-do-Inverno sabia ler as feições de sua progenitora. Aquele olhar de mamãe protetora era um apelo para o coração garou da uktena.
Sua decisão de falar foi rápida. Katerine enche o peito, da alguns passos a frente se aproximando das duas, e fala com segurança, na tentativa de acalmar sua mãe, de lhe dar segurança que estava tudo bem.


-Mãe. Esta tudo bem. – Katerine se aproximava mais de sua mae, mas sem perder o contato visual – Ocorreram algumas coisas. E Preciso muito falar com a Syl, mas prometo te explicar tudo depois. Ok?

Katerine agora estava a alguns passo de distancia de Mia. Fazia uma feição um pouco mais descontraída, tentando brincar:
-Você sabe. Coisas de theurge. Umbra, e tals.

Ela fazia uma breve pausa

-Ah, e sobre Syl, você sabe. Ela é meio... – Katerine vira seu rosto para sua companheira, analisando e pensando em alguma palavra boa o suficiente para descreve-la-  Sombria as vezes? – então voltava seu olhar para onde estava – Mas nada que você deve se preocupar. Ela só quer o meu bem.

A Rosenstock, agora olha para ambas, a espera de uma resposta. Não gosta de ver sua mãe naquele estado, muito menos de dizer "mãe. depois conversamos". Mas sabia que precisava ficar sozinha com Sylvanndis naquele momento. Um assunto mais urgente gritava. Nesse momento, Katerine esta ansiosa. Suas mãos tremem, e seu coração palpita. Quer muito falar com Sylvanndis, mas precisa transparecer que esta tudo bem para sua mãe. Para lhe preocupar menos. A questão é que sua mãe tem total razão em ficar preocupada. Coloque-se no lugar de Mia. Sua filha sai em missões arriscadas e perigosas. Não é uma menina normal. Pode consultar os melhores psicopedagogos que existem, mas não existem manual de como lidar com filhos. Especialmente se seu filho é um Garou. Especialmente se esse garou é um Theurge, o augúrio que mais se mete em esquisitices e bizarrices. Mia sabe dessas coisas. E fica orgulhosa de sua filha, mas não é fácil.


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Black Thief em Qui 2 Mar 2017 - 19:19


Sylvanndis cruzava os braços em sua postura séria observando Katerinne tentar tranquilizar sua mãe para o que estava acontecendo, tanto que a Elfa erguia sua sobrancelha esquerda ao ouvir Kat chamando-a de "Sombria", mas em seu rosto nada havia mudado, continuava séria apenas aguardando pacientemente que Katerinne dispensasse Mia do recinto. E assim a Uktena tentava convencer sua mãe de que tudo estava bem, apenas assuntos nada urgente do mundo dos Lobisomens, mas nada perigoso, só que ambas as mulheres sobrenaturais daquele recinto sabiam que era uma grande mentira necessária para tranquilizar a mera mortal que nada podia fazer além de desesperar-se.

Mia observava as palavras de sua filha e Sylvanndis continuava naquela mesma postura, ao final Katerinne parecia ter segurado muito bem sua própria tremedeira, ou até mesmo alguma voz vacilante que pudesse ter saído, permaneceu tranquila para não brotar nenhum nervosismo que de denunciasse a mentira necessária sobre o medo que sentia do que lhe havia acontecido a minutos atrás. A mãe de Katerine então dava de ombros e dava uma ultima olhada para Sylvanndis, ainda precisando se acostumar com ela, e depois torna a Katerinne.

- Tudo bem querida, mas se precisar de alguma coisa me chame. Eu vou preparar alguma coisa pra comermos.

E então vira-se para Sylvanndis e diz de forma hesitante:

- Ahm... E você também, srta. Sylvanndis, quer ficar pra... Hum...Almoçar?

Sylvanndis então disse erguendo sua mão em um punho:

- Agradeço, sra Regan, mas a única coisa de que me alimento é do poder de Luna, e do medo de meus inimigos.

A postura de Sylvanndis tornava algo heroico e fantasioso, um forte orgulho brotava daquele gesto e daquela fala, mas aos olhos de humanos modernos não passava de pura excentricidade. Mia dava uma leve risada amarela e diz:

- Ok... Se mudar de ideia, por favor, me avise... Com licença

Assim Mia saía do recinto e Kat via sua mãe se dirigindo até a cozinha que ficava a uma certa distância daquele enorme casarão ao qual estavam passando o verão. Era distante o suficiente para poderem ter uma conversa em privacidade. Tão logo as duas ficavam sozinhas e a chuva continuava a cair em harmonia com o clima acisentado, Sylvanndis dizia fechando os olhos em seriedade:

- Vejo que a sra. Regan ainda teme a minha presença, mas não importa, todos devem temer minha presença, caso contrário eu estaria fazendo algo errado e não me vejo  fazendo algo errado.

Sylvanndis demonstrava um grande orgulho de suas palavras, uma confiança palpável podia ser sentida e um sorriso debochado escapava daquele rosto sério. Ela logo reabria os olhos e continuava:

- Mas, ao que interessa. Kat, deixe-me ver suas mãos.

Logo após Katerinne estender as mãos à Sylvanndis, a mesma as tocava levemente, a cor azul clara da pele da Elfa se destacava bem da pele humana e levemente rosada de Katerinne,  era algo quase alienigena de se ver por pessoas normais. As mãos da Theurge estavam manchadas com ferrujem, Sylvanndis ergueu as mesmas na altura de seu rosto e "farejou" o ferrugem subitamente retirando a mão de Kat de perto de seu rosto e fazendo uma expressão de nojo.

- Ah... Este cheiro nojento... É o cheiro que infesta aquelas criaturas vís.. os Formori...Criaturas lamentáveis.

Ela logo esfrega o nariz com seu polegar de forma delicada e então questiona:

- Diga-me tudo o que se lembra de onde você "esteve" Kat.

E então aguardava a resposta


Rolagem:
2017-03-02 16:36:44 Katerinne rolls 4 dice  Raciocinio + Lábia  to 7,10,8,8 [4 successes]

2017-03-02 16:37:44 Mia rolls X dice to Raciocinio + Empatia ( +1 Bônus- Instinto materno ) [X success]


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Crios em Sex 3 Mar 2017 - 23:54

OFF: Pode ser mantida essa musica maravilhosa de Chrono Cross enquanto for interessante. por isso eu nem coloquei ela denovo. Ta ótima pra esse post ainda


A garou olhava sua mae com preocupação. Tentou com muita força evitar tremer em sua frente, ou demonstrar seu nervosismo. Mas, aparentemente, deu tudo certo.

- Tudo bem querida, mas se precisar de alguma coisa me chame. Eu vou preparar alguma coisa pra comermos.

Os músculos de Katerine se soltam, e ela relaxa. Imediatamente ela sabe que agora poderia conversar em paz com sua Guardiã. Ela respondia para sua mãe:
- Tudo bem mamãe. Logo conversamos mais então. Você sabe que te amo.


As cenas e diálogos seguintes, passam abafados para Katerine. Seu olhar fica vazio por alguns momentos. Olhando para o fundo, enquanto Sylvanndis conversa com Mia. Talvez ela demonstrasse que estava fora de si por algum segundo, mas não fazia mal. Tudo passa meio desapercebido. E Katerine começa um devaneio, sobre sua mae

“E é por esse meu amor, que eu tenho que esconder algumas coisas. Pois o papai não esta mais aqui para lhe proteger. Quem deve te proteger sou eu. Para isso, talvez eu tenha que mentir. Apesar de eu achar errado. Talvez um dia eu tenha coragem de falar das minhas aventuras arriscadas. Desculpe mãe, isso é pro seu próprio bem. Espero que um dia você possa me perdoar.”


Ela sorri. Um sorriso bobo de filha no colo da mãe. Sua mente é retomada, e Katerine volta para realidade. No momento em que sua mãe deixa a sala. Sylvanndis da alguns passo a dentro da sala, enquanto sua parceira avança contra a porta para fecha-la.

- Vejo que a sra. Regan ainda teme a minha presença, mas não importa, todos devem temer minha presença, caso contrário eu estaria fazendo algo errado e não me vejo  fazendo algo errado.


Agora, se virando para Sylvanndis, Katerine ergue as sombranchelas numa feição que diz “aham. Ta. Sei” e fala enquanto caminha na direção de syl, que esta de olhos fechados e costas para ela:
-Depois acha estranho quando te chamo de sombria. – Katerine fala em um tom descontraído. Gosta de brincar desse jeito serio de Syl. Mas rapidamente muda para uma feição de preucupada quando pensa em sua mãe. – E a mãe, ela é do jeito dela. Apesar de entender oque eu faço, ela ainda se assusta um pouco. Eu tenho medo de falar as vezes o que eu realmente faço. Não quero preucupar ela.


Katerine passa por Syl, e agora, fica de frente para ela. Vira seu rosto levemente. Sempre achou Sylvanndis muito linda. Sua forma, olhar, e jeito meio sombrio. Sua presença poderia ser sombria para alguns. Mas trazia muita segurança para a Rosenstock:
-Que bom que veio. Mas vamos ao que interessa.

- Mas, ao que interessa. Kat, deixe-me ver suas mãos.

Logo após Katerinne estender as mãos à Sylvanndis, a mesma as tocava levemente, a cor azul clara da pele da Elfa se destacava bem da pele humana e levemente rosada de Katerinne,  era algo quase alienigena de se ver por pessoas normais. As mãos da Theurge estavam manchadas com ferrujem, Sylvanndis ergueu as mesmas na altura de seu rosto e "farejou" o ferrugem subitamente retirando a mão de Kat de perto de seu rosto e fazendo uma expressão de nojo.

- Ah... Este cheiro nojento... É o cheiro que infesta aquelas criaturas vís.. os Formori...Criaturas lamentáveis.

Ela logo esfrega o nariz com seu polegar de forma delicada e então questiona:

- Diga-me tudo o que se lembra de onde você "esteve" Kat.


Katerine suspira de olhos fechados. Sua mente começa a recordar do pesadelo. Um rápido calafrio toma conta de sua espinha e a lembrança daqueles olhos....Aqueles olhos. Isso dura alguns rápidos segundos. A uktena olha para a poltrona atrás de si, e se senta.

-Então vamos la.
– Katerine suspira mais uma vez – Eu sonhei agora pouco com um lugar...estranho. Um lugar sujo, enferrujado. Feio. Bem feio. Eu estava correndo de alguma coisa, e eu bem que gostaria te dizer o que era. Mas....

A voz da ruiva trava. Evocar a imagem daqueles olho, era algo pesado. Lembrar de todo o contexto não lhe ajudava em nada. Ela retomava:
-Bem. Eu lembro de ter sujado minha mão com ferrugem. Em uma espécie de ponte de metal, sobre um rio de lava. Eu fugia daquela coisa. Apesar de não saber nada sobre ela. Só sei que ela era grande, e terrível. O pior, foi quando eu acordei, e vi minhas mãos sujas.... – Katerine olhava para as mãos. E em seguida para os olhos de Sylvanndis, com um olhar amendrotado e confuso. Em busca de respostas. Com um ar esperançoso, ela diz – Você sabe o que aconteceu aqui?


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Black Thief em Dom 12 Mar 2017 - 16:15

Katerinne contava tudo o que lhe vinha a mente sobre aquele pesadelo que se confirmava, não era apenas um pesadelo. Sylvandis fica pensativa por um instante, a mãe de kat ainda estava em outro cômodo, provavelmente fazendo o almoço que havia dito que faria e então Sylvandis dizia:

- Acho muito estranho... Não são características de algum reino específico da Umbra, talvez seja um lugar em específico... Mas já sei onde podemos começar a procurar. Conhece as Colinas Silenciosas?

Katerinne lembrava de alguma coisa a respeito, já ouvira falar de algum lugar nas redondezas daquela casas de verão onde estava passando as férias com a sua mãe sobre um lugar chamado Colina Silenciosa, mas ela mesma nunca procurou saber a respeito, mas pelo pouquissimo que sabia era um lugar não muito distante de onde estavam. Após expor seus pensamentos, Sylvandis continua:

- A Colina Silenciosa é próxima do Lago Toluca, um lago onde reside abaixo uma prisão. Lá ha uma cidade de mesmo nome, porém essa cidade não é mais habitada depois que um desastre envolvendo minas de carvão tornou o local inabitável, isso teve haver com a fraquíssima força da película e uma força poderosa que a rompeu. Eu não sei se trata-se de uma força da Weaver ou da própria Wyrm, mas podem ser. Visto que você viu um rio de fogo talvez tenha conexão e é o lugar que a película é mais frágil em toda a redondeza.



2017-03-12 14:06:51 Katerinne rolls 4 dice to inteligência + Conhecimento de Área (Diff 7) 2,5,8,6 [1 success]


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Crios em Dom 12 Mar 2017 - 19:51

- A Colina Silenciosa é próxima do Lago Toluca, um lago onde reside abaixo uma prisão. Lá ha uma cidade de mesmo nome, porém essa cidade não é mais habitada depois que um desastre envolvendo minas de carvão tornou o local inabitável, isso teve haver com a fraquíssima força da película e uma força poderosa que a rompeu. Eu não sei se trata-se de uma força da Weaver ou da própria Wyrm, mas podem ser. Visto que você viu um rio de fogo talvez tenha conexão e é o lugar que a película é mais frágil em toda a redondeza.

Katerine fica pensante. Tentando juntar as pontas do quebra cabeça. tentando entender o que estava acontecendo. Sentada na poltrona, ela diz:


-Certo. E você acha que este local tem as resposta para seja la oque aconteceu no meu sonho? Tipo, porque você acha que la é um bom ponto de partida?

Katerine faz uma Pausa. Suspira. E espera Sylvanndis falar. Mas logo em sequencia diz

-Alias, você tem alguma ideia de como essa droga de ferrugem veio parar na minha mão?


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Black Thief em Dom 12 Mar 2017 - 20:43



Katerinne Rosenstock


Sylvanndis


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Diante a primeira pergunta Sylvanndis respondia:

- Me acompanhe, Kat! Como eu disse, a Colina Silenciosa é onde a película é mais fina nesta região. Houve uma manifestação da Umbra naquele lugar, e como você havia citado em seu sonho, havia um rio de lava e uma ponte de metal, como uma fábrica, enferrujada uma mina moderna de carvão que sofreu um acidente envolvendo os meios sobrenaturais.

Sobre a segunda pergunta, a guardiã respondia novamente:

- Tenho ideias mas não gosto de tirar conclusões precipitadas, por isso vou guardá-las pra mim até ter certeza.


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Crios em Dom 12 Mar 2017 - 21:22

Enquanto Sylvanndis respondia, Katerine começa a ficar com a expressão clara expressão de clareza e reconehcimento. Com sua face expressando: "É. Eu não tinha pensado sobre isso".

-É. Acho que você tem um ponto aqui. Faz todo o sentido - Kat solta uma pequena risada descontraida, tentando deixar o ambiente menos "tenso". e fica com um claro sorriso,

-Alias, você tem alguma ideia de como essa droga de ferrugem veio parar na minha mão?


- Tenho ideias mas não gosto de tirar conclusões precipitadas, por isso vou guardá-las pra mim até ter certeza.

-Certo. Me diga depois suas teorias. Estou curiosa. Você pretende ir la agora? porque se sim, apenas deixe eu pegar as minhas coisas la no quarto. Não quero ir desarmada.


Última edição por Crios em Dom 12 Mar 2017 - 21:38, editado 1 vez(es)


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Black Thief em Dom 12 Mar 2017 - 21:36



Katerinne Rosenstock


Sylvanndis


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Sylvanndis assentia com a cabeça quando Katerinne compreendera seu ponto de vista, e ao contrário de Katerinne não sorriu ou se juntou à ela na risada descontraída. Sylvanndis só parecia ver realmente graça nas coisas quando se tratava de um pouco de humor negro.

A chuva ainda era presente no ambiente externo embora sua força tivesse diminuído gradativamente ao longo da conversa e o cheiro gosto de terra molhada começava a invadir mais forte ainda o interior da casa dando uma ênfase no ambiente sereno.

O espirito elfico respondia:

- Eu tenho fortes crenças que este não é o tipo de coisa que devemos adiar, sendo assim é melhor irmos o mais rápido possível. Vá se arrumar e depois vá falar com a Sra. Regan, ela precisará de de uma...


Sylvanndis olha para a direção do corredor da cozinha, local onde Mia havia seguido anteriormente e continua:

-... Desculpa, pra sairmos assim. Ou você prefere que eu vá falar com a Sra Regan? Porque tenho certeza que hei de passar confiança a ela que tudo estará bem enquanto estiver comigo!

Dizia ela com convicção heroica e brava para Katerinne.


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Crios em Dom 12 Mar 2017 - 22:06

- Eu tenho fortes crenças que este não é o tipo de coisa que devemos adiar, sendo assim é melhor irmos o mais rápido possível. Vá se arrumar e depois vá falar com a Sra. Regan, ela precisará de de uma...

Sylvanndis olha para a direção do corredor da cozinha, local onde Mia havia seguido anteriormente e continua:

-... Desculpa, pra sairmos assim. Ou você prefere que eu vá falar com a Sra Regan? Porque tenho certeza que hei de passar confiança a ela que tudo estará bem enquanto estiver comigo!


Katerinne olha para sua guardiã com um certo desconforto. Ela não duvida da capacidade de Sylvanndis, na mesma frequencia que teme o que sylvanndis pode vir a falar.

-Bem...-Katerinne solta um riso rapido- Talvez seja mais seguro eu ir falar com ela. Vou falar que vamos...bem....

A mente theurgica começa a pensar em qualquer plano que fosse para esconder as coisas de sua mãe. Talvez ela nem de bola. Ela precisa de uma desculpa que sua mae entenda pouco. Pra não fazer muitas perguntas. Coisas envolvendo o mundo espiritual são uma boa não é? Então esse é o plano. Confundir ela como um bom theurge faz com todo o resto da nação. A segurança em sua ideia é tanta, que ela se levanta rapidamente da cadeira e anuncia sua ideia com uma certa exaltação:

-EU JA SEI!!! Faremos assim, eu vou falar com ela, enquanto isso, você pegue minhas coisas. Um cuturno, uma calça leg, uma blusa qualquer la, mas o principal: minha adaga e meu revolver. Deixe em algum dos varios banheiros da casa. Talvez aquele proximo da sala de jogos. Dai nos vamos juntas para la. Não se preucupe com a mamãe. Eu acho que sei bem oque falar pra ela.

Com uma certa pressa e animação, Katerine começa a se apressar em direção a cozinha.

O narrador me mandando msg pelo whats escreveu:A katerine anda rápido demais e nem vê a reação da Sylvanndis


No caminho, Kat começa a ensaiar suas falas theurgicas. Seu plano é falar muito, sem falar merda nenhuma. Quem vai querer discutir? se os garous ja estranham as palavras dos theuges, com certeza não seria uma uma parente que iria decifrar. Apesar de que havia um elemento imprevisivel na mistura: Essa parente é a mãe da theurge. Seu passo diminui, ela precisa de tempo pra pensar. Apesar do caminho até a cozinha não ser pequeno, é sempre bom ter calma.

COZINHA:

Katerine chega a cozinha pelo corredor atras, e vai se aproximando da mesa, e indo se sentar em uma das mesas ali. Mia se encontra proxima da janela, ao lado das frutas, cortando tomate. Proximo dali, o fogão ligado com uma panela fervendo agua.

-Oi mãe. então. Só pra avisar, eu conversei com a Sylvanndis, e temos que fazer uma coisa. É meio complicado explicar - Assim segue uma feição de desapontamento. Dando a entender que de fato é muito dificil explicar, apesar dela querer- Estamos um pouco na pressa na verdade, então eu vou, e depois volto para o almoço.

"Ok. plano A: ela diz tudo bem e tudo segue normalmente, sem ela me fazer perguntas. Plano B: eu apelo para todo o poder dos misterios e enigmas do mundo espiritual. Ela ja me viu falando de coisas estranhas, se tudo der certo, ela deixa baixo. Plano C: saio correndo e pulo a janela..."

Katerine olha melhor para a janela, e lembra que esta no primeiro andar do casarão, e que são alguns metros de queda

"...Certo. Talvez o plano C não seja o mais eficiente."


Última edição por Crios em Dom 12 Mar 2017 - 23:10, editado 2 vez(es) (Razão : adicionando a cozinha e tals)


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Black Thief em Seg 13 Mar 2017 - 21:34



Katerinne Rosenstock


Mia Regan


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Katerinne teve uma ideia, e de tão afobada que ficou devido a essa ideia correu em direção à sua mãe para aplicá-la. A reação fora tão repentina que nem mesmo parou para ver qual seria a reação de Sylvanndis com relação ao seu plano que imediatamente botou em prática.

Ao chegar na cozinha e ter encontrado sua mãe na cozinha com seus afazeres, Katerinne imediatamente tentava dar aquele jeito que pensava que Sylvanndis não teria tato para fazer. Ela apenas dizia que tinha que sair com uma "amiga", essa amiga era Sylvanndis e talvez tenha sido exatamente por isso que Mia imediatamente fez uma expressão de preocupada e questionou:

- Espere um pouquinho, mocinha! E onde a srta vai? O que vão fazer??

Parecia que não seria assim tão simples, invocar as coisas nas pressas. Era natural das mães serem questionadoras e desconfiadas de suas crianças, sejam elas meras meninas levadas ou heroínas que estavam destinadas a batalhar perigosamente contra forças sobrenaturais malignas. Era hora de Katerinne aplicar o seu plano B, ao qual Katarinne dizia:

Crios escreveu:-Então mae. Lembra quando Sylvanndis entrou no meu quarto? Então, ela me ajudou a ver. Aqui próximo, a película está enfraquecida. Eu vi o raio que parte ambos os mundo congelar a vida nesta região. Alguns espíritos destas terra choram perante a ruptura da película, e eu, como protetora da grande mae, devo ajudar estes espíritos. Esta terra não ira mais chorar perante o trovão que desce a terra. – Katerine estufa o peito, fala com uma tonalidade mais seria, com coragem e bravura- E se isso tiver haver algo haver com a Wyrm, é meu dever como garou, investigar e estar lá, como manda nossa sagrada litania. Se isso tiver o menor sinal da Wyrm, e por acaso, eu evitar avisar os outros garou, ou ao menos tentar evitar algo pior, estarei sendo descompromissada com meu dever sagrado e abençoado.

A theurge agora olha para sua mae, da uma respirada e por fim, diz:

-Portanto mãe, eu e Sylvanndis precisamos ir.

Mia então olhava para sua filha com cinismo. Ela estalava a língua dentro da boca uma, duas vezes e então cruza os braços, e Katerinne sabia o que aquilo queria dizer, estava em apuros...

- Katerinne.. Regan... Rosenstock...

Sua mãe havia dito seu nome inteiro enquanto se aproximava, Kat agora tinha certeza que estava em apuros... Ela continuava:

- Você é uma menina muito inteligente, isso não tenho duvidas, mas está esquecendo de uma coisinha...

Ela então se aproximava de sua filha e a fitava bem nos olhos.

- Eu sou sua mãe e conheço você com a palma da minha mão.

Ela por fim da um sorrisinho malandro, com quem sabia quem era a mais esperta naquela sala e continua:

- Ou você para de me enrolar e me diz de uma vez o que você e a Sylvanndis vão fazer, em uma língua que eu entenda, ou eu juro que vou prender você no seu quarto e te dar um chapéu de burro, que nem quando você tinha dez anos.

Ela mantinha os braços cruzados na frente de Katerinne e então perguntava:

- E então, mocinha, o que vai ser?

Mia olhava Katerinne de forma séria e confiante, próxima dela com os braços cruzados, com um olhar mais analítico, observando cada reação que a ruiva daria a partir daquele momento tal como uma mãe faz com todos os filhos levados que interrogava a fim de saber os mínimos detalhes de suas mentes jovens e superestimadas.


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2017-03-13 19:16:11 MIa Regan rolls ? dice to Raciocinio + empatia + 1 (bônus: instinto materno) [? successes]

2017-03-13 19:18:36 Katerinne Rosenstock rolls 4 dice to Raciocinio + Labia 7,9,1,6 [2 successes]


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Crios em Seg 13 Mar 2017 - 22:35

KATERINE ESTAVA EM APUROS.

Quando sua mae evocou seu nome por completo, cruzou os braços e fez aquela cara de mãe brava. Cada palavra que ela tirava da boca, fazia Katerine se sentir mal. Ela primeiramente olha a mae nos olhos, porem, conforme anda a briga, Katerine evita o contato visual, e começa a olhar para baixo com um olhar de arrependimento.  


- Ou você para de me enrolar e me diz de uma vez o que você e a Sylvanndis vão fazer, em uma língua que eu entenda, ou eu juro que vou prender você no seu quarto e te dar um chapéu de burro, que nem quando você tinha dez anos.


Ah, maldição. O chapéu de burro. Katerine já passou muita vergonha na frente dos outros, e arranjou muitas brigas por causa daquele maldito e famigerado chapéu. Ela sabia que Mia não estava ameaçando de fato, mas teria uma boa chance de fazer sua vida um inferno se não falasse a verdade. Kat começa a reconsiderar o seu plano C de pular pela janela. Vendo a circunstância atual, não parece mais uma ideia tão ruim, afinal, uma cicatriz aqui ou perna quebrada ali, passa em alguns dias.


(colocque em 2: 10 min e de play. E apenas escute um pouco a musica antes de voltar a ler)

"People couldn't believe what I'd become
Revolutionaries wait
For my head on a silver plate"


- E então, mocinha, o que vai ser?



Katerine começava filosofar, e pensar porque durante a guerra da ira, os outros metamorfos não usaram as mães dos garou, contra eles. Não importa se você é um lobisomem, que é capaz de assumir a forma de um homem lobo de 3 metros de altura, capaz de fazer os inimigos de Gaia tremerem. Sua mãe ainda é sua mãe, e todo garou deve (ou ao menos deveria) Respeitar a mãe mundana tanto quanto se respeita a Grande Mãe. É partindo desse ponto que Katerine fala com um tom calmo, sincero, e meio arrependida do que estava fazendo. Ela não faz contato direto com sua mãe. Apenas fala. E faz pausas para suspirar.

-Eu vou...de fato a película que separa esse mundo do outro, de fato esta mais fraca em um determinado ponto. Eu e Sylvanndis acreditamos que lá podem haver respostas. Respostas para um pesadelo estranho que eu tive envolvendo o mundo espiritual. Pode ser algum tipo de profecia, ou algo assim, que pode envolver essa região. Neste sonho, uma criatura me perseguia, e tentava me caçar. Por isso eu chamei Sylvanndis. Pois ela ajuda a me proteger dessas criaturas. E eu temo que essa criatura esteja a solta, ou esteja prestes a sair. Se de fato a película estiver mais fraca, ela pode vir até mim, ou pior. Pode vir até você antes de mim...

Katerine faz uma pausa bem seria e olha diretamente pra sua mãe. Sabia que talvez ela não fosse entender. Instinto materno as vezes grita mais forte. Mas essa não era hora de discutir isso. Ela precisava ir. Apenas temia que a verdade machucasse muito sua mae

-Você sabe bem mãe, eu sou uma theurge. De todos os 5 augúrios, Eu  sou quem deve lidar com estas questões, faz parte da minha responsabilidade. E os outros garou esperam isso de mim. Eu sei que você deve estar confusa, e esta tudo bem, as vezes eu também fico. Talvez você não me compreenda, Mas você deve entender que eu e Syl temos pouco tempo antes que algo pior possa acontecer. Podemos conversar com calma sobre isso depois. Mas eu realmente tenho que resolver isso.


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Black Thief em Ter 14 Mar 2017 - 21:18




Katerinne Rosenstock


Mia Regan


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Trilha Sonora:


Mia observava sua filha de braços cruzados e cara fechada. A chuva já havia parado por completo àquela altura do campeonato, era possível agora ouvir alguns pios de passaros que estavam livres para voar sem se molhar. Á medida que a jovem Garou ia falando Mia continuava com aquela mesma expressão de mãe severa e que tudo o que sua filha estava falando não passavam de tolices que toda criança dizia para justificar seus atos impulsivos.

Dois segundos se passam e Mia mudava completamente sua expressão fechando os olhos, soltando um suspiro e com a face mais complacente e um olhar terno dizia:

- Quando eu vejo você assim, eu vejo o seu pai na minha frente.

Ela para por um segundo e dizia afagando o rosto da filha:

- Você tem os olhos dele.

E então Katerinne podia ver que os olhos de Mia se enchiam de lágrimas e ficavam vermelhos mas aquelas lágrimas não caíam. Mia limpava um dos olhos e puxando um pouco de corisa no de dentro do nariz que começava a se formar dizia se apoiando na mesa ao qual estava próxima:

- Filha, você precisa entender uma coisa... No meu lado da família, não são todos que sabem a verdade. Quando eu conheci o seu pai eu o detestava, como todas as outras pessoas eu não só não gostava dele,  eu realmente o repudiava, mas quando fomos formalmente apresentados  e obrigados a nos envolver pois estaríamos noivos, eu comecei a ver que... Tudo o que eu sentia por ele, esse julgamento que as pessoas fazem dos Lobisomens sem nem conhecê-los... Isso já não importava mais.  Eu sempre soube que ele me escondia coisas e eu ficava furiosa porque achava que ele estava me traindo. Esse segredo do seu pai quase destruiu nosso relacionamento por muito tempo, mas eu acreditava nele quando ele me dizia que não estava me traindo e era complicado demais pra explicar, principalmente por causa das famílias, e então eu decidi aceitá-la como ele era, mesmo que eu tivesse escolha eu ainda escolheria aceitar que ele tinha uma vida particular que eu não devia me intrometer, e foi assim que ele soube que podia confiar em mim, e então ele faz algo que os Lobisomens não veem com os bons olhos, principalmente a nossa família que não gosta de contar aos seus parentes a verdade. Ele me contou o que ele era e ele me mostrou mas... O que eu sentia por ele era tão forte, que mesmo apavorada eu não conseguia abandoná-lo.

Nesse momento Mia desvia os olhos por alguns instantes e lágrimas vigorosas caíam de seu rosto. Ela mexia nos dedos enquanto estava apoiada com os cotovelos na mesa e continuava:

- Onde eu quero chegar é que... Querida... Mesmo que eu não estivesse sendo obrigada a casar com o seu pai, eu não me casaria com nenhum outro homem. Eu sempre soube dos riscos, tanto à minha vida quanto à viver uma vida sem ele, mas eu o amava demais pra deixar isso me impedir de ficar perto dele e sabia que quando você nascesse, também poderia ser como ele, e o seu irmão também ainda pode...

Ela dizia balançando a cabeça desapoiando-se da mesa e ficando mais perto de Katerinne e segurando o seu rosto com as duas mãos enquanto os olhos desciam em lágrimas.

- Só Deus sabe o quanto eu sinto falta do seu pai. Todo dia, toda noite...  Mas eu sabia no que estava metida e sabia que se queria arriscar ter tudo eu tinha que arriscar perder tudo, e eu não me arrependo um momento sequer das decisões que eu tomei.

Mia então alisava o cabelo de sua filha com ternura e a contemplava, talvez pensando o quanto sua filha cresceu, ou talvez comparando as semelhanças incriveis que ela tinha com seu pai, e continuava:

- Seu pai tentava me proteger como ele podia. Ele costumava agir exatamente como você agiu agora, mas quando eu notei o que ele estava fazendo eu o lembrei de que eu tinha aceitado lutar ao lado dele pelo resto da minha vida, Kat... E eu vou dizer pra você exatamente o que eu disse pra ele:

Ela então parava de alisar os cabelos e segurava os dois ombros de Katerinne.

- Querida, não me ponha de fora da sua vida, foi escolha minha entrar nela, eu preciso que você seja sincera comigo. Eu não vou impedir você de fazer o que tem que fazer. Eu já aceitei o que é esta família e a abracei, eu só quero que você me abrace de volta.

Mia olhava sua filha com ternura e Katerinne podia sentir a sinceridade e o carinho de forma quase palpável.


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Crios em Qua 15 Mar 2017 - 0:23


- Só Deus sabe o quanto eu sinto falta do seu pai. Todo dia, toda noite...  Mas eu sabia no que estava metida e sabia que se queria arriscar ter tudo eu tinha que arriscar perder tudo, e eu não me arrependo um momento sequer das decisões que eu tomei.

Lagrimas. Katerine começa a chorar na medida da sua mãe. Ela falava de Hainz de uma forma que perfurava o coração e Katerine, pois no fim das contas, quem segurou o corpo dele, enquanto ele dizia as ultimas palavras, foi ela. A memoria do sangue escorrendo, dos ferimentos. A dor era expressadas em lagrimas. Katerine tenta segurar o choro, porem as palavras de sua mãe continuam a martelar. Continuam a trazer lembranças...Os outros lobisomens sempre esperam tanto de Katerine, sempre acham que ela sera um espelho do pai, acham que ela será aquilo que ira mudar tudo. A Rosenstock que fara o nome da família brilhar, tal qual Hainz fez. Ele foi um cara incrível. Mia por aguentar esse cara, e todos os problemas que ele tinha, também era uma heroína, da forma dela é claro. As vezes, se da tanta importância para os Garou, que se esquece da vida deles. A familia Regan não dava tanta importância para seus Parentes, diferente dos Rosenstock, que mantem viva a tradição entre a maioria dos parentes. Kat não queria sua mae fosse como um parente dos Fianna, largada entre os garou. Queria que ela vivesse plenamente como um Rosenstock, que comungavam com seus parentes.

- Seu pai tentava me proteger como ele podia. Ele costumava agir exatamente como você agiu agora, mas quando eu notei o que ele estava fazendo eu o lembrei de que eu tinha aceitado lutar ao lado dele pelo resto da minha vida, Kat... E eu vou dizer pra você exatamente o que eu disse pra ele:

Ela então parava de alisar os cabelos e segurava os dois ombros de Katerinne.

- Querida, não me ponha de fora da sua vida, foi escolha minha entrar nela, eu preciso que você seja sincera comigo. Eu não vou impedir você de fazer o que tem que fazer. Eu já aceitei o que é esta família e a abracei, eu só quero que você me abrace de volta.

Katerine começava a chorar mais. Agora não podia mais segurar as lagrimas. Chorava de soluçar, e imediatamente, puxou sua mãe em um forte abraço. Não era capaz de falar nada. Apenas chorava. Apertava mais e mais sua mãe. Sua mente era bombardeada de emoções, lembranças. Pois no fundo, bem la no fundo daquela bola de carne e furia de 3 metros, existe uma criança. Boba, inocente. Uma princesinha do papai. Mas papai esta morto. E todos sentem sua falta. Aos prantos e com muita dificuldade, muitos gaguejos, Katerine fala baixo:


-Desculpa mãe. Eu prometo tentar. Desculpa. As vezes eu só queria que o pai estivesse aqui para me dizer oque fazer. Se ele estivesse aqui, iria falar que estava tudo bem. Iria fazer alguma piada idiota pra todo mundo parar de chorar. –Mais lagrimas e mais gaguejos- Ele sempre sabia oque fazer. Sabia como cuidar de todo mundo.

Katerine se afasta um pouco do abraço, e começa a tentar limpar sua cara

-Eu não queria te contar, pois eu não quero que você tenha medo. Quero fingir que esta tudo bem. Não quero que você tema me perder pra mesma coisa que matou Hainz. Porque se tem algo que eu tenho ódio, são aqueles malditos dançarinos. Eu os odeio, do fundo do meu coração. Eles tiraram uma das coisas mais sagradas que eu tinha.

Kat fazia uma pausa. Seu choro evitava as palavras de saírem. Ela vai até próximo dos papeis toalha. E começa a limpar a cara. Ela lembrava que não poderia demorar muito. Queria ir logo, tinha que ir logo. Ela respira bem fundo e continua sua fala:

-Enfim mãe. Desculpe te esconder isso. Eu te amo. Muito. Só tinha medo. Você entende, esse é o meu dever sagrado. E te prometo. Vou ser forte. Como papai também foi. Vou proteger nossa família. Podemos falar disso depois? Eu, realmente preciso ir o quanto antes. Desculpe não poder ficar muito mais. Mas pondemos compensar quando eu voltar –Katerine levanta a cabeça com um tom mais animado, inspirado. – Podemos ver filme juntas. Sabe. Seria divertido


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Black Thief em Qua 15 Mar 2017 - 20:25



Katerinne Rosenstock


Mia Regan


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Trilha Sonora:

As duas mulheres estavam em um momento de fortes emoções, elas choravam enquanto abraçadas sentindo falta do maior ente querido entre elas, um bravo Garou, um excelente marido e um dedicado pai que caiu nas garras de criaturas que se deixaram levar pelo ódio e pela loucura mas caiu deixando um legado para aquele mundo, para a sua nação e esse legado lendário continuaria a seguir até que o ultimo uivo ecoasse pelos ventos da guerra.

Ao final das palavras de Katerinne, Mia segurava o rosto de sua filha e dizia:

- Seu pai teria tanto orgulho de você... Querida...

Ela então solta o rosto de Katerinne e com um leve sorriso choroso dizia:

- Pode ir... Continue o que o seu pai começou. Apenas me diga aonde está indo, porque... Se te acontecer algo eu consigo contactar a nossa família pra ir te ajudar.

Katerinne havia conseguido o consentimento de sua mãe para poder ir na temerária viagem que faria rumo ao desconhecido e após dizer aonde seria tal busca para receber apoio de emergência caso algo ocorresse, Mia dava um beijo na testa de Katerinne e dava a ela suas bençãos na sua jornada.

Desabrochar do Inverno estava ainda sensibilizada, revivera sentimentalmente momentos dolorosos de sua vida, a perda de seu pai a grande responsabilidade atirada por sobre seus ombros de continuar um legado magnânimo, o ódio contra o inimigo em comum e o medo de que algo ruim ocorresse com seus entes queridos em compensação Katerinne podia sentir uma conexão mais forte ainda para com Mia. Sua mãe tentava mostrar à filha o como ela tinha o apoio apesar do medo em perder seu bem mais precioso em toda sua vida. Mia era uma mulher corajosa, sem duvida teria sido uma excelente Garou se tivesse sofrido a Mudança, ela mostrava que apesar do medo, ela ainda arriscava tudo tentando sempre seguir em frente com sua vida e sua familia, ajudando como podia. A verdadeira caracterização de uma pessoa corajosa não era a ausência do medo em suas entranhas mas sim o combate que se dedicava a ter enfrentando-o, não importava o quão grande era.

A chuva já tinha sessado a algum tempo, Sylvanndis estava na sala com as coisas de Katerinne em mãos. Talvez Katerinne fosse pensar que Sylvanndis fosse falar alguma coisa mas ela estava quieta e séria naquela hora, e talvez Desabrochar do Inverno pudesse ter reparado um leve tom de tristeza em seu olhar, algo que ela raramente vira em sua Guardiã.

Em silêncio as duas seguiam para a garagem interno onde Katerinne havia pegado seu carro e Sylvanndis entrava no banco do carona do carro. Infelizmente Katerinne não sabia de nenhuma ponte da Lua pelas redondezas que ela pudesse usar, nem Sylvanndis, caso contrário ela certamente teria dito. A porta da garagem se levantava e a vizinhança era quase inexistante, mas Sylvanndis ainda assim puxava seu capuz azul escuro para esconder melhor seu rosto incomum das pessoas normais. Se materializar era uma tarefa difícil para os espíritos, mas Sylvanndis preferia ficar materializada ao lado de Katerinne quando iam se aventurar, afinal ameaças podem vir tanto do mundo material quando espiritual.

Felizmente estava tudo quieto, as pessoas que moravam mais naquela região era normalmente idosos ou famílias bem conservadoras. Não havia ninguem talvez pela chuva ainda ter acabado recentemente. A estrada estava completamente livre porém molhada, até o caminho da Colina Silenciosa, Kat e Sylvanndis poderiam planejar sua busca.


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Crios em Qua 15 Mar 2017 - 23:13

Katerine chegava a sala, ainda tocada pelo dialogo com sua mãe. Seu rosto, completamente inchado das lagrimas latejava. Ela chegava até Sylvanndis, pegava sua roupa, em silencio, e iria se trocar, lavar o rosto, para poder partir. Ninguem dizia nada. Um silencio que criava alguns espinhos. Katerine nem tinha muita capacidade para falar no momento. Dentro do carro, quando ambas entram, Katerine coloca uma musica no radio. Para tentar quebrar o silencio. Uma musica especial, para alguem especial. Hainz adorava essa banda...


OFF:
Essa musica é uma homenagem e referencia. Ha alguns anos, um amigo meu cometeu suicido, eu e mais um monte de amigos dele estávamos preparando uma homenagem com essa musica. Então, ela é especial.

É incrível ver como Sylvanndis sempre esta la. Faça chuva, sol ou neve. Em situações tensas, ela aparece quase que como um guarda costas. Um guarda costa azuladinho e um arco mortal. Isso dava segurança para Katerine. Afinal, a jovem estava frágil naquele momento. Talvez Sylvanndis sentisse que devesse estar ali, para proteger kat pois sabia que ela não poderia se proteger direito sozinha? Talvez. Quem sabe. O mais importante é: Ela estava ali. Ponto final. Katerine deriva nestes pensamentos por um tempo, até se dar conta do que viu na sala, quando pegou as suas coisas. Ela estava um tanto quanto abalada ainda, e por isso sua voz saia meio fraca e triste:


-Você também sente falta dele não é? Você até pode achar que sabe esconder seus sentimentos. Mas não de mim.

Kat esperava a resposta de Syl, e com o canto do olho, dava uma olhada para ela. Queria ver a reação dela.

Enquanto isso, segue-se a estrada. Quando chegasse mais parto do local, iria discutir táticas e etc. Mas agora, não estava muito bem para isso


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Black Thief em Qui 16 Mar 2017 - 8:56

Sylvanndis tinha os braços cruzados durante a viagem. Em pouco tempo as duas já pegavam a estrada e estavam a caminho da Colina Silenciosa, embora Katerine não sabia exatamente que estrada tomar para tal.

A Numem respondia então a sua contraparte guardiã em um tom menos sério, amenuo.

- Eu não estou escondendo, Kat... Eu sinto falta do Heinz. Nos passamos por algumas coisas juntos... Mas ham...

Ela olhava para Katerine e dizia :

- O passado está no passado, mas ainda é presente. O que sempre existiu nem sempre existirá, mas o eco de sua existência perdurará por séculos ou milênios. Você sabe disso... Heinz está em outro domínio, um que não consigo entrar, o domínio onde as almas dos vivos vão... Eu sei que Heinz está vivo la, mas.. ainda sinto falta dele.

Então Sylvanndis dá uma pausa e olhava então para a serra que começava a se formar na estrada. A música era tocada mas talvez devido ao humor da situação a elfa não esboçava muita resposta. Ela cortava brevemente o assunto para perguntar:

- Hey, cabeça de fenris, você por acaso sabe qual rota tomar pra chegar até lá?

Kat sabia que Sylvanndis não gostava dos crias de fenris e sempre zombava deles. O que podia ser arriscado mas a Numem era uma mulher guerreira e os crias de fenris eram em suma maioria machistas


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Crios em Qui 16 Mar 2017 - 19:53



- Eu não estou escondendo, Kat... Eu sinto falta do Heinz. Nos passamos por algumas coisas juntos... Mas ham...

Ela olhava para Katerine e dizia :

- O passado está no passado, mas ainda é presente. O que sempre existiu nem sempre existirá, mas o eco de sua existência perdurará por séculos ou milênios. Você sabe disso... Heinz está em outro domínio, um que não consigo entrar, o domínio onde as almas dos vivos vão... Eu sei que Heinz está vivo la, mas.. ainda sinto falta dele.

Katerine tentava manter a compostura. Ela estava afetada ainda, e ver Sylvanndis falando disso. Desta forma...Uma pequena lagrima escorria. Então dizia:

-Ele avançou muito rápido, e por mais que não fosse um ancião, apenas mais um, na verdade, ele deixou um legado muito forte. Uma marca, para os Rosenstock. Ele fez valer o nome. Um bom pai, e um ótimo Garou. Você viu muito mais coisas dele do que eu. Não é?

Então Sylvanndis dá uma pausa e olhava então para a serra que começava a se formar na estrada. A música era tocada mas talvez devido ao humor da situação a elfa não esboçava muita resposta. Ela cortava brevemente o assunto para perguntar:

- Hey, cabeça de fenris, você por acaso sabe qual rota tomar pra chegar até lá?

Troca de musica. Kat sempre achou meio engraçado esses apelidinhos que Sylvanndis achava. Mas agora foi pega de surpresa. Fazia uma cara de confusa e assustada, olhava para sua companheira e soltava a perola:

-Hey, Eu achava que você sabia. Ta. Calma. Sem pânico!!!! –Ela estava mentindo para ela mesma- ESTA TUDO SOBRE CONTROLE!!!! Pegue o saquinhos de bala ao seu lado – Sim, Quando Katerine ficava muito nervosa, balinhas de goma geralmente ajudavam a acalmar a ansiedade.

Após alguns minutos de desespero
-EU TIVE UM PLANO! cade meu celular? Procura ai no canto, deve ta por ai. Não. Não ai, a esquerda.

Katerine agora pegava seu celular, e começava a entrar no GPS. Marcava a localização da Colina Silenciosa, e avançava com seu carro enquanto falava com sylvanndis. Apesar do clima tenso, ela tentava dar uma "alegrada"


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Black Thief em Sab 18 Mar 2017 - 14:09

                            



Katerinne rapidamente pensa em um modo de poder encontrar uma rota para o seu destino. Sylvanndis pegava o celular que Katerinne pedia e logo entregava e a Garou sem dificuldade alguma achava uma rota para a Colina Silenciosa, realmente não era difícil de se achar e assim com o GPS configurado para o local as duas seguem o caminho dentro do carro.

No caminho Katerinne e Sylvanndis conversavam sobre várias coisas, tanto coisas da Umbra quanto coisas materiais e era uma troca de aprendizagem pois enquanto uma ensinava sobre o outro lado do mundo material a outra ensinava do outro lado do mundo espiritual. Além disso Sylvanndis lhe contava estórias de épocas mais antigas que visitara o mundo físico, antes de Heinz, porém ela não podia dar muitas referência pois o mundo físico era confuso para um Espírito que vive a maior parte de sua existência na Umbra.

As horas se passavam e Katerinne ficava cada vez mais perto de seu destino, via que aquela estrada e sua casa de verão pareciam ser localizados no grande Nada, pois parecia que tudo era longe daquele lugar e ela não via nada além de estrada, estrada e colinas, o que na verdade era um bom sinal pois Sylvanndis dizia que estavam chegando perto.

O caminho continuou e o céu começava a ficar muito escuro, tão escuro que quase ofuscava a luz do dia tornando um ambiente mais sombrio e pouco opaco. O som das trovoadas eram ouvidas e rapidamente uma grande tempestade começava a cair naquela região ensopando a pista e dificultando muito a direção. Sylvanndis e Katerinne ainda conversavam bem quando acontecia aquela tempestade e apesar de Katerinne estar bem atenta à estrada bastou um segundo para que Desabrochar do Inverno vira-se para responder à sua Guardiã que logo viu a mesma arregalar seus olhos vermelhos e gritar:

- CUIDADO!!!

Katerinne virou-se subitamente e viu na estrada um vulto que àquela distância e velocidade não havia como parar e desviar e com o susto, a pista molhada e a baixa visibilidade Katerinne virava rapidamente o volante e sentindo o corpo da pessoa chocando-se com a porta do carro e no segundo seguinte o impacto tão poderoso que fizera a Garou bater a cabeça na janela de vidro a lado e desmaiar.
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Musica Tema:

Katerinne sentia sua cabeça doer. Seus olhos aos poucos se abriam dando à ela apenas sinais embaçados. Havia batido o carro, sim... Se lembrava... Alguém havia aparecido do nada naquela estrada, no meio da tempestade, na baixa visibilidade. A Garou via que havia parado de chover, apenas havia uma densa névoa que não a permitia enxergar nada mais do que pouquissimos metros em volta de si e pelo que parecia estava no meio de uma estada vazia. Não só isso... Caía alguma coisa dos céus, seria uma garoa? Seria Neve? Parecia ser neve, mas Katerinne precisava sair para ter certeza. Ela olhava para o lado para saber se Sylvanndis estava bem, porém ela via que o banco do carona estava vazio e a porta do seu lado estava aberta.  Katerinne estava sozinha.


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Crios em Sab 18 Mar 2017 - 19:14

“han? Mas o que......”


Roupa de kat:


A Rosenstock fica quieta por alguns segundos. Sua cabeça doi. Ela não sabe bem o que está acontecendo. Como se tivesse acabado de acordar. Por isso, ela fica quieta durante algum tempo. As coisas começam a voltar a ter sentido. Ela tinha batido em...alguem..? Alguma coisa, para ser mais pontual. Foi estranho.
Katerine olha para os lados. Em sua esquerda. Um vidro com uma pequena rachadura por causa da batida. Katerine estava sentindo até agora. Era pior do que a ressaca que apenas uma festa de Fianna pode lhe proporcionar. Até que hora divertido ao menos. Mas dar uma de mano dos batuques com o vidro não foi legal. Por mais que isso não faça muito sentido, era o que passava na mente desorientada da Garou. Ela começava a virar seu rosto para o lado. A direita, o assento vazio e a porta aberta.................Sylvanndis!!!! Onde ela pode estar agora!


A primeira atitude de Katerine, é verificar seu corpo. Ufa. Pelo menos esta tudo no lugar. Ela começa a sentir um leve medo. Estava sozinha no meio dessa nevoa toda.  Sabia que os Fianna tinham dons para fazer isso Agora. Mais sóbria, Ela notava que o carro estava na estrada.
Dentro do carro, mais próximo a algumas arvores, ela pega seu celular e verifica o relógio.


Narrador falando no whats escreveu:“Eram 16:17 última vez que olhou, antes do acidente. Agora são 19:23. Seu celular está em sinal”

Certo. Sylvanndis esta sumida. Sabe-se la pra onde. 3 horas de diferença. Bem, acho que ela deve ter ido fazer um reconhecimento da área. Ela não é de perder tempo. Talvez tenha desistido de me acordar, mas viu que eu estava viva ainda. E foi ver oque havia ao redor....Mas ela também não me deixaria abandonada e desacordada assim, bem no meio da estrada. A não ser que ela também esteja inconciente. Sera? Acho que não. Vejamos. Acredito que o mais prudente seria adentrar a fraca película, e ir para a penumbra. Mas, e se ela estiver por aqui...?”

Em meio aos pensamentos, katerine soltava-se do cinto de segurança. Começava a pegar suas coisas. Ver se estavam no lugar. Sua Adaga de combate. Seu revolver. Seu celular. Mesmo sem sinal, a tecnologia é muito multi funcional. Estava discutindo em sua mente a decisão a tomar. A atmosfera causava um certo medo na ruiva. Mas ela é um Garou, Gaia era sua aliada. Ainda dentro do carro, Katerine coloca as mãos no volante, fecha os olhos suspira bem fundo, e diz:
-Estou indo Sylvanndis. Aguarde por mim...

Agora, ela saia do carro. Trancava-o. E avançava para o ponto do batimento. Ela queria tentar entender no que poderia ter batido. Para isso, primeiro, tentaria se resolver na terra. Buscar pistas sobre o acidente. Depois, pistas sobre Sylvanndis.

Caso tudo isso fosse inútil, Ela se dirigia com as atenções para a película. Afinal, a Umbra é o segundo lar de um theurge. Especialmente para os Uktena.


Para facilitar. Ela entrava na forma lupina. Era hora de farejar.


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Black Thief em Sab 18 Mar 2017 - 19:58



Trilha Sonora:

Katerinne estava confusa e em um lugar desconhecido. Seu carro não funcionava, seu celular não tinha sinal algum, Sylvanndis tinha simplesmente desaparecido. Ao menos tinha ainda seus acessorios que haviam trago consigo. A Theurge descia do carro ela precisava começar a investigar aquilo e assim ela descia do carro e sentia o eco forte pelo ar quando fechara a porta do carro.

Desabrochar do Inverno então começava a voltar o caminho pela estrada, o carro estava trancado e não parecia que aquela rota passavam carros com frequência, o que poderia ser muito bom ou muito ruím. Enquanto caminhava a Garou via o que caía do céu, não se tratavam de garoa, muito menos de neve, mas cinzas vulcânicas que caíam de forma dançante e leve em todo o ambiente, o que era muito muito estranho visto que não haviam vulcões naquela região e mesmo que houvessem, seria preocupante.

A Theurge continuava o trajeto, ela caminhava e caminhava mas de forma alguma achava a pessoa acidentada, ou qualquer vestígio de que ali houve algum acidente de carro, ao invés disso Katerinne via outra coisa... Uma coisa pior do que ela esperava encontrar, pior do que um acidentado que tivesse como causador ela mesma, algo teoricamente inexplicável... Ela se aproximava mais para ver aquilo de perto... E então ela via a longa descida que era aquela estrada partida... Sim, uma estrada partida, era como se a estrada houvesse simplesmente se quebrado num abismo e caído, não só a estrada mas sim o restante do caminho, as colinas... Tudo... Katerinne olhava para o abismo que ela não fazia ideia que profundidade teria, mas parecia que se caísse ali talvez continuasse a cair eternamente sem algum dia pudesse se chocar com algum chão...




Aquilo era de fato um absurdo completo e já com a intenção de procurar respostas a Theurge buscava cruzar a película para buscar à Umbra mas... Ela fechava os olhos, se concentrava, normalmente não era necessário isso para entrar na Umbra, bastava querer a menos que a Película de onde estivesse fosse muito grossa e necessitasse um pouco de esforço, mas não era o caso... Aquele lugar de forma alguma teria influências da Weaver pra ter a película tão reforçada assim, mas Katerinne simplesmente não conseguia passar para a Umbra e não só isso, ela também não podia voltar e não conseguiria fazer qualquer ligação para pedir ajuda pois seu celular estava sem sinal. Katerinne, estava de alguma forma presa e sozinha.


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

Mensagem  Crios em Ter 21 Mar 2017 - 22:59

A situação era tensa. E algo muito estranho estava ocorrendo. Não precisava ser nenhum theurge para constatar o obvio. Katerine olha a estrada partida de forma muito confusa. Ela caminha até sua extremidade, apenas para ver mais de perto. Ela analisa o local, e não ve formas de passar devolta. Era obvio. Estava “presa” ali. A única opção, seria voltar. Continuar o caminho a qual estava, e torcer para encontrar Sylvanndis no caminho. Não tinha mais oque fazer. Ela dava meia volta, e continuava o trajeto em sua forma lupina

As cinzas eram densas. Deixavam o ar mais pesado. Isso com toda certeza deixava Katerine com arrepios. Não. Tinha algo errado demais. Seus pensamentos começavam a traçar algum plano. Ela estava sem sinal, logo, não teria coom abrir o GPS e ver alguma rota alternativa seguindo estrava a frente, ou pelos menos tentar entender onde estava. Mas agora, o plano principal era entrar na Umbra, la encontraria as respostas. Com algum esforço, ela não consegue cruzar a película. Oque é bem estranho, uma vez que este lugar, teoricamente, estava com a película enfraquecida. Mais a frente na estrada deve haver algum tipo de placa indicando o caminho. Ela não poderia se desencontrar. Não agora. Seus objetivos eram claros:
1-Achar Sylvanndis
2-saber com alguma precisão, onde estava.
3-chegar até a mina.

Essa fuligem deve estar vindo da mina, não existe outra possibilidade. Talvez tenha sido exatamente isso que Syl foi investigar. E se de fato Sylvanndis estiver la, já se passou muito tempo. Ela pode estar em apuros. Katerine precisava se apressar. Não deixaria nada acontecer a sua Guardiã. Tic-tac.

Assim que chegava perto do carro, ela começava a farejar. Cheirava a porta. Começava a seguir estrada, em busca dos rastros de Sylvanndis. Ou seja la para onde o cheiro dela poderia lhe guiar. Agora, se depois de um tempo não encontrasse nada, o medo começaria a bater. E facilmente Katerine entraria em disparada no meio da rua sem pensar duas vezes. Se realmente não achar nada, entraria na forma hispo. E a partir dai, continuaria sua corrida em completa disparada, ela assim queimaria sua fúria, para tentar chegar mais rápido. Cada minuto pode ser importante.

Katerine precisava manter a calma. Estava armada, não apenas por seus pertences, mas por Gaia.

(off. Note que, se Katerine achar rastros da Syl, que não sigam a estrada/levem a mina, ela não entrara em hispo. Isso sera feito apenas se ela tiver que seguir a estrada para chegar até a mina. O gasto de fúria, seria para ganhar uma ação extra no turno, e apenas correr. Nada mais. É o que ela realmente faria, para chegar o quanto antes na mina. E gastaria apenas isso. 1 mero pontinho.)

Alias, falando em gastar furia, a lua, como ta? ganho furia a furia que eu perder? pq se sim, iria gastar 2 de furia no total apenas em ação adicional parar correr, e percorrer uma longa distancia em pouco tempo xD dai já recuperava tudo vislumbrando a lua


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Re: Katerine Rosenstock - Um Conto de Terror

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